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Novos casos de Covid-19 crescem 122,5% em uma semana no Brasil

O Brasil registrou 18.759 novos casos de covid-19 em 24 horas, de acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgados nesta terça-feira (4). Em relação aos dados de uma semana atrás houve um aumento de 122,5% no número de novos registros. Em 28 de dezembro, foram 8.430 novos casos.

Com isso, a média móvel de novos registros nos últimos sete dias atingiu 9.876, a maior desde 15 de novembro de 2021, quando foram computados 10.670 casos. O total de casos de covid-19 chega a 22.323.837 desde o início da pandemia.

O levantamento do Conass, que compila dados de secretarias de Saúde dos 26 Estados e do Distrito Federal, apontou ainda 175 óbitos causados pela covid-19 no período; e o País acumula 619.384 vidas perdidas para a doença.

Ao contrário dos dias anteriores, os dados de todas as unidades da federação foram contabilizados.

Matéria do Estadão via Portal Bem Paraná.

Covid-19: vacina para crianças chega na segunda quinzena de janeiro

As vacinas contra a covid-19 para crianças de 5 e 11 anos de idade começarão a chegar ao Brasil na segunda quinzena de janeiro. A informação foi dada nesta segunda-feira (3) pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

“Na segunda quinzena de janeiro, as vacinas [para crianças] começam a chegar e serão distribuídas como nós temos distribuído”, disse sem dar detalhes sobre quantidade.

Sobre entrega de doses pediátricas do imunizante da Pfizer, o laboratório informou que está definindo as etapas de fornecimento com o governo brasileiro. “A Pfizer está atuando junto ao governo para definir as etapas do fornecimento das vacinas contra a covid-19 para imunização da faixa etária de 5 a 11 anos, com estimativa de entregas a partir de janeiro de 2022”.

Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, há duas semanas, a aplicação da vacina da Pfizer para crianças. Diante do aval da Anvisa, o Ministério da Saúde decidiu incluir as crianças no Programa Nacional de Imunização e liberar a vacinação daquelas que apresentarem prescrição médica para isso.

A medida causou reação de governadores e pelo menos 20 estados, além do Distrito Federal, já adiantaram que não irão seguir a recomendação da pasta. Nessas unidades da federação, a vacinação deverá sem feita sem exigência de pedido médico. São estes, os estados: Acre, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

Nesse público o imunizante já está sendo aplicado nos Estados Unidos, Áustria, Alemanha, Chile, China e Colômbia. Segundo o ministro, o Brasil será “um dos primeiros países a distribuir a vacina para crianças que os pais desejem fazer”.

Consulta pública

Ontem (2) foi encerrada uma consulta pública aberta pelo Ministério sobre o assunto e amanhã haverá uma audiência pública com especialistas de diversas correntes sobre o assunto na sede da pasta, em Brasília.

A lista oficial de participantes ainda não foi divulgada pela pasta. Representantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) participarão do debate. Na quarta (5) a pasta formalizará sua decisão sobre o assunto.

Questionado sobre o assunto, Queiroga ressaltou hoje que a medida não foi um “referendo” nem um “plebiscito”. “Nem é referendo, nem plebiscito. É uma consulta pública, seguida de uma audiência pública onde os especialistas das diversas correntes vão poder discutir para a sociedade tomar conhecimento. O objetivo disso, qual é? Oferecer aos pais as informações necessárias para que eles possam tomar as melhores decisões para os seus filhos”, explicou.

Supremo

A consulta pública para vacinação de crianças foi contestada no Supremo Tribunal Federal (STF) pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos. Na última sexta-feira (31), a ministra Cármen Lúcia deu um prazo de cinco dias para que o presidente Jair Bolsonaro e Queiroga prestem informações sobre a medida.

A confederação quer que o Supremo determine à União que a vacinação desse grupo passe a ser obrigatória, e que a faixa etária seja incluída com urgência no Plano Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde.

Matéria da Agência Brasil.

