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Simepar esteve em importantes agendas em Curitiba, Londrina, Maringá e Sudoeste do Estado

O Sindicado dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) trabalha constantemente para defender os direitos de Médicas e Médicos. Nos últimos dias, os diretores do Simepar participaram de diversas reuniões com gestores e representantes, levando as pautas que mais importam para a categoria. Cada encontro é uma oportunidade de avançar no diálogo, fortalecer a representatividade e garantir melhores condições de trabalho e valorização profissional. Confira a seguir um resumo do que aconteceu:

  • Dirigentes do Simepar estiveram reunidos com a secretária de Saúde de Londrina, Vivian Feijó. Na oportunidade foi discutida a defasagem de salário dos médicos por conta da não correção adequada da incorporação do adicional de responsabilidade técnica, o que fez com que os profissionais tivessem salários mensais com valor menor. Em breve, deve ocorrer uma assembleia dos Médicos/as de Londrina para que o Sindicato possa propor ações visando à correção. Por seu lado, a Secretária da Saúde de Londrina entende que o Simepar deve buscar, de fato, estes ajustes.
  • Diretores do Simepar estiveram em Maringá com integrantes do Conselho Regional de Medicina (CRM-PR). Na oportunidade, a comitiva do Simepar e CRM esteve reunida com Médicos e Médicas lideranças da saúde para identificar pontos de melhoria para a atividade médica na cidade. A reunião foi bastante produtiva.
  • Os dirigentes do Simepar também visitaram a UPA Zona Norte de Londrina, conversaram com profissionais e verificaram as instalações de trabalho, identificando diversos problemas. A partir disso, o Simepar propôs uma reunião com o Secretário de Saúde de Maringá. Ainda nesta viagem, os representantes do Sindicato fizeram a proposta de abertura de filiação na cidade, com possibilidade de adesão ao plano de Saúde na Unimed Maringá. Na avaliação do Presidente do Simepar, Dr. Marlus Volney de Morais, as agendas representaram um marco histórico na busca pela melhoria da interiorização do Simepar.
  • Já em Curitiba, a Dra. Cláudia Paola Carrasco e o Dr. Brasil Vianna Neto fizeram inspeções em Unidades de Pronto Atendimento (UPA). Eles foram verificar as condições de trabalho e a utilização de baias separadas por biombos como consultórios. Essas inspeções serão relatadas aos órgãos competentes.
  • Encerrando este ciclo, tivemos o encontro mensal com o CIRUSPAR para discutir desafios enfrentados pelos Médicos e Médicas no exercício da profissão.

Associação Nacional de Medicina do Trabalho lança guia com cuidados para evitar adoecimento

A Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt) lançou nesta quinta-feira (21) um guia com orientações sobre como cuidar da saúde no ambiente laboral. O documento foi distribuído, em formato digital, para sindicatos, empresas e órgãos públicos, e destaca a importância de encontros periódicos, não apenas no momento da admissão ou rescisão de contratos, com funcionários.

Segundo a entidade, em junho, mais de 330 mil brasileiros maiores de 18 anos de idade solicitaram ao governo federal afastamento das atividades profissionais. Desse total, 76% dos benefícios concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foram motivados por doenças.

“Um número que se repete mês após mês, com pequenas variações, compondo um ciclo silencioso de alto impacto econômico e social”, avaliou a Anamt.

Os dados mostram que lesões por esforço repetitivo, dores lombares e doenças crônicas recorrentes ocupam o topo do ranking dos motivos de afastamento, seguidas por transtornos mentais e comportamentais.

O comunicado destaca uma “percepção equivocada” da atuação do médico do trabalho já que ela não passa, necessariamente, pelo diagnóstico de uma doença.

De acordocom a Anamt, a contribuição do médico do trabalho acontece, sobretudo, no campo da prevenção, seja identificando sinais e sintomas junto ao trabalhador e orientando sobre como proceder na sequência; seja apoiando empresas a criarem ambientes e práticas saudáveis capazes de reduzir os riscos de adoecimento.

Guia

A publicação aborda questões que vão desde a relevância de exames ocupacionais como admissional, periódico e mudança de função até a necessidade de o trabalhador estar atento a detalhes do local de trabalho e da rotina para apontar eventuais problemas que precisam ser corrigidos pelo empregador, incluindo a existência de riscos físicos, químicos, biológicos e ergonômicos, entre outros.

