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Curso presencial sobre Gestão Pública na Saúde e Terceirização será nos dias 4 e 5/11

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná, em parceria com a QUALIGE – Qualidade em Gestão Pública – está oferecendo gratuitamente os cursos de “Gestão Pública da Saúde e terceirização”. Também será oferecido um curso sobre a “A LGPD no Setor da Saúde”. Os cursos têm como público alvo os médicos e médicas, e gestores de Saúde.

As aulas do curso “Gestão Pública da Saúde e terceirização” serão na sede do Simepar, na Rua Coronel Joaquim Sarmento, 177, Bairro Bom Retiro, em Curitiba.

O evento terá início às 13:30 horas do dia 04 e se estende até o fim da tarde do dia 05 de novembro, com carga horária total de 16 horas.

Mais da metade das vagas já foram preenchidas, por isso é importante que a inscrição seja efetivada o mais rápido possível. 

Também haverá uma versão virtual do curso “A Gestão Pública da Saúde e a terceirização” com carga horária de 04 horas, divididas em oito blocos de aproximadamente trinta minutos. Esta versão do curso não trará certificação.

Já o curso sobre a “Lei Geral de Proteção de Dados na Saúde” será em meio virtual ao vivo nos dias 08 e 09 de novembro das 19 às 21 horas. Após a realização ele será disponibilizado em vídeo para quem não puder acompanhar ao vivo.

Os interessados podem se inscrever por e-mail com os seguintes dados:

Nome completo:
CRM (Se for médica ou médico):
CPF:
Endereço eletrônico (E-mail):
Telefone:
Local de trabalho/função:
Cidade:

Assinalar o curso escolhido:
1 – A Gestão Pública da Saúde e a terceirização – Presencial 16 horas
2 – A Gestão Pública da Saúde e a terceirização – Virtual 04 horas
3 – A LGPD no Setor da Saúde – Data: 08 e 09 de novembro (19:00 às 21:00)

Enviar o E-mail para imprensa@simepar.com.br

Confira a descrição detalhada dos cursos, com os palestrantes e a ementa de cada um nos anexos:

A Gestão Pública da Saúde e a Terceirização

A LGPD no setor da Saúde

O Simepar atua em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Respeitamos sua privacidade e protegemos seus dados pessoais, que serão usados somente para a inscrição nos referidos cursos.

Para saber mais sobre a Política de Privacidade do Simepar, clique aqui.

Prefeitura de Curitiba começa a reduzir alas de Covid-19 e a unificar atendimento nas UPAs

A prefeitura de Curitiba começou a reduzir as equipes e o tamanho das alas Covid-19 das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da cidade. Em algumas unidades, apurou o Plural, o atendimento separado para pacientes com sintomas respiratórios foi eliminado.

O fluxo de atendimento unificado já está em funcionamento nas UPAs Pinheirinho, Campo Comprido e Sítio Cercado, segundo a diretora do Sindicato dos Servidores Municipais de Enfermagem de Curitiba (SISMEC), Patrícia da Rosa.

Profissionais de saúde que atuam nessas unidades disseram ao Plural que a medida aumenta o risco de contaminação, especialmente entre quem não completou o esquema vacinal ou grupos ainda não vacinados, caso das crianças menores de 12 anos. Após ser atendido o paciente Covid-19 vai para isolamento, mas antes ele fica junto aos demais. A medida vale também para unidades de saúde.

Em outras UPAs, como a do Cajuru, a triagem é unificada, mas o atendimento permanece separado. Antes da mudança, pacientes com sintomas respiratórios seguiam um fluxo de atendimento separado dos demais.

Para Patricia da Rosa, do SISMEC, a medida é precipitada: “Os casos baixaram, mas não desapareceram. As UPAs atendem muita gente vulnerável que ainda não se vacinou, como as crianças”. Ela também diz que a nova orientação veio acompanhada da indicação de restrição no uso de equipamentos de proteção (EPIs).

Em comunicação encaminhada a equipe de enfermagem da UPA Pinheirinho, o Departamento de Urgência e Emergência de Curitiba informa que o uso de EPIs será feito “conforme necessidade. Na avaliação de risco, CDA e Covid utilizar paramentação completa”.

