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Federação Médica Brasileira completa 10 anos na defesa de Médicas e Médicos do Brasil

No dia 27 de novembro de 2025, a Federação Médica Brasileira (FMB) celebra uma década de existência como a principal entidade representativa dos/as médicos/as do País. Nascida em um contexto de insatisfação e resistência democrática, a FMB consolidou-se como símbolo de independência política, sindicalismo ético e compromisso com o povo brasileiro.

Sua história começa em 2013, com a formação da Resistência Democrática, movimento que reuniu sindicatos de várias regiões do país e deu origem à Carta de Princípios, marco de um novo tempo para o sindicalismo médico. O passo decisivo veio em 24 de abril de 2015, na Carta de Pernambuco, quando 17 sindicatos deliberaram pela criação de uma nova entidade capaz de representar com legitimidade os anseios da categoria. Pouco tempo depois, em 27 de novembro de 2015, a FMB foi oficialmente fundada em Belém (PA), com Waldir Araújo Cardoso como seu primeiro presidente.

Desde então, a Federação cresceu e hoje reúne 26 sindicatos de base, atuando em todas as regiões do Brasil. A FMB se destaca por sua democracia participativa, pela unidade na diversidade, pela independência partidária e pelo compromisso permanente com o médico, a medicina e a saúde pública.

Ao longo dessa década, a entidade esteve presente nas principais pautas nacionais, defendendo condições dignas de trabalho, remuneração justa, qualificação profissional, formação médica qualificada, residência médica e a valorização da carreira médica — sempre com um olhar voltado para a qualidade da assistência à população e a defesa do Sistema Único de Saúde.

Dez anos depois, a FMB segue fiel aos ideais que a fundaram: fortalecer o movimento sindical médico, promover justiça social, proteger o exercício da medicina e garantir que a voz dos médicos brasileiros siga firme, unida e respeitada.

O Simepar na Federação Médica Brasileira

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) realizou em 06 de novembro de 2023 a Assembleia Geral dos/as Médicos/as em que foi deliberado por unanimidade pela filiação do Simepar à FMB. Desde novembro de 2024, o Presidente do Simepar, Dr. Marlus Volney de Morais; e a Secretária-geral do Simepar, Dr. Claudia Paola Carrasco Aguilar, integram a Diretoria da FMB. O Dr. Marlus exerce a função de Diretor Administrativo, e a Dra. Claudia Paola é Diretora de Educação Médica e Formação Profissional da Federação.

O Dr. Marlus Volney de Morais, enviou uma mensagem parabenizando a Federação e todos os seus integrantes. “Sabemos da importância de uma Federação de Sindicatos Médicos como é a FMB, que está presente em todas as Regiões do Brasil, fazendo com que os Médicos e Médicas estejam, de fato, representados. A força e a união que a Federação Médica Brasileira proporcionam na defesa dos interesses da Categoria Médica é fundamental para as mobilizações e obtenção de conquistas em nível nacional.” Disse o Dr. Marlus.

Com informações da FMB. 

Vacina que previne a Bronquiolite em bebês chega ao SUS

O Ministério da Saúde anunciou que mulheres grávidas poderão receber a partir de dezembro a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite em bebês. O imunizante será oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a gestantes a partir da 28ª semana da gestação.

O primeiro lote, com 673 mil doses da vacina, já começou a ser distribuído aos estados. A orientação do ministério é que, com a chegada das doses às unidades básicas de saúde (UBS), as equipes verifiquem e atualizem a situação vacinal de gestantes, incluindo ainda a imunização contra a covid-19 e a influenza, já que a vacina contra o VSR pode ser administrada junto a outras doses. Na rede particular, o imunizante pode sair por até R$ 1,5 mil.

Como funciona a vacina?

A bronquiolite é causada principalmente por infecções virais, sendo o VSR o agente infeccioso mais comum. Acomete principalmente crianças menores de 2 anos, causando dificuldade para respirar, febre e tosse.

A vacina que será oferecida às gestantes oferece proteção imediata a recém-nascidos, reduzindo a necessidade de hospitalizações quando os bebês são infectados pelo vírus sincicial.

De acordo com estudos, a vacinação materna demonstrou uma eficácia de 81,8% na prevenção de doenças respiratórias graves causadas pelo VSR nos bebês durante os primeiros 90 dias após o nascimento.

Quem pode se vacinar?

Todas as gestantes, a partir da 28ª semana de gravidez. Não há restrição de idade para a mãe. A recomendação é tomar dose única a cada nova gestação.

Bronquiolite

O vírus sincicial respiratório é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e por 40% dos casos de pneumonia entre crianças com até 2 anos.

