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Vacina contra a Dengue do Instituto Butantan começa a ser aplicada em janeiro

O Ministério da Saúde anunciou, nesta terça-feira (9), as diretrizes para o uso da nova vacina contra a dengue, o primeiro imunizante de dose única produzido integralmente no Brasil pelo Instituto Butantan.

As primeiras 1,3 milhão de doses já fabricadas serão destinadas aos profissionais da Atenção Primária, que atuam nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e em visitas domiciliares, seguindo a recomendação da Câmara Técnica de Assessoramento de Imunização (CTAI). A previsão é de que o lote inicial esteja disponível até o fim de janeiro de 2026.

Durante o anúncio, o ministro Alexandre Padilha destacou a importância de proteger os trabalhadores que lidam diretamente com os primeiros atendimentos de dengue.

“A vacinação já começa com a produção do Butantan, que vai disponibilizar volume suficiente para iniciarmos a imunização dos profissionais da atenção primária em todo o país. A atenção primária é a porta de entrada para os casos de dengue, por isso é fundamental proteger o mais rápido possível esses profissionais”, afirmou.

Com a ampliação da capacidade produtiva, o ministério pretende estender a vacinação ao público geral. A campanha deverá começar pelos adultos de 59 anos e avançar gradualmente até atingir a faixa dos 15 anos.

O aumento da oferta de doses será possível graças a uma parceria entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa WuXi Vaccines, responsável pela produção em maior escala e pela transferência de tecnologia.

A definição do público prioritário levou em conta critérios técnicos e o perfil epidemiológico do país, discutidos na reunião da CTAI realizada em 1º de dezembro.

Impacto na população

Parte das doses será destinada a uma estratégia específica em Botucatu (SP), que servirá como área de estudo para avaliar o impacto da vacinação em massa na dinâmica da doença. Diferentemente do restante do país, o município deverá iniciar mais rapidamente a vacinação de toda a população de 15 a 59 anos.

A expectativa é que, com adesão entre 40% e 50% do público-alvo, já seja possível observar impacto significativo no controle da dengue.

Durante a pandemia de covid-19, Botucatu também participou de uma iniciativa semelhante de vacinação em massa. Outros municípios com predominância do sorotipo DENV-3 — considerado determinante para o aumento de casos em 2024 — também estão sendo avaliados para integrar a estratégia.

Eficácia

A vacina desenvolvida pelo Butantan demonstrou eficácia de 74,7% contra a dengue sintomática em pessoas de 12 a 59 anos e de 89% contra formas graves e com sinais de alarme, segundo estudos apresentados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que concedeu o registro ao imunizante na segunda-feira (8).

O Sistema Único de Saúde (SUS) já oferece uma outra vacina contra a dengue, fabricada por um laboratório japonês e aplicada em duas doses, destinada a adolescentes de 10 a 14 anos.

Desde 2024, quando o Brasil se tornou o primeiro país a incorporar o imunizante na rede pública, mais de 7,4 milhões de doses foram aplicadas. Para 2026, o Ministério da Saúde garantiu 9 milhões de doses desse imunizante, com previsão de mais 9 milhões para 2027.

As informações são da Agência Brasil.

Projeto de Lei que pode corrigir injustiça contra Médicos/as e Veterinários/as TAEs já está no Congresso

A Presidência da República enviou ao Congresso na semana passada uma mensagem de iniciativa da Ministra Esther Dweck, do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. A mensagem foi automaticamente transformada em Projeto de Lei. Essa iniciativa produz alterações em diversas carreiras do Serviço Público Federal; entre elas “reajusta a remuneração dos cargos de Médico e de Médico Veterinário do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação”.

O Projeto de Lei de número 6170/2025 iniciou sua tramitação na quarta-feira, 03/12. Ele já chegou com regime de urgência, o que deve acelerar seu percurso com o prazo de 45 dias para apreciação, isso descontado o recesso parlamentar de fim de ano.

