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Detecção de bactérias resistentes a antibióticos triplicou na pandemia, aponta Fiocruz

Em 2019, um pouco mais de mil isolados de bactérias resistentes a antibióticos foram enviados por laboratórios de saúde pública de diversos estados do país para análise aprofundada no Laboratório de Pesquisa em Infecção Hospitalar do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), que atua como laboratório de retaguarda da Sub-rede Analítica de Resistência Microbiana em Serviços de Saúde (Sub-rede RM), instituída pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Ministério da Saúde (MS).

Em 2020, primeiro ano da pandemia de Covid-19, o número de amostras positivas passou para quase 2 mil. Em 2021, apenas no período de janeiro a outubro, o índice ultrapassa 3,7 mil amostras confirmadas, um aumento de mais de três vezes em relação a 2019, período pré-pandemia.

Os dados reforçam uma preocupação dos especialistas: ao longo da emergência sanitária causada pelo novo coronavírus, vem sendo observado aumento na disseminação de microrganismos capazes de resistir a diversos antibióticos, conhecidos popularmente como ‘superbactérias’.

 

“Durante a pandemia, houve aumento no volume de pacientes internados em estado grave e por longos períodos, que apresentam maior risco de infecção hospitalar. Também houve aumento no uso de antibióticos, o que eleva a pressão seletiva sobre as bactérias. É um cenário que favorece a disseminação da resistência, agravando ainda mais um problema de alto impacto na saúde pública”, afirma a chefe do Laboratório de Pesquisa em Infecção Hospitalar, Ana Paula Assef.

De acordo com a pesquisadora, o aumento do uso de antibióticos nos hospitais durante a emergência sanitária tem sido apontada em pesquisas no Brasil e no exterior, com alguns trabalhos sugerindo prescrição exagerada. Um grande estudo internacional publicado em janeiro, por exemplo, identificou tratamento com antibióticos em mais de 70% dos pacientes internados por Covid-19. Em contrapartida, a presença de coinfecções causadas por bactérias foi estimada em 8%.

Em agosto, a Anvisa publicou uma Nota Técnica com orientações para prevenção e controle da disseminação de bactérias resistentes em serviços de saúde no contexto da pandemia. O texto reforça que os antibióticos não são indicados no tratamento de rotina da Covid-19, já que a doença é causada por vírus e esses medicamentos atuam apenas contra bactérias. Dessa forma, os fármacos são recomendados apenas para os casos com suspeita de infecção bacteriana associada à infecção viral.

“Em parte, a alta na prescrição de antibióticos nos hospitais durante a pandemia pode ser justificada pelo maior número de pacientes graves internados, que acabam desenvolvendo infecções secundárias e necessitando desses medicamentos. Porém, o uso excessivo precisa ser controlado para evitar que se impulsione a resistência bacteriana”, diz Ana Paula.

Motivo de preocupação

Os dados registrados no Laboratório de Pesquisa em Infecção Hospitalar do IOC correspondem a amostras enviadas espontaneamente pelos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacens) de diversos estados do Brasil. Como laboratório de retaguarda da Sub-rede RM, a unidade atua na análise aprofundada das bactérias resistentes a antibióticos, que são detectadas em casos de infecção hospitalar.

Segundo Ana Paula, enquanto os números nacionais sobre monitoramento da resistência compilados pela Anvisa ainda não estão disponíveis para 2020 e 2021, o aumento observado em centros de referência pode ser considerado como um alerta para o problema.

“Esse ano, já recebemos amostras de estados do Sudeste, Nordeste, Norte e Centro-Oeste. O Laboratório Central de Saúde Pública do Paraná (Lacen-PR), que atua como referência na região Sul e parte do Centro-Oeste, também notificou alta. Não temos como precisar a dimensão do problema em nível nacional, mas é importante agir e isso tem sido reforçado pela Anvisa”, diz a pesquisadora.

Na Nota Técnica publicada em agosto, a Anvisa aponta que os dados disponíveis são motivo de preocupação. O documento destaca dados do Lacen-PR, onde o número de amostras recebidas subiu 90%, comparando os primeiros trimestres de 2019 e 2021.

Além do volume, o perfil dos microrganismos chama atenção e foi expresso no documento. Entre outros aspectos, foi destacado aumento na resistência à polimixina, fármaco utilizado como última opção terapêutica, para combater infecções que já não respondem aos demais antibióticos. De acordo com a Nota, no Lacen-PR, os isolados resistentes à polimixina representaram 20% das amostras de Acinetobacter baumannii (uma importante bactéria causadora de infecções hospitalares) analisadas no primeiro trimestre deste ano.

“A polimixina é um medicamento antigo, que não era mais usado por causa dos efeitos colaterais, mas voltou a ser empregado nos últimos anos por causa da resistência aos fármacos mais modernos. Como se trata de uma das últimas opções terapêuticas, mesmo um aumento discreto nesse tipo de resistência já é preocupante”, enfatiza Ana Paula.

No Laboratório de Pesquisa em Infecção Hospitalar do IOC, a proporção de detecção de bactérias A. baumanii resistentes à polimixina subiu de 2,5% em 2019 para 5,6% em 2021 considerando-se o conjunto de amostras recebidas para identificação ao longo deste período. Em bactérias da espécie Pseudomonas aeruginosa (outra importante causadora de infecções hospitalares), o percentual passou de 14% para 51%. Já entre as enterobactérias, o aumento foi de 42% para 58%.

