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Dr. Fausto Durante representou o Simepar na estrega das carteiras do CRM-PR

Na última segunda-feira (29/09), o Simepar participou da solenidade de entrega de carteiras no CRM-PR, representado pelo diretor, Dr. Fausto Durante. Esse é um momento marcante na carreira de médicos e médicas paranaenses, e ficamos felizes em estar presentes.

Além da celebração, reforçamos a importância de orientar os novos profissionais sobre seus direitos trabalhistas e, principalmente, sobre a luta por condições dignas de trabalho. O Simepar agradece ao CRM-PR pelo convite e reafirma que estaremos sempre à disposição de toda a categoria.

Paraná dá início à distribuição gratuita de sensores digitais de glicemia

O Paraná sai na frente e se tornou o primeiro estado a formalizar a distribuição gratuita de sensores digitais de glicemia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida, fruto de uma lei estadual, vai beneficiar crianças e adolescentes de 4 a 17 anos com diabetes e foi anunciada nesta terça-feira (30) pelo secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, durante reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB/PR), em Curitiba.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), cerca de 500 pessoas nessa faixa etária já realizam tratamento pelo SUS no Paraná. A expectativa é de que o programa represente um investimento de aproximadamente R$ 5 milhões por ano.

“O Paraná dá mais um passo importante no cuidado com a saúde da nossa população. Ao formalizar esse programa, garantimos acesso gratuito a uma tecnologia que melhora o tratamento e a qualidade de vida. É um compromisso deste Governo em ampliar o acesso, reduzir desigualdades e oferecer mais segurança para pacientes e famílias”, afirmou Beto Preto.

Hoje, pacientes que precisam do dispositivo arcam com os custos de forma particular. Com o novo programa estadual, aprovado pelo Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems), os sensores passarão a ser fornecidos gratuitamente, garantindo mais qualidade de vida e segurança no tratamento.

O próximo passo será o trâmite interno da Secretaria da Saúde e a elaboração de um decreto pelo Poder Executivo para regulamentar a iniciativa. O processo deve ser finalizado no primeiro semestre de 2026.

QUEM PODERÁ RECEBER – A distribuição seguirá critérios definidos na Lei Estadual n° 22.331/2024, entre eles:

  • Ter entre 4 e 17 anos;
  • Ser beneficiário do Programa Bolsa Família;
  • Estar em tratamento com insulina análoga;
  • Ter acompanhamento pelo SUS há pelo menos seis meses;
  • Apresentar laudo médico que indique a necessidade do monitoramento contínuo.

 

COMO VAI FUNCIONAR – O cadastro será feito mediante apresentação de documentos e precisará ser atualizado anualmente. O recadastramento completo será exigido a cada dois anos. O programa prevê ainda regras de acompanhamento, como comprovação do uso adequado do sensor e adesão ao tratamento.

Caso as normas não sejam cumpridas, a participação poderá ser suspensa. O usuário, no entanto, poderá solicitar o retorno após 60 dias, mediante novo processo de inscrição.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Vacina contra a Covid-19 protege gestantes e bebês de complicações

Além de proteger contra a infecção pela covid-19, a vacinação em gestantes também diminui os riscos de partos prematuros, morte fetal e anomalias congênitas. Essa é a conclusão de um estudo do tipo guarda-chuva, o maior em nível de confiança, apresentado no Congresso da Sociedade Americana de Pediatria.

Conduzido pela pesquisadora Nikan Zargarzadeh, da Universidade de Harvard e do Hospital Infantil de Boston, nos Estados Unidos, o trabalho analisou mais de 200 estudos primários, realizados entre 2021 e 2023, reunindo dados de cerca de 1,2 milhão de gestantes.

A conclusão é que a vacina diminui em 58% o risco de infecção pela covid-19. Além disso, diversas complicações ocorreram em menor quantidade entre as mulheres vacinadas:

  • 34% menos partos prematuros antes das 28 semanas de gestação;
  • 25% menos bebês natimortos;
  • 17% menos anomalias congênitas;
  • 9% menos admissões em unidade de terapia intensiva neonatal.