O guia alerta ainda para questões “aparentemente banais”, mas que podem desencadear quadros clínicos agudos ou graves, como exposição a variações de temperatura, ao som em alto volume e a produtos químicos, além de levantar peso excessivo ou fazer o mesmo movimento repetidas vezes, o que pode implicar em lesões na coluna e nos membros.

Outro destaque do documento diz respeito a máquinas sem proteção e à obrigatoriedade do uso de equipamento de proteção individual (EPI) indicado para cada função.

As informações são da Agência Brasil.

Hospital do Trabalhador abre inscrições para residência médica em nove especialidades

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgou nesta quarta-feira (20), o edital do processo de seleção nos Programas de Residência Médica 2025/26 do Hospital do Trabalhador, de Curitiba, uma das unidades próprias do Estado. As residências são nas áreas de Anestesiologia, Cirurgia Geral, Ginecologia e Obstetrícia, Infectologia, Medicina Intensiva, Ortopedia e Traumatologia, Cirurgia Crânio-Maxilo-Facial, Cirurgia Vascular e Neurocirurgia.

Ao todo serão 32 vagas, com duração de um a três anos. A inscrição deverá ser feita, exclusivamente, via Internet, mediante o preenchimento do formulário, no período estabelecido no Edital AMP 2025, disponível no site da Associação Médica do Paraná.

Os candidatos serão avaliados por uma prova teórica objetiva de conhecimentos, a ser realizada pela Associação Médica do Paraná (AMP) e avaliação de currículo, de responsabilidade da Comissão de Residência Médica (COREME/HT).

O Hospital do Trabalhador é reconhecido como Hospital de Ensino (HE) pelos ministérios da Saúde e da Educação desde 2005. A unidade se destaca na inovação assistencial e na incorporação de novas tecnologias em saúde, sendo um dos principais centros de formação de profissionais da área no Paraná. Além dos programas de Aperfeiçoamento e Residência Médica, o hospital oferece estágios curriculares, internato médico, atividades de ligas acadêmicas e incentivo à pesquisa científica.

No último processo seletivo, mais de 700 candidatos concorreram a 30 vagas nos Programas de Residência Médica, reforçando o reconhecimento e a credibilidade da instituição. Desde a criação do programa, em 2006, mais de 200 médicos especialistas já foram formados pelo Hospital do Trabalhador, atuando com excelência em diversas áreas da medicina.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

SUS passa a ofertar tecnologia inovadora e 100% nacional para detecção do câncer do colo do útero

O Ministério da Saúde inicia, nesta sexta-feira (15/8), a implementação do teste de biologia molecular DNA-HPV no Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de um método moderno e inovador que faz parte do novo rastreamento organizado do câncer de colo do útero na rede pública de saúde, um avanço para a saúde da mulher. Ofertada inicialmente em 12 estados brasileiros, a tecnologia 100% nacional detecta 14 genótipos do papilomavírus humano (HPV), identificando a presença do vírus no organismo antes da ocorrência de lesões ou câncer em estágios iniciais. Isso ocorre inclusive em mulheres assintomáticas. Por isso, a iniciativa do Agora Tem Especialistas aumenta as chances de cura pelo tratamento precoce. A oncologia é uma das áreas prioritárias do programa, que visa reduzir o tempo de espera no SUS por atendimento especializado.

Estamos aproveitando a infraestrutura criada durante a pandemia para os testes de biologia molecular. Essa estrutura agora será utilizada para o diagnóstico do HPV, permitindo reduzir o tempo de espera e iniciar o tratamento o mais rápido possível”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha

O HPV é a principal causa do câncer do colo do útero, terceiro tipo mais incidente em mulheres, com 17.010 casos novos estimados por ano, no triênio 2023-2025 . Estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) aponta 15 casos da doença a cada grupo de 100 mil mulheres. Por isso, a oferta do novo modelo de rastreamento é considerada um marco para a saúde da mulher em vista de uma série de benefícios. Além de conferir maior sensibilidade diagnóstica, o novo teste reduz a necessidade de exames e intervenções desnecessárias, com intervalos maiores entre as coletas quando o resultado der negativo. Outra vantagem é o rastreamento equitativo e de alta performance, que alcança mulheres em áreas remotas ou com menor oferta de serviços.

Parte do Plano Nacional para o Enfrentamento do Câncer do Colo do Útero, a implementação do novo teste DNA-HPV possibilitará o rastreamento em cerca de 5,6 milhões de mulheres em cinco anos, nos estados nos quais a iniciativa já começa a ser oferecida gradualmente: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Ceará, Bahia, Pará, Rondônia, Goiás, Rio Grande do Sul, Paraná, além do Distrito Federal.

