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SUS vai ofertar dois novos medicamentos para a doença falciforme

O Ministério da Saúde vai oferecer dois novos medicamentos (a alfaepoetina e a hidroxiureia) por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) para tratar a doença falciforme, uma condição hereditária que é muito comum entre pessoas negras, especialmente em mulheres. A alfaepoetina para pacientes que apresentam declínio da função renal e piora do quadro de anemia; e a hidroxiureia, na apresentação de 100 mg para pacientes com pelo menos de 9 meses de idade e ampliação da apresentação de 500 mg para pacientes com 9 e 24 meses sem sintomas e complicações. Os medicamentos devem estar disponíveis em até 180 dias após a incorporação no SUS. A doença é a enfermidade genética com maior prevalência no país e no mundo, com alta concentração de diagnósticos e óbitos em pessoas pardas e pretas.

“É um grande marco para a questão da anemia falciforme, uma doença em que cerca de 80% dos diagnósticos estão relacionados à população negra, sendo 52% desses em mulheres. E, ainda mais nesta semana em que celebramos o Dia Internacional das Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha”, destaca o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Sectics), Carlos Gadelha. “Este é mais um exemplo de que o Ministério está dando o seu cuidado com a vida e o seu compromisso com a diversidade, com a equidade de gênero e com as práticas antirracistas”, acrescenta.

Entre os anos de 2014 e 2020, nasceram 3,75 pessoas com doença falciforme a cada 10 mil nascidos vivos no Brasil. A taxa de mortalidade por doença falciforme no país é de aproximadamente 1,12 pessoas a cada 100.000 habitantes. De 2015 a 2019, entre os indivíduos que foram a óbito em razão da doença, a maioria era parda ou negra (78,6%) e (52,2%) eram mulheres. Em 2023, 14.620 pacientes estavam recebendo tratamento da doença por meio das Farmácias do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (Ceaf) do SUS.

“O Ministério da Saúde toma uma decisão importantíssima. A alfaepoetina era um medicamento que ainda não estava disponibilizado para anemia falciforme no SUS, assim como a hidroxiureia na apresentação de 100 mg. Com isso, a assistência farmacêutica amplia o acesso e direciona o olhar de forma mais cuidadosa para essas crianças, considerando principalmente os grupos que mais precisam de uma atenção especial”, destacou o diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos, Marco Pereira.

Sintomas

Os sintomas da doença falciforme se iniciam logo no primeiro ano de idade e podem se estender durante toda a vida do paciente, atingindo quase todos os órgãos e sistemas em diferentes graus. Uma das manifestações clínicas mais comuns é a anemia falciforme, que apresenta a hemoglobina ‘S’ em homozigose. Esse tipo de condição muda o formato das hemácias (glóbulos vermelhos do sangue), o que prejudica a chegada de oxigênio e a circulação nos tecidos. Os pacientes diagnosticados podem enfrentar crises de dor, icterícia, anemia, infecções, síndrome mão-pé, acidente vascular encefálico, priapismo, síndrome torácica aguda, complicações renais e oculares, entre outros sintomas.

Diagnóstico

O principal instrumento de detecção da doença é o teste do pezinho, que é oferecido pelo SUS. Uma vez realizado durante a triagem neonatal, o diagnóstico possibilita o início de cuidados específicos. Considerando que se trata de uma doença degenerativa, é importante iniciar os tratamentos o mais rápido possível – fator que pode ser determinante na limitação dos agravos.

O diagnóstico tardio pode ser realizado de diversas maneiras. Crianças a partir dos 4 meses de idade, jovens e adultos que ainda não fizeram diagnóstico para detecção da doença podem realizar o exame de sangue chamado eletroforese de hemoglobina, que é oferecido às gestantes e parceiros durante o pré-natal, e disponibilizado na rede pública para toda a população. Além disso, a doação de sangue é também uma opção de rastreio, uma vez que a legislação prevê o rastreamento nos hemocentros e unidades de coleta nos estados e municípios.

Tratamento gratuito disponível no SUS

Desde 2005, a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme e outras Hemoglobinopatias (PNAIPDF) instituiu, no âmbito do SUS, cerca de 150 serviços de atenção ambulatorial especializada, com tratamentos curativos da doença, medicamentos, exames de sangue e imagem, além de consultas.

Nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), os pacientes podem ser acompanhados de forma contínua a partir da detecção, com realização de exames laboratoriais, instruções sobre autocuidado e orientações sobre informação genética, com encaminhamento para atendimento especializado, quando necessário. Além disso, em diferentes farmácias do SUS, é possível receber os medicamentos para tratamento da doença falciforme, desde que os prescritos de acordo com a Relação Nacional de Medicamentos (Rename).

As informações são do Ministério da Saúde.

Sociedade médica alerta para os riscos de acidentes com as mãos

O mês de julho é marcado pelo Dia Nacional da Prevenção de Acidentes do Trabalho e a Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão está aproveitando a data para alertar a sociedade para os riscos de acidentes com as mãos, membros que são frequentemente atingidos, devido à constante exposição durante diversas atividades laborais que envolvem o manuseio de ferramentas, operação de máquinas, manipulação de materiais e outros tipos de tarefas.

Segundo dados do Ministério da Previdência Social, em 2023 foram concedidos 27.477 benefícios acidentários, por incapacidade temporária e permanente, envolvendo fraturas, amputações, ferimentos, traumatismo superficial, lesão por esmagamento e trauma de nervos, todos relacionados à mão e ao punho. Esse número representa um aumento de 8,4% em relação ao registrado em 2022.

“São raros os ofícios onde você não usa a mão e nós falamos que a cabeça pensa e a mão executa. Por isso a mão é nosso objeto de trabalho, de ataque e de defesa, porque se caímos é a mão que vai à frente, se alguém tenta jogar algo no nosso rosto, colocamos a mão na frente. É a mão que leva sempre a sua peça numa linha de montagem. Assim a mão é muito exposta e devido a isso é muito traumatizada. E a falta de equipamento adequado, desrespeito às normas de segurança e a falta de proteção no manuseio de máquinas podem causar acidentes graves que vão de cortes e fraturas, até amputações”, disse o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), Antonio Carlos da Costa.

Segundo Costa, o acidente de trabalho que atinge as mãos provoca limitações significativas e, dependendo da gravidade, pode resultar em lesões irreversíveis e incapacitantes para o trabalho e atividades diárias. Por isso, é essencial que o uso de luvas e outros itens de segurança integrem a rotina de trabalho, para proteger as mãos. “Mas há uma tendência nos últimos anos de diminuição, porque já há máquinas muito mais protegidas, com dispositivos que percebem as mãos em áreas inseguras e assim param a máquina”, disse o médico, enfatizando que há

O especialista destaca ainda que atualmente a legislação está mais rígida com relação à proteção do trabalhador e ao uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), entretanto muitos trabalhadores ainda correm riscos e muitos acidentes ainda ocorrem. “O trabalhador tem que ter a consciência de que precisa tomar muito cuidado com as mãos e não podem perder a atenção por um segundo sequer. Muitas vezes a pessoa trabalhou o dia inteiro super ligado e no final do expediente ele perde um pouquinho a atenção e é nesse momento em que acontece o acidente. Isso leva frações de segundo e as consequências duram o resto da vida”, alertou.

