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Boletim semanal da Dengue confirma mais 2.767 casos e oito óbitos no Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) divulgou nesta terça-feira (17) o novo informe semanal da dengue. Foram registrados mais 2.767 casos da doença e oito óbitos. Os dados do novo ano epidemiológico 2025 totalizam 237.944 notificações, 78.587 diagnósticos confirmados e 82 óbitos em decorrência da dengue no Estado.

Os novos óbitos ocorreram entre março e maio, sendo quatro mulheres e quatro homens, com idades entre 14 e 94 anos, sete deles com comorbidades. Os pacientes residiam em Maringá, na 15ª Regional de Saúde de Maringá; Assaí (17ª RS de Londrina), Jacarezinho (19ª RS Jacarezinho), Entre Rios do Oeste, Santa Helena e Toledo (20ª RS de Toledo).

No total, 398 municípios já apresentaram notificações da doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, e 376 possuem casos confirmados.

As regionais com os maiores números de casos confirmados neste período epidemiológico são a 17ª RS de Londrina (18.762); 14ª RS de Paranavaí (12.047); 15ª RS de Maringá (9.828); 19ª RS de Jacarezinho (6.037); e 12ª RS de Umuarama (4.822).

OUTRAS ARBOVIROSES – A publicação inclui ainda dados sobre Chikungunya e Zika, doenças também transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Foram confirmados 4.564 casos de Chikungunya, num total de 9.458 notificações da doença no Estado. Quanto ao vírus Zika, até o momento foram registradas 105 notificações sem nenhum caso confirmado.

FEBRE OROPOUCHE – A SESA/PR publica também neste boletim os casos de Oropouche no Estado, nos municípios de Adrianópolis (97 casos autóctones) e Morretes (2 casos autóctones), além do registro de um caso importado no município de Arapongas (importado do Espírito Santo).

A febre Oropouche é causada pelo vírus Orthobunyavirus oropoucheense (OROV), transmitido principalmente pelo inseto Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. Após picar uma pessoa ou animal infectado o vetor pode transmitir o vírus a outras pessoas.

Confira o Informe Semanal completo AQUI. Mais informações sobre a dengue estão neste LINK.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Prefeitura de Morretes convoca Médicos aprovados em Concurso Público

A Fundação de Atenção à Saúde de Morretes – FASMO está convocando dois médicos aprovados no Concurso Público nº 001/2024.

Os Médicos citados no Edital anexo deverão se apresentar entre os dias 10 de junho e 09 de julho de 2025, na sede da Fundação de Atenção à Saúde de Morretes, Rua Santos Dumont, nº 91, Centro, Morretes, Paraná para assumirem as vagas.

Confira a íntegra do Edital de convocação aqui.

Médicos/as Estatutários do CHC-UFPR decidem por indicativo de greve

Médicos e Médicas que são Servidores Estatutários do Complexo Hospitalar de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (CHC-UFPR) reuniram-se em Assembleia Geral na terça-feira (10/06) e decidiram pelo indicativo de greve e outras medidas de mobilização para reverter a injustiça efetivada pela Lei Federal nº 15.141/2025, que foi aprovada pelo Congresso Federal e sancionada pelo Presidente Lula no dia 02 de junho.

A Lei 15.141/25 concedeu reajustes e reestruturou as carreiras de diversas categorias de Servidores Federais, o que é justo e necessário, pois os servidores federais estavam há sete anos sem qualquer reajuste ou reposição inflacionária. Mas essa Lei foi cruel com os/as Médicos e Médicos Veterinários que atuam nas Instituições Federais de Ensino. Os Técnicos Administrativos em Educação (TAEs) receberam 9% de reajuste neste ano de 2025, enquanto os Médicos e Médicos Veterinários que também são TAEs ficaram com somente 4,5%.

Para o ano de 2026, os Médicos e Médicos Veterinários TAEs receberão mais 4,5% de acordo com a Lei 15.141/2025, enquanto os demais servidores receberão 5%.

