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Simepar vê com otimismo o compromisso da Prefeitura de Curitiba com a pauta dos/as Médicos/as

O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) anunciou que a Prefeitura de Curitiba se comprometeu em atender uma série de demandas dos profissionais da medicina. O compromisso contempla a autonomia médica sobre o tempo necessário para as consultas, a presença de pediatras nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), a segurança dos profissionais em seus locais de trabalho, entre outras reivindicações.

Segundo o CRM-PR, os compromissos foram anunciados pela Secretária da Saúde, Tatiane Filipak, em reunião com a participação de vários gestores da Secretaria e da Fundação Estatal de Atenção à Saúde (FEAS).

Essas reivindicações são as mesmas encaminhadas pelo Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) há anos. O tempo de consulta nas Unidades Básicas de Saúde, por exemplo, chegou a ser motivo de ação judicial movida pelo Simepar contra a FEAS, resultando em acordo. Outras reivindicações, como a segurança dos profissionais e a presença de pediatras nos plantões das UPAs, foram levadas ao Ministério Público, Ministério Público do Trabalho e ao próprio Conselho Regional de Medicina.

O Simepar considera positivo o compromisso dos gestores municipais com as reivindicações dos Médicos e Médicas, mas esses compromissos necessitam ser implementados com brevidade e, principalmente, precisam ser cumpridos; visto que as demandas não são novas e compromissos semelhantes já foram firmados anteriormente, os quais foram descumpridos pela gestão municipal.

Também é necessário que as ações sejam detalhadas e repassadas com clareza para os gestores de cada unidade de saúde para que o respeito à autonomia dos profissionais da medicina não seja quebrado.

O Sindicato tem uma agenda permanente de negociação com a FEAS, com reuniões periódicas em que as demandas e denúncias dos profissionais da Medicina são discutidas. Além disso, existe decisão judicial limitando a terceirização da mão de obra médica, dando preferência sempre aos médicos concursados. Mesmo assim, o Sindicato recebe constantemente denúncias dando conta da contratação de mão de obra terceirizada.

Também proliferam denúncias de que as escalas dos plantões das UPAs têm sido por vezes esvaziadas, resultando em longas filas e várias horas de espera por consultas.

Outro problema relatado com frequência consiste no assédio para que Médicas e Médicos realizem consultas cada vez mais curtas e atendam mais pacientes em menos tempo.

Segundo o Presidente do Simepar, Dr. Marlus Volney de Morais, o Sindicato vê com otimismo o compromisso da gestão municipal. “Essas reivindicações foram levadas aos CRM pelo Simepar e têm sido discutidas há anos pelo Sindicato junto a Secretaria da Saúde e a FEAS. Agora precisamos avançar com o detalhamento dos compromissos e, principalmente, com a implementação das soluções dos problemas, para que os compromissos não caiam no vazio.” Afirmou o Dr. Marlus Morais.

Com informações do CRM-PR.

Paraná registra mais de 10 mil casos e 469 mortes por síndromes respiratórias no ano

Um novo levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) nesta segunda-feira (06) mostra que o Paraná registrou, desde o começo do ano e até agora, 10.038 casos e 469 mortes de pacientes hospitalizados por Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs). O trabalho evidencia que só na última semana foram 783 casos e 33 óbitos computados. Dentre os dados, 801 casos 74 mortes correspondem a SRAGs por Influenza.

Quando comparado ao mesmo período no ano passado, o número de casos aumentou 13%, saindo de 8.836 para os atuais 10.038. Já com relação aos óbitos, foram 612 no mesmo período em 2024, o que indica uma redução de 23% com os atuais 469 deste ano.

Acompanhando a alta demanda, o Laboratório Central do Estado (Lacen/PR) registrou o maior número de exames processados em um único mês desde 2023. Foram 3.769 exames em maio (63% a mais que a média de 2,3 mil exames mensais), sendo 1.322 somente na última semana. Dentre as amostras do mês, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e a Influenza continuam predominando, num total de 51,52% das amostras, sendo 25,68% para VSR e 25,84% para Influenza.

VACINAÇÃO – A vacinação contra a gripe influenza está aberta para toda a população acima de seis meses de idade. O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, reforçou a importância da imunização para evitar agravamento da doença. “A melhor forma de evitar as formas graves da doença é a prevenção. A vacina contra a gripe está disponível e é essencial neste momento, especialmente diante do avanço do vírus”, afirmou.

