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UPAs de Curitiba não têm pediatras durante a noite pondo em risco as crianças e sobrecarregando profissionais

As Unidades de Pronto Atendimento de Saúde (UPAs) de Curitiba não contam com médicos pediatras durante a noite. Essa deficiência causa sérios problemas, pondo em risco a vida de crianças e sobrecarregando os pediatras que atendem durante o dia.

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) tem recebido diversos relatos de médicos e médicas apontando graves transtornos causados pela falta de pediatras.

Os/as médicos/as que não são treinados para o atendimento às crianças têm dificuldades quando precisam atender a casos mais complexos e graves. Como resultado, muitas crianças fiquem em observação por horas até que amanheça e um pediatra treinado possa decidir pelo atendimento adequado.

Isso faz com que os/as pediatras tenham que revisar diversos casos que ficam pendentes durante às noites, atrasando o atendimento aos novos pacientes. Sem falar no transtorno sofrido pelas famílias que perdem noites de sono esperando por seus filhos.

Pela lógica, o atendimento pediátrico deveria ser reforçado durante a noite, pois é o momento em que diversas famílias se reúnem e é quando muitas mães, pais ou responsáveis estão em horário de descanso e podem levar as crianças às UPAs sem perder horas de trabalho.

O Simepar está reiterando o pedido aos gestores públicos da Saúde de Curitiba para que revejam a cobertura de pediatras nas UPAs, ao mesmo tempo que está encaminhando ao Ministério Público casos documentados em que as vidas de crianças podem ter sido postas em risco em função da ausência de pediatras.

Vale lembrar que o Sindicato vem tentando contato com a Fundação Estatal de Atenção em Saúde de Curitiba (FEAS), mas a entidade que administra as UPAs não responde aos expedientes do Simepar.

A população de Curitiba, em especial as crianças, precisam e merecem atendimento rápido e seguro nos casos de urgência e emergência.

1,1 milhão de paranaenses não tomaram a segunda dose da vacina anticovid segundo o governo do Estado

Um levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde mostra que 1.184.889 paranaenses estão com a segunda dose da vacina contra a Covid-19 em atraso. Desses, 1.006.617 não tomaram a D2 de Pfizer/Biontech ou Oxford/AstraZeneca, cujo intervalo de aplicação variou de quatro a seis meses ao longo do ano, e 178.272 não tomaram o reforço da CoronaVac/Butantan, cujo prazo é menor, de apenas três semanas.

O estudo leva em consideração os chamados faltosos, pessoas que apareceram para tomar a primeira dose e por algum motivo não especificado não tomaram a segunda. O balanço, que utiliza dados até a quarta-feira (8), também considera possível atraso das informações repassadas pelos 399 municípios ao Ministério da Saúde, que regula o sistema de informações. Os dados ainda são preliminares.

Segundo o Ministério da Saúde e as farmacêuticas que fabricam as três vacinas, a proteção mais alta contra as formas mais graves da doença acontece duas semanas após a aplicação da segunda dose. Atualmente, já foi aprovada a terceira dose em toda a população adulta depois de cinco meses da segunda aplicação, com orientação para que a adicional seja de fabricante diverso das primeiras.

Segundo o relatório, as Regionais de Saúde com os piores índices em termos absolutos e de todas as doses são Metropolitana (2ª RS), com 321.345 (27% do total), e Guarapuava (5ª RS), com 269.071 (22% do total). Elas correspondem a quase metade do número de faltantes. Proporcionalmente a região do Centro-Sul, bem menos populosa que a Capital, é a com maior índice de faltosos.

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Depois dessas as com mais casos são Maringá (15ª RS), com 75.748 pessoas, Ponta Grossa (3ª RS), com 72.248, e Londrina (17ª RS), com 58.400. Ivapoirã (22ª RS) é a que menos registra casos em termos absolutos (8.991). Veja o relatório das regionais AQUI .

No recorte por idade, os mais faltosos fazem parte da população idosa. São 523.799 (44%) com 95 anos ou mais, 168.194 entre 90 e 94 anos, 123.066 entre 85 e 89 anos e 99.482 entre 80 a 84 anos, uma pirâmide que fica mais estreita conforme a idade abaixa. Entre 18 e 19 anos são apenas 36 pessoas. Entre 20 a 24, 250 pessoas. Veja AQUI .

