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Bom Natal e Feliz 2026 para todos nós!

Estamos chegando ao fim de mais um ano e não podemos deixar de celebrar a união e a força da Medicina no Paraná.

Em 2025, o Simepar esteve presente na defesa da valorização profissional, de condições justas de trabalho, remuneração digna e do exercício ético da profissão. Para o próximo ano, reafirmamos nosso compromisso de continuar neste caminho, sempre buscando avanços para a nossa categoria.

Que o espírito natalino renove a esperança e fortaleça nossa caminhada conjunta. Desejamos um Natal de luz e um 2026 com saúde, união e novas conquistas.

Assessorias jurídicas do CRM-PR, Simepar, FASP e Prefeitura de Paranaguá se reúnem para definir futuro dos médicos concursados da Fundação

Em 19 de dezembro de 2025, as assessorias jurídicas do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) e do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (SIMEPAR) foram até Paranaguá-PR reunirem-se com a Procuradoria-Geral do Município e com a Procuradoria da Fundação de Atenção em Saúde de Paranaguá (FASP).

A reunião ocorreu em continuação daquela ocorrida em 11 de dezembro, em que CRM e Simepar apontaram discordância em relação à pretensão da Prefeitura de extinguir a Fundação Municipal e demitir os quase 30 médicos concursados.

Por tratar-se de questão com reflexos jurídicos, em que se questiona a ilegalidade na conduta da Administração Municipal de Paranaguá, por ofensa à regra do concurso público e por descumprir acordo judicial realizado perante à Justiça do Trabalho, o tema foi tratado, desta vez, com o Dr. Thiago Leal, Procurador-Geral do Município.

Foi esclarecido durante a reunião que a Fundação Pública tem conseguido contratar via concurso público, tanto que possui médicos concursados em regime celetista no seu quadro, não sendo necessária a terceirização. As entidades médicas reforçaram que a terceirização é medida excepcional.

Após exposição dos argumentos e dos pedidos das entidades médicas para que haja manutenção dos contratos de trabalho, em homenagem, inclusive, a acordo existente perante a Justiça do Trabalho, a Procuradoria do Município disse que analisaria a questão e daria um retorno no início do mês de janeiro de 2026.

Saúde alerta: Leptospirose é doença grave e risco aumenta após chuvas

A leptospirose é uma zoonose bacteriana grave muitas vezes negligenciada, que representa um risco significativo para a saúde pública, especialmente em áreas urbanas suscetíveis a inundações. Com a chegada do período chuvoso, que no Paraná vai de novembro a março, vale o alerta em relação a possibilidade de contaminação.

Causada pela bactéria Leptospira, essa doença tem uma ligação direta com o transmissor mais comum: o rato. De janeiro a novembro de 2025, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) registrou 18 mortes por leptospirose. Ao todo, foram 1.557 notificações da doença, sendo que 247 foram confirmados; 103 estão sendo investigados; 42 tiveram resultados inconclusivos e 1.165 foram descartados.

“É uma doença que pode matar. Os primeiros sintomas começam de forma repentina e são semelhantes a uma gripe. É necessário ter cuidado e seguir as recomendações, principalmente em caso de inundações, que é quando ocorre o maior risco”, explicou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. “No verão, período de chuvas frequentes, é importante se manter alerta”, observou.

A Região Metropolitana de Curitiba concentra a maioria das notificações. Na área de atuação da 2ª Regional de Saúde, foram 869 registros, com 127 confirmações e 12 óbitos (Curitiba 7; Colombo 3; São José dos Pinhais 2). Na 1ª Regional de Saúde de Paranaguá, foram 73 notificações, 9 confirmações e 2 mortes (Paranaguá 1 e Guaraqueçaba 1).

A 3ª Regional de Saúde, de Ponta Grossa, teve 79 notificações, com 19 casos confirmados e 1 morte em Castro. Na área de atuação da 15ª Regional de Saúde de Maringá, foram 31 notificações, 5 confirmações e 1 óbito em Sarandi. E, na 21ª Regional de Saúde, de Telêmaco Borba, foram 9 notificações, 4 confirmações e 2 óbitos, ambos em Reserva.

CONTAMINAÇÃO E SINTOMAS – A principal via de contaminação ocorre por meio da pele lesionada, mesmo que sejam pequenos cortes ou arranhões, e mucosa (olhos, nariz e boca), quando as pessoas entram em contato com água ou lama contaminadas pela urina de animais infectados.

Em cenários de enchentes e alagamentos, o perigo é amplificado. As inundações arrastam o lixo e a sujeira que acabam se misturando com a urina de roedores que vivem em esgotos e bueiros. Para quem precisa caminhar ou intervir nessas águas, o risco de infecção é altíssimo, uma vez que a bactéria consegue sobreviver por longos períodos em ambientes úmidos e alagados.

Os sintomas da leptospirose geralmente aparecem de 7 a 14 dias após a exposição. O grande perigo é que, na fase inicial, a doença pode ser confundida com uma gripe comum, dificultando o diagnóstico precoce.

Na fase inicial, os sintomas são febre alta de início súbito, dor de cabeça intensa, dores musculares, sobretudo na panturrilha (batata da perna), falta de apetite e náuseas.

Se não tratada, a doença pode evoluir para formas mais graves, afetando órgãos vitais; icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos); insuficiência renal, levando a necessidade de diálise; e hemorragias, com sangramentos pulmonares ou em outras partes do corpo.

PREVENÇÃO E TRATAMENTO – Evitar áreas alagadas em caso de enchentes é a principal forma de prevenção. Se o contato for inevitável, como em trabalhos de resgate ou limpeza pós-inundação, é fundamental o uso de proteção, com botas e luvas de borracha. Após o contato com água de enchente, é importante lavar bem as mãos e o corpo com água limpa e sabão.