Os profissionais da Medicina e Medicina Veterinária também foram excluídos do reajuste das progressões. A diferença dos “steps” (passos) entre um nível e outro era de 3,9% e passou para 4% neste ano, e 4,1% no ano de 2026 para todos os Técnicos Administrativos em Educação. Menos para os Médicos e Médicos Veterinários TAEs, que ficam no patamar anterior, sofrendo com o achatamento das carreiras.

Todos esses reajustes foram fruto de um acordo firmado pelo conjunto dos servidores federais, incluindo os Médicos e Médicos Veterinários TAEs. E somente esses últimos sofreram a discriminação e tiveram o acordo descumprido por parte do Governo Federal.

As entidades médicas nacionais, como a Federação Médica Brasileira e o próprio Conselho Federal de Medicina, pressionaram deputados e senadores para que o Projeto de Lei do Governo fosse alterado, e a isonomia fosse preservada. Porém, a “máquina” falou mais alto, e a Lei aprovada e sancionada manteve as distorções que atingem os profissionais da Medicina.

Na Assembleia convocada pelo Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar), os/as profissionais aprovaram um indicativo de greve, além de medidas de mobilização e sensibilização da sociedade para a injustiça do reajuste menor recebido pela categoria. O indicativo de greve e as mobilizações serão levadas para o âmbito da Federação Médica Brasileira (FMB), pois se trata de uma categoria nacional, e a mobilização precisa da adesão dos outros estados para surtir algum efeito.

No Paraná, são cerca de 300 (trezentos) Médicas e Médicos Servidores Federais Estatutários que são TAEs que trabalham no Complexo Hospitalar de Clínicas da Universidade Federal do Paraná. O “Hospital de Clínicas”, ou “HC”, como é conhecido popularmente, é o maior Hospital Público e principal Hospital Terciário do Paraná; recebendo pacientes de todo Estado nos atendimentos de média e alta complexidade.

Desde a cessão do CHC para a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), Médicas e Médicos Servidores TAEs também foram cedidos para a EBSERH à revelia de sua anuência em vontade. Só que, formalmente, esses profissionais continuam vinculados à UFPR, estando, portanto numa espécie de “limbo” funcional. Além desses profissionais, há Médicos e Médicas que atuam em outras Instituições Federais de Educação no Estado (UTFPR e IFPR) e ainda os aposentados e Médicos/as Veterinários que são TAEs.

São profissionais altamente qualificados, que há décadas se dedicam à Saúde Pública e à Educação. Muitos deles estiveram na “linha de frente” do enfrentamento da pandemia de Covid-19. Merecem todo o respeito e, no mínimo, os mesmos reajustes salariais dos demais Servidores Federais Técnicos Administrativos em Educação.

Boletim semanal relata mais 4.050 casos e três novos óbitos por dengue no Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) divulgou nesta terça-feira (10) o novo informe semanal da dengue. Foram registrados mais 4.050 casos da doença e três óbitos. Os dados do novo ano epidemiológico 2025 totalizam 231.787 notificações, 75.820 diagnósticos confirmados e 74 óbitos em decorrência da dengue no Estado.

Os novos óbitos ocorreram entre abril e maio, sendo uma mulher e dois homens, com idades entre 47 e 63 anos, dois deles com comorbidades. Os pacientes residiam em Sertaneja (18ª Regional de Saúde de Cornélio Procópio); Mandaguaçu (15ª RS de Maringá) e São Miguel do Iguaçu (9ª) RS de Foz do Iguaçu.

Ao todo, 398 municípios já apresentaram notificações da doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, e 375 possuem casos confirmados.

As regionais com os maiores números de casos confirmados neste período epidemiológico são a 17ª RS de Londrina (18.178); 14ª RS de Paranavaí (11.916); 15ª RS de Maringá (9.597); 19ª RS de Jacarezinho (5.576); e 12ª RS de Umuarama (4.667).

