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Outubro Rosa: Como a pandemia interfere no diagnóstico do câncer de mama?

A descoberta tardia pelo atraso na realização de exames de rastreamento e a falta de acesso a tratamentos, especialmente em países em desenvolvimento, estão entre os aspectos ressaltados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como efeitos que afetam diretamente os cuidados oncológicos.

Isto mostra como a pandemia interfere no diagnóstico do câncer de mama, tornando-se um alerta neste Outubro Rosa. A organização informou que nas duas últimas décadas o número total de pessoas com câncer quase dobrou, saltando de 10 milhões estimados em 2000 para 19.3 milhões em 2020.

As projeções indicam ainda que nos próximos anos há uma tendência de elevação dos índices de detecção do câncer, chegando ao patamar de quase 50% a mais em 2040 em comparação ao panorama atual, quando o mundo deve então registrar algo em torno de 28.4 milhões de casos de câncer.

Isso significa que a cada 5 pessoas, uma terá câncer em alguma fase da vida. Nos países mais pobres, a incidência da doença deve ter um crescimento superior a 80%.

O número de mortes por câncer, por sua vez, subiu de 6,2 milhões em 2000 para 10 milhões em 2020 – uma equação que aponta que a cada seis mortes no mundo uma acontece em decorrência do câncer. E a tendência é que haja aumento nesse triste ranking.

Como a pandemia interfere no diagnóstico do câncer de mama e em outros tipos de câncer, a OMS indica que a consequência será mais casos de pacientes com câncer em estágio avançado por conta dos atrasos na descoberta e tratamentos de tumores malignos.

Em 2020, primeiro ano dos protocolos contra o novo coronavírus, o Brasil, por sua vez, teve uma grande queda na busca pelo diagnóstico. A mamografia de rastreamento, exame indicado como parte da rotina de cuidados para mulheres a partir de 40 anos, apresentou queda de 84% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A estimativa foi feita pela Fundação do Câncer, com base em dados do Sistema Único de Saúde (SUS).

Outros exames fundamentais para a saúde da mulher, como o citopatológico cérvico vaginal (papanicolau), tanto para diagnóstico, como para rastreamento de câncer do colo do útero, também apresentaram queda: a redução foi de mais de 50%.

Complementarmente, um outro dado, da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) – que representa empresas do segmento de saúde suplementar – aponta uma queda na quantidade de mamografias realizadas na rede privada do país de 46,4% quando comparado o período de março a agosto de 2020 com os mesmos meses de 2019.

“Os reflexos do adiamento nos acompanhamentos médicos de rotina por medo de exposição ao novo coronavírus podem a curto e médio prazos, de fato, desencadear um aumento global nos índices de tumores descobertos em fase mais avançada. Isso vai impactar na sobrevida dos pacientes oncológicos, como uma das heranças perversas da pandemia para a saúde como um todo”, afirma Max Mano, oncologista Max Mano, do Grupo Oncoclínicas.

As biópsias também tiveram uma redução de 39,11% no Brasil, segundo o INCA, quando comparados os meses de março a dezembro de 2019 e 2020. Em 2019 foram realizados 737.804 desses procedimentos e, em 2020, um total de 449.275. As maiores quedas ocorreram nos meses de abril (-63,3%) e maio (-62,6%), período de pico da primeira onda de Covid no País e, de acordo com especialistas, a diminuição das biópsias para diagnóstico de câncer repercutem de maneira grave na mortalidade dos pacientes com câncer, já que muitas pessoas não estão sendo diagnosticadas, nem tratadas durante a pandemia, o que permite que o tumor se desenvolva.

Max Mano reforça que “o câncer não espera”. A condição faz parte do rol de doenças estabelecido pelo Ministério da Saúde, cujo tratamento não pode ser considerado eletivo. Atualmente, ainda de acordo com os dados do GLOBOCAN, mais de 1,5 milhão de brasileiros têm tumores malignos, sendo que em 2020 foram diagnosticados 592.212 novos casos e registrados 259.949 óbitos em decorrência de neoplasias malignas. Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) indicam que são esperados ao menos outros 625 mil diagnósticos de câncer até o final de 2021.

Matéria do Portal Saúde Debate.