De acordo com o ministério, o Brasil registrou 43,1 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados por VSR em 2025, considerando dados até 15 de novembro. Desse total, 82,5% foi registrado em menores de 2 anos.

Como a maioria dos casos é provocado por infecção viral, não há tratamento específico para bronquiolite. O manejo é feito apenas com base no tratamento de sinais e sintomas e incluem terapia de suporte, suplementação de oxigênio, hidratação e uso de broncodilatadores, sobretudo quando há chiado evidente.

As informações são da Agência Brasil.

Implante contraceptivo de alto custo chega gratuitamente ao SUS

A Saúde Pública do Paraná dá um salto em planejamento reprodutivo com a incorporação do implante subdérmico contraceptivo de etonogestrel no Sistema Único de Saúde (SUS). O método, conhecido comercialmente como Implanon NXT, pode custar entre R$ 2 mil e R$ 4 mil no setor privado e agora passa a ser oferecido gratuitamente na rede pública, o que amplia significativamente o acesso a uma tecnologia de ponta para adolescentes e mulheres.

Para garantir a segurança e o cuidado com a nova tecnologia, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em parceria com o Ministério da Saúde (MS), realizou uma oficina terça-feira (25) de qualificação de profissionais dos 38 municípios referências das 22 Regionais de Saúde.

O implante subdérmico de etonogestrel é um contraceptivo reversível de longa duração (LARC), com eficácia de até três anos e retorno rápido da fertilidade após a remoção. Considerado altamente eficaz, o método reduz falhas comuns relacionadas ao uso contínuo de anticoncepcionais diários ou mensais. A incorporação ao SUS foi estabelecida pelas Portarias MS nº 47 e 48, de 8 de julho de 2025, com previsão de distribuição nacional de 500 mil unidades ainda em 2025 e expansão para 1,8 milhão até 2026.

Incorporar métodos contraceptivos de alta eficácia como o implante é uma estratégia fundamental para o enfrentamento da gestação não intencional. Dados da Pesquisa Nascer no Brasil II (2021/2023) indicam que entre 33% e 40% das gestantes avaliadas não planejaram a gravidez. Em 2022, os partos de parturientes até 19 anos representaram 12,3% de todos os nascimentos no Brasil.

O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, destacou que a iniciativa representa um avanço significativo na oferta de métodos contraceptivos e no fortalecimento dos direitos sexuais e reprodutivos. “Ampliar o acesso ao implante é dar mais autonomia e segurança às mulheres paranaenses. Estamos garantindo uma rede preparada, com profissionais qualificados e um método moderno, eficaz e seguro. Investir em planejamento reprodutivo é investir em saúde, dignidade e futuro”, afirmou.

O dispositivo será disponibilizado para adolescentes e mulheres em idade fértil, conforme critérios de elegibilidade definidos pelo Ministério da Saúde. Ele se soma ao conjunto de métodos já ofertados pelo SUS, como DIU de cobre, pílulas, injetáveis, preservativos, laqueadura e vasectomia.

OFICINA E TREINAMENTO – A oficina de qualificação reuniu cerca de 150 profissionais entre médicos, enfermeiros e gestores das 22 Regionais de Saúde, além de representantes do Conselho Regional de Enfermagem do Paraná (Coren/PR) e do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems/PR).

Durante a oficina, foram distribuídos kits contendo cartilhas, aplicadores e placebos, assim como um treinamento em braços anatômicos com materiais de simulação para a prática das técnicas de inserção e retirada. Os gestores municipais também participaram de discussões sobre organização da oferta, fluxos assistenciais e planejamento territorial.

A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, reforçou o impacto da iniciativa na Atenção Primária à Saúde na redução das desigualdades regionais. “A qualificação dos profissionais e a organização dos serviços são fundamentais para que esse novo método chegue a quem mais precisa. A inserção do implante amplia o cuidado, reduz desigualdades e fortalece os direitos sexuais e reprodutivos de mulheres e adolescentes”, afirmou.

A enfermeira e consultora técnica da Coordenação Geral de Atenção à Saúde das Mulheres (CGESMU) do Ministério da Saúde, Camila Farias, destacou que a ampliação de ofertas é uma estratégia do Ministério da Saúde para dar mais liberdade e autonomia às mulheres. Segundo ela, o implante é o método reversível de longa duração mais seguro e eficaz disponível atualmente e o objetivo é oferecer essa segurança para toda a população brasileira, para que possa se prevenir contra as gestações não planejadas.

“Estamos aqui para reforçar a importância da habilidade técnica, fornecer o insumo e a informação adequada para a população. Temos que fortalecer todos os métodos [contraceptivos] e entender qual o melhor para aquela pessoa que busca a unidade de saúde. O objetivo é fortalecer o que temos no SUS e reforçar que estamos incorporando novas tecnologias para dar acesso à população”, concluiu Camila.

