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Ministério da Saúde anuncia dose de reforço da vacina contra a Covid para pessoas com mais de 60 anos

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (28) a ampliação da aplicação de doses de reforço das vacinas contra covid-19 para pessoas a partir dos 60 anos. De acordo com o Ministério, a vacina deve ser aplicada nos adultos que tomaram a segunda dose há mais de seis meses. O público estimado é de 7 milhões de pessoas.

O anúncio foi feito durante evento em comemoração aos mil dias do governo Jair Bolsonaro, em João Pessoa (PB). A medida foi divulgada pelo secretário executivo Rodrigo Cruz, ministro interino da Saúde enquanto o chefe da pasta, Marcelo Queiroga, permanece em isolamento nos Estados Unidos após ter testado positivo para covid-19.

Cruz afirmou que, com a medida, “em breve estaremos livre dessa pandemia”. Até o momento, a dose de reforço estava restrita às pessoas acima de 70 anos e profissionais de saúde. De acordo com o interino, a distribuição dessas doses de reforço deve começar ainda nesta semana.

Queiroga participou do anúncio por meio de um vídeo exibido em um telão. O ministro usava máscara na gravação. De acordo com o médico, “graças à estratégia diversificada que o governo federal, por intermédio do Ministério da Saúde, adotou para a aquisição de vacinas, é possível hoje, no final do mês de setembro, já ofertar para os idosos brasileiros uma dose de reforço da vacina”.

Matéria do Estadão Conteúdo publicada no Portal Bem Paraná.

Fiocruz conclui pré-validação do IFA nacional da vacina contra a Covid-19

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concluiu, hoje, (27), a produção dos primeiros lotes de pré-validação do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) nacional da vacina covid-19.

O insumo passará agora por testes de controle de qualidade no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), para depois ser encaminhado para o processamento final do imunizante. O primeiro lote, finalizado no início de setembro, também está em análise.

Outros dois lotes para a fabricação do IFA nacional para validação do insumo produzido no Brasil estão em produção: um na fase de biorreação – quando as células são infectadas pelo vírus para que o mesmo se multiplique -, e o outro na etapa de expansão celular, quando as células são multiplicadas em meios de cultivo.

Em paralelo, os lotes passam por testes junto à AstraZeneca, que deve confirmar se os resultados obtidos por Bio-Manguinhos estão de acordo com aqueles preconizados pelo cedente da tecnologia. Em seguida, serão submetidas à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) as documentações necessárias para alteração do local de fabricação do IFA no registro da vacina, requisito para a entrega das doses nacionalizadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI).

A previsão da Fiocruz é de que as entregas do imunizante com o IFA nacional comecem a ser realizadas ainda no último trimestre de 2021.

As informações são da Agência Brasil.

Estado distribui 589 mil vacinas contra a Covid-19; lote contempla adolescentes

A Secretaria de Estado da Saúde iniciou a distribuição de 589.810 vacinas contra a Covid-19 neste sábado (25). São 490.360 imunizantes dos fabricantes AstraZeneca e Pfizer para segunda dose (D2) do público adulto e 99.450 da Pfizer para início do esquema vacinal em adolescentes de 12 a 17 anos com comorbidades e/ou deficiência permanente.

As vacinas fazem parte de lotes recebidos nos últimos dias nas novas pautas de distribuição do Ministério da Saúde. Este é o primeiro lote enviado pelo Ministério da Saúde carimbado para vacinação de pessoas abaixo de 18 anos.

Nesta semana o governador Carlos Massa Ratinho Junior e o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, já haviam anunciado o início da vacinação neste público, começando pela imunização do público com comorbidades, utilizando doses remanescentes da reserva técnica.

Agora, com a confirmação do governo federal do envio de doses específicas para estes jovens, o Estado conseguirá avançar na cobertura vacinal dos adolescentes.

Da 52ª remessa são 74.450 doses de AstraZeneca para D2 da 28ª remessa; 50.310 da Pfizer para D2 da 32ª remessa e 180.180 da Pfizer para D2 da 33ª remessa.

Da 53ª remessa, estão sendo distribuídas 1.070 AstraZeneca para D2 da 30ª remessa; 129.870 Pfizer para D2 da 34ª remessa; 54.180 AstraZeneca para D2 da 30ª remessa; e as 99.450 da Pfizer para D1 de adolescentes de 12 a 17 anos com comorbidades e/ou deficiência permanente.