Paranaguá abre Concurso Público para Médicos/as de diversas especialidades

A Fundação de Assistência à Saúde de Paranaguá (Fasp) lançou edital de Concurso Público para contratação de médicos e médicas de diversas especialidades, além de outros profissionais, em regime celetista. A seleção é destinada ao preenchimento de vagas e criação de cadastro de reserva.

Há vagas para vinte e quatro especialidades médicas com carga horária de 24 horas semanais e vencimento superior a R$ 13 mil mensais.

O Concurso Público será executado pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Unicentro. As inscrições iniciam no dia 11 de outubro e prosseguem até 11 de novembro. A taxa de inscrição para cargos de nível superior é de R$ 90.

O edital completo com as vagas disponíveis entre outras informações podem ser conferida no endereço eletrônico: https://www.paranagua.pr.gov.br/conteudo/fasp/concurso-publico-01-2021-fasp

As informações são da Prefeitura de Paranaguá.

Paraná Rosa: “Mulher que se ama é mulher que se cuida”

O Governo do Estado abriu nesta segunda-feira (4) as atividades da 3ª edição da campanha Paraná Rosa, que promove a prevenção dos cânceres de mama e de colo do útero. Sob o tema “Cuide-se, ame-se, previna-se”, as ações são organizadas pela secretaria estadual da Saúde e a Superintendência Geral de Ação Solidária (SGAS), e foram anunciadas em evento no Palácio Iguaçu.

“A campanha do Outubro Rosa é conhecida no Brasil inteiro. Aqui, nós unimos todas entidades municipais e estaduais para fazer com que as informações cheguem a todas as mulheres de forma universal, em todos os cantos do Paraná. Essa campanha serve para chegar a todas e convencê-las da necessidade de se cuidar. Por isso, incentivamos que façam seu autoexame e o exame com um profissional de saúde”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

A presidente do Conselho de Ação Solidária e primeira-dama do Paraná, Luciana Saito Massa, e o secretário estadual de Saúde, Beto Preto participaram da solenidade de abertura da campanha. Através de diversas frentes, a campanha compartilha informações para conscientizar a população sobre os sinais, sintomas e formas de proteção contra os cânceres de mama e de colo do útero, além de fomentar o acesso a serviços de diagnóstico e de tratamento precoce das doenças. As atividades também envolvem ações voltadas à saúde integral da mulher.

Em 2021 a campanha volta a contar com ações presenciais nos municípios, já que, em 2020, ela foi realizada totalmente online em consequência da pandemia. Ao longo de outubro, seis municípios terão encontros regionais com a presença da primeira-dama Luciana Saito Massa, que pretende engajar lideranças das comunidades para que alertem as mulheres sobre a importância do autocuidado e dos exames de detecção e diagnóstico precoce do câncer. A programação será divulgada pela SGAS.

Entre as novidades desta edição, está o lançamento da Cartilha dos Direitos da Pessoa com Câncer e do Programa de Garantia da Qualidade das Mamografias, que implementa instrumentos de garantia da qualidade da imagem, do laudo e da dose de radiação empregada nos mamógrafos utilizados no Estado. Todas as ações promovidas pela campanha, além de materiais informativos para divulgação, estão compiladas no site do Paraná Rosa.

PRÉDIOS ILUMINADOS – A campanha também vai iluminar prédios públicos e privados com a cor rosa, lembrando os paranaenses do período como forma de incentivo. O Palácio Iguaçu, o Museu Oscar Niemeyer, a Assembleia Legislativa e o prédio da Secretaria estadual da Saúde são alguns deles.

AGENDAMENTO DE CONSULTAS – No Brasil, o câncer de mama é o que mais incidente em mulheres. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Paraná pode chegar a 3.470 casos neste ano. Já o câncer do colo do útero é o terceiro tumor maligno mais frequente no Brasil, correspondendo à quarta causa de morte de mulheres. Para o ano de 2021, são estimados 990 novos casos da doença no Estado.

A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde, Maria Goretti David Lopes, recomenda às mulheres que busquem sua unidade para fazer os exames. Ela reforça que também é papel dos profissionais da área e gestores municipais incentivarem os agendamentos de mamografias e coletas de papanicolau para prevenção ao câncer de colo de útero.