DISTRIBUIÇÃO – O Paraná já recebeu 25.620 unidades do implante contraceptivo, que foram integralmente distribuídas aos municípios. Inicialmente, 38 cidades com mais de 50 mil habitantes foram contempladas, conforme diretrizes federais. A previsão é de que, no próximo semestre, o método esteja disponível em todas as 22 Regionais de Saúde, ampliando o acesso ao planejamento reprodutivo em todo o Estado. O dispositivo será disponibilizado para adolescentes e mulheres em idade fértil, conforme critérios de elegibilidade definidos pelo Ministério da Saúde.

A chefe da Divisão de Atenção à Saúde da Mulher da Sesa, Carolina Poliquesi, destacou que o Paraná já estrutura os próximos passos da implantação. As Regionais de Saúde, em conjunto com os municípios, organizarão os fluxos, definirão as equipes qualificadas e ampliarão gradualmente a oferta do implante.

“A incorporação representa uma garantia de direitos na escolha e no momento de ter filhos e para aquelas mulheres que muitas vezes não podem fazer uso de outros métodos já disponíveis no SUS. A mensagem é de ampliação do acesso, acolhimento e utilização das consultas de planejamento sexual e reprodutivo como uma oportunidade de promoção à saúde das mulheres”, afirmou Carolina.

Entre os 38 municípios contemplados nessa primeira fase estão Almirante Tamandaré, Apucarana, Arapongas, Araucária, Cambé, Campina Grande do Sul, Campo Largo, Campo Mourão, Cascavel, Castro, Cianorte, Colombo, Curitiba, Fazenda Rio Grande, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guarapuava, Ibiporã, Irati, Londrina, Marechal Cândido Rondon, Maringá, Medianeira, Palmas, Paranaguá, Paranavaí, Pato Branco, Pinhais, Piraquara, Ponta Grossa, Prudentópolis, Rolândia, São José dos Pinhais, Sarandi, Telêmaco Borba, Toledo, Umuarama e União da Vitória.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Anvisa aprova Vacina contra a Dengue do Instituto Butantan, a primeira do mundo em dose única

A Butantan-DV, vacina da dengue do Instituto Butantan, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, foi aprovada nesta quarta (26/11) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser utilizada na população brasileira de 12 a 59 anos. Com o parecer favorável, o imunizante, que é o primeiro contra dengue em dose única no mundo, deverá ser incluído no Programa Nacional de Imunizações (PNI). O início da vacinação e a faixa etária de aplicação ainda serão definidas pelo Ministério da Saúde.

Mesmo antes da aprovação, o Instituto Butantan havia dado início à produção do imunizante em seu parque industrial, já tendo mais de um milhão de doses prontas para serem disponibilizadas ao PNI. Além disso, o Butantan fechou uma parceria internacional com a empresa chinesa WuXi para aumentar a produção. O acordo permitirá ampliar a capacidade de fornecimento para entregar aproximadamente 30 milhões de doses no segundo semestre de 2026.

“É um feito histórico para a ciência e a saúde do Brasil. Uma doença que nos aflige há décadas agora poderá ser enfrentada com uma arma muito poderosa: a vacina em dose única do Instituto Butantan. Um desenvolvimento feito por cientistas, trabalhadores e voluntários brasileiros que poderá salvar vidas por todo o país”, diz o diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás.

Em 2024, o Brasil registrou 6,5 milhões de casos prováveis de dengue – quatro vezes mais do que em 2023, de acordo com o Ministério da Saúde. Em 2025, até meados de novembro, foram notificados 1,6 milhão de casos prováveis. Desde o começo dos anos 2000, mais de 20 milhões de brasileiros já foram acometidos pela doença.

A aprovação da vacina é sustentada pelos resultados de cinco anos de acompanhamento dos voluntários do ensaio clínico de fase 3 encaminhados à Anvisa. No público de 12 a 59 anos, o imunizante mostrou 74,7% de eficácia geral, 91,6% de eficácia contra dengue grave e com sinais de alarme e 100% de eficácia contra hospitalizações por dengue. O estudo, conduzido entre 2016 e 2024, avaliou a Butantan-DV em mais de 16 mil voluntários residentes de 14 estados brasileiros. Resultados anteriores do acompanhamento de dois e 3,7 anos foram publicados no The New England Journal of Medicine e na The Lancet Infectious Diseases, respectivamente.

Composto pelos quatro sorotipos do vírus da dengue, o imunizante se mostrou seguro e eficaz tanto em pessoas com infecção prévia como naquelas que nunca tiveram contato com o patógeno. A maioria das reações foi leve a moderada, sendo as principais dor e vermelhidão no local da injeção, dor de cabeça e fadiga. Eventos adversos sérios relacionados à vacina foram raros e todas as pessoas se recuperaram.