MEDICAMENTOS – A Sesa está enviando também 50.860 medicamentos elencados no chamado “kit de intubação” para atendimento de pacientes diagnosticados com a Covid-19 e que estejam internados em serviços de saúde do Estado.

Compõe este envio, 37.830 medicamentos de compra própria da Secretaria e 13.030 de doações recebidas por entidades parceiras do Governo do Estado.

LOGÍSTICA – Os imunizantes e medicamentos estão sendo enviados por via terrestre para as Regionais de Saúde de Paranaguá, Metropolitana, Ponta Grossa, Irati, Guarapuava, União da Vitória, Pato Branco, Francisco Beltrão e Telêmaco Borba. Recebem por avião as regionais de Foz do Iguaçu, Cascavel, Campo Mourão, Umuarama, Cianorte, Paranavaí, Maringá, Apucarana, Londrina, Cornélio Procópio, Jacarezinho, Toledo e Ivaiporã.

As informações são da Agência de Notícias do Paraná

Ministério da Saúde aprova dose de reforço da vacina contra a Covid para médicos/as

O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira (24) que aprovou a dose de reforço da vacina contra a Covid-19 para médicos, enfermeiros e demais profissionais de Saúde. O anúncio é uma ampliação do público, já que antes a aplicação da vacina era liberada pela pasta apenas para os idosos acima de 70 anos e imunossuprimidos.

“Acabamos de aprovar a dose de reforço para profissionais de saúde, preferencialmente com a Pfizer, a partir de seis meses após a imunização completa”, escreveu o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em seu perfil no Twitter.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) havia encaminhado na quinta-feira (23) um ofício ao ministro Queiroga, pedindo que os médicos e médicas fossem incluídos na ordem de priorização da aplicação das vacinas de reforço contra a covid-19.

Outras categorias de profissionais da Saúde também encaminharam a mesma reivindicação. Desde o começo da pandemia de Covid-19, pelo menos 89 médicos ou médicas vieram a óbito por causa da doença, somente no Paraná.

Clinipan deverá esclarecer à Justiça a exigência de que médicos se tornem “sócios”

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) acionou a Clinipam/GDNI na Justiça do Trabalho por quebra de contrato com médicos e médicas, redução de honorários médicos e pela exigência de que os profissionais se tornem sócios da empresa Smart Med para continuarem prestando serviços ao plano.

A denúncia chegou ao Simepar há duas semanas. Como primeiro resultado da ação que corre na 13ª Vara do Trabalho de Curitiba, a Clinipam e a Smart Med foram intimadas a prestarem esclarecimento em 48 horas sobre a exigência de sociedade dos médicos e médicas para continuarem prestando serviço.

O Sindicato dos Médicos considera ilegal e abusiva a exigência de inclusão em sociedade anônima com o próprio de exercer regularmente a atividade médica ou mesmo para fins de recebimento por serviços efetivamente prestados.

A Clinipam possui, atualmente, mais de 50 médicos que atendem os pacientes nas unidades de saúde próprias da empresa.

CFM pede ao Ministério da Saúde que médicos/as recebam a dose de reforço da vacina contra a Covid-19

O Conselho Federal de Medicina (CFM) encaminhou nesta quinta-feira (23) um ofício ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, pedindo que os médicos e médicas brasileiros/as sejam incluídos na ordem de priorização da aplicação das vacinas de reforço contra a covid-19.

Com este pleito, o CFM chama a atenção para uma questão estruturante no enfrentamento da pandemia, cuja solução fortalecerá os esforços para oferecer diagnósticos e cuidados para todos os brasileiros.

“O reforço na vacinação da população médica fortalece a força de trabalho necessária para assumir os postos na linha de frente do atendimento da covid-19, quando for necessário. Além disso, reduz as chances de adoecimento desses profissionais por conta dessa doença, o que permite o melhor funcionamento dos serviços de saúde que atendem pacientes com outros transtornos”, pondera o presidente da autarquia, Mauro Ribeiro.

O pedido surge após o anúncio da expansão do Plano de Vacinação contra a covid-19, com possibilidade de início imediato da aplicação da dose de reforço da imunização para idosos e imunossuprimidos.

