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Simepar celebra o Dia do Médico com programação especial de cursos e benefícios

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) está celebrando o dia do Médico, comemorado em 18 de outubro, com uma programação especial de cursos e benefícios voltados para os Médicos e Médicas do Paraná.

O Simepar está disponibilizando auxílio financeiro para médicos e médicas autônomos que contraíram a Covid-19 e ficaram impedidos de trabalhar, sofrendo dificuldades financeiras em decorrência da doença. O mesmo auxílio também pode contemplar familiares de médicos ou médicas falecidos/as em decorrência da Covid-19.

Os auxílios serão pagos com recursos oriundos de multa trabalhista paga em ação movida pelo Simepar contestando a terceirização de médicos que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS). Saiba como participar (Clique aqui).

Além disso, o Sindicato, em parceria com a QUALIGE – Qualidade em Gestão Pública – está oferecendo os cursos de “Gestão Pública da Saúde e terceirização” (presencial ou remoto) e “A LGPD no Setor da Saúde” (remoto). Os cursos têm como público alvo os médicos e médicas, e gestores de Saúde. Para saber mais detalhes e se inscrever, clique aqui.

E, no dia 25 de outubro, o Simepar irá comemorar os 90 anos do Sindicato Médico do Paraná, fundado em 1931. Para conhecer melhor a história do Simepar, clique aqui.

Nas próximas semanas, novos cursos serão ofertados gratuitamente, além de atendimento psicológico para médicos afetados pela pandemia da Covid-19.

Vale lembrar que o Simepar possui um plano de Saúde em parceria com a Unimed que proporciona preços mais vantajosos que os planos individuais da mesma operadora.

Os médicos e médicas podem contratar o plano para toda a família. Estudantes de medicina também podem contratar o plano através do Simepar. Saiba mais.

O Sindicato também dispõe de assessoria jurídica especializada para atender aos médicos/as associados/as em caso de sonegação dos seus diretos.

Por tudo isso, neste Dia do Médico, reforçamos o convite para que as médicas e médicos se associem ao Simepar, fortaleçam a categoria e protejam os seus direitos.

Parabéns pelo Dia do Médico!

Simepar oferece cursos gratuitos sobre Gestão Pública na Saúde e Terceirização e sobre a LGPD

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná, em parceria com a QUALIGE – Qualidade em Gestão Pública – está oferecendo os cursos de “Gestão Pública da Saúde e terceirização” e “A LGPD no Setor da Saúde”. Os cursos têm como público alvo os médicos e médicas, e gestores de Saúde.

As aulas do curso “Gestão Pública da Saúde e terceirização” serão na sede do Simepar, na Rua Coronel Joaquim Sarmento, 177, Bairro Bom Retiro, em Curitiba. O evento terá início às 13:30 horas do dia 04 e se estende até o fim da tarde do dia 05 de novembro, com carga horária total de 16 horas.

Também haverá uma versão virtual do curso “A Gestão Pública da Saúde e a terceirização” com carga horária de 04 horas, divididas em oito blocos de aproximadamente trinta minutos. Esta versão do curso não trará certificação.

Já o curso sobre a “Lei Geral de Proteção de Dados na Saúde” será em meio virtual ao vivo nos dias 08 e 09 de novembro das 19 às 21 horas. Após a realização ele será disponibilizado em vídeo para quem não puder acompanhar ao vivo.

Os interessados podem se inscrever por e-mail com os seguintes dados:

Nome completo:
CRM (Se for médica ou médico):
CPF:
Endereço eletrônico (E-mail):
Telefone:
Local de trabalho/função:
Cidade:

Assinalar o curso escolhido:
1 – A Gestão Pública da Saúde e a terceirização – Presencial 16 horas
2 – A Gestão Pública da Saúde e a terceirização – Virtual 04 horas
3 – A LGPD no Setor da Saúde – Data: 08 e 09 de novembro (19:00 às 21:00)

Enviar o E-mail para imprensa@simepar.com.br

Confira a descrição detalhada dos cursos, com os palestrantes e a ementa de cada um nos anexos:

A Gestão Pública da Saúde e a Terceirização

A LGPD no setor da Saúde

O Simepar atua em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Respeitamos sua privacidade e protegemos seus dados pessoais, que serão usados somente para a inscrição nos referidos cursos.