A vacina da dengue do Instituto Butantan é a primeira que pode ser aplicada em apenas uma dose no mundo, o que tem potencial de facilitar a adesão do público e a logística da campanha. Os benefícios da dose única foram descritos em um relatório publicado por pesquisadores do Reino Unido na Human Vaccines & Immunotherapeutics, em 2018. O estudo apontou que programas de imunização com menos doses estão associados a uma melhor cobertura vacinal e enfrentamento da doença.

Outros públicos

O Instituto Butantan pretende ampliar a faixa etária de vacinação tanto para o público pediátrico quanto para aquele acima de 60 anos. Para isso, já recebeu aprovação da Anvisa para avaliar a vacina da dengue na população de 60 a 79 anos. Se os resultados da pesquisa forem satisfatórios, será possível solicitar à agência reguladora a inclusão desse grupo nas recomendações do imunizante. Além disso, mais dados deverão ser coletados para avaliar a possível inclusão das crianças de 2 a 11 anos nas recomendações da vacina. Os estudos clínicos realizados já comprovaram que a vacina é segura nesta faixa etária.

As informações são do Instituto Butantan.

Fiocruz inicia testes para tratamento da Atrofia Muscular Espinhal

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) iniciar testes clínicos em humanos do GB221, um produto de terapia gênica avançada voltado ao tratamento da Atrofia Muscular Espinhal (AME) Tipo 1 (SMA1), a forma mais grave da doença.

O anúncio foi durante reunião do Grupo Executivo do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Geceis) do governo federal, nesta segunda-feira (24), em São Paulo. Aprovado de forma ágil pela Anvisa em processo de análise prioritária, o estudo posiciona o Brasil na liderança do tema na América Latina.

A terapia GB221 foi desenvolvida pela empresa norte-americana Gemma Biotherapeutics, Inc. (GEMMABio). A Fiocruz, além de participar do desenvolvimento clínico da terapia, firmou um acordo de transferência de tecnologia junto à empresa, por meio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), abrindo caminho para que a produção nacional de uma terapia gênica seja realizada pela primeira vez.

A estratégia Fiocruz para Terapias Avançadas tem o objetivo de dotar o país das bases científico-tecnológicas, de produção e assistenciais necessárias à disponibilização de produtos no âmbito do Sistema Ùnico de Saúde (SUS).

Com a iniciativa, o Ministério da Saúde (MS) avança no apoio nacional à pesquisa e o desenvolvimento de terapias gênicas, uma das fronteiras mais inovadoras da saúde pública de precisão, com foco no SUS. O projeto destinado ao desenvolvimento de terapias gênicas para doenças raras liderado pela Fiocruz já recebeu investimentos de R$ 122 milhões do Ministério da Saúde (MS). A Estratégia também conta com aporte financeiro da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que investiu recursos da ordem de R$ 50 milhões em infraestrutura de produção de terapias avançadas.

Desde a produção da vacina para covid-19, Bio-Manguinhos/Fiocruz domina a tecnologia de vetores virais, usada para esta terapia gênica.

O projeto integra as iniciativas do Ministério da Saúde para fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis) e, ao mesmo tempo, é parte do esforço de ampliação da Política Nacional de Atenção às Pessoas com Doenças Raras. Ao atuar nestas duas frentes, a iniciativa fortalece o SUS com um desenvolvimento tecnológico concreto, que pode superar os desafios impostos pelas novas tecnologias à sustentabilidade financeira da saúde pública.

“Como uma instituição que atua há 125 anos em defesa da vida, é emocionante para a Fiocruz colocar sua capacidade científica a serviço das crianças do nosso país. O estudo clínico que acaba de ser autorizado poderá transformar a vida de crianças com atrofia muscular espinhal de forma inédita a partir de técnicas de terapia gênica, um campo de ponta na ciência mundial”, afirmou o presidente da Fiocruz, Mario Moreira.

A diretora de Bio-Manguinhos, Rosane Cuber, avaliou que essa parceria simboliza um passo decisivo para o país.

“A inclusão de terapias gênicas em nosso portfólio representa uma oportunidade única de fortalecer a soberania científica e tecnológica do Brasil. Atuamos sempre alinhados ao rigor regulatório e científico, porque sabemos que cada avanço representa esperança real para milhares de famílias brasileiras”.