As infecções causadas por bactérias resistentes geralmente são associadas à alta mortalidade. A Nota Técnica da Anvisa cita, por exemplo, um surto registrado em uma unidade de terapia intensiva de Maringá, onde de dez pacientes internados por Covid-19 infectados por bactérias A. baumanii resistentes a antibióticos carbapenêmicos, sete morreram.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que superbactérias causam cerca de 700 mil mortes anualmente. “Bactérias como Acinetobacter e Pseudomonas são oportunistas, causam infecções em pacientes internados, com saúde debilitada. Quando esses microrganismos apresentam resistência, muitas vezes, não se consegue controlar a infecção e há risco de óbito. Esse já era um grande problema antes da Covid-19 e, agora, estamos evidenciando uma piora neste quadro”, salienta Ana Paula.

Dupla resistência

A combinação de mecanismos de resistência também preocupa. Em setembro, a Anvisa divulgou um alerta sobre o registro de casos, no Paraná e em Santa Catarina, de bactérias P. aeruginosa capazes de produzir, simultaneamente, as enzimas carbapenemases KPC e NDM, que destroem antibióticos carbapenêmicos. A presença destas duas enzimas inviabiliza a utilização de um novo antimicrobiano, o fármaco ceftazidima-avilbactam, que tem sido usado nos hospitais brasileiros para o combate das bactérias produtoras de KPC.

Em agosto de 2020, foi detectado o primeiro caso dos genes de KPC e NDM em uma mesma cepa de P. aeruginosa. Em 2021, já foram identificados 13 pacientes infectados com P. aeruginosa multirresistente.

“O uso indiscriminado desses fármacos por instituições de saúde, pela população e em práticas agropecuárias tem contribuído para o aumento da resistência aos antibióticos”, salienta a bacteriologista Ana Paula Assef (foto: Gutemberg Brito, IOC/Fiocruz)

A associação de enzimas que inibem a ação de antibióticos carbapenêmicos também tem sido detectada em diferentes espécies de importância clínica analisadas no Laboratório de Pesquisa em Infecção Hospitalar do IOC. Por exemplo, este ano, a unidade identificou a combinação de enzimas carbapanemases NDM e OXA-58 em amostras de A. baumanni isoladas em Manaus e na Bahia. “Estes achados alertam para uma possível tendência entre as amostras hospitalares”, pondera Ana Paula.

‘Espalhe a consciência, pare a resistência’

Além de medidas para prevenir as infecções hospitalares, como higiene das mãos, uso de equipamentos de proteção individual e limpeza dos ambientes, o combate à resistência depende do uso adequado dos antibióticos, tanto dentro como fora dos hospitais.

Por esse motivo, a OMS, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) promovem anualmente a Semana Mundial de Conscientização sobre o Uso de Antimicrobianos, que ocorre de 18 a 24 de novembro. Este ano, a campanha tem como tema ‘Espalhe a consciência, pare a resistência’, reforçando a importância da disseminação de informações sobre o assunto para todas as pessoas.

“Existem bactérias vivendo no nosso organismo, nos animais e no ambiente. Sempre que usamos antibióticos, em unidades de saúde, em casa ou na agropecuária, aumentamos a pressão seletiva sobre esses microrganismos. Isso acelera a emergência e a disseminação da resistência, pois as bactérias conseguem transmitir os mecanismos de resistência umas para as outras”, explica Ana Paula.

A pesquisadora ressalta que, além do risco individual para os pacientes, o espalhamento da resistência aos antibióticos representa uma ameaça global, já que a capacidade de tratar infecções, considerada uma das maiores conquistas da medicina moderna, pode ser perdida no futuro.

“É importante que as pessoas entendam que os antibióticos só atuam contra bactérias e não têm efeito contra vírus ou qualquer outro microrganismo. Não se pode tomar antibiótico por indicação de conhecido ou familiar. Para que esses medicamentos continuem eficazes, eles devem ser usados com critério, apenas com prescrição médica. O paciente precisa seguir a receita de forma irrestrita, com a quantidade de dose e duração da administração exatas”, salienta a microbiologista.

Assista e compartilhe a websérie ‘Confissões de uma bactéria’.

Para ampliar a sensibilização sobre o tema, a pesquisadora idealizou a websérie Confissões de uma bactéria, que está disponível no canal do YouTube do Ministério da Saúde. Com dez episódios, a produção apresenta, em linguagem lúdica, informações sobre a resistência aos antibióticos e medidas preventivas que podem ser adotadas. O projeto é uma iniciativa da Fiocruz em parceria com Ministério da Saúde, Anvisa e Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

As informações são da Agência Fiocruz de Notícias.

Diretora da OMS diz que mundo está entrando na quarta onda da covid-19

O mundo está entrando em uma quarta onda da pandemia do novo coronavírus. A avaliação é da diretora-geral adjunta de acesso a medicamentos e produtos farmacêuticos da Organização Mundial da Saúde (OMS), a brasileira Mariângela Simão. Ela abordou a situação da pandemia em conferência na abertura no Congresso Brasileiro de Epidemiologia.

“Estamos vendo a ressurgência de casos de covid-19 na Europa. Tivemos nas últimas 24 horas mais de 440 mil novos casos confirmados. E isso que há subnotificação em vários continentes. O mundo está entrando em uma quarta onda, mas as regiões têm tido um comportamento diferente em relação à pandemia”, declarou Mariângela Simão.

