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FEAS Curitiba revê Ordem de Serviço a pedido do Simepar

A Fundação Estatal de Atenção à Saúde de Curitiba (FEAS) revogou uma determinação de que os médicos e médicas que atuam nas Unidades Básicas de Saúde devam cumprir expedientes nos dias de feriado/recesso ou repor as horas em dia de folga.

A determinação estava expressa na Ordem de Serviço 005, de 30 de agosto de 2021 no Artigo 2º: “Os profissionais que não forem escalados para o plantão de rodízio, serão dispensados mediante reposição de horas, conforme definição da chefia imediata.”

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) oficiou a FEAS alertando que o descanso em dias destinados a feriados é um direito assegurado pela Lei 605/49; e que, na impossibilidade do trabalhador não usufruir o descanso, o empregador deve pagar as horas trabalhadas como extraordinárias ou conceder a folga compensatória.

A FEAS atendeu ao pleito do Simepar e revogou o referido artigo, reestabelecendo o direito ao descanso ou recebimento de horas extras nos feriados.

Curitiba já aplicou 2 milhões de doses de vacina contra a Covid-19

Nesta sexta-feira (3/9) Curitiba ultrapassou a marca de 2 milhões de doses aplicadas de vacinas que imunizam contra a covid-19. O dado considera a administração da primeira e segunda doses, a vacina de dose única (Janssen) e a dose de reforço para os idosos, iniciada nesta semana.

Até o fim da manhã desta sexta haviam sido aplicadas 2.200.461 doses.

“É a força da saúde e a dedicação das nossas valorosas equipes de servidores vencendo a adversidade trazida por esse vírus. Que grande alegria ver avançar na cidade a esperança da vida”, disse o prefeito Rafael Greca.

Até o fim da tarde de quinta-feira (2/9), 92,6% da população de Curitiba acima de 18 anos já havia recebido ao menos uma dose. Na manhã desta sexta (3/9), foram vacinadas 10.902 pessoas.

“As vacinas estão cumprindo seu papel coletivo em diminuir hospitalizações e óbitos entre as populações imunizadas, razão pela qual comemoramos a marca de dois milhões de doses aplicadas”, diz a secretária municipal da saúde, Márcia Huçulak.

Estão sendo atendidos com a primeira dose nesta sexta-feira os nascidos em 2001, gestantes e puérperas (incluindo as menores de 18 anos). Também estão sendo aplicadas segunda dose para pessoas vacinadas com a primeira dose de Coronavac em 9 de agosto e de Astrazeneca ou Pfizer em 10 de junho, além do adiantamento para pessoas com atendimento agendado para a próxima segunda-feira (6/9).

Levantamento feito pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) em agosto, revela os efeitos do avanço da vacinação na cidade. Houve uma redução de 74% nos óbitos entre as pessoas com 60 anos ou mais, passando de 704 mortes em março deste ano para 186 em julho. Já os internamentos apresentaram queda de 77% no mesmo período e para a mesma faixa etária. Passaram de 1.594 para 365.

Balanço de quinta-feira

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba imunizou, até quinta-feira (2/9), 1.347.089 pessoas com a primeira dose da vacina anticovid ou com o imunizante de dose única (Janssen).

Até o momento, 1.309.185 curitibanos receberam a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus. Desse total, foram vacinados: 789.854 pessoas da população em geral (convocadas por idade); 213.378 idosos com 65 anos ou mais; 116.743 pessoas com comorbidades; 12.724 gestantes e puérperas; 8.196 pessoas com deficiência; 82 indígenas; 1.141 pessoas em situação de rua; 7.007 moradores, funcionários e cuidadores de instituições de longa permanência; 97.905 profissionais dos serviços de saúde da cidade (incluindo as equipes de vacinação); 16.354 trabalhadores das forças de segurança; 42.587 educadores (entre professores e trabalhadores da Educação Básica e Ensino Superior) e 1.252 trabalhadores da limpeza pública.

Imunização completa

Em Curitiba, 642.407 pessoas receberam a segunda dose da vacina até quinta-feira (2/9) e outras 37.904 pessoas receberam a vacina em dose única, completando esquema vacinal anticovid.

Também foram imunizados com reforço na vacinação, com aplicação de uma nova dose, 2.063 idosos de 60 anos ou mais das instituições de longa permanência e idosos acamados acima de 70 anos.