Novo método

“O câncer do colo do útero ainda é o que mais mata mulheres no Nordeste. No Brasil, são 20 mortes por dia — até seis vezes mais que os casos de feminicídio em alguns estados. Com diagnóstico mais rápido e tratamento precoce, podemos salvar muitas vidas”, disse o ministro da Saúde, que também marcou presença na Unidade de Saúde da Família Doutora Fernanda Wanderley, em Recife (PE) . No local, pacientes do SUS realizaram as primeiras coletas com o novo teste DNA-HPV .

Representantes do Ministério da Saúde também lançaram a iniciativa no DF e em outros 10 estados, que foram contemplados por contarem com serviços de referência para colposcopia e biópsia. Assim, garantem fluxo assistencial completo para as mulheres que apresentarem resultados alterados.

A implementação começa por um município em cada estad , sendo ampliada conforme a finalização da troca do método . A meta é que, até dezembro de 2026, o rastreio esteja presente na rede pública de todo o território nacional, beneficiando 7 milhões de mulheres de 25 a 64 anos por ano. “Graças ao SUS e à parceria com estados e municípios, o Brasil será capaz de implementar nacionalmente essa tecnologia em tempo recorde. Países como Reino Unido, Espanha e Portugal levaram de dois a três anos para conseguir o mesmo”, evidencia o ministro.

Substituição do Papanicolau

Produzido pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná, ligado à Fiocruz, o teste molecular de DNA-HPV substituirá o exame citopatológico Papanicolau , que passará a ser realizado apenas para confirmação de casos em que o teste DNA-HPV der positivo. Por ser mais eficaz, a nova tecnologia permite ampliar os intervalos de rastreamento para até cinco anos, aumentando a eficiência e reduzindo custos.

Com o Papanicolau, o exame precisa ser repetido a cada três anos. Com essa nova tecnologia, o intervalo passa a ser de cinco anos. Além disso, elimina a necessidade de nova coleta quando o resultado é inconclusivo — a mesma amostra já serve para todos os exames necessários, acelerando o encaminhamento ao tratamento”, explica Padilha

Rastreamento

A implementação do teste foi viabilizada pelas Diretrizes Brasileiras de Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, lançadas pelo ministro Alexandre Padilha. As medidas estabelecem o rastreamento organizado, forma de trabalho na qual o SUS convida ativamente mulheres de 25 a 64 anos, público-alvo da iniciativa, para realizar o exame.

Para isso, as equipes de Saúde da Família e os Agentes Comunitários de Saúde farão o levantamento das mulheres da região que estão na faixa etária do rastreamento, com o teste ginecológico atrasado ou que nunca o fizeram, assim como as que ainda não foram vacinadas.

A elaboração das diretrizes foi coordenada pelo INCA com a participação de 81 especialistas que representaram a cinco Secretarias do Ministério da Saúde, além da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e outras 37 instituições de todas as regiões do país, incluindo universidades, hospitais, sociedades médicas e organizações da sociedade civil.

Unidades Básicas de Saúde

O público-alvo do rastreamento organizado são as mulheres cisgênero, incluindo homens transgênero, indivíduos não binários, de gênero fluido e intersexuais nascidos com sistema reprodutivo feminino. Para ter acesso ao novo teste molecular DNA-HPV, basta marcar uma consulta ginecológica regular nas Unidades Básicas de Saúde. O estado usará o cruzamento de informações de pessoas não vacinadas.

Para a expansão da iniciativa, o Ministério da Saúde vai disponibilizar kits e insumos do teste, treinamentos especializados para os profissionais do SUS e suporte diagnóstico por meio do Super Centro para Diagnóstico do Câncer, iniciativa do programa Agora Tem Especialistas que usa tecnologia de ponta para reduzir de 25 para cinco dias o resultado do parecer médico. A unidade usa telepatologia e emissão de laudos a distância e apoio em colposcopia e citologia líquida.

Em parceria com o Inca e o Hospital Israelita Albert Einstein, o Ministério também ofertará curso de citopatologia, além de suporte à organização local dos estados e municípios.

Autocoleta

Com o avanço da implementação do novo teste, o Ministério da Saúde também possibilitará às pacientes do SUS autocoleta do material ginecológico para populações com dificuldade de acesso aos serviços de saúde ou resistência à realização do exame.