Esse projeto poderá reverter as injustiças criadas pela Lei Federal nº 15.141/2025, que concedeu reajustes e reestruturou as carreiras de diversas categorias de Servidores Federais que estavam há sete anos sem qualquer reajuste ou reposição inflacionária.

Mas a Lei 15.141/2025 foi cruel com os/as Médicos e Médicos Veterinários que atuam nas Instituições Federais de Ensino. Os Técnicos Administrativos em Educação (TAEs) receberam 9% de reajuste neste ano de 2025, enquanto os Médicos e Médicos Veterinários que também são TAEs ficaram com somente 4,5%. Para o ano de 2026, os Médicos e Médicos Veterinários TAEs receberão mais 4,5% de acordo com a Lei 15.141/2025, enquanto os demais servidores receberão 5%.

Os profissionais da Medicina e Medicina Veterinária também foram excluídos do reajuste das progressões. A diferença dos “steps” (passos) entre um nível e outro era de 3,9% e passou para 4% neste ano, e 4,1% no ano de 2026 para todos os Técnicos Administrativos em Educação. Menos para os Médicos e Médicos Veterinários TAEs, que ficam no patamar anterior, sofrendo com o achatamento das carreiras.

Todos esses reajustes foram fruto de um acordo firmado pelo conjunto dos servidores federais, incluindo os Médicos e Médicos Veterinários TAEs. E somente esses últimos sofreram a discriminação e tiveram o acordo descumprido por parte do Governo Federal.

Esse novo Projeto de Lei é fruto de intensa mobilização de Médicas, Médicos e Veterinários/as de todo o País. A Federação Médica Brasileira, seus sindicatos de base e organizações representativas de médicos e médicos-veterinários, trabalharam de forma contínua e em diversas frentes para que as injustiças fossem corrigidas.

A FMB patrocinou uma ação judicial na Justiça Federal contestando a desigualdade imposta pela Lei 15.141/2025, garantindo tratamento isonômico aos médicos e veterinários TAEs. Também foram feitas mobilizações e conversas com gestores do Poder Executivo, Deputados/as e Senadores/as.

Durante toda a mobilização, o Dr. Darley Rugeri Wollmann Junior, Vice-Presidente do Simepar, atuou como interlocutor com Reitoria da UFPR, a Superintendência do CHC-Ebserh e da própria Federação Médica Brasileira. Dr. Darley também é servidor Técnico Administrativo em Educação, atuando no Complexo Hospitalar de Clínicas da UFPR.

Para a FMB, o projeto encaminhado ao Congresso corrige a fratura inédita na carreira de médicos e médicos-veterinários, garantindo a paridade no reajuste salarial dos TAEs; e o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), medida que estimula o desempenho e valoriza a experiência profissional nas Instituições Federais de Ensino.

A Federação Médica Brasileira considera essa etapa uma vitória coletiva, fruto da perseverança e do diálogo permanente, aberto e democrático.

O Simepar e a FMB seguirão acompanhando a tramitação do Projeto de Lei até a sua aprovação definitiva, reafirmando seu compromisso em defender a isonomia, a valorização e a dignidade dos médicos que atuam nas Universidades Federais.

Porém, mesmo que sejam corrigidas as injustiças Lei 15.141/2025 em reajustes futuros, os profissionais da Medicina e Medicina Veterinária já amargaram um ano de reajuste menor e isso resultou em perdas que dificilmente serão repostas.

No Paraná, são cerca de 300 (trezentos) Médicas e Médicos Servidores Federais Estatutários que são TAEs que trabalham no Complexo Hospitalar de Clínicas da Universidade Federal do Paraná. O “Hospital de Clínicas”, ou “HC”, como é conhecido popularmente, é o maior Hospital Público e principal Hospital Terciário do Paraná; recebendo pacientes de todo Estado nos atendimentos de média e alta complexidade.

São profissionais altamente qualificados, que há décadas se dedicam à Saúde Pública e à Educação. Muitos deles estiveram na “linha de frente” do enfrentamento da pandemia de Covid-19. Merecem todo o respeito e, no mínimo, os mesmos reajustes salariais dos demais Servidores Federais Técnicos Administrativos em Educação.

