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Hospitais do Paraná abrem inscrições para Residência Médica em várias especialidades

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio da Escola de Saúde Pública do Paraná (ESPP), abrirá inscrições para os Programas de Residência Médica entre os dias 4 de setembro e 2 de outubro de 2025, até às 14h horas. As 31 vagas são destinadas a médicos interessados em especializações em áreas estratégicas para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado.

O processo seletivo será conduzido pela Associação Médica do Paraná (AMP) e seguirá os critérios da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM/MEC). Todas as informações e o edital completo estão disponíveis no site da AMP.

O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, destaca a relevância da formação médica vinculada aos hospitais do Estado. “Estamos fortalecendo o papel das nossas unidades hospitalares como centros de ensino e formação. A residência médica nos permite qualificar novos profissionais para atuarem com excelência no SUS, em regiões que mais necessitam”, disse.

Confira os hospitais e especialidades com vagas disponíveis:

Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná (Piraquara) – Possui quatro vagas na especialidade de Dermatologia, com duração de três anos, e mais duas vagas em fase de avaliação. O processo de seleção será composto por duas fases: o exame escrito (objetivo) e a análise do currículo.

Hospital Anísio Figueiredo (Hospital da Zona Norte (HZN) em Londrina) – Ao todo, serão duas vagas para Cirurgia Geral, com duração de três anos; três vagas para Clínica Médica, com duração de dois anos; seis vagas para Medicina de Família e Comunidade com duração de dois 2 anos; duas vagas para Ortopedia e Traumatologia, sendo uma delas reservada para o serviço militar, com duração de três anos.

E ainda, em fase de avaliação, a residência em Anestesiologia, que contará com duas vagas e três anos de duração.

Hospital Dr. Eulalino Ignácio de Andrade (Hospital da Zona Sul – HZS) em Londrina – Três vagas de Clínica Médica, com duração de dois anos; quatro vagas de Pediatria com três anos de duração e duas vagas em Anestesiologia, com três anos de duração e ainda em processo de autorização.

Hospital Regional do Litoral (Paranaguá) – Serão abertas duas vagas em Cirurgia Geral, com duração de três anos.

Hospital Adauto Botelho (Pinhais) – Para esta unidade são cinco vagas em Psiquiatria, com duração de três anos.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Jovens são as maiores vítimas de violências e acidentes no Brasil

Um estudo epidemiológico sobre a situação de saúde da juventude brasileira revelou que a faixa etária é um fator de risco mais significativo do que a localização geográfica para violências e acidentes, tanto em áreas metropolitanas como em cidades do interior. Realizada pela Fiocruz, a pesquisa também indicou que jovens no final da adolescência (15 a 19 anos) sofrem mais violência no geral, especialmente física, além de serem mais vítimas em situações de conflitos; e que jovens de 20 a 24 anos, período em que costumam começar a trabalhar, estão mais sujeitos a uma morte violenta.

Os pesquisadores utilizaram as bases de dados do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2022 e 2023, para determinar as taxas de mortalidade e incidência na população jovem entre 15 e 29 anos em todo o Brasil. De acordo com o levantamento da Agenda Jovem Fiocruz (AJF) e da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), a taxa de mortalidade por violências e acidentes entre jovens é maior do que a da população como um todo em todos os estados e no DF. Na maioria dos casos, essa diferença é maior que 50%. Na Paraíba, a diferença chega a 90%.

De acordo com a pesquisa, 65% dos óbitos da juventude resultam de causas externas, como violências e acidentes (84.034 das 128.826 mortes entre 2022 e 2023). A taxa de mortalidade por causas externas para jovens é de 185,5 mortes para cada 100 mil habitantes, maior do que a da população geral (149,7). A taxa é ainda mais alta em jovens entre 20 e 24 anos (218,2). Em contraste, essas causas representam apenas 10% do total de óbitos do conjunto da população brasileira. Mais de um terço dos casos de violência notificados no SUS vitimaram jovens (36%).

Segundo o coordenador da AJF, André Sobrinho, é importante não ver a juventude de maneira homogênea: “No curso da vida juvenil, as questões de saúde, incluindo as violências, incidem de maneira diferente se a pessoa jovem está no início, no meio ou no fim desse ciclo. É fundamental identificar, portanto, as necessidades em saúde mirando as distintas subfaixas de idade”, aponta.