Segundo ela, o vírus continua evoluindo com variantes mais transmissíveis. Mas em razão da vacinação houve uma dissociação entre casos e mortes, pelo fato da vacinação ter reduzido os óbitos decorrentes da covid-19. Ela lembrou que a imunização reduz as hospitalizações mas não interrompe a transmissão.

A diretora avaliou que os novos picos na Europa se devem à abertura e flexibilização das medidas de distanciamento no verão, além do uso inconsistente de medidas de prevenção em países e regiões.

“O aumento da cobertura vacinal não influencia na higiene pessoal, mas tem associação com diminuição do uso de máscaras e distanciamento social. Além disso, há desinformação, mensagens contraditórias que são responsáveis por matar pessoas”, pontuou a diretora-geral adjunta da OMS.

Um problema grave, acrescentou, é a desigualdade no acesso às vacinas no mundo. “Foram aplicadas mais de 7,5 bilhões de doses. Em países de baixa renda, há menos de 5% das pessoas com pelo menos uma dose. Um dos fatores foi o fato de os produtores terem feito acordos bilaterais com países de alta renda e não estarem privilegiando vacinas para países de baixa renda”, analisou.

Outro obstáculo é a concentração em poucos países que dominam tecnologias utilizadas para a produção de vacinas, como o emprego do RNA mensageiro, como no caso do imunizante da Pfizer-BioNTech.

Mariângela Simão considera que o futuro da pandemia depende de uma série de fatores. O primeiro é a imunidade populacional, resultante da vacinação e da imunização natural. O segundo é o acesso a medicamentos. O terceiro é como irão se comportar as variantes de preocupação e do quão transmissíveis elas serão.

O quarto é a adoção de medidas sociais de saúde pública e a aderência da população a essas políticas. “Onde medidas de saúde pública são usadas de forma inconsistente os surtos continuarão a ocorrer em populações suscetíveis”, projetou.

A diretora da OMS defendeu que além das medidas de prevenção é preciso assegurar a equidade no acesso a vacinas, terapias e testagens. “É vacinas, mas não somente vacinas”, resumiu.

Américas e Brasil

Ao avaliar a situação das Américas e do Brasil, Mariângela Simão afirmou que as Américas vêm tendo um comportamento de transmissão comunitária continuada, com ondas repetidas.

Quanto ao Brasil, ela avaliou que o programa de vacinação está andando bem. Mas, a partir da situação na Europa, se mostrou receosa com o futuro da pandemia no Brasil pelas discussões em curso sobre o carnaval.

“Me preocupa quando vejo no Brasil a discussão sobre o Carnaval. É uma condição extremamente propícia para aumento da transmissão comunitária. Precisamos planejar as ações para 2022”, alertou.

Congresso

O Congresso Brasileiro de Epidemiologia teve início nesta segunda-feira (22) e irá até a sexta-feira (26). O evento é uma promoção da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e contará com diversas palestras, debates e apresentações de trabalhos científicos.

Mais informações do Congresso Brasileiro de Epidemiologia em https://zandaeventos.com.br/epi/index.php.

As informações são da Agência Brasil.

Saiba como foi a solenidade de comemoração dos 90 anos do Simepar na Câmara de Curitiba

Por iniciativa do vereador Dalton Borba (PDT), a Câmara Municipal de Curitiba comemorou na noite desta quinta-feira (18), os 90 anos de existência do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar).

O próprio Dalton Borba presidiu a mesa, que também foi composta pelo Dr. Marlus Volney de Moraes, presidente do SIMEPAR; pela Dra. Chang Yen-Li Chain, vice-presidente da da Associação Brasileira de Mulheres Médicas – Seção PR (ABMM-PR); pelo Dr. Wilmar Mendonça Guimarães, vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR); pelo Dr. Clovis Arns da Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia; e pelo Dr. Nerlan Tadeu Goncalves de Carvalho, presidente da Associação Médica do Paraná (AMP).

Dalton Borba exaltou os profissionais da saúde que enfrentaram e ainda enfrentam os riscos produzidos no combate e tratamento da Covid-19. “São profissionais que arriscam suas vidas e as de suas famílias com o intuito de garantir o atendimento da população”.

O vereador pediu um minuto de silêncio em memória dos 100 médicos e dos 741 trabalhadores da áreas de saúde que perderam suas vidas no enfrentamento à pandemia no Paraná. Dalton Borba destacou que o vereador Tito Zeglin (PDT) acompanhou a cerimônia de forma remota.

Dalton Borba assinalou a importância dos trabalhos desenvolvidos pelo Simepar desde a sua fundação. “Fundado em 25 de outubro de 1931 e reconhecido pelo Ministério do Trabalho em 27 de fevereiro de 1975. A entidade conta atualmente com 1500 médicos e médicas associados e seu objetivo é lutar contra a precarização da atividade médica no Paraná e também para manter a qualidade dos serviços de saúde para toda a sociedade, com a garantia da dignidade profissional”, explicou Borba.

O parlamentar ainda lembrou que entre as atividades promovidas pelo Sindicato está a busca por remunerações dignas e planos de cargos e salários que sejam condizentes com as atividades desenvolvidas pelo médicos profissionais, tanto no setor privado quanto na administração pública.