Para saber mais sobre a Política de Privacidade do Simepar, clique aqui.

Programa de Residência do Hospital Pequeno Príncipe recebe inscrições até o dia 3 de novembro

O Hospital Pequeno Príncipe está com inscrições abertas, até 3 de novembro de 2021, para o processo seletivo dos programas de Residência Médica e Áreas de Atuação em Pediatria e de Residência em Medicina da Família e Comunidade, além dos cursos de especialidades em doenças da criança e do adolescente. As vagas disponíveis são destinadas exclusivamente a médicos.

O coordenador de Ensino e Pesquisa do Hospital, o médico Victor Horácio de Souza Costa Junior, reforça o pioneirismo do Pequeno Príncipe na área do ensino especializado na saúde infantojuvenil. “Somos um hospital de ensino desde a década de 1930, e nos anos de 1970 essa atuação ganhou força com a criação de um programa de residência com a chancela do Ministério da Educação. Hoje recebemos residentes de todo o Brasil, e os profissionais saem do Pequeno Príncipe prontos para atenderem seus pacientes com excelência técnico-científica e cuidado humanizado nas diferentes áreas de atuação”, afirma.

Sobre o processo seletivo

O processo seletivo para as residências médicas e os cursos de especialidades é realizado em parceria com a Faculdades Pequeno Príncipe. Na primeira fase, os candidatos realizarão provas objetivas de forma presencial em 20 de novembro, seguindo todos os protocolos de saúde estabelecidos por conta da pandemia da COVID-19.

Haverá também prova prática e defesa de currículo, que serão feitas on-line ou presencialmente, dependendo do programa escolhido. As inscrições devem ser feitas on-line, e o valor é de R$ 450.

Estão disponíveis vagas nos programas de Pediatria; Cirurgia Pediátrica; Oncologia Pediátrica; Ortopedia e Traumatologia; e Psiquiatria da Infância e Adolescência, com duração das residências que varia de um a três anos.

Nas áreas de atuação em pediatria, há vagas para Cardiologia Pediátrica; Neurologia Pediátrica; Medicina Intensiva Pediátrica; Neonatologia Pediátrica; Nefrologia Pediátrica; Gastroenterologia Pediátrica; Nutrologia Pediátrica; Reumatologia Pediátrica; e Pneumologia Pediátrica, todos com duração de dois anos.

No programa de Residência em Medicina da Família e Comunidade, estão disponíveis 12 vagas, e a duração é de dois anos. Já para os cursos de especialidades em doenças da criança e do adolescente, há vagas para Cirurgia Cardíaca Pediátrica I e II; Cirurgia Genitourinária, Transplante Renal e Videoendourologia em Pediatria; Anestesiologia Pediátrica; Radiologia Pediátrica; Otorrinolaringologia Pediátrica; Transplante de Medula Óssea Pediátrico; Emergência Pediátrica; e Transplante Hepático Pediátrico, todos os cursos com duração de um ano.

Para mais informações sobre o processo seletivo e para fazer a sua inscrição, clique aqui.

As informações são do Hospital Pequeno Príncipe.

Simepar conquista liminar garantindo o reajuste dos/as médicos/as do CIRUSPAR

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) conquistou liminar em Mandado de Segurança impetrado contra o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Sudoeste (CIRUSPAR) determinando que o empregador mantenha a reposição inflacionária de 5,2% obtida em março/2021.

