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Anvisa aprova medicamento oral para tratar tumores cerebrais

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou esta semana o registro do medicamento Voranigo® (vorasidenibe), inibidor de enzimas, disponível no formato de comprimidos de uso diário produzidos pela farmacêutica Servier e utilizados no tratamento de câncer cerebral.

Em nota, a farmacêutica informou que o medicamento é indicado para pacientes a partir dos 12 anos com tipos específicos de gliomas difusos chamados astrocitomas ou oligodendrogliomas, de baixo grau (grau 2), com mutações na enzima IDH 1 ou 2, que já foram submetidos a procedimento cirúrgico e que não tenham indicação de radioterapia ou quimioterapia imediata.

Ainda de acordo com a Servier, o vorasidenibe atua bloqueando as enzimas IDH1 e IDH2 mutadas, responsáveis pela produção de substâncias que estimulam o crescimento de células tumorais.

Em entrevista à Agência Brasil, o oncologista Fernando Maluf avaliou a aprovação do medicamento como o maior avanço na área de gliomas dos últimos 20 anos. “Gliomas são os tumores cerebrais mais comuns que existem. Os de baixo grau acometem preferencialmente uma população muito jovem, que começa a desenvolver esse tumor desde a infância e adolescência até adulto jovem”.

“Os tumores de baixo grau só têm rádio e quimio como alternativas. Essa medicação coloca uma alternativa muito especial para tentar evitar novas cirurgias, radioterapia ou medicamentos mais agressivos. Ela consegue reduzir, de forma muito importante, o risco de progressão da doença às custas de uma boa tolerabilidade”, completou o médico.

As informações são da Agência Brasil.

Prefeitura de Morretes convoca Médicos aprovados em concurso público de 2024

A Fundação de Atenção à Saúde de Morretes (FASMO), publicou o Edital 09/2025 convocando dois Médicos e uma Médica Generalistas aprovados no Concurso Público nº 01/2024 para que apresentem seus documentos para a efetivação nos respectivos cargos.

Os candidatos relacionados deverão comparecer entre os dias 13 de agosto a 12 de setembro de 2025, na sede da Fundação de Atenção à Saúde de Morretes, Rua Santos Dumont, nº 91, Centro, Morretes, Paraná, CEP 83.370-000, para se apresentarem ao Departamento de Recursos Humanos.

A lista dos convocados e demais detalhes do processo podem ser conferidos no Edital 09/2025, em anexo.

As informações são da FASMO.

Doença Falciforme passa a ser de notificação compulsória em todo o País

O Ministério da Saúde (MS) publicou a Nota Técnica nº 2/2025 com orientações detalhadas para padronizar a notificação compulsória da Doença Falciforme (DF) no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa reforça o compromisso da pasta com a vigilância epidemiológica e com a atenção integral às pessoas que vivem com a doença, considerada uma das enfermidades genéticas mais prevalentes no Brasil e no mundo.

Segundo o documento, a DF é uma condição hereditária crônica, com maior impacto na população negra. Estima-se que entre 60 mil e 100 mil pessoas vivam com a doença no Brasil. A padronização da notificação compulsória é considerada estratégica para permitir o monitoramento da doença em território nacional, visibilizar desigualdades e subsidiar políticas públicas eficazes e equitativas.

A partir de agora, todos os casos suspeitos e confirmados da DF devem ser notificados no sistema e-SUS Sinan por meio da ficha de notificação/conclusão (código CID D57), em até sete dias após a identificação do caso. A medida vale para os serviços públicos e privados de saúde, e busca qualificar os dados epidemiológicos, promovendo ações mais efetivas de prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação.

O Ministério da Saúde estabeleceu critérios clínicos, laboratoriais e epidemiológicos para a definição de casos suspeitos e confirmados. Além disso, foram incluídas instruções específicas para o preenchimento da ficha de notificação e para a conclusão dos casos no sistema, com orientações sobre os perfis de acesso necessários (notificador, digitador, técnico de vigilância e administrador), conforme descrito no Manual de Instruções do e-SUS Sinan.

A medida está em consonância com marcos normativos anteriores, como a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme, instituída em 2005, e a recente publicação do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do DF, em novembro de 2024. A integração dessas ações fortalece a linha de cuidado da pessoa com DF no SUS.

Padronização

Para a pasta, a padronização da notificação é um passo essencial para superar as desigualdades no acesso aos serviços de saúde e garantir maior visibilidade às demandas da população negra, historicamente a mais afetada pela doença.