Com informações da FMB.

Dirigentes do Simepar participam da etapa paranaense da II Conferência Nacional do Trabalho

O Dr. Darley Rugeri Wollmann Junior, Vice-Presidente; e o Dr. Brasil Vianna Neto, Primeiro Tesoureiro do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) participaram no dia 03 de dezembro, da etapa estadual da II Conferência Nacional do Trabalho (II CNT), integrando a bancada da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

O evento reuniu representantes de trabalhadores, empregadores e governo das três esferas para discutir os desafios do mundo do trabalho e construir propostas que serão apresentadas na etapa nacional, prevista para março de 2026, em São Paulo.

Ao longo do dia, os participantes debateram temas como qualificação profissional, inclusão produtiva, impactos das novas tecnologias, fortalecimento da negociação coletiva e ampliação da formalização das relações de trabalho.

Segundo o Dr. Darley Rugeri Wollmann Junior, as propostas liberalizantes da bancada dos empregadores junto com o governo estadual foram duramente combatidas pelos trabalhadores, demonstrando que o consenso entre “Capital e Trabalho”, no que tange ao trabalho decente e à justiça social, está longe de ser unanimidade.

As 14 propostas aprovadas seguem agora para a etapa nacional, onde contribuirão para definir diretrizes que orientarão o futuro das políticas públicas de trabalho e emprego no país.]

Com informações do Ministério do Trabalho e Emprego.

Curitiba convoca gestantes para vacinação contra Vírus Sincicial Respiratório

A Prefeitura de Curitiba convoca gestantes a partir da 28ª semana de gravidez para se vacinarem contra o vírus sincicial respiratório (VSR). A partir desta sexta-feira (5/12), a vacina, recentemente incorporada ao Programa Nacional de Imunização (PNI), estará disponível gratuitamente pelo SUS em 109 unidades de saúde da cidade. O objetivo da imunização é reduzir casos de bronquiolite em recém-nascidos.

Confira AQUI os locais de vacinação.

“Na rede privada, esta vacina chega a custar até R$ 1,5 mil. A incorporação desta vacina no SUS é um avanço para a proteção dos recém-nascidos de uma das infecções respiratórias mais graves do período neonatal”, explica a secretária municipal da Saúde de Curitiba, Tatiane Filipak.

Segundo a secretária, a vacinação da gestante tem como objetivo a transferência de anticorpos pela placenta, para proteção do bebê nos primeiros meses de vida.

Estima-se que Curitiba tenha 13,5 mil gestantes – cerca de 4,5 mil estariam elegíveis para a vacinação já neste momento, pois estariam com a idade gestacional mínima preconizada para esta imunização. Destas, aproximadamente 3 mil são acompanhadas pelo SUS Curitibano, mas todas as gestantes elegíveis podem se vacinar na rede pública, apresentando documentação. VEJA QUAL.

Como se vacinar

A vacinação contra o VSR é de dose única, a cada gestação. Outras vacinas de rotina da gestante, como a dTpa (coqueluche, difteria e tétano), contra influenza e covid-19, poderão ser realizadas simultaneamente.

Para se vacinar contra o VSR na rede municipal da Saúde de Curitiba, é preciso estar com 28 semanas de gestação ou mais e apresentar documento de identidade com foto. Não há restrição em relação à idade materna.

As gestantes acompanhadas pelo SUS Curitibano não precisam apresentar documentação comprovando a idade gestacional, pois as informações estão inseridas no prontuário eletrônico.

As demais gestantes devem apresentar alguma documentação que comprove o período gestacional mínimo de 28 semanas, como carteira de gestante, ultrassom recente, carta ou prescrição do médico, entre outros.

“O ideal é que a vacinação ocorra até dez dias antes do parto, para que uma quantidade suficiente de anticorpos maternos seja transferida para o feto”, alerta a médica infectologista da Secretaria Municipal da Saúde, Marion Burger.

Importância da vacinação

Estima-se que o VSR é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% dos casos de pneumonia em crianças menores de 2 anos.