Para limpar áreas contaminadas por inundações, a indicação é usar uma solução de água sanitária (hipoclorito de sódio a 2,5%) na proporção de 1 litro para cada 4 litros de água.

Controlar a proliferação de roedores também é importante. É necessário manter o lixo em recipientes fechados, devidamente embalados e descartados em local correto; armazenar alimentos em recipientes fechados e, em locais de alto risco, realizar periodicamente a desratização com empresa especializada.

Caso ocorra a exposição a águas de enchente ou áreas de risco e existir a presença de sintomas iniciais (febre, dor no corpo e, principalmente, dor na panturrilha), é fundamental procurar atendimento médico imediatamente. O tratamento é baseado no uso de antibióticos. A hidratação e o suporte renal são essenciais para os casos mais graves.

A leptospirose é curável, mas a demora no diagnóstico pode ser fatal. Com isso, a conscientização sobre o perigo, especialmente após as chuvas, é vital para salvar vidas.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Calor pode aumentar risco de casos de AVC, alerta Médico

Casos de acidente vascular cerebral (AVC) tendem a aumentar no verão, disse à Agência Brasil o neurocirurgião e neurorradiologista intervencionista do Hospital Quali Ipanema, no Rio de Janeiro, Orlando Maia.

Segundo o médico, uma série de fatores predispõem o ser humano nessa época do ano ao AVC. Um dos principais é o próprio calor que gera uma desidratação natural das células que, por sua vez, causam um aumento da possibilidade de coagulação do sangue. “E isso tem um maior potencial de gerar AVC, porque o AVC está ligado a coágulo”, disse o médico.

Existem dois tipos de AVC. Um é o AVC hemorrágico, que é o rompimento de um vaso cerebral e representa a minoria dos casos, em torno de 20%. O outro tipo, que domina o número de casos, é o AVC isquêmico, causado pela formação de um coágulo e entupimento de um vaso. Orlando Maia explicou que, como o sangue fica mais espesso, mais concentrado devido à desidratação, isso favorece a trombose, que é a formação de um coágulo e, por isso, tem maior predisposição ao AVC.

Pressão arterial

Há outras causas que seriam relacionadas à pressão arterial. “A nossa pressão arterial no verão tem uma tendência, pelo calor, a diminuir por conta da vasodilatação. Ou seja, nossos vasos, para poder compensar o calor, se dilatam. E essa dilatação causa uma diminuição da pressão, o que favorece também a formação de coágulo e de uma outra situação cardiológica, chamada arritmia. É o coração batendo fora do ritmo”, explica o médico.

Quando isso acontece, favorece também no coração a formação de um coágulo que, entrando dentro da circulação sanguínea, tem grande predisposição de ir ao cérebro porque 30% de todo o sangue que sai do coração vão para o cérebro.

Uma outra causa do AVC, também comum no verão, é que as pessoas se cuidam menos por conta das férias, o que promove um aumento do consumo de bebida alcoólica, que, por sua vez, amplia a desidratação.

Orlando Maia afirmou que a bebida alcoólica também aumenta a possibilidade de arritmia. A negligência pode levar ainda a pessoa a esquecer de tomar remédio, o que contribui para elevar o risco de um AVC.

Doenças típicas

A isso se somam as doenças típicas de verão, como gastroenterite relacionada ao calor, o que dá diarreia, insolação e esforço físico. “Tudo isso associado faz com que a pessoa tenha uma maior tendência a ter um AVC no verão”, enfatiza.

O neurocirurgião lembrou que o tabagismo também colabora para isso. “O tabagismo hoje é uma das maiores causas externas para AVC”. O fumo contribui para a formação de uma doença cerebrovascular chamada aneurisma, que está muito ligada à nicotina.

“A nicotina bloqueia uma proteína do nosso vaso chamado elastina, diminui a elasticidade do vaso, então pode favorecer ao AVC hemorrágico, como também causa um processo inflamatório no vaso em si, favorecendo a aderir as placas de colesterol a longo prazo e o entupimento dos vasos. Então, o tabaco é diretamente proporcional à situação tanto do AVC hemorrágico como do AVC isquêmico”, preconiza o médico.

Para o médico, o estilo de vida moderno – aliado ao tabagismo e a doenças crônicas não controladas – faz com que cada vez mais pessoas com menos de 45 anos desenvolvam a doença.

Nessa época de verão, o Hospital Quali Ipanema, por exemplo, atende cerca de 30 pacientes por mês, o dobro de épocas normais do ano. Maia diz que o AVC é uma doença muito comum.

“Se você pegar o AVC como uma doença isolada, esquecendo que há vários tipos de câncer que podem ser separados, a doença mais frequente na humanidade é o AVC. E uma em cada seis pessoas vai ter um AVC na vida”, salienta. O médico disse ser muito importante a pessoa averiguar na sua família, entre os amigos, quem teve AVC porque não são casos isolados.

Mortes

O AVC é uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo. “Quando não mata, deixa a pessoa incapaz. Eu digo que é uma doença que não é na pessoa, mas na família, porque pelo menos duas pessoas vão ter que se dedicar a cuidar daquele doente com AVC. Além da mortalidade, ela é uma doença extremamente desabilitadora. A pessoa fica sem andar direito, sem falar direito, sem condições de se alimentar sozinha. É uma doença extremamente crítica. Quando você vê uma pessoa andando com dificuldade é porque ela já teve uma sequela ou consequência de um AVC. Ficou paralisada de um lado ou sem conseguir falar direito, sem enxergar, se pegar a área da visão, porque o cérebro é um grande computador. Vai depender da área afetada pelo problema”, assegura o médico.

De acordo com Orlando Maia, a prevenção pode evitar um AVC. “É uma doença que a gente tem que gritar para todo mundo ouvir que há prevenção e tratamento. A prevenção [envolve] o hábito de vida saudável, prática de exercício físico regular pelo menos três vezes na semana, alimentação saudável, controle da pressão arterial, tomar os remédios direitinho e não fumar. E existe tratamento”.