90 anos

Em sua fala de agradecimento o presidente do Simepar, o Dr. Marlus Volney de Moraes convidou a todos para um exercício de imaginação: “o que acontecia há 90 anos quando foi criado o Simepar? Qual era o ambiente que propiciou o surgimento de uma entidade sindical da classe médica? Antes mesmo da fundação do sindicato, duas questões se colocavam entre os médicos do Paraná. A boa prestação do serviço médico e a preservação das condições de realização desse serviço. Foram essas as motivações que, possivelmente, estiveram nas conversas entre Victor Ferreira do Amaral, médico e fundador da UFPR e Otávio da Silveira, um dos fundadores do sindicato”, observou Moraes.

O presidente do Simepar entende que se faz necessária a união da classe no sentido de fortalecer o ensino e a pesquisa, assim como a instituição de um código de ética profissional que possibilite o combate ao charlatanismo.

Ele assinalou que após a fundação do sindicato, houve a primeira Guerra e, em seguida, uma pandemia que durou 4 anos. Organizações sindicais foram se espalhando pelo Brasil, havendo uma nova política sobre elas durante o Estado Novo (1937/1945) e outra Guerra Mundial se seguiu, exigindo novas estruturações na área.

Apenas em 1953 o Brasil passa a contar com um ministério exclusivamente voltado para a saúde. Antes, uma mesma pasta abrangia a educação e a saúde. “Foram portanto, 2 guerras mundiais, 3 pandemias – Gripe Espanhola (1918) H1N1 (2009) e Covid-19 (2020-2021). Uma história protagonizada por homens e mulheres que construíram meios para que a instituição médica se tornasse permanente” assinalou o presidente do Simepar.

Moraes ainda lembrou das palavras do Papa Francisco sobre as entidades sindicais. Segundo o religioso, elas devem vigiar e dar voz aos vulneráveis e oprimidos, além de gerar inovações nas relações de trabalho que diminuam ou efetivamente eliminem as eventuais injustiças.

“E isso que fazemos todo dia. O movimento sindical subsidiou a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), que, apesar das dificuldades, se tornou exemplo para o mundo. Os sindicatos médicos também subsidiaram o surgimento de cooperativas médicas e criticaram a criação de escolas médicas sem a estruturação necessária. Além disso, o Simepar dá voz àqueles que, por alguma razão, têm a sua voz silenciada”, finalizou Moraes.

3 lições

Clovis Arns da Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), iniciou seu pronunciamento agradecendo a todos os profissionais de saúde que estiveram à frente do atendimento aos pacientes de Covid. “Não apenas os médicos, mas também fisioterapeutas, psicólogos e nutricionistas. Foram verdadeiros heróis. Tanto os que ficaram abalados no aspecto psicológico pela pressão das situações, como também os que foram contaminados e necessitaram de respiradores e vagas em UTI, entre outros serviços”.

O médico acredita que da experiência com o Covid, restam 3 lições. Uma de união, verificável na postura de pessoas humildes que se doaram em prol de desconhecidos; uma de resiliência, no sentido do combate à propagação de informações equivocadas sobre medicamentos de ineficácia cientificamente comprovada no enfrentamento à doença. E uma última lição, no caso, de gratidão a Deus, ”por estarmos vivos e pelas vidas que conseguimos salvar”.

Revitalização do SUS

Para Wilmar Mendonça Guimarães, vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Paraná, a homenagem prestada pela Câmara Municipal ao sindicato é meritória, na medida em que hoje os profissionais esperam muito das entidades de representação. “Vivemos um momento de precarização do trabalho, em que relações trabalhistas estão passando por reavaliacões que fortalecem as empresas, mas prejudicam os profissionais nelas empregados”. Guimarães enalteceu o sindicato, frisando que o Conselho Regional de Medicina do Paraná já promoveu muitas atividades em associação com a entidade sindical. “Somos coirmãos”, disse o médico.

Chang Yen-Li Chan, vice-presidente da Associação Brasileira de Mulheres Médicas – Seção PR (ABMM-PR), ressaltou as dificuldades enfrentadas pelas profissionais mulheres durante o Covid, na medida em que elas acabaram desempenhando jornadas duplas e triplas. “Acredito que a superação do Covid, que se verifica na diminuição de contaminados, foi fruto de um trabalho em equipe. E sempre com o apoio do Sindicato, que nunca descuidou dos profissionais de saúde.

Nerlan Tadeu Gonçalves de Carvalho, presidente da Associação Medica do Paraná, destacou a atuação do SUS durante a pandemia. “Entre 2008 e 2018, o SUS teve uma perda de 30 mil leitos de UTI. É necessário restabelecer esses leitos, pois trata-se de uma demanda permanente”

As informações são da Câmara Municipal de Curitiba.

Veja as fotos da solenidade. 

Assista ao vídeo da Sessão Solene.

Vacina contra dengue do Instituto Butantan entra na reta final de estudos clínicos

Nem só ao combate à Covid-19 e à produção de soros antiofídicos se dedica o Butantan. Trabalhando sempre a serviço da vida e da saúde da população, o instituto desenvolve diversos imunizantes contra outras doenças graves que, em tempos de pandemia, até esquecemos que existem. Uma delas é a dengue, que só em 2019 infectou 1.489.457 brasileiros, causando 689 mortes.

Desde 2009 pesquisadores do Butantan estudam a produção de uma vacina contra o vírus da dengue. Ela ainda não tem previsão de distribuição à população, mas os ensaios clínicos estão bem avançados.