“A correta notificação da Doença Falciforme é um instrumento fundamental para assegurar o cuidado integral, reduzir iniquidades e orientar políticas públicas que realmente reflitam a realidade das pessoas que convivem com essa condição no Brasil”, afirma Mariângela Gusmão, secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde.

Para orientar os profissionais da saúde sobre o correto registro da doença nos sistemas de informação, o MS realiza uma aula online aberta ao público, no dia 21 de agosto, às 14h.

As informações são do Ministério da Saúde.

Sociedade de Pediatria pede aprovação de lei com licença-paternidade de 1 mês

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou nesta terça-feira (5) uma carta aberta a parlamentares brasileiros pedindo a aprovação de projetos de lei que tratam da ampliação da licença-paternidade para, pelo menos, quatro semanas e que, há anos, aguardam desfecho.

Em nota, a entidade aponta que soma forças junto à Coalizão Licença Paternidade (CoPai), que reúne especialistas, organizações da sociedade civil e entidades científicas em defesa da parentalidade ativa como estratégia de desenvolvimento humano e justiça social.

O grupo defende que a licença-paternidade tenha de 30 a 60 dias – período até 12 vezes maior que o atualmente concedido pela legislação. “Ampliar o prazo de concessão desse direito já previsto na CLT [Consolidação das Leis do Trabalho] repercute positivamente na saúde e no desenvolvimento das crianças, além de fortalecer os laços familiares.”

Para os pediatras, o modelo vigente no Brasil, que concede apenas cinco dias de licença ao pai, está em desacordo com evidências científicas que tratam dos benefícios da presença paterna nos primeiros dias de vida do bebê.

A carta cita estudos que ressaltam efeitos positivos de uma licença paternidade de quatro semanas – entre eles, a possibilidade de apoiar o aleitamento materno e contribuir com o desenvolvimento neuro-cognitivo dos bebês. “Garantir o início da vida com presença, afeto e suporte é uma responsabilidade compartilhada”.

O documento destaca ainda que diversos países já adotam modelos de licença parental compartilhada, que permitem a divisão flexível do tempo de cuidado entre mães e pais e destaca que licença-paternidade “não é luxo”.

“É cuidado, é saúde, é desenvolvimento. E, sobretudo, é um direito de crianças e famílias que desejam começar a vida com mais afeto, apoio e dignidade”, concluiu a SBP.

Lei aqui a carta aberta a parlamentares brasileiros da Sociedade Brasileira de Pediatria.

As informações são da Agência Brasil

Estudo projeta aumento de 36% em mortes por Câncer colorretal até 2040

A mortalidade por câncer colorretal deve crescer 36,3% nos próximos 15 anos no Brasil. A projeção está no 9º volume do Boletim Info.oncollect, da Fundação do Câncer, divulgado nesta terça-feira (5), Dia Nacional da Saúde.

Segundo o estudo, o crescimento dos óbitos entre os homens será de 35% até 2040 e, entre as mulheres, de 37,63%. A Região Sudeste deverá ter um aumento de 34% nos óbitos e também irá concentrar o maior número absoluto de mortes.

De acordo com o coordenador da pesquisa, Alfredo Scaff, os dados mostram que a maioria dos diagnósticos acontece em fases muito avançadas da doença.

“Em nosso levantamento, 78% das pessoas que vieram a óbito foram diagnosticadas já nos estágios três ou quatro, o que reduz drasticamente as chances de cura’’, alerta Scaff.

Segundo o coordenador, muitas vezes a doença se desenvolve de forma lenta, a partir de pequenos pontos que ao longo de anos podem se transformar em câncer. Além de sangue nas fezes, os sinais de alerta incluem mudanças do hábito intestinal, como as fezes em fita ou diarreicas, dores abdominais persistentes e perda de peso sem causa aparente.

“As informações obtidas a partir do boletim evidenciaram que homens e mulheres que foram a óbito pela doença tiveram seus diagnósticos nos estágios mais avançados”, complementa.

Os cânceres de cólon e reto, que atingem o intestino, são os terceiros mais frequentes do Brasil, com cerca de 45 mil novos registros por ano, de acordo com a estimativa do Instituto Nacional do Câncer para o triênio de 2023 a 2025.

Políticas públicas

Para Scaff, o alto índice de letalidade também demonstra a falta de uma política de detecção precoce do câncer colorretal. O diagnóstico da doença pode ser feito através do exame de sangue oculto nas fezes e da colonoscopia.