No passado, como não havia tratamento, quando a pessoa chegava com AVC, não havia o que fazer, a não ser controlar a pressão. Hoje, há duas formas de tratamento e quanto mais rápido a pessoa chegar a um hospital, mais eficaz será o tratamento. O primeiro é a infusão de um remédio. “Você coloca um remédio na veia que dissolve o coágulo e, na maioria dos casos, o remédio resolve”, ensina.

Quando isso não acontece, ou em outros casos mais selecionados, Maia disse que os médicos entram com um cateter na virilha da pessoa e passam um desentupidor. Esse método retira aquele coágulo, por meio de uma aspiração dentro do vaso, liberando a circulação de volta. Com isso, a pessoa retorna ao normal.

Cateter

Orlando Maia esclarece, também, que o remédio tem uma característica: “só pode ser dado até quatro horas e meia desde o início dos sintomas. Já o cateter que aspira entra em um vaso na virilha, através de um aparelho e, em casos selecionados, pode ser usado até 24 horas a partir do início dos sintomas”. Ele frisou que quanto antes a pessoa tiver o sintoma e for a um hospital, melhor poderá ser o resultado.

Os sintomas indicando que uma pessoa está tendo ou vai ter um AVC incluem paralisia súbita de um membro ou dos dois membros de um lado, ou a fala fica enrolada, ou a pessoa perde a visão de um dos lados, ou tem uma tonteira extrema.

“Esses são os sintomas principais de uma pessoa que está tendo um AVC. Ela vai ter dificuldade de movimento, de fala, de visão ou uma perda súbita da consciência. É uma doença que acontece, na maioria das vezes, de uma hora para outra. Nessa situação, não tem que esperar nada. A pessoa tem que ser levada a um hospital porque é uma emergência médica”, finaliza o neurocirurgião.

As informações são da Agência Brasil.

SUS adquire 3,9 milhões de doses da Vacina nacional contra a Dengue

O Ministério da Saúde assinou nesta sexta-feira (19/12) o contrato para a aquisição das primeiras doses da vacina contra a dengue, produzida pelo Instituto Butantan. O primeiro imunizante de dose única do mundo, com produção 100% nacional, será ofertado exclusivamente pelo SUS a partir de 2026. Com o acordo, serão investidos R$ 368 milhões para o fornecimento inicial de 3,9 milhões de doses do imunizante à rede pública. No momento da assinatura, 300 mil doses serão embaladas para entrega à pasta.

Esse quantitativo entregue agora faz parte de um total de 1,3 milhão de doses já fabricadas e que serão destinadas prioritariamente aos profissionais da Atenção Primária à Saúde de todo o país, que atuam na linha de frente do SUS. Estão incluídos agentes comunitários de saúde, agentes de combate às endemias, enfermeiros, técnicos de enfermagem e médicos que realizam visitas domiciliares. Essa estratégia deve começar no fim de janeiro de 2026.

“Hoje é um dia de grande vitória para o Brasil. Como ministro da Saúde, eu não queria encerrar o ano sem firmar este contrato. Este é um dos marcos de um ano de importantes recordes na área da saúde, fruto do trabalho com o Instituto Butantan. A assinatura é essencial para garantir que as vacinas cheguem ao Ministério da Saúde e sejam distribuídas em todo o país”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Em seu discurso, Padilha destacou ainda que a vacina foi desenvolvida com capacidade técnica e o trabalho conjunto de pesquisadores, trabalhadores e servidores do Instituto Butantan.

Com a chegada das doses, também no primeiro mês do ano, o Ministério da Saúde adotará estratégia de vacinação para avaliar o impacto do imunizante na dinâmica populacional da dengue. Para isso, será realizada uma ação de aceleração da vacinação em dois municípios-piloto: Botucatu (SP) e Maranguape (CE). Nessas localidades, o público-alvo será composto por adolescentes e adultos de 15 a 59 anos. Uma terceira cidade, Nova Lima (MG), também poderá integrar a estratégia.

O público prioritário para a vacina foi definido após reunião técnica com especialistas da área, conforme recomendação da Câmara Técnica de Assessoramento de Imunização (CTAI), responsável pelas análises e pela definição das estratégias. A nova vacina é capaz de proteger contra os quatro sorotipos da dengue.

Por ser de dose única e contar com esquema vacinal simples, o imunizante facilita a adesão e garante maior eficácia em menos tempo, ampliando a proteção da população. O registro para a produção foi concedido pela Anvisa em 8 de dezembro, e a assinatura do contrato representa um marco para a saúde pública do país e para o enfrentamento da dengue.

Com parceria internacional, oferta deve crescer em até 30 vezes

A vacinação da população em geral começa com o aumento da produção de doses, a partir de uma parceria estratégica entre Brasil e China, com a transferência da tecnologia nacional desenvolvida pelo Instituto Butantan para a empresa chinesa WuXi Vaccines. Com essa cooperação, a produção da vacina nacional poderá aumentar em até 30 vezes.

O início da estratégia será pelos adultos a partir de 59 anos, com ampliação gradual para faixas etárias mais jovens, até alcançar o público de 15 anos. A vacina apresenta 74,7% de eficácia contra a dengue sintomática em pessoas de 12 a 59 anos, além de 89% de proteção contra formas graves e com sinais de alarme.

Investimentos, produção nacional e transferência de tecnologia

O desenvolvimento da vacina contra a dengue contou com investimento de R$ 130 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além de aportes permanentes do Ministério da Saúde, que destina mais de R$ 10 bilhões anuais para o fortalecimento de laboratórios públicos e da produção nacional de imunizantes estratégicos para o SUS. Com a vacina da dengue e parceria com a China, esse investimento deve chegar a R$ 15 bilhões.