Doses recebidas

Até o momento, Curitiba recebeu do Ministério da Saúde, repassadas pelo Governo do Paraná, 2.172.219 doses de vacinas, sendo 1.322.084 para primeira dose, 811.060 para segunda dose e 39.075 doses de aplicação única. Nesse montante já estão contabilizados os 5% de reserva técnica.

A reserva técnica é uma medida de segurança, faz parte dos protocolos da logística e é necessária para evitar problemas no fluxo de imunização que possam ser causados por imprevistos eventuais, como por exemplo, quebra acidental de frascos.

O município tem capacidade para vacinar até 30 mil pessoas por dia e o avanço do cronograma de imunização ocorre à medida que as doses são enviadas pelo Ministério da Saúde ao governo estadual, responsável por distribuir os lotes do imunizante aos municípios.

As informações são da Prefeitura de Curitiba.

Os números da vacinação contra a Covid-19 em Curitiba, no Paraná e no Brasil

Confirma os números da vacinação em Curitiba, no Paraná e no Brasil na atualização feita pela Rádio CBN Curitiba, utilizando os números divulgados pelas Secretarias Municipal e Estadual de Saúde, além dos dados do Ministério da Saúde.

Números de Curitiba:

Em Curitiba, cerca de 92% da população recebeu a primeira dose da vacina. Os dados são as Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba. Veja os números mais recentes, publicados nesta quinta-feira, 02 de setembro:

Primeira dose – No total, 1.299.980 pessoas receberam a primeira dose da vacina contra o coronavírus.

Segunda dose – Em Curitiba, 632.290 pessoas estão completamente imunizadas, ou seja, com as duas doses da vacina aplicadas. Outras 37.891 tomaram a vacina de dose única.

Números do Paraná:

De acordo com os dados da Secretaria Estadual de Saúde, foram aplicadas 10.946.122 milhões de doses da vacina contra a Covid-19. Confira os dados mais recentes, divulgados no último boletim da SESA, nesta quinta-feira, 02 de setembro:

Primeira dose – Em todo o Estado, são 77.481.368 pessoas vacinadas com a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Isso representa mais de 84% da população acima de 18 anos do Paraná.

Segunda dose e dose única – Outras 3.464.754 pessoas estão completamente imunizadas no Paraná. Isso significa que elas tomaram as duas doses dos imunizantes contra o coronavírus ou foram vacinadas com a vacina de dose única. Isso representa cerca de 37% da população acima de 18 anos.

Números do Brasil:

No Brasil, de acordo com as informações do Ministério da Saúde, de 32,1% da população está completamente imunizada, ou seja, tomou as duas doses da vacina ou o imunizante de dose única contra o coronavírus. Confira os dados mais recentes publicados pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira, 02 de setembro:

Primeira dose – Até o último boletim, o Brasil já vacinou 132.005.778 pessoas com a primeira dose da vacina contra o coronavírus. Isso representa cerca de 67,9% da população brasileira parcialmente imunizada.

Segunda dose – O Brasil contabiliza também nesta quinta-feira, 02 de setembro, um total de 63.515.389 pessoas totalmente imunizadas contra a Covid-19. Isso representa cerca de 32,1% da população com o esquema de vacinação completo: ou receberam a segunda dose do imunizante, ou foram vacinados com a vacina de dose única.

Atualizado quinta-feira 20h, 02 de setembro pela Rádio CBN Curitiba.

Setembro Amarelo de prevenção ao suicídio: Orientações para quem tem depressão

A campanha “Setembro Amarelo” se tornou conhecida no país diante da sua relevância. O objetivo é conscientizar para a prevenção dos casos de suicídio e a promoção da saúde mental. Em um momento como este, de pandemia, nunca este tema se tornou tão importante.

A mobilização, que teve início em 2014, ganha ainda mais visibilidade em função do atual momento. O alerta vale para a população em geral, mas deve ser redobrado em algumas situações, enfatizando as orientações para quem tem depressão, por exemplo.

O PhD, neurocientista, psicanalista, membro da Mensa e especialista em estudos da mente humana, Fabiano de Abreu, afirma que o número de casos de depressão se acentuou com esta crise psicológica da pandemia.