O Consórcio havia, unilateralmente, suspendido a reposição com base na interpretação de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O Simepar impetrou o Mandato de Segurança no Tribunal Regional do Trabalho (TRT9) e a Desembargadora Morgana de Almeida Richa concedeu a Liminar requerida pelo Sindicato ordenando que o CIRUSPAR cumpra o Acordo Coletivo do Trabalho firmado com o Simepar, pagando a reposição inflacionária de 5,2% sob pena de multa diária de R$ 1.000,00 por trabalhador prejudicado em caso de descumprimento da decisão.

Na decisão, a Desembargadora afirmou que a situação analisada pelo STF e a situação dos médicos do CIRUSPAR não é a mesma e, sendo assim, a suspensão unilateral de um acordo negociado bilateralmente mostrou-se abusiva.

Curitiba tem menos de 3 mil casos ativos de covid-19 depois de quase um ano

A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba registrou, neste domingo (10/10), 2.998 casos ativos de covid-19 na cidade. Curitiba não tinha menos de 3 mil casos de pessoas com potencial de transmissão do vírus há 359 dias. A última vez havia sido em 16 de outubro de 2020, quando foram contabilizados 2.975 casos ativos da doença.

Também neste domingo, foram registrados 145 novos casos de covid-19 e seis óbitos de moradores da cidade infectados pelo novo coronavírus. Dois destes óbitos ocorreram nas últimas 48 horas. As vítimas são dois homens e quatro mulheres, com idades entre 39 e 65 anos. Cinco pessoas tinham menos de 60 anos.

Até o momento foram contabilizadas 7.638 mortes na cidade provocadas pela doença neste período de pandemia.

Novos casos

Com os novos casos confirmados, 294.413 moradores de Curitiba testaram positivo para a covid-19 desde o início da pandemia, dos quais 283.777 estão liberados do isolamento e sem sintomas da doença. São 2.998 casos ativos na cidade.

Leitos do SUS

Neste domingo (10/10), a taxa de ocupação dos 246 leitos de UTI SUS exclusivos para covid-19 esteve em 44%. Restavam 137 leitos livres.

A taxa de ocupação dos 224 leitos de enfermarias SUS covid-19 esteve em 56%. Haviam 99 leitos vagos.
A SMS esclarece que os dados da ocupação de leitos em Curitiba são dinâmicos, com alterações ao longo do dia.

Números da covid-19 em 10 de outubro
145 novos casos confirmados
6 novos óbitos (2 nas últimas 48h)

Números totais
Confirmados – 294.413
Casos ativos – 2.998
Recuperados – 283.777
Óbitos – 7.638

As informações são da Prefeitura de Curitiba.

Vereador Dalton Borba homenageia Médicos/as e o Simepar

O vereador de Curitiba Dalton Borba (PDT) homenageou os/as médicos e médicas e o Simepar com votos de congratulações e aplausos, pela ocasião do dia do médico comemorado em 18 de outubro.

Como justificativa, o parlamentar registrou:

“No dia 18 de outubro é comemorado o Dia do Médico em nosso país. Estes profissionais, há quase 2 anos, têm despendido todo seu empenho, saúde física e mental, para manutenção e promoção da qualidade de vida e saúde de toda a população em meio a maior crise sanitária que nos acomete, a de COVID-19.

As médicas e médicos são fundamentais e essenciais para concretizarmos uma das mais importantes garantias constitucionais, que determina que “a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”.

Neste sentido, em nome do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná – SIMEPAR, é que proponho esse voto de congratulações e aplausos pela passagem do próximo dia 18 de outubro a esses profissionais.”

A proposição foi aprovada por unanimidade no último dia 06 de outubro. Leia a íntegra da proposição a seguir:

Homenagem medicos e Simepar

Curitiba inicia aplicação do reforço da vacina anticovid nos profissionais de Saúde

Curitiba começou nesta sexta-feira (8) a entregar aos hospitais as doses de reforço da vacina contra a covid-19 destinadas aos profissionais de saúde. A vacinação desse grupo será realizada de forma descentralizada, pelas instituições hospitalares.