Esse imunizante usa a técnica de vírus atenuado contra a dengue, utilizando vírus enfraquecidos que induzem a produção de anticorpos sem causar a doença e com poucas reações adversas. O imunizante será tetravalente, protegendo dos quatro tipos de dengue (tipo 1, 2, 3 e 4).

“Sempre que se planeja fazer uma nova vacina o ideal, quando possível, é utilizar um vírus atenuado, pois geralmente gera uma resposta mais eficiente e duradoura”, explica a gerente de projetos do Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas Virais do Butantan, Neuza Maria Frazatti Gallina.

A atenuação do vírus foi feita pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID), um dos parceiros do Butantan na iniciativa. Os vírus atenuados foram cultivados em células Vero do macaco verde africano, uma técnica já estabelecida e usada em diversas vacinas; depois, a matéria-prima foi purificada e seguiu para a formulação. A última etapa é a liofilização, processo que transforma o liquido em pó, e a criação do diluente para diluir o pó no momento da aplicação da vacina.

Normalmente, no processo de cultivo dos vírus da dengue as células Vero para ser aumentadas utilizam um soro fetal bovino que, por ser de origem animal, pode conter contaminantes. No Butantan, porém, as células foram aumentadas sem o uso do soro animal, utilizando uma plataforma desenvolvida anteriormente para a vacina da raiva, que faz o aumento dessas células sem precisar do soro de origem animal. Essa tecnologia é patenteada pelo instituto e, de tão importante, foi vendida à farmacêutica Merck.

Os ensaios clínicos de fase três da vacina já estão em andamento. Atualmente, está sendo feito o acompanhamento dos últimos voluntários incluídos nos testes, o que significa que o processo de desenvolvimento do imunizante está em fase final.

A previsão é que a pesquisa seja finalizada até 2024. Em paralelo aos estudos clínicos, o Butantan estuda o escalonamento da vacina, ou seja, como a produção de laboratório será elevada para nível industrial. Uma confirmação já obtida é que será necessário apenas uma dose da vacina devido à tecnologia de vírus atenuado.

“A vacina vai ser um dos principais componentes de combate à doença, mas é importante ressaltar que não é só a vacina que vai combater a dengue. Nós temos que continuar realizando todas as outras formas de ajudar a combater o mosquito e, portanto, a transmissão da dengue”, afirma o diretor do Centro de Segurança Clínica e Gestão de Risco: Farmacovigilância e Farmacoepidemiologia, Alexander Precioso.

“As pessoas vacinadas vão evitar hospitalizações e mortes e isso vai tornar a dengue controlada no país”, explica Neuza. “Em qualquer situação é importante agir na prevenção. Na saúde pública a prevenção de doenças é feita principalmente com as vacinas”, completa.

Outras vacinas da dengue foram estudadas em países como os Estados Unidos, porém não são nações onde a doença é endêmica, como é o caso do Brasil. “Em uma fase mais avançada da pesquisa clínica, eles terão que procurar outro país com um número razoável de voluntários que tenham contato com o vírus para a comprovação da eficácia da vacina”, ressalva a pesquisadora.

Dengue

O vírus da dengue é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Originário do Egito, ele vem se espalhando pelas regiões tropicais desde o século 16 e chegou ao Brasil com os navios que traziam escravos da África. O mosquito também é transmissor de outras doenças, como febre amarela, chikungunya e o vírus Zika.

A procriação do vetor se dá por meio de água parada em pneus, garrafas e vasos de planta, sujeira em calhas, lixos expostos, entre outros. A popularização do plástico é um contribuinte para a expansão do mosquito. “As pessoas usam utensílios de plásticos, jogam na rua, chove, forma água parada e ali favorece o crescimento do mosquito transmissor da doença”, conta Neuza.

O Dia Nacional de Combate à Dengue é celebrado em 20/11, justamente para conscientizar as pessoas da importância de não deixar água parada e, assim, reduzir a oferta de criadouros para os mosquitos. “É muito importante determinar um dia porque chama a atenção do publico para a informação que você quer passar sobre o combate à doença”, expressa Neuza.

As informações são do Instituto Butantan.

Curitiba terá “Mega Vacinação” contra a covid-19 neste sábado

Curitiba fará parte da “Mega Vacinação” contra a covid-19 que será promovida neste sábado (20/11) em seis capitais.

A campanha do Ministério da Saúde (MS) busca completar o ciclo de imunização com segunda dose ou dose de reforço daqueles que já foram convocados, mas ainda não compareceram para se vacinar.

Também no sábado haverá o chamamento de um novo grupo para receber a dose de reforço: as pessoas com 18 anos ou mais que receberam a segunda dose até o dia 24 de junho (leia mais abaixo). O atendimento para todos será feito em 27 pontos de vacinação, das 8 às 14h.

Quem não puder comparecer neste sábado poderá buscar os pontos de vacinação ao longo da semana. A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba (SMS) tem mantido a repescagem contínua para a segunda dose e dose de reforço.

Segunda dose

De acordo com os dados da SMS, a capital paranaense tem uma baixa taxa de “faltosos” de segunda dose. Apenas 5,9% das 1.402.105 de pessoas que estavam no prazo para a segunda aplicação até 16 de novembro ainda não compareceram para completar o esquema vacinal. Pelas estimativas da SMS, isso corresponde a 82.946 pessoas que já poderiam ter finalizado o ciclo de imunização.