Testes clínicos

Considerada rara e com manifestação ainda nos primeiros meses de vida, a AME Tipo 1 é causada por uma alteração no gene SMN1, responsável por produzir uma proteína essencial para o funcionamento dos neurônios relacionados ao movimento. A ausência dessa proteína provoca a perda progressiva da força muscular e pode comprometer a sobrevivência das crianças nos primeiros anos de vida.

As informações são da Agência Brasil.

Ministério da Saúde aprova cinco parcerias para produção de medicamentos para o SUS

O Ministério da Saúde aprovou cinco Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP), entre a futura Butantan Farma e empresas privadas, para a produção de antirretroviral, medicamentos oncológicos e para tratamento de doenças raras. Os remédios serão destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Butantan Farma é a nova denominação da Fundação para o Remédio Popular Chopin Tavares de Lima (Furp), órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP). Em 11 de novembro, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou o projeto de lei para que o Instituto Butantan incorporasse a Furp.

O anúncio foi feito durante reunião plenária do Grupo Executivo do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, realizada nessa segunda-feira (24), com presença do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Estavam presentes também o diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás; o diretor da Fundação Butantan, Saulo Nacif; o superintendente da FURP, Rogério Aunda; e a secretária de Estado de Saúde em exercício, Priscilla Perdicaris.

As parcerias estão sendo realizadas com empresas privadas Cristália, Prati & Donaduzzi, Biocon Pharma e Nortec, Blanver e Cyg Biotech, que vão permitir ampliar a produção de medicamentos para tratamento de doenças raras, como fibrose cística e amiloidose; oncológicos, como leucemias e carcinoma de células renais; e doenças negligenciadas, como o antirretroviral (HIV).

No evento, o Ministério da Saúde anunciou também um investimento de R$ 15 bilhões no setor industrial e fechou um total de 31 novas Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP) para ampliar a produção nacional de produtos estratégicos para o SUS e a oferta de medicamentos e vacinas para a população.

A seleção de novos projetos de PDP, que envolve instituições públicas e privadas para a transferência de tecnologia ao país, não ocorria desde 2017, sendo retomada pelo atual governo com o recebimento recorde de 147 novos projetos no chamamento público.

Parcerias aprovadas:

Ivacaftor 150mg: apresentação em comprimido revestido, indicado para fibrose cística, que será desenvolvido em parceria com a Cristália, com produção prevista após o término da proteção patentária que expira em junho de 2026;

Tafamidis Meglumina 20mg: apresentação em cápsula mole, indicado para Amiloidose, em parceria com a Prati & Donaduzzi, já sem proteção de patente;
Dasatinibe 20 e 100mg: apresentação em comprimido, indicado para Leucemias Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) e Leucemia Mieloide Crônica (LMC), parceria com a Biocon Pharma e Nortec, já sem proteção de patente;

Pazopanibe 200mg e 400mg: apresentação em comprimido revestido, para tratamento de carcinoma de células renais, desenvolvimento em parceria com a Blanver e Cyg Biotech, já sem proteção de patente;

Dolutegravir 50mg + Lamivudina 300mg: antirretroviral em comprimido, para tratamento de HIV, em parceria com a Blanver e Cyg Biotech, com produção prevista após o término da proteção patentária que expira em abril de 2026.

As informações são da Agência Brasil.

Instituto Butantan desmente 10 Fake News sobre a Vacina do HPV

A vacina contra o HPV (Papilomavírus Humano) é uma das ferramentas mais importantes que temos para prevenir vários tipos de câncer em homens e mulheres, como os de colo do útero, vagina, vulva, pênis, ânus e orofaringe. Mesmo assim, muitas mentiras e boatos são espalhados sobre ela.

No Brasil, a vacina é oferecida gratuitamente em dose única pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para a faixa etária de 9 a 19 anos. A estratégia foca em proteger os jovens antes do início da vida sexual, período de maior vulnerabilidade à infecção, e na idade em que a resposta imunológica à vacina é mais forte e duradoura.

Além disso, grupos prioritários com condições específicas de saúde, como pessoas imunossuprimidas e vítimas de violência sexual, podem receber a vacina até os 45 anos, seguindo um esquema de doses adaptado, conforme as diretrizes do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

“A vacina serve para proteger crianças e adolescentes antes de iniciarem a atividade sexual, já que o HPV é transmitido durante o contato íntimo e pode causar diversos tipos de câncer”, afirma o pediatra e gestor médico de Desenvolvimento Clínico do Butantan, Mário Bochembuzio.

Em 2019, 620 mil mulheres e 70 mil homens foram diagnosticados com HPV no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 2022, mais de 78 mil mulheres foram diagnosticadas com câncer do colo do útero e mais de 40 mil morreram devido a esta doença na região das Américas, de acordo com a Organização Panamericana da Saúde (OPAS).