A presidente da Comissão Nacional de Vacinas da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Susana Fialho, ressalta que esse efeito protetivo é muito importante, considerando os riscos que a infecção de covid-19 representa durante a gravidez.

“A gestante tem alterações fisiológicas em vários sistemas. Por exemplo, há uma modulação do sistema imune para permitir a tolerância ao feto, e essa adaptação faz com que infecções sejam mais graves. A gestante também consome mais oxigênio e tem uma diminuição da reserva respiratória. Ela tem hipoxia mais rápido e é naturalmente hipercoagulável. Por conta dessas alterações, ela é um grupo de risco para a covid-19 e deve se vacinar.”

Susana lembra ainda que desde a pandemia já se sabe que a covid-19 aumentou as internações hospitalares de gestantes e também os partos prematuros e as mortes maternas. Além disso, tanto o benefício quanto a segurança das vacinas já estão comprovados.

Dados oficiais apontam uma baixa cobertura na vacinação contra a covid-19 no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, este ano foram aplicadas apenas 191 mil doses nesse público, o que é menos do que 10% das cerca de 2,3 milhões aplicadas no ano passado.

A pasta informou ainda que 20,1 milhões de vacinas foram distribuídas para estados e municípios este ano, para uso em todos os públicos-alvo, e apenas 6,8 milhões foram aplicadas até o momento.

O pediatra e diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, Juarez Cunha, acrescenta que a vacinação das gestantes também ajuda a proteger um dos públicos mais vulneráveis à doença: os bebês recém-nascidos.

“Dados do Ministério da Saúde até 20 de setembro mostram que nós tivemos 1.125 óbitos por covid-19 este ano no Brasil, sendo 39 em crianças menores de 2 anos. E o bebê não pode ser vacinado antes dos 6 meses. Então, a forma de protegê-lo é vacinar a mãe na gestação, que vai fabricar anticorpos e proteger o nenê também.”

Os dois especialistas reforçam a importância de os profissionais de saúde que acompanham as gestantes recomendarem a vacinação. “Estudos mostram que, quando o profissional recomenda a vacinação e o paciente já estava com a ideia de se vacinar, a taxa de sucesso chega a 90%. Agora, se o profissional de saúde contraindica ou coloca dúvida, mesmo que a paciente estivesse pensando em se vacinar, ela não se vacina”, afirma Juarez Cunha.

“Uma das principais causas de hesitação vacinal, que é aquele adiamento ou a recusa da vacinação, é a falta de informação ou a informação incorreta. Essa história do autismo ser causado por vacinas, por exemplo, é uma história antiga, que a pessoa que inventou já foi desmascarada e foi totalmente retratado, porque não havia essa relação. A gente tem o objetivo de levar informações de qualidade científica para os nossos ginecologistas e obstetras, para que eles possam passar isso de uma forma bem tranquila para as pacientes, para que elas se sintam mais seguras para fazerem as suas vacinas”, complementa Susana Fialho, da Febrasgo.

As informações são da Agência Brasil.

Diretores/a do Simepar participam do II Congresso Acadêmico Sindical da Federação Médica Brasileira

Tem início na noite desta terça-feira (30/09) o II Congresso Acadêmico Sindical da Federação Médica Brasileira (FMB). O evento que ocorre em João Pessoa (PB) está sendo promovido pela FMB em parceria com o Sindicato dos Médicos do Estado da Paraíba (SIMED-PB), e o Núcleo de Acadêmicos e Médicos Jovens do Sindicato dos Médicos do Estado da Paraíba (NAMJ SIMED-PB).

Pelo Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) participam a Dra. Claudia Paola Carrasco Aguilar, que também é Diretora de Educação Médica e Formação Profissional da FMB. Ela atuará como Palestrante na Mesa redonda: “ENAMED – Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica”, que terá representantes do Conselho Federal de Medicina, da Associação Brasileira de Estudantes de Medicina e do Ministério da Saúde. Essa mesa será no dia 01/10/2025, das 10:30 às 11:30.