Em momento de reclusão e isolamento social, por conta do cenário mundial, é necessário observar diferentes questões e focar na prevenção, inclusive quem tem depressão.

Segundo Fabiano de Abreu, essas são as orientações importantes para quem tem depressão, lembrando o alerta do Setembro Amarelo:

  • Mantenha o seu tratamento psicoterápico via on-line, a grande maioria dos profissionais estão a trabalhar nessa modalidade.
  • Se faz uso de medicação, siga corretamente a prescrição médica. Não aumente a dosagem, nem faça desmame por conta própria.
  • Se a sua medicação está a findar, entre em contato com o seu Psiquiatra, todos estão a trabalhar sob novos protocolos.
  • Mantenha-se informado somente por vias sérias e éticas de notícias. Evite “Fake News”.
  • Trabalhe a sua respiração através da meditação. A respiração consciente e ritmada, mantém a homeostase do corpo.
  • Durma bem, o sono fisiológico possibilita uma “psicoprofilaxia”, filtragem e limpeza de metabólitos cerebrais.
  • Mantenha uma alimentação equilibrada. Alimentos funcionais, menos processados e coloridos. “Descasque mais e desembrulhe menos”.
  • Beba água, mantenha-se hidratado para o melhor funcionamento de todo o sistema de filtragem e eliminação, mantendo o organismo em bom funcionamento.
  • Use a criatividade e o espaço possível para uma atividade física que goste.
  • Evite excesso de álcool, evite drogas. Mantenha-se lúcido.
  • Mantenha a rotina, isso faz com que você continue orientado no tempo.
  • Desenvolva um plano, e faça um planejamento para realizar uma “comemoração” quando tudo isso passar.
  • Traga para sua mente bons pensamentos e boas emoções. O que nós pensamos nós sentimos.
  • Pense coisas boas!
  • Sinta-se pertencendo a um grupo, o sentimento de pertença traz-nos importância.
  • Faça chamadas de vídeo ou mesmo videoconferência para reunir os amigos.
  • Não falta tempo, por isso organize a casa, os armários, leia os livros que guardou na estante, assista aos filmes e as séries que queria e não tinha “tempo”.
  • Descubra um talento oculto, e trabalhe-o como uma TO – Terapia Ocupacional: escrever, desenhar, pintar, esculpir, cozinhar, bordar…

 

Fabiano de Abreu destaca que, para casos mais graves em que tenha ocorrido uma tentativa ou pensamentos de suicídio, é necessário trabalhar na “redução de danos”, seguindo orientações básicas:

  • Seja presente de forma integral na vida do sujeito portador do transtorno – depressão.
  • Aproxime-se de pessoas que estão em sofrimento emocional/psicológico.
  • Ofereça conversa com escuta de qualidade.
  • Conduza a conversa até perceber que a pessoa está segura e confiando em si.
  • Pergunte abertamente se ela já pensou na própria morte.
  • Com o terreno preparado, pergunte se ela já pensou em tirar a própria vida.
  • Pergunte que método ela escolheria e por que seria assim?
  • Deixe-a falar, chorar, contar todo o seu plano.
  • Após tomar conhecimento da idealização e do planeamento, mostra-se solidário.
  • Compreenda “sem julgar”, a partir daí ofereça um “pacto ou um contrato de preservação” à vida.
  • O desafio e a confissão trazem alívio. Deixando a pessoa com o recurso de procurar ajuda naquele confidente ou num grupo de ajuda.
  • Quando nos esvaziamos desse sentimento de angústia e desesperança, começamos a valorizar a vida.
  • Ter alguém que guarda o nosso segredo conecta-nos a um outro ser. Esse sentimento de confiança forma um elo e traz motivação para superar o momento.
  • Ter ciência do plano e do planeamento para a execução, podendo tirar da pessoa a ferramenta que ela utilizaria.
  • Recolha a medicação, retire o que puder ser feito de corda, lâminas cortantes, e não deixe a pessoa sozinha.
  • A presença traz a companhia e inibe a tentativa de atentar contra a própria vida.

 

Fonte: Portal Saúde Debate

Nota de Pesar pelo falecimento do Professor Doutor Hélio Germiniani

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná manifesta pesar pelo falecimento do Professor Doutor Hélio Germiniani ocorrido nesta terça-feira (31) no Hospital Marcelino Champagnat, em Curitiba. Ele tinha 88 anos de idade e 63 de formação médica.