Principais causas incluem armas de fogo, motocicletas e ação da polícia

Intitulado 1º Informe epidemiológico sobre a situação de saúde da juventude brasileira: violências e acidentes, o estudo apontou que a principal forma de violência sofrida por jovens brasileiros é a agressão física (47%), seguida da violência psicológica/moral (15,6%) e pela violência sexual (7,2%). Quanto mais velha a vítima, maior a proporção de violência psicológica. Quanto mais jovem, maior a proporção de violência física.

Armas de fogo e acidentes de motocicleta têm peso significativo nas causas de mortalidade juvenil, especialmente nos municípios localizados fora das regiões metropolitanas.

Os acidentes de transportes na juventude matam principalmente os homens, que representam 84% das vítimas. Na metade desses casos (53%), o meio de transporte foi a motocicleta. Ainda assim, a principal causa de morte violenta na juventude, seja para homens ou mulheres, são as agressões com armas de fogo.

Outra causa de morte que pesa muito mais na juventude é a intervenção legal, ou seja, a ação da polícia, que resulta em 3% dos óbitos por causas externas de jovens brasileiros. Esse valor é de apenas 1% dos óbitos totais da população.

Regiões e estados brasileiros

O levantamento ainda indicou que o maior risco de morte por violências e acidentes na juventude ocorre nos estados do Nordeste e do Norte, com destaque para a faixa entre 20 e 24 anos do Amapá (447 óbitos para cada 100 mil habitantes) e na Bahia (403).

As Unidades da Federação (UF) com as maiores taxas de violência por cem mil habitantes na juventude são o Distrito Federal (696,1), o Espírito Santo (637,8), o Mato Grosso do Sul (629,5) e Roraima (623,5). Na população brasileira como um todo, a taxa é de 250,6 para cada cem mil habitantes.

Leia mais sobre o estudo: Jovens negros são as principais vítimas de morte por violência.

As informações são da Agência Fiocruz de Notícias.

Vacinas em desenvolvimento pelo instituto Butantan são incluídas em programa federal de incentivo à inovação

O Butantan teve três novos projetos para desenvolvimento de vacinas aprovadas no Programa de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL), iniciativa do Ministério da Saúde que visa promover a inovação e o desenvolvimento de soluções tecnológicas e produtivas para o Sistema Único de Saúde (SUS). Os projetos contemplados envolvem o desenvolvimento e a produção das vacinas da dengue, gripe aviária e Influenza adjuvada. Essa é a primeira vez que o Governo Federal cria uma política nacional de apoio à pesquisa de inovação tecnológica, a fim de estimular o Complexo Econômico-Industrial da Saúde e de Inovação com impacto no SUS.

A partir do PDIL, esses imunizantes ganham apoio para serem desenvolvidos e fabricados com tecnologia e inovação nacional. “O programa reconhece a capacidade tecnológica do Butantan, que passa a ter estímulo e condições de desenvolver essas vacinas, criando competência interna e nacional em temas de desenvolvimento clínico, produção, escalonamento e inovação”, resume o diretor de Inovação e responsável pelo escritório de Inovação e Licenciamento de Tecnologia do Instituto Butantan (EILT), Cristiano Gonçalves.

Por meio do PDIL, o Butantan recebe apoio para a pesquisa de projetos de interesse da saúde pública e o desenvolvimento e a produção de imunobiológicos ainda inexistentes no mercado, mas que são de interesse do SUS. Dessa forma, a vocação do Butantan de desenvolver pesquisa e inovação de ponta como as vacinas, é fortalecida. Em contrapartida, as tecnologias que são desenvolvidas por meio desse programa são direcionadas para a criação de soluções inovadoras que serão ofertadas ao SUS.

“Competência para levar a pesquisa da academia para o mercado o Butantan já tem, porque possui uma cadeia bem estruturada de desenvolvimento de imunobiológicos. Com o PDIL, o Butantan consegue retroalimentar ainda mais a pesquisa aqui dentro”, ressalta Cristiano.