Em 2025, até a 22 de novembro, o Brasil registrou 43,2 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados por VSR. Desses casos, a maior concentração de hospitalizações ocorreu em crianças com menos de 2 anos de idade, totalizando cerca de 35,5 mil ocorrências, o que representa 82,5% do total de casos de SRAG por VSR no período.

Em Curitiba, foram registrados em 2025, até o dia 2 de dezembro, 3.790 casos de SRAG. Em 2.260 houve detecção do vírus causador. O VSR foi o campeão com 693 casos registados – o equivalente a 31% dos casos de SRAG deste ano causados por vírus. A influenza, segunda colocada, totalizou 665 casos.

Na análise por idade, fica clara a prevalência de infecções graves por VSR nos bebês. Dos 693 casos de SRAG por VSR detectados em moradores de Curitiba, 401 foram em bebês menores de 1 ano de idade – o que corresponde a 58% do total. Entre 1 a 4 anos, foram 141 casos. Ou seja, as crianças com idades de 0 a 4 anos somaram 78% dos casos de SRAG por VSR em Curitiba em 2025.

“Crianças menores de 6 meses tem maior risco para doença grave e óbito por VSR. A vacina oferecerá proteção imediata aos recém-nascidos de mães vacinadas, reduzindo hospitalizações”, afirma Marion. “A vacinação materna demonstrou uma eficácia de 81,8% na prevenção de doenças respiratórias graves causadas pelo VSR nos bebês durante os primeiros meses após o nascimento”, completou.

Sintomas e tratamento

A maioria das crianças infectadas pelo VSR apresenta sintomas leves, geralmente semelhantes aos sintomas de um resfriado comum. Inicialmente, há coriza, tosse leve e, em alguns casos, febre.

Em menores de 2 anos a infecção pode evoluir para sintomas mais graves e associados à bronquiolite, com piora da tosse, dificuldade para respirar, aumento da frequência respiratória — com chiado a cada expiração — e dificuldade também para mamar e deglutir. Como sinal da menor oxigenação, dedos e lábios podem ficar azulados.

Não existe tratamento antiviral para a infecção por VSR. O manejo dos pacientes internados geralmente envolve suporte ventilatório, suplementação de oxigênio, conforme necessário, aspiração adequada das secreções respiratórias e hidratação endovenosa.

As informações são da Prefeitura de Curitiba.

Verão com Saúde: pequenos cuidados podem evitar a incidência de viroses

Com as temperaturas mais altas e a proximidade da temporada de verão, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa-PR) orienta a população sobre a incidência de viroses – os problemas que podem causar e cuidados para se proteger.

A maior preocupação é com as Doenças Diarreicas Agudas (DDAs), cujos casos podem ser leves ou graves. A atenção deve ser redobrada com os idosos, crianças, gestantes e com pessoas que estejam com baixa imunidade. A doença é transmitida, principalmente, pela via fecal-oral, pelo consumo de água e alimentos contaminados, contato com objetos e pessoa a pessoa.

Segundo dados da Sesa, o Paraná registrou, em janeiro de 2025, 27 surtos de DDAs, um número considerado alto em comparação ao mesmo período do ano passado, com 5. Os surtos são identificados quando pelo menos duas pessoas apresentam sintomas de diarreia resultante do consumo do mesmo alimento ou água contaminada, com vínculo entre os doentes em um espaço geográfico determinado.

Além dos surtos, as Unidades Sentinelas de DDA Saúde registraram 12.198 casos na primeira semana epidemiológica de 2025. Número também maior do que o mesmo período de 2024, quando foram contabilizados 9.067.

“Os cuidados tomados pela população se somam aos esforços da Secretaria da Saúde para evitar doenças que possam se transformar em surtos. Quando nos deparamos com situações como essas, estamos prontos para o atendimento onde for. Mesmo assim, é essencial tomar os cuidados para evitar a doença”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

De acordo com dados do Laboratório Central do Estado (Lacen), os exames apontaram que, em janeiro e fevereiro deste ano, o norovírus (vírus de alto contágio que causa condições gastrointestinais) foi responsável por 37% dos casos no Paraná.