A Dra. Claudia Paola também estará na mesa redonda sobre “Remuneração, Condições de Trabalho e Reconhecimento Profissional na Perspectiva da Mulher Médica”, que será no dia 04/10, sábado, às 08h30min.

Além dela, participarão do Evento o presidente do Simepar, Dr. Marlus Volney de Morais, que também é Diretor Administrativo da FMB; o vice-presidente do Sindicato, Dr. Darley Rugeri Wollmann Junior; e o diretor financeiro do Simepar, Dr. Brasil Vianna Neto.

Os Dirigentes do Simepar também participarão da 6ª Conferência Internacional dos Sindicatos Médicos, que ocorre de 02 a 04 de outubro, em paralelo ao Congresso Acadêmico Sindical no mesmo local, em João Pessoa (PB).

Ministério da Saúde lança campanha para reduzir recusa à doação de órgãos

O Brasil atingiu a marca de 14,9 mil transplantes no primeiro semestre de 2025, o maior da série histórica. Representa um crescimento de 21% em relação a 2022. Mas esse número pode ser ainda maior, pois 45% das famílias ainda recusam a doação. Durante o lançamento da campanha de incentivo à doação de órgãos nesta quinta-feira (25/09), o Ministério da Saúde apresentou programa inédito para qualificar o diálogo com as famílias e o acompanhamento das doações nos hospitais.

O Programa Nacional de Qualidade na Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (PRODOT) busca reconhecer e valorizar as equipes que atuam dentro dos hospitais, responsáveis pela identificação de potenciais doadores, logística do processo e a conversa com os familiares. Um momento delicado, de dor, dúvidas e, muitas vezes, falta de informação, mas decisivo para salvar outras vidas. Pela primeira vez, esses profissionais terão incentivos financeiros conforme o volume do atendimento e indicadores de desempenho, incluindo o aumento das doações.

A iniciativa integra um conjunto de medidas que somam investimento de R$ 20 milhões por ano para fortalecer o Sistema Nacional de Transplantes. A maior parte, R$ 13 milhões para a inclusão de novos procedimentos, como transplantes de membrana amniótica, para casos graves de queimadura, e o transplante multivisceral, para falência intestinal. Os outros R$ 7,4 milhões são para o Prodot, cujo objetivo é aumentar o percentual de doação das famílias no país.

“A principal mensagem que queremos passar às famílias é a segurança e a seriedade do Sistema Nacional de Transplantes, reconhecido mundialmente. Quando um profissional de saúde aborda uma família, ele carrega esse reconhecimento e atua dentro de um sistema sólido e seguro. Ao mesmo tempo, reforçamos a importância de o doador manifestar à família o desejo de doar. Esse gesto, mesmo em um momento de dor, pode salvar a vida de três ou quatro pessoas e manter viva a memória do ente querido. Por isso, estamos investindo também na formação e orientação dos profissionais, para que saibam acolher e apoiar as famílias nesse processo tão delicado.”, ressaltou o ministro, Alexandre Padilha.

Campanha “Você diz sim, o Brasil inteiro agradece”

Atualmente, mais de 80 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil, o que reforça a importância de valorizar quem atua diretamente na sensibilização das famílias. A campanha de incentivo a doação de órgãos deste ano do Ministério da Saúde, que começa a ser veiculada neste mês, reforça a importância de todos informarem a sua família sobre a decisão de doar órgãos.

São as famílias que decidem pela doação ainda no hospital. Com o mote, “Doação de Órgãos. Você diz sim, o Brasil inteiro agradece. Converse com a sua família, seja um doador”, apresenta um caso real de uma mãe que disse sim à doação de órgãos do seu filho. E a história de profissionais da saúde que atuam desde o acolhimento das famílias até o transplante do órgão.

Inclusão de novos transplantes no SUS

O evento de lançamento da campanha de doação de órgãos de 2025 do Ministério da Saúde, realizado no Hospital do Rim em São Paulo, marcou a assinatura da portaria que cria a Política Nacional de Doação e Transplantes (PNDT). É a primeira vez que a política foi descrita em portaria específica, desde a criação do sistema em 1997.