No âmbito do Novo PAC Saúde, estão previstos mais de R$ 1,2 bilhão para a ampliação da capacidade produtiva do Instituto Butantan, incluindo a infraestrutura necessária para a fabricação da vacina contra a dengue.

O SUS também oferece a vacina contra a dengue do laboratório japonês, indicada para adolescentes de 10 a 14 anos e aplicada em duas doses. Desde a incorporação, em 2024, 7,4 milhões de doses já foram aplicadas. Entre 2024 e 2025, foram 11,1 milhões de doses distribuídas e 7,8 milhões aplicadas.

Cenário epidemiológico

Em 2025, o Brasil registrou redução de 75% nos casos prováveis de dengue e de 72% nos óbitos, em comparação com 2024. Apesar do avanço, o combate ao Aedes aegypti e a manutenção das ações de prevenção seguem sendo fundamentais.

Em novembro, o Ministério da Saúde lançou a campanha nacional “Não dê chance para dengue, zika e chikungunya”, voltada à prevenção das arboviroses e ainda em andamento. O enfrentamento dessas doenças exige ação conjunta entre governo e sociedade. Entre as principais medidas de prevenção estão:

  • uso de telas em janelas e repelentes em áreas de transmissão reconhecida;
  • remoção de recipientes que possam se tornar criadouros;
  • vedação de reservatórios e caixas d’água;
  • limpeza de calhas, lajes e ralos;
  • adesão e apoio às ações de prevenção e controle realizadas pelos profissionais do SUS.

 

As informações são do Ministério da Saúde.

Ministério da Saúde intensifica vigilância do vírus da Influenza

Em resposta ao alerta epidemiológico emitido pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), que aponta aumento de casos e de internações por gripe em países do hemisfério norte associados ao vírus da Influenza A (H3N2), incluindo países da Europa e da Ásia, o Ministério da Saúde intensificou as ações de vigilância do vírus da gripe, em especial ao subclado K, que tem sido mais frequente nos Estados Unidos e Canadá.

De acordo com o Ministério da Saúde, foram identificados até agora quatro casos no Brsail do subclado K, também chamado de vírus K: um importado, no Pará, associado a viagem internacional, e três no Mato Grosso do Sul, que seguem em investigação para confirmação da origem.

A vigilância da influenza é feita a partir do monitoramento de casos de síndrome gripal e de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). As ações incluem identificação e diagnóstico precoces, investigação e notificação imediata de eventos respiratórios incomuns, além do fortalecimento das medidas de prevenção e do acesso a vacinas e antivirais para grupos de risco.

“As vacinas disponibilizadas pelo SUS protegem contra formas graves da gripe, inclusive as causadas pelo subclado K. Os grupos mais vulneráveis ao vírus são os mesmos já contemplados como prioritários na campanha de vacinação. A hesitação vacinal, cenário observado em países da América do Norte, contribui para a maior circulação do vírus, especialmente em contextos de baixa adesão à imunização”, informa o Ministério.

Além da imunização, o SUS oferece gratuitamente antiviral específico para o tratamento da gripe, indicado principalmente para os públicos prioritários, como estratégia complementar para reduzir o risco de agravamento dos casos. Aderir à vacinação é a principal forma de prevenir casos graves e reduzir hospitalizações.

Subclado K

Até o momento, não há evidências de que essa variante esteja relacionada à maior gravidade dos casos. O que se observa é uma circulação mais intensa e antecipada em relação ao padrão esperado no hemisfério norte, o que resulta, consequentemente, em um aumento do número de internações.

Os sintomas são os já conhecidos da doença, como febre, dor no corpo, tosse e cansaço, com atenção para sinais de agravamento, como falta de ar e piora rápida do quadro.

A vacinação ofertada anualmente em todo o país é a principal forma de evitar casos graves e hospitalizações. Também são recomendadas medidas como o uso de máscara por pessoas com sintomas, higienização das mãos e ventilação adequada dos ambientes.

As informações são da Agência Brasil.

Presidente da FMB visita o Paraná e participa da gravação de Videocast do Simepar

O Presidente da Federação Médica Brasileira (FMB), Dr. Fernando Mendonça, esteve em Curitiba na sexta-feira (12/12). Ele reuniu-se com dirigentes do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar), discutindo as demandas e anseios dos profissionais da Medicina no Paraná, e também participou da gravação de um episódio do Simepar Cast, o Videocast do Sindicato.

O Dr. Fernando Mendonça foi recebido pelo Dr. Marlus Volney de Morais, Presidente do Simepar; e pela Dra. Claudia Paola Carrasco, Secretária-geral do Sindicato. Eles discutiram diversos assuntos de interesse de Médicas e Médicos de todo o Estado e do Brasil como o aumento de casos de violência contra os profissionais da Medicina e da Saúde; o avanço da terceirização da mão de obra médica; e a importância da atuação integrada dos Sindicatos Médicos com a FMB, entre outros.

A visita também incluiu a gravação de mais um episódio do Simepar Cast, o vídeocast do Sindicato, que contou com a participação de Fernando Mendonça como convidado, ampliando o diálogo com a categoria e aproximando ainda mais a Federação da base médica.

A presença do presidente da FMB no Paraná reforçou o compromisso permanente com a formação médica, a gestão responsável e a defesa firme dos direitos e da valorização dos médicos, consolidando a união entre Federação e sindicatos como eixo central da representação médica no país.

O episódio do Simepar Cast com a participação do Dr. Fernando Mendonça vai ao ar em breve. Acompanhe as redes sociais do Simepar para ficar atualizado/a sobre a atuação do Sindicato.

Hemorrede do Paraná reforça importância da Doação de Sangue no fim do ano

São apenas 450 ml, volume que corresponde a um pouco mais de uma lata de refrigerante, mas que pode ser suficiente para salvar até quatro vidas. A doação de sangue representa muito na rede de apoio que é construída para ajudar pessoas que precisam de sangue de forma constante, quem sofre de doença falciforme (doença genética e hereditária causada por uma mudança no gene da hemoglobina) ou quem é vítima de um acidente. O sangue e seus derivados também são estratégicos para a indústria farmacêutica, na produção de medicamentos.