Serão imunizados com a dose de reforço profissionais de saúde de hospitais, Unidades de Pronto Atendimento (UPAS) e Serviço de Atendimento Móvel de Emergência (Samu). Durante esta semana, os trabalhadores das UPAS já começaram a receber a dose de reforço em seus locais de trabalho.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba vai enviar as doses aos hospitais da cidade credenciados no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), que vão organizar o cronograma de vacinação e fazer a convocação de seus trabalhadores.

A vacinação dos profissionais de saúde segue o critério de risco de exposição ao vírus, assim como foi adotado no início da vacinação na cidade. Nesta etapa da vacinação da dose de reforço, a Secretaria Municipal da Saúde estima 28 mil doses.

“Neste primeiro grupo, estão equipes dos hospitais, das UPAs, do Samu e de unidades de saúde que estão no atendimento direto de pessoas contaminadas”, explica a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak.

Serão vacinados com a dose de reforço os profissionais que já completaram o esquema vacinal (recebido as duas doses ou o imunizante de dose única) há pelo menos seis meses, seguindo a determinação do Ministério da Saúde, que aprovou a inclusão desta nova dose para este grupo em 24 de setembro.

A dose de reforço visa fortalecer o poder de imunização contra o novo coronavírus de pessoas com maior vulnerabilidade ao vírus. Além dos profissionais de saúde da linha de frente, estão recebendo a dose de reforço idosos com 70 anos ou mais e pessoas imunossuprimidas que já completaram o esquema vacinal.

Treinamento e entrega

Para que a vacinação ocorra de forma descentralizada, na última terça-feira (5/10), a SMS promoveu o treinamento de 196 profissionais, entre enfermeiros e aplicadores das instituições hospitalares que vão realizar a vacinação de seus colegas.

As vacinas estão sendo entregues conforme as solicitações dos hospitais e deverão ser aplicadas somente nos profissionais de saúde que atuam no estabelecimento. A partir do cadastro dos profissionais vacinados com a primeira e segunda dose do imunizante, a Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba encaminha as doses de reforço para cada ponto.

A ampliação para a aplicação da dose de reforço em outros grupos dos profissionais de Saúde vai avançar conforme Curitiba receber novos lotes do imunizante destinados a essa faixa da população.

As informações são da Prefeitura de Curitiba

Brasil ultrapassou os 600 mil mortos pela Covid-19

O Brasil chegou a 600.077 mortos pela Covid, divulgou o consórcio de veículos de imprensa em boletim extra na tarde desta sexta-feira (8). Em casos confirmados, são 21.533.752.

A marca foi atingida num momento em que a pandemia está em desaceleração no país. A média de mortes diárias está em 438, o menor número desde novembro do ano passado, e em queda.

Essa desaceleração se expressa também no tempo que a doença levou para tomar mais 100 mil vidas ao Brasil desde que atingimos a trágica marca de 500 mil mortes: foram 111 dias, o dobro dos 51 dias que o país levou para passar de 400 mil para 500 mil óbitos.

Naquele o momento, morriam em média 2 mil brasileiros por dia – mais de quatro vezes a média atual. Em abril deste ano, pior momento da pandemia, a média passou de 3 mil mortos por dia.

  • 1ª morte: 12/3/2020
  • 100 mil mortes: 8/8/2020 (149 dias depois)
  • 200 mil mortes: 7/1/2021 (152 dias)
  • 300 mil mortes: 24/3/2021 (76 dias)
  • 400 mil mortes: 29/4/2021 (36 dias)
  • 500 mil mortes: 19/6/2021 (51 dias)
  • 600 mil mortes: 8/10/2021 (111 dias)

Mas, apesar de o número de vítimas do vírus ter despencado nos últimos meses, o Brasil ainda é o 3º país com a maior média diária de novas mortes, atrás apenas de Estados Unidos e Rússia.