Procurada pelo Plural, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou, através de sua assessoria de comunicação, que a redução das alas Covid é um processo gradual em toda rede e que irá seguir desde que o cenário permaneça favorável. A instituição também informou que a mudança irá resultar no aumento do atendimento clínico.

Atualmente, oito das nove UPAs da cidade atuam no atendimento de urgência e emergência. A UPA do Fazendinha permanece como leito de retaguarda do Hospital do Idoso.

Matéria do Portal Plural.

EUA autorizam vacina anticovid da Pfizer para crianças entre 5 e 11 anos

A agência reguladora norte-americana (FDA, sigla em inglês) autorizou nesta sexta-feira (29) que a vacina da Pfizer contra a Covid-19 seja aplicada em crianças de 5 a 11 anos nos Estados Unidos.

Após ser confirmada pela FDA, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), órgão de saúde dos EUA, ainda precisa dar seu aval e estabelecer os protocolos desta futura etapa de vacinação.

Nos EUA, a expectativa é que este parecer dos especialistas seja o primeiro passo para, talvez já na próxima semana, começar a vacinação de um público de 28 milhões de pessoas desta faixa etária. A dose prevista para as crianças é de um terço da aplicada nos adultos.

Exceto por uma abstenção, os especialistas votaram de forma unânime, apontando que os benefícios da prevenção contra a Covid-19 superam eventuais riscos associados à vacinação nesta faixa etária.

Eficácia comprovada

Na sexta-feira (22), a Pfizer informou que sua vacina contra a Covid-19 é segura e mais de 90,7% eficaz na prevenção de infecções em crianças de 5 a 11 anos. Os dados foram enviados à FDA.

O estudo acompanhou 2.268 crianças que receberam duas doses da vacina ou placebo, com três semanas de intervalo. Cada dose foi um terço da quantidade administrada a adolescentes e adultos.

Segundo os pesquisadores, 16 crianças que receberam o placebo foram infectadas com Covid-19, em comparação com três que receberam o imunizante.

No Brasil

Após anúncio do comitê da FDA, a farmacêutica Pfizer disse na quarta-feira (27) que também entrará com um pedido de autorização na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que a vacina contra a Covid-19 possa ser aplicada em crianças de 5 a 11 anos no Brasil.

De acordo com a farmacêutica, ainda não há data definida de quando ocorrerá o pedido, apenas que será ao longo do mês de novembro.

As informações são do G1.

Confira novas mensagens em vídeo pela comemoração dos 90 anos do Simepar

Assista a seguir a novas mensagens pela passagem dos 90 anos da fundação do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná.

Mensagens de:

  • Dra. Claudia Paola Carrasco Aguilar – Secretária Geral do Simepar
  • Dr. Nerlan Carvalho – Presidente da Associação Médica do Paraná
  • Dr. Paulo Faria – Presidente da Unimed Paraná
  • Alexandre Húngaro – Presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Paraná – CTB PR
  • Dr. Luiz Gustavo Andrade – Assessoria Jurídica do Simepar

 

Restam poucas vagas para o curso sobre Gestão Pública da Saúde e terceirização no Simepar

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná, em parceria com a QUALIGE – Qualidade em Gestão Pública – está oferecendo gratuitamente os cursos de “Gestão Pública da Saúde e terceirização” e “A LGPD no Setor da Saúde”. Os cursos têm como público alvo os médicos e médicas, e gestores de Saúde.

As aulas do curso “Gestão Pública da Saúde e terceirização” serão na sede do Simepar, na Rua Coronel Joaquim Sarmento, 177, Bairro Bom Retiro, em Curitiba. O evento terá início às 13:30 horas do dia 04 e se estende até o fim da tarde do dia 05 de novembro, com carga horária total de 16 horas. Metade das vagas já foram preenchidas, por isso é importante que a inscrição seja efetivada o mais rápido possível. 

Também haverá uma versão virtual do curso “A Gestão Pública da Saúde e a terceirização” com carga horária de 04 horas, divididas em oito blocos de aproximadamente trinta minutos. Esta versão do curso não trará certificação.

Já o curso sobre a “Lei Geral de Proteção de Dados na Saúde” será em meio virtual ao vivo nos dias 08 e 09 de novembro das 19 às 21 horas. Após a realização ele será disponibilizado em vídeo para quem não puder acompanhar ao vivo.