OUTRAS ARBOVIROSES – A publicação inclui ainda dados sobre Chikungunya e Zika, doenças também transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Foram confirmados 4.299 casos de Chikungunya, num total de 8.996 notificações da doença no Estado. Quanto ao vírus Zika, até o momento foram registradas 102 notificações sem nenhum caso confirmado.

FEBRE OROPOUCHE – A Sesa publica também neste boletim os casos de Oropouche no estado, nos municípios de Adrianópolis (56 casos autóctones) e Morretes (2 casos autóctones), além do registro de um caso importado no município de Arapongas (importado do Espírito Santo).

A febre Oropouche é causada pelo vírus Orthobunyavirus oropoucheense (OROV), transmitido principalmente pelo inseto Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. Após picar uma pessoa ou animal infectado, o vetor pode transmitir o vírus a outras pessoas.

Confira o boletim completo AQUI e mais informações sobre a dengue neste LINK.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Assembleia Geral dos/as Médicos/as Estatutários do CHC-UFPR

EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

O Presidente do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná, no uso das atribuições que lhe conferem o estatuto e a legislação em vigor, e considerando que as deliberações vinculam a todos os membros da categoria, ainda que ausentes ou discordantes, convoca os/as Médicos/as Servidores Públicos Federais Estatutários, Médicos Técnicos Administrativos em Educação – TAE – do Complexo Hospitalar de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, para Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada no dia 10 de junho de 2025, às vinte horas em terceira e última convocação, na sede do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná – SIMEPAR, situado na Rua Coronel Joaquim Sarmento, 177, Bom Retiro, Curitiba – PR, para tratar da seguinte ordem do dia abaixo.

A Assembleia será em continuidade da iniciada em 31 de março de 2025.

O link da assembleia deverá ser solicitado pelo e-mail juridico@simepar.com.br, somente no dia da assembleia, dia 10 de junho de 2025, das 8 até às 17 horas.

Serão discutidos e deliberados os seguintes assuntos:

  1. Pauta de reivindicações da Categoria Médica;
  2. Debate e Deliberação acerca da oportunidade de deflagração de movimento paredista;
  3. Assuntos discutidos em reunião da categoria realizada no dia 05.06.2025 no CHC-UFPr;
  4. Outros assuntos.

Curitiba, 06 de junho de 2025.

Marlus Volney de Morais
Diretor Presidente

Boletim InfoGripe: Influenza A e Síndrome Respiratória Aguda Grave seguem em alta

O novo Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (5/6), alerta que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza A e por Vírus Sincicial Respiratório (VSR) continuam aumentando no País. A mortalidade por SRAG nas últimas oito semanas foi semelhante entre crianças e idosos. Na população idosa, destacam-se os óbitos associados à influenza A. Nas crianças, predomina a incidência e a mortalidade de SRAG pelos rinovírus e influenza A. A análise é referente à Semana Epidemiológica (SE) 22, de 25 a 31 de maio.

Pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, Tatiana Portella observa que, apesar da elevação de ocorrências de SRAG em crianças na maior parte do País, já é possível verificar sinais ou manutenção de interrupção desse aumento em alguns estados das regiões Centro-Sul e Norte, além do Ceará. Ainda assim, os patamares de incidência seguem elevados nessas regiões. “Reforço a importância da vacinação contra o vírus da influenza A, especialmente nas populações mais vulnerável, como idosos, crianças, pessoas com comorbidades e gestantes”.

Ela ainda aponta que os casos de SRAG em crianças de até quatro anos têm sido impulsionados principalmente pelo VSR. “Porém, o rinovírus e a influenza A também têm contribuído para o aumento dos casos de SRAG nessa faixa etária e em adolescentes de até 14 anos”. Portella ainda complementa: “os dados laboratoriais por faixa etária indicam que a influenza A é responsável pelo aumento das hospitalizações por SRAG entre idosos a partir dos 65+ anos e adultos e jovens a partir dos 15 anos”.

A atualização mostra que 25 das 27 UFs apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo e Tocantins.