CUIDADOS – As DDAs são caracterizadas por três episódios ou mais de diarreia em 24 horas e podem estar ou não associadas a outros sintomas, como náusea, vômito ou dor abdominal.

Os sintomas podem durar entre 3 e 14 dias. Em caso de adoecimento, é preciso fazer a ingestão de bastante água para evitar desidratação, além de uma alimentação leve e balanceada para regular a flora intestinal. Os médicos lembram que fazer automedicação pode piorar os sintomas. O correto é buscar ajuda na unidade de saúde para avaliação médica caso os sintomas persistam.

Confira algumas ações que evitam as DDAs:

– Lavar sempre as mãos antes e depois de utilizar o banheiro, trocar fraldas, manipular/preparar os alimentos, amamentar, tocar em animais.

– Lavar e desinfetar as superfícies, utensílios e equipamentos usados na preparação de alimentos.

– Proteger os alimentos e as áreas da cozinha contra insetos, animais de estimação e outros animais (guardar os alimentos em recipientes fechados).

– Guardar a água tratada em vasilhas limpas e de boca estreita para evitar a recontaminação.

– Não utilizar água de riachos, rios, cacimbas ou poços contaminados.

– Ensacar e manter a tampa do lixo sempre fechada. Quando não houver coleta de lixo, este deve ser enterrado.

– Usar sempre o vaso sanitário, mas se isso não for possível, enterrar as fezes sempre longe dos cursos de água.

– Manter o aleitamento materno, que aumenta a resistência das crianças contra as diarreias, evitando o desmame precoce.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Dezembro Laranja: Sesa alerta sobre os cuidados para evitar o Câncer de Pele

Com o verão se aproximando e mais exposição ao sol, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) faz um alerta para os cuidados para evitar o câncer de pele. Dezembro é o mês de conscientização e cuidados com a pele. O Dezembro Laranja foi criado justamente para a promoção de ações que visam o combate da doença, que segundo o Ministério da Saúde é responsável por 33% dos casos de câncer no Brasil.

No Paraná, entre janeiro e setembro de 2025, foram feitos 7.906 procedimentos cirúrgicos em oncologia envolvendo a pele. Nos últimos 12 meses (outubro/2024 a setembro/2025) foram 10.431 procedimentos.

“O verão se aproxima e é preciso reforçar os cuidados que devemos manter durante todo o ano. Os hábitos de exposição ao sol seguem sendo motivo de preocupação e fator crucial para a incidência do câncer de pele”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. “O uso de protetor solar é um dos componentes mais eficazes para a prevenção da doença. A detecção precoce garante um melhor tratamento, garantindo mais qualidade de vida para o paciente”.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o País deve fechar 2025 com o registro de 220 mil novos casos de câncer de pele.

A doença é provocada pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele e pode ser subdividido em diferentes tipos: o carcinoma basocelular, tipo mais comum, aparece em regiões como o rosto, orelhas, pescoço, ombros e costas, tem baixa letalidade e pode ser curado em caso de detecção precoce; o carcinoma escamoso, que pode se desenvolver em todas as partes do corpo, tem coloração avermelhada e pode se parecer com uma verruga ou ferida espessa e descamativa, que não cicatriza; e o melanoma, que é o menos frequente, mas que apresenta o maior índice de mortalidade.

Nesse último tipo, as chances de cura são de 90% quando detectado precocemente, costuma ter a aparência de uma pinta ou de um sinal em tons acastanhados ou escurecidos, que mudam de cor, de formato ou de tamanho.

Os fatores de risco envolvem ter algum familiar que tem ou já teve câncer de pele; já ter tido muitas queimaduras de sol durante a vida, daquelas que deixam a pele muito vermelha e ardendo; ter muitas sardas ou pintas pelo corpo; ter a pele muito clara, do tipo que sempre queima no sol e nunca fica bronzeada; já ter tido câncer de pele; e ter mais de 65 anos.

