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Brasil passará a produzir vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou, nesta quarta-feira (10/09), uma parceria de transferência de tecnologia da vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Com isso, o Brasil passará a produzir o imunizante, garantindo a sua oferta no Sistema Único de Saúde (SUS). As primeiras 1,8 milhão de doses adquiridas por meio do acordo envolvendo o Instituto Butantan e a farmacêutica Pfizer serão entregues até o fim deste ano. A distribuição da vacina na rede pública de saúde para proteção de gestante e bebês começa na segunda quinzena de novembro.

O Brasil também passará a produzir por meio de Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP) o natalizumabe, medicamento biológico usado no tratamento da esclerose múltipla. A transferência de tecnologia será da farmacêutica Sandoz para o Instituto Butantan. O Ministério da Saúde, por meio de parcerias como essas, busca fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde e reduzir a dependência do país no setor.

A vulnerabilidade do país na oferta de insumos durante a pandemia de Covid-19 e os recentes episódios relacionados a aplicação de tarifas abusivas às exportações brasileiras, reforçam a importância da soberania do SUS para garantir o acesso da população a medicamentos e tratamentos.

“Nós vamos incorporar ao sistema de saúde uma vacina contra o vírus sincicial respiratório, fruto de uma cooperação coordenada pelo Ministério da Saúde com o Instituto Butantan, uma instituição pública, com o governo do estado de São Paulo, governado por um partido diferente, e com uma indústria que tem sede nos Estados Unidos. Nada disso é obstáculo para que nós, do SUS, do Brasil, do governo brasileiro, sob a liderança do presidente Lula, construamos esse arranjo, essa Parceria para o Desenvolvimento Produtivo, assinemos o contrato e possamos oferecer ainda este ano, de graça, às gestantes brasileiras. É uma proteção dupla: protege a gestante e o recém-nascido. E, ao mesmo tempo, garante transferência de tecnologia, incorporação de inovação e geração de emprego, renda e conhecimento ativo no nosso país”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.

A assinatura foi realizada durante a posse do diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Leandro Safatle, e dos novos diretores da Agência, em Brasília (DF).

Gestantes serão imunizadas contra o vírus sincicial respiratório em 2025

Em novembro, o Ministério da Saúde iniciará o envio das primeiras 832,5 mil doses da vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e, até dezembro, distribuirá mais 1 milhão para todo SUS. A distribuição aos estados e municípios permitirá a organização de calendários locais, com aplicação nas unidades básicas de saúde e pontos de vacinação de cada região.

Devem se vacinar gestantes a partir da 28ª semana de gravidez com apenas uma dose. O vírus é responsável por 80% dos casos de bronquiolite e 60% de pneumonias em crianças menores de 2 anos. A vacina tem potencial para prevenir cerca de 28 mil internações por ano, oferece proteção imediata aos recém-nascidos e beneficiará aproximadamente 2 milhões de bebês nascidos vivos.

A cada cinco crianças infectadas pelo VSR, uma necessita de atendimento ambulatorial e, em média, uma em cada 50 acaba hospitalizada no primeiro ano de vida. No Brasil, cerca de 20 mil bebês menores de um ano são internados anualmente.

O risco é ainda mais elevado entre os prematuros, cuja taxa de mortalidade é sete vezes maior do que a de crianças nascidas a termo — grupo que representa 12% dos nascimentos no país. Entre 2018 e 2024, foram registradas 83 mil internações de bebês prematuros por complicações associadas ao vírus, como bronquite, bronquiolite e pneumonia.

A imunização materna favorece a transferência de anticorpos para o bebê, contribuindo para a proteção nos primeiros meses de vida, período de maior vulnerabilidade ao VSR.

Produção nacional de medicamento para esclerose múltipla

O natalizumabe que passará a ser produzido no Brasil a partir do acordo de transferência de tecnologia é indicado a pacientes com a forma remitente-recorrente de alta atividade, que corresponde a cerca de 85% dos casos, e que não responderam de forma adequada a outros tratamentos.

O SUS oferta o natalizumabe desde 2020, mas atualmente há apenas uma empresa com registro na Anvisa. Com a nova PDP, o Ministério da Saúde amplia a concorrência, reduz vulnerabilidades e fortalece a política de acesso universal ao tratamento.

A parceria entre o Instituto Butantan e a farmacêutica Sandoz prevê a transferência completa da tecnologia do natalizumabe, permitindo que o laboratório público passe a dominar todo o processo produtivo — desde o insumo farmacêutico ativo (IFA) até a formulação final do medicamento.