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima, a cada ano, 17.010 casos e 7.209 óbitos por câncer de colo do útero no Brasil, sendo a terceira causa de morte por câncer em mulheres no país. Já o câncer de pênis representa 2% de todos os tipos de câncer que atingem brasileiros, sendo mais comum nas regiões Norte e Nordeste, segundo o Ministério da Saúde.

Para ajudar no combate às notícias falsas e na promoção da imunização precoce, o médico Mário Bochembuzio responde as 10 principais Fake News sobre a vacina contra o HPV a seguir.

1. A vacina incentiva o início da atividade sexual.

FALSO. Não há qualquer estudo que mostre que jovens vacinados começam a ter relações sexuais mais cedo. Essa suposta correlação não tem qualquer comprovação científica ou estatística. A vacinação é um ato de cuidado com a saúde, e evita casos de câncer e outros problemas de saúde muito graves na juventude ou idade adulta. Como as crianças não têm autonomia para decidir, é importante que os pais entendam que a vacina é uma ferramenta essencial para proteger os filhos de doenças debilitantes e que podem levar a amputações e mortes.

2. A vacina causa câncer.

FALSO. É exatamente o oposto: a vacina previne o câncer. O HPV pode causar câncer de colo do útero, vagina, vulva, pênis, ânus e orofaringe. Isso porque o Papilomavírus Humano é um grupo de ao menos 200 vírus diferentes, sendo os tipos 16 e 18 os mais agressivos. A vacina funciona de maneira inteligente e segura: ela é feita com Partículas Semelhantes ao Vírus (VLPs), que são como “capas” ocas do vírus, sem nenhum material genético dentro. Essas partículas não podem causar infecção nem câncer, mas ensinam o sistema imunológico a reconhecer e destruir o vírus verdadeiro caso a pessoa entre em contato com ele no futuro.

3. A vacina não é segura para crianças e adolescentes.

FALSO. A vacina é muito segura para essa faixa etária. Além disso, é exatamente nessa idade (entre 9 e 14 anos) que a resposta do corpo à imunização é melhor. A vacina que está incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação desde 2014 e tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que aprova o uso de medicamentos e imunizantes no Brasil. Em seu documento Janeiro Verde: um alerta sobre a prevenção e a conscientização sobre o câncer de colo do útero, o órgão regulatório afirma que o imunizante é fiscalizado pelas vigilâncias sanitárias locais constantemente para garantir uma vacina segura e eficaz para a população.

4. A vacina do HPV tem muito alumínio e faz mal

FALSO. A quantidade de alumínio na vacina é muito pequena e sua composição é validada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Aliás, o alumínio já é usado em muitos imunizantes há décadas como adjuvante – substância adicionada para melhorar a estabilidade do produto, ou seja, o aspecto da fórmula –, mas em quantidades tão pequenas que não faz mal à saúde. Doses pequenas de alumínio, mas maiores do que a utilizada como adjuvante vacinal, são ingeridas cotidianamente em alimentos e na água sem malefícios à saúde humana.

5. Vacina em dose única é menos eficaz.

FALSO. Estudos recentes e a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) já mostraram que uma única dose da vacina oferece uma proteção forte e duradoura. Seguindo essa recomendação, o Ministério da Saúde adotou em 2024 o esquema de dose única para ampliar a vacinação e proteger um número ainda maior de jovens.

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente a vacina contra o HPV para meninas e meninos entre 9 e 19 anos, com esquema de dose única. Outros grupos populacionais também podem se vacinar, como pessoas que vivem com HIV, transplantados de órgãos sólidos, de medula óssea ou pacientes oncológicos entre 9 e 45 anos; vítimas de abuso sexual entre 15 e 45 anos que não tenham tomado a vacina; pacientes com papilomatose respiratória recorrente; e usuários de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) com idade entre 15 e 45 anos.

6. O HPV só causa câncer em mulheres, então homens não precisam da vacina

FALSO. Homens também são afetados pelo HPV e, por isso, vacinar os meninos protege a saúde deles e de pessoas com quem eles podem se relacionar intimamente no futuro. Um estudo de 2023 publicado na revista The Lancet Global Health mostra que quase um em cada três homens com mais de 15 anos de idade está infectado com pelo menos um tipo de papilomavírus humano (HPV) genital e um em cada cinco está infectado com um ou mais dos tipos de HPV conhecidos como de alto risco ou oncogênicos. O vírus pode causar câncer de pênis, ânus e garganta, além de verrugas genitais. Vacinar os meninos protege a saúde deles e de toda a comunidade.