A Hemorrede do Paraná, vinculada à Secretaria da Saúde (Sesa), registrou 202.179 doações, numa média de mais de 16,8 mil doações por mês durante o ano de 2024. Neste ano, até 30 de novembro, foram registradas 197 mil doações, uma média de 17,9 mil doações por mês. Com a chegada de dezembro, com viagens e festas de fim de ano, a pasta reforça a necessidade de manter o fluxo das doações.

O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, reforça que doar sangue é um verdadeiro ato de amor. “A doação é fundamental para o atendimento das pessoas e também para ajudar no desenvolvimento de medicamentos. Por saber dessa importância é que a Sesa investe forte na estrutura para ampliar a capacidade de captação dentro do Paraná”, afirma.

A Sesa investe de forma constante na melhoria da infraestrutura de captação de sangue. No mês de novembro, foram entregues novos equipamentos de alta tecnologia (cadeiras de coleta, freezer) para o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) com investimento de mais de R$ 4,8 milhões.

Em Londrina, outra estrutura está em fase de finalização, que vai aumentar em 60% a capacidade atual de coleta do Hemocentro/HU. A nova Unidade de Coleta do Centro (UCC) terá quatro cadeiras de coleta e capacidade estimada para produzir cerca de 120 bolsas de sangue por dia, o que representa uma projeção mensal superior a mil bolsas. “Estamos pensando no crescimento da coleta para suprir os hospitais, que sempre estão precisando de sangue”, completa Beto Preto.

MILHARES DE VIDA – A estimativa de que apenas uma doação de sangue pode salvar diretamente até quatro vidas, e indiretamente milhares, está relacionada à forma que o sangue é utilizado. Ele é fracionado em quatro hemocomponentes: hemácias, plaquetas, plasma e crioprecipitado e cada um deles têm suas funções:

Hemácias – são utilizadas para tratar pacientes com anemia, perdas de sangue agudas e outras condições que causam deficiência de oxigênio nos tecidos.

Plaquetas – ajudam pessoas em tratamento quimioterápico – pacientes com câncer como leucemias e linfomas são os que mais utilizam as plaquetas. Elas também podem prevenir hemorragias e sangramentos em procedimentos cirúrgicos.

Plasma – o plasma do sangue doado pode ser usado para tratar pacientes com deficiências de fatores de coagulação, imunodeficiências, doenças hepáticas e traumas graves. Ele também é um fator de grande importância científica e pode ser usado para a produção de medicamentos.

Crioprecipitado – utilizado para controlar sangramentos em pacientes com deficiência de fatores de coagulação específicos.

QUEM PODE DOAR – Para doar é necessário ter entre 16 e 69 anos completos. Menores de idade necessitam de autorização e presença do responsável legal. Os homens podem doar a cada dois meses, no máximo quatro vezes ao ano. As mulheres, a cada três meses, num total de três doações ao ano.

O doador deve pesar no mínimo 51 quilos, estar descansado, alimentado e hidratado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação) e apresentar documento oficial com foto (carteira de identidade, carteira do conselho profissional, carteira de trabalho, passaporte ou carteira nacional de habilitação). O sangue retirado de um doador é reposto rapidamente pelo organismo e não causa nenhum prejuízo.

Confira onde doar sangue:

Curitiba

HEMOCENTRO COORDENADOR – HEMEPAR CURITIBA – 2ª Regional de Saúde

Travessa João Prosdócimo, 145, Alto da XV.

Atendimento ao doador: com prioridade por agendamento da doação via internet e também sem agendamento com senha entregue até as 17h, conforme a capacidade técnica do serviço.

Horário de coleta: Segunda a sábado: das 7h30 às 18h.

HEMONÚCLEO (HN) – BIOBANCO DO HOSPITAL DE CLÍNICAS DA UFPR – 2ª Regional de Saúde

Rua: Agostinho de Leão Junior, 108, Alto da Glória (Anexo ao Hospital de Clínicas).

Atendimento ao doador: com prioridade por agendamento da doação via internet e também atendimento sem agendamento por ordem de chegada, conforme a capacidade técnica do serviço.

Horário de coleta: Segunda a sexta-feira: das 7h30 às 17h30. Sábado: das 7h30 às 12h30.

Apucarana

HEMONÚCLEO (HN) DE APUCARANA – 16ª Regional de Saúde

Rua Antônio Ostrensk, 3, Centro.

Atendimento ao doador: por ordem de agendamento da doação via internet ou pelo telefone (43) 3420-4200 ou pelo WhatsApp (43) 3420-4213.

Horário de coleta: Segunda-feira: das 8h às 10h e das 12h às 18h30. Terça-feira: coleta externa. Não atende no local. Quarta-feira: das 8h30 às 11h e das 13h às 16h. Quinta-feira: das 8h30 às 11h.  Sexta-feira: das 8h30 às 11h e das 13h30 às 16h.

Campo Mourão

HEMONÚCLEO (HN) DE CAMPO MOURÃO – 11ª Regional de Saúde

Rua Mamborê, 1500, Centro.

Atendimento ao doador: por ordem de agendamento da doação via internet ou pelo WhatsApp (44) 99878 3811.

Horário de coleta: Segunda a Sexta-feira: das 8h às 10h30 e das 13h às 15h30.

Cascavel

HEMOCENTRO REGIONAL (HR) DE CASCAVEL – 10ª Regional de Saúde

Rua Avaetés, 370, Santo Onofre.

Atendimento ao doador: por ordem de agendamento da doação via internet ou pelo telefone (45) 3226-4549.

Horário de coleta: Segunda a sábado: das 7h30 às 18h30.