MUTIRÃO – Como parte das ações do Dezembro Laranja, hospitais públicos estaduais farão um mutirão de atendimento de pacientes com suspeita de câncer de pele. A ação é direcionada aos pacientes que aguardam na fila de espera do Sistema Único de Saúde para atendimento em dermatologia.

Os atendimentos serão no dia 13 de dezembro, entre 8h e 15h, no Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná, no AHC-UEL – Universidade Estadual de Londrina, e no Hospital Universitário do Oeste do Paraná, em Cascavel.

LEI ESTADUAL – A Lei nº 18.829/2016 instituiu a campanha Dezembro Laranja no Paraná, dedicada à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer de pele. A lei determinou a promoção de ações educativas e preventivas durante o mês.

PREVENÇÃO – Os cuidados são essenciais para se proteger da doença, evitando manchas e o envelhecimento da pele. O uso de protetor solar, com fator de proteção solar superior a 30, é uma das medidas mais eficazes para a proteção da pele e deve ser reaplicado a cada duas horas, em caso de grande exposição solar; quando entrar na água (mar, piscina), reaplicar o protetor solar; utilizar boné ou chapéu e óculos de sol com proteção UV; e evitar a exposição ao sol entre 9h e 15h.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Ministério da Saúde reconhece Estados e Municípios que eliminaram a transmissão vertical de HIV, Sífilis e Hepatite B

Ministério da Saúde reconheceu, nesta quarta-feira (3), sete estados e 59 municípios que eliminaram a transmissão vertical de HIV, sífilis e/ou hepatite B, além de conceder selos de boas práticas. A cerimônia, realizada em Brasília, contou com a participação da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) no Brasil.

“Receber um certificado como este significa reafirmar compromissos: manter a eliminação da transmissão vertical do HIV e seguir eliminando outras doenças. Não descansarei enquanto o país não eliminar também a transmissão vertical da sífilis. Conseguimos eliminar a do HIV, que exige antirretroviral, cuidados no parto, medicação endovenosa, testagem rápida, diagnóstico laboratorial e monitoramento de carga viral”, declarou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Os estados contemplados foram Ceará, Minas Gerais, Distrito Federal, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Sul e Sergipe, que também receberam selos de boas práticas nas categorias ouro, prata e bronze, concedidos pelo Ministério da Saúde de acordo com os resultados alcançados.

Durante a cerimônia, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou o papel decisivo de profissionais, gestores e organizações da sociedade civil que enfrentaram estigma, preconceito e limitações de acesso ao longo da trajetória da resposta ao HIV/AIDS no país. Também lembrou aqueles que perderam a vida por falta de assistência em momentos críticos da epidemia.

O reconhecimento ocorre em um momento em que o Brasil registra o maior avanço da série histórica na redução da mortalidade por HIV/AIDS. Em 2024, houve queda de cerca de 13% nos óbitos em relação ao ano anterior, a maior redução das últimas três décadas.

Cristian Morales destacou que a iniciativa de certificação subnacional do país está alinhada aos indicadores e modelos da OPAS e da OMS. “Hoje celebramos não apenas indicadores, celebramos vidas protegidas, sistemas fortalecidos e compromisso permanente do Brasil com uma agenda de equidade e de prevenção”, disse. O Brasil adotou essa estratégia em 2017 e definiu a aplicação em municípios com mais de 100 mil habitantes.

Entre as próximas metas estão a eliminação da transmissão vertical da sífilis e da hepatite B, consideradas plenamente factíveis com as ações de diagnóstico e tratamento disponíveis no SUS. O ministério também está expandindo para todo o país a nova tecnologia de detecção do HPV voltada à prevenção do câncer de colo do útero, inspirada em experiências bem-sucedidas de municípios pernambucanos.

Cenário nacional

O Brasil registrou queda de 13% no número de óbitos por aids entre 2023 e 2024, o que representa mais de mil vidas salvas, segundo o novo boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde na segunda-feira (1/12). Os dados refletem os avanços em prevenção, diagnóstico e, principalmente, no acesso gratuito pelo SUS a terapias de ponta capazes de tornar o vírus indetectável e intransmissível.