7. A vacina causa convulsões, problemas neurológicos ou perda de movimentos

FALSO. Mais de 15 anos de estudos mostraram que não existe nenhuma ligação entre a vacina do HPV e essas condições. Órgãos de saúde globais confirmam a segurança da vacina por meio de revisões sistemáticas feitas pelo Comitê Consultivo Global para Segurança de Vacinas (GACVS, na sigla em inglês), da OMS, de 2007 a 2015, e depois com atualizações mais recentes. As conclusões mostraram que as vacina contra HPV são seguras e eficazes, com riscos extremamente baixos e benefícios claros na prevenção de câncer. A recomendação global é continuar vacinando as pessoas elegíveis.

8. A vacina causa infertilidade, esterilidade ou menopausa precoce

FALSO. Pelo contrário, a vacina protege a fertilidade, pois previne o câncer de colo do útero que, sim, pode causar infertilidade – assim como a própria infecção por HPV, que pode desempenhar um papel significativo na causa da infertilidade masculina e feminina, segundo um estudo recente publicado na Revista Europeia de Pesquisa Médica.

9. A vacina aumenta o risco de coágulo no sangue (trombose)

É FALSO. Estudos rigorosos não encontraram nenhum aumento no risco de trombose (coágulos) em pessoas vacinadas em comparação com as não vacinadas. Um deles foi publicado na prestigiosa revista da Associação Médica Americana (JAMA), em 2014. O estudo avaliou os resultados da aplicação da vacina de HPV em 500 mil mulheres na Dinamarca, mostrando que a vacina não estava relacionada ao aumento de casos de tromboembolismo venoso (TEV) ou coágulo sanguíneo.

10. A vacina causa reação anafilática

É MUITO RARO. Como qualquer vacina, existe um risco muito pequeno de reação alérgica grave (anafilaxia), ficando em torno de 0,65 a 1,53 por milhão de doses aplicada, de acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia. Por ser uma possibilidade na aplicação de qualquer vacina, os profissionais de saúde são treinados para lidar com essa situação rara e tratável.

As informações são do Instituto Butantan.

Estudo mostra que inflamação no cérebro pode ser chave do Alzheimer

Um estudo liderado pelo laboratório do neurocientista Eduardo Zimmer, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), sugere que o cérebro precisa estar inflamado para que o Alzheimer se estabeleça e progrida. Segundo o artigo publicado na revista Nature Neuroscience, o acúmulo da proteína tau e beta-amiloide só provoca a reação dos astrócitos que participam da sinapse (comunicação entre um neurônio e outra célula) quando a microglia, célula de defesa do cérebro, também está ativada.

“Quando se diz que essas proteínas se acumulam no cérebro, queremos dizer que elas formam grumos insolúveis no cérebro, ou seja, umas pedrinhas mesmo. Essas duas células [astrócitos e microglias] coordenam a resposta imune do cérebro e nós já sabíamos que essas pedrinhas de proteínas fazem com que essas células respondam mudando para um estado reativo. Quando essas células estão reativas, o cérebro está inflamado”, explicou Zimmer.

Segundo o professor, essas evidências já haviam sido encontradas em animais e em cérebros pós-mortem, mas os cientistas nunca haviam visto essa comunicação entre as células em pacientes vivos. Esse achado foi possível devido à utilização de marcadores como exames de imagem de última geração e biomarcadores ultrassensíveis.

“Nós já sabíamos que a placa beta-amilóide [as pedrinhas que causam a inflamação] fazia o astrócito ficar reativo. O que não sabíamos é que para a doença se estabelecer a microglia também tinha que estar reativa. Então, com esses dois ativos, o astrócito se associa à placa beta-amilóide. Se o astrócito estiver reativo e a microglia não, nada acontece. Nesse contexto das duas células ativas, conseguimos explicar toda a progressão da doença com os outros marcadores, de amiloide e de tau até 76% da variância na cognição”, disse.

Zimmer ressaltou que ainda não se sabe exatamente o que causa o aparecimento da placa beta-amilóide, entretanto sabe-se que há vários fatores de risco e que a combinação de genética com as exposições durante a vida (expossoma) influenciam. Quanto mais exposições boas, menores as chances de desenvolver Alzheimer no futuro.

Entre os fatores de risco para o Alzheimer estão o tabagismo, o alcoolismo, o sedentarismo, a obesidade, entre outros. Já ao contrário, contribuem para evitar, a prática de atividades físicas, boa alimentação, qualidade do sono, estímulo intelectual.

A descoberta contribui para uma visão nova de tratamento para a doença, já que nos últimos anos a ideia era a de desenvolver fármacos que agissem nas placas beta-amilóides. A nova perspectiva sugere que pode ser necessário desenvolver medicamentos que consigam interromper a comunicação entre os astrócitos e as microglias.