Cianorte

UNIDADE DE COLETA E TRANSFUSÃO (UCT) DE CIANORTE – 13ª Regional de Saúde

Av. Santa Catarina, 423, Centro, Zona 1.

Horário de coleta: Segunda a Quinta-Feira: das 7h30 às 11h e das 13h às 16h. Sexta-feira: das 7h30 às 11h.

Cornélio Procópio

UNIDADE DE COLETA E TRANSFUSÃO (UCT) CORNÉLIO PROCÓPIO – 18ª Regional de Saúde

Rua Justino Marques Bonfim, 27 – Bairro Vitor Dantas.

Atendimento ao doador: por ordem de agendamento da doação pelo telefone (43) 3520-3503 ou WhatsApp (43) 98864-5917 e também atendimento sem agendamento por ordem de chegada, conforme a capacidade técnica do serviço.

Horário de coleta: Segunda a Sexta-feira: das 7h30 às 10h50.

Foz do Iguaçu

HEMONÚCLEO (HN) DE FOZ DO IGUAÇU – 9ª Regional de Saúde

Avenida Gramado, 364, Vila A.

Horário de coleta: Segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. Sábado, das 7h30 às 12h.

Francisco Beltrão

HEMONÚCLEO (HN) DE FRANCISCO BELTRÃO – 8ª Regional de Saúde

Rua Marília, 1327 – Bairro Entre Rios.

Atendimento ao doador: por ordem de agendamento da doação via internet ou pelo telefone (46) 3211-3650.

Horário de coleta: Segunda a Sexta-feira das 8h às 11h e das 13h às 15h30.

Guarapuava

HEMOCENTRO REGIONAL (HR) DE GUARAPUAVA – 5ª Regional de Saúde

Rua Afonso Botelho, 134.

Atendimento ao doador: por ordem de agendamento pelo WhatsApp (42) 98878-6311.

Horário de coleta: Segunda a Sexta-feira: das 7h30 às 11h e das 12h30 às 13h30.

Irati

UNIDADE DE COLETA E TRANSFUSÃO (UCT) DE IRATI – 4ª Regional de Saúde

Rua Coronel Gracia, 761, Centro.

Atendimento ao doador: por ordem de agendamento da doação via internet ou pelo WhatsApp (42) 3422-6240.

Horário de coleta: Segunda, Quarta e Sexta-feira: das 13h às 15h30. Terça e Quinta-feira: das 8h às 10h30.

Jacarezinho

UNIDADE DE COLETA E TRANSFUSÃO (UCT) JACAREZINHO – 19ª Regional de Saúde

Rua Coronel Cecílio Rocha, 425, Centro.

Atendimento ao doador: por ordem de chegada.

Horário de coleta: Segunda a quinta-feira: das 13h às 16h30. Sexta-feira: das 8h às 11h30.

Londrina

HEMOCENTRO REGIONAL (HR) DE LONDRINA – 17ª Regional de Saúde

Rua Claudio Donizeti Cavalliere, 156, Jardim Aruba. Anexo ao Hospital Universitário.

Atendimento ao doador: De segunda a sexta-feira atendimento por ordem de chegada (não é necessário agendamento). Aos sábados, necessário agendamento da doação via internet ou pelo WhatsApp (43) 99115-3927.

Segunda a Sexta feira: das 8h às 18h. Sábado: das 8h às 17h (necessário agendamento).

Maringá

HEMOCENTRO REGIONAL (HR) DE MARINGÁ – 15ª Regional de Saúde

Avenida Mandacaru, 1600, Jardim Laranjeiras (ao lado do Hospital Universitário).

Atendimento ao doador: por ordem de chegada sem agendar. Pode ser realizado agendamento da doação via internet para reservar horário.

Horário de coleta: Segunda a sexta das 7h às 18h. Sábado das 7h às 12h15.

Paranaguá

UNIDADE DE COLETA E TRANSFUSÃO (UCT) DE PARANAGUÁ – 1ª Regional de Saúde

Av. Gabriel de Lara, 481, Alto São Sebastião.

Atendimento ao doador: por ordem de agendamento da doação via internet ou pelo telefone (41) 3420-6662 ou pelo WhatsApp (41) 3420-6663.

Horário de coleta: Segunda-feira: das 13h às 16h. Terça a Quinta-feira: das 8h às 11h e das 13h às 16h. Sexta-feira: das 8h às 12h.

Paranavaí

HEMONÚCLEO (HN) DE PARANAVAÍ – 14ª Regional de Saúde

Rua Rua Rio Grande do Sul, 2490, Centro.

Atendimento ao doador: por ordem de agendamento da doação via internet ou pelos telefones (44) 3421-3588 | (44) 3421-3592 ou pelo WhatsApp (44) 98817-1128.

Horário de coleta: Segunda, Terça, Quinta e Sexta-feira: das 7h30 às 11h e das 13h às 14h30. Quarta-feira: das 7h30 às 11h.

Pato Branco

HEMONÚCLEO (HN) DE PATO BRANCO – 7ª Regional de Saúde

Rua Paraná, 1633, Centro.

Atendimento ao doador: por ordem de agendamento da doação via internet ou pelo WhatsApp (46) 99136-3940.

Horário de coleta: Segunda a Sexta-feira: das 8h às 11h15 e das 13h às 16h15.

Ponta Grossa

HEMONÚCLEO (HN) DE PONTA GROSSA – 3ª Regional de Saúde

Rua General Osório, 427, Centro.

Atendimento ao doador: por ordem de agendamento via internet e também sem agendamento com senha entregue conforme a capacidade técnica do serviço.

Horário de coleta: Segunda a sexta-feira: das 8h às 11h e das 13h às 16h.

Telêmaco Borba

UNIDADE DE COLETA E TRANSFUSÃO (UCT) DE TELÊMACO BORBA – 21ª Regional de Saúde

Av. Avenida Marechal Floriano Peixoto, 250, Alto das Oliveiras.