Paraná começa o ano com crescimento da Covid e da Influenza

2022 começou com alto fluxo de pacientes nos hospitais do Paraná. Com a Influenza H3N2 já por aqui e a provável chegada da variante ômicron do coronavírus, os prontos-socorros públicos e privados viram disparar a procura por atendimento de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs), principalmente nos últimos dez dias. A boa notícia, porém, é o efeito positivo da vacinação, que tem mantido em baixa a necessidade por leitos de enfermaria e UTI.

O médico Rodrigo Silveira de Miranda, do Instituto Paranaense de Otorrinolaringologia (IPO), conta que o corpo clínico do hospital se assustou com a alta demanda ocasionada após o Natal.

“Esse suposto surto de Influenza fez a movimentação do hospital aumentar muito em uma epoca que via de regra é mais vazio, que é o verão. Estamos com muitos atendimentos, muitos pacientes, dúvidas e também alguns diagnósticos. Temos desde as doenças corriqueira na otorrinolaringologia, como rinites, faringites, laringites, amidalites e sinusites, como também um aumento substancial das gripes, incluindo a H3N2 e suas característicss, como também uma retomada da Covid-19, que podemos associar a essa nova variante, que é a ômicron”, disse.

Especificamente com relação aos casos de coronavírus, Curitiba viu subir de 719 para 1.366 o número de casos ativos entre 23 e 30 de dezembro, o que pode apontar para a chegada da variante.

De acordo com o presidente da Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Estado do Paraná (Femipa), Flaviano Feu Ventorim, os números são reflexo do descuido da população. “A gente fica preocupado quando vê imagens da praia com muita gente. Todo mundo sem máscara sem cuidado. Não tem muito o que fazer e vamos agora aguardar o reflexo”, comentou.

Cuidados

Com a alta demanda, Ventorim reforça a importância de que todos os cuidados de combate à Covid sejam mantidos, porque assim, a H3N2 também é reduzida. “O que a gente pede é para que a população não perca o hábito do uso de máscara e álcool em gel. Não podemos baixar a guarda, especialmente em ambientes fechados”, destacou.

Miranda, porém, acredita que o pico dos casos de gripe deve reduzir. “Eu acredito que ela se manifestou como surto, mas agora está se estabilizando. Hoje ainda tivemos uma procura grande de pessoas que retornaram do Ano Novo. De qualquer forma, ainda são muitos casos”, concluiu.

As informações são do Portal da Rádio Banda B

Prefeitura de Curitiba afirma que não exige tempo máximo para consultas de médicos/as nas UPAS

A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba enviou uma nota à imprensa em resposta às denúncias de sobrecarga de trabalho e assédio moral contra médicas e médicos nas UPAs de Curitiba publicadas pelo Simepar no último dia 30/12.

Na nota, a Secretaria nega todas as denúncias, mas há um detalhe importante no texto, no que tange ao tempo das consultas.

“Não há qualquer orientação por parte da SMS para tempo máximo de consulta médica, pois, como bem apontou o Simepar, somente o médico tem liberdade para decidir quanto tempo levará cada atendimento. O tempo depende da complexidade de cada caso.”

Ou seja, quando algum/ gestor fizer esse tipo de exigência, ele/ela estará contradizendo o que preconiza a própria Secretaria.

A Secretaria também afirma que conta com 9.833 trabalhadores da área da Saúde; e destes, 2.541 são novos profissionais. Mas a SMS não diz quantos são médicos e se são concursados ou contratados via Processo Seletivo Simplificado, que são emergenciais e tem tempo de serviço limitado.

Lembramos que as denúncias são repetidas e estarão sendo reiteradas ao Ministério Público.