O número de mortes por aids no Brasil caiu de mais de 10 mil em 2023 para 9,1 mil em 2024. Pela primeira vez, o número de óbitos ficou abaixo de dez mil em três décadas. Os casos de aids também apresentaram redução no período, com queda de 1,5%, passando de 37,5 mil em 2023 para 36,9 mil no último ano.

No componente materno-infantil, também segundo dados do Ministério da Saúde, o país registrou queda de 7,9% nos casos de gestantes com HIV (7,5 mil) e de 4,2% no número de crianças expostas ao vírus (6,8 mil). O início tardio da profilaxia neonatal caiu 54%, o que demonstra melhora significativa na atenção ofertada no pré-natal e nas maternidades.

Além disso, o Brasil manteve a taxa de transmissão vertical abaixo de 2% e a incidência da infecção em crianças abaixo de 0,5 caso por mil nascidos vivos. O país também atingiu mais de 95% de cobertura em pré-natal, testagem para HIV e oferta de tratamento às gestantes que vivem com o vírus.

Prevenção, diagnóstico e tratamento

O Brasil adota a estratégia de prevenção combinada, que reúne diferentes métodos para reduzir o risco de infecção pelo HIV. Antes centrada principalmente na distribuição de preservativos, a política incorporou ferramentas como a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), que reduzem o risco de infecção antes e depois da exposição ao vírus. Para dialogar com o público jovem, que vem reduzindo o uso de preservativos, o Ministério da Saúde lançou camisinhas texturizadas e sensitivas, com a aquisição de 190 milhões de unidades de cada modelo.

O país também ampliou o acesso à Profilaxia Pré-Exposição. Desde 2023, o número de usuários da PrEP cresceu mais de 150%, resultado que fortaleceu a testagem, aumentou a detecção de casos e contribuiu para a redução de novas infecções. Atualmente, 140 mil pessoas utilizam a PrEP diariamente.

No diagnóstico, houve expansão na oferta de exames com a aquisição de 6,5 milhões de duo testes para HIV e sífilis, 65% a mais do que no ano anterior, além da distribuição de 780 mil autotestes, que facilitam a detecção precoce e o início oportuno do tratamento.

O Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro mantém oferta gratuita de terapia antirretroviral e acompanhamento a todas as pessoas diagnosticadas com HIV. Mais de 225 mil utilizam o comprimido único de lamivudina mais dolutegravir – combinação de alta eficácia, melhor tolerabilidade e menor risco de efeitos adversos a longo prazo. Por concentrar o tratamento em uma única dose diária, o esquema favorece a adesão e melhora a qualidade de vida.

As informações são do Ministério da Saúde.

Paraná recebe vacinas contra o Vírus Sincicial Respiratório para gestantes

A Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) recebeu nesta quarta-feira (3) as primeiras vacinas contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), destinadas a gestantes a partir da 28ª semana, que tem como objetivo reduzir casos de bronquiolite em recém-nascidos. Ao todo, o Estado recebeu 37.120 doses, entregues no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), em Curitiba.

O novo imunizante, que foi incorporado ao calendário de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) neste ano, só estava disponível na rede privada, a um custo médio de R$ 1,6 mil. Dentre os imunizantes disponíveis no País, esta vacina é a mais cara já disponibilizada.

A Sesa já iniciou a separação das doses que serão enviadas para as 22 Regionais de Saúde a partir desta quinta-feira (4), e as regionais descentralizarão aos municípios. A distribuição aos municípios será feita de forma proporcional ao quantitativo recebido do Ministério da Saúde.

“Recebemos esse importante imunizante para as gestantes paranaenses e seus bebês e já providenciamos o envio para todos os municípios do Paraná, a fim de iniciarmos o quanto antes a aplicação da vacina”, disse o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. . “Seguimos no aguardo do recebimento de novas doses, visto que o Paraná tem uma estimativa de vacinar mais de 138 mil gestantes”, explicou.