A esclerose múltipla afeta cerca de 2,8 milhões de pessoas em todo o mundo e, no Brasil, atinge aproximadamente 40 mil pacientes. É uma doença autoimune que compromete o sistema nervoso central e afeta principalmente adultos jovens, entre 18 e 55 anos. É caracterizada pela desmielinização da bainha de mielina, camada que reveste os axônios e possibilita a condução dos impulsos elétricos responsáveis pelo controle das funções do organismo.

Ações do Governo Federal para fortalecer a indústria

Desde 2023, o Governo Federal retomou a agenda voltada ao fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde com medidas para reduzir a dependência do Brasil. A expectativa é que, em até dez anos, 70% das necessidades do SUS em medicamentos, equipamentos e vacinas sejam produzidos no país.

A estimativa é de investimento de R$ 57,4 bilhões com envolvimento do setor público e privado. Além das parcerias de inovação e transferência tecnológica, os recursos são destinados para a infraestrutura do setor.

Os anúncios foram realizados durante a cerimônia de posse de três novos diretores da Anvisa: o diretor-presidente, Leandro Pinheiro Safatle; e dois diretores da Gerência e Administração do órgão, Daniela Marreco Cerqueira e Thiago Lopes Cardoso Campos.

As informações são do Ministério da Saúde.

Lei federal oficializa campanha do Setembro Amarelo de Prevenção à Automutilação e Suicídio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que institui a campanha Setembro Amarelo, estabelecendo o mês de setembro como período de mobilização nacional voltado à promoção da saúde mental e à conscientização sobre a prevenção da automutilação e do suicídio. A medida foi publicada nesta terça-feira (9/9), no Diário Oficial da União .

A nova legislação também cria duas datas de referência: 10 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção do Suicídio e 17 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção da Automutilação. Os marcos têm como objetivo ampliar o debate público, reduzir estigmas e estimular a busca por profissionais.

Durante o mês, o Governo do Brasil, em parceria com instituições, organizações da sociedade civil e escolas, promoverá palestras, campanhas educativas, atividades comunitárias e ações de comunicação, além da iluminação de prédios públicos com a cor amarela, símbolo da mobilização.

De acordo com a lei, a campanha busca informar sobre riscos, oferecer orientação sobre recursos disponíveis de apoio e tratamento, e fortalecer a empatia e o acolhimento às pessoas que enfrentam desafios relacionados à automutilação e à ideação suicida.

CAPS — Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) oferecem serviços com equipes especializadas para atender as necessidades de saúde mental da população, incluindo pessoas que passam por desafios relacionados ao uso de álcool e outras drogas. Trabalham de portas abertas e articulados a toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS), da Atenção Primária à Urgência e Emergência e atenção hospitalar. Os CAPS contam com equipes multiprofissionais de médicos, enfermeiros, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais e técnicos de enfermagem. Além de receber residentes de diversas áreas da saúde.

BUSQUE AJUDA — O atendimento nos CAPS está disponível para qualquer pessoa que precise de suporte, e pode ser acessado de forma espontânea ou por encaminhamento de outros serviços da rede de saúde. Já nas Unidades de Acolhimento, Serviço Residencial Terapêutico e dos hospitais gerais, é obrigatório o encaminhamento de outras unidades de saúde, como as Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Modalidades dos CAPS

  • CAPS I: Atende pessoas de todas as faixas etárias com sofrimento psíquico grave. Indicado para regiões com mais de 15 mil habitantes;
  • CAPS II: Atende pessoas com sofrimento psíquico decorrente de problemas mentais graves e persistentes. Indicado para regiões com mais de 70 mil habitantes;
  • CAPS i: Atende crianças e adolescentes com sofrimento psíquico decorrente de problemas mentais graves e persistentes. Indicado para regiões com mais de 70 mil habitantes;
  • CAPS AD: Álcool e Drogas: Atende todas as faixas etárias com sofrimento psíquico por uso de álcool e outras drogas. Indicado para regiões com mais de 70 mil habitantes;
  • CAPS III: Oferece atenção contínua, com funcionamento 24 horas, acolhimento noturno e outros serviços de saúde mental.
  • CAPS AD III: Álcool e Drogas: Atende adultos, crianças e adolescentes em sofrimento psíquico intenso que necessitam de cuidados clínicos contínuos.

 

As informações são da Agência Gov.