Veja a nota da SMS publicada no Portal RIC Mais:

“A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba informa que as escalas médicas nas Unidades de Pronto Atendimento estão completas, com “capacidade profissional plena”. Essas escalas médicas foram, inclusive, reforçadas nas UPAs com maior demanda. Curitiba conta atualmente com 9.833 trabalhadores da área da Saúde. Destes, 2.541 são novos profissionais, entre eles médicos. Não há qualquer orientação por parte da SMS para tempo máximo de consulta médica, pois, como bem apontou o Simepar, somente o médico tem liberdade para decidir quanto tempo levará cada atendimento. O tempo depende da complexidade de cada caso. No início desta semana, as UPAs, assim como a rede particular de saúde, registraram um aumento da demanda, por conta da volta do feriado, mas a maior parte dos casos não eram de emergência. Não houve registro de agressão contra profissionais da medicina, da enfermagem ou da administração das unidades. Sobre as realocações, elas podem ocorrer eventualmente para o bem do serviço público. Os profissionais são avisados com antecedência, salvo raras exceções (casos fortuitos emergenciais pontuais)”.

Médicos/as denunciam sobrecarga de trabalho e assédio moral nas UPAs de Curitiba

Médicas e médicos que atendem nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Curitiba estão encaminhando repetidas queixas de sobrecarga de trabalho e de assédio moral por parte dos/as gestores/as.

Segundo as denúncias, há poucos médicos nas escalas de trabalho o que desencadeia a sobrecarga. Os gestores das unidades tentam obrigar os médicos a médicas a atenderem um/uma paciente a cada 15 minutos, o que não condiz com as boas práticas da medicina. Segundo pareceres diversos do Conselho Federal de Medicina, somente o médico tem liberdade para decidir quanto tempo levará cada consulta, e esse tempo dependerá da complexidade do caso em atendimento.

“Nenhum órgão ou instituição tem competência para determinar o tempo de avaliação médica ou estabelecer o número de atendimentos médicos para qualquer carga horária ou atividade médica.” É a ementa do Parecer CFM nº 1/10, da lavra do conselheiro Gerson Zafalon.

A sobrecarga faz com que o tempo de espera por atendimento seja muito longo. Há relatos de 5 ou até 6 horas de espera. Essa demora faz com que os pacientes e seus familiares fiquem revoltados, e não são raros os casos de agressão contra os profissionais da medicina, da enfermagem ou da administração das Unidades.

Outro problema relatado por médicas e médicos são as frequentes realocações de profissionais, que são transferidos de uma UPA para outra sem aviso prévio, poucos minutos antes do início dos plantões, ou até durante o trabalho.

A solução para esse tipo de problema seria a Prefeitura, através da Fundação Estatal de Atenção em Saúde (FEAS), contratar mais médicos e médicas para o atendimento. Há profissionais concursados esperando para serem chamados.

Se a Prefeitura tivesse interesse em melhorar a qualidade do atendimento deveria chamar os médicos concursados para assumirem seus cargos; além de manter os profissionais nas suas unidades, sem mudanças frequentes, melhorando o vínculo dos médicos com os pacientes e suas famílias.

A situação está se agravando nos últimos dias em função do aumento de casos de Influenza, associados à nova variante do Coronavírus, a ômicrom, que está se alastrando rapidamente.

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) encaminhará as denúncias ao Ministério Público, onde já há um Procedimento Administrativo em trâmite sobre as mesmas denúncias.

Para o Presidente do Simepar, Dr. Marlus Volney de Morais, a Saúde Pública de Curitiba passa por dois fenômenos epidemiológicos simultâneos: as festas de final de ano e o recrudescimento das doenças respiratórias.

“Neste período, é fundamental que as equipes de atendimento das UPAS estejam com a capacidade profissional plena. Mas na realidade, os trabalhadores da saúde estão sofrendo com assédio e sobrecarga de trabalho, o que é inaceitável”; completou.

Vacinas aumentam proteção de quem já teve Covid-19, aponta estudo da Fiocruz

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) publicaram nesta quarta (29) um estudo sobre vacinas contra covid-19 usadas no Brasil que aumentam a proteção contra o SARS-CoV-2 em quem já teve a doença previamente.