Dados do Vacinômetro Nacional mostram que o Paraná registrou a aplicação de 2.336.173 vacinas contra a Influenza, sendo que apenas 40,80% do grupo prioritário de gestantes, crianças e idosos procurou pela imunização. A meta do Ministério da Saúde é atingir 90% de cada um destes grupos. O Estado já recebeu e distribuiu para os 399 municípios, 4.188.000 doses.

NOVOS LEITOS – Na última semana, a Sesa autorizou a abertura novos leitos para atender a crescente demanda relacionada a casos de internação por SRAGs. São 58 leitos nas regiões de Ponta Grossa, Curitiba e Foz do Iguaçu.

As unidades estão divididas em 20 leitos de internação pediátrica no Hospital Infantil Waldemar Monastier (HIWM), em Campo Largo; 13 leitos no Hospital do Coração Bom Jesus, em Ponta Grossa (10 de enfermaria e 3 de UTI); 25 leitos pediátricos no Hospital Madre de Dio, em São Miguel do Iguaçu (15 de enfermaria e 10 de UTI infantil).

Os leitos serão abertos gradativamente. Nesta segunda-feira (2), os leitos do HIWM entrarão em funcionamento, e no decorrer da semana serão abertos os leitos do Hospital do Coração. Já em Foz do Iguaçu, a previsão é que os novos leitos estejam em funcionamento na próxima semana.

“Estamos abrindo mais leitos específicos para casos de SRAG em todo o Paraná, principalmente na Região Metropolitana de Curitiba, em Ponta Grossa e no Oeste do Estado. Se for necessário, dependendo do cenário epidemiológico e da demanda, novos leitos serão abertos nos próximos dias”, avaliou o secretário Beto Preto.

Confira dados de casos e óbitos de SRAG hospitalizado, 2024 e 2025 até a Semana Epidemiológica nº 22:

1ª Regional de Saúde (RS) – PARANAGUÁ:
2024: 177 casos e 16 óbitos / 2025: 173 casos e 4 óbitos

2ª RS – CURITIBA:
2024: 3.092 casos e 156 óbitos / 2025: 2.827 casos e 94 óbitos

3ª RS – PONTA GROSSA:
2024: 498 casos e 12 óbitos / 2025: 474 casos e 11 óbitos

4ª RS – IRATI:
2024: 155 casos e 6 óbitos / 2025: 295 casos e 2 óbitos

5ª RS – GUARAPUAVA:
2024: 115 casos e 7 óbitos / 2025: 198 casos e 13 óbitos

6ª RS – UNIÃO DA VITÓRIA:
2024: 28 casos, sem óbitos / 2025: 40 casos e 3 óbitos

7ª RS – PATO BRANCO:
2024: 135 casos e 5 óbitos / 2025: 136 casos e 3 óbitos

8ª RS – FRANCISCO BELTRÃO:
2024: 200 casos e 3 óbitos / 2025: 261 casos e 6 óbitos

9ª RS – FOZ DO IGUAÇU:
2024: 866 casos e 70 óbitos / 2025: 690 casos e 43 óbitos

10ª RS – CASCAVEL:
2024: 991 casos e 106 óbitos / 2025: 929 casos e 49 óbitos

11ª RS – CAMPO MOURÃO:
2024: 87 casos e 6 óbitos / 2025: 158 casos e 4 óbitos

12ª RS – UMUARAMA:
2024: 64 casos e 1 óbitos / 2025: 123 casos e 6 óbitos

13ª RS – CIANORTE:
2024: 37 casos e 2 óbitos / 2025: 39 casos e 2 óbitos

14ª RS – PARANAVAÍ:
2024: 58 casos e 4 óbitos / 2025: 40 casos e 6 óbitos

15ª RS – MARINGÁ:
2024: 688 casos e 39 óbitos / 2025: 644 casos e 39 óbitos

16ª RS – APUCARANA:
2024: 34 casos e 1 óbito / 2025: 170 casos e 16 óbitos

17ª RS – LONDRINA:
2024: 925 casos e 118 óbitos / 2025: 1.436 casos e 100 óbitos

18ª RS – CORNÉLIO PROCÓPIO:
2024: 54 casos e 14 óbitos / 2025: 106 casos e 6 óbitos

19ª RS – JACAREZINHO:
2024: 69 casos e 8 óbitos / 2025: 147 casos e 23 óbitos

20ª RS – TOLEDO:
2024: 443 casos e 29 óbitos / 2025: 990 casos e 20 óbitos

21ª RS – TELÊMACO BORBA:
2024: 74 casos e 1 óbito / 2025: 81 casos e 2 óbitos

22ª RS – IVAIPORÃ:
2024: 46 casos e 8 óbitos / 2025: 81 casos e 2 óbitos

TOTAL PARANÁ:
2024: 8.836 casos e 612 óbitos / 2025: 10.038 casos e 469 óbitos

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Curitiba amplia a vacinação contra a Gripe para supermercados, quartel e empresas