O secretário estadual de Saúde, Beto Preto, alerta que o tema foi inclusive alvo da 5ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) nesta quarta-feira (8), no qual foi reforçado o pedido para os municípios realizarem busca ativa nas suas populações. O colegiado reúne secretarias municipais e o Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Paraná (Cosems/PR).

“Temos vacinas para atender todo esse público e precisamos vacinar com a segunda dose, o que garante proteção completa. Temos que resolver essa situação em paralelo com a chegada das terceiras doses para a população. O Paraná tem uma tradição de vacinação e temos que ir atrás dessas pessoas. É um esforço pela defesa da sociedade”, afirmou.

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VACINAÇÃO EM NÚMEROS – Quase 11 meses após o início da campanha, segundo o Vacinômetro nacional, o Paraná já aplicou 17.779.208 doses. É o quinto estado que mais aplicou primeiras doses, com 8.956.828 imunizantes administrados, e o sexto que mais completou o esquema vacinal em toda a população, com 7.536.231 segundas doses e 21.422 doses únicas. Atualmente, 67% da população está com as duas doses, segundo o consórcio de veículos de imprensa.

O Governo do Estado desenvolveu uma campanha de conscientização sobre o tema. Assista aqui:

As informações são da Agência de Notícias do Paraná.

Taxa de óbitos por covid-19 em Curitiba é quase 10 vezes maior entre os não-vacinados

A taxa de óbitos por covid-19 em Curitiba no mês de novembro foi 9,6 vezes maior entre pessoas que não estavam imunizadas contra o vírus em relação àquelas que receberam as duas doses ou a dose da única da vacina.

Com base nos dados de mortes deste último mês pelo novo coronavírus na cidade, é possível verificar que quem tomou as duas doses ou a dose única do imunizante está mais protegido contra a doença.

Das 48 mortes registradas em novembro, 24 foram de pessoas que não estavam imunizadas (vacinadas com as duas doses ou a dose única há mais de 14 dias), todas com 20 anos ou mais. Considerando que a população imunizada dentro dessa faixa etária até 30/11 era de 1,3 milhão de curitibanos, tem-se uma taxa de 1,8 mortes para cada 100 mil pessoas. Entre os que não tinham completado o esquema vacinal até essa data, a taxa é 9,6 vezes maior, de 17,2 óbitos/100 mil pessoas.

“Esses números comprovam que a cidade fez o certo em investir na vacinação, porque ela de fato salvou vidas. Queremos que os curitibanos que já foram convocados, mas ainda não tomaram a primeira, a segunda ou a dose de reforço compareçam nas nossas Unidades de Saúde e se vacinem”, diz a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak.

A efetividade do avanço da imunização em Curitiba em relação à prevenção de mortes é vista não só nos números recentes, mas também a médio prazo: ao longo dos últimos oito meses (entre 1º/3 e 30/11), oito em cada dez óbitos (83%) foram de pessoas que não estavam imunizadas contra a covid-19

Entre as mortes das pessoas que já estavam imunizadas nesse período, 20% tinham completado a imunização há mais de cinco meses, o que enfatiza a necessidade da dose de reforço.

“Nenhuma vacina é 100% efetiva. A queda da resposta do imunizante no organismo ao longo do tempo acontece para todas as vacinas. Ainda assim, a imunização contra a covid-19 tem contribuído imensamente para termos saído do momento mais crítico da pandemia”, explica o epidemiologista da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) Diego Spinoza.

Redução na circulação do vírus

Com o avanço da cobertura vacinal contra a covid-19 em Curitiba – a cidade ultrapassou 85% da população acima de 12 anos com as duas doses ou a dose única recebida – a vacina também passou a contribuir com a redução da circulação do vírus no município.

“Além de cumprir o papel de proteger individualmente contra os quadros mais graves, agora a vacina tem esse efeito protetor sobre a circulação do vírus”, diz Spinoza.

A percepção de redução na circulação do novo coronavírus é notável pela diminuição no registro de novos casos: dezembro começou com uma média de e 39 novos casos da covid-19 por dia.

As informações são da Prefeitura de Curitiba.

Vereadores de Curitiba aprovam suspensão dos planos de carreira dos servidores até o fim de 2022

A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) aprovou projeto do Prefeito Rafael Grega para prorrogar a suspensão dos planos de carreira dos servidores públicos da capital até 31 de dezembro de 2022.