Por meio do programa, o Butantan conseguirá aprimorar a vacina Influenza que é distribuída gratuitamente à população pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). A nova versão tem a mesma composição antigênica da Influenza sazonal, com os três tipos de vírus da gripe mais circulantes no ano anterior. A diferença é que ela ganha o acréscimo de um agente adjuvante, também desenvolvido pelo Instituto, que aumenta a resposta imune no organismo de pessoas com mais de 60 anos.

Em relação à vacina da dengue (Butantan-DV) – que está nas etapas finais de aprovação junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) –, o PDIL vai contribuir para que o Instituto aumente sua capacidade bioindustrial e vai apoiar a realização de ensaios clínicos que vão avaliar a extensão da faixa etária para o público acima de 60 anos, bem como a administração conjunta com a vacina Chikungunya.

Já a nova vacina Influenza pré-pandêmica, também aprovada dentro no PDIL e que está em desenvolvimento no Butantan desde março de 2024, surge da necessidade de manter um estoque estratégico nacional para o enfrentamento de uma possível pandemia de gripe aviária. A vacina será uma das primeiras no mundo a utilizar a cepa de vírus H5N8. “Vamos iniciar os estudos em humanos deixando todas as etapas de desenvolvimento de produto prontas. Com o produto desenvolvido e testado, conseguiremos produzir a vacina de maneira rápida e eficaz para a aplicação nas pessoas, em caso de um eventual surto”, destaca Cristiano.

De acordo com o diretor de inovação, nos últimos anos o Butantan tem direcionado esforços para se tornar referência na resposta rápida a emergências de saúde. São prova disso a vacina da dengue, que surgiu a partir do aumento de casos de dengue em 2015, e atuação do Instituto no combate à pandemia de Covid-19.

Além dos projetos da vacina da dengue, da influenza adjuvada e da influenza pré-pandêmica, o Butantan está em articulações para incluir no PDIL outras iniciativas, que também foram submetidas ao Ministério da Saúde.

Sobre o PDIL e a inovação no Butantan

Os objetivos do PDIL, que foi criado em 2024 pelo Ministério da Saúde, são promover a produção industrial voltada à saúde no Brasil; induzir e fomentar o desenvolvimento e a inovação nacional para ampliar o acesso à saúde e reduzir a vulnerabilidade tecnológica do SUS; promover a capacitação de instituições científicas e produtores públicos, entre outros agentes, e contribuir para a transformação digital e ecológica.

Os projetos a serem avaliados pelo programa devem estar alinhados à Matriz de Desafios Produtivos e Tecnológicos em Saúde do Ministério da Saúde.

As informações são do Instituto Butantan.

Brasil avança na vacinação contra HPV e supera média global

O Brasil atingiu mais de 82% de cobertura vacinal contra o HPV entre meninas de 9 a 14 anos em 2024, superando a média global de 12%, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre os meninos da mesma faixa etária, a cobertura chega a 67%. A vacina protege contra diversos tipos de câncer associados ao HPV, incluindo colo do útero, ânus, pênis, garganta e pescoço, além de verrugas genitais.

Desde 2023, o país tem registrado avanços na vacinação, revertendo a tendência de queda nas coberturas vacinais em 15 das 16 vacinas ofertadas ao público infantil. Os avanços são resultado da retomada do Programa Nacional de Imunizações (PNI), da garantia da oferta de vacinas, da realização de mobilizações nacionais, da vacinação em escolas e da implementação de estratégias adaptadas à realidade de cada região.

Entre meninas, a cobertura vacinal do HPV passou de 78,42% em 2022 para 82,83% em 2024, enquanto entre os meninos o salto foi de 45,46% para 67,26%, evidenciando crescimento contínuo – um aumento de 22% em apenas dois anos. A inclusão de meninos no esquema vacinal também representa um avanço nas iniciativas do Brasil para ampliar a proteção de crianças contra a meningite.

Para ampliar a proteção entre adolescentes, o Ministério da Saúde implementou a estratégia de resgate vacinal para jovens de 15 a 19 anos que não se vacinaram anteriormente. Até 21 de agosto, mais de 106 mil adolescentes dessa faixa etária já foram vacinados. Estados com maior número de não vacinados, como São Paulo e Rio de Janeiro, iniciaram a estratégia recentemente, e a expectativa é de que a adesão aumente nas próximas semanas.