Os interessados podem se inscrever por e-mail com os seguintes dados:

Nome completo:
CRM (Se for médica ou médico):
CPF:
Endereço eletrônico (E-mail):
Telefone:
Local de trabalho/função:
Cidade:

Assinalar o curso escolhido:
1 – A Gestão Pública da Saúde e a terceirização – Presencial 16 horas
2 – A Gestão Pública da Saúde e a terceirização – Virtual 04 horas
3 – A LGPD no Setor da Saúde – Data: 08 e 09 de novembro (19:00 às 21:00)

Enviar o E-mail para imprensa@simepar.com.br

Confira a descrição detalhada dos cursos, com os palestrantes e a ementa de cada um nos anexos:

A Gestão Pública da Saúde e a Terceirização

A LGPD no setor da Saúde

O Simepar atua em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Respeitamos sua privacidade e protegemos seus dados pessoais, que serão usados somente para a inscrição nos referidos cursos.

Para saber mais sobre a Política de Privacidade do Simepar, clique aqui.

Covid-19: mais de 18 milhões de brasileiros estão com segunda dose da vacina atrasada

Mais de 18 milhões de brasileiros que já deveriam ter tomado a segunda dose da vacina contra a covid-19 para completar o ciclo de imunização estabelecido pelas autoridades sanitárias ainda não o fizeram.

Segundo o Ministério da Saúde, o resultado é preocupante – mesmo considerando que, na última semana, este número caiu 10%, baixando de 20 milhões de pessoas cuja segunda dose da vacina estava atrasada, para os atuais 18 milhões.

Em nota, a pasta enfatizou que, para obter a máxima proteção oferecida pelos imunizantes, é preciso tomar as duas doses da vacina.

“A recomendação da pasta é para que os brasileiros completem o ciclo vacinal mesmo se o prazo para a segunda dose estiver atrasado. No caso das vacinas da Pfizer e da Astrazeneca, o intervalo é de oito semanas. Já para a CoronaVac, a segunda dose deve ser aplicada 4 semanas após a primeira”, acrescentou o ministério, na nota.

O Ministério da Saúde distribuiu mais de 320 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 para estados e municípios. Destas, 270 milhões foram aplicadas. A primeira dose foi aplicada em 153,8 milhões de brasileiros. Pouco mais de 116,1 milhões de pessoas receberam a segunda dose ou dose única e 6 milhões a dose adicional ou de reforço.

Por meio da nota ministerial, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, enfatizou que a ocorrência de novos casos e de mortes em consequência da doença vêm caindo graças “à ampla campanha de vacinação”.

“Mesmo com um cenário mais tranquilo, com queda no número de casos, óbitos e internações, não dá para relaxar nessa hora. Todos sabemos que só com a segunda dose é que garantimos a máxima proteção contra a doença. Precisamos vencer o vírus. E uma das formas de vencê-lo é vacinar toda a população brasileira”, mencionou Queiroga, citando que a média móvel de casos caiu 85,4% entre abril deste ano e ontem (25), enquanto a média móvel de mortes diminuiu 88,9%.

As informações são da Agência Brasil.

Simepar publica mensagens recebidas em vídeo pelos 90 anos de fundação do Sindicato Médico do Paraná

Assista a seguir às mensagens pela passagem dos 90 anos da fundação do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná.

Mensagens de:

  • Dr. Marlus Volney de Morais – Presidente do Simepar
  • Dr. Roberto Issamu Yosida – Presidente do CRM PR
  • Dr. Rached Hajar Traya – Presidente da Unimed Curitiba
  • Vereador Dalton Borba – PDT – Curitiba

 

 

Em breve, publicaremos mais vídeos com mensagens pelo aniversário de 90 anos do Simepar.

Sindicato Médico do Paraná comemora 90 anos neste dia 25 de outubro

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) está comemorando os 90 anos de sua fundação. A entidade sindical foi fundada em 25 de outubro de 1931.

O anseio pela união da categoria profissional começou a ser manifestado pelos médicos paranaenses nos primeiros anos do Século XX. Em 1914, foi fundada a Sociedade de Medicina do Paraná e, em 1930, a Sociedade Médica dos Hospitais do Paraná, que representaram os primeiros passos para a sindicalização.