Além dos planos de carreiras dos servidores municipais, a proposta do Executivo mantém suspensos os procedimentos de transição da parte especial para a parte permanente do quadro de servidores municipais, mudanças de área de atuação, mudanças de classe, os crescimentos vertical e horizontal, o crescimento entre referências, o crescimento entre padrões, o avanço linear e o avanço por titulação.

A suspensão dos planos de carreira foi aplicada em 2017, pela lei 15.043, dentro do ajuste fiscal chamado de Plano de Recuperação de Curitiba. A medida já havia sido prorrogada em 2019, pela lei 15.541, e terminaria em 31 de dezembro deste ano. Ou seja, serão cinco anos sem avanços na carreira dos servidores.

A medida não atinge os trabalhadores das fundações municipais, como os médicos e médicas da FEAS. Serão prejudicados somente os/as médicos/as estatutários.

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná é contra esse congelamento que penaliza os servidores em geral, e em especial os servidores da área da Saúde. Esses trabalhadores tiveram que se desdobrar para atender à população durante a pandemia do coronavírus e estão recebendo, como “reconhecimento”, o congelamento de suas carreiras. Não é justo.

Com informações da Câmara Municipal de Curitiba.

Conitec aprova relatório que rejeita medicamentos do chamado ‘kit Covid’

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias ao Sistema Único de Saúde (Conitec) aprovou nesta terça-feira (7) um documento com diretrizes contra o uso ambulatorial da cloroquina, azitromicina, ivermectina e outros medicamentos sem eficácia no tratamento da Covid-19.

Foram 7 votos a favor das diretrizes e seis contra. Desta vez, o representante da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou o voto (entenda mais abaixo).

“Alguns medicamentos foram testados e não mostraram benefícios clínicos na população de pacientes hospitalizados, não devendo ser utilizados, sendo eles: hidroxicloroquina ou cloroquina, azitromicina, lopinavir/ritonavir, colchicina e plasma convalescente. A ivermectina e a associação de casirivimabe + imdevimab não possuem evidência que justifiquem seu uso em pacientes hospitalizados, não devendo ser utilizados nessa população”, aponta o documento.

O relatório já tinha sido votado antes pelo Conitec, e depois foi colocado para consulta pública. Agora, o documento final será enviado para a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, que vai definir se as diretrizes sobre o kit serão ou não incorporadas no SUS.

Antes, votação sem a Anvisa

Em outubro, o colegiado da Conitec se reuniu para votar as orientações sobre o tratamento de pacientes de Covid-19. A votação ficou empatada: 6 a 6, sem a participação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que votaria contra o kit Covid e poderia ter desempatado o placar.

Na época, a agência esclareceu que não teve a oportunidade de votar porque o seu representante, o gerente geral de Medicamentos Gustavo Mendes, que acompanhava a votação de modo remoto, precisou de ausentar por algumas horas para pegar um voo. Durante esse intervalo, a votação foi feita.

“Até a hora, em que o membro da Anvisa saiu da reunião, não havia sido definido o horário da votação do relatório”, disse a Anvisa em nota. “Ao chegar em Brasília às 14h20, o representante entrou na plataforma da reunião e percebeu que esta havia sido finalizada e que o relatório com diretrizes do tratamento ambulatorial da Covid-19 já havia sido votado”, esclareceu a Anvisa.

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) tem 13 integrantes. A maioria é do Ministério da Saúde. Na votação anterior, votaram a favor do kit Covid: cinco secretarias do Ministério da Saúde e o Conselho Federal de Medicina. E votaram contra o kit Covid: duas secretarias do Ministério da Saúde, os conselhos de secretarias estaduais e municipais de Saúde, o Conselho Nacional de Saúde e a Agência Nacional de Saúde.

Matéria do Portal G1.

Brasil passa a exigir quarentena e teste de covid para viajantes não vacinados

O governo federal anunciou nesta terça-feira (7) que vai exigir quarentena de cinco dias para viajantes não vacinados contra a covid-19 que desembarcarem no Brasil. Em cerimônia no Palácio do Planalto, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, detalhou que, após o período de quarentena definido, os viajantes deverão realizar um teste do tipo RT-PCR com resultado negativo.