A pasta também fortalece parcerias com sociedades científicas, organizações não governamentais e o Ministério da Educação, promovendo ações como vacinação em escolas, campanhas educativas e combate à desinformação.

Esquema vacinal

Desde 2024, o Brasil adotou o esquema vacinal contra o HPV em dose única para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, substituindo o modelo anterior de duas doses. A iniciativa faz parte do compromisso do Brasil com a OMS para eliminar o câncer de colo do útero, que prevê atingir 90% de cobertura vacinal entre meninas até 2030.

O país foi além da meta ao incluir também os meninos e, em 2024, passou a adotar a dose única da vacina contra o HPV, em linha com recomendações internacionais.

Desde 2014, o Sistema Único de Saúde (SUS) já distribuiu mais de 75 milhões de doses, consolidando uma das políticas de vacinação mais abrangentes do mundo. O programa inclui meninos, imunossuprimidos, vítimas de violência sexual, usuários de PrEP e crianças com papilomatose respiratória recorrente.

Para pessoas imunocomprometidas, como aquelas vivendo com HIV/AIDS, pacientes oncológicos e transplantados, o esquema permanece em três doses, independentemente da idade. Além disso, pessoas vítimas de violência sexual e usuários de PrEP entre 15 e 45 anos devem receber três doses da vacina, enquanto crianças e adolescentes de 9 a 14 anos vítimas de violência sexual continuam com duas doses.

As informações são do Ministério da Saúde.

Conitec rejeita inclusão de canetas emagrecedoras no SUS

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) recomendou ao Ministério da Saúde não incorporar ao Sistema Único de Saúde (SUS) a liraglutida e a semaglutida, princípios ativos de medicamentos agonistas GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. O pedido de incorporação ao SUS foi feito pela Novo Nordisk, farmacêutica fabricante do Wegovy, que tem como princípio ativo a semaglutida.

Em nota, o ministério informou que as decisões da Conitec sobre a incorporação de medicamentos ao SUS “consideram as melhores evidências científicas disponíveis, abrangendo eficácia, segurança e análises de custo-efetividade”. Segundo a pasta, no caso da liraglutida e da semaglutida, o impacto financeiro estimado é de R$ 8 bilhões anuais.

O comunicado destacou ainda dois acordos de parceria firmados entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a farmacêutica EMS para a produção da liraglutida e da semaglutida. Os acordos estabelecem a transferência de tecnologia da síntese do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) e do medicamento final para Farmanguinhos, unidade técnico-científica da Fiocruz.

“Cabe ressaltar ainda a importância estratégica da ampliação da oferta de medicamentos genéricos. Essa medida estratégica estimula a concorrência, contribui para a redução de preços, amplia o acesso da população a tratamentos de qualidade e fortalece as condições para a incorporação de novas tecnologias ao SUS”, concluiu o ministério.

Controle

Desde junho, farmácias e drogarias começaram a reter receitas de canetas emagrecedoras. Além da semaglutida e da liraglutida, a categoria inclui ainda a dulaglutida, a exenatida, a tirzepatida e a lixisenatida.

A decisão por um controle mais rigoroso na prescrição e na dispensação desse tipo de medicamento foi tomada pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril e entrou em vigor 60 dias após a publicação no Diário Oficial da União.

Em nota, a agência informou que a medida tem como objetivo proteger a saúde da população brasileira, “especialmente porque foi observado um número elevado de eventos adversos relacionados ao uso desses medicamentos fora das indicações aprovadas pela Anvisa”.

Uso indiscriminado

A retenção do receituário de canetas emagrecedoras era defendida por entidades como a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a Sociedade Brasileira de Diabetes e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.

Em nota aberta, elas citam que o uso indiscriminado desse tipo de medicamento gera preocupações quanto à saúde da população e ao acesso de pacientes que realmente necessitam desse tipo de tratamento.

“A venda de agonistas de GLP-1 sem receita médica, apesar de irregular, é frequente. A legislação vigente exige receita médica para a dispensação destes medicamentos, porém, não a retenção da mesma [receita] pelas farmácias. Essa lacuna facilita o acesso indiscriminado e a automedicação, expondo indivíduos a riscos desnecessários”, destacou o documento.