A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba está ampliando a estratégia de vacinação contra a gripe em locais de grande circulação de pessoas, como supermercados, quartel do exército e empresas. A estratégia começou pelas Ruas da Cidadania e a sede da Prefeitura e faz parte da mobilização municipal para ampliar a cobertura vacinal e bloquear a circulação dos vírus respiratórios, comuns nesta época.

Neste sábado (31/5), dois supermercados contarão com equipes da saúde vacinando, no Tatuquara e Sítio Cercado (VEJA AQUI os endereços), além de nove unidades de saúde que estarão abertas para vacinação. Na primeira semana de junho, a vacina da gripe chega a quartel do exército, empresas e supermercados.

O imunizante que protege contra a gripe está disponível para todos com seis meses ou mais.

“Já enfrentamos aumento de atendimento na rede municipal por sintomas respiratórios e a vacina é a melhor estratégia para prevenir o agravamento da gripe, principalmente para os mais vulneráveis, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças pré-existentes. Vacinar é cuidar”, reforça a secretária Municipal da Saúde, Tatiane Filipak.

Plano de contingência

O reforço na vacinação contra a gripe faz parte do plano de contingência da prefeitura para atendimento de síndromes respiratórias gripais na rede de saúde do SUS Curitibano. A vacina continua disponível em 107 Unidades de Saúde, de segunda à sexta. Os endereços e horários de vacinação podem ser conferidos no site Imuniza Já Curitiba.

Além da oferta regular, a Pefeitura convidou entidades religiosas, associações, clubes e empresas a participar da estratégia de levar a imunização a mais pessoas.

Onde buscar a vacina contra a gripe

Disponível para todos com seis meses ou mais

Sábado – 31/05
Mercado Agrimar – Rua Enette Dubard, 281 – Tatuquara – 9h às 12h
Supermercado Condor – Rua Izaac Ferreira da Cruz, Sítio Cercado – 10h às 14h

Segunda-feira – 2/6
Quartel General do Pinheirinho – Rua 31 de Março, s/n – 9h às 16h (dirigida aos militares)

Terça-feira – 3/6
Viação Sul – Rodovia dos Minérios, 3.000 – Taboão – 8h às 12h
Juizado Itinerante – Rua da Cidadania Santa Felicidade, Rua Santa Bertilla Boscardin, 213 – 13h às 17h

Quarta-feira – 4/6
Viação Sul – Rodovia dos Minérios, 3.000 – Taboão – 13h30 às 16h30
Supermercado Condor – Avenida Winston Churchill, Pinheirinho – 9h às 12h
Viação Tamandaré – Rua Antônio Johnson, 3.537 – Vila Alto Pinheiros, Alm. Tamandaré – 9h às 16h

Quinta-feira – 5/6
13º Batalhão da Polícia Militar – Rua Sebastião Malucelli, 54, Novo Mundo – 9h às 12h
Viação Tamandaré – R. Antônio Johnson, 3537, Vila Alto Pinheiros, Alm. Tamandaré – 9h às 16h

Sexta-feira – 6/6
Secretaria de Estado do Esporte – Rua Pastor Manoel Virgínio de Souza, 1.020, Capão da Imbuia – 14h às 17h
Regional CIC – Rua Manoel Valdomiro de Macedo, 2.460 – 10h às 12h e das 14h às 16h

Sábado – 7/6
Supermercado Condor – Rua João Dembinski, 1.410, CIC – 9h às 12h e das 13h às 16h
Gigante Atacadista – Avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira, 2.297, CIC – 9h às 12h e das 13h às 16h

Cobertura vacinal

Desde que a Vacina Influenza 2025 começou a ser aplicada em Curitiba, no dia 1 de abril, já foram quase 335 mil doses. Até o dia 25 de maio, a cobertura do público de rotina (pessoas com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses a 5 anos e gestantes) atingiu 39%, sendo que o esperado é atingir 90% do público alvo.

“É importante que as pessoas busquem se vacinar o quanto antes, tendo em vista que após a aplicação da dose, o organismo precisa de pelo menos 15 dias para ter imunidade contra a gripe”, alerta o diretor do Centro de Epidemiologia da SMS, Alcides Oliveira.