Assembleia Geral Extraordinária dos Médicos e Médicas do Paraná

EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

O Presidente do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná, no uso das atribuições que lhe conferem o estatuto e a legislação em vigor, e considerando que as deliberações vinculam a todos os membros da categoria, ainda que ausentes ou discordantes, convoca os/as médicos/as, para Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada no dia 15 de setembro de 2025, às vinte horas e trinta minutos, na sede do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná – SIMEPAR, situado na Rua Coronel Joaquim Sarmento, 177, Bom Retiro, Curitiba – PR, para tratar da seguinte ordem do dia abaixo.

A Assembleia será em continuidade da iniciada em 24 de março de 2025.

O link da assembleia deverá ser solicitado pelo e-mail juridico@simepar.com.br, somente no dia da assembleia, dia 15 de setembro de 2025, das 8 até às 17 horas.

Serão discutidos e deliberados os seguintes assuntos:

1. Discussão sobre ação em face a União referente ao pagamento de indenização aos médicos que trabalhavam na linha de frente do combate à Covid-19;
2. Possibilidade de acordo em ações coletivas do sindicato;
3. Outros assuntos.

Curitiba, 05 de setembro de 2025.

Marlus Volney de Morais
Diretor Presidente

Anvisa proíbe anel que promete medir glicose sem picada de agulha

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu o uso de alguns medidores de glicose sem o uso de agulha. Os produtos prometem, sem nenhuma base científica, medir os níveis de glicose, de oxigênio e atividade cardíaca por meio de um anel, sem precisar furar o dedo para retirar o sangue.

A medida proíbe a comercialização, distribuição, fabricação, importação, manipulação, propaganda e o uso dos seguintes produtos: Anel para Acupressão Glucomax; Glicomax, Glucomax e Glucomax Pro.

De acordo com a Anvisa, nenhum dos produtos tem eficácia comprovada e nem registro sanitário na agência. Eles estão sendo anunciados e colocados à venda em diversos sites de compras online e nas redes sociais como Instagram, Facebook e Tik Tok. Além disso, os anúncios utilizam imagens de pessoas famosas para enganar os consumidores.

Orientações

Produtos sem registro ou regularização não oferecem garantia de qualidade, segurança e eficácia, representando sérios riscos à saúde e por isso não devem ser utilizados. Denúncias sobre produtos irregulares devem ser feitas à Anvisa, por meio da Ouvidoria ou pela Central de Atendimento (0800 642 9782).

As informações são da Agência Brasil.

Simepar convoca Médicos/as da FEAS para Assembleia Geral em 15 de setembro

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná está convocando Médicas e Médicos trabalhadores/as da Fundação Estatal de Atenção a Saúde de Curitiba (FEAS), para Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada no dia 15 de setembro de 2025. A Assembleia será realizada em formato híbrido, com a mesa diretora presente na Sede do Simepar e os demais Médicos e Médicas participando de forma remota, pela internet.

Serão discutidos e deliberados assuntos de grande importância como o fluxo de oferta de horas extras e sobreaviso; a ação coletiva de indenização de redução de horas extras; a proposta para acordo em Dissídio Coletivo; a questão dos boxes em UPAs e o respeito à autonomia profissional.

Confira o Edital de convocação a seguir: 

EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

O Presidente do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná, no uso das atribuições que lhe conferem o estatuto e a legislação em vigor, e considerando que as deliberações vinculam a todos os membros da categoria, ainda que ausentes ou discordantes, convoca os/as Médicos/as da Fundação Estatal de Atenção a Saúde de Curitiba (FEAS), para Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada no dia 15 de setembro de 2025, às vinte horas em terceira e última convocação. A Assembleia será realizada de forma híbrida, com a mesa diretora presente na sede do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná – SIMEPAR, situado na Rua Coronel Joaquim Sarmento, 177, Bom Retiro, Curitiba – PR; e os demais integrantes da categoria participando de maneira remota; para tratar da seguinte ordem do dia abaixo.

A Assembleia será em continuidade da iniciada em 24 de março de 2025.

O link para participação da Assembleia deverá ser solicitado pelo e-mail juridico@simepar.com.br, somente no dia da assembleia, dia 15 de setembro de 2025, das 8 até às 17 horas.

Serão discutidos e deliberados os seguintes assuntos:

  1. Discussão sobre fluxo de oferta de horas extras e sobreaviso dos empregados da Fundação, e excepcional chamamento de médicos de terceirizada;
  2. Discussão sobre acordo em ação coletiva de indenização de redução de horas extras;
  3. Proposta para acordo em Dissídio Coletivo para 2025 – 2026;
  4. Proposta de solução da questão dos boxes em UPAs e autonomia profissional.