Em relação aos casos de SRAG entre jovens, adultos e idosos, associados a influenza A, o InfoGripe verificou manutenção do crescimento, atingindo níveis de incidência de moderado a muito alto na maioria dos estados da região Centro-Sul, e em alguns estados do Norte e do Nordeste. “No entanto, já se verifica sinais de queda desses casos em Mato Grosso do Sul, e interrupção do crescimento no Ceará, Pará e Tocantins, embora ainda em patamares elevados de incidência”, informa a pesquisadora.

Observa-se que 15 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo: Aracaju (Sergipe), Belo Horizonte (Minas Gerais), Boa Vista (Roraima), Cuiabá (Mato Grosso), Curitiba (Paraná), Florianópolis (Santa Catarina), Goiânia (Goiás), Joao Pessoa (Paraíba), Maceió (Alagoas), Porto Alegre (Rio Grande do Sul), Rio Branco (Acre), Rio De Janeiro (Rio de Janeiro), Salvador (Bahia), São Luís (Maranhão) e São Paulo (São Paulo).

Ano epidemiológico

Em 2025, já foram notificados 83.928 casos de SRAG, sendo 41.455 (49,4%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 29.563 (35,2%) negativos, e ao menos 7.334 (8,7%) aguardando resultado laboratorial. Entre os casos positivos, 22,7% de influenza A, 1,2% de influenza B, 45% de VSR, 22,8% de rinovírus, e 11,1% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 38,9% de influenza A, 0,9% de influenza B, 47,3% de VSR, 15,9% de rinovírus, e 1,7% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 73,4% de influenza A, 1,3% de influenza B, 12,8% de VSR, 10,4% de rinovírus, e 5,1% de Sars-CoV-2.

As informações são da Fiocruz via Agência Gov

Paraná é o segundo Estado com mais registros de violência contra médicos em estabelecimentos de Saúde

Imagem: CFM.

O Conselho Federal de Medicina publicou um levantamento feito junto às Polícias Civis dos Estados com o número de casos de violência contra os profissionais de Medicina registrados com Boletins de Ocorrência. Os registros incluem situações de ameaça, injúria, desacato, lesão corporal, difamação, furto, entre outros crimes, dentro de unidades de saúde, hospitais, consultórios, clínicas, prontos-socorros, laboratórios e outros espaços semelhantes, públicos ou privados.

O Paraná figura como o segundo colocado em números absolutos no ano de 2024 com 767 registros, ficando atrás de São Paulo, que teve 832 registros, e à frente de Minas Gerais (460 casos), Santa Catarina (386 casos) e Bahia (351 casos).

A RPC TV repercutiu o levantamento em seu jornal matinal, o Bom Dia Paraná. Assista ao vídeo da matéria aqui.

Os números nacionais na série histórica preocupam, pois vêm crescendo rapidamente. Em 2013 foram 2.454; contra 4.562 no ano passado. Veja a evolução abaixo no gráfico do CFM.

Os números do Paraná também são muito preocupantes, pois o Estado é o quinto em número de profissionais da Medicina em atividade, mas ocupa o segundo lugar em registros dos casos de Violência.

Cabe lembrar que a violência no contexto dos estabelecimentos de Saúde Pública e Privada não atinge somente os médicos e médicas. Profissionais da enfermagem e os demais trabalhadores da Saúde estão muito expostos a esse fenômeno nefasto que causa sérios danos ao funcionamento dos estabelecimentos e, principalmente, atingem a saúde física e mental dos trabalhadores.

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) vêm atuando na prevenção dos casos de violência, principalmente junto às administrações municipais, reivindicando a presença constante de profissionais de Segurança nas Unidades de Saúde, em especial nas Unidades de Pronto Atendimento. O Simepar também atua no âmbito nacional, através da Federação Médica Brasileira, no combate a qualquer tipo de violência contra os profissionais.

O Conselho Regional de Saúde do Paraná também vêm trabalhando na prevenção da violência. O Conselho instituiu em 2024 uma Comissão de Prevenção à Violência Contra Médicos. Essa Comissão também vêm recebendo um número crescente de denúncias, que são analisadas para que medidas de prevenção sejam efetivadas. O CRM recebe denúncias de violência por e-mail (medicodenuncia@crmpr.org.br) e por telefone (41 3240 7800), respeitando o sigilo dos denunciantes que assim o desejarem.