Apesar da vacina estar disponível para todos com seis meses ou mais, a SMS chama a atenção dos grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas, por exemplo. “O risco de agravamento é maior nesse público e a vacina é a melhor prevenção”, reforça o médico da SMS.

A vacina contra a gripe oferecida pelo SUS é trivalente e protege contra a cepa da influenza B, influenza A H1N1 e influenza A H3N2, os vírus mais circulantes e que podem se tornar casos graves de síndromes respiratórias.

As informações são da Prefeitura de Curitiba.

Câmara aprova aumento de pena para crimes contra profissionais de saúde

A Câmara dos Deputados aprovou, na terça-feira (27), o Projeto de Lei (PL) 6.749/16, que aumenta a pena para crimes de homicídio, agressão e desacato praticados contra profissional de saúde no exercício da profissão ou em decorrência dela. O Projeto de Lei tipifica de forma mais gravosa os crimes de lesão corporal, contra a honra, ameaça e desacato, quando cometidos contra médicos e demais profissionais da saúde no exercício de sua profissão. O texto segue para análise do Senado.

A PL também tipifica como hediondo o crime de homicídio contra esses profissionais. Caso o projeto seja aprovado na casa revisora, a pena padrão de homicídio, de reclusão de 6 a 20 anos, passa a ser de 12 a 30 anos.

Segundo o relator, deputado Bruno Farias (Avante-MG), a principal razão para estabelecer essa proteção é a necessidade de assegurar a integridade física e mental dos profissionais, diante do aumento de casos de violência no ambiente de trabalho.

“Essas situações geram consequências sérias, como estresse, adoecimento psicológico, afastamento do trabalho e queda na produtividade. Além disso, a insegurança vivida compromete diretamente a qualidade do atendimento prestado aos pacientes, criando um ciclo prejudicial tanto para os profissionais quanto para a população usuária dos serviços de saúde”, justificou.

Além do homicídio, o projeto na lista dos crimes hediondos, lesão corporal de natureza gravíssima ou lesão seguida de morte praticada contra os profissionais da saúde no exercício da profissão.

O crime de lesão será considerado hediondo se atingir cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até o terceiro grau em razão do vínculo.

Outro ponto do projeto dobra a pena para o crime de constrangimento ilegal, quando, o crime for praticado contra profissionais da saúde no exercício de suas funções ou em decorrência dela.

O crime de desacato passa a ter a pena dobrada quando cometido contra tais profissionais. Nos casos de crime de ameaça cometidos contra profissionais de saúde e de educação no exercício profissional, o projeto determina o aumento da pena em um terço.

“Diante da crescente violência contra profissionais da educação no Brasil e no mundo, justifica-se plenamente o aumento das penas para crimes contra a honra e lesão corporal quando direcionados a esses indivíduos. Tal medida não apenas protegerá os educadores, mas também contribuirá para a valorização da educação e a promoção de um ambiente escolar mais seguro e produtivo. O fortalecimento das leis que protegem esses profissionais é um passo essencial para garantir a dignidade e o respeito que eles merecem no exercício de sua importante função social”, argumentou a deputada.

As informações são da Agência Brasil e da Agência Câmara.

FEAS é condenada a pagar insalubridade em grau máximo para todos os médicos durante a pandemia

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (SIMEPAR) propôs ação coletiva requerendo que os profissionais da Medicina da Fundação Estatal de Atenção à Saúde (FEAS) de Curitiba recebessem a insalubridade em grau máximo no período de dois anos da pandemia de Covid-19.

O Tribunal Regional do Trabalho condenou em 2022 a FEAS a pagar a insalubridade em grau máximo, mas somente para os médicos e médicas que atuaram na linha de frente da Covid-19.

O Simepar recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho, inclusive com sustentação oral da sua Assessoria Jurídica, e obteve uma importante vitória, ampliando a condenação da FEAS, que deverá pagar a insalubridade requerida a todos os profissionais da medicina, e não apenas àqueles que tiveram contato direto com pacientes da Covid.

Ainda não há informações sobre a forma e a data do pagamento desse adicional. O Sindicato informará aos médicos assim que houver uma definição sobre esses procedimentos.

Boletim semanal da Dengue confirma mais 6.593 casos e 10 mortes no Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgou nesta terça-feira (27) o novo informe semanal da dengue. Foram registrados mais 6.593 casos da doença e dez óbitos. Os dados do novo ano epidemiológico 2025 totalizam 211.750 notificações, 67.476 diagnósticos confirmados e 65 óbitos em decorrência da dengue no Estado. Também foi confirmada a segunda morte por Chikungunya no Estado.