“Mesmo que essa quantidade seja menor, não queremos que nenhuma pessoa fique para trás. Queremos toda a população com a vacina em dia, pois só assim vamos vencer essa batalha contra a covid-19”, afirmou a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak.

De acordo com a SMS, parte dos que aparecem como “faltosos” pode ter tomado a segunda dose em outro município.

Dose de reforço

Em relação à dose de reforço, foram convocados, até terça-feira (16/11), 168.839 idosos com 67 anos ou mais vacinados com a segunda dose até 6 de junho. Destes, 115.643 (68%) compareceram até o momento.

Além da campanha de atualização vacinal, neste sábado um novo grupo será convocado para a dose de reforço. Seguindo a nova recomendação do Ministério serão convocadas todas as pessoas com 18 anos ou mais que receberam a segunda dose até o dia 24 de junho.

A SMS estima que há 14.781 pessoas dentro desse grupo, que são aqueles que já completaram 150 dias da aplicação da segunda dose.

A convocação será feita por mensagem enviada pela plataforma Saúde Já. A SMS orienta às pessoas que se enquadram nesse intervalo que consultem o aplicativo.

Vacina da Janssen

Pessoas vacinadas com imunizantes da farmacêutica Janssen ainda não poderão tomar a dose de reforço neste sábado. Elas devem seguir a nova orientação do Ministério da Saúde, de receber uma segunda dose e esperar o intervalo correto para receber o reforço. O município ainda aguarda o recebimento de doses para a convocação para segunda dose deste público.

Mega Vacinação

É uma mobilização nacional com o objetivo de garantir a máxima proteção e a manutenção da imunidade de milhões de brasileiros, alertando a população sobre a importância de completar o ciclo vacinal.

Países com baixa cobertura vacinal vivem cenários de aumento de casos do novo coronavírus e a chegada do período de férias e festividades é motivo de preocupação para as autoridades de saúde.

Com slogan “Proteção pela metade não é proteção”, a força-tarefa tem previsão de duração de uma semana, até o dia 26 de novembro todo o país, e deverá intensificar ações de chamamentos dos faltosos da vacina.

“Muitas pessoas vão viajar para outros estados ou países, vão se reunir para comemorar as festividades do fim do ano, então é essencial estar com a vacina contra covid-19 em dia, para que não tenhamos uma nova onda no futuro.

A vacina tem se mostrado muito eficaz, mas só quando o ciclo está completo”, alerta o diretor do Centro de Epidemiologia da SMS, Alcides Oliveira.

Além de Curitiba, outras cinco capitais participarão da campanha neste sábado, São Paulo (SP), Manaus (AM), Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA).

Em Curitiba, o lançamento da campanha nacional vai acontecer na Unidade de Saúde Ouvidor Pardinho, às 10h, com a presença do secretário de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Raphael Câmara, e da secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, participará do evento de forma remota, assim ele poderá fazer o lançamento simultâneo nas seis capitais escolhidas.

Quem pode tomar a segunda dose neste sábado (20/11):
– Todos anteriormente já convocados e que ainda não compareceram

Quem pode tomar a dose de reforço neste sábado (20/11):
– Todas as pessoas com 18 anos ou mais vacinadas com a segunda dose até 24 de junho

Locais de vacinação
Das 8h às 14h

1 – US Ouvidor Pardinho
Rua 24 de Maio, 807 – Praça Ouvidor Pardinho

2 – US Parigot de Souza
Rua João Eloy de Souza, 111 – Sítio Cercado

3 – Salvador Allende
R. Celeste Tortato Gabardo, 1712 – Sítio Cercado

4 – Nossa Senhora Aparecida
Rua Carlos Amoretty Osório, 169 – Sítio Cercado

5 – US Bairro Alto
Rua Jornalista Alceu Chichorro, 314 – Bairro Alto

6 – US Vila Diana
Rua René Descartes, 537 – Abranches

7 – Fernando de Noronha
Rua João Mequetti, 389 – Santa Cândida

8 – US Visitação
Rua Dr. Bley Zornig, 3136 – Boqueirão

9 – US Jardim Paranaense
Rua Pedro Nabosne 57 – Alto Boqueirão

10 – US Menonitas
Rua Dr. Domicio Costa, 52 – Xaxim

11 – US Camargo
Rua Pedro Violani, 364 – Cajuru

12 – Uberaba
Rua Cap. Leônidas Marques, 1392 – Uberaba

13 – Salgado Filho
Av. Sen. Salgado Filho, 5265 – Uberaba

14 – US Cândido Portinari
Rua Durval Leopolpo Landal, 1529 – Cidade Industrial

15 – US Oswaldo Cruz
Rua Pedro Gusso, 3749 – Cidade Industrial

16 – Atenas
Rua Emília Erichsen, 45 – Cidade Industrial

17 – US Vila Feliz
Rua Pedro Gusso, 866 – Novo Mundo

18 – US Aurora
Rua Theophilo Mansur, 500 – Novo Mundo

19 – US Sagrado Coração
Rua Antônio Claudino, 375 – Pinheirinho

20 – US Santa Quitéria 2
Rua Bocaíuva, 310 – Santa Quitéria

21- Santa Amélia
Rua Berta Klemtz, 215 – Fazendinha

22 – Parolin
Rua Sergipe, 59 – Guaíra

23 – US Vista Alegre
Rua Miguel de Lazzari, 51 – Pilarzinho,

24 – US Campina do Siqueira
Rua Gen. Mario Tourinho, 1684 – Campina do Siquira

25 – US Pinheiros
Rua Joanna Emma Dalpozzo Zardo, 370 – Santa Felicidade

26 – US Orleans
Avenida Vereador Toaldo Tulio, 4577 – Orleans

27 – Rua da Cidadania do Tatuquara
Rua Olivardo Konoroski Bueno, s/n

As informações são da Prefeitura de Curitiba.