Em 1931, com a Lei de Sindicalização criada no governo de Getúlio Vargas, alguns médicos paranaenses passaram a debater a organização de classes através de sindicatos e enviaram representantes para participar do I Congresso Médico Sindicalista.

Os acontecimentos resultaram na fundação, no mesmo ano, do Sindicato Médico do Paraná.

Com a lei sindical modificada no Estado Novo, o sindicato foi “cassado” e só foi possível a refundação durante a ditadura militar (1964-1985) sob os auspícios do General Adalberto Massa, que na ocasião era o Delegado Regional do Trabalho no Paraná.

A ideia da reorganização do Sindicato Médico foi retomada em 1973, com o início da campanha pela refundação do Simepar, liderada pelos anestesiologistas, tendo à frente o Dr. Francisco Xavier Beduschi. O Simepar foi reorganizado em 17 de outubro de 1973, legalizado oficialmente em 23 de agosto de 1974 e reconhecido em 27 de fevereiro de 1975, obtendo a Carta Sindical do Ministério do Trabalho.

Nesta época, destaca-se a atuação fundamental do Dr. Mauro Goulart, que conseguiu trazer ganhos significativos para os médicos e médicas.

Hoje, o Sindicato possui sede própria, inaugurada em 2 de junho de 2000, localizada na Rua Coronel Joaquim Sarmento, 177, no bairro Bom Retiro, em Curitiba. O Simepar desempenha papel fundamental na defesa dos direitos dos Médicos e Médicas do Paraná, combatendo a crescente precarização das relações de trabalho dos/as profissionais da Medica.

Mais detalhes dessa história podem ser obtidos no artigo anexo: SINDICALISMO MÉDICO NO PARANÁ – ANTECEDENTES HISTÓRICOS – Artigo de Mario Antonio Ferrari.

Curitiba ultrapassa 1,5 milhão de pessoas vacinadas contra a Covid com ao menos uma dose

Curitiba ultrapassou a marca de 1,5 milhão de pessoas vacinadas. Até esta quinta-feira (21/10), a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba imunizou um total de 1.502.454 curitibanos com a primeira dose ou a dose única (Janssen) da vacina anticovid.

Ao todo, Curitiba já aplicou 2.801.989 unidades do imunizante, sendo 1.464.245 primeiras doses e 1.232.938 segundas doses; 38.209 doses únicas e 66.597 doses de reforço.

Da população total de Curitiba (estimada em 1.948.626 pelo IBGE), 77,1% já receberam ao menos uma dose do imunizante e 65,2% estão totalmente imunizados contra a covid-19, com as duas doses ou a dose única.

Vacinados com 18 anos ou mais

Entre a população com 18 anos ou mais, 1.403.024 curitibanos receberam a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus. Um total de 1.271.029 pessoas acima dos 18 anos já completou o esquema vacinal até esta quinta-feira (21/10). Destas, 1.232.820 pessoas receberam a segunda dose da vacina e outras 38.209 pessoas receberam a vacina em dose única.

Reforço

Curitiba também está aplicando as doses de reforço para quem já completou o ciclo de imunização, nos seguintes grupos: idosos de 70 anos, pessoas imunossuprimidas e profissionais de saúde. Até esta quinta-feira (21/10), 66.597 pessoas desses grupos receberam a dose de reforço.

Adolescentes de 12 a 17 anos

A SMS também vacinou 61.221 adolescentes entre 12 e 17 anos. Destes, 118 já receberam também a segunda dose, sendo do grupo de gestantes abaixo de 18 anos.

Doses recebidas

Até o momento, Curitiba recebeu do Ministério da Saúde, repassadas pelo Governo do Paraná, 3.041.813 doses de vacinas, sendo 1.551.232 para primeira dose, 1.381.340 para segunda dose, 38.975 doses de aplicação única e 70.266 doses de reforço. Nesse montante já estão contabilizados os 5% de reserva técnica.

A reserva técnica é uma medida de segurança, faz parte dos protocolos da logística e é necessária para evitar problemas no fluxo de imunização que possam ser causados por imprevistos eventuais, por exemplo, a quebra acidental de frascos.

O município tem capacidade para vacinar até 30 mil pessoas por dia e o avanço do cronograma de imunização ocorre à medida que as doses são enviadas pelo Ministério da Saúde ao governo estadual, responsável por distribuir os lotes do imunizante aos municípios.