A política inédita organiza de forma clara os princípios e diretrizes do SNT, reforçando a ética, a transparência, o respeito ao anonimato e a gratuidade no acesso pelo SUS.

“A nova Política e o Regulamento Técnico representam um avanço importante para o Sistema Nacional de Transplantes. A redistribuição macrorregional garante que os órgãos sejam direcionados de forma mais eficiente, respeitando as malhas aéreas e assegurando que cheguem mais rapidamente aos hospitais. Isso amplia a possibilidade de transplantes em regiões que hoje realizam menos procedimentos e fortalece a equidade no acesso. Essa iniciativa se soma a outras ações do Ministério da Saúde, o Agora Tem Especialistas, que leva investimentos a hospitais com estrutura adequada e apoio por meio da telessaúde, criando condições para que mais transplantes sejam realizados em todo o país.”, afirmou, Alexandre Padilha.

Um dos avanços mais significativos é a regulamentação dos transplantes de intestino delgado e multivisceral, agora incluídos no SUS. A medida garante que pacientes com falência intestinal tenham 100% do tratamento ofertado na rede pública de saúde, desde a reabilitação intestinal até os procedimentos pré e pós-transplante.

Inicialmente, cinco centros em São Paulo e no Rio de Janeiro estão autorizados a realizar o procedimento, com expectativa de ampliar o número de unidades habilitadas nos próximos anos. O novo Regulamento Técnico do SNT também prevê o reajuste da diária de reabilitação intestinal, que passou de R$ 120 para R$ 600, um aumento de 400%.

Outra inovação é a incorporação do uso rotineiro da membrana amniótica, tecido obtido da placenta após o parto, para pacientes queimados, em especial crianças. O procedimento favorece a cicatrização, reduz o risco de infecções e diminui a dor, beneficiando mais de 3,3 mil pessoas por ano.

Modernização e novas tecnologias

A política também estabelece a realização da prova cruzada virtual, exame feito remotamente para avaliar a compatibilidade imunológica entre doador e receptor. Esse recurso reduz riscos de rejeição, traz mais segurança e garante maior agilidade em situações de urgência, permitindo que o transplante aconteça o mais rápido possível.

A criação de critérios específicos de priorização para pacientes hipersensibilizados, grupo que, após transfusões sanguíneas ou gestações, desenvolve anticorpos que dificultam a compatibilidade é mais um avanço. A medida reduz o tempo de espera e amplia as chances de sucesso nos transplantes renais, impactando diretamente a qualidade de vida dessas pessoas.

No campo dos transplantes de medula óssea, o teste de quimerismo, exame de DNA utilizado para monitorar a rejeição e orientar condutas médicas, passa a ser ofertado de forma regular.

Liderança mundial

O Brasil ocupa a 3ª posição mundial em número absoluto de procedimentos, atrás apenas de Estados Unidos e China, mas lidera em transplantes realizados integralmente por um sistema público.

Confira a Apresentação sobre transplantes.

As informações são do Ministério da Saúde.

Infecções transmitidas pelo Aedes aegypti elevam risco de complicações no parto

Doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya, chamadas arboviroses, representam uma preocupação crescente para a saúde materno-infantil no Brasil.

Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – publicado recentemente sobre saúde pública na revista Nature Communications – analisou mais de 6,9 milhões de nascidos vivos no país entre 2015 e 2020. Ele revelou que a infecção por esses vírus durante a gravidez está associada a maiores riscos de complicações no parto e para os recém-nascidos, incluindo parto prematuro, baixo peso ao nascer e até morte neonatal.

A pesquisa – conduzida por cientistas do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Fiocruz Bahia) – indica que a infecção por arboviroses durante a gestação elevou o risco de parto prematuro, baixo escore de Apgar (avaliação rápida realizada após o nascimento para verificar a adaptação à vida fora do útero) e óbito neonatal.

Anomalias

A dengue, além de estar ligada ao parto antes do tempo e ao baixo peso, também mostrou associação com alterações estruturais e funcionais no desenvolvimento do feto, chamadas de anomalias congênitas.