As informações são da Agência Brasil.

Fiocruz avança com plataforma nacional de vacinas de RNA mensageiro

A Fiocruz, por meio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), desenvolveu a primeira plataforma nacional de RNA mensageiro (RNAm) para vacinas e terapias. A conquista representa um marco científico para o Brasil, ao garantir capacidade própria de pesquisa, desenvolvimento e produção dessa tecnologia considerada de vanguarda no mundo.

Com a plataforma inteiramente nacional e construída com apoio do Ministério da Saúde e recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Fiocruz passa a contar com uma base tecnológica que permite desenvolver novos produtos de forma ágil e com menor custo. Para cada doença, basta inserir a “informação genética” que será usada para induzir a resposta imunológica, sem a necessidade de reiniciar o processo desde o início. A tecnologia já foi depositada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

A primeira vacina a ser desenvolvida pela Fiocruz com essa tecnologia será contra a Covid-19. Os testes toxicológicos já foram concluídos e a previsão é de que os estudos clínicos comecem ainda este ano. Além disso, pesquisas com RNAm já estão em andamento para vacinas contra leishmaniose e tuberculose, assim como para terapias voltadas a doenças como o câncer.

“Essa conquista é um marco importante para posicionar o Brasil na vanguarda da biotecnologia, reforçando nosso papel estratégico para a ampliação do acesso a medicamentos na América Latina e África”, afirmou a líder do projeto RNA de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Patricia Neves.

As vacinas produzidas com base no RNAm funcionam dando instruções ao sistema imunológico para combater agentes infecciosos de forma eficaz e segura. Um dos diferenciais da plataforma de Bio-Manguinhos/Fiocruz é o envoltório lipídico, uma capa de gordura que protege o RNA, desenvolvido com características próprias. Esse avanço possibilitaria independência em relação a formulações de outras empresas, evitando custos adicionais e fortalecendo a autonomia tecnológica do país.

Essa tecnologia é estratégica para o fortalecimento do Complexo Econômico e Industrial da Saúde (Ceis) e do Sistema Único de Saúde (SUS), pois possibilita a produção nacional de vacinas inovadoras em menor tempo e a custos reduzidos. Isso amplia o acesso da população brasileira a imunizantes de última geração e contribui para reduzir desigualdades globais em saúde, colocando o Brasil na vanguarda da ciência mundial.

Desde 2021, Bio-Manguinhos/Fiocruz é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como centro de referência em vacinas de mRNA na América Latina. O instituto iniciou pesquisas nessa área em 2018, inicialmente com foco em terapias contra o câncer de mama, e hoje consolida sua posição como protagonista na inovação em saúde pública.

As informações são da Agência Fiocruz de Notícias.

Simepar esteve em importantes agendas em Curitiba, Londrina, Maringá e Sudoeste do Estado

O Sindicado dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) trabalha constantemente para defender os direitos de Médicas e Médicos. Nos últimos dias, os diretores do Simepar participaram de diversas reuniões com gestores e representantes, levando as pautas que mais importam para a categoria. Cada encontro é uma oportunidade de avançar no diálogo, fortalecer a representatividade e garantir melhores condições de trabalho e valorização profissional. Confira a seguir um resumo do que aconteceu:

  • Dirigentes do Simepar estiveram reunidos com a secretária de Saúde de Londrina, Vivian Feijó. Na oportunidade foi discutida a defasagem de salário dos médicos por conta da não correção adequada da incorporação do adicional de responsabilidade técnica, o que fez com que os profissionais tivessem salários mensais com valor menor. Em breve, deve ocorrer uma assembleia dos Médicos/as de Londrina para que o Sindicato possa propor ações visando à correção. Por seu lado, a Secretária da Saúde de Londrina entende que o Simepar deve buscar, de fato, estes ajustes.
  • Diretores do Simepar estiveram em Maringá com integrantes do Conselho Regional de Medicina (CRM-PR). Na oportunidade, a comitiva do Simepar e CRM esteve reunida com Médicos e Médicas lideranças da saúde para identificar pontos de melhoria para a atividade médica na cidade. A reunião foi bastante produtiva.
  • Os dirigentes do Simepar também visitaram a UPA Zona Norte de Londrina, conversaram com profissionais e verificaram as instalações de trabalho, identificando diversos problemas. A partir disso, o Simepar propôs uma reunião com o Secretário de Saúde de Maringá. Ainda nesta viagem, os representantes do Sindicato fizeram a proposta de abertura de filiação na cidade, com possibilidade de adesão ao plano de Saúde na Unimed Maringá. Na avaliação do Presidente do Simepar, Dr. Marlus Volney de Morais, as agendas representaram um marco histórico na busca pela melhoria da interiorização do Simepar.
  • Já em Curitiba, a Dra. Cláudia Paola Carrasco e o Dr. Brasil Vianna Neto fizeram inspeções em Unidades de Pronto Atendimento (UPA). Eles foram verificar as condições de trabalho e a utilização de baias separadas por biombos como consultórios. Essas inspeções serão relatadas aos órgãos competentes.
  • Encerrando este ciclo, tivemos o encontro mensal com o CIRUSPAR para discutir desafios enfrentados pelos Médicos e Médicas no exercício da profissão.

Associação Nacional de Medicina do Trabalho lança guia com cuidados para evitar adoecimento

A Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt) lançou nesta quinta-feira (21) um guia com orientações sobre como cuidar da saúde no ambiente laboral. O documento foi distribuído, em formato digital, para sindicatos, empresas e órgãos públicos, e destaca a importância de encontros periódicos, não apenas no momento da admissão ou rescisão de contratos, com funcionários.

Segundo a entidade, em junho, mais de 330 mil brasileiros maiores de 18 anos de idade solicitaram ao governo federal afastamento das atividades profissionais. Desse total, 76% dos benefícios concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foram motivados por doenças.

“Um número que se repete mês após mês, com pequenas variações, compondo um ciclo silencioso de alto impacto econômico e social”, avaliou a Anamt.

Os dados mostram que lesões por esforço repetitivo, dores lombares e doenças crônicas recorrentes ocupam o topo do ranking dos motivos de afastamento, seguidas por transtornos mentais e comportamentais.

O comunicado destaca uma “percepção equivocada” da atuação do médico do trabalho já que ela não passa, necessariamente, pelo diagnóstico de uma doença.

De acordocom a Anamt, a contribuição do médico do trabalho acontece, sobretudo, no campo da prevenção, seja identificando sinais e sintomas junto ao trabalhador e orientando sobre como proceder na sequência; seja apoiando empresas a criarem ambientes e práticas saudáveis capazes de reduzir os riscos de adoecimento.

Guia

A publicação aborda questões que vão desde a relevância de exames ocupacionais como admissional, periódico e mudança de função até a necessidade de o trabalhador estar atento a detalhes do local de trabalho e da rotina para apontar eventuais problemas que precisam ser corrigidos pelo empregador, incluindo a existência de riscos físicos, químicos, biológicos e ergonômicos, entre outros.

O guia alerta ainda para questões “aparentemente banais”, mas que podem desencadear quadros clínicos agudos ou graves, como exposição a variações de temperatura, ao som em alto volume e a produtos químicos, além de levantar peso excessivo ou fazer o mesmo movimento repetidas vezes, o que pode implicar em lesões na coluna e nos membros.

Outro destaque do documento diz respeito a máquinas sem proteção e à obrigatoriedade do uso de equipamento de proteção individual (EPI) indicado para cada função.

As informações são da Agência Brasil.

Hospital do Trabalhador abre inscrições para residência médica em nove especialidades

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgou nesta quarta-feira (20), o edital do processo de seleção nos Programas de Residência Médica 2025/26 do Hospital do Trabalhador, de Curitiba, uma das unidades próprias do Estado. As residências são nas áreas de Anestesiologia, Cirurgia Geral, Ginecologia e Obstetrícia, Infectologia, Medicina Intensiva, Ortopedia e Traumatologia, Cirurgia Crânio-Maxilo-Facial, Cirurgia Vascular e Neurocirurgia.