Primeiros socorros

Em casos de acidentes envolvendo as mãos, é necessário conter a hemorragia. “Se houver um objeto cravado no corte, não o retire. Eleve o membro para reduzir o sangramento e, com uma compressa de gaze, contenha o fluxo de sangue. É imprescindível que um médico avalie o corte e faça os procedimentos adequados imediatamente”, destaca o especialista.

Em caso de fratura, é preciso alinhar o membro e imobilizá-lo de alguma maneira, evitando deformidades. “Já em situações de esmagamento, lave com água corrente e cubra com panos limpos. Em ambos os casos, é fundamental procurar um especialista em cirurgia da mão, pois o atendimento inadequado pode resultar na incapacidade funcional do trabalhador”, afirma.

Se ocorrer amputação, o especialista orienta comprimir o local com panos limpos e envolver o membro amputado em gaze estéril, colocando-o em um saco plástico limpo. “Coloque o saco dentro de um recipiente com água e gelo e vá imediatamente ao hospital”, alerta.

As informações são da Agência Brasil.

Fiocruz alerta para a prevenção de hepatites virais

O mês de julho é dedicado ao combate às hepatites virais. Hepatites são doenças infecciosas causadas por vírus que provocam a inflamação do fígado, podendo ser agudas ou crônicas. Os vírus que causam hepatite são conhecidos por A, B, C, D e E, sendo os mais relevantes no Brasil os vírus A, B e C.

O Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais é celebrado no dia 28 de julho, data instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no ano de 2010. A mobilização tem como objetivo reforçar as ações de vigilância, prevenção e controle da doença. De acordo com o Ministério da Saúde, entre 2000 e 2022 foram confirmados 750.651 casos de hepatites virais no Brasil.

Para esclarecer algumas dúvidas sobre o tema, convidamos as infectologistas da Enfermaria de Doenças Infecciosas Pediátricas (Dipe) do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Sheila Pone, Ingryd Menezes, Jade de Oliveira e Silvia Moreira.

Quais são as formas de transmissão?

A transmissão da hepatite A ocorre pela via fecal-oral, quando uma pessoa ingere água ou alimentos contaminados por fezes. Já os vírus das hepatites B e C, são transmitidos pela via sexual e através do contato com sangue contaminado (compartilhamento de seringas e agulhas, materiais de tatuagem, manicure e pedicure não esterilizados, lâminas de barbear etc.), além da transmissão vertical, que ocorre quando a mãe transmite o vírus para o bebê na gestação ou durante o parto.

Como identificar os sinais e sintomas de alerta?

Nem sempre as hepatites apresentam sintomas, podendo ser consideradas doenças silenciosas. Quando sintomas estão presentes, podemos observar febre, mal-estar, cansaço, enjoo, vômitos, dor abdominal, icterícia (pele e olhos amarelados), urina escura e fezes esbranquiçadas.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico inicial é feito através de exames de sangue específicos chamados sorologias. Para as hepatites B e C, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece também os chamados testes rápidos, que utilizam apenas uma gota de sangue para verificar se a pessoa já teve contato com os vírus, com resultado imediato. Depois disso, se necessário, podem ser solicitados outros exames para avaliar o funcionamento do fígado, genotipagem para identificação do subtipo de vírus e exames de imagem (como ultrassonografia e tomografia), principalmente para identificar sinais de complicação e orientar o tratamento.

Qual é o tratamento indicado?

O tratamento varia conforme o tipo específico de hepatite. No caso da hepatite A, é recomendado repouso, hidratação e alimentação adequados, além do uso de medicações sintomáticas para alívio de febre ou dor. A maioria dos pacientes se recupera em semanas ou meses.

No caso da hepatite B, a maioria dos casos cursa como doença autolimitada, tendo tratamento semelhante ao da hepatite A. Porém, alguns pacientes irão evoluir com a doença na forma crônica e, nesses casos, o tratamento é realizado com medicações antivirais disponíveis no SUS, que podem controlar a infecção e minimizar as chances de evolução para cirrose ou câncer de fígado.

Com relação à hepatite C, houve um avanço significativo no tratamento com medicamentos mais seguros e eficazes, também fornecidos pelo SUS, com capacidade de curar mais de 95% dos casos.

Existe alguma forma de prevenir as hepatites?

A melhor forma de prevenir as hepatites é através da vacinação. Para hepatite A, a vacina está disponível gratuitamente pelo SUS para crianças a partir de 15 meses até 5 anos incompletos. Já no caso da vacina para hepatite B, a recomendação é que seja aplicada a primeira dose no recém-nascido nas primeiras 12 horas de vida, e as doses subsequentes no 2º, 4º e 6º mês de vida. Também está disponível pelo SUS para todas as pessoas não vacinadas, independentemente da idade.

Outras formas de prevenção incluem boas práticas de higiene como lavagem das mãos e consumo de água potável. Nas hepatites que são transmitidas por via sexual ou através de sangue contaminado, o uso de camisinha nas relações sexuais e não compartilhamento de objetos de uso pessoal, também ajudam na prevenção à doença.

Existe cura para essas doenças?

A possibilidade de cura varia de acordo com o tipo. Na hepatite A, como é uma doença autolimitada, na maioria das vezes os pacientes se recuperam completamente em semanas a meses, podendo em casos raros evoluir para insuficiência hepática fulminante. Nos casos de infecção crônica pelos vírus da hepatite B, não há cura definitiva, sendo realizado apenas tratamento para evitar progressão e possíveis complicações da doença. Já na infecção pelo vírus da hepatite C, a cura pode ser alcançada, principalmente se o tratamento for iniciado o mais precocemente possível.

Como o IFF/Fiocruz atua no combate às hepatites virais?

A promoção à prevenção e diagnóstico da doença é a principal estratégia para diminuir os casos de hepatite. O IFF/Fiocruz possui papel fundamental na prevenção da transmissão vertical, com o acompanhamento pré-natal das gestantes e dos recém-nascidos expostos aos vírus. São realizados testes diagnósticos, aplicação da vacina nas primeiras 12 horas de vida e, nos casos necessários, imunoglobulina anti-hepatite B.

Além disso, é papel de todo profissional de saúde esclarecer a população sobre a importância da vacinação, além de orientar medidas de higiene, práticas sexuais seguras e o não compartilhamento de objetos de uso pessoal que possam estar contaminados, como escovas de dente, lâminas e seringas.