Os novos óbitos ocorreram entre fevereiro e maio, sendo sete mulheres e três homens, com idades entre 43 e 91 anos, nove deles com comorbidades. Os pacientes residiam em Francisco Beltrão (8ª Regional de Saúde de Francisco Beltrão); Quarto Centenário na (11ª RS de Campo Mourão); Itaúna do Sul e Querência do Norte (14ª RS de Paranavaí); Mandaguaçu, Maringá e Paranacity (15ª RS de Maringá); Florestópolis (17ª RS de Londrina) e Nova Fátima (18ª RS de Cornélio Procópio).

Ao todo, 397 municípios já apresentaram notificações da doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, e 372 possuem casos confirmados.

As regionais com os maiores números de casos confirmados neste período epidemiológico são a 17ª RS de Londrina (15.954); 14ª RS de Paranavaí (11.291); 15ª RS de Maringá (8.689); 19ª RS de Jacarezinho (4.633); e 12ª RS de Umuarama (4.127).

OUTRAS ARBOVIROSES – A publicação inclui ainda dados sobre Chikungunya e Zika, doenças também transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Foram confirmados 3.495 casos de Chikungunya, num total de 7.979 notificações da doença no Estado. Foi confirmado também o segundo óbito no Paraná. Trata-se de paciente do sexo masculino, 72 anos, com comorbidades, residente em Ivaiporã, na 22ª Regional de Saúde.

FEBRE OROPOUCHE – A Sesa publica também neste boletim os casos de Oropouche no Estado, nos municípios de Adrianópolis (26 casos autóctones) e Morretes (1 caso autóctone), além do registro de um caso importado no município de Arapongas (importado do Espírito Santo).

A febre Oropouche é causada pelo vírus Orthobunyavirus oropoucheense (OROV), transmitido principalmente pelo inseto Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. Após picar uma pessoa ou animal infectado, o vetor pode transmitir o vírus a outras pessoas. Os sintomas da febre Oropouche são semelhantes aos de outras arboviroses, como dengue e chikungunya.

Confira o Informe Semanal completo AQUI. Mais informações sobre os dados da dengue estão neste LINK.

CRM Alerta: Denúncias de Violência contra Médicos no Paraná já são o dobro em relação ao ano passado

Dados atualizados pela Comissão de Prevenção à Violência Contra Médicos do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) revelam que o número de denúncias de agressões e assédios contra profissionais já é mais do que o dobro em relação ao ano passado. De 27 denúncias registradas em 2024, este número saltou para 55 em 2025, até o momento.

Desde a sua implantação, em agosto de 2024, a Comissão já recebeu 83 denúncias, das quais 44 ainda estão em aberto, enquanto 39 foram encerradas. A maioria dos profissionais que formalizou as denúncias (69) obteve sua formação profissional no Brasil, enquanto 6 se formaram na Bolívia, 4 no Paraguai, 3 na Argentina e 1 em Cuba.

Com relação à experiência profissional, grande parte dos médicos que realizou as denúncias possui mais de 11 anos de atuação na Medicina, indicando que a violência não se restringe a profissionais recém-formados.

Curitiba é a cidade paranaense que concentra o maior número de denúncias, com 20 registros até o momento.

O assunto vem ganhando repercussão na mídia, esta semana o colunista Reinaldo Bessa apresentou os dados divulgados pelo CRM-PR em sua participação no RIC Notícias Noite.

 

Perfil da Violência e das Vítimas

Assédio Moral é a modalidade mais frequente, com 40 denúncias, seguido de Agressão verbal, 26 casos; Agressão Física, quatro casos; Assédio Financeiro, três denúncias; Perseguição ou Stalking, três ocorrências; Discriminação ou Preconceito, dois episódios reportados; Assédio Sexual: dois casos; Danos Materiais ao Ambiente de Trabalho: dois registros; e Agressão Psicológica, uma denúncia.

As mulheres médicas são as principais vítimas, respondendo por 46% das denúncias, enquanto 37% foram feitas por homens.

Ambiente, Agressores e Ações

O setor público é o palco da maioria dos casos, concentrando 87% das denúncias, contra 13% em instituições privadas. O principal agressor identificado em 40 dos casos foi o paciente. Outros agressores incluem:

  • Chefia do profissional: 18 denúncias;
  • Colegas de trabalho: 8 denúncias;
  • Autoridades políticas: 17 denúncias (sendo 8 vereadores, 8 secretários de saúde e 1 prefeito).
  • Jornalista: 1 denúncia.