O Dr. Hélio Germiniani era um dos principais cardiologistas no país. Foi presidente da Sociedade Paranaense de Cardiologia e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Foi membro-fundador e presidente da Academia Paranaense de Medicina, conselheiro e vice-presidente do Conselho de Medicina do Paraná, membro-fundador da Sociedade de Terapia Intensiva do Paraná (Sotipa) e membro da Comissão Científica da Associação Médica do Paraná, dentre outras inúmeras funções.

O corpo do Professor Hélio será velado das 12 às 16h desta quarta-feira (1°) na capela do Cemitério Parque Iguaçu, em Curitiba, onde será sepultado.

O Simepar se solidariza com seus familiares, amigos, colegas e alunos nesse momento de tristeza.

Com informações do CRM-PR.

Começa o Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio

A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), estão iniciando a campanha nacional Setembro Amarelo: “É Preciso Agir”. A iniciativa, trazida para o Brasil em 2014 – que tem como data símbolo o dia 10, o Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio – visa a conscientização, a desmistificação e prevenção do suicídio. Dessa forma, é preciso agir o quanto antes para diminuir os números
de casos em todo país.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada 40 segundos, uma pessoa morre por suicídio no mundo. Já ao que se refere às tentativas, uma pessoa atenta contra a própria vida a cada três segundos. Em termos de numéricos, calcula-se que aproximadamente um milhão de casos de óbitos por suicídio são registrados por ano em todo o mundo.

No Brasil, os casos passam de 12 mil, mas sabe-se que esse número é bem maior devido à subnotificação, que ainda é uma realidade. Desse total, cerca de 96,8% estão relacionados a transtornos mentais, como por exemplo, depressão e transtorno bipolar. Esse cenário preocupante serve de alerta para que a saúde mental seja um tema importante para a saúde pública.

Ao longo de todo o mês a ABP desenvolverá uma série de ações voltadas para o tema. Eventos online, palestras, iluminação em amarelo de espaços públicos e monumentos e presença nas mídias sociais terão como objetivo fomentar a ação efetiva para a prevenção de doenças mentais e ajudar na desmistificação do tema. Combater o estigma é salvar
vidas e auxiliar a sociedade a compreender e identificar casos é a principal forma de ajudar os profissionais da área de saúde, familiares e amigos, principalmente no que se refere à busca por tratamento e instrução da população.

A relação com doenças mentais

Estudos apontam que quase a totalidade dos óbitos por suicídio estão associados a um transtorno psiquiátrico que não foi tratado adequadamente ou sequer identificado e acompanhado. Por isso, a campanha Setembro Amarelo® busca conscientizar a população sobre a importância da identificação e tratamento corretos das doenças mentais, visando contribuir para a redução desses números alarmantes.

É preciso, portanto, falar sobre suicídio de maneira responsável e com base em informações corretas. Desta forma, ABP e o CFM lançaram duas cartilhas com orientações sobre o tema: “Comportamento suicida: conhecer para prevenir”, um manual dirigido a Rua Buenos Aires, 48 – 3º andar – Condomínio Golden Corporate – Centro – Rio de Janeiro – RJ – 20070-022.

É possível prevenir e salvar vidas!

Algumas medidas eficazes para a prevenção já são evidenciadas em pesquisas internacionais, como o treinamento de médicos para identificar e encaminhar corretamente episódios de depressão, a restrição ao acesso e o tratamento/acompanhamento de paciente após alta hospitalar de internação ou atendimento em posto de saúde devido a tentativa de suicídio.

Para mais informações sobre a campanha Setembro Amarelo, acesse o site oficial: www.setembroamarelo.com e saiba como participar!

Secretário de Saúde anuncia R$ 50 milhões para a retomada das cirurgias eletivas no Paraná em 2022

O Governo do Estado vai aportar R$ 50 milhões em 2022 para os procedimentos cirúrgicos eletivos. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (30) pelo secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, em reunião com a participação do vice-governador Darci Piana, diretores das 22 Regionais de Saúde e equipes técnicas, além de gestores e representantes municipais no evento “Saúde em frente”.