É o caso de mulheres em situação de vulnerabilidade e/ou desigualdade social, como aquelas que estão em situação de rua, privadas de liberdade, além das migrantes, refugiadas e apátridas, com albinismo, negras, quilombolas, circenses, ciganas, entregadoras por aplicativos e pessoas LGBTQIAPN+ ou com resistência ao exame ginecológico.

O procedimento será ensinado às pacientes por um profissional de saúde e a amostra, que será colhida em casa, entregue em uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

As informações são do Ministério da Saúde.

Anvisa aprova medicamento oral para tratar tumores cerebrais

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou esta semana o registro do medicamento Voranigo® (vorasidenibe), inibidor de enzimas, disponível no formato de comprimidos de uso diário produzidos pela farmacêutica Servier e utilizados no tratamento de câncer cerebral.

Em nota, a farmacêutica informou que o medicamento é indicado para pacientes a partir dos 12 anos com tipos específicos de gliomas difusos chamados astrocitomas ou oligodendrogliomas, de baixo grau (grau 2), com mutações na enzima IDH 1 ou 2, que já foram submetidos a procedimento cirúrgico e que não tenham indicação de radioterapia ou quimioterapia imediata.

Ainda de acordo com a Servier, o vorasidenibe atua bloqueando as enzimas IDH1 e IDH2 mutadas, responsáveis pela produção de substâncias que estimulam o crescimento de células tumorais.

Em entrevista à Agência Brasil, o oncologista Fernando Maluf avaliou a aprovação do medicamento como o maior avanço na área de gliomas dos últimos 20 anos. “Gliomas são os tumores cerebrais mais comuns que existem. Os de baixo grau acometem preferencialmente uma população muito jovem, que começa a desenvolver esse tumor desde a infância e adolescência até adulto jovem”.

“Os tumores de baixo grau só têm rádio e quimio como alternativas. Essa medicação coloca uma alternativa muito especial para tentar evitar novas cirurgias, radioterapia ou medicamentos mais agressivos. Ela consegue reduzir, de forma muito importante, o risco de progressão da doença às custas de uma boa tolerabilidade”, completou o médico.

As informações são da Agência Brasil.

Prefeitura de Morretes convoca Médicos aprovados em concurso público de 2024

A Fundação de Atenção à Saúde de Morretes (FASMO), publicou o Edital 09/2025 convocando dois Médicos e uma Médica Generalistas aprovados no Concurso Público nº 01/2024 para que apresentem seus documentos para a efetivação nos respectivos cargos.

Os candidatos relacionados deverão comparecer entre os dias 13 de agosto a 12 de setembro de 2025, na sede da Fundação de Atenção à Saúde de Morretes, Rua Santos Dumont, nº 91, Centro, Morretes, Paraná, CEP 83.370-000, para se apresentarem ao Departamento de Recursos Humanos.

A lista dos convocados e demais detalhes do processo podem ser conferidos no Edital 09/2025, em anexo.

As informações são da FASMO.

Doença Falciforme passa a ser de notificação compulsória em todo o País

O Ministério da Saúde (MS) publicou a Nota Técnica nº 2/2025 com orientações detalhadas para padronizar a notificação compulsória da Doença Falciforme (DF) no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa reforça o compromisso da pasta com a vigilância epidemiológica e com a atenção integral às pessoas que vivem com a doença, considerada uma das enfermidades genéticas mais prevalentes no Brasil e no mundo.

Segundo o documento, a DF é uma condição hereditária crônica, com maior impacto na população negra. Estima-se que entre 60 mil e 100 mil pessoas vivam com a doença no Brasil. A padronização da notificação compulsória é considerada estratégica para permitir o monitoramento da doença em território nacional, visibilizar desigualdades e subsidiar políticas públicas eficazes e equitativas.

A partir de agora, todos os casos suspeitos e confirmados da DF devem ser notificados no sistema e-SUS Sinan por meio da ficha de notificação/conclusão (código CID D57), em até sete dias após a identificação do caso. A medida vale para os serviços públicos e privados de saúde, e busca qualificar os dados epidemiológicos, promovendo ações mais efetivas de prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação.

O Ministério da Saúde estabeleceu critérios clínicos, laboratoriais e epidemiológicos para a definição de casos suspeitos e confirmados. Além disso, foram incluídas instruções específicas para o preenchimento da ficha de notificação e para a conclusão dos casos no sistema, com orientações sobre os perfis de acesso necessários (notificador, digitador, técnico de vigilância e administrador), conforme descrito no Manual de Instruções do e-SUS Sinan.