Segundo o ministro, cerca de 80% da população brasileira acima de 14 anos já está imunizadas com as duas doses da vacina. O número representa mais de 175 milhões de habitantes. Ele destacou ainda que o país conseguiu “reduzir fortemente” o número de casos e óbitos provocados pela covid-19 – nos últimos seis meses, a queda foi de cerca de 90%.

Passaporte da vacina

Sobre a possibilidade de exigência de um certificado de vacinação para viajantes que queiram entrar no país, recomendada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Queiroga avaliou que o enfrentamento à pandemia não diz respeito apenas “a um chamado passaporte que mais discórdia do que consenso cria”.

“Ultimamente, o mundo ficou muito preocupado com uma nova variante do vírus. Essas variantes podem acontecer em qualquer lugar do mundo. Os países que identificam essas variantes não podem ser punidos com restrição aos seus cidadãos.”

“É necessário defender as liberdades individuais, respeitar os direitos dos brasileiros a acessarem livremente as políticas públicas de saúde”, disse. “Essa temática envolve as relações exteriores do Brasil e o Brasil é um país muito reconhecido exatamente por utilizar o princípio da reciprocidade”, completou.

As informações são da Agência Brasil. 

Governo Federal abre 21,5 mil vagas no Programa Médicos pelo Brasil

O Ministério da Saúde está oferecendo mais de 21,5 mil vagas no Programa Médicos pelo Brasil. Eles poderão atuar em 5.233 municípios brasileiros, ou seja, quase 94% do país. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União na sexta-feira (3). O objetivo é reforçar o Sistema Único de Saúde (SUS).

O programa vai substituir gradativamente o Projeto Mais Médicos para o Brasil na Atenção Primária à Saúde (APS). São oferecidos aos médicos selecionados para o programa a formação em medicina de família e comunidade, avaliação de desempenho, possibilidade de contratação por meio do regime CLT, a progressão de carreira (para diminuir a rotatividade) e gratificação para atuar em áreas remotas e de saúde indígena.

Os gestores de saúde dos municípios elegíveis devem fazer a adesão ao Médicos pelo Brasil, cujo edital deve ser publicado segunda-feira (6). O edital do processo seletivo para médicos também será publicado neste mês.

“A recomendação é que os gestores não percam a oportunidade de levar saúde e a presença de médicos qualificados para atender com dignidade o cidadão”, disse o secretário de Atenção Primária da pasta, Raphael Câmara. Ele preside o Conselho Deliberativo da Agência de Desenvolvimento da Atenção Primária à Saúde (Adaps), responsável por executar o novo programa.

Os munícipios foram escolhidos levando em consideração a alta vulnerabilidade e o fato de vários estarem em áreas rurais remotas.

O Médicos pelo Brasil foi lançado em 2019 com o objetivo de estruturar a carreira médica federal para locais com dificuldade de provimento e alta vulnerabilidade. O orçamento previsto para execução no primeiro ano de trabalho é de R$ 1,2 bilhão.

Confira aqui a relação de municípios aptos para participação no Programa Médicos pelo Brasil.

Matéria da Agência Brasil, com informações do Ministério da Saúde.

Simepar disponibiliza cursos em vídeo sobre a Gestão Pública na Saúde e sobre a LGPD

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná, em parceria com a QUALIGE – Qualidade em Gestão Pública realizou em novembro os cursos sobra a “Gestão Pública da Saúde e terceirização” e sobre a “A LGPD no Setor da Saúde”.

Agora, o Sindicato está disponibilizando os cursos em vídeo para quem não pode participar no mês passado. As aulas estão postadas no Youtube do Sindicato. Cada aula tem aproximadamente 30 minutos e cada curso é composto por oito aulas.

Para assistir às aulas, basta acessar os links a seguir:

Curso sobre “A Gestão Pública da Saúde e a Terceirização” – Assista aqui.

A LGPD no Setor da Saúde – Assista aqui.

Pedimos que os interessados curtam e comentem as aulas para que possamos formatar novos cursos de acordo com a opinião dos participantes.

Brasil supera 615 mil mortos por covid-19, enquanto a variante ômicron do coronavírus avança no mundo

O Brasil superou nessa quinta-feira (2) a marca de 615 mil mortes por covid-19 com as 215 novas vítimas registradas nas últimas 24 horas. Isso sem contar a ampla subnotificação.