 

Dos 55 casos registrados este ano, 44 deles o denunciante registrou um Boletim de Ocorrência (BO), demonstrando a busca por medidas legais.

Como Proceder em Caso de Violência

A orientação do Conselho Regional de Medicina do Paraná sobre como agir diante de situações de violência é a seguinte:

Em caso de ameaça: A indicação é que o profissional registre ocorrência na delegacia e informe por escrito às diretorias clínica e técnica da unidade hospitalar sobre o ocorrido, apresentando dados dos envolvidos e testemunhas. Se não for caso de urgência e emergência, o paciente deve ser encaminhado a outro colega.

Ocorrendo agressão física: O médico deve comparecer à delegacia e registrar o Boletim de Ocorrência (BO), sendo necessário exame de corpo de delito. O fato deve ser comunicado imediatamente às diretorias clínica e técnica da unidade hospitalar para que seja providenciado outro médico para assumir suas atividades.

Denúncias no Paraná

Desde agosto de 2024, a Comissão de Prevenção à Violência contra Médicos do CRM-PR, criada exclusivamente para tratar do assunto, tem recebido denúncias de médicos de todo o Estado.

As denúncias podem ser feitas tanto por e-mail (medicodenuncia@crmpr.org.br) quanto por telefone, respeitando o sigilo dos denunciantes que assim o desejarem (41 3240 7800).

“O CRM-PR reitera seu compromisso com a defesa da classe médica e a promoção de um ambiente de trabalho seguro. A Comissão de Prevenção à Violência Contra Médicos segue monitorando os dados e atuando para combater essa realidade alarmante, buscando parcerias e soluções que garantam a integridade dos profissionais que dedicam suas vidas à saúde da população”, declara o 1º secretário do CRM-PR, Fernando Fabiano Castellano Junior.

Integrantes da Comissão

Fazem parte da Comissão de Prevenção à Violência contra Médicos os conselheiros Carlos Alexandre Martins Zicarelli (coordenador), Edeli dos Santos Pepe, Fabricio Kovalechen, Kleber Ribeiro Melo e Sergio Medeiros Alves.

As informações são do CRM-PR.

Pacientes com Dermatite Atópica passam a contar com tratamento integral no SUS

A Dermatite Atópica – condição que acomete principalmente as crianças – poderá ser tratada de forma integral no Sistema Único de Saúde (SUS). Isso porque as pessoas que lidam com essa doença crônica – que causa inflamação na pele, ocasionando lesões e coceiras intensas, dependendo da gravidade – passam a contar com três novos medicamentos, possibilitando o cuidado desde as fases iniciais até quadros mais graves da doença.

A novidade foi anunciada pelo Ministério da Saúde, com a publicação de três portarias, nesta terça-feira (26). Ela amplia as opções de tratamento com ganhos importantes para quem convive com a dermatite atópica em vista da incorporação, na rede pública de saúde, de duas pomadas para a pele – o tacrolimo e o furoato de mometasona – e um medicamento oral – o metotrexato.

Com recomendação favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), o tacrolimo tópico e o furoato de mometasona poderão tratar pessoas que não podem utilizar corticoides ou apresentam resistência aos tratamentos até então disponíveis. A ampliação de acesso ao tacrolimo tópico para os pacientes do SUS é um benefício relevante, já que, por ser um medicamento de alto custo, seu acesso era mais restrito.

A outra novidade é o metotrexato utilizado no manejo da dermatite atópica grave, principalmente para pacientes que não podem utilizar a ciclosporina, medicamento já disponibilizado na rede pública.

Tratamento adequado e enfrentamento ao preconceito

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (SECTICS), Fernanda De Negri, explica que os novos medicamentos possibilitarão tratamentos mais personalizados e com menos efeitos colaterais, dependendo da gravidade da condição. “Outro fator importante do tratamento é o enfrentamento a estigmas sociais impostos às pessoas que vivem com a condição, que, muitas vezes, convivem com preconceitos em vista das lesões visíveis na pele. Estamos falando de uma doença que acomete, muitas vezes, crianças em idade escolar, que podem deixar de ir às aulas por isso”, afirmou.

Fernanda De Negri se refere aos impactos psicossociais que atingem não apenas as crianças, mas também os adultos que também podem ser acometidos pela doença. Muitas pessoas sofrem com feridas visíveis que podem impor limitações em suas atividades diárias e, portanto, da qualidade de vida, dependendo de sua condição clínica.