Esses exames tiveram queda por causa da pandemia. O Paraná registrou uma redução de 45% no número de mamografias entre 2019 e 2020. De acordo com o Sistema de Informação do Câncer (Siscan), foram realizadas 347.319 mamografias em 2019, reduzindo para 191.043 em 2020. Já o papanicolau teve queda de 47% no período.

“Temos uma rede de cuidados organizada no Estado para a detecção precoce, diagnóstico e tratamento das doenças. Se feito de maneira rápida, na hora certa, o exame pode evitar casos graves e mortes de mulheres por câncer de mama e de colo de útero”, explicou Maria Goretti.

EXAMES – Indicada para mulheres entre 50 e 69 anos, a mamografia é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de forma gratuita. Também podem fazer o exame mulheres acima de 35 anos e com fatores de risco. A recomendação é que as mamografias sejam realizadas a cada dois anos.

Para oferecer os exames pelo SUS, o Paraná conta com 184 mamógrafos distribuídos nas 22 Regionais de Saúde. Além disso, a secretaria distribui aos municípios kits para a coleta do exame Citopatológico do Colo de Útero e organiza a programação dos exames de mamografia e de papanicolau.

As informações são da Agência de Notícias do Paraná.

Governo do Estado distribui vacina anticovid para dose de reforço dos trabalhadores da Saúde

O Governo do Estado distribuiu 390.880 vacinas contra a Covid-19 na manhã desta segunda-feira (4) para as 22 Regionais de Saúde. São 194.250 para segunda dose (D2), 19.960 para primeira (D1) na população acima de 18 anos e 176.670 para reforço (DR) em idosos a partir de 60 anos e trabalhadores da saúde.

As doses de D2 são da AstraZeneca/Fiocruz e referem-se ao complemento do esquema vacinal de remessas aplicadas no começo do segundo semestre. Os imunizantes para D1 são da CoronaVac/Butantan, destinados à população adulta que ainda não se vacinou.

Já as DR, conforme orientação do Ministério da Saúde, são da farmacêutica norte-americana Pfizer/BioNTech, divididos em 146.250 para trabalhadores da saúde e 30.420 para idosos acima de 60 anos. Elas serão aplicadas em pessoas que tenham tomado a D2 ou dose única (DU) até 31 de março.

Este é o primeiro lote do Ministério da Saúde para DR nestes públicos. Anteriormente, somente imunossuprimidos e idosos acima de 70 anos haviam sido contemplados. A estimativa, segundo o Plano Estadual de Vacinação, é que cerca de 1,7 milhão de pessoas tenham mais de 60 anos no Paraná. São, ainda, 381.426 trabalhadores de saúde.

“Tanto os trabalhadores da saúde quanto os idosos são públicos mais suscetíveis à contaminação pela doença, então é muito importante que consigamos reforçar a imunização dessas pessoas, evitando a disseminação do vírus e a perda de mais vidas”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

MEDICAMENTOS – A Sesa também está descentralizando para todas as Regionais mais 60.900 medicamentos elencados no chamado “kit de intubação”. Eles atendem pacientes diagnosticados com a Covid-19 e que estejam internados em leitos exclusivos para a doença no Paraná ou em serviços de saúde do Estado.

Destes, 50 mil são de compra própria da Secretaria e o restante de doações de instituições parceiras. Somente neste envio, estima-se um investimento de R$ 1,2 milhão em insumos.

NOVAS DOSES – Além da distribuição, Beto Preto também anunciou a chegada de um novo lote de vacinas ao Paraná. Segundo ele, 344.210 doses vão desembarcar no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, nesta terça-feira (5). São 182.750 vacinas da AstraZeneca para D2 e 161.460 Pfizer/BioNTech, sendo 141.570 para D2 e 19.890 para DR de trabalhadores da saúde que tenham completado o esquema vacinal até 15 de abril.

VACINAÇÃO – De acordo com os dados do Vacinômetro nacional, o Paraná já aplicou 13.651.799 vacinas, sendo 8.174.721 D1, 323.582 DU e 5.096.945 D2. Entre D1 e DU, o Estado já atingiu 97,46% da população adulta estimada em 8.720.953 pessoas, com pelo menos uma dose. Com D2 e DU, 62,16% deste público está completamente imunizado. Além disso, 43.090 vacinas foram aplicadas como DR e 13.638 como doses adicionais (DA).