Ao todo serão 32 vagas, com duração de um a três anos. A inscrição deverá ser feita, exclusivamente, via Internet, mediante o preenchimento do formulário, no período estabelecido no Edital AMP 2025, disponível no site da Associação Médica do Paraná.

Os candidatos serão avaliados por uma prova teórica objetiva de conhecimentos, a ser realizada pela Associação Médica do Paraná (AMP) e avaliação de currículo, de responsabilidade da Comissão de Residência Médica (COREME/HT).

O Hospital do Trabalhador é reconhecido como Hospital de Ensino (HE) pelos ministérios da Saúde e da Educação desde 2005. A unidade se destaca na inovação assistencial e na incorporação de novas tecnologias em saúde, sendo um dos principais centros de formação de profissionais da área no Paraná. Além dos programas de Aperfeiçoamento e Residência Médica, o hospital oferece estágios curriculares, internato médico, atividades de ligas acadêmicas e incentivo à pesquisa científica.

No último processo seletivo, mais de 700 candidatos concorreram a 30 vagas nos Programas de Residência Médica, reforçando o reconhecimento e a credibilidade da instituição. Desde a criação do programa, em 2006, mais de 200 médicos especialistas já foram formados pelo Hospital do Trabalhador, atuando com excelência em diversas áreas da medicina.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

SUS passa a ofertar tecnologia inovadora e 100% nacional para detecção do câncer do colo do útero

O Ministério da Saúde inicia, nesta sexta-feira (15/8), a implementação do teste de biologia molecular DNA-HPV no Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de um método moderno e inovador que faz parte do novo rastreamento organizado do câncer de colo do útero na rede pública de saúde, um avanço para a saúde da mulher. Ofertada inicialmente em 12 estados brasileiros, a tecnologia 100% nacional detecta 14 genótipos do papilomavírus humano (HPV), identificando a presença do vírus no organismo antes da ocorrência de lesões ou câncer em estágios iniciais. Isso ocorre inclusive em mulheres assintomáticas. Por isso, a iniciativa do Agora Tem Especialistas aumenta as chances de cura pelo tratamento precoce. A oncologia é uma das áreas prioritárias do programa, que visa reduzir o tempo de espera no SUS por atendimento especializado.

Estamos aproveitando a infraestrutura criada durante a pandemia para os testes de biologia molecular. Essa estrutura agora será utilizada para o diagnóstico do HPV, permitindo reduzir o tempo de espera e iniciar o tratamento o mais rápido possível”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha

O HPV é a principal causa do câncer do colo do útero, terceiro tipo mais incidente em mulheres, com 17.010 casos novos estimados por ano, no triênio 2023-2025 . Estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) aponta 15 casos da doença a cada grupo de 100 mil mulheres. Por isso, a oferta do novo modelo de rastreamento é considerada um marco para a saúde da mulher em vista de uma série de benefícios. Além de conferir maior sensibilidade diagnóstica, o novo teste reduz a necessidade de exames e intervenções desnecessárias, com intervalos maiores entre as coletas quando o resultado der negativo. Outra vantagem é o rastreamento equitativo e de alta performance, que alcança mulheres em áreas remotas ou com menor oferta de serviços.

Parte do Plano Nacional para o Enfrentamento do Câncer do Colo do Útero, a implementação do novo teste DNA-HPV possibilitará o rastreamento em cerca de 5,6 milhões de mulheres em cinco anos, nos estados nos quais a iniciativa já começa a ser oferecida gradualmente: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Ceará, Bahia, Pará, Rondônia, Goiás, Rio Grande do Sul, Paraná, além do Distrito Federal.

Novo método

“O câncer do colo do útero ainda é o que mais mata mulheres no Nordeste. No Brasil, são 20 mortes por dia — até seis vezes mais que os casos de feminicídio em alguns estados. Com diagnóstico mais rápido e tratamento precoce, podemos salvar muitas vidas”, disse o ministro da Saúde, que também marcou presença na Unidade de Saúde da Família Doutora Fernanda Wanderley, em Recife (PE) . No local, pacientes do SUS realizaram as primeiras coletas com o novo teste DNA-HPV .