As informações são da Fiocruz.

Hemepar está com estoque baixo de sangues tipo O+ e O- e pede doações

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforçou nesta quarta-feira (24) pedido de urgência de doações de sangue dos tipos O+ e O-. De acordo com o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), o estoque atual para esses tipos sanguíneos é suficiente para apenas dois dias, o que caracteriza a situação como crítica.

Apenas neste ano, 113.755 bolsas de sangue foram doadas no Paraná. Destas, 49.345 são de O+ e 10.001 de O-. Em Curitiba, o total de bolsas doadas foi de 25.649, com 10.764 O positivo e 1.916 O negativo. Embora sejam números consideráveis, a aproximação de períodos mais frios pode fazer com que a frequência de doações diminua.

“O frio é um grande dificultador da doação. Nestes períodos, as pessoas tendem a possuir hábitos mais caseiros e frequentemente notamos uma queda na coleta de sangue. Por isso, é importante reforçar, sempre que possível, a importância deste ato, absolutamente indispensável no salvamento de vidas”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

Para ser voluntário é preciso ter entre 16 a 69 completos, pesar no mínimo 51 quilos, ter boa saúde, estar bem alimentado, hidratado e apresentar um documento de identidade com foto. Os homens podem fazer a doação de dois em dois meses, enquanto as mulheres devem respeitar um intervalo de três meses para cada doação.

Durante o processo, são coletados cerca de 470 ml de sangue, de acordo com a altura e o peso do doador, além de quatro tubos de sangue para a realização dos exames. Todos os dias, cerca de 700 bolsas de sangue são encaminhadas aos hospitais paranaenses para os mais diversos tipos de tratamento, somando mais de 21 mil bolsas por mês e 252 mil ao ano.

Agendar a doação é fundamental para facilitar o fluxo de atendimento e organização da rede de hemoterapia. É possível realizar o agendamento acessando este site.

HEMEPAR – O Hemepar é uma das unidades da Sesa responsável pela coleta, armazenamento, processamento, transfusão e distribuição de sangue para 384 hospitais públicos, privados e filantrópicos que atuam em todas as regiões do Paraná.

É uma entidade sem fins lucrativos e atende a demanda de fornecimento de sangue e hemoderivados do Estado graças às doações dos voluntários. No Paraná, existem mais de 20 pontos disponíveis para a doação de sangue.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Saiba quais são as vacinas indicadas para cada fase da vida

A vacinação é a melhor maneira de proteger a criança contra doenças imunopreveníveis. Entre os inúmeros benefícios das vacinas, podemos citar a diminuição da mortalidade infantil e a redução significativa do risco de adoecer e morrer de doenças que podem ser evitadas. Elas estimulam o sistema imune à produção de anticorpos, o que garante imunidade e proteção contra a agressão dos vírus e bactérias ao nosso organismo.

Adolescentes e adultos também devem se proteger. Vacinas contra o HPV (que previne contra a infecção sexualmente transmissível mais frequente no mundo) e a meningocócica ACWY (que previne contra a meningite) são fundamentais na adolescência; a tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) e o imunizante contra a febre amarela são exemplos de vacinas que também devem ser tomados na fase adulta.

“A vacinação é importante em todas as fases da vida. Ela preserva a saúde da população e previne contra doenças graves, além de reduzir a disseminação de agentes infecciosos na comunidade, protegendo a todos”, destaca o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti.

O Calendário Nacional de Vacinação pode ajudar a descobrir quais vacinas é preciso tomar e quando. É importante destacar que as vacinas disponibilizadas no Sistema Único de Saúde (SUS) são seguras e de vital importância para proteção contra algumas doenças graves e muitas vezes fatais.

Aqui está uma lista geral baseada no calendário de vacinação brasileiro, fornecida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI):

Recém-nascidos

  • BCG (Bacilo de Calmette-Guérin) dose única: Contra a tuberculose.
  • Hepatite B (primeira dose): contra a hepatite B.

2 meses

  • Pentavalente (DTP+Hib+Hepatite B): contra difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenzae tipo b e hepatite B.
  • VIP (Vacina Inativada Poliomielite): contra poliomielite.
  • Pneumocócica 10-valente: contra doenças causadas pelo pneumococo.
  • Rotavírus: contra o rotavírus.
  • Vacina pneumocócica 10-valente (Conjugada) – (Pneumo 10) (1ª dose) – Doenças evitadas: infecções invasivas (como meningite e pneumonia) e otite média aguda, causadas pelos 10 sorotipos de Streptococus pneumoniae
  • Vacina rotavírus humano G1P1 [8] (atenuada) – (VRH) (1ª dose) – Doenças evitadas: diarreia por rotavírus (gastroenterites)

3 meses

  • Meningocócica C conjugada: contra a meningite C

4 meses

  • Pentavalente (DTP+Hib+Hepatite B): segunda dose.
  • VIP (Vacina Inativada Poliomielite): segunda dose.
  • Pneumocócica 10-valente: segunda dose.
  • Rotavírus: segunda dose.

5 meses

  • Meningocócica C conjugada: segunda dose.

6 meses

  • Vacina adsorvida Difteria, Tétano, pertussis, Hepatite B (recombinante) e Haemophilus influenzae B (conjugada) – (Penta) (3ª dose) – Doenças evitadas: Difteria, Tétano, Coqueluche, Hepatite B e infecções causadas pelo Haemophilus influenzae B.
  • Vacina poliomielite 1, 2 e 3 (inativada) – (VIP) (3ª dose) – Doenças evitadas: Poliomielite.
  • Vacina Influenza [uma ou duas doses (anual)] – Doenças evitadas: infecções pelo vírus influenza.
  • Vacina covid-19 (1ª dose) – Doenças evitadas: as formas graves e complicações pela covid-19.

Obs.: A vacina covid-19 está recomendada com esquema de duas doses (aos 6 e 7 meses de idade), respeitando os intervalos mínimos recomendados (4 semanas entre a 1ª e 2ª dose). Caso não tenha iniciado ou completado o esquema primário até os 7 meses de idade, a vacina poderá ser administrada até 4 anos, 11 meses e 29 dias, conforme histórico vacinal. Para indivíduos imunocomprometidos, o esquema vacinal é de três doses (aos 6, 7 e 9 meses).

7 meses

  • Vacina covid-19 (2ª dose) – Doenças evitadas: as formas graves e complicações pela covid-19.

Obs.: A vacina Covid-19 está recomendada com esquema de duas doses (aos 6 e 7 meses de idade), respeitando os intervalos mínimos recomendados (4 semanas entre a 1ª e 2ª dose). Caso não tenha iniciado e/ou completado o esquema primário até os 7 meses de idade, a vacina poderá ser administrada até 4 anos, 11 meses e 29 dias, conforme histórico vacinal. Para indivíduos imunocomprometidos, o esquema vacinal são de três doses (aos 6, 7 e 9 meses).