Dermatite atópica, uma condição genética e crônica

Doença não contagiosa, a dermatite atópica é uma condição genética e crônica, caracterizada principalmente por coceira intensa e pele ressecada. Ela afeta especialmente as áreas de dobras do corpo, como a parte frontal dos cotovelos, atrás dos joelhos e o pescoço. É uma das formas mais comuns de eczema, prevalente na infância, embora também possa surgir na adolescência ou na fase adulta.

Em crianças pequenas, a face é frequentemente uma área afetada. A doença pode variar muito de paciente para paciente, com diferentes intensidades e respostas aos tratamentos.

Conheça detalhes dos novos medicamentos

Incorporados ao SUS para tratar casos leves, moderados e graves, o tacrolimo tópico, furoato de mometasona e o metotrexato serão ofertados na rede pública de saúde conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Dermatite Atópica. Esse documento está sendo atualizado para incluir as orientações de uso dos novos medicamentos. Conheça mais sobre eles:

  • O tacrolimo tópico será oferecido nas concentrações de 0,03% e 0,1%. Trata-se de uma pomada que garante tratamento de lesões em áreas sensíveis, como o rosto, pois reduz a permeabilidade da pele e melhora a barreira cutânea. Ele funciona diferentemente dos corticoides que podem causar efeitos adversos significativos com o uso prolongado.
  • Já o furoato de mometasona 0,1%, em forma de pomada, promove alta adesão ao tratamento por sua eficácia na regeneração da pele sensível, auxiliando na cicatrização e proporcionando alívio rápido. A incorporação desse medicamento fortalece a linha de tratamento oferecida pelo SUS, que passa a atender diferentes idades e fases da doença e pacientes com restrições ao uso de outras substâncias. Confira portaria SECTICS/MS, nº 18, de 12 de maio de 2025.
  • Já o metotrexato, medicamento oral, é um imunossupressor e atua na modulação da resposta inflamatória. Ele ajuda a controlar as crises da doença e ainda reduz a necessidade do uso contínuo de corticosteroides sistêmicos, que apresentam efeitos colaterais com o uso prolongado.

Tratamento da doença no SUS

Atualmente, a rede pública de saúde já oferece outras três opções de cuidado: duas pomadas para aplicação direta na pele, a dexametasona creme (1 mg/g) e acetato de hidrocortisona creme (10 mg/g – 1%). Ambas são classificadas como de potência leve. Para casos mais graves, está disponível a ciclosporina, opção oral.

Entre 2024 e 2025, mais de 1 mil atendimentos hospitalares e mais de 500 mil ambulatoriais relacionados à dermatite atópica foram prestados na rede pública de saúde em todo o Brasil. O cuidado pode envolver consultas especializadas, exames e prescrição de medicamentos, de acordo com o quadro clínico apresentado.

O tratamento objetiva reduzir sintomas, prevenir exacerbações, tratar infecções quando presentes, minimizar os riscos de tratamento e restaurar a integridade da pele. Na maioria dos pacientes com a forma leve da doença, os resultados positivos são alcançados apenas com o uso de terapias tópicas, que inclui hidratantes e emolientes, adaptações nos banhos, fototerapia, curativos/bandagens e uma terapia com o foco na reversão de hábitos. Já para casos moderados ou graves, o tratamento envolve também medicamentos como corticoides, comprimidos e soluções orais.

Como acessar o tratamento na rede pública

Para ter acesso à assistência pública, basta procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência do paciente; a partir da avaliação clínica e se houver necessidade, ocorrerá o encaminhamento para consulta com especialista para diagnóstico preciso e definição da conduta terapêutica.

As informações são da Agência Gov.

Simepar e FMB participam da caravana nacional pelo Piso Salarial da Medicina e Odontologia

Uma forte mobilização de entidades representativas da Medicina e Odontologia, intitulada Caravana pelo Piso Salarial de Médicos e Cirurgiões-Dentistas, está em Brasília para acompanhar a votação do Projeto de Lei nº 1.365/2022. O PL, que propõe a atualização do piso salarial para médicos e cirurgiões-dentistas, será apreciado nesta terça-feira (27), a partir das 10h, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal.

O Dr. Marlus Volney de Morais, Presidente do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) e Diretor da Federação Médica Brasileira (FMB), está participando da mobilização, representando os médicos e médicas do Paraná.

As principais associações e organizações da odontologia e da medicina no Brasil, juntamente com o Movimento Dentistas do SUS, reuniram-se em Plenária para definir estratégias e reforçar a importância da aprovação do projeto. A 2° Caravana permanecerá na capital federal até quinta-feira (29) com o objetivo de sensibilizar senadores e deputados sobre a urgência da rápida tramitação e aprovação da proposta.