 

Curitiba, 05 de setembro de 2025.

Marlus Volney de Morais
Diretor Presidente

Paraná já aplicou a “dose zero” da vacina contra o Sarampo em 17,4 mil bebês

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) fortaleceu o esquema de vacinação “dose zero” para os bebês de 6 meses a menores de 1 ano de idade. Já foram aplicadas 17.435 doses neste público e mais de 20 mil devem ser utilizadas nesta primeira etapa, desde o reaparecimento do vírus do sarampo entre países das Américas.

A “dose zero” é uma medida de controle e um reforço no esquema de vacinação para bebês com até 11 meses. O objetivo é proteger as crianças antes do esquema de vacinação normal. Sua aplicação não substitui as doses de rotina.

O esquema vacinal de sarampo é feito com a vacina tríplice viral em duas doses. A primeira é aplicada aos 12 meses de vida e a segunda com 15 meses. O Paraná também está aplicando a vacina em jovens de 20 a 29 anos que estão sem a cobertura completa. Eles são os mais atingidos no surto das américas.

A necessidade de imunizar os bebês atende uma resolução do Ministério da Saúde e ocorre em função da proximidade do Estado de países que já possuem casos registrados, como a Bolívia, a Argentina e o Paraguai.

Somente na Bolívia, neste ano, já foram identificados mais de 270 casos. A Argentina, que faz fronteira com o Paraná, possui 34 casos e o Paraguai, 24, de acordo com o Ministério da Saúde do Paraguai. Para evitar que a região seja afetada, a 9ª Regional de Saúde de Foz do Iguaçu reforçou junto ao município a intensificação na busca ativa para vacinação de crianças que não receberam a segunda dose, por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS).

O relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) indica que foram registrados 10.139 casos da doença nas américas do Sul, Central e do Norte, número 34 vezes maior do que no mesmo período de 2024. A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) ainda informou que 18 pessoas morreram.

O Brasil tem 21 registros importados e nenhum deles no Paraná. Canadá, com 3.170 casos e uma morte, e Estados Unidos, com 1.227 doentes e três mortes, são os países das Américas com mais registros.

PARANÁ PROTEGIDO – O Paraná não tem casos de sarampo desde 2020 e é o estado com a maior cobertura vacinal para a Tríplice Viral (sarampo, rubéola e caxumba) em segunda dose do Brasil, com 79,73%. Está à frente de São Paulo (79,50%), Distrito Federal (79,24%), Roraima (65,85%) e Minas Gerais (78,82%), conforme dados do sistema de cobertura vacinal do Ministério da Saúde.

Para a primeira dose, o Estado está entre as cinco maiores coberturas vacinais do país com 93,38%. O Brasil recebeu a certificação de país livre de sarampo em novembro de 2024, após a retomada da doença em 2018.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Sesa reforça importância do apoio à saúde mental; SUS oferece atendimento

No mês de conscientização sobre a prevenção ao suicídio, o Setembro Amarelo, a Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) reforça a importância da rede pública de atendimento para o cuidado em saúde mental. O tema do Setembro Amarelo deste ano é “Conversar pode mudar vidas”, que destaca o poder transformador de um diálogo acolhedor. No próximo dia 10 de setembro será o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.

O foco da Secretaria da Saúde é reforçar que o diálogo é uma ferramenta poderosa para acolher quem sofre em silêncio e destacar a importância do papel da sociedade na prevenção do suicídio. A pasta também está divulgado uma cartilha orientativa.

“A prevenção é algo que precisa ser feito por todos, unindo o setor público, privado, entidades civis e cidadãos em prol de um objetivo comum que é o de salvar vidas por meio do diálogo e do acolhimento”, afirma o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

No Paraná, a Divisão de Saúde Mental da Sesa dá suporte técnico para as 22 Regionais de Saúde, que envolvem os 399 municípios. O Estado possui 160 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), sete Serviços Integrados de Saúde Mental (SIMPR), 41 equipes multiprofissionais de atenção especializada, além de leitos em hospitais gerais e especializados, somados à Atenção Primária em Saúde.

O atendimento direto à população acontece principalmente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nos Centros de Atenção Psicossocial, que são estruturas fundamentais para a prevenção, tratamento e acompanhamento de pessoas com transtornos mentais, incluindo aquelas que já passaram por uma tentativa de suicídio.