O índice de cobertura representa a etapa final da vacinação na população adulta. As cidades mantêm aberta a vacinação para pessoas acima de 18 anos, com doses suficientes para esse público.

“Considerando que cerca de 3% da população ainda se recusa a tomar a vacina, estes 97% representam o nosso 100%. Nunca houve uma adesão tão grande da população por um imunizante”, afirmou o secretário.

“Alguns municípios ainda estão fazendo repescagens, e eu insisto, quem ainda não se vacinou deve procurar pela vacina. Não deixe para depois, pois quem não se vacinar terá uma chance muito maior de contrair a doença e evoluir para a forma mais grave”, arrematou Beto Preto.

As informações são da Agência de Notícias do Paraná

Prêmio Nobel de Medicina vai para pesquisadores por descobertas sobre temperatura e toque

Os cientistas David Julius e Ardem Patapoutian são os ganhadores do Prêmio Nobel de Medicina de 2021. O anúncio foi feito na manhã desta segunda-feira (4/10) pela Academia Real das Ciências, na Suécia.

Os pesquisadores foram premiados por estudos sobre receptores de toque e temperatura no corpo humano. A dupla receberá 10 milhões em coroas suecas (aproximadamente R$ 6,1 milhões).

De acordo com a Academia Real, as pesquisas de Julius e Patapoutian auxiliaram na compreensão de como o sistema nervoso humano sente o calor, o frio e estímulos mecânicos.

“David Julius utilizou a capsaicina, um composto pungente da pimenta malagueta que induz uma sensação de queimação, para identificar um sensor nas terminações nervosas da pele que responde ao calor. Ardem Patapoutian usou células sensíveis à pressão para descobrir uma nova classe de sensores que respondem a estímulos mecânicos na pele e órgãos internos”, explicou a Academia.

Segundo a organização, os pesquisadores “identificaram elos essenciais que faltavam em nossa compreensão da complexa interação entre nossos sentidos e o meio ambiente”.

Os cientistas

David Julius nasceu em 1955 em Nova York, nos Estados Unidos. O pesquisador tem doutorado pela Universidade da Califórnia e pós-doutorado pela Universidade de Columbia. Atualmente, é professor na Universidade da Califórnia.

Ardem Patapoutian nasceu em 1967, em Beirute, Líbano. Ainda durante a juventude, ele deixou o país e se mudou para Los Angeles, onde fez doutorado. Ardem também tem passagens pela Universidade da California e atua como pesquisador e professor na organização Scripps Research.

As informações são do Portal Metrópoles.

Simepar pede ao Governo do Paraná que disponibilize dose de reforço da vacina anticovid para médicos/as

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) enviou expediente ao Secretário de Saúde do Estado do Paraná, Beto Preto, pedindo que seja disponibilizada a dose de reforço da vacina contra a Covid-19 para médicos/as e demais profissionais de saúde.

No documento, o presidente do Simepar, Dr. Marlus Volney de Morais lembra que há um grande contingente de médicos e médicas continuamente expostos e que já há quase uma centena de médicos fatalmente vitimados pela Covid-19 somente no Paraná.

“Não desejamos aumentar essa estatística em nenhum momento. O reforço vacinal será além de uma proteção imunológica adicional também um gesto de cuidado e de reconhecimento para uma categoria que faz do seu dia a dia, uma sucessão de gestos e ações em prol do nosso maior bem: a saúde.” Completou Dr. Marlus.

O Ministério da Saúde anunciou no dia 24 de setembro a inclusão dos profissionais de Saúde no Plano Nacional de Imunização (PNI) para receberem as doses de reforço da vacina contra a Covid-19. Segundo o Ministério, estão aptos a receberem o reforço os profissionais vacinados há seis meses ou mais.

Agora, cabe aos Estados e Municípios a disponibilização do reforço a esse contingente de trabalhadores.

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Campanha Nacional de Multivacinação começa nesta sexta

O Ministério da Saúde anunciou hoje (30) o início da Campanha Nacional de Multivacinação, que disponibilizará, em 45 mil postos de vacinação localizados em todas as 27 unidades federativas e seus respectivos municípios, 18 tipos de vacinas que protegem crianças e adolescentes de doenças como poliomielite, sarampo, catapora e caxumba.