O trabalho foi publicado em formato preprint no site Medrxiv, o que significa que ainda precisa ser revisado por outros cientistas.

Os pesquisadores avaliaram 22.565 indivíduos acima dos 18 anos que tiveram dois testes de RT-PCR positivos e 68 mil que tiveram teste positivo e depois negativo, entre fevereiro e novembro deste ano.

Segundo o artigo, a vacinação com as duas doses de AstraZeneca, Pfizer e CoronaVac, ou com a dose única da Janssen, foi capaz de reduzir reinfecções sintomáticas e casos graves da doença em quem já havia contraído a covid-19 anteriormente.

A pesquisa mostrou que, quando a vacina requer duas doses, a aplicação da segunda dose de fato elevou o nível de proteção contra reinfecções nos indivíduos estudados.

Principal pesquisador responsável pelo estudo, Julio Croda, da Fiocruz Mato Grosso do Sul, explica que análise contou com a base nacional de dados sobre notificação, hospitalização e vacinação e confirma a necessidade de completar o esquema vacinal mesmo em quem já teve covid-19.

“A importância de ser vacinado é a mensagem principal, e a necessidade dessas duas doses para maximizar a proteção. Vemos que alguns países chegam a recomendar apenas uma dose para quem teve covid-19, por considerar que estes já contam com um certo nível de anticorpos neutralizantes. Mas esse tipo de avaliação de efetividade na vida real mostra que há um ganho adicional com a segunda dose. É um ganho substancial contra as formas graves”, disse ele em entrevista à Agência Fiocruz de Notícias.

Ao analisar os dados, os pesquisadores descobriram que, após a infecção inicial, a efetividade contra doença sintomática 14 dias após o esquema vacinal completo é de 37,5% para a CoronaVac, 53,4% para AstraZeneca, 35,8% para Janssen e 63,7% para Pfizer. Já a efetividade contra hospitalização e morte, também após 14 dias da aplicação, é 82,2% com a CoronaVac, 90,8% com a AstraZeneca, 87,7% com a Pfizer e 59,2% com a Janssen. O estudo completo pode ser acessado em inglês no site Medrxiv.

Estudo da Fiocruz aponta que vacinar crianças é estratégico no combate à Covid-19

Novo estudo da Fiocruz aponta a imunização das crianças contra Covid-19 como uma estratégia importante para aumentar a cobertura vacinal da população brasileira.

A pesquisa, submetida à Revista Brasileira de Epidemiologia, e disponível em formato preprint, analisa a evolução da vacinação no país e observa que a imunização no país estaria com uma tendência já próxima à estagnação.

Atualmente, cerca de 85% dos brasileiros podem se vacinar, se consideradas todas as pessoas acima de 11 anos. No entanto, os pesquisadores observaram que, desde setembro, o ritmo de vacinação da primeira dose no Brasil vem desacelerando. E nos dois meses seguintes ao dia 9 de outubro esse ritmo caiu ainda mais a cada Semana Epidemiológica (SE), chegando perto do zero – cerca de 0,08% por dia. Para os pesquisadores, isso poderia sugerir que a vacinação já está próxima do seu limite, com 74,95% da população imunizada com a primeira dose.

Segundo o estudo, uma das formas de superar essa curva de estagnação é ampliar as faixas etárias elegíveis à vacinação, com a imunização das crianças, e criar novas estratégias para aumentar a aplicação da primeira dose em pessoas que vivem em locais remotos. Para os pesquisadores, a estagnação tem maior relação com dificuldade de acesso do que com recusa em receber a vacina.

A análise teve como base a cobertura vacinal por unidade da Federação, de acordo com as semanas epidemiológicas e tendo como data de referência o último dia de cada SE. O período de referência para a análise foi a Semana Epidemiológica 47, correspondente à última semana de novembro.