Segundo o CFM, ao minimizar a letalidade e o adoecimento dos médicos, de uma forma em geral, “o reforço na vacinação desses profissionais fortalece ainda o sistema de contenção do coronavírus, evitando a rotatividade, o que contribui para manutenção dos serviços de saúde”.

Independentemente do local de atuação – hospitais, clínicas, ambulatórios, laboratórios e outros locais –, o CFM defende que todos os médicos registrados nos CRMs sejam contemplados, pois atendem a milhões de brasileiros adoecidos pela covid-19 ou portadores assintomáticos da doença, “sendo imprescindível que estejam devidamente amparados no plano de priorização”.

As informações são do CFM.

Taxa de transmissão da Covid-19 volta a crescer no Brasil

A covid-19 volta a ser considerada fora de controle no Brasil, o que não ocorria desde 22 de junho, conforme aponta relatório divulgado nesta terça-feira (21) pelo Imperial College de Londres.

O instituto, referência em epidemiologia no mundo, mostra que a taxa de transmissão (Rt) do coronavírus no país está em 1,03. A Rt deve estar abaixo de 1,0 para que a pandemia seja considerada controlada.

O número expressa, na prática, que cada grupo 100 pessoas contaminadas transmite a doença para outras 103. O dado mostra que o surto tende a piorar.

Na última semana, este índice estava em 0,81 – até então o menor desde novembro passado. Ainda de acordo com o Imperial College, a projeção de mortes por covid nesta semana no Brasil é de 3.980, superior às 3.950 do período passado – e o maior em três semanas.

A média diária de mortes, calculada em sete dias, está acima de 500 há oito dias. Com os números atualizados de hoje (confira abaixo), este índice subiu para 520 vítimas a cada um dos últimos sete dias.

Balanço

O relatório de hoje do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) foi divulgado sem dados de Acre, Bahia e Rio de Janeiro e Ceará, que alegaram problemas técnicos para o envio dos dados. O Ceará foi além e extraiu dados de alguns dias do balanço geral, o que provocou um recuo no informativo de novas infecções para um número negativo, de -573. Já em relação às mortes, foram notificados 485 óbitos.

Desde o início da pandemia, em março de 2020, o Brasil soma 591.440 vítimas do vírus e 21.247.094 casos, sem contar com ampla subnotificação denunciada por cientistas e reconhecida por autoridades.

Vacinação

O fato de a covid-19 estar novamente fora de controle no Brasil tem relação com o fim precipitado das medidas de distânciamento social, demonstram os cientistas. Também impacta a baixa taxa da população completamente vacinada com duas doses ou vacina de dose única, no caso da Janssen.

Apenas 40,08% dos brasileiros estão com esquema vacinal completo, enquanto 72,81% já receberam uma primeira dose. A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica, para controle do surto, acima de 80% de totalmente vacinados.

Outro fator de aceleração da Covid no Brasil é a disseminação da variante delta, até 70% mais contagiosa e com maior escape vacinal, ou seja, com poder de circular mesmo entre vacinados. Em países onde há resistência à imunização, como os Estados Unidos, a cepa delta provocou estragos. “Os Estados Unidos estão mostrando para o mundo o desastre que pessoas não vacinadas podem causar no meio de uma pandemia. Essas pessoas não vacinadas representam um risco para os vacinados.

A transmissão para os vacinados pode selecionar mutações que colocam em risco todos nós”, afirma a epidemiologista e pesquisadora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Ethel Maciel. De acordo com Centro de Controle de Doenças (CDC) daquele país, mais de 90% dos mortos e internados com covid-19 são de pessoas que rejeitaram as vacinas.

Adolescentes

Após o Ministério da Saúde ceder à pressão negacionista do presidente Jair Bolsonaro e suspender a vacinação entre adolescentes, o Supremo Tribunal Federal (STF) garantiu autonomia dos estados de prosseguirem com a imunização dessa faixa etária.

A medida está alinhada com a ciência e à própria Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) – que recomenda a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos com a vacina da Pfizer. A pasta tentou suspender a vacinação dos mais jovens após Bolsonaro argumentar, a partir de notícias falsas, sobre problemas de saúde entre vacinados jovens.