Horários de coleta: segunda a sexta-feira das 8h às 11h e das 13h às 16h.

Atendimento ao doador: por ordem de chegada.

Horário de coleta: Segunda a Sexta-feira: das 8h às 11h e das 13h às 16h.

Toledo

UNIDADE DE COLETA E TRANSFUSÃO (UCT) DE TOLEDO – 20ª Regional de Saúde

Rua Eugênio Gustavo Keller, 1612 – Jardim Coopagro. Esquina com Rua Anne Russ.

Atendimento ao doador: por ordem de agendamento da doação via internet ou pelo telefone (45) 3379-1993 ou pelo WhatsApp (45) 98821-3171.

Horário de coleta: Segunda-feira: das 7h30 às 10h30 e das 13h às 14h30. Terça-feira: das 8h às 10h30 e das 13h às 15h. Quarta-feira: das 7h30 às 10h30 e das 13h às 15h. Quinta e Sexta-feira: das 8h às 10h30 e das 13h às 15h.

Umuarama

HEMONÚCLEO (HN) DE UMUARAMA – 12ª Regional de Saúde

Avenida Manaus, 4444, Centro Cívico.

Atendimento ao doador: por ordem de agendamento da doação via internet ou pelo telefone (44) 3621-8307.

Horário de coleta: Segunda a Sexta-feira: das 8h às 11h30 e das 13h às 16h.

União da Vitória

HEMONÚCLEO (HN) DE UNIÃO DA VITÓRIA – 6ª Regional de Saúde

Rua Castro Alves, 26, Centro.

Atendimento ao doador: por ordem de agendamento da doação via internet ou de agendamento pelos telefones (42) 3522-1365 ou (42) 3522-1793.

Horário de coleta: Segunda a Sexta-feira: das 13h às 16h.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Sífilis segue em crescimento acelerado no Brasil

Dados do Ministério da Saúde, divulgados em outubro deste ano, mostram que a sífilis continua em ritmo acelerado de crescimento no Brasil, acompanhando uma tendência mundial. A situação é mais grave entre as gestantes: entre 2005 e junho de 2025, o país registrou 810.246 casos de sífilis em gestantes, com 45,7% dos diagnósticos na Região Sudeste, 21,1% no Nordeste, 14,4% no Sul, 10,2% no Norte e 8,6% no Centro-Oeste.

A taxa nacional de detecção alcançou 35,4 casos por mil nascidos vivos em 2024, o que revela o avanço da transmissão vertical, quando a infecção passa da mãe para o bebê.

Segundo a ginecologista Helaine Maria Besteti Pires Mayer Milanez, membro da Comissão Nacional Especializada em Doenças Infectocontagiosas da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a luta para controlar os números da sífilis congênita se estende desde a década de 1980.

“Na realidade, sempre tivemos problema com a questão da sífilis no Brasil. Ainda não conseguimos encarar a redução dessas cifras há muitos anos”, disse à Agência Brasil.

Apesar de ser uma doença mais fácil de diagnosticar, rastrear e barato de tratar, em relação ao HIV, por exemplo, ainda não conseguimos o enfrentamento adequado para a redução significativa entre as mulheres jovens e também em fetos recém-nascidos.

“Então, temos um problema sério no Brasil, tanto com relação à população adulta jovem e, consequentemente, na população em idade reprodutiva, e daí o aumento na transmissão vertical.” Para a médica, a sífilis é um desafio que ainda não conseguiu resultados positivos, diferentemente do que foi conseguido em relação ao HIV.

Subdiagnóstico

Helaine apontou que, “infelizmente”, a população da área da saúde subdiagnostica a infecção. O exame que se realiza para fazer a identificação da sífilis através do sangue é o VDRL (do inglês Venereal Disease Research Laboratory), teste não treponêmico, mais usado no Brasil.

Ele não é específico do treponema, mas tem a vantagem de indicar a infecção e acompanhar a resposta ao tratamento. Outro teste é o treponêmico, que fica positivo e nunca mais negativo.

A ginecologista explicou que o que tem acontecido, na prática, é o profissional da saúde ao ver o exame treponêmico positivo e o não treponêmico negativo, assumir que aquilo é uma cicatriz e não precisa tratar.

“Esse é o grande erro. A maioria das grávidas estará com um teste não treponêmico ou positivo ou com título baixo. Aí, ela mantém o ciclo de infecção que infecta o parceiro sexual e seu feto dentro do útero”. A interpretação inadequada da sorologia do pré-natal tem sido um problema, segundo a médica.

Outro problema é o não tratamento da parceria sexual.

“Muitas vezes, os parceiros ou são inadequadamente tratados ou não tratados, e aí as bacatérias continuam circulando na gestante e no parceiro que não foi tratado e ele reinfecta a mulher grávida e, novamente, ela tem risco de infectar a criança.”

O não diagnóstico adequado, a não valorização da sorologia no pré-natal acabam levando ao desfecho de uma criança com sífilis congênita.

A Febrasgo promove cursos de prevenção e tratamento das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) aos profissionais de saúde, além de produzir vários materiais técnicos de esclarecimento da população de médicos para que abordem de modo adequado as pacientes.

Helaine Martinez participa ainda do grupo de transmissão vertical do Ministério da Saúde, que tem, há muitos anos, protocolo clínico e diretrizes terapêuticas da transmissão vertical de sífilis, HIV e hepatites virais. O material está disponível online para qualquer pessoa que queira acessá-lo.

“A gente fala que não é falta de informação. Mas precisa aplicar e estudar para ter o conhecimento adequado. Hoje a ocorrência de sífilis congênita é um dos melhores marcadores da atenção pré-natal”.