De acordo com o estudo, o Brasil tem quatro fases distintas na evolução temporal na aplicação da primeira dose. Houve uma fase inicial, quando a progressão foi lenta devido em parte à falta de imunizantes. Em seguida ocorreu um período de cerca de dez semanas em que a vacinação começou a atingir as pessoas com menos de 70 anos, seguido por outro em que se observa uma velocidade no aumento da cobertura, chegando a pessoas com menos de 60 anos. E depois veio a quarta fase, que deixa claramente marcada a desaceleração.

“A grande maioria dos estados segue esta tendência, variando apenas a velocidade de aumento da cobertura, que foi sistematicamente maior nos estados das regiões Sul e Sudeste”, comenta o pesquisador do Observatório Covid-19 da Fiocruz e um dos autores, Raphael Guimarães. O pesquisador destaca que “nas unidades da Federação em que a cobertura de primeira dose é mais alta, a diferença para a cobertura de segunda dose é menor, sugerindo que a perda de população entre doses tem sido pequena”.

Os pesquisadores ressaltam que os estados do Norte têm população mais jovem, o que pode parcialmente explicar a cobertura mais baixa nessa região. O estudo mostra que há uma grande desigualdade nacional, com Norte e Nordeste apresentando as piores coberturas, tanto de primeira quanto de segunda doses, o que deixa claro que os valores nacionais são inflacionados pelos números estatisticamente superiores dos estados do Centro-Sul.

Para exemplificar: São Paulo e Amapá têm, respectivamente a maior e a menor cobertura vacinal no país. “É importante ressaltar que, além de aspectos populacionais, questões relacionadas à logística de distribuição podem influenciar nos dados utilizados na análise”, observa Guimarães.

O estudo lembra que a estratégia de vacinação como medida de mitigação da pandemia tem sido uma medida efetiva, no Brasil e no mundo. A população, de uma forma geral, vem aderindo à aplicação do imunobiológico. E acrescentam, em relação à vacinação infantil, que há imunizantes com comprovada eficácia para este grupo etário e estudos de segurança indicam que é possível sua utilização.

Segundo os especialistas, a boa adesão à vacinação no Brasil é resultado de mais de 40 anos de construção de credibilidade do Programa Nacional de Imunizações, que garante cobertura universal ao calendário básico vacinal no país. “Neste sentido, é razoável supor que a estagnação está mais relacionada à dificuldade de acesso do que à recusa em receber o imunizante”, diz Guimarães.

De fato, de acordo com a análise, a cobertura da vacinação é menor em áreas mais carentes e entre grupos de minorias étnicas. Portanto, é fundamental fortalecer estratégias comprometidas com a redução da iniquidade de vacinação.

Guimarães ressalta que a vacinação é uma responsabilidade individual e coletiva. “Além disso, é essencial obter celeridade no processo de aquisição das vacinas que tenham comprovada segurança para crianças de 5 a 11 anos, para que este grupo fique protegido e permita uma maior cobertura vacinal total no país”.

Matéria do Portal da Fiocruz.

Está valendo a exigência do comprovante de vacinação anticovid para entrar no Brasil

O governo federal editou norma nesta segunda-feira (20) passando a exigir teste negativo para covid-19 e comprovante de vacinação para viajantes vindos de outras nações que desejem entrar no país por via aérea. As novas regras já estão valendo.

Segundo a portaria interministerial, o comprovante de vacinação é válido com vacinas para combate à covid-19 aprovadas no Brasil, no país onde a pessoa foi imunizada ou das marcas autorizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A última dose tem de ter sido aplicada pelo menos 14 dias antes da viagem.

Ainda pelas novas regras, estrangeiros e brasileiros que desejarem vir ao Brasil de avião terão que apresentar comprovante de teste negativo para a covid-19 com duas alternativas: ou um exame de antígeno realizado nas 24 horas anteriores ao embarque ou um PCR feito até 72 horas antes da viagem.