Ministério da Saúde reduz intervalo de reforço da vacina anticovid e amplia público

O Ministério da Saúde anunciou, hoje (16), a redução do intervalo de tempo para aplicação da dose de reforço da vacina contra a covid-19 dos atuais seis meses para cinco meses.

A decisão, que será implementada pelas secretarias de Saúde dos estados e municípios, contempla todas as pessoas acima de 18 anos, independentemente do grupo etário ou profissão. Inclusive aquelas que receberam a Janssen, cujo fabricante, inicialmente, recomendava a dose única.

“Já tínhamos autorizado a aplicação desta dose de reforço, ou adicional, para todos aqueles que tinham tomado a segunda dose há mais de seis meses e que tivessem [mais de] 60 anos. Agora, graças às informações advindas dos estudos científicos realizados para avaliar a aplicação da terceira dose – e dos quais já temos dados preliminares -, decidimos ampliar esta dose de reforço para todos aqueles acima de 18 anos de idade que tenham tomado a segunda dose há mais de cinco meses”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Ele garantiu que o estoque de imunizantes será suficiente para atender à demanda. Atualmente, há 12,47 milhões de pessoas aptas a receber a dose adicional.

Segundo o Ministério da Saúde, mais de 350 milhões de doses das vacinas contra a covid-19 já foram distribuídas para todo o país, e mais de 297 milhões já foram aplicadas ao longo de onze meses.

Mais de 157 milhões de pessoas tomaram ao menos uma dose do imunizante – número que, segundo a pasta, representa 88% do público-alvo previsto no plano nacional de vacinação contra a doença. No entanto, cerca de 21 milhões de pessoas ainda não retornaram para tomar a segunda dose na data prevista.

Segundo a secretária extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, Rosana Melo, pessoas na faixa entre 25 e 34 anos formam a maioria dos que ainda não compareceram para tomar a segunda dose.

Analisando qual vacina as pessoas que não completaram o ciclo vacinal receberam, a secretária aventa a hipótese de que, além de outros fatores (como a dificuldade de encontrarem tempo para retornar ao posto de vacinação), as reações características de cada imunizante podem estar desestimulando algumas pessoas.

“Algumas [vacinas], de fato, trazem [causam] alguns efeitos adversos que passam em um ou dois dias. A população tem que estar consciente disso. Tem que estar alerta e saber que estes efeitos são esperados e acontecem”, comentou Rosana, destacando que, junto com as recomendações de uso de máscara, distanciamento social e higienização das mãos frequente e adequada, a vacinação vem proporcionando a redução do número de casos graves da doença e, consequentemente, das internações e mortes.

“Hoje, nós temos, no Brasil, 21,11 milhões de pessoas que estão aptas a tomar a segunda dose da vacina e, assim, completarem seu esquema vacinal”, informou a secretária ao reforçar que, para aumentar suas proteções contra a doença, a pessoa tem que tomar todas as doses recomendadas pelos laboratórios fabricantes e autorizadas pelas autoridades sanitárias.

“Além disso, os estudos têm mostrado que, a partir do quinto ou sexto mês, independentemente do imunizante utilizado, há sim uma necessidade de reforçarmos nosso sistema imunológico tomando uma dose de reforço”, acrescentou a secretária, alertando para a importância de os estados seguirem as novas recomendações do ministério. “Se algum estado fizer separado, diferente, prejudicará muito o nosso planejamento.”

Janssen

Outra mudança anunciada pela pasta diz respeito à vacina da Janssen que era aplicada em dose única e passará a ter duas doses.

“No início, a recomendação era de que esta vacina fosse de dose única. Hoje, sabemos que é necessária esta proteção adicional. Então, quem já tomou a Janssen, agora vai tomar a segunda dose do mesmo imunizante. E, lá adiante, cinco meses após [a segunda dose], um reforço com imunizante diferente”, disse Queiroga. A segunda dose da Janssen deverá ser ministrada a partir de dois meses da primeira aplicação.

Mega Vacinação

O ministro da Saúde participou esta manhã da cerimônia de lançamento da campanha Mega Vacinação, que acontecerá entre os dias 20 e 26 de novembro. Para estimular a população a tomar todas as doses recomendadas da vacina e completar o ciclo de imunização, o ministério conta com a ampliação do horário de funcionamento dos postos de vacinação durante a iniciativa.

“Já temos uma das campanhas de vacinação contra a covid-19 mais importantes do mundo, tendo ultrapassado os Estados Unidos em relação ao [percentual da] população imunizada, mas temos que avançar ainda mais para que não aconteça o que está ocorrendo em alguns países da Europa, onde observamos um aumento do número de casos”, alertou o ministro, referindo-se a países como a Alemanha, que, na semana passada, voltou a anunciar medidas restritivas para conter o recrudescimento da doença.