Durante a cerimônia de lançamento da campanha, que se inicia amanhã (1º de outubro) e vai até o dia 29, as autoridades destacam o papel importante que pais e responsáveis têm para o sucesso da campanha com público-alvo de crianças e adolescentes até 15 anos.

Eles, no entanto, manifestaram também preocupação com a queda nos índices de vacinação que vêm sendo observados desde 2015. Segundo eles, em parte isso é explicado pela disseminação de notícias falsas (fake news) e pela atuação de grupos antivacinas.

De acordo com o secretario de Vigilância em Saúde do ministério, Arnaldo Medeiros, a campanha deste ano é “mais relevante” porque o governo vem identificando, desde 2015, uma “tendência de queda nos índices de vacinação”. Segundo ele, essa queda tem, entre suas causas, o “desconhecimento sobre a importância da vacina, as fake news, os grupos antivacinas e o medo de eventos adversos”. Aponta também como causa os horários de funcionamento das unidades de saúde que, às vezes, são incompatíveis com as novas rotinas da população.

Preocupação similar manifestou o presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Wilames Freire. “A campanha publicitária é importante e urgente, porque temos de combater de forma dura as fake news e o movimento antivacina que vem estimulando a população a não procurar a vacina e, assim, ficar desprotegida”.

O ministro da Saúde substituto, Rodrigo Cruz, reiterou que a pandemia mostrou a importância do Sistema Único de Saúde (SUS), e acrescentou que seu sucesso tem por base a unicidade que abrange os âmbitos federal, estadual e municipal.

“O Brasil tem cultura de vacinação, e isso tem se mostrados nos números da covid-19, em um patamar de 60% vacinados com as duas doses. Temos agora 30 dias para vacinar nossas crianças com idade de até 15 anos. São vacinas seguras, e a gente incentiva que os pais levem as crianças para que possamos erradicar essas doenças”, disse.

Segundo o ministro, que substitui Marcelo Queiroga, ainda em isolamento após diagnóstico de covid-19, o governo já trabalha com a possibilidade de ampliar o período inicial previsto para a Campanha Nacional de Multivacinação. “Sabemos que haverá mais tempo disponível porque o Brasil é muito grande, e que existem realidades diferentes no país”, antecipou.

As informações são da Agência Brasil.

Fiocruz alerta para índice elevado de atrasos com a segunda dose da vacina anticovid

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou na noite de ontem (28) um estudo novo sobre o panorama da vacinação no Brasil. A entidade identificou que 11% de pessoas que já deveriam ter tomado a segunda dose de alguma das vacinas contra a covid-19 ainda não o fizeram.

Isso representa mais de 7 milhões de brasileiros que deveriam estar com o esquema completo, mas não estão. O boletim da Fiocruz observa que esse percentual é cada vez maior à medida em que se em que se consideram menor de número de dias de atraso.

Detalhes

O boletim da Fiocruz detalha o atraso nas segundas doses por cidade e também por vacina. A taxa de atraso para a AstraZeneca é de 15%, da Coronavac é de 32%, e da Pfizer 1%. O menor atraso da Pfizer, segundo a entidade, tem relação com menor número de doses administradas e, também, por ser a última vacina a entrar em circulação no país; a primeira dose foi administrada em maio.

Em relação aos estados, o Ceará aparece com o maior número de faltosos, com 33%. Na sequência vem a Bahia, com 18,8%; o Rio de Janeiro, 16,5%; o Sergipe, 15,7%; e o Mato Grosso do Sul, 14%. No lado oposto, com menor número de atrasos, estão o Rio Grande do Norte, com 5,4%; o Mato Grosso, com 5,7%; o Paraná, com 6,1%; o Tocantins, com 6,4%; e Santa Catarina, com 6,5%. O total exato de indivíduos com mais de 14 dias de atraso é de 7.362.765.

Balanço

A atenção à segunda dose é essencial em um cenário de interrupção na queda das mortes por covid-19, observada especialmente desde junho. A Fiocruz indica que esta porcentagem deve ser superior a 70% para se começar a superar o surto. Tomaram a primeira dose 74,72% e estão totalmente imunizados 44,25% dos brasileiros – mas se não fossem os atrasados, essa taxa de vacinação completa poderia estar próxima dos 50%..