No caso da zika, os efeitos adversos foram ainda mais amplos, com destaque para a má-formação congênita, cujo risco foi mais que duplicado entre bebês de mães infectadas.

O pesquisador Thiago Cerqueira-Silva avaliou, no entanto, que os padrões de risco variam entre o vírus e o período da infecção.

Risco de morte

“O estudo fornece evidências robustas e detalhadas que desmistificam a ideia de que apenas a zika é uma grande ameaça na gravidez. Demonstramos que a chikungunya e a dengue também têm consequências graves, como o aumento do risco de morte neonatal e anomalias congênitas. Essa informação é crucial para direcionar a atenção clínica e de saúde pública”, explicou.

O pesquisador esclareceu que o estudo traz novas evidências sobre os impactos das infecções por arbovírus na gestação, indicando períodos de maior vulnerabilidade em cada trimestre. A variação do risco sugere que diferentes mecanismos biológicos atuam em cada fase, o que reforça a importância da vigilância e da prevenção ao longo de toda a gravidez.

Prevenção

Para Thiago, os resultados do estudo deixam claro que é preciso fortalecer as medidas de prevenção durante a gestação. Isso não apenas protege a saúde das mães, mas também ajuda a evitar consequências que podem marcar a vida dessas crianças por muitos anos.

Em comunidades vulnerabilizadas, a maior exposição ao mosquito transmissor aumenta o risco de infecção e os efeitos durante a gravidez tendem a ser mais severos. Além disso, o peso financeiro no cuidado de crianças com anomalias congênitas ou complicações neonatais recai de forma desigual sobre famílias com baixa renda.

Diante desse cenário, o pesquisador defende a urgência de ampliar a cobertura vacinal contra dengue, e adicionar a vacinação contra chikungunya na política nacional de imunização.

Deve-se “garantir que as vacinas existentes (dengue e chikungunya) sejam oferecidas gratuitamente e com ampla cobertura, independentemente de sua condição socioeconômica. Além disso, campanhas educacionais informando sobre os riscos associados à dengue e à chikungunya durante a gestação são necessárias, uma vez que atualmente apenas os impactos negativos da zika são bem difundidos”, finalizou.

As informações são da Agência Brasil.

Matinhos reduz a terceirização de Médico/as atingindo 90% de profissionais contratados diretamente

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) e os gestores da Saúde Pública de Matinhos, no litoral do Estado, vêm dialogando desde o início de 2025 no intuito de discutir as melhores condições de trabalho e a melhoria constante da assistência à população.

Para o Simepar, a terceirização é um dos principais fatores de precarização do trabalho médico; além de prejudicar a continuidade nos atendimentos, pois favorece a troca frequente de profissionais.

Na última reunião realizada entre as partes (em 29/08/2025), a administração municipal de Matinhos comunicou que conseguiu reduzir significativamente a terceirização de Médicos e Médicas. Desde o início da gestão em janeiro deste ano, foram convocados médicos aprovados em concurso público e adotadas estratégias complementares, como contratação por regime celetista ou por Processo Seletivo Simplificado (PSS). ​ Como resultado, 90% dos médicos atualmente são concursados, restando poucos terceirizados, principalmente devido ao processo de chamamento ainda em andamento. ​

O Sindicato elogiou a atuação da administração municipal, destacando que o problema persistia há mais de uma década. ​ Chegou-se a conclusão que encerrar a terceirização era uma questão de vontade política, considerando que a gestão anterior resistiu em cumprir decisões judiciais trabalhistas e enfrentava baixa adesão de médicos ao serviço público. ​

Segundo o Dr. Marlus Volney de Morais, presidente do Simepar, o Sindicato tem por objetivo cuidar das relações entre médicos e contratantes. “Mas, para além disso, temos compromisso com a qualidade assistencial e quando os responsáveis pela saúde da comunidade acolhem as sugestões e aceitam a colaboração temos resultados como Matinhos está demonstrando. Temos a certeza que a população de Matinhos perceberá os benefícios desta mudança.” Completou o Dr. Marlus.