O país também mantém a marca de ser o que mais registrou vítimas da pandemia em 2021 no mundo: já foram registradas 405 mil mortes por Covid-19 neste ano, mais do que Estados Unidos e Índia e quase o mesmo que todos os 27 países da União Europeia somados.

Especialistas atribuem a melhora do cenário à vacinação. O Brasil já tem 69% da população vacinada com ao menos uma dose e 45%, totalmente imunizada. Além disso: todos os estados e o DF estão com mais da metade da população parcialmente imunizada e três deles –Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e São Paulo– têm mais de 50% de sua população com o esquema vacinal completo.

No contexto mundial, país está em 59º no ranking proporcional (que leva em consideração o número de doses aplicadas em relação à população), com 113 doses aplicadas a cada 100 habitantes. Em termos relativos, estamos atrás de países como Cuba (190), Uruguai (181), Chile (170), El Salvador (119), Panamá (119), Equador (116) e Argentina (115).

Ou seja, mesmo com os avanços, os especialistas alertam que a pandemia ainda não acabou.

“Apesar de 300, 400 mortes por dia ser muito abaixo do que vimos recentemente, ainda é um número muito elevado de óbitos diários. Nenhuma possibilidade pode ser descartada, mesmo com metade da população completamente vacinada ainda, podemos ter novas tragédias”, afirma Leonardo Weissmann, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Para Helena Brigido, vice-presidente da Sociedade Paraense de infectologia e mestre em Medicina Tropical, o controle viral que poderia trazer “controle” da pandemia, ocorrerá quando as possibilidades de infecção forem mínimas.

“Temos milhões de brasileiros ainda sem vacina nas diversas regiões do país. Além disso, ainda não ocorre vacinação ampla e as crianças também ainda não têm vacina. E mesmo em uma proporção menor, ainda estamos tendo muitos casos de Covid.”

Por conta disso e da variante delta, ela acredita que “é possível ocorrer infecções em idosos, profissionais de saúde, pessoas com comorbidades que ainda não fizeram a terceira dose e/ou naqueles que nunca foram vacinados”.

A queda de casos e mortes para Helena ocorre pela “combinação entre imunidade natural, ou seja, pessoas que já tiveram a doença e ainda têm anticorpos, e pela imunidade passiva, aquela ocorrida pela proteção da vacina.”

Por mais que números menores de mortes possam dar alento para retornarmos para a normalidade e pensar em encontrar a família e os amigos nas festas de final de ano, os especialistas alertam que ainda é muito cedo para começar a dispensar cuidados contra a Covid, como o uso de máscaras e o distanciamento social, por exemplo.

“A pandemia é dinâmica e tudo isso vai depender do momento em que estivermos vivendo quando essas festas chegarem. Podemos planejar essas festas, mas dependendo da situação epidemiológica do país no momento, essas festas podem não acontecer. Ainda estamos caminhando na cobertura vacinal e precisamos de uma cobertura vacinal forte de segunda dose, e ainda não é o caso”, explica Marcelo Otsuka, coordenador do Comitê de Infectologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Weissman concorda: “A situação da pandemia no país é muito melhor do que em outros tempos, mas não se pode abusar. O vírus e as variantes de preocupação continuam em circulação e, dessa maneira, pessoas suscetíveis, que ainda não estejam totalmente protegidas, podem ser infectadas.”

As informações são do Portal G1.

Paraná alcança 64,6% de cobertura da vacina anticovid em adultos

Com o avanço da vacinação em todas as regiões do Estado, o Paraná chega à marca de 5,6 milhões de pessoas totalmente imunizadas contra a Covid-19, com a segunda dose (D2) ou dose única (DU), ultrapassando 64,6% de cobertura em adultos.

Com 14 milhões de doses aplicadas desde de 17 de janeiro, 98,6% da população com mais de 18 anos, estimada em 8.720.953 pessoas, tomou ao menos uma dose ou a dose única.