“Nosso objetivo é, através da campanha Mega Vacinação, ampliar ainda mais o acesso [da população às vacinas] e convencer as pessoas a procurarem as Unidades Básicas de Saúde [UBS] para, a partir daí, adquirirmos ainda mais a confiança do povo brasileiro e um controle sanitário eficiente para evitarmos possíveis novas ondas da covid-19”, disse Queiroga logo após a exibição de um vídeo promocional em que o Ministério da Saúde alerta que “proteção pela metade não é proteção”.

“Temos [no Brasil] um cenário epidemiológico bem mais equilibrado em relação à pandemia. Nosso sistema de saúde está atendendo às necessidades, sobretudo dos pacientes com síndromes respiratórias agudas graves. Isso se deve à eficiência das políticas públicas lideradas pelo Ministério da Saúde e que, na ponta, são implementadas pelos estados e municípios [prefeituras]”, acrescentou o ministro Marcelo Queiroga antes de detalhar a redução do intervalo de tempo para aplicação da dose de reforço.

As informações são da Agência Brasil.

Câmara de Curitiba realiza sessão solene em homenagem aos 90 anos do Sindicato Médico do Paraná

A Câmara dos Vereadores de Curitiba, por iniciativa do Vereador Dalton Borba, realizará uma Sessão Solene em homenagem aos Médicos e Médicas pela passagem dos 90 anos de fundação do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná.

O evento será no dia 18 de novembro, às 19:30 horas, no Palácio Rio Branco, Sede da Câmara Municipal. O número de participantes será limitado em função das restrições sanitárias impostas pela Covid-19.

Será feita transmissão ao vivo pelo canal no Youtube da Câmara dos Vereadores de Curitiba e pelo Site do Simepar.

Os/as Médicos e Médicas que quiserem participar do evento presencialmente poderão solicitar a inclusão dos seus nomes na lista de convidados por e-mail, enviando mensagem para simepar@simepar.com.br.

A participação de todos, seja presencial ou virtual, engrandece o Simepar e fortalece a categoria médica como um todo. Participe.

Quase 70% dos curitibanos já completaram a vacinação anticovid

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba imunizou, até esta segunda-feira (15/11), 1.555.341 pessoas com a primeira dose ou a dose única (Janssen) da vacina anticovid.

Ao todo, Curitiba já aplicou 3.033.670 unidades do imunizante, sendo 1.517.085 primeiras doses e 1.311.608 segundas doses; 38.256 doses únicas; e 166.721 doses de reforço.

Assim, 79,8% dos moradores de Curitiba já receberam ao menos uma dose do imunizante e 69,3% da população da cidade está totalmente imunizada contra a covid-19, com as duas doses ou a dose única.

Vacinados com 18 anos ou mais

Entre a população com 18 anos ou mais, 1.448.043 curitibanos receberam ao menos uma dose da vacina contra o novo coronavírus (primeira dose ou dose única). E um total de 1.349.431 pessoas acima dos 18 anos já completou o esquema vacinal até esta segunda-feira (15/11). Destas, 1.311.175 receberam a segunda dose da vacina e outras 38.256 pessoas receberam a vacina em dose única.

Reforço

Curitiba também está aplicando as doses de reforço para quem já completou o ciclo de imunização, nos seguintes grupos: idosos, pessoas imunossuprimidas e profissionais de saúde. Até esta segunda-feira (15/11), 166.721 pessoas desses grupos receberam a dose de reforço.

Adolescentes de 12 a 17 anos

Até o momento, a SMS vacinou 107.298 adolescentes entre 12 e 17 anos. Destes, 433 já receberam também a segunda dose, sendo do grupo de gestantes abaixo de 18 anos.

Doses recebidas

Até o momento, Curitiba recebeu do Ministério da Saúde, repassadas pelo Governo do Paraná, 3.293.558 doses de vacinas, sendo 1.579.648 para primeira dose, 1.448.663 para segunda dose, 38.975 doses de aplicação única e 226.272 doses de reforço. Nesse montante já estão contabilizados os 5% de reserva técnica.

A reserva técnica é uma medida de segurança, faz parte dos protocolos da logística e é necessária para evitar problemas no fluxo de imunização que possam ser causados por imprevistos eventuais, como por exemplo, quebra acidental de frascos.

O município tem capacidade para vacinar, já tendo aplicado 45,6 mil doses em um único dia, e o avanço do cronograma de imunização ocorre à medida que as doses são enviadas pelo Ministério da Saúde ao governo estadual, responsável por distribuir os lotes do imunizante aos municípios.

Confira detalhes da vacinação contra a covid-19 no o Painel Covid-19 Curitiba.

As informações são da Prefeitura de Curitiba.

654 mil pessoas não retornaram para receber 2ª dose da vacina anticovid no Paraná

Pelo menos 654 mil pessoas não retornaram aos postos de saúde para receber a segunda dose da vacina contra a Covid-19, no Paraná, de acordo com levantamento feito pelo Ministério da Saúde a pedido do g1.

Segundo a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), 6,8 milhões de pessoas concluíram o esquema vacinal.

Atualmente, o Paraná está vacinando adolescentes e aplicando a dose de reforço para idosos, pessoas imunossuprimidas e profissionais da saúde. Algumas cidades também reduziram o intervalo de aplicação da segunda dose para os imunizantes da Pfizer e AstraZeneca.

Além disso, profissionais da área afirmam que o avanço da vacinação é o principal responsável pela redução no número de casos, mortes e hospitalizações provocadas pela doença.

As informações são do G1.