9 meses

  • Vacina Febre Amarela (atenuada) – (FA) (1 dose) – Doenças evitadas: febre amarela.

12 meses

  • Vacina pneumocócica 10-valente (Conjugada) – (Pneumo 10) (Reforço) – Doenças evitadas: infecções invasivas (como meninigite, pneumonia e otite média aguda), causadas pelos 10 sorotipos Streptococus pneumoniae.
  • Vacina meningocócica C (conjugada) – (Meningo C) (Reforço) – Doenças evitadas: doença invasiva causada pela Neisseria meningitidis do sorogrupo C
  • Vacina Sarampo, Caxumba, Rubéola (Tríplice viral) (1ª dose) – Doenças evitadas: sarampo, caxumba e rubéola.

15 meses

  • Vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis (DTP) (1º reforço) – Doenças evitadas: difteria, tétano, coqueluche.
  • Vacina poliomielite 1 e 3 (atenuada) – (VOPb) (1º reforço) – Doenças evitadas: Poliomielite.
  • Vacina adsorvida hepatite A (HA – inativada) (1 dose) – Doenças evitadas: hepatite A.
  • Vacina Tetra viral (1 dose) – Doenças evitadas: Sarampo, Caxumba, Rubéola e varicela.

4 anos

  • Vacina adsorvida Difteria, Tétano e pertussis (DTP) (2º reforço) – Doenças evitadas: Difteria, Tétano, Coqueluche.
  • Vacina Febre Amarela (atenuada) (Reforço) – Doenças evitadas: Febre Amarela.
  • Vacina poliomielite 1 e 3 (atenuada) – (VOPb) (2º reforço) – Doenças evitadas: Poliomielite.
  • Vacina varicela (monovalente) – (Varicela) (1 dose) – Doenças evitadas: Varicela.

5 anos

  • Vacina Febre Amarela (atenuada) – (FA) (1 dose, caso a criança não tenha recebido as duas doses recomendadas antes de completar 5 anos) – Doenças evitadas: Febre Amarela.
  • Vacina pneumocócica 23-valente – (Pneumo 23) (1 dose) – Doenças evitadas: infecções invasivas pelo pneumococo na população indígena.

9 e 10 anos

  • Vacina HPV Papilomavírus humano 6, 11, 16 e 18 (HPV4 – recombinante) (Dose única) – Doenças evitadas: Papilomavírus Humano 6, 11, 16 e 18.

Obs.: Para vítimas de abuso sexual, de 9 a 14 anos a recomendação é de duas doses. De 15 a 45, a recomendação é de três doses, considerando o histórico vacinal contra o HPV. Pessoas com HIV/aids, transplantadas de órgãos sólidos e de medula óssea, pacientes com câncer e aqueles com papilomatose respiratória recorrente (PPR) devem tomar três doses, com prescrição médica. Para menores de 18 anos, é necessário consentimento dos pais ou responsáveis para a vacinação contra o HPV como tratamento adjuvante da PPR. O intervalo entre as doses deve ser confirmado na UBS.

Adolescentes

A qualquer tempo

  • Vacina Hepatite B recombinante (HB) (Iniciar ou completar três doses, de acordo com situação vacinal) – Doenças evitadas: Hepatite B.
  • Vacina Difteria e Tétano (dT) (Iniciar ou completar três doses, de acordo com situação vacinal | Reforço a cada 10 anos ou a cada 5 anos em caso de ferimentos graves) – Doenças evitadas: Difteria e Tétano.
  • Vacina Febre Amarela (VFA – atenuada) (Dose única caso não tenha recebido nenhuma dose até os 5 anos ou reforçar, caso a pessoa tenha recebido uma dose da vacina antes de completar 5 anos de idade) – Doenças evitadas: Febre Amarela.
  • Vacina Sarampo, Caxumba e Rubéola (Tríplice viral) (Iniciar ou completar duas doses, de acordo com a situação vacinal) – Doenças evitadas: Sarampo, Caxumba e Rubéola.

11 a 14 anos

  • Vacina HPV Papilomavírus humano 6, 11, 16 e 18 (HPV4 – recombinante) (Dose única | Para os adolescentes não vacinados, de 15 a 19 anos de idade, deve-se realizar estratégias de resgate para vacinação de dose única.) Doenças evitadas: Papilomavírus Humano 6, 11, 16 e 18.

Obs.: Para vítimas de abuso sexual, de 9 a 14 anos a recomendação é de duas doses. De 15 a 45, a recomendação é de três doses, considerando o histórico vacinal contra o HPV. Pessoas com HIV/aids, transplantadas de órgãos sólidos e de medula óssea, pacientes com câncer e aqueles com papilomatose respiratória recorrente (PPR) devem tomar três doses, com prescrição médica. Para menores de 18 anos, é necessário consentimento dos pais ou responsáveis para a vacinação contra o HPV como tratamento adjuvante da PPR. O intervalo entre as doses deve ser confirmado na UBS.

  • Vacina meningocócica ACWY (MenACWY- Conjugada) (Uma dose) – Doenças evitadas: meningite meningocócica sorogrupos A, C, W e Y.

Idade adulta – a qualquer tempo

  • Vacina Hepatite B (HB – recombinante) (três doses, de acordo com histórico vacinal) – Doenças evitadas: Hepatite B.
  • Vacina Difteria e Tétano (dT) (três doses, de acordo com histórico vacinal / Reforço a cada 10 anos ou a cada 5 anos em caso de ferimentos graves) – Doenças evitadas: Difteria e Tétano.
  • Vacina Febre Amarela (VFA – atenuada) (Dose única caso não tenha recebido nenhuma dose até os 5 anos ou reforçar, caso a pessoa tenha recebido uma dose da vacina antes de completar 5 anos de idade) – Doenças evitadas: Febre Amarela.
  • Vacina HPV Papilomavírus humano 6, 11, 16 e 18 (HPV4 – recombinante) – Doenças evitadas: Papilomavírus Humano 6, 11, 16 e 18.

Obs.: Para vítimas de abuso sexual, de 9 a 14 anos a recomendação é de duas doses. De 15 a 45, a recomendação é de três doses, considerando o histórico vacinal contra o HPV. Pessoas com HIV/aids, transplantadas de órgãos sólidos e de medula óssea, pacientes com câncer e aqueles com papilomatose respiratória recorrente (PPR) devem tomar três doses, com prescrição médica. Para menores de 18 anos, é necessário consentimento dos pais ou responsáveis para a vacinação contra o HPV como tratamento adjuvante da PPR. O intervalo entre as doses deve ser confirmado na UBS.