As crianças menores de 12 anos viajando acompanhadas não precisarão apresentar o teste negativo. Já aquelas com idades entre 2 e 12 anos que viajarem desacompanhadas deverão realizar o teste como requisito para a viagem.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) havia recomendado a exigência de certificado de vacinação para a entrada no país. A sugestão foi aprovada em novembro.

Exceções

A norma prevê exceções para a apresentação do certificado de vacinação, como em caso de condição de saúde para a qual a vacinação é contraindicada, pessoas com idades cuja vacinação não foi recomendada e de países com cobertura vacinal baixa, em lista que será elaborada pelo Ministério da Saúde e publicada em seu site.

A portaria abriu brecha para brasileiros e estrangeiros que moram no Brasil e não estejam completamente vacinados, incluindo essas pessoas entre as exceções para a apresentação do cartão de vacinação.

Nessas hipóteses, o viajante deverá fazer quarentena de 14 dias na cidade de destino. Outra exigência para a entrada no país é o preenchimento de um documento com informações denominado declaração de saúde do viajante. As informações das pessoas em quarentena serão encaminhadas aos centros de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS).

Os tripulantes de aeronaves não precisarão apresentar testes negativos para covid-19. Para esses trabalhadores, a portaria institui um conjunto de protocolos específicos. O governo poderá determinar exceções e tratamentos diferenciados para situações de ajuda humanitária.

Restrições de voos

A portaria também estabeleceu restrição para a vinda de voos com origem ou passagem nos últimos 14 dias pela África do Sul, Botsuana, Essuatíni, Lesoto, Namíbia e Zimbábue, nações com maior ocorrência da variante ômicron.

Transporte terrestre

No caso do transporte rodoviário, também passa a ser exigido o comprovante de vacinação nos pontos de controle terrestre, das vacinas aprovadas no Brasil, no país de imunização do viajante ou pela OMS.

As exceções estabelecidas para o comprovante de vacinação no caso dos voos também são válidas para a entrada por rodovias. Foi acrescida a exceção nas hipóteses e cidades-gêmeas, desde que os brasileiros recebam o mesmo tratamento pelo país vizinho.

Também foram excluídos da obrigação os trabalhadores de transporte de cargas, desde que comprovem a adoção de medidas para evitar o contágio e o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI).

Anvisa autoriza vacina da Pfizer contra a Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso da vacina produzida pelo consórcio Pfizer-BioNTech, a Comirnaty, contra a covid-19 em crianças com idade de 5 a 11 anos.

A aprovação está sendo anunciada hoje (16), após avaliação técnica da agência sobre o pedido apresentado em novembro, indicando o uso da vacina para este público.

A resolução com a autorização da Anvisa será publicada ainda hoje (16) no Diário Oficial da União, em edição especial, segundo gerente geral de Medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes.

“Com base na totalidade das evidências científicas disponíveis, a vacina Pfizer-BioNTech, quando administrada no esquema de duas doses em crianças de 5 a 11 anos de idade, pode ser eficaz na prevenção de doenças graves, potencialmente fatais ou condições que podem ser causadas pelo SARS-CoV-2”, disse Mendes.

O gerente lembrou que as análises contaram com a participação de diversos especialistas tanto da Anvisa como de outras entidades. “Verificamos segurança e tolerabilidade, em uma primeira fase. Nela foram aplicadas doses diferentes. Com base no resultado, chegamos à conclusão de que deveriam ser aplicadas 10 microgramas, quantidade inferior à aplicada em adultos”, disse.

Ele acrescentou que, na comparação entre crianças de 5 a 11 com pessoas de 16 a 25 anos [considerando as doses correspondentes a cada grupo], foi identificada a presença de anticorpos nas crianças.

“Observamos desempenho satisfatório da vacina também contra a variante Delta”, ressaltou. “E não há relato de nenhum evento adverso sério, de preocupação ou relato relacionado a casos muito graves ou mortalidade por conta da vacinação. Esse perfil de segurança é muito importante”, completou.