Além da ampla redução nas terceirizações, os gestores também se comprometeram com a melhoria da estrutura das salas de descanso. A criação de salas separadas por sexo está nos planos futuros. ​

Os gestores municipais também se comprometeram com o reforço na segurança nas unidades de atendimento. Também foi definido um cronograma de encontros permanentes entre o Sindicato e o Município, com uma reunião por mês. Por fim, restou o compromisso de ambas as partes em continuar trabalhando pela melhoria das condições de trabalho e do atendimento à população.

Anvisa e Ministério da Saúde advertem: não há registros que relacionem paracetamol a autismo

O Brasil não tem registros que relacionem o uso de paracetamol durante a gravidez com casos de autismo. É o que afirmou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta quarta-feira (24), depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, citou a existência de ligação entre o uso de analgésico na gravidez e o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O caso ganhou repercussão no Brasil, sobretudo entre as mães de crianças com o diagnóstico de autismo. Pelas redes sociais ou em grupos de maternidade, relatos de preocupação e sentimento de culpa.

Para Rayanne Rodrigues, a preocupação maior foi com a “desinformação”. Estudante de Farmácia e mãe de uma criança com autismo nível dois de suporte, ela relata a empatia pelas mulheres que carregam o sentimento de culpa.

“Nós, como mães atípicas, ficamos preocupadas com o tamanho da desinformação que é repassada para frente. Uma mulher grávida já não tem um leque assim muito grande de medicamentos que pode ser tomado durante a gestação”, afirmou

“Não é o meu caso, mas tem muitas mães que se culpam pelo filho ter o transtorno, ficam se perguntando o que elas fizeram de errado na gestação. E aí vem uma situação dessa e acaba culpabilizando mais ainda a mãe, sendo que nós não temos culpa. Vários fatores podem ocasionar o autismo”, completou Rayanne.

Para tranquilizar a população, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, publicou nas redes sociais um recado sobre a falta de comprovação científica.

“O Tylenol é causa do autismo? Mentira! Não existe nenhum estudo que comprove uma relação entre o paracetamol e o Tylenol com o autismo. Esse tipo de mentira coloca a sua vida e a vida do seu bebê em risco. A Organização Mundial de Saúde, a Anvisa, as principais agências internacionais de proteção à saúde, já deixaram claro: o paracetamol é medicação segura. Aliás, o autismo foi diagnosticado e identificado muito antes de existir paracetamol.”

Repercussão mundial

Após a declaração de Trump, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu uma nota relatando que “atualmente não há evidências científicas conclusivas que confirmem” a ligação do autismo e o paracetamol na gravidez. Na nota, a OMS também citou que nenhuma das muitas pesquisas sobre o assunto encontrou associação consistente.

A Agência de Medicamentos da União Europeia também disse que “atualmente não há novas evidências que exijam alterações nas recomendações atuais de uso” do medicamento pela instituição.

Apesar disso, a FDA dos Estados Unidos, agência reguladora equivalente à Anvisa no Brasil, anunciou ter começado o processo para modificar a bula do paracetamol no país, para refletir as supostas evidências, e informou que emitiu alerta para médicos dos Estados Unidos sobre o medicamento.

No Brasil, a Anvisa informa que o paracetamol é classificado em norma como medicamento de baixo risco e, por isso, faz parte da lista de produtos que não exigem receita médica. De acordo com a agência, a liberação de medicamentos no país segue “critérios técnicos e científicos rigorosos” para garantir qualidade, segurança e eficácia. Mesmo assim, esse tipo de remédio passa por monitoramento.

As informações são da Agência Brasil.

Uma em cada 4 pessoas já pensou em suicídio, alerta pesquisa

Uma em cada quatro pessoas entrevistadas por uma pesquisa online da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) disse ter tido pensamentos suicidas nos seis meses anteriores ao levantamento. Além disso, mais da metade relataram desejos de se isolar completamente ou desaparecer.