A partir de 18 anos

Vacina Difteria, Tétano, Pertussis (dTpa – acelular) (Uma dose – Reforço a cada 10 ou 5 anos, em caso de ferimentos graves | Recomendadas para profissionais da saúde, parteiras tradicionais e estagiários da saúde, que atuam em maternidades e unidades de internação neonatal – UTI/UCI convencional e UCI Canguru, atendendo recém-nascidos)
Doenças evitadas: Difteria, Tétano e Coqueluche

20 a 29 anos

  • Vacina Tríplice viral (Duas doses) – Doenças evitadas: Sarampo, Caxumba e Rubéola.

30 a 59 anos

  • Vacina Tríplice viral (Uma dose – Verificar situação vacinal anterior) – Doenças evitadas: Sarampo, Caxumba e Rubéola.

A partir de 60 anos

  • Vacina Hepatite B (HB – recombinante) (três doses, de acordo com histórico vacinal) – Doenças evitadas: Hepatite B.
  • Vacina Difteria e Tétano (dT) (três doses, de acordo com histórico vacinal | Reforço a cada 10 anos ou a cada 5 anos em caso de ferimentos graves) – Doenças evitadas: Difteria e Tétano.
  • Vacina Febre Amarela (VFA – atenuada) – Doenças evitadas: Febre Amarela

Pessoas a partir de 60 anos, que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de vacinação, o serviço de saúde deverá avaliar a pertinência e o risco X benefício da vacinação.

  • Vacina Difteria, Tétano, Pertussis (dTpa – acelular) (Uma dose – Reforço a cada 10 ou 5 anos, em caso de ferimentos graves |Recomendadas para profissionais da saúde, parteiras tradicionais e estagiários da saúde, que atuam em maternidades e unidades de internação neonatal – UTI/UCI convencional e UCI Canguru, atendendo recém-nascidos) – Doenças evitadas: Difteria, Tétano e Coqueluche.

Gestantes

A qualquer tempo no pré-natal

  • Vacina Hepatite B (HB – recombinante) (Iniciar ou completar três doses, de acordo com histórico vacinal) – Doenças evitadas: Hepatite B.
  • Vacina Difteria e Tétano (dT) (Iniciar ou completar três doses, de acordo com histórico vacinal | Reforço a cada 10 anos ou a cada 5 anos em caso de ferimentos graves) – Doenças evitadas: Difteria e Tétano.

20ª semana de gravidez e puérperas até 45 dias

  • Vacina Difteria, Tétano, Pertussis (dTpa – acelular) (Uma dose a cada gestação) – Doenças evitadas: Difteria, Tétano e Coqueluche.

As informações são do Ministério da Saúde.

Hepatites Virais: entenda as diferenças entre os cinco tipos

“Contraí hepatite A tomando um suco na rua. Na época, aos 26 anos, morava em Recife e, por ser muito quente, me refrescava em algumas paradas. Ocasionalmente, percebi meus olhos amarelados e, após passar por exames, tive o diagnóstico. Precisei ficar de repouso até as taxas diminuírem para retomar minha rotina”. Esse é o relato do jornalista Ênio Lucciola, 60 anos, morador de Brasília. Pensando em casos como o dele, o Ministério da Saúde preparou um material para dar orientações e diferenciar os cinco tipos de hepatites virais: A, B, C, D e E.

As hepatites virais são um problema de saúde pública em todo o mundo. No Brasil, os tipos mais comuns são o A, B e C. Na região Norte do país, em especial, é possível encontrar casos do tipo D. A hepatite E é a mais rara, com maior incidência nos continentes africano e asiático.

Hepatite A

A hepatite A é uma infecção causada pelo vírus HAV. Na maioria dos casos, é uma doença autolimitada, transmitida por ingestão de alimentos ou água contaminados por fezes ou devido aos baixos níveis de saneamento básico e higiene pessoal. No caso do jornalista Ênio, a contração pode ter acontecido pela conservação incorreta do suco que ele bebeu.

A contaminação também pode ocorrer por contatos pessoais ou próximos entre pessoas com a infecção e por contatos sexuais. Crianças menores de 5 anos, a partir dos 12 meses de idade, podem se vacinar pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para prevenir a infecção pelo vírus.

Para evitar o contato com a doença, é necessária uma higienização adequada das mãos, alimentos, pratos, talheres e instalações sanitárias. Usar preservativos e manter as regiões genitais limpas antes e após as relações sexuais também são métodos de prevenção.

Não há nenhum tratamento específico para a hepatite A. Com o medicamento mais adequado prescrito por um médico, o paciente terá uma melhora e vai garantir o balanço nutricional, incluindo a reposição de nutrientes perdidos pelos vômitos e diarreia. A hospitalização é indicada apenas nos casos de insuficiência hepática aguda.

Hepatite B

Considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST), uma das principais formas de contrair a hepatite B é por meio de relação sexual desprotegida. É uma doença infecciosa causada pelo vírus HBV, presente no sangue e nas secreções. Cerca de 20% das pessoas adultas infectadas cronicamente pelo vírus podem desenvolver cirrose e câncer de fígado. Por isso, é importante realizar a testagem de gestantes durante o pré-natal e a profilaxia para a prevenção da transmissão vertical.

O compartilhamento de seringas, agulhas, cachimbos, canudos, lâminas de depilação, escovas de dentes, alicates de cutícula ou outros objetos perfurantes também podem acarretar na contração da hepatite B.

A vacina é a melhor forma de prevenção para a doença e está disponível para todas as pessoas no SUS. Em crianças, deve ser aplicada em quatro doses, sendo a primeira ao nascer e as seguintes aos 2, 4 e 6 meses de idade (a pentavalente). Os adultos que não se vacinaram na infância precisam tomar três doses em um intervalo de 6 meses. Pessoas com imunossupressão ou que vivem com HIV precisam de um esquema especial, com o dobro do volume em cada dose, administrada nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).

Hepatite C

É um processo infeccioso e inflamatório causado pelo vírus HCV. Pode se manifestar na forma aguda ou crônica, sendo a segunda a mais comum. É uma doença silenciosa que acomete o fígado e, em alguns casos, pode desenvolver uma cirrose. Há também o risco de desenvolvimento de carcinoma hepatocelular (CHC) e de descompensação hepática.

Apesar de não apresentar sintomas na maioria dos casos, a hepatite C pode se manifestar com febre, fadiga, náusea, vômito, diarreia, dor abdominal, urina escura e icterícia. A infecção pode ocorrer pelo contato com sangue contaminado, compartilhamento de objetos perfurantes e cortantes e falhas de esterilização.

A testagem espontânea da população prioritária é imprescindível no combate a esse tipo da doença. O tratamento é feito com antivirais de ação direta por 12 ou 24 semanas. Todas as pessoas infectadas pelo HCV podem receber o tratamento pelo SUS nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

Hepatite D

Também chamada de Delta, a hepatite D é uma infecção causada pelo vírus HDV. Para se replicar, precisa estar associado ao vírus da hepatite B. Desta forma, a contaminação pelo HDV está associada sempre em pessoas com HBV e só assim pode causar inflamação das células do fígado. A forma crônica é considerada a mais grave, com progressão mais rápida para cirrose e um risco aumentado para descompensação, carcinoma hepatocelular e morte.