“Queremos dar visibilidade para aquilo que inevitavelmente precisou ficar em segundo plano neste um ano e meio de pandemia”, disse o secretário. “Estamos pensando no futuro, nesta retomada de ações direcionadas no âmbito da Saúde, para que todos os paranaenses possam ser atendidos da melhor maneira possível”.

O evento promovido pela Secretaria serviu para alinhar as expectativas em todas as áreas da pasta, além de traçar os novos desafios da saúde pública no Paraná, que incluem a retomada de procedimentos cirúrgicos eletivos, que por diversas vezes precisaram ser suspensos para utilização de leitos e contenção de medicamentos do kit de intubação para casos confirmados da Covid-19.

O montante que será direcionado pelo Estado a esses serviços é quatro vezes maior do que o repasse do Ministério da Saúde em 2019, no valor de R$ 12 milhões. A Sesa aguarda ainda a confirmação do valor que será enviado pelo governo federal para o próximo ano.

O vice-governador Darci Piana destacou as importantes ações desencadeadas pela secretaria para o enfrentamento da pandemia e a projeção para o futuro da saúde dos paranaenses.

“A Secretaria tem desenvolvido um trabalho sério e responsável, e graças a isso conseguimos superar os desafios causados pela pandemia”, afirmou. “Neste momento é de extrema importância que se pense na retomada para conseguirmos manter essa estrutura que foi organizada dentro da Sesa e do Governo do Estado, superando as dificuldades e fazendo com que a saúde continue crescendo e evoluindo”.

AÇÕES – Durante o evento, as principais áreas da Sesa apresentaram as propostas de ações voltadas para o pós-pandemia, dentre elas no setor de obras, com um total de 645 projetos, sendo 495 obras em execução e 150 concluídas. O valor do investimento chega a R$ 434.973.486,76 para obras de construção, reforma, ampliação em unidades básicas de saúde, hospitais filantrópicos, hospitais próprios do Estado, além da parceria com os consórcios.

Também foram abordadas as ações voltadas para a saúde mental, o olhar assistencial para a saúde do idoso e a expansão do Projeto PlanificaSUS para as 22 Regionais de Saúde, além do fortalecimento da Atenção Primária e da retomada do Planejamento Regional Integrado (PRI), com a política de descentralização de serviços de saúde.

Somente para atendimento à saúde mental, a Secretaria de Estado da Saúde prepara a construção de mais um Centro de Atenção Psicossocial (Caps), duas habilitações de Caps, 60 equipes multiprofissionais de Atenção Especializada em Saúde Mental e 50 leitos para atendimento em hospitais gerais.

PARTICIPAÇÕES – Estiveram presentes também o secretário municipal de Saúde de Mangueirinha e presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems), Ivoliciano Leonarchik; a secretária municipal de Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak; o prefeito de Campina Grande do Sul e vice-presidente do Consórcio Metropolitano de Saúde do Paraná (Comesp), Bihl Zanetti; e o prefeito de Marilândia do Sul e presidente da Associação dos Consórcios e Associações Intermunicipais de Saúde do Paraná (Acispar), Aquiles Takeda Filho.

As informações são da Agência de Notícias do Paraná.

Curitiba inicia dose de reforço da vacina contra a Covid-19 para idosos

Curitiba antecipa a aplicação da dose de reforço da vacina contra a covid-19 para idosos de maior vulnerabilidade. Começam a receber o reforço ainda nesta segunda-feira (30/8) os idosos de 60 anos ou mais das instituições de longa permanência. A partir desta terça-feira (31/8) a vacinação será levada às casas de idosos acamados acima de 70 anos.

A medida prevê reforçar a proteção das pessoas mais vulneráveis às complicações da doença diante do aumento de circulação das variantes P1 e Delta do coronavírus, que têm se espalhado intensamente em todo o país.

Nas instituições de longa permanência, a estimativa da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) é de vacinar cerca de 3 mil idosos. Funcionários das instituições não receberão a dose de reforço.

A ampliação da faixa etária dos idosos das instituições para 60 anos ou mais se baseou em critérios de maior risco, pelo convívio coletivo e por entender que asilados, mesmo abaixo de 70 anos – idade definida pelo Ministério da Saúde – possuem outros comprometimentos de saúde.