“Estudos internacionais mostram que em países com programas estruturados de rastreamento, a sobrevida em cinco anos pode ultrapassar 65%. Já no Brasil, os índices são inferiores: 48,3% para câncer de cólon e 42,4% para câncer de reto, revelando deficiências no acesso a diagnóstico precoce e tratamento oportuno”, diz o coordenador.

Entre as recomendações dos especialistas, além do rastreamento, é que homens e mulheres a partir dos 50 anos façam exame, como os testes de sangue oculto nas fezes e, se necessário, a colonoscopia. Pessoas com histórico familiar e outras condições de risco devem iniciar esse acompanhamento mais cedo, conforme a orientação médica.

‘’Para mudar esse cenário, é urgente que o Brasil adote um programa nacional organizado de rastreamento. Diferente de outros tipos de câncer, como mama e como colo do útero, ainda não temos um sistema que convoque de forma sistemática a população alvo para exames de de intestino e isso precisa mudar. A responsabilidade é coletiva’’, complementa Scaff.

As informações são da Agência Brasil.

Com 3,5 milhões de pessoas vacinadas, taxa de detecção de Influenza cai para 4% no Estado

A circulação do vírus Influenza A segue em queda no Paraná, conforme mostram os dados atualizados nesta segunda-feira (04) pelo Laboratório Central do Estado (Lacen). A taxa de detecção do vírus caiu de 12,47% para 4% em duas semanas, indicando uma desaceleração da doença. A vacinação contra a gripe tem sido apontada como fator essencial para esse avanço.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Estado tem a segunda maior cobertura vacinal do País entre os grupos prioritários, com 53,12% de adesão. Até agora, 3.541.812 doses já foram aplicadas na população. Desde o início da campanha, o Paraná distribuiu 4.358.000 doses da vacina para os 399 municípios.

Para o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, o avanço da imunização tem impacto direto na redução dos casos. “Essa redução de casos é um reflexo claro da vacinação em larga escala. Passamos de 3,5 milhões de doses aplicadas e continuamos incentivando a imunização. A vacina tem que chegar no braço das pessoas, não pode ficar parada”, afirma.

Embora exista uma redução da Influenza, outros vírus respiratórios mantiveram estabilidade. O vírus sincicial respiratório (RSV) agora representa 20,78% das amostras analisadas pelo Lacen, número similar aos 21,98% registrados na semana anterior. Já o Rinovírus também apresentou tendência de queda, aparecendo em 24,23% das amostras, número inferior aos 29,24% registrados na última semana.

“O panorama epidemiológico está em transformação. A Influenza cede espaço, enquanto outros vírus aumentam sua presença. Isso reforça a importância de mantermos os cuidados básicos de prevenção”, ressalta o secretário.

Em 2025, o Paraná já confirmou 19.832 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com 1.213 mortes. A Influenza responde por 5.789 desses casos e 171 óbitos. Entre os grupos mais afetados pelas SRAGs estão crianças de até seis anos (7.675 casos) e idosos com mais de 60 anos (7.221). Os idosos também concentram o maior número de mortes, com 892 registros.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Cartilha sobre saúde ocular na infância orienta pais e professores

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) publicam nesta segunda-feira (4) a cartilha Saúde Ocular na Infância. O material inclui temas como cuidados com a conjuntivite e o terçol, uso correto de óculos e maquiagem infantil.

“Com o retorno às aulas, o material oferece a familiares e educadores orientações práticas e seguras para cuidar da visão das crianças e adolescentes”, destacou o CBO em nota.

A cartilha conta com seis seções que abordam desde o desenvolvimento visual do bebê e da criança até orientações sobre exames oftalmológicos.

Conjuntivite e terçol

A seção Quadros Oculares Comuns apresenta condições frequentes que podem afetar os olhos das crianças. A conjuntivite viral, de acordo com a publicação, causa vermelhidão, coceira e secreção nos olhos. Para aliviar os sintomas, recomenda-se o uso de compressas frias e boa higiene, evitando o compartilhamento de objetos pessoais.

Já para o terçol, uma espécie de elevação ou bolinha dolorosa encontrada na pálpebra, a recomendação é aplicar compressas mornas e massagear a região suavemente.

Outro problema comum citado na publicação é a obstrução do canal lacrimal, que se manifesta pelo lacrimejamento constante, sobretudo em bebês. Massagens suaves no canto dos olhos, de acordo com o CBO, ajudam a desobstruir o canal. Se o problema persistir após o primeiro ano de vida ou apresentar complicações, a orientação é procurar ajuda médica.