De acordo com a gerente geral de Monitoramento, Suzie Marie Gomes, as doses de vacinas para crianças é de um terço em relação à dose e à formulação aprovada anteriormente. Além disso a formulação pediátrica é diferente. Ou seja, não se pode fazer diluição da dose de adulto para a dose de criança.

Suzie Marie acrescenta que as crianças que completarem 12 anos entre a primeira e a segunda dose devem manter a dose pediátrica. A vacina da Pfizer-BioNTech já havia sido autorizada para aplicação em adolescentes com idade a partir de 12 anos.

Por fim, a gerente de Monitoramento ressalta que não há estudos sobre coadministração com outras vacinas e que, portanto, o uso de diferentes vacina não é indicado.

Segundo a Anvisa, a dose da vacina para crianças será diferente daquela utilizada para pessoas a partir de 12 anos. Os frascos também terão cores distintas para evitar erros na aplicação.

Matéria da Agência Brasil.

65% dos brasileiros são a favor da exigência do comprovante de vacinação anticovid

Pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que dois em cada três brasileiros (66%) têm medo de conviver diariamente com pessoas que não tomaram nenhuma das doses da vacina contra a Covid-19.

Para 65% dos entrevistados, os estabelecimentos comerciais e outros lugares devem exigir o comprovante de vacinação como condição para os clientes entrarem nos mesmos. Apenas 22% são contra essa prática. Os dados mostram, no entanto, que essa exigência ainda não está disseminada. Só 18% das pessoas tiveram de comprovar a vacinação em algum dos lugares que frequentou nos últimos três meses.

“O crescimento econômico, a geração de emprego e renda serão mais intensos na medida em que conseguirmos acabar com a pandemia. A vacinação em massa foi determinante para contermos a disseminação do vírus. Nesse sentido, a CNI apoia todas as medidas que ajudam no combate à Covid-19”, comentou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

Ele reforça que quanto mais a população e o setor produtivo sentirem-se seguros, melhor o ambiente de negócios para a retomada da economia.

Medo de frequentar lugares públicos é menor entre os não vacinados

As pessoas que não receberam nenhuma dose de vacina são aquelas que têm menos medo de frequentar lugares público. Enquanto 65% dos brasileiros totalmente imunizados têm algum temor de ir a shows e eventos, o percentual cai para 39% entre aqueles que não tomaram nenhuma dose do imunizante.

No geral, essa é a atividade que mais desperta algum tipo de temor entre os entrevistados, considerando imunizados ou não. Sessenta e um por cento deles afirmam que têm medo muito grande (16%), grande (22%) ou médio (23%) de ir a shows ou eventos. O trabalho presencial é a atividade que menos assusta os entrevistados: 23% afirmam que têm medo muito grande (8%) ou grande (15%) e 27% dizem que o medo é médio.

Maior parcela da população é a favor da obrigatoriedade do uso das máscaras

Em meio à discussão sobre a obrigatoriedade do uso de máscaras, 49% da população se manifesta contra a queda da exigência do uso desse equipamento de proteção e 39% são favoráveis às medidas que tornam o uso de máscaras facultativo. Dez por cento não são nem a favor nem contra e 2% não sabem responder.

Os não vacinados são os mais favoráveis ao fim da obrigatoriedade de máscaras. Entre eles, o percentual é de 50% contra 38% daqueles que estão totalmente imunizados.

O mesmo comportamento é observado em relação ao uso das máscaras atualmente. Enquanto 59% dos brasileiros totalmente imunizados usam máscaras em locais abertos e fechados, o percentual cai para 29% entre aqueles que não tomaram nenhuma dose da vacina.

A pesquisa da CNI entrevistou 2.016 brasileiros com idade a partir de 16 anos, nas 27 unidades da federação entre os dias 18 e 23 de novembro. A margem de erro no total da amostra é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

Confira a íntegra da pesquisa, clique aqui.

As informações são da Confederação Nacional da Indústria.