Ao todo, foram aplicadas 8.275.359 D1, 5.314.711 D2 e 324.439 DU. Os dados são da base do Programa Nacional de Imunizações (PNI) na plataforma Localiza SUS, do Ministério da Saúde. Há, ainda, um quantitativo com registro pendente no sistema.

“Cada vacina aplicada é motivo de alegria para todos nós. Estes números representam o trabalho incansável das equipes municipais e de todos os profissionais do Governo do Estado na missão de salvar vidas. Estamos vencendo batalhas, mas ainda não ganhamos a guerra. Precisamos manter os cuidados e continuar vacinando para que em um futuro breve possamos comemorar o fim desta pandemia”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

O Paraná é um dos estados mais avançados na imunização, segundo o consórcio dos veículos de imprensa. Os estados com maior porcentagem da população imunizada (com D2 ou DU) são: São Paulo (59,48%), Mato Grosso do Sul (59,01%), Rio Grande do Sul (51,31%), Paraná (47,25%) e Espírito Santo (46,22%).

MAIS DADOS – O avanço da vacinação contra a doença reflete diretamente nos índices de infecção e internamento em decorrência da contaminação pelo vírus Sars-CoV-2.

No pico da pandemia no Paraná, registrado em março deste ano, 6.385 pessoas morreram em consequência da Covid-19. Desde junho, estes números têm baixado, chegando a 1.155 óbitos em setembro, uma redução de 81% em seis meses.

Já com relação aos casos, o maior número de confirmações durante a pandemia foi em maio, quando o Estado registrou 193.404. Em setembro, 50.088 pessoas foram diagnosticadas com a doença, uma diminuição de 74%.

O número de internações e ocupações de leitos exclusivos para atendimento a pacientes infectados também teve queda. Em 31 de março, o Paraná somava 4.712 leitos exclusivos nas quatro macrorregiões. Destes, 4.060 estavam ocupados. Dentre os 1.816 de UTI, 94% eram utilizados, e dos 2.896 de enfermarias, 81% estavam ocupados. Na época, 735 pessoas ainda aguardavam na fila por um leito exclusivo.

Cenário bem diferente do registrado nesta quarta-feira (6), quando, segundo a Regulação Estadual de Leitos, o Paraná somou 3.211 leitos, com 1.247 pacientes internados. Atualmente, o Estado possui 1.510 UTIs, 50% ocupadas, e 1.701 enfermarias, 29% utilizadas. Há 39 pessoas no Estado aguardando transferência.

Beto Preto reforçou que a queda nos indicadores confirma a eficácia das vacinas. “Não há dúvidas de que os imunizantes protegem contra a infecção pelo vírus e minimizam o agravamento do quadro clínico, o que evita internamentos e mortes. Essa pequena minoria de menos de 2% que ainda não se vacinou deve procurar uma unidade de saúde e garantir sua dose”, disse.

SEGUNDAS DOSES – Somente nos seis primeiros dias de outubro, 235.483 segundas doses ou doses únicas foram aplicadas no Estado, uma média de 32 pessoas por minuto.

Considerando o intervalo entre a D1 e D2 de imunizantes como a AstraZeneca e Pfizer/BioNTech de oito a 12 semanas, respectivamente, nos dois últimos meses o Paraná registrou grande aumento de pessoas imunizadas contra a doença. Entre julho e setembro, a soma de segundas doses aplicadas cresceu 89,6%.

As informações são da Agência de Notícias do Paraná

Pandemia teve impactos diretos em bebês e crianças, diz estudo da UFPel

A pandemia teve impacto na vida de bebês e crianças brasileiras: pobreza, subnutrição, falta de assistência em saúde e educação, além da perda da mãe, do pai ou de responsáveis para a covid-19.

Diante da crise sanitária e econômica, as crianças deixaram até mesmo de ser vacinadas e, assim, cumprir o esquema previsto para a infância, ficando vulneráveis a diversas enfermidades. As informações fazem parte da Epicovid-19, pesquisa realizada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) em parceria com o Ibope.