A votação na CAE e as expectativas

A 10ª reunião ordinária da Comissão de Assuntos Econômicos, presidida pelo senador Renan Calheiros, ocorrerá no anexo II do Senado, Ala Senador Alexandre Costa, Plenário nº 19. A pauta oficial inclui a apreciação do PL 1.365/2022, de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), que visa modificar os salários mínimos dos cirurgiões-dentistas e médicos, além de majorar os valores da hora extra e do adicional noturno desses profissionais.

O relator do projeto na CAE, senador Nelsinho Trad, já emitiu parecer favorável à sua aprovação. A expectativa é que os demais senadores acompanhem o relatório, o que significará um passo importante para a valorização dos profissionais de saúde no serviço público. Após a aprovação na CAE, o projeto será encaminhado para a Comissão de Assuntos Sociais em caráter terminativo, dispensando votação em plenário.

Detalhes do Projeto de Lei

De acordo com as atualizações propostas no relatório do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), o PL deverá fixar em R$ 13.662,00 o salário mínimo para uma jornada de 20 horas semanais, tanto para médicos quanto para cirurgiões-dentistas. O piso será reajustado, a partir de 1º de janeiro de cada ano, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Além disso, a remuneração do trabalho noturno ou extraordinário será 50% superior à do trabalho diurno ordinário.

Mobilização abrangente

As ações da Caravana pelo Piso Salarial de Médicos e Cirurgiões-Dentistas foram articuladas na noite desta segunda-feira (26) em evento com a presença de diversas lideranças e instituições. Entre as entidades presentes na mobilização estão o Conselho Federal de Odontologia, os Conselhos Regionais de Odontologia, a Federação Interestadual dos Odontologistas (FIO), a Federação Nacional dos Odontologistas (FNO), a Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Federação Médica Brasileira (FMB) além do Movimento Dentistas do SUS e vereadores representando diversos municípios brasileiros.

Representantes dessas associações, organizações e do Movimento Cirurgiões-dentistas do SUS estarão presentes no Senado para acompanhar a votação e disponíveis para entrevistas e comentários sobre o andamento do projeto.

Agenda na Câmara dos Deputados

Como parte das ações da Caravana, será realizada, na próxima quarta-feira (28), uma visita à Câmara dos Deputados para acompanhar a votação do PL 765/15. Esta proposta, de autoria do ex-deputado Benjamin Maranhão, também busca alterar a lei nº 3.999, de 15 de dezembro de 1961, que dispõe sobre o salário-mínimo de médicos e cirurgiões-dentistas, estando em pauta na Comissão de Trabalho da Câmara.

As informações são da FMB.

5 mil doadores de sangue reforçaram o estoque no Paraná após convocação

O Paraná pediu e a população atendeu. Entre os dias 19 e 24 de maio, os hemocentros do Estado registraram 5.128 doadores de sangue, num aumento de 13,7% em relação à semana anterior, quando foram contabilizados 4.510 doadores. Somente em Curitiba, onde está localizado o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) que coordena a Rede Estadual, foram 1.222.

O aumento foi impulsionado por um chamado da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) na última segunda-feira (19), que alertou sobre a necessidade de reforçar os estoques, especialmente na capital. Embora os níveis estejam atualmente dentro do esperado, o alerta agora é para a manutenção do hábito de doar.

“Mais do que um ato de solidariedade, a doação de sangue demonstra amor e leva esperança para quem mais precisa. Queremos agradecer aos mais de cinco mil paranaenses que doaram e reforçar que a doação de sangue é uma demanda diária. Para quem ainda não conseguiu doar, agende sua doação e ajude a salvar vidas”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Para otimizar o atendimento e o uso das bolsas de sangue por tipo sanguíneo, o Hemepar reforça que as doações devem ser agendadas, por meio do site da Sesa.

Para doar é necessário ter entre 16 e 69 anos completos. Menores de idade necessitam de autorização e presença do responsável legal. Os homens podem doar a cada dois meses, no máximo quatro vezes ao ano. As mulheres, a cada três meses, num total de três doações ao ano.

O doador deve pesar no mínimo 51 quilos, estar descansado, alimentado e hidratado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação) e apresentar documento oficial com foto (carteira de identidade, carteira do conselho profissional, carteira de trabalho, passaporte ou carteira nacional de habilitação).

As informações são da Agência Estadual de Notícias.