Hoje (29), o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) notificou 676 mortes em 24 horas. Com o acréscimo, são 596.122 vítimas da covid-19 no Brasil, sem contar com ampla subnotificação. No mesmo período foram registradas 17.756 infecções, totalizando 21.399.546 desde o início da pandemia, em março de 2020.

A média móvel de mortes, calculada em sete dias, está em 544. Este índice está estável desde o dia 10 de setembro. O mesmo movimento é percebido em relação a número de casos, com média diária de 16.568.

“Infelizmente os sinais de reversão continuam aparecendo, em alguns estados mais que outros”, afirma o pesquisador da Rede Análise Covid-19 Isaac Scharstzhaupt. Entre os motivos para essa virada tendência de melhora da pandemia está, possivelmente, o feriado de 7 de setembro, que contou com manifestações golpistas incentivadas pelo presidente Jair Bolsonaro.

Na ocasião, seus apoiadores, seguindo “exemplo” do ocupante da Presidência, não usaram máscaras ou adotaram medidas protetivas contra o vírus. “É importante exercer cautela (…) Usem máscara de boa qualidade (PFF-2) bem vedada, fiquem sempre em locais ao ar livre ou bem ventilados e lembrem do distanciamento físico”, completa o especialista.

Matéria da Rede Brasil Atual.

Curitiba aplica reforço da vacina anticovid em idosos com mais de 70 anos e primeira dose em adolescentes no sábado

Um novo grupo de moradores de Curitiba poderá receber a dose de reforço da vacina anticovid neste sábado (2/10). Serão contemplados idosos com mais de 70 anos que completaram o ciclo de imunização até o dia 6 de abril. São aqueles que já atingiram 180 dias ou mais da data de aplicação da segunda dose. O atendimento será feito em 33 pontos de vacinação das 8 às 17h (veja lista abaixo).

Também poderão receber a dose de reforço neste sábado (2/10) pessoas imunossuprimidas que completaram a imunização até o dia 4 de setembro, ou seja, já completaram 28 dias ou mais da segunda dose. Serão atendidos, transplantados de órgão sólido em uso de imunossupressor, transplantados de medula óssea, pessoas vivendo com HIV/Aids, pessoas em tratamento de quimioterapia e outras condições de imunossupressão.

Todos que fazem parte desse público estão sendo convocados por mensagem pelo aplicativo Saúde Já, que deverá ser apresentada na hora da vacinação.

Do dia 15 de setembro até esta terça-feira (28/9), a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) já aplicou 19.153 doses de reforço no público prioritário. A estimativa da SMS é que cerca de mais 10 mil pessoas devam ser vacinadas.

Convocação

Quem faz parte desses grupos deve acessar o aplicativo Saúde Já. Ao realizar o acesso aparecerá, a partir desta quinta-feira (30/09), uma mensagem de “pop-up” com o comunicado de que aquele usuário está sendo convocado.

Quem for convocado e não conseguir comparecer deverá aguardar nova data de convocação para dose reforço que dependerá de chegada de vacinas.

Idosos que não receberam a mensagem de convocação pelo Saúde Já ainda não estão no prazo indicado para receber a dose de reforço neste momento.

Imunossuprimidos que se enquadram nos critérios e que não recebam a convocação, mas já possuem declaração do portal do CRM que comprovem a condição de imunossupressão poderá apresar o documento no ponto de vacinação.

Já os acompanhados pelas Unidades de Saúde que não foram convocados, deverão enviar um email para o endereço eletrônico, smscentral@sms.curitiba.pr.gov.br, com as informações pessoais e documento que comprove a condição clínica. Após o envio do email a orientação é acompanhar o andamento da solicitação pelo Saúde Já.

Adolescentes sem comorbidade

Neste sábado (2/10) também haverá o início da vacinação dos adolescentes sem comorbidades. Poderão receber a primeira dose da vacina anticovid os nascidos entre 2 de outubro de 2003 até o dia 31 de dezembro de 2005. Leia mais.