Em situações emergenciais, o atendimento pode ser feito pelo SAMU (192) e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). O Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo número 188, que funciona gratuitamente e de forma sigilosa, é outra ferramenta poderosa de apoio para quem precisa conversar. Fundado em 1962, o CVV é uma associação civil sem fins lucrativos, filantrópica, reconhecida como de Utilidade Pública Federal desde 1973.

ATENÇÃO ESPECIAL AOS JOVENS – Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um em cada sete adolescentes entre 10 e 19 anos apresenta algum tipo de transtorno mental no mundo. A depressão e os transtornos de ansiedade estão entre os mais frequentes.

O Paraná segue as diretrizes da Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio, que busca implementar um sistema integrado entre União, estados e municípios. A lei garante acesso ao atendimento psicossocial, assistência às famílias das vítimas e a notificação dos casos para aprimorar políticas públicas.

AÇÕES E INVESTIMENTOS – Na última semana, o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, anunciou um investimento de R$ 30 milhões anuais para ampliar a oferta gratuita do Paraná para medicamentos para ansiedade, depressão e esquizofrenia, pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A Sesa ainda foi uma das promotoras do VII Simpósio de Saúde Mental da Criança e do Educador, realizado durante a XVI Jornada Paranaense de Psiquiatria, no Canal da Música, em Curitiba. O encontro foi realizado na última quinta-feira (28) e reuniu profissionais de saúde e de áreas afins para debater os principais desafios e avanços no cuidado à saúde mental de crianças e adolescentes.

Onde buscar ajuda na rede pública do Estado do Paraná:

– Unidades Básicas de Saúde (UBS)

– Centros de Atenção Psicossocial (CAPS)

– Unidades de Pronto Atendimento (UPA)

– Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192)

– Centro de Valorização da Vida (CVV 188).

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Fiocruz produzirá medicamento para atrofia muscular espinhal

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) firmou parceria com as empresas Hypera Pharma e Aurisco Pharmaceutical para o desenvolvimento e a fabricação nacional do medicamento Nusinersena, usado no tratamento da Atrofia Muscular Espinhal 5q (AME). A assinatura da sociedade ocorre no contexto do Agosto Roxo, mês de conscientização sobre a doença.

A iniciativa faz parte da estratégia do Novo Programa de Aceleração do Crescimento da Saúde, do Ministério da Saúde, “para fortalecer a produção local de medicamentos e biotecnológicos no país, reduzir a dependência externa e ampliar o acesso da população brasileira a terapias de alta complexidade”, diz a Fiocruz.

A fundação destaca que o remédio vem sendo fornecido no Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2019, mas que a parceria, além de trazer economia aos cofres públicos, tem o diferencial de incorporar uma plataforma tecnológica inédita no país.

“A proposta permitirá ao Brasil desenvolver plataforma nacional de produção de oligonucleotídeos, que tem o potencial para ser utilizada também no desenvolvimento de medicamentos para outras doenças”, informa a instituição.

De acordo com o presidente da Fiocruz, Mario Moreira, a transição demográfica impõe a necessidade de ampliar a carteira de produtos direcionada também ao tratamento da AME. A introdução do medicamento Nusinersena reflete a estratégia.

“A implementação da plataforma, pioneira na América Latina, reforça o papel da Fiocruz como base científica, tecnológica e industrial do SUS, elegendo como prioridade a inovação que garante o acesso da população a produtos pioneiros.”

A diretora de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Rosane Cuber ressalta que esse projeto demonstra o compromisso científico e tecnológico de Bio-Manguinhos com a inovação, a sustentabilidade e a ampliação do acesso a tratamentos de ponta. “Nossa colaboração com a Hypera Pharma, Bio-Manguinhos/Fiocruz e o Ministério da Saúde para garantir um medicamento seguro, eficaz e acessível à população brasileira é um momento histórico para nossa empresa”, disse o representante da Aurisco no Brasil, Marco Oliveira.

Tecnologia inovadora

O medicamento Nusinersena é um oligonucleotídeo antisense (ASO), que atua na produção de uma proteína essencial para a sobrevivência dos neurônios motores afetados pela Atrofia Muscular Espinhal 5q (AME). A Bio-Manguinhos/Fiocruz passará a produzir o produto de forma integral no país.

O projeto será executado em fases com monitoramento contínuo desde a submissão do projeto até a verificação da internalização da tecnologia.

“Ao final do processo, Bio-Manguinhos/Fiocruz estará plenamente capacitado para produzir o medicamento em território nacional, com total domínio tecnológico”, informou a Fiocruz.