A transmissão da doença é idêntica à do tipo B. Por isso, a vacina contra o HBV também protege contra o HDV. Os sintomas, quando aparecem, são cansaço, tontura, enjoo, vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. O tratamento da hepatite D acontece por meio do controle do dano hepático e todas as pessoas com este tipo da doença podem realizar as terapias disponibilizadas pelo SUS. Além do tratamento medicamentoso, recomenda-se que a pessoa não consuma bebidas alcoólicas.

Hepatite E

A hepatite E é uma infecção causada pelo vírus HEV de curta duração e autolimitada. Na maioria dos casos, é de caráter benigno. Porém, a hepatite E pode ser grave em gestantes e, mais raramente, causar infecções crônicas em pessoas que tenham algum tipo de imunodeficiência.

É transmitida via fecal-oral e pelo consumo de alimentos e de água contaminada, em locais com infraestrutura sanitária inadequada, além da ingestão de carne mal cozida ou produtos derivados de animais, transfusão de produtos sanguíneos infectados e transmissão vertical de uma mulher grávida para seu bebê. As formas de prevenção e tratamento são semelhantes à da hepatite A.

Brasil Saudável

Em fevereiro deste ano, o Ministério da Saúde lançou o programa Brasil Saudável, que visa eliminar ou reduzir doenças determinadas socialmente – isto é, doenças que afetam mais ou somente pessoas em áreas de maior vulnerabilidade social. As hepatites virais estão no escopo da ação, com base nas metas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os tipos B e C são fortemente influenciados por determinantes sociais: baixo nível educacional, pobreza e falta de acesso a cuidados de saúde adequados têm sido associados a uma maior prevalência e gravidade dessas doenças. Pessoas em situação de rua, usuários de drogas, trabalhadores do sexo, pessoas privadas de liberdade, migrantes, entre outros grupos, muitas vezes são expostos a situações que aumentam sua vulnerabilidade à infecção pelos vírus HBV e HCV.

As informações são do Ministério da Saúde.

Brasil sai da lista dos 20 países com mais crianças não vacinadas

Brasil avançou na imunização infantil e conseguiu sair da lista dos 20 países com mais crianças não imunizadas no mundo. O dado faz parte das estimativas da Organização Mundial da Saúde e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) que, nesta segunda-feira (15), lançam novos dados sobre imunização infantil a nível global.

Enquanto a maioria dos países não conseguiu alcançar as metas, o Brasil se destacou positivamente, mesmo após enfrentar quedas consecutivas nas coberturas vacinais desde 2016. Em 2023, no entanto, o governo brasileiro, na gestão do presidente Lula, anunciou o Movimento Nacional pela Vacinação, com o objetivo de retomar a confiança da população na ciência, no Sistema Único de Saúde (SUS) e nas vacinas.

O relatório da OMS/UNICEF mostra que, no Brasil, o número de crianças que não receberam nenhuma dose da DTP1, que protege contra a difteria, o tétano e a coqueluche, caiu de 418 mil em 2022 para 103 mil em 2023. O número de crianças brasileiras que não receberam a DTP3 também caiu: de 846 mil em 2021 para 257 mil em 2023. No Brasil, a DTP é administrada pelo Programa Nacional de Imunizações, o PNI, como a Vacina Pentavalente.

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, relembra que o Brasil começou a ver a perda de conquistas importantes do programa de vacinação, como a erradicação da varíola e a eliminação da circulação do vírus da poliomielite. “Mas nós revertemos esse cenário. Em fevereiro de 2023, logo que assumimos a gestão, demos largada no Movimento Nacional pela Vacinação, um grande pacto para a retomada das coberturas vacinais. O Zé Gotinha viajou pelo Brasil, levando a mensagem de que vacinas salvam vidas. E hoje, com o reconhecimento da UNICEF e da Organização Mundial da Saúde, confirmamos que o Brasil se destacou positivamente com a retomada das coberturas vacinais”, defende.

“Tudo isso foi possível com o empenho e o trabalho dos profissionais da saúde e dos gestores estaduais e municipais. Nosso agradecimento a todos aqueles que se mobilizaram, que levaram as crianças para atualizar a caderneta de vacinação e que confiaram no Sistema Único de Saúde”, conclui a ministra.

Os avanços brasileiros fizeram com que o País saísse do ranking dos 20 países com mais crianças não imunizadas do mundo. Em 2021, o Brasil ocupava o 7º lugar nesse ranking e, em 2023, ele não faz mais parte da lista. Foi justamente no ano passado que 13 das 16 principais vacinas do calendário infantil apresentaram aumento das suas coberturas vacinais em todo o Brasil, se comparadas às coberturas registradas em 2022.

Entre os destaques de crescimento estão: as vacinas contra a poliomielite (VIP e VOP), pentavalente, rotavírus, hepatite A, febre amarela, meningocócica C (1ª dose e reforço), pneumocócica 10 (1ª dose e reforço), tríplice viral (1ª e 2ª doses) e reforço da tríplice bacteriana (DTP).

Nos 13 imunizantes que apresentaram recuperação, a média de alta foi de 7,1 pontos percentuais, sendo que nacionalmente a que mais cresceu em cobertura foi o reforço da tríplice bacteriana, com 9,23 pontos, passando de 67,4% para 76,7%. Ao avaliar a cobertura vacinal entre os estados, a maioria apresenta melhoria na cobertura das 13 vacinas citadas.

O investimento para apoiar estados e municípios nessa estratégia também aumentou. Mais de R$ 6,5 bilhões foram investidos em 2023 na compra de imunizantes e a previsão é que esses recursos alcancem R$ 10,9 bilhões em 2024.

De forma inédita, R$ 150 milhões foram repassados por ano aos estados e municípios, em apoio às ações de imunização com foco no microplanejamento, ou seja, nas ações de comunicação regionalizadas. Para 2024, o mesmo valor está sendo destinado aos estados e municípios.

As ações de microplanejamento, método recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), consistem em diversas atividades com foco na realidade local, desde a definição da população alvo, escolha das vacinas, definição de datas e locais de vacinação, até a logística. A proposta é alinhar essas estratégias com gestores e lideranças locais para alcançar melhores resultados e melhorar as coberturas vacinais.

Essas iniciativas contribuem para que as metas de vacinação sejam atingidas. Entre as estratégias que podem ser adotadas com a estratégia de microplanejamento pelos municípios, estão a realização do “Dia D” de vacinação, busca ativa de não vacinados, vacinação em qualquer contato com serviço de saúde, vacinação nas escolas, vacinação para além das unidades de saúde, checagem da caderneta de vacinação e intensificação da vacinação em áreas indígenas.