“Então a ideia é a de que, além de tirar as ‘pedrinhas’, vamos precisar acalmar essa informação no cérebro, acalmar esse diálogo entre as duas células”, explicou.

O estudo é apoiado pelo Instituto Serrapilheira.

As informações são da Agência Brasil.

Dia Mundial do Diabetes: Sesa orienta a prevenção e tratamento gratuito pelo SUS

No Dia Mundial do Diabetes, 14 de novembro, a Secretaria da Saúde do Paraná reforça a orientação sobre prevenção e tratamento, cuidados que podem ser feitos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Dia Mundial foi instituído para conscientizar a população sobre as consequências do diabetes e o índice de mortalidade.

O diabetes é uma doença crônica que não tem cura. Por isso, prevenir e seguir o tratamento correto é essencial para evitar o agravamento e complicações. “O tratamento é oferecido de forma gratuita na saúde pública, incluindo o fornecimento de medicamentos e encaminhamentos para especialistas, se necessário”, orienta o secretário estadual da Saúde em exercício, César Neves.

No Paraná, a Sesa segue diretrizes nacionais para ofertar o tratamento para Diabetes Mellitus Tipos 1 e 2, especificamente os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas.

O Diabetes Mellitus (DM) é causado pela produção insuficiente ou resistência à ação da insulina, hormônio produzido pelo pâncreas e responsável por metabolizar a glicose, transformando-a em energia para a manutenção do funcionamento do corpo. A alteração de funcionamento provoca altas taxas de açúcar no sangue (hiperglicemia) de forma permanente, e esse aumento dos níveis de glicemia pode levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos.

A porta de entrada para tratamento no Sistema Único de Saúde é a Atenção Primária à Saúde (APS). O acompanhamento é feito nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), nos municípios, onde tem seu risco avaliado e o cuidado em saúde é compartilhado com a atenção ambulatorial especializada, conforme a necessidade.

O não tratamento ou o tratamento inadequado do diabetes (tanto Tipo 1 quanto Tipo 2) podem levar à cegueira, amputação de membros e morte.

No Paraná, neste ano, no período de janeiro a setembro, foram feitos pelo SUS 1.532.038 atendimentos individuais para pessoas com diabetes. Ultrapassa 3,1 mil o número de óbitos decorrentes da doença. Em todo o ano de 2024 foram registrados 2.415.435 atendimentos individuais para pessoas com diabetes, e 4.266 óbitos.

PROBABILIDADE – Apesar de não existir um perfil de pessoa que pode desenvolver diabetes, existem algumas características que indicam mais probabilidade da existência de uma doença metabólica como essa.

No caso do Tipo 2, a maior probabilidade é para indivíduos de qualquer idade com sobrepeso ou obesidade e que apresentem, pelo menos, um dos fatores de risco para a doença: histórico familiar (parente de 1º grau), histórico de doença cardiovascular prévia, hipertensão arterial sistêmica (HAS), níveis alterados de colesterol e triglicerídeos.

Também são fatores de risco histórico de diabetes gestacional ou ter tido um bebê com peso ao nascer maior ou igual a 4 quilos e outras condições associadas à resistência à insulina como, por exemplo, síndrome dos ovários policísticos. Já o diabetes Tipo 1 é uma doença autoimune, cujo diagnóstico ocorre mais frequentemente na infância e na adolescência. O diabetes gestacional ocorre por conta de mudanças hormonais durante a gravidez, que podem fazer com que a ação da insulina seja reduzida. Nestes casos, após o parto, a doença não persiste.

AUMENTO – Os dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel Brasil), do SUS, apontaram que no período entre 2006 e 2023 o número de pessoas que relataram diagnóstico médico de diabetes aumentou, passando de 5,5% em 2006 para 10,2% em 2023. A elevação foi tanto para homens (4,6% em 2006 para 9,1% em 2023), quanto para mulheres (6,3% em 2006 a 11,1% em 2023). A faixa etária com mais elevação foi a de adultos de 65 anos ou mais, que passou de 18,9% em 2006 para 30,3% em 2023.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Ação do Simepar suspende redução da insalubridade de Médicos/as em Pato Branco

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) obteve uma liminar em ação movida contra o Município de Pato Branco, no Sudoeste do Paraná, suspendendo os efeitos de uma Lei municipal que altera a base de cálculo do adicional de insalubridade dos Médicos/as servidores
públicos municipais.

A Liminar foi obtida com base no princípio da irredutibilidade salarial e beneficia os profissionais da Medicina que ingressaram no Serviço Público Municipal antes da vigência da referida Lei.

O processo seguirá tramitando na 2ª Vara da Fazenda Pública de Pato Branco e a Assessoria Jurídica do Simepar continuará na defesa dos direitos das Médicas e Médicos do Município.