Telas

Outro destaque da cartilha trata do impacto do uso excessivo de telas na saúde ocular de crianças. Para evitar o cansaço da vista e problemas a longo prazo, a recomendação é evitar exposição a telas antes dos 2 anos e limitar o uso em até três horas diárias na adolescência.

“A regra 20-20-20, a cada 20 minutos de tela, olhar para algo a seis metros de distância por 20 segundos, é uma prática recomendada para aliviar o esforço visual. Além disso, atividades ao ar livre, com exposição solar indireta, ajudam no desenvolvimento saudável da visão”, detalhou o CBO.

Acidentes domésticos

A cartilha orienta ainda para o uso de óculos de proteção durante atividades manuais, além de cuidados ao manusear objetos cortantes e atenção ao armazenamento de produtos químicos fora do alcance das crianças.

Para crianças que utilizam óculos ou lentes de contato, o acompanhamento médico periódico é citado pela cartilha como essencial para ajustar a graduação e garantir o uso correto e seguro.

Números

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que cerca de 80% dos casos de cegueira infantil poderiam ser prevenidos ou tratados por meio do diagnóstico precoce.

De acordo com o CBO, problemas de refração como miopia, hipermetropia e astigmatismo são comuns na infância e podem atingir de 1,44% a 18,63% das crianças, dependendo da região e do tipo de alteração visual.

“Quando não tratados, esses casos podem evoluir para quadros mais graves, como baixa visão ou até mesmo cegueira”, alertou o conselho.

Cuidados

O CBO alerta que muitos desses problemas não apresentam sintomas claros no início. Pais e professores, segundo a entidade, devem ficar atentos a sinais como dificuldade para enxergar a lousa, aproximação excessiva de livros e telas e dores de cabeça frequentes.

Marcos visuais

A entidade destaca ainda marcos visuais que ajudam a identificar possíveis problemas:

  • desde o primeiro mês de vida, por exemplo, o bebê já deve ser capaz de fixar o olhar por alguns segundos;
  • aos 3 meses, o bebê deve acompanhar objetos com o olhar;
  • aos 9 meses, o bebê deve reconhecer rostos familiares e reagir a expressões faciais.

“Se a criança não atingir esses marcos ou apresentar sinais como desalinhamento constante dos olhos e reflexo esbranquiçado na pupila, é essencial buscar um oftalmologista.”

“Mesmo sem sintomas ou sinais de anormalidade, o exame oftalmológico completo é indicado ao menos duas vezes na infância: entre os 6 e 12 meses e entre os 3 e 5 anos. O desalinhamento constante dos olhos em qualquer idade ou intermitente após os 4-6 meses pode indicar estrabismo e também deve ser avaliado”, completou o CBO.

Acesse à Cartilha Saúde Ocular na Infância aqui.

As informações são da Agência Brasil.

Campanha do Agosto Azul reforça a importância do cuidado com a Saúde do homem no Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) lança nesta sexta-feira (1º) a edição 2025 da campanha Agosto Azul, com o objetivo de incentivar os homens a cuidarem da própria saúde e adotarem hábitos de vida mais saudáveis. A ação é realizada com base na Lei Estadual nº 17.099/2012.

Esse ano, o foco da campanha é a prevenção de agravos evitáveis, como insuficiência cardíaca, diabetes, hipertensão e outras comorbidades que continuam impactando significativamente a saúde da população masculina.

Dados da Atenção Primária à Saúde (APS) no Paraná mostram que em 2024, apenas 29% dos atendimentos individuais realizados na faixa etária de 20 a 59 anos foram destinados aos homens. Essa baixa procura demonstra o desafio contínuo de superar preconceitos e estimular o autocuidado entre os homens.

“O Agosto Azul vai além de um mês de conscientização. É uma oportunidade para que cada vez mais homens assumam o protagonismo da própria saúde, não apenas este mês, mas durante todo o ano. Cuidar da saúde não deve ser visto como um sinal de fraqueza, mas sim de responsabilidade e compromisso com a própria vida e com as pessoas que amam”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Entre os principais agravos que geram internações masculinas e que poderiam ser evitados com ações na Atenção Primária à Saúde (APS) estão: doenças imunopreveníveis por vacinação, pneumonias bacterianas, angina, insuficiência cardíaca e infecções de pele e tecido subcutâneo. Em 2024, os homens representaram 69,8% das internações por doenças imunopreveníveis (contra 30,2% das mulheres), 53,6% por pneumonias bacterianas (contra 46,4%), 57,2% por angina (contra 42,8%), 56,1% por insuficiência cardíaca (contra 43,9%) e 62,4% por infecções de pele (contra 37,6%).