Novo sistema permite mais transparência no registro das vacinas

A atual gestão do Ministério da Saúde também promoveu uma mudança no painel de registro de aplicação das vacinas para dar mais transparência e agilidade aos dados. Até 2022, as vacinas de rotina tinham os registros de doses aplicadas inseridos em diversos sistemas de informação próprios dos estados, municípios e do Distrito Federal. Eles eram compilados pela pasta e apresentados por um painel na plataforma Tabnet, o chamado Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI web ou “Legado”).

A partir de 2023, todos os dados vacinais foram redirecionados para a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), com as doses aplicadas atreladas a um número de Cadastro de Pessoa Física (CPF) ou Cartão Nacional de Saúde (CNS). A reestruturação é uma reivindicação antiga do setor e migra os dados para um sistema mais abrangente, flexível e oportuno.

A novidade permitiu que a caderneta digital de vacinação se tornasse uma realidade. A partir da completa migração entre os sistemas, cada cidadão poderá consultar a própria situação vacinal online, por meio do Meu SUS Digital, como já acontece com as doses de vacinas da Covid-19.

Participação do Zé Gotinha em eventos de todo o país

O Ministério da Saúde tem incentivado, ainda, a participação do Zé Gotinha, ícone histórico da imunização e da defesa pela vida, em eventos por todo o Brasil. O personagem é considerado um aliado importante no processo de educação e combate às falsas notícias, pois conta com a confiança da população brasileira. O Zé Gotinha surgiu de um movimento dos países latino-americanos para a erradicação da poliomielite e se transformou no representante da imunização de crianças e adultos no Brasil.

Somente em 2023, Zé Gotinha marcou presença, por exemplo, no início da campanha de multivacinação no Pará, no Amazonas, no Amapá e no Maranhão. Ele subiu no Cristo Redentor, andou de Bondinho no Pão de Açúcar, participou da Bienal do Livro e visitou a comunidade de Manguinhos quando esteve no Rio de Janeiro (RJ). Também esteve na Caravana Federativa, na Bahia, na Parada LGBTQIAP+, em São Paulo e no Congresso do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), em Goiás.

Na capital federal, Zé Gotinha lançou o Movimento Nacional pela Vacinação, desfilou no 7 de setembro, no caminhão dos bombeiros, em homenagem ao trabalho indispensável dos trabalhadores da saúde, participou da Marcha das Margaridas e da 17ª Conferência Nacional de Saúde. Zé conheceu ainda o Buda gigante na serra do Espírito Santo e recebeu, em Minas Gerais, em um ritual do povo Maxakali, o adereço de maior simbologia dentro da cultura indígena: o cocar.

Novo programa em defesa das vacinas e de combate à desinformação

O Governo Federal também lançou, em 2023, o programa Saúde com Ciência, uma iniciativa inédita em defesa da vacinação e voltada ao enfrentamento da desinformação. A proposta faz parte da estratégia para recuperar as altas coberturas vacinais do Brasil diante de um cenário de retrocesso. A propagação de fake news é um dos fatores que impacta na adesão da população às campanhas de imunização.

A estratégia interministerial é coordenada pelo Ministério da Saúde e pela Secretária de Comunicação Social da Presidência da República, com a parceria dos ministérios da Justiça e Segurança Pública, da Ciência e Tecnologia e Inovação, e com a Controladoria-Geral da União (CGU) e Advocacia-Geral da União (AGU), garantindo atuação em diferentes frentes.

Com o objetivo de fortalecer as políticas de saúde e a valorização do conhecimento científico, o Saúde com Ciência é composto por cinco pilares, que envolvem cooperação, comunicação estratégica, capacitação, análises e responsabilização. O programa prevê ainda ações para identificar e compreender o fenômeno da desinformação, promover informações íntegras e responder aos efeitos negativos das redes de desinformação em saúde de maneira preventiva.

Assim, a partir do acompanhamento e análise de fontes de dados relevantes de disseminação de informações falsas no ambiente digital, a meta é desenvolver ações para reduzir e mitigar o efeito negativo desses conteúdos que prejudicam a confiança da população na segurança das vacinas e que impactaram significativamente nas ações promovidas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) nos últimos anos.

Resultados globais da OMS/UNICEF

Enquanto, no Brasil, houve avanços positivos, globalmente o cenário é diferente. O número de crianças que não receberam nenhuma dose da DPT1 aumentou de 13,9 milhões em 2022 para 14,5 milhões em 2023.

Com base em dados relatados pelos países, as estimativas da OMS e do UNICEF sobre a cobertura nacional de imunização (Wuenic) fornecem o maior e mais abrangente conjunto de dados do mundo sobre tendências de imunização para vacinas contra 13 doenças administradas por meio de sistemas de saúde regulares – normalmente em clínicas, centros comunitários, serviços de alcance ou visitas de profissionais de saúde.

As informações são do Ministério da Saúde.

Incidência e mortalidade por vírus respiratório em crianças seguem altas, aponta Fiocruz

A mortalidade por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças pequenas ainda está alta devido à grande circulação do vírus sincicial respiratório (VSR). A análise é do boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (11).

O documento destaca que a mortalidade da SRAG nas últimas oito semanas foi semelhante na faixa infantil de zero a dois anos e em idosos. No entanto, na população idosa, se destacam as mortes por SRAG associadas ao vírus da gripe, à influenza A e à covid-19.

Seis unidades da federação apresentam sinal de aumento do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave na tendência de longo prazo: Amapá, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Roraima e São Paulo. Já é possível observar uma estabilização ou interrupção do crescimento do número de casos de VSR e influenza A em alguns estados do Centro-Sul.

A análise mostra que ainda estão altos os casos dos vírus influenza, VSR e rinovírus na maioria dos estados do Sudeste, como Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo. Alguns estados do Norte também apresentam manutenção do aumento dos casos de VSR e rinovírus em crianças pequenas.

Segundo a pesquisadora do InfoGripe Tatiana Portella, no cenário nacional, há sinal de queda na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) e de estabilidade na tendência de curto prazo (últimas três semanas) nos casos de SRAG.

“A diminuição da Síndrome Respiratória Grave a nível nacional se deve a uma queda ou interrupção no crescimento das SRAG por vírus respiratório e influenza A em muitos estados”, avalia a pesquisadora, reforçando a importância da vacinação no país contra a covid-19.

Covid

A covid-19 tem se mantido em patamares baixos quando comparada com seu histórico de circulação. Porém, o vírus tem sido a principal causa de internação por SRAG entre os idosos do Amazonas, Ceará e Piauí nas últimas semanas.

Também alguns estados do Norte e Nordeste têm apresentado uma ligeira atividade da covid-19.