Pessoas que já completaram 18 anos podem receber a vacina durante a repescagem contínua nos pontos de vacinação da cidade em outras datas, durante a semana – inclusive aquelas que completam 18 anos até sexta-feira (1/10) podem comparecer na repescagem contínua na data do seu aniversário durante a semana.

Público prioritário

Estão sendo contemplados com a dose de reforço idosos com 70 anos ou mais que já atingiram ou ultrapassaram 180 dias da aplicação da segunda dose. Além de pessoas imunossuprimidas de qualquer idade que com 28 dias ou mais da aplicação da segunda dose .

A aplicação da dose de reforço segue a recomendação do Ministério da Saúde. A dose adicional deverá ser, preferencialmente, da plataforma de RNA mensageiro (Pfizer/Wyeth) ou, de maneira alternativa, vacina de vetor viral (Janssen ou Astrazeneca).

O que fazer

Para receber a dose de reforço da vacina, basta procurar um dos pontos de vacinação, das 8h às 17h, levar um documento de identificação com foto e CPF e apresentar a mensagem com a convocação.

Quem pode receber a dose de reforço neste sábado (2/10)

– Idosos com 70 anos ou mais, vacinados com a segunda dose até o dia 6 de abril;
– Imunossuprimidos de qualquer idade, vacinados com a segunda dose até 4 de setembro

Locais de vacinação – das 8h às 17h

1 – US Ouvidor Pardinho
Rua 24 de Maio, 807 – Praça Ouvidor Pardinho

2 – Faculdade Claretiano
Rua Nunes Machado, 973 – Rebouças

3 – Centro de Referência, esportes e atividade física
Rua Augusto de Mari, 2.150 – Guaíra

4 – Rua da Cidadania Fazendinha
Rua Carlos Klemtz, 1700

5 – US Santa Quitéria 2
Rua Bocaíuva, 310 – Santa Quitéria

6 – US Parigot de Souza
Rua João Eloy de Souza, 111 – Sítio Cercado

7 – US Salvador Allende
Rua Celeste Tortato Gabardo, 1.712 – Sítio Cercado

8 – US Nossa Senhora Aparecida
Rua Carlos Amoretty Osório, 169 – Sítio Cercado

9 – US Bairro Alto
Rua Jornalista Alceu Chochorro, 314 – Bairro Alto

10 – US Santa Efigênia
Rua Voltaire, 139 – Barreirinha

11 – US Vila Diana
Rua René Descartes, 537 – Abranches

12 – Centro de Esporte e Lazer Avelino Vieira
Rua Guilherme Ihlenfeldt, 233 – Bacacheri

13 – US Campina do Siqueira
Rua General Mário Tourinho, 1684 – Campina do Siqueira

14 – US Nova Orleans
Av. Ver. Toaldo Túlio, 4.577 – Orleans

15 – US Pinheiros
Rua Joanna Emma Dalpozzo Zardo, 370 – Santa Felicidade

16 – US Vista Alegre
Rua Miguel de Lazari, 51/55 Pilarzinho

17 – Bitiatuvinha
Av. Manoel Ribas, 8640 – Butiatuvinha

18 – São Braz
Rua Antônio Escorsin, 1960 – São Braz

19 – US Visitação
Rua Bley Zorning, 3136 – Boqueirão

20 – US Jardim Paranaense
Rua Pedro Nabosne, 57 – Alto Boqueirão

21 – US Menonitas
Rua Domicio da Costa, 52 – Xaxim

22- US Salgado Filho
Avenida Senador Salgado Filho, 5265 – Uberaba

23 – US Uberaba
Rua Cap. Leônidas Marques, 1392 – Uberaba

24 – US Camargo
Rua Pedro Violani, 364 – Cajuru

25 – US Atenas
Rua Emilia Erichsen, 45 – Cidade Industrial

26 – US Iracema

Rua Prof. Nivaldo Braga, 1571 – Capão da Imbuia

27 – Clube da Gente CIC
Rua Hilda Cadilhe de Oliveira, nº 700

28 – US Oswaldo Cruz
Rua Pedro Gusso, 3749 – Cidade Industrial

29 – US Vila Feliz
Rua Pedro Gusso, 866 – Novo Mundo

30 – US Aurora
Rua Theofhilo Mansur, 500 – Novo Mundo

31 – US Sagrado Coração
Rua Antônio Claudino, 375 – Pinheirinho

33 – Rua da Cidadania do Tatuquara
R. Olivardo Konoroski Bueno, s/n – Tatuquara

33 – US Rio Bonito
Rua Fanny Bertoldi, 170 – Campo do Santana

As informações são da Prefeitura de Curitiba

Simepar reverte multa de ação trabalhista para o combate ao câncer infantil pelo Hospital Erastinho