A decisão do Supremo veio a partir do ministro Ricardo Lewandowksi, após pedido do PSB. “Consideradas as situações concretas que vierem a enfrentar, sempre sob sua exclusiva responsabilidade, e desde que observadas as cautelas e recomendações dos fabricantes das vacinas, da ANVISA e das autoridades médicas, respeitada, ainda, a ordem de prioridades constante da Nota Técnica 36/2021- SECOVID/GAB/SECOVID/MS, de 2/9/2021.”

As informações são da Rede Brasil Atual.

Paraná anuncia início da vacinação de adolescentes contra a Covid-19

O Paraná vai começar a vacinar adolescentes de 12 a 17 anos com comorbidades e jovens de 17 anos sem comorbidades. A definição aconteceu nesta terça-feira (21) em reunião da Secretaria de Estado da Saúde com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems/PR) e a Associação dos Municípios do Paraná (AMP).

Segundo a normativa, a campanha para aqueles com alguma comorbidade acontecerá em ordem decrescente, e levando em consideração deficiências permanentes, gestantes e puérperas, indígenas e privados de liberdade.

Os municípios devem utilizar doses remanescentes da reserva técnica, exclusivamente do imunizante Pfizer/BioNTech, considerando que não houve, ainda, repasse de doses destinadas para este público por parte do Ministério da Saúde. É a única vacina autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A orientação ainda será deliberada na Comissão Intergestores Bipartite (CIB) nesta quarta-feira (22), com previsão de início efetivo na quinta (23).

O anúncio formal foi feito pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior. “Toda a campanha de vacinação está sendo construída com base no diálogo no Paraná. Agora, vamos começar a vacinação nos adolescentes com comorbidades e a partir da semana que vem naqueles sem comorbidades de 17 anos”, disse. “A vacinação tem demonstrado que é a grande arma contra a pandemia. E a adesão tem sido muito alta no Paraná. Com os adultos vacinados, estamos partindo para os adolescentes”.

“Este é o primeiro passo que estamos dando para iniciar a imunização deste público que já está amparado pelo Plano Nacional de Imunizações – PNI. Os municípios sinalizaram que existe a possibilidade deste avanço e agora esperamos em conjunto, que o Ministério da Saúde reveja essa posição e que todos possamos avançar na vacinação também, dos adolescentes em geral”, acrescentou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

17 ANOS – Na reunião, as entidades também acordaram a próxima terça-feira (28) marcará o início da vacinação de adolescentes, exclusivamente de 17 anos, sem comorbidades. O andamento para as demais faixas etárias será viabilizado desde que o Ministério da Saúde reavalie o posicionamento e inclua a imunização deste público sem condições pré-existentes no PNI.

“Vamos oficiar o Ministério da Saúde para que envie vacinas para este público. É importante reiterarmos que o Paraná quer vacinar toda a população de forma indistinta e apoia, baseado nos mais diversos estudos e conhecimentos científicos, a imunização de todos os adolescentes”, reforçou o secretário.

O presidente do Cosems/PR e secretário municipal de Mangueirinha, Ivoliciano Leonarchik, disse há um pedido para que os 399 municípios cumpram a recomendação estadual. “Pedimos que os gestores sigam essa orientação e não tomem decisões isoladas, visto que fizemos uma ampla discussão e oportunizamos essa pactuação também com os pequenos municípios. Desde o início da pandemia temos trabalhado desta forma e devemos continuar caminhar juntos”, afirmou.

A secretária Municipal de Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak, também esteve presente na reunião. “Os municípios fizeram um bom trabalho durante a campanha, não perdendo doses e sempre mantendo a primeira e segunda dose dentro do cronograma. Agora discutimos que poderíamos dispor dessas doses remanescentes da reserva técnica e iniciar a imunização deste grupo”, afirmou.

As informações são da Agência de Notícias do Paraná.

Pandemia atrasou a realização de mais de 1 milhão de cirurgias no Brasil em 2020

A pandemia de covid-19 pode ter feito com que mais de 1 milhão de cirurgias eletivas e emergenciais tenham deixado de ser feitas no Brasil em 2020. A estimativa consta de um artigo do Programa de Cirurgia Global e Mudança Social da Harvard Medical School, publicado na revista The Lancet Regional Health – Americas.

O levantamento usou dados do DataSUS, do Ministério da Saúde, sobre o número de cirurgias feitas no país no período de 2016 a 2020. Por meio de um modelo estatístico, a pesquisa estimou o volume cirúrgico esperado para o período de pandemia, entre março e dezembro do ano passado..