Representantes do Ministério da Saúde também lançaram a iniciativa no DF e em outros 10 estados, que foram contemplados por contarem com serviços de referência para colposcopia e biópsia. Assim, garantem fluxo assistencial completo para as mulheres que apresentarem resultados alterados.

A implementação começa por um município em cada estad , sendo ampliada conforme a finalização da troca do método . A meta é que, até dezembro de 2026, o rastreio esteja presente na rede pública de todo o território nacional, beneficiando 7 milhões de mulheres de 25 a 64 anos por ano. “Graças ao SUS e à parceria com estados e municípios, o Brasil será capaz de implementar nacionalmente essa tecnologia em tempo recorde. Países como Reino Unido, Espanha e Portugal levaram de dois a três anos para conseguir o mesmo”, evidencia o ministro.

Substituição do Papanicolau

Produzido pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná, ligado à Fiocruz, o teste molecular de DNA-HPV substituirá o exame citopatológico Papanicolau , que passará a ser realizado apenas para confirmação de casos em que o teste DNA-HPV der positivo. Por ser mais eficaz, a nova tecnologia permite ampliar os intervalos de rastreamento para até cinco anos, aumentando a eficiência e reduzindo custos.

Com o Papanicolau, o exame precisa ser repetido a cada três anos. Com essa nova tecnologia, o intervalo passa a ser de cinco anos. Além disso, elimina a necessidade de nova coleta quando o resultado é inconclusivo — a mesma amostra já serve para todos os exames necessários, acelerando o encaminhamento ao tratamento”, explica Padilha

Rastreamento

A implementação do teste foi viabilizada pelas Diretrizes Brasileiras de Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, lançadas pelo ministro Alexandre Padilha. As medidas estabelecem o rastreamento organizado, forma de trabalho na qual o SUS convida ativamente mulheres de 25 a 64 anos, público-alvo da iniciativa, para realizar o exame.

Para isso, as equipes de Saúde da Família e os Agentes Comunitários de Saúde farão o levantamento das mulheres da região que estão na faixa etária do rastreamento, com o teste ginecológico atrasado ou que nunca o fizeram, assim como as que ainda não foram vacinadas.

A elaboração das diretrizes foi coordenada pelo INCA com a participação de 81 especialistas que representaram a cinco Secretarias do Ministério da Saúde, além da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e outras 37 instituições de todas as regiões do país, incluindo universidades, hospitais, sociedades médicas e organizações da sociedade civil.

Unidades Básicas de Saúde

O público-alvo do rastreamento organizado são as mulheres cisgênero, incluindo homens transgênero, indivíduos não binários, de gênero fluido e intersexuais nascidos com sistema reprodutivo feminino. Para ter acesso ao novo teste molecular DNA-HPV, basta marcar uma consulta ginecológica regular nas Unidades Básicas de Saúde. O estado usará o cruzamento de informações de pessoas não vacinadas.

Para a expansão da iniciativa, o Ministério da Saúde vai disponibilizar kits e insumos do teste, treinamentos especializados para os profissionais do SUS e suporte diagnóstico por meio do Super Centro para Diagnóstico do Câncer, iniciativa do programa Agora Tem Especialistas que usa tecnologia de ponta para reduzir de 25 para cinco dias o resultado do parecer médico. A unidade usa telepatologia e emissão de laudos a distância e apoio em colposcopia e citologia líquida.

Em parceria com o Inca e o Hospital Israelita Albert Einstein, o Ministério também ofertará curso de citopatologia, além de suporte à organização local dos estados e municípios.

Autocoleta

Com o avanço da implementação do novo teste, o Ministério da Saúde também possibilitará às pacientes do SUS autocoleta do material ginecológico para populações com dificuldade de acesso aos serviços de saúde ou resistência à realização do exame.

É o caso de mulheres em situação de vulnerabilidade e/ou desigualdade social, como aquelas que estão em situação de rua, privadas de liberdade, além das migrantes, refugiadas e apátridas, com albinismo, negras, quilombolas, circenses, ciganas, entregadoras por aplicativos e pessoas LGBTQIAPN+ ou com resistência ao exame ginecológico.

O procedimento será ensinado às pacientes por um profissional de saúde e a amostra, que será colhida em casa, entregue em uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

As informações são do Ministério da Saúde.