LEIA TAMBÉM: Câmara aprova aumento de pena para crimes contra profissionais de saúde

Imagem: CFM.

Para o Dr. Marlus Volney de Morais, é muito importante que os casos de violência contra médicos e médicas sejam registrados com Boletim de Ocorrência na Polícia Civil e também junto ao CRM. O Simepar também possui um canal para recebimento de denúncias em seu site: https://simepar.org.br/denuncia/. “Vale lembrar que a violência pode ser física ou psicológica e que o assédio moral também é uma forma de violência que muitas vezes pode vir da própria chefia e/ou dos/as gestores das unidades e estabelecimentos de Saúde. Nesses casos, a intervenção do Simepar é imprescindível.” Completou o Dr. Marlus.

Sobre o levantamento nacional, os dados foram coletados pelo CFM junto às Polícias Civis das 27 unidades da Federação por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). Foram solicitadas informações atualizadas do ano de 2024 sobre a quantidade de boletins de ocorrência registrados nas Polícias Civis, com detalhes sobre o tipo de violência cometido, onde (hospital, clínica, consultório, posto de saúde, etc.), perfil da vítima (sexo e idade), entre outros itens.

Apenas os estados Amapá, Paraíba e Rondônia não encaminharam informações relativas ao ano de 2024. Já em relação ao Rio de Janeiro, por exemplo, que concentra o terceiro maior número de médicos do País, o levantamento considera apenas os registros de boletim de ocorrência em que o médico é identificado como vítima de violência em estabelecimento de saúde (foram desconsiderados milhares de casos de violência em estabelecimentos de saúde em que a profissão da vítima não foi preenchida no boletim de ocorrência). Mato Grosso informou dados referentes à violência em hospitais e clínicas médicas contra qualquer profissão – a partir daí o CFM fez uma estimativa de um caso para 10 casos envolvendo só médicos.

Com informações do CFM, CRM e RPC TV.

 

Paraná implanta “Dose Zero” do sarampo em crianças para prevenir reintrodução da doença

O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), implanta a partir desta semana a “Dose Zero (D0)” da vacina contra o sarampo para aumentar a proteção contra a doença em crianças de seis meses a menores de um ano (11 meses e 29 dias) de idade. A orientação foi repassada para as 22 Regionais de Saúde e replicada aos municípios.

O reforço na vacinação será iniciado com a utilização de 28,6 mil vacinas Dupla Viral (que previne contra o sarampo e rubéola), indicada para crianças de seis meses a oito meses e 29 dias, enviadas pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (3) para o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar). Dos nove meses a 11 meses e 29 dias, recomenda-se a tríplice viral – contra o sarampo, caxumba e rubéola.

A nova estratégia é uma recomendação do Ministério da Saúde por meio da Nota Técnica nº 63/2025 da Coordenação-Geral de Incorporação Científica e Imunização (CGICI/DPNI/SVSA/MS), direcionada aos estados de Roraima e Amapá, Região Metropolitana de Belém e de São Paulo, e municípios de fronteira e com maior circulação de pessoas da Região Sul. No Paraná a estratégia será adotada por todos os 399 municípios.

Em 2024 o Paraná atingiu 101,93% (mais do que a estimativa de nascidos vivos) de cobertura da vacina tríplice viral na primeira dose e 89,39% na segunda dose. Este ano as coberturas estão em 99,35% na primeira dose e 80,86% na segunda.

“Nós optamos por inserir os 399 municípios na dose zero e o Ministério da Saúde concordou visando ampliar a proteção da população mais vulnerável evitando que o sarampo volte a circular no Paraná. A orientação é a mesma: vacinar, vacinar e vacinar ainda mais”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

A ampliação da vacinação contra o sarampo é uma medida para bloquear a disseminação do vírus da doença que já possui casos confirmados autóctones em países vizinhos como a Argentina. O último caso registrado no Brasil foi em junho de 2022 e, no Paraná, em junho de 2020. A recomendação do Ministério da Saúde trata-se de uma medida preventiva para evitar a reintrodução do vírus no País.