Os dados são do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass). No mesmo período, foram contabilizados 12.910 novos casos, totalizando 22.118.782 desde o início do surto, em março de 2020. Destes, ao menos cinco foram confirmados como sendo da mais recente variante, a ômicron.

A disseminação da cepa, possivelmente mais contagiosa, provocou uma disparada nos casos na África do Sul, primeiro país a reportar a variante. A ômicron possui alto número de mutações na proteína Spike, o que pode torná-la mais infecciosa; entretanto, faltam estudos a respeito.

Na terça-feira, os sul-africanos notificaram 8.600 casos, diante de 1.300 no mesmo dia da semana anterior. Autoridades locais apontam que a variante já corresponde a 74% dos sequenciamentos genéticos feitos no país.

Origem da ômicron

Embora cientistas da África do Sul tenham descoberto a variante, ainda existem dúvidas sobre sua origem. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou não saber ao certo a procedência.

Na Holanda, autoridades identificaram infecções pelo vírus mais de dez dias antes do alerta sul-africano, o que revela que o vírus pode estar circulando na Europa há bem mais tempo. No velho continente, o Centro Europeu para a Prevenção e o Controle das Doenças prevê que a cepa será dominante nos próximos meses.

Diante deste cenário, a OMS afirmou que fechar fronteiras para determinados países não é correto. Trata-se de uma medida “preguiçosa”, de acordo com especialistas. “As medidas (de restrição) podem incluir triagem de passageiros antes da viagem e/ou na chegada, e uso do teste para SARS-CoV-2 ou quarentena de viajantes internacionais após avaliação de risco completa”, informa a entidade.

Mais correto também seria cobrar comprovante de vacinação para a entrada no país; entretanto, o presidente Jair Bolsonaro é contra, inclusive às vacinas. Ele mesmo não se vacinou.

Além de disseminar mentiras sobre a segurança e eficácia das vacinas, Bolsonaro afirma que não se vacina pois já foi infectado. Trata-se de outra desinformação. Pessoas infectadas anteriormente podem desenvolver a doença. Em especial a variante ômicron. “Achamos que um contágio anterior não protege contra a ômicron”, disse Anne von Gottberg, especialista em doenças infecciosas do Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis da África do Sul (NICD).

Vacinas eficazes

Contudo, acredita-se que as vacinas sigam conferindo imunidade contra a variante. Estudos ainda estão em andamento, mas já existem resultados preliminares que apontam neste sentido. Logo, o correto é acelerar com a vacinação, em especial, combater a desigualdade vacinal.

Enquanto países mais ricos possuem vacinas de sobra, menos de 5% dos habitantes do continente africano estão imunizados.

As informações são da Rede Brasil Atual.

 

90% dos brasileiros adultos já receberam a primeira dose da vacina anticovid

O Ministério da Saúde informou hoje (2) que o número de pessoas aptas a receberem o imunizante corresponde a 177 milhões de brasileiros. Ao todo, 159,3 milhões tomaram a primeira dose da vacina. Até o momento, mais de 372,5 milhões de doses foram distribuídas aos 26 estados e Distrito Federal.

O Brasil atingiu nesta quinta-feira a marca de 90% do público-alvo, ou seja, adultos com mais de 18 anos vacinados com a primeira dose de algum dos imunizantes contra a covid-19.

Ao todo, 159,3 milhões de brasileiros iniciaram o ciclo vacinal contra a doença e 79,03% completaram o esquema com as duas doses ou dose única, de acordo com dados divulgados pelo ministério.

O país também registrou queda de 92,57% na média de óbitos desde o pico da pandemia, registrado em 19 de abril deste ano.

Novas doses

Em novembro, o governo federal comprou mais de 550 milhões de doses de imunizantes. A expectativa do Ministério da Saúde é que mais de 354 milhões de doses sejam utilizadas como reforço em 2022.

Até o momento, 14,1 milhões de pessoas estão com a imunização reforçada com a dose adicional ou de reforço. Cerca de 13,7 milhões de brasileiros entre 12 e 17 anos já tomaram a primeira dose da vacina e 3,4 milhões estão completamente vacinados com as duas doses da Pfizer.

As informações são da Agência Brasil.