Confira detalhes da vacinação contra a covid-19 no Painel Covid-19 Curitiba.

As informações são da Prefeitura de Curitiba.

Pandemia da Covid segue estável no Brasil, mas cientistas temem retomada

Foram registradas nesta quarta-feira 373 mortes pela covid-19 no Brasil, elevando para 604.228 os óbitos da pandemia. Com 15.610 novos casos de contágio, chegou a 21,7 milhões o total de infectados, de acordo com o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass).

Embora a situação apresente tendência de estabilidade, de acordo com o Boletim Infogripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), os patamares seguem preocupantes e cientistas temem uma retomada da covid-19.

Isso porque medidas de proteção estão sendo progressivamente abandonadas de maneira precoce. Algo similar aconteceu em países que avançaram com a vacinação mais rapidamente do que o Brasil. Com o fim das medidas protetivas sem controle devido da transmissão, os casos voltaram a subir e alertas foram acionados.

O Reino Unido, por exemplo, abandonou o uso de máscaras. Mesmo que apenas em locais abertos, o resultado foi negativo e, desse modo, com mais de 45 mil casos diários, o governo britânico estuda retomar medidas protetivas.

Assim como o Reino Unido, Cingapura vive o pior momento da pandemia desde o início do surto. No país asiático, as autoridades já retomaram medidas protetivas, inclusive com isolamento social mais intensivo, como parte de uma estratégia sanitária aprovada pelo governo para ser adotada até 2024.

Os dois países apresentam taxas elevadas de vacinação, 99% em Cingapura e 65% no Reino Unido. “Mas por que estão vendo aumento de casos? Um número reduzido de pessoas com máscara, o aumento das aglomerações sociais, a baixa taxa de vacinação entre os jovens são componentes importantes como parte da resposta”, afirma a biomédica Mellanie Fontes-Dutra, pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) .

O vírus tem poder, ainda que reduzido, de circular entre vacinados. Em especial a variante delta, dominante no mundo. Além disso, apesar de extremamente eficientes, não existe vacina com 100% de eficácia para nenhum vírus. Assim também é para a covid-19. Logo, com disseminação descontrolada, ainda que com menos mortes, elas serão muitas.

Outro risco de uma circulação acentuada é a possibilidade de novas mutações. “Se a transmissão permanecer alta, novas variantes podem surgir. O Reino Unido monitora a circulação de uma variante ‘descendente’ da delta (AY.4.2) que está causando um número crescente de infecções”, explica a especialista.

No Brasil

Com apenas 50% da população totalmente imunizada, Mellanie questiona se é o momento de abandonar medidas para mitigar efeitos da covid-19 em massa. “O Brasil está com 50% da sua população total vacinada com duas doses, um belo marco, mas que precisa seguir aumentando com urgência. O que vocês imaginam que pode acontecer em estados que estão por dispensar a obrigatoriedade de máscaras neste momento?”, alerta.

Cenários de retomada da covid

O biólogo e divulgador científico Atila Iamarino reforça que a situação da pandemia está melhorando, mas “está longe de acabar”. “O Sars-CoV-2 se estabeleceu entre nós”, disse. Entretanto, ele projeta três cenários possíveis para o desenvolvimento do surto. Em um primeiro cenário, segue a tendência atual de que as vacinas funcionam bem como barreira e as pessoas passem a ter casos mais leves da doença, com vulnerabilidade maior para idosos e imunossuprimidos. Em um segundo, as vacinas seguem funcionando mas apresentam imunidade temporária. Neste caso, todos precisarão de doses de reforço. Em um terceiro, o pior, o vírus apresentaria uma mutação e “escaparia” das vacinas.

“Enfrentar a covid agora não seria a mesma coisa que 2020. O vírus em 2020 era transmissível para 2 a 3 pessoas. Agora a variante delta infecta até 9 por vez. Ela causaria muito mais casos muito mais cedo sem imunidade e sem medidas de distanciamento (…) Resumindo, no primeiro cenário, pelo menos idosos e crianças (ainda não vacinadas) se beneficiam de máscaras e distanciamento. No segundo, todos se beneficiam de máscaras e distanciamento e precisam de vacina reforço. No último, sem máscaras e distanciamento, seria a pior onda da pandemia”, explica.

Matéria da Rede Brasil Atual