RECOMENDAÇÕES – A D0 não substitui as doses do calendário de rotina, que indicam uma dose de vacina aos 12 e 15 meses de idade com a tríplice viral. Além disso, em casos de contato com suspeitos ou confirmados de sarampo ou rubéola, a D0 deve ser administrada em até 72 horas após a identificação do caso suspeito.

A Sesa orienta ainda que os municípios intensifiquem a busca de pessoas de 12 meses a 59 anos com vacinação pendente ou incompleta para atualização conforme o Calendário Nacional de Vacinação. Pessoas de cinco a 29 anos não vacinadas ou com esquema incompleto devem completar a vacinação com as duas doses; de 30 a 59 anos com uma dose; e profissionais de saúde com duas doses, independente da idade. Todas as cidades possuem doses disponíveis para imunização.

Para que seja feita a investigação dos casos e identificação dos contatos para adoção das medidas de prevenção e controle, os profissionais de saúde das redes pública e privada devem estar atentos à identificação precoce de casos suspeitos, garantindo a coleta adequada de amostras para exames laboratoriais, e notificar imediatamente as secretarias municipais de Saúde, Regionais de Saúde e secretaria estadual de Saúde.

SINTOMAS – Os sintomas mais comuns do sarampo são febre alta, exantema (manchas avermelhadas na pele que aparecem primeiro no rosto e atrás das orelhas, espalhando-se em seguida pelo corpo) seguidos de tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite. Outros sintomas, como dor de cabeça, indisposição e diarreia, também podem ocorrer.

Como não há tratamento específico para o sarampo, é importante ficar atento ao aparecimento desses sinais. Os pacientes devem permanecer em isolamento domiciliar ou hospitalar por cinco dias após o surgimento das manchas vermelhas no corpo.

As informações são da Agência Brasil.

Boletim semanal da Dengue confirma mais 4.294 casos e seis óbitos no Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) divulgou nesta terça-feira (3) o novo informe semanal da dengue. Foram registrados mais 4.294 casos da doença e seis óbitos. Os dados do novo ano epidemiológico 2025 totalizam 222.702 notificações, 71.770 diagnósticos confirmados e 71 óbitos em decorrência da dengue no Estado.

Os novos óbitos ocorreram entre março e maio, sendo quatro mulheres e dois homens, com idades entre 24 e 90 anos, e três deles apresentavam comorbidades. Os pacientes residiam em Santa Helena (20ª) Regional de Saúde de Toledo); Mandaguaçu, Maringá e Nova Esperança (15ª RS de Maringá); Porecatu (17ª RS de Londrina) e Telêmaco Borba (21ª RS de Telêmaco Borba).

Ao todo, 398 municípios já apresentaram notificações da doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, e 373 possuem casos confirmados.

As regionais com os maiores números de casos confirmados neste período epidemiológico são a 17ª RS de Londrina (16.902); 14ª RS de Paranavaí (11.578); 15ª RS de Maringá (9.241); 19ª RS de Jacarezinho (5.188); e 16ª RS de Apucarana (4.396).

OUTRAS ARBOVIROSES – A publicação inclui ainda dados sobre Chikungunya e Zika, doenças também transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Foram confirmados 4.050 casos de Chikungunya, num total de 8.491 notificações da doença no Estado. Quanto ao vírus Zika, até o momento foram registradas 97 notificações sem nenhum caso confirmado.

FEBRE OROPOUCHE – A Sesa publica também neste boletim os casos de Oropouche no Paraná, nos municípios de Adrianópolis (44 casos autóctones) e Morretes (2 casos autóctones), além do registro de um caso importado no município de Arapongas (importado do Espírito Santo).