Critérios epidemiológicos

A decisão da antecipação da dose de reforço foi tomada pelo Comitê de Técnica e Ética Médica em reunião extraordinária na última sexta-feira (27/8), após análises de dados epidemiológicos atualizados.
Um levantamento do Centro de Epidemiologia da SMS demonstrou aumento no número de casos, internamentos e óbitos de pessoas idosas a partir da primeira semana de agosto.

Ao comparar o pico de óbitos entre adultos no mês de março (de 21 a 27/3) e junho (de 30/5 a 5/6) o resultado foi um crescimento de 21%. No entanto, houve uma redução de mortes de 48% entre os idosos no mesmo período, o que comprova que a vacina foi eficiente para segurar o avanço da doença nesse grupo.

Porém, ao olhar mais para frente, na primeira semana epidemiológica de agosto (de 1 a 7/8) os dados alertam para a reversão na curva de casos, internamentos e óbitos na população idosa, que estava em queda e voltou a subir. Entre as semanas epidemiológicas de 25 a 31/7 e de 8 a 14/8 houve um aumento de 10 pontos percentuais tanto na taxa de internamento quanto na taxa de óbito de pessoas acima de 60 anos.

“Esta mudança de trajetória associada às novas evidências científicas, que indicam uma diminuição da resposta imune dos idosos em aproximadamente seis meses após a segunda dose das vacinas, acendeu o nosso sinal de alerta e nos levou a essa decisão”, explica a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak.

Após a publicação desses estudos que apontam redução da resposta imunológica principalmente em pessoas mais idosas, o Ministério da Saúde liberou a aplicação da dose de reforço em pessoas acima de 70 anos.

“A redução da resposta imunológica acontece devido ao que chamamos de imunossenescência, que é o envelhecimento do sistema imunológico. Considerando o fato, temos que ter estratégias diferentes para esse público”, esclarece o diretor do Centro de Epidemiologia, Alcides Oliveira.

Em Curitiba, 90% das pessoas com mais de 90 anos já completaram a imunização há mais de cinco meses. Entre os idosos de 85 a 89 anos, o percentual é 77%. Na faixa de 70 a 79 anos é de 94%.

A aplicação da dose de reforço seguirá a recomendação do Ministério da Saúde. A dose adicional deverá ser, preferencialmente, da plataforma de RNA mensageiro (Pfizer/Wyeth) ou, de maneira alternativa, vacina de vetor viral (Janssen ou Astrazeneca).

A ampliação da estratégia de reforço para demais grupos de idosos depende de chegada de remessas de imunizantes.

Primeira dose

A antecipação não irá interferir no avanço da imunização dos demais. A SMS seguirá com o cronograma de aplicação da primeira dose da vacina anticovid até atingir toda a população acima de 18 anos completos, conforme prevê o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19.

As informações são da Prefeitura de Curitiba.

Mais de 77 mil pessoas sofrem com sequelas da Covid-19 no Paraná

Depois de um ano e meio de pandemia do coronavírus, período no qual os sistemas de saúde por todo o mundo sobreviveram sob intenso estresse enquanto a ciência buscava (e ainda busca) vacinas e possíveis tratamentos para a doença pandêmica, uma luz finalmente parece surgir no túnel da crise sanitária, na medida em que a vacinação avança e o número de pacientes internados e de casos novos de Covid-19 diminui.

O possível fim dessa fase mais aguda da pandemia, no entanto, não representa e não representará o fim dos problemas sanitários. Isso porque, assim como acontece num conflito belicoso, a guerra contra a Covid-19 está deixando uma legião de sequelados, que demandam uma atenção especial do sistema de saúde. E em Curitiba, uma rede de atendimento já vem sendo montada e estruturada, desde o ano passado, para lidar com essa nova demanda.

Até aqui, não se sabe ao certo a quantidade de pessoas que sofrem ou sofrerão com a chamada pós-covid. A Organização Mundial da Saúde (OMS), por exemplo, já apontou que cerca de 10% dos infectados pelo coronavírus (e mesmo pessoas que tiveram quadros assintomáticos) sofreriam com algum sintoma persistente da doença 12 semanas após a infecção, sendo os mais comuns fadiga crônica, dificuldade cognitiva, persistência de dores no corpo e sequelas psicológicas (como transtorno do estresse pós-traumático).