Infectados

A população que mais infecta agora por sífilis e HIV no Brasil é a situada entre 15 e 25 anos e também a terceira idade. “A população jove, porque caiu o medo em relação às infecções sexualmente transmissíveis, e acabou abandonando os métodos de barreir. Quanto ao HIV, não existe mais aquele terror, porque é uma doença crônica tratável. Isso fez com que os adultos jovens baixassem a guarda na prevenção das infecções sexualmente transmissíveis”.

Já a terceira idade, com o consequente aumento da vida sexual ativa, com uso de remédios como o Viagra, que melhora a performance sexual dos homens mais velhos, e a falta do receio, porque não tem o risco de gravidez, contribui para o abandono dos métodos de barreira.

Um problema sério no Brasil é que a maioria das mulheres grávidas, mais de 80%, não tem sintoma da doença durante a gestação. Elas têm a forma assintomática, chamada forma latente. Com isso, se o exame não for interpretado da maneira adequada, a doença não será tratada e ela vai evoluir para a criança infectada.

Helaine Martinez afirmou que o homem também tem grande prevalência da doença assintomática atualmente. A partir do momento em que o indivíduo entra em contato com o treponema, ele desenvolve uma úlcera genital, que pode também ser na cavidade oral. Aí, esse cancro, na maior parte das vezes, aparece no órgão genital externo, na coroa do pênis. Já na mulher, a lesão fica escondida no fundo da vagina ou no colo do útero. Não é comum ela ficar na vulva. Portanto, ela passa despercebida para a mulher.

Riscos

O que acaba acontecendo é que no homem, mesmo sem tratar a sífilis, a lesão desaparece. Se ele não tiver agilidade e buscar atendimento, a lesão pode desaparecer, ele acaba não sendo tratado e acumula alto risco de transmitir para sua parceira sexual.

Tanto a lesão da parte primária, que é o cancro, desaparece sem tratamento. Pode aparecer uma vermelhidão no corpo todo que também desaparece mesmo sem tratamento. O grande problema da sífilis é que a doença tem um marcador clínico de lesão na fase primária e secundária, mas a parte latente é assintomática e, mesmo nessa fase, o homem transmite a doença. A maioria desses homens não tem sintoma e, se não fizerem exame, não são identificados, indicou a especialista.

O único método que identifica o paciente é raspar a lesão e fazer a pesquisa do treponema porque, na fase inicial, os exames laboratoriais do sangue do paciente podem ser negativos. Mas eles positivam em média em duas ou três semanas.

Carnaval

A ginecologista afirmou que com a proximidade das festas carnavalescas, o contágio por sífilis é uma ameaça constante, porque as práticas sexuais com proteção nem sempre são utilizadas nessa época do ano.

“O abandono dos métodos de barreira tem feito crescer, infelizmente, as infecções sexualmente transmissíveis”.

Ela lembrou que, atualmente, já existe um recurso para o HIV, que é a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição). Trata-se de um medicamento antirretroviral tomado por pessoas sem HIV 24 horas antes de a pessoa se expor a uma relação de risco, para prevenir a infecção. O medicamento reduz o risco em mais de 90% quando usado corretamente, através de comprimidos diários ou injeções, sendo ideal para populações-chave em maior risco e disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil.

Sem tratamento, a infecção pode evoluir para a fase secundária, caracterizada por um exantema difuso (manchas na pele), que atinge inclusive as palmas das mãos e as plantas dos pés. A doença também pode provocar alopecia em “caminho de rato” e condiloma plano (lesão genital).

“A fase secundária apresenta grande quantidade de treponemas circulantes (altos níveis da bactéria no sangue). Em gestantes, a chance de acometimento fetal chega a 100% quando a gestante apresenta a sífilis recente, o que torna o diagnóstico e o tratamento ainda mais urgentes”, destacou a médica.

As informações são da Agência Brasil.

SIMEPAR, CRM-PR, FASP e Prefeitura de Paranaguá se reúnem para discutir futuro da Fundação de Saúde

No dia 11 de dezembro de 2025, o Presidente do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), Dr. Romualdo Gama e o Presidente do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar), Dr. Marlus Volney de Morais, foram a Paranaguá participar de uma reunião com a Direção-Geral da Fundação de Atenção em Saúde de Paranaguá (FASP), Wilson Eugênio Gomes de Moraes, e com a Secretaria Municipal de Saúde, Daniel Fangueiro. Da reunião participaram, também, as assessorias jurídicas dos envolvidos.

A reunião foi solicitada pelo CRM-PR e pelo SIMEPAR em razão de denúncias afetas às condições de trabalho médico e, em especial, em razão de recente reunião do Conselho Curador da Fundação, em que se apontou que o contrato de gestão entre Município e Fundação se encerraria em março de 2026, seguido da extinção da Fundação e demissão de todos os profissionais de saúde.

Os participantes da reunião.

Durante a reunião, os presidentes das entidades médicas presentes destacaram a preocupação com a demissão dos profissionais médicos, todos contratados via concurso público. A Administração Municipal foi questionada acerca da razão, e apontou que os médicos concursados seriam substituídos por médicos terceirizados.

As assessorias jurídicas presentes manifestaram a discordância em relação à pretensão da gestão pública municipal, na medida em que tal comportamento, além de violar a regra do concurso público, caracteriza descumprimento de coisa julgada formada em ação civil pública em que, no passado, Município, Fundação e Sindicato concordaram que não haveria substituição da mão-de-obra médica dos concursados por terceirizados, ficando as hipóteses de terceirização restritas a algumas exceções.

O Simepar destacou que há indicativo de precarização das relações de trabalho, com perda da qualidade do atendimento, na medida que a rotatividade de médicos imposta por contratos decorrentes de credenciamento e outras formas de terceirização, prejudica a qualidade do atendimento, o que preocupa, igualmente, o CRM-PR.

Ficou ajustado que a questão seria levada à reunião com a Procuradoria do Município. As entidades médicas solicitaram, então, reunião com a Procuradoria-Geral do Município.