A febre Oropouche é causada pelo vírus Orthobunyavirus oropoucheense (OROV), transmitido principalmente pelo inseto Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. Após picar uma pessoa ou animal infectado, o vetor pode transmitir o vírus a outras pessoas.

Os sintomas da febre Oropouche são semelhantes aos de outras arboviroses, como dengue e chikungunya.

Confira o Informe Semanal completo AQUI. Mais informações sobre os dados da dengue estão neste LINK.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Demência em idosos hospitalizados não é percebida em até 50% dos casos

Estudo liderado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) alerta que, apesar de cada vez mais frequentes, condições associadas ao envelhecimento, como comprometimento cognitivo e demência, frequentemente passam despercebidas pelas equipes de saúde que atuam nos hospitais.

A demência é um dos principais desafios de saúde pública no mundo, afetando atualmente cerca de 57 milhões de pessoas, incluindo cerca de 2,5 milhões de brasileiros. Estimativas para 2050 indicam que esse número pode quase triplicar, ultrapassando os 150 milhões de casos em todo o mundo.

Segundo o primeiro autor do estudo e professor colaborador da FMUSP, Márlon Aliberti, a situação ocorre porque a atenção dos profissionais que atuam no ambiente hospitalar se concentra na identificação e no tratamento da condição aguda que levou à internação, como pneumonia, infecção urinária ou descompensação cardíaca

“No entanto, a demência influencia diretamente a resposta a medicamentos, aumenta o risco de delírio, prolonga a internação e dificulta a reabilitação”, explica Aliberti.

O estudo, publicado no Journal of the American Geriatrics Society, revelou que cerca de dois terços dos pacientes hospitalizados com 65 anos ou mais apresentam algum grau de comprometimento cognitivo, como déficits de memória, e um terço deles têm diagnóstico de demência.

“Essas alterações já estavam presentes antes do problema agudo que motivou a internação. No entanto, entre os casos de demência, aproximadamente metade nunca havia sido diagnosticada, permanecendo desconhecida tanto por médicos quanto por familiares até o momento da hospitalização”, esclarece Aliberti.

Novo método

Diante do cenário, os pesquisadores propõem uma solução prática e viável, mesmo em contextos com poucos recursos: realizar, ainda nos primeiros dias de internação, uma entrevista à beira do leito com um familiar ou cuidador próximo para avaliar como estava a memória e outras funções cognitivas do paciente antes do episódio agudo que motivou a hospitalização.

De acordo com a professora associada da faculdade e responsável pela supervisão do estudo, Claudia Suemoto, essa abordagem permite identificar alterações cognitivas pré-existentes, mesmo quando o paciente está desorientado, com dor ou incapaz de participar diretamente da avaliação. Não se trata de um diagnóstico definitivo, mas de uma triagem eficiente que pode identificar uma possível demência e ajudar no melhor planejamento do cuidado hospitalar.

“A identificação precoce do comprometimento cognitivo também permite orientar melhor os cuidados após a alta. Por exemplo, se a pessoa vive sozinha, os familiares podem ser preparados para oferecer mais suporte, o que pode evitar novas internações”, afirma a médica Claudia Suemoto.

O novo método foi testado em cinco hospitais de três capitais brasileiras – São Paulo, Belo Horizonte e Recife – e apresentou eficácia superior a 90%. Com os resultados positivos, a abordagem será expandida para toda a rede de instituições do grupo de estudo Change (sigla em inglês para Creating a Hospital Assessment Network in Geriatrics), da Faculdade de Medicina. Mais de 250 profissionais já foram treinados para aplicar a ferramenta em 43 hospitais públicos e privados de todas as regiões do Brasil e outros quatro países, Angola, Chile, Colômbia e Portugal.

O estudo foi realizado pelo Laboratório de Investigação Médica em Envelhecimento, sob supervisão da professora Claudia Suemoto em colaboração com a professora Monica Yassuda, docente do curso de Gerontologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidade da USP, e com a médica Regina Magaldi, da Divisão de Geriatria do Hospital das Clínicas da USP.

As informações são da Agência Brasil.