As doses recebidas neste primeiro lote equivalem a 26,8% do total necessário para vacinar as 138.008 gestantes aptas a receber imunizante. A Sesa aguarda um novo envio ainda no mês de dezembro, conforme sinalização do Ministério da Saúde. A expectativa da é que na próxima segunda-feira (8), todos os municípios estejam preparados para iniciar a aplicação da vacina.

DOSE ÚNICA – A vacina é aplicada em dose única em mulheres a partir da 28ª semana de gestação, sem restrição de idade materna. O objetivo é proteger o recém-nascido nos primeiros seis meses de vida, período de maior vulnerabilidade para doenças graves causadas pelo VSR, como bronquiolite e pneumonia. A gestante, ao ser vacinada, transfere anticorpos ao feto pela placenta, reduzindo os riscos de infecção grave e complicações respiratórias.

O VSR é uma das principais causas de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em bebês, especialmente nos menores de seis meses. A infecção pode evoluir para quadros graves, exigindo internação hospitalar. De acordo com último Informe Epidemiológico de SRAG da Sesa, o VSR é identificado anualmente como um dos vírus mais prevalentes nas amostras testadas pelo Laboratório Central do Paraná (Lacen/PR), reforçando a importância da imunização preventiva.

Confira o quantitativo que será enviado para cada Regional de Saúde:

1ª RS – Paranaguá – 1.010

2ª RS – Curitiba – 10.583

3ª RS – Ponta Grossa – 2.220

4ª RS – Irati – 574

5ª RS – Guarapuava – 1.746

6ª RS – União da Vitória – 556

7ª RS – Pato Branco – 1.098

8ª RS – Francisco Beltrão – 1.284

9ª RS – Foz do Iguaçu – 1.642

10ª RS – Cascavel – 2.060

11ª RS – Campo Mourão – 1.066

12ª RS – Umuarama – 954

13ª RS – Cianorte – 483

14ª RS – Paranavaí – 834

15ª RS – Maringá – 2.730

16ª RS – Apucarana – 1.174

17ª RS – Londrina – 2.915

18ª RS – Cornélio Procópio – 580

19ª RS – Jacarezinho – 991

20ª RS – Toledo – 1.497

21ª RS – Telêmaco Borba – 665

22ª RS – Ivaiporã – 456

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Nota de pesar – Dr. Ademar de Almeida Santos Filho

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) manifesta profundo pesar pelo falecimento do Dr. Ademar de Almeida Santos Filho, profissional reconhecido pelo seu carisma, sua alegria e sua dedicação ao estudo e à medicina.

Por muitos anos, foi diretor do Simepar e, atualmente, integrava o Conselho Fiscal da entidade, sempre com uma atuação participativa e comprometida, trabalhando com seriedade em defesa da categoria médica.

Sua presença constante e sua postura deixam um legado de respeito e admiração entre todos que conviviam com a pessoa e o profissional exemplar.

Nossos mais sinceros sentimentos e solidariedade à família, aos amigos e aos colegas de profissão.

Diretores e funcionários do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná.

[VÍDEO] Simepar lança Podcast e primeiro episódio já está no ar, assista!

É com muita alegria que anunciamos que está no ar o primeiro episódio do – Um século de história do Sindicalismo Médico em uma hora de conversa.

Neste episódio de estreia, contamos a trajetória do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná, desde a origem até os desafios e conquistas atuais, um bate-papo sobre o papel do Simepar na defesa da categoria, a atuação apartidária e transparente, os serviços e benefícios oferecidos aos médicos e a importância da sindicalização para fortalecer a profissão.

Nosso convidado foi o Dr. Mario Ferrari, médico psiquiatra, advogado, juiz no Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região de 1991 a 2000 e ex-presidente do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná.

O Simepar Cast nasce como um espaço para quem vive a Medicina, com conteúdos voltados à valorização profissional, à defesa da categoria e a temas que impactam o dia a dia da profissão.

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