A fundação destaca que o remédio vem sendo fornecido no Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2019, mas que a parceria, além de trazer economia aos cofres públicos, tem o diferencial de incorporar uma plataforma tecnológica inédita no país.

De acordo com o presidente da fundação, Mario Moreira, a transição demográfica impõe à Fiocruz a necessidade de ampliar sua carteira de produtos direcionada também ao tratamento da AME e a introdução desse novo produto reflete a estratégia. “A implementação dessa plataforma, pioneira na América Latina, reforça o papel da Fiocruz como base científica, tecnológica e industrial do SUS, elegendo como prioridade a inovação que garante o acesso da população a produtos pioneiros.”

A diretora de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Rosane Cuber ressalta que o projeto demonstra o compromisso científico e tecnológico de Bio-Manguinhos com a inovação, a sustentabilidade e a ampliação do acesso a tratamentos de ponta.

As informações são da Agência Brasil.

Sesa alerta para perigo de intoxicação infantil por medicamentos em casa

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça o alerta aos pais e responsáveis sobre os riscos de intoxicação infantil causada pelo uso inadequado de medicamentos.

Segundo dados da Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações (DVVZI), em 2025 já foram registrados 863 casos de intoxicação em crianças de até 12 anos. Nos anos anteriores, os números foram ainda maiores: 1.221 casos em 2023 e 1.228 em 2024.

A maioria das ocorrências acontece dentro de casa, o que acende o alerta para a forma como os medicamentos são armazenados.

Para o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, a prevenção começa dentro do lar. “No Brasil inteiro foram 9.800 casos. Mesmo o Paraná tendo quase 9% dos casos nacionalmente, temos um diferencial. Aqui no Paraná todos os casos de intoxicação por medicamentos são notificados em tempo real”, disse o secretário.

“Faço uma alerta. Temos que cuidar do ambiente da nossa casa e deixar os remédios fora do alcance das crianças. Precisamos ficar atentos, porque muitas vezes são crianças pequenas que acabam ingerindo esses medicamentos e que podem causar um dano enorme à sua saúde”, destacou.

CAMPANHA EM OUTUBRO – A Sesa atua ao longo de todo o ano com orientações, capacitações e campanhas educativas sobre o risco da intoxicação por medicamentos. Essas ações são intensificadas em outubro, quando as 22 Regionais de Saúde promovem atividades específicas para orientar pais e responsáveis sobre o uso correto e o armazenamento seguro de remédios.

ORIENTAÇÕES IMPORTANTES – Nunca diga às crianças que remédio é “doce”, “faz crescer” ou “deixa forte”; Guarde os medicamentos trancados e fora do alcance de crianças e adolescentes; Nunca utilize medicamentos sem orientação médica.

EM CASO DE EMERGÊNCIA – Se ocorrer uma suspeita de intoxicação, a recomendação é procurar imediatamente um serviço de urgência ou emergência, levando a embalagem ou o nome do produto ingerido.

Também é essencial manter à mão os contatos dos Centros de Informações e Assistência Toxicológica (CIATox), que funcionam em regime de plantão 24 horas por dia, 7 dias por semana:

CIATox Paraná (Curitiba): 0800 410 148

CIATox Londrina: (43) 3371-2244

CIATox Maringá: (44) 3011-9127

CIATox Cascavel: (45) 3321-5261.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Simepar repudia violência contra profissionais da Saúde

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) vem a público manifestar repúdio e forte preocupação com a escalada de violência contra Médicas e Médicos e profissionais da Saúde em geral.

A notícia das agressões físicas contra uma Médica e uma Técnica de Enfermagem ocorridas na tarde desta segunda-feira (25/08), dentro de uma Unidade de Pronto Atendimento em São José dos Pinhais, é mais um capítulo dessa triste realidade de violência a que muitos profissionais da Saúde estão expostos. Realidade essa que tem sido enfrentada e combatida por este Sindicato e pelas entidades coirmãs.

O Simepar reitera que as Administrações Públicas Municipais têm obrigação de garantir segurança e tranquilidade aos trabalhadores em geral e em especial aos da Saúde Pública, área tão sensível e que demanda tantos cuidados.

Os profissionais da Saúde e a população precisam e merecem ambientes seguros de trabalho e de atendimento. Não é admissível que a segurança das Unidades de Saúde, Básicas ou de Pronto Atendimento, seja negligenciada abrindo espaço para esse tipo de agressão que põe em risco a integridade física e a saúde mental dos/as profissionais e da população.