Dados inéditos da Epicovid-19, a maior pesquisa epidemiológica sobre a doença feita no Brasil, são apresentados hoje (6), no IX Simpósio Internacional de Desenvolvimento da Primeira Infância, realizado pelo Núcleo Ciência Pela Infância (NCPI).

A pandemia teve impactos indiretos e diretos na vida das crianças. Até setembro deste ano, 867 crianças de até 4 anos e 194 crianças de 5 a 9 anos morreram no Brasil por covid-19. O estudo mostra ainda que também foram vítimas da doença 273 adolescentes de 10 a 14 anos e 808, de 15 a 19 anos.

“Temos que pensar em termos amplos, em políticas públicas de combate à pobreza, de estimulação intelectual, de assistência médica – por exemplo, as vacinações que foram perdidas -, de escolaridade, e assim por diante.

Programas potencialmente efetivos como o Criança Feliz precisam ser revitalizados, pois a pandemia afetou marcadamente a frequência das visitas domiciliares visando a estimular a interação entre crianças e seus familiares”, defende o professor emérito de Epidemiologia na UFPel e coordenador do Epicovid, Cesar Victora.

Tanto a covid quanto outras doenças infecciosas, em crianças pequenas, segundo Victora, são mais preocupantes, pois elas “têm um sistema imunológico imaturo e morrem mais do que crianças maiores devido a pneumonia, diarreia e muitas outras infecções”, diz.

De acordo com a pesquisa, as crianças também deixaram de ser vacinadas. Durante o período pandêmico, 22,7% das crianças mais pobres deixaram de ser vacinadas. Entre as mais ricas, o índice é de 15%.

O maior impacto é o fato de que as crianças que já estão fragilizadas pela subnutrição resultante do aumento na pobreza, ficam ainda mais suscetíveis a outras doenças infecciosas que podem ser prevenidas pela imunização”, diz o coordenador do estudo.

O pesquisador defende uma atenção especial à infância e o reforço de políticas públicas: “Investir na primeira infância e minimizar os efeitos da pandemia é essencial para garantir não apenas a saúde das próximas gerações, mas também o capital humano que permitirá o desenvolvimento de nosso país nas próximas décadas”.

Nacionalmente, o Programa Criança Feliz é uma das principais iniciativas voltadas para a infância. O programa atende a famílias com crianças entre zero e 6 anos. Por meio de visitas domiciliares às famílias participantes do Cadastro Único, as equipes do Criança Feliz acompanham e orientam o desenvolvimento delas.

Victora apresenta também dados de entrevista com participantes do programa Criança Feliz que mostram que 11% das crianças deixaram de ser vacinadas em setembro de 2020. Em janeiro de 2021, o índice foi para 10%. Além disso, 6% das grávidas faltaram às consultas pré-natais em setembro de 2020. Em janeiro, o percentual passou para 10%.

Ministério da Cidadania

Em nota, o Ministério da Cidadania diz que, em decorrência da necessidade de isolamento social, o atendimento remoto foi autorizado e os visitadores do Criança Feliz passaram a desenvolver atividades por meio de videochamadas e encaminhar o conteúdo aos pais e responsáveis por meio de plataformas digitais.

“Em casos de famílias com dificuldade de acesso à tecnologia, os encontros presenciais foram mantidos, seguindo todos os protocolos de segurança. Eventualmente, as atividades foram entregues na porta da casa dos beneficiários e recolhidas posteriormente. Além de abordar temas relacionados à primeira infância, as visitas incluíram também informações e orientações para combater a covid-19”, diz a pasta.

De acordo com o ministério, em 2020 o programa bateu o recorde de 1,1 milhão de atendidos pelos 26 mil visitadores espalhados pelo país. Ao longo do ano, foram realizadas 40 milhões de visitas. Em agosto deste ano, ultrapassou a marca de 50 milhões de visitas e está presente nos lares de mais de 1,2 milhão de brasileiros.

As informações são da Agência Brasil.