As informações são da Fiocruz, via Agência Brasil

Londrina e Foz do Iguaçu terão unidades da Biofábrica Wolbachia, tecnologia de combate à dengue

O Governo do Paraná vai inaugurar neste mês de julho em Foz do Iguaçu, no Oeste, e Londrina, no Norte do Estado, a Biofábrica Wolbachia, uma das principais estratégias e uma nova tecnologia no combate à dengue e outras arboviroses. A biofábrica contará com a parceria do Ministério da Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Instituto WMP (Wolrd Mosquito Program) e das prefeituras das duas cidades.

As unidades com laboratórios e profissionais treinados desenvolverão as etapas finais do “Método Wolbachia”, com a eclosão de ovos do Aedes aegypti. Foz do Iguaçu e Londrina estão entre os seis municípios selecionados de todo o Brasil nessa nova fase. Uberlândia (Minas Gerais), Presidente Prudente (São Paulo), Natal (Rio Grande do Norte) e Joinville (Santa Catarina) também participam do projeto.

O método consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, que impede que os vírus da dengue, zika e chikungunya se desenvolvam no inseto, evitando a transmissão das doenças. Estes mosquitos, chamados de Wolbitos, não são geneticamente modificados e não transmitem outras doenças.

Para a seleção foram considerados municípios com mais de 100 mil habitantes que são responsáveis pela maior parte dos casos de arboviroses urbanas, o clima da região, o número de casos prováveis de dengue nos últimos 10 anos, a incidência de dengue nos últimos cinco anos e a presença de aeroporto.

“As tratativas para este projeto estão sendo realizadas desde 2019 e intensificadas no ano passado. Agora estamos mais perto dessa realidade, com a implantação desse programa moderno, estratégico, que poderá auxiliar o Paraná no combate ao Aedes”, disse o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

FOZ DO IGUAÇU – Em fase de finalização, a biofábrica de Foz do Iguaçu tem aproximadamente 166 metros quadrados e está situada no bairro Vila Boa Esperança. Está prevista a liberação dos mosquitos durante cinco meses, totalizando 26.156.800 wolbitos (1.307.840 por semana). Os bairros contemplados para ação são: Caic, Campos do Iguaçu, Cidade Nova, Jardim América, Jardim São Paulo 1, Jardim São Paulo 2, Lagoa Dourada, Morumbi 1, Morumbi 3, Ouro Verde, Portal da Foz, Porto Belo, Profilurb 1, Profilurb 2, São João, Sol de Maio, Três Lagoas, Vila C Nova, Vila C Velha.

LONDRINA – A unidade de Londrina, também em etapa final de construção, tem cerca de 225 metros quadrados e fica no bairro Jardim São Francisco. A previsão é que sejam liberados 58.087.000 mosquitos (2.904.350 por semana), em todos os bairros da Região Norte e Sul: União da Vitória, Califórnia e PIND; Região Leste – Califórnia, Vila Fraternidade, Antares, Ernani Moura Lima, Abussaf, Lindóia e Ideal; Região Oeste- Jardim Bandeirantes, Leonor e Olímpico; Região central- Vila Brasil, Vila Recreio, Vila Nova, Shangri-lá e Vila Casoni.

MÉTODO WOLBACHIA – A Wolbachia é um microrganismo intracelular presente em cerca de 50% dos insetos da natureza, mas que não está no Aedes aegypti. Quando presente nestes mosquitos, ela impede que os vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela se desenvolvam dentro do inseto, contribuindo para redução destas doenças.

Uma vez que os mosquitos com Wolbachia são liberados no ambiente, eles se reproduzem com mosquitos de campo e ajudam a criar uma nova geração com Wolbachia. Com o tempo, a porcentagem de insetos que carregam a Wolbachia aumenta, até que permaneça alta, sem a necessidade de novas liberações.

O Método Wolbachia é uma medida complementar. A população deve manter todas as ações para o controle da dengue, zika e chikungunya.

PROGRAMA – O World Mosquito Program é uma iniciativa internacional sem fins lucrativos que trabalha para proteger a comunidade global das doenças transmitidas por mosquitos. No Brasil, o Wolbachia é conduzido pela Fundação Oswaldo Cruz, com financiamento do Ministério da Saúde, em parceria com os governos locais.

Esse método foi desenvolvido na Austrália e, atualmente, está presente em mais de 20 cidades de 14 países. Além disso, os dados de monitoramento revelam que os Wolbitos estão se estabelecendo em níveis muito positivos nos territórios. Na Austrália, houve redução de 96% nos casos de dengue.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Farmácia Popular passa a oferecer 95% dos medicamentos gratuitamente

A partir desta quarta-feira (10), 95% dos medicamentos e insumos fornecidos pelo Programa Farmácia Popular passam a ser distribuídos de forma gratuita. De acordo com o Ministério da Saúde, remédios para tratar colesterol alto, doença de Parkinson, glaucoma e rinite, por exemplo, já podem ser retirados de graça em unidades credenciadas.

A lista completa de medicamentos e insumos disponibilizados pode ser acessada aqui. Já a lista de farmácias e drogarias credenciadas ao programa pode ser acessada aqui. A expectativa da pasta é que cerca de 3 milhões de pessoas que já utilizam o programa sejam beneficiadas. “Em média, isso pode gerar uma economia para os usuários de até R$ 400 por ano”.

Entenda

O Farmácia Popular oferta, atualmente, 41 itens entre fármacos, fraldas e absorventes. Até então, somente medicamentos contra diabetes, hipertensão, asma e osteoporose, além de anticoncepcionais, eram distribuídos de forma gratuita.

Para os outros remédios e insumos, o ministério arcava com até 90% do valor de referência e o cidadão pagava o restante, de acordo com o valor praticado pela farmácia. Com a atualização, 39 dos 41 itens de saúde distribuídos podem ser retirados de graça.

O programa

O Farmácia Popular foi criado em 2004 com o objetivo de disponibilizar medicamentos e insumos de saúde. No ano passado, passou a incluir remédios para osteoporose e anticoncepcionais e, este ano, adotou também a distribuição de absorventes para pessoas em situação de vulnerabilidade e estudantes da rede pública.

Dados do governo federal indicam que o programa está presente em 85% dos municípios brasileiros, cerca de 4,7 mil cidades, e conta com mais de 31 mil estabelecimentos credenciados em todo o país, com capacidade para atender 96% da população brasileira. “A expectativa do Ministério da Saúde é universalizar o programa, cobrindo 93% do território nacional”.

“Já foram credenciadas 536 novas farmácias em 380 novos municípios de referência do Programa Mais Médicos, com 352 cidades do Norte e Nordeste recebendo a primeira unidade cadastrada. Para alcançar a meta, o credenciamento de novas farmácias e drogarias foi aberto em 811 cidades de todas as regiões do país, com prioridade para os municípios que participam do Mais Médicos – uma estratégia que visa a diminuição dos vazios assistenciais.”

As informações são da Agência Brasil