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) destinou o valor de R$ 50 mil oriundo de multa em ação trabalhista para o Complexo de Saúde Erasto Gaertner, para ser utilizado no tratamento de crianças com neoplasia (câncer infantil), pelo Hospital Erastinho.

A ação trabalhista que gerou a multa foi movida pelo Simepar contra o Município de Campina Grande de Sul, que contratava médicos e médicas de forma terceirizada. O Juiz José Roberto Gomes Junior, da 13ª Vara do Trabalho de Curitiba, determinou o fim da terceirização dos profissionais médicos, além do pagamento de multa pelo Município.

O Simepar e o Município de Campina Grande do Sul firmaram um acordo em que ficou decidido a reversão da multa em ações sociais, entre elas o Complexo de Saúde Erasto Gaertner.

De acordo com informações da instituição beneficiada, o recurso será destinado para a aquisição de um micrótomo rotativo e uma placa de resfriamento para blocos de parafina que serão utilizados no Laboratório de Anatomia Patológica (LAP) que atende as demandas do Hospital Erastinho.

O LAP é um setor estratégico para o atendimento assistencial de excelência prestado a todos os pacientes. Os diagnósticos, específicos e detalhados, contidos nos pareceres (laudos) emitidos pelos médicos patologistas fazem parte do conjunto informações para o planejamento terapêutico e para definição do prognóstico (tempo de sobrevida) dos pacientes.

A capacidade e velocidade de processamento das amostras biológicas, em especial no setor de histotécnica, são cruciais para que o diagnóstico de câncer possa ser feito no menor tempo possível, já que parte do sucesso do tratamento está na dependência da precocidade do início das terapias.

Com a inauguração do Erastinho, que rapidamente está se tornando centro de referência em tratamento oncológico para crianças e adolescentes, houve um significativo aumento da demanda, por aumento do número de exames a serem realizados e pela complexidade diferenciada para o adequado diagnóstico das neoplasias do grupo infantojuvenil.

“O LAP, por meio de seus colaboradores e patologistas, tem atuado no sentido de garantir alto nível de assistência laboratorial. Em termos de equipamentos, em especial os que permitem a automação, o controle dos processos pré-analíticos, a digitalização e aplicação de ferramentas computacionais (inteligência artificial e aprendizado de máquina), temos um importante caminho a percorrer. Esta destinação de recursos do SIMEPAR vai colaborar com a ampliação e modernização da capacidade de processamento de amostras no setor de histotécnica, atendendo adequadamente as necessidades de qualidade e celeridade nos diagnósticos para os pacientes, inclusive do Erastinho”, afirma Dr. Sérgio Ioshii, chefe de Serviço de Anatomia Patológica do Complexo de Saúde Erasto Gaertner.

Outros projetos e entidades beneficentes serão beneficiados pelos recursos de multas resultantes de ação do Simepar. Entre eles a Associação Hospitalar de Proteção à Infância Dr. Raul Carneiro; Associação Espírita Beneficente Caminheiros do Bem; Associação de Atendimento e Apoio ao Autista – AAMPARA; Associação Padre João Roberto Ceconello; e a Casa de Acolhimento Anjo da Guarda, de Campina Grande do Sul.

Segundo o presidente do Simepar, Dr. Marlus Volney de Morais, as entidades e projetos foram selecionados por mérito e beneficência social. Também foram consideradas necessidades dos médicos e médicas afetados direta e indiretamente pela Covid-19.

Também estão sendo desenvolvidos projetos voltados aos médicos e médicas, contemplando auxílio financeiro, atendimento psiquiátrico e ações de capacitação, com cursos gratuitos.

Mais informações sobre os projetos voltados aos médicos e médicas serão publicadas em breve. Fique atento/a ao site e às redes sociais do Simepar.

Com informações da Assessoria do Hospital Erasto Gaertner.