Mais recentemente, uma pesquisa feita pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) trouxe outros dados aterradores: entre os pacientes que necessitaram de hospitalização, cerca de 70% apresentam algum tipo de sequela um ano depois de terem recebido alta hospitalar. No Paraná, onde 110.838 pessoas haviam sido hospitalizadas por Covid-19 até a última sexta-feira, isso representaria um contingente de aproximadamente 77.500 pessoas com sequelas que persistem um ano após a infecção, afetando seus sistemas nervoso, central, respiratório e/ou cardiovascular, o que demandaria atenção especializada e, não raro, multidisciplinar para sua recuperação.

Da gameterapia a planos terapêuticos

R.F., de 53 anos, teve 25% do pulmão comprometido e enfrenta dificuldade na retomada do ritmo de exercícios de antes. Ele, então, foi a um hospital do Governo Federal vinculado à Rede Ebserh/MEC e, por meio de jogos de videogame que captam movimentos do corpo, encontrou atividades especializadas para recuperar o condicionamento físico.

Essa prática terapêutica, chamada de gameterapia, atua em conjunto com exercícios aeróbicos e de resistência e, dependendo da necessidade do paciente, jogos de diversas modalidades (como tênis, boxe ou boliche) são inseridos na rotina. R.F., por exemplo, intercala o videogame com atividades na bicicleta ergométrica e treinos com halteres e faixas elásticas. “O atendimento é muito bom, me sinto melhor a cada sessão”, afirma.

Outros procedimentos terapêuticos, porém, também podem ser adotados. Foi o que aconteceu com o motoboy F.J.L., de 38 anos, que ficou 29 dias internado (e 17 intubado) após ser diagnosticado com Covid-19. Após receber alta, continuava fraco, sem forças para realizar atividades diárias, e foi encaminhado para um programa de reabilitação pulmonar pós-Covid, com oito semanas de duração e atividades três vezes por semana, sendo duas no Hospital Universitário de Brasília (HUB) e uma em casa, com orientação do fisioterapeuta responsável. O HUB também oferece suporte de oxigênio por cateter nasal para quem ainda depende do oxigênio durante a realização das atividades.

Atendimento multiprofissional é o padrão

Em Curitiba, o Hospital Universitário Cajuru é um dos estabelecimentos de saúde que está atendendo, pelo SUS, pacientes com sequelas da Covid-19. Esse atendimento acontece no ambulatório pós-Covid, localizado no bairro Rebouças, onde os pacientes passam por um exame amplo, para avaliar todas as possíveis sequelas e orientar os tratamentos e terapias adequadas para cada caso, individualmente.

“O paciente passa pela pneumologia e a clínica médica, a fisioterapia faz avaliação funcional, respiratória, a psicologia faz triagem de depressão, ansiedade, estresse pós-traumático, e ele ainda passa pela neuro-psicologia, para fazer testes de função cognitiva, e solicitamos o retorno em três meses”, explica Cristina Baena, pesquisadora do ambulatório.

“É a menor parte, felizmente, que evolui com sequelas, mas em torno de 30 a 40% dos pacientes de ambulatório vão precisar de tratamento especializado”, destaca. Ela aponta ainda que boa parte dos pacientes que chegam ao ambulatório são jovens.

ATENDIMENTO PÓS-COVID EM CURITIBA

HOSPITAL DE CLÍNICAS (HC)

Atualmente o HC-UFPR atende em ambulatórios os pacientes com quadros pós-Covid que foram tratados pelo próprio hospital, recebendo cerca de 80 pessoas por dia, mas já está implementando um Centro Multidisciplinar de tratamento, com investimento de R$ 1 milhão. O espaço contará com médicos de várias especialidades, assim como enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos. As atividades se basearão em três pilares: atendimento às sequelas causadas pela Covid; sequelas decorrentes do próprio tratamento, como perda de massa muscular, úlceras de pressão, disfagia e disfonia; e sequelas emocionais.