A pesquisa ouviu pessoas adultas de todas as faixas etárias e que vivem nas 27 unidades da Federação. O objetivo da ABP foi reunir informações para reforçar a mensagem da campanha Setembro Amarelo, de prevenção ao suicídio.

Dados preliminares do levantamento mostram ainda que 25,2% dos participantes afirmaram “não se sentir bem” no momento da pesquisa e 30,9% se declararam tristes ou decepcionados, mas ainda com esperança de melhorar.

A pesquisa mediu também a disposição das pessoas em procurar ajuda. Do total de pessoas consultadas, 54,1% informaram que sabiam onde buscar auxílio especializado e 50,9% responderam que, pelo menos uma vez, foram atendidos por psiquiatra ou psicólogo.

Para a ABP, isso indica uma crescente conscientização sobre a importância do cuidado com a saúde mental e diminuição do estigma, relacionado a essas condições.

Sobre o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), a pesquisa mostrou que 31,6% dos consultados responderam que, caso necessário, buscariam o SUS para o tratamento. Por outro lado, 50,9% disseram que procurariam atendimento particular e 33,8% considerariam algum serviço oferecido pelo plano de saúde.

Se precisar, peça ajuda

Qualquer pessoa com pensamentos e sentimentos de querer acabar com a própria vida deve buscar acolhimento em sua rede de apoio, como familiares, amigos e educadores, e também em serviços de saúde. De acordo com o Ministério da Saúde, é muito importante conversar com alguém de confiança e não hesitar em pedir ajuda, inclusive para buscar serviços de saúde.

O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone (188), e-mail, chat e voip 24 horas todos os dias.

Serviços de saúde que podem ser procurados para atendimento:

  • Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde).
  • UPA 24H, SAMU 192, Pronto Socorro; Hospitais.
  • Centro de Valorização da Vida – 188 (ligação gratuita).

 

As informações são da Agência Brasil.

Paraná Rosa: Estado distribui 150 mil cartilhas que orientam sobre Saúde Integral da Mulher

A Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa-PR), vai distribuir 150 mil exemplares da Cartilha Saúde da Mulher, elaborada pela pasta. O material foi pensado como um manual de orientações para todas as fases da vida, abordando saúde e direitos femininos, incluindo a prevenção e o diagnóstico precoce de doenças como câncer de mama e colo do útero.

A publicação também traz temas como violência contra a mulher, saúde mental, envelhecimento, alimentação saudável e a integralidade no cuidado. A iniciativa vai chegar às 22 Regionais de Saúde, contemplando mulheres dos 399 municípios do Paraná.

“A intenção é manter sempre uma ação preventiva em relação à saúde das mulheres, seja ofertando o atendimento ou fazendo esse importante trabalho de orientação. Uma pessoa bem informada saberá onde procurar ajuda, como buscar atendimento, e é essa informação que a Cartilha leva para nossas mulheres”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa-PR, Maria Goretti David Lopes, destaca que a Cartilha é um instrumento de divulgação das ações e serviços prestados pelo SUS no Paraná, como, por exemplo, como buscar atendimento. “São orientações sobre todos os cuidados necessários para todas as fases da vida da mulher. É o Paraná fortalecendo a política de atenção integral às mulheres”, afirma.

A Cartilha também apresenta informações sobre as vacinas disponíveis, métodos contraceptivos, para que as mulheres exerçam seus direitos sexuais e reprodutivos, e cuidados relacionados ao pré-natal, parto e puerpério.

A violência contra esse público é outro tema abordado, com informações sobre violência capacitista, obstétrica, doméstica e familiar, explicando de que forma afeta as mulheres e como buscar ajuda. Há ainda dicas sobre fitoterápicos e orientações sobre o climatério, tudo explicado de forma simples e prática.

AÇÕES – O Cartilha faz parte de um conjunto de ações do Paraná Rosa 2025, como a Carreta Saúde da Mulher, que leva exames como mamografia, ultrassonografia e papanicolau a regiões mais afastadas, e a Corrida da Vigilância em Saúde, uma iniciativa que promove a atividade física e a conscientização sobre a saúde da mulher.

As informações são da Agência Brasil.