A Sesa também reforça a importância de medidas simples e eficazes de promoção da saúde, como monitoramento da pressão arterial, alimentação saudável, prática de atividades físicas e cessação do tabagismo. Além disso, destaca-se o papel essencial da vacinação como forma de prevenção.

Em setembro será promovido o curso “O cuidado à saúde do homem em contexto de violência e a proteção de meninas e mulheres no âmbito da APS”, realizado pela Sesa em parceria com o Ministério da Saúde. Voltado a profissionais de nível superior da APS, o curso integra a Estratégia Nacional da Saúde do Homem e Masculinidades (Equalisah), com foco na qualificação de práticas e na construção de espaços de cuidado mais inclusivos e integrados.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Simepar fará inspeções nas UPAS de Curitiba que usam baias como consultórios

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) questionou a direção da Fundação Estatal de Atenção à Saúde de Curitiba (FEAS) sobre a utilização de baias separadas por biombos como consultórios nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) dos bairros Boqueirão, Pinheirinho e Fazendinha.

A direção da Fundação afirmou que não vê problema nesse tipo de arquitetura, e não se mostrou disposta a abandonar o formato tão criticado pelos profissionais da Medicina. Os gestores afirmaram que já usam o modelo há cerca de cinco anos e já haviam se comprometido a abandonar o formato diante do Ministério Público do Trabalho, mas o modelo persiste. Para o Simepar, esses espaços não oferecem privacidade, segurança e muito menos a ergonomia necessária para o trabalho de Médicas e Médicos.

Diante disso, o Simepar decidiu que enviará diretores para inspecionar as UPAs que utilizam essa arquitetura. Essas inspeções deverão ser feitas em conjunto com integrantes do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR). O resultado dessas inspeções deverá ser levado ao Ministério Público e Ministério Público do Trabalho.

O objetivo é que as Unidades ofereçam consultórios individuais, devidamente equipados, e com a ergonomia necessária para que se estabeleça a relação médico-paciente e se faça o bom exercício da Medicina.

LEIA TAMBÉM: UPAs de Curitiba retomam o uso de baias em que Médicos/as trabalham em pé

Agosto Dourado: Secretaria da Saúde reforça incentivo ao aleitamento materno e a doação de leite

Nesta sexta-feira, 1º de agosto, o Governo do Paraná inicia as ações que reforçam o incentivo ao aleitamento materno. Trata-se da campanha “Agosto Dourado”, que acontece durante todo o mês e visa promover esse alimento, considerado “padrão ouro” para os bebês. O Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), está à frente da campanha, reforçando a importância do aleitamento e também a conscientização de profissionais da saúde e lactantes sobre a doação.

A campanha tem o apoio das Regionais de Saúde, municípios e dos 15 Bancos de Leite Humano (BLH) do Estado, que atuam como referência na promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno. Dentre as ações agendadas estão palestras de conscientização, encontros entre alunos da área da saúde, publicação nas mídias sociais, além de engajamento da sociedade civil.

“A prática do aleitamento materno está diretamente relacionada a inúmeros benefícios para a saúde do bebê e da mãe. O leite materno é um alimento completo, que fornece todos os nutrientes necessários nos primeiros meses de vida, além de fortalecer o sistema imunológico da criança e protegê-la contra diversas doenças”, afirma o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

SEMANA DOURADA – Com o slogan de 2025 “Priorize a Amamentação: Crie Sistemas de Apoio Sustentáveis”, também é celebrada, entre esta sexta-feira e a quinta-feira da próxima semana (01 a 07), a Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM), com participação de mais de 170 países. A iniciativa é do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e de seus parceiros, da Aliança Mundial de Ação Pró-Amamentação (WABA) e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O tema destaca a importância do aleitamento como prática fundamental para a saúde, a equidade e a sustentabilidade ambiental, reforçando a necessidade de fortalecimento de redes de apoio que propiciem a amamentação como uma escolha consciente e sustentável.

De acordo com a chefe da Divisão de Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente da Sesa, Fernanda Crosewski, todos os anos são realizadas ações em todo o Estado dentro da campanha Agosto Dourado para incentivar o aleitamento materno. “Os objetivos da campanha são promover o aleitamento exclusivo até os seis meses de vida, estimular a amamentação prolongada, oferecer suporte efetivo às mães e fortalecer as redes de apoio. Precisamos da ajuda e conscientização de todos sobre a importância desse alimento”.

Confira AQUI os bancos de leite no Estado.

As informações são da Agência Estadual de Notícias