HOSPITAL CAJURU

O Hospital Universitário Cajuru, em parceria com a PUCPR, montou ainda em novembro do ano passado um ambulatório especializado em tratamento pós-Covid, que oferece atendimento especializado em pneumologia, fisioterapia respiratória e funcional, psicologia, neuropsicologia e cardiologia. O serviço é oferecido às quintas-feiras no ambulatório do Cajuru e recebe entre seis e oito pessoas por semana. O encaminhamento e agendamento da consulta é feito por uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou por hospitais do SUS, após a alta do paciente que enfrentou a doença pandêmica.

UTP

Para atender a comunidade, a Universidade Tuiuti do Paraná (UTP) criou há alguns meses o Centro Integrado de Reabilitação Pós-Covid. Com participação de equipes das clínicas de Fisioterapia, Fonoaudiologia, Psicologia, Nutrição, Biomedicina e Enfermagem, os atendimentos são realizados pelos alunos dos cursos de graduação e pós-graduação da Tuiuti, sempre com a supervisão dos professores e responsáveis técnicos pelas respectivas clínicas.

UNIBRASIL

Desde março deste ano o curso de fisioterapia da UniBrasil atende pessoas com sequelas respiratórias, cardíacas, neurológicas ou motoras após contraírem o coronavírus. O atendimento é feito por acadêmicos do sétimo e oitavo período, sob orientação de professores. As consultas, que também acontecem de forma online, visam uma avaliação completa do quadro do paciente, para em seguida se definir todo o tratamento que será realizado. A cada dia, cerca de oito pessoas são atendidas (sem contar as sessões remotas).

PILAR HOSPITAL

Ao completar 57 anos no final de julho, a instituição, que atendeu mais de 900 pacientes acometidos pela Covid-19 desde o início da pandemia, anunciou a criação de um Centro de Cuidados Pós-Covid, que auxiliará os pacientes com sequelas como redução de força e resistência muscular, disfunção respiratória e comprometimento da mobilidade. O Centro de Cuidados fica ao lado do próprio hospital e realiza atendimentos em caráter particular ou via convênio.

PELO PARANÁ…
UNIVERSIDADES ESTADUAIS/HOSPITAIS UNIVERSITÁRIOS

Em outras regiões do estado, os hospitais universitários em Cascavel (no oeste paranaense), em Londrina (região norte) e em Ponta Grossa (nos Campos Gerais) atuam na reabilitação de pacientes com sintomas pós-Covid. Além disso, a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) possui um projeto em parceria com a Prefeitura de Guarapuava, e o Hospital Regional de Maringá está firmando um convênio com a Câmara de Vereadores para implantar um centro de reabilitação pós-Covid.

Matéria do Portal Bem Paraná.

A Covid-19 volta a crescer e o Paraná apresenta a maior taxa de transmissão do País

A taxa de transmissão da Covid-19 do Paraná está em 1,12, a maior do País, segundo o sistema Loft.Science, o que indica uma contaminação acelerada. Depois de chegar a 0,87 em 15 de agosto, a taxa vem crescendo.

De acordo com o sistema, a menor taxa de transmissão no Estado em 2021 foi registrada em 11 de julho, 0,68, e a mais alta em 11 de março, 1,58. Segundo o levantamento, o segundo estado com maior índice de transmissão é o Rio de Janeiro, 1,05, e o terceiro, Goiás, 1,04. A taxa paranaense também está acima da média nacional: 0,98.

O sistema Loft.Science calcula o Rt médio de todos os estados e do País a partir de um algoritmo desenvolvido pela empresa. Os números foram atualizados na quarta (25). O indicador tem como objetivo estimar o nível de contágio pelo vírus em um território durante a pandemia. A contaminação está acelerada se a taxa está acima de 1, estável se é igual a 1 ou em queda se está menor que 1 – o único caso em que a situação epidêmica demonstra melhora. Quanto menor o Rt, menores são as chances de contaminação pelo vírus.

Boletim atualizado

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta quinta-feira (26) mais 2.519 casos confirmados e 103 mortes — referentes aos meses ou semanas anteriores e não representam a notificação das últimas 24 horas — em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus.

Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 1.443.521 casos confirmados e 37.062 mortos em decorrência da doença.

A Sesa informa a morte de mais 103 pacientes. São 44 mulheres e 59 homens, com idades que variam de 9 a 95 anos. Os óbitos ocorreram entre 25 de agosto de 2020 a 26 de agosto de 2021.

Fonte: Portal Bem Paraná.