Ao comparar o número esperado com os dados reais fornecidos pelos estados, verificou-se um acúmulo de mais de 1,1 milhão de cirurgias, a maioria delas (928.758) eletivas, aquelas que não são consideradas de urgência.

Segundo o professor Rodrigo Vaz Ferreira, da Universidade do Estado do Amazonas, um dos coautores do estudo, o resultado é similar ao de outros países com grande volume de intervenções cirúrgicas. “Por um lado, essa redução se explica pela priorização de procedimentos mais urgentes, realocação de recursos e manejo dos profissionais de saúde durante a pandemia”, destaca Ferreira, que faz pós-graduação na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

De acordo com a pesquisa, os estados com políticas governamentais mais rígidas de contenção do vírus, como fechamento de escolas, locais de trabalho e proibições de viagem, conseguiram manter o nível de funcionamento das cirurgias de urgência, graças à preservação de recursos e leitos, apesar do grande atraso nas cirurgias eletivas.

“A análise de tais dados pode informar políticas públicas que atenuem os efeitos desse acúmulo, além de prevenir crises futuras. Temos que estar preparados, incentivar a população a se vacinar e respeitar as medidas sanitárias locais, pois isso contribui para a preservação dos serviços plenos de cirurgia”, ressalta Fábio Botelho, cirurgião do trauma e pediátrico, pesquisador na Universidade McGill, no Canadá, e coautor do estudo.

O estudo completo, em inglês, pode ser acessado no site da revista.

As informações são da Agência Brasil.

Vacina contra Covid da Pfizer-BioNTech é segura para crianças de 5 a 11 anos

A Pfizer e a BioNTech disseram, nesta segunda-feira (20), que a vacina contra covid-19 que desenvolveram em parceria induz uma resposta imune robusta em crianças de entre 5 e 11 anos de idade. Os laboratórios planejam pedir autorização para que a vacina seja aplicada nessa faixa etária às autoridades dos Estados Unidos (EUA), da Europa e de outros locais o mais rápido possível.

As empresas dizem que a vacina gerou resposta imune nas crianças de 5 a 11 anos em seu ensaio clínico de fases 2 e 3, e os resultados se equivalem ao que observaram anteriormente entre pessoas de 16 a 25 anos. O perfil de segurança também foi, em geral, comparável ao da faixa etária mais elevada, afirmaram.

“Desde julho, casos pediátricos de covid-19 aumentaram em cerca de 240% nos Estados Unidos, enfatizando a necessidade de saúde pública de vacinação”, disse o presidente executivo da Pfizer, Albert Bourla, em comunicado à imprensa.

“Os resultados desse teste fornecem uma fundação sólida para buscar autorização de nossa vacina para crianças entre 5 e 11 anos, e planejamos entregar o pedido à FDA (agência reguladora dos EUA) e outros reguladores com urgência.”

Autoridades norte-americanas de saúde de alto escalão acreditam que os órgãos reguladores podem tomar uma decisão sobre a vacina, se é segura e eficaz em crianças mais novas, três semanas após a entrega pelos laboratórios dos pedidos de autorização, disseram à Reuters neste mês.

As internações e mortes por covid-19 aumentaram nos Estados Unidos, nos últimos meses, devido à variante Delta do novo coronavírus, altamente contagiosa. Casos pediátricos da doença também estão em alta, particularmente porque crianças com menos de 12 anos não estão sendo vacinada. Não há, no entanto, nenhuma indicação de que, além de ser mais transmissível, a Delta seja mais perigosa para crianças.

Uma autorização rápida ajudaria a mitigar um potencial aumento de casos no outono do Hemisfério Norte, especialmente com as escolas já abertas em todo os EUA.

A vacina Pfizer/BioNTech já está autorizada para aplicação em crianças a partir de 12 anos em vários países, incluindo os Estados Unidos.

No ensaio clínico, as crianças entre 5 e 11 anos receberam uma dose de 10 microgramas da vacina, um terço da dose dada a pessoas com mais de 12 anos. As empresas disseram esperar, até o quarto trimestre deste ano, os dados sobre como a vacina atua em crianças entre 2 e 5 anos e em bebês de 6 meses a 2 anos.

As informações são da Agência Brasil.