A medida está em consonância com marcos normativos anteriores, como a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme, instituída em 2005, e a recente publicação do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do DF, em novembro de 2024. A integração dessas ações fortalece a linha de cuidado da pessoa com DF no SUS.

Padronização

Para a pasta, a padronização da notificação é um passo essencial para superar as desigualdades no acesso aos serviços de saúde e garantir maior visibilidade às demandas da população negra, historicamente a mais afetada pela doença.

“A correta notificação da Doença Falciforme é um instrumento fundamental para assegurar o cuidado integral, reduzir iniquidades e orientar políticas públicas que realmente reflitam a realidade das pessoas que convivem com essa condição no Brasil”, afirma Mariângela Gusmão, secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde.

Para orientar os profissionais da saúde sobre o correto registro da doença nos sistemas de informação, o MS realiza uma aula online aberta ao público, no dia 21 de agosto, às 14h.

As informações são do Ministério da Saúde.

Sociedade de Pediatria pede aprovação de lei com licença-paternidade de 1 mês

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou nesta terça-feira (5) uma carta aberta a parlamentares brasileiros pedindo a aprovação de projetos de lei que tratam da ampliação da licença-paternidade para, pelo menos, quatro semanas e que, há anos, aguardam desfecho.

Em nota, a entidade aponta que soma forças junto à Coalizão Licença Paternidade (CoPai), que reúne especialistas, organizações da sociedade civil e entidades científicas em defesa da parentalidade ativa como estratégia de desenvolvimento humano e justiça social.

O grupo defende que a licença-paternidade tenha de 30 a 60 dias – período até 12 vezes maior que o atualmente concedido pela legislação. “Ampliar o prazo de concessão desse direito já previsto na CLT [Consolidação das Leis do Trabalho] repercute positivamente na saúde e no desenvolvimento das crianças, além de fortalecer os laços familiares.”

Para os pediatras, o modelo vigente no Brasil, que concede apenas cinco dias de licença ao pai, está em desacordo com evidências científicas que tratam dos benefícios da presença paterna nos primeiros dias de vida do bebê.

A carta cita estudos que ressaltam efeitos positivos de uma licença paternidade de quatro semanas – entre eles, a possibilidade de apoiar o aleitamento materno e contribuir com o desenvolvimento neuro-cognitivo dos bebês. “Garantir o início da vida com presença, afeto e suporte é uma responsabilidade compartilhada”.

O documento destaca ainda que diversos países já adotam modelos de licença parental compartilhada, que permitem a divisão flexível do tempo de cuidado entre mães e pais e destaca que licença-paternidade “não é luxo”.

“É cuidado, é saúde, é desenvolvimento. E, sobretudo, é um direito de crianças e famílias que desejam começar a vida com mais afeto, apoio e dignidade”, concluiu a SBP.

Lei aqui a carta aberta a parlamentares brasileiros da Sociedade Brasileira de Pediatria.

As informações são da Agência Brasil

Estudo projeta aumento de 36% em mortes por Câncer colorretal até 2040

A mortalidade por câncer colorretal deve crescer 36,3% nos próximos 15 anos no Brasil. A projeção está no 9º volume do Boletim Info.oncollect, da Fundação do Câncer, divulgado nesta terça-feira (5), Dia Nacional da Saúde.

Segundo o estudo, o crescimento dos óbitos entre os homens será de 35% até 2040 e, entre as mulheres, de 37,63%. A Região Sudeste deverá ter um aumento de 34% nos óbitos e também irá concentrar o maior número absoluto de mortes.

De acordo com o coordenador da pesquisa, Alfredo Scaff, os dados mostram que a maioria dos diagnósticos acontece em fases muito avançadas da doença.

“Em nosso levantamento, 78% das pessoas que vieram a óbito foram diagnosticadas já nos estágios três ou quatro, o que reduz drasticamente as chances de cura’’, alerta Scaff.

Segundo o coordenador, muitas vezes a doença se desenvolve de forma lenta, a partir de pequenos pontos que ao longo de anos podem se transformar em câncer. Além de sangue nas fezes, os sinais de alerta incluem mudanças do hábito intestinal, como as fezes em fita ou diarreicas, dores abdominais persistentes e perda de peso sem causa aparente.

“As informações obtidas a partir do boletim evidenciaram que homens e mulheres que foram a óbito pela doença tiveram seus diagnósticos nos estágios mais avançados”, complementa.

Os cânceres de cólon e reto, que atingem o intestino, são os terceiros mais frequentes do Brasil, com cerca de 45 mil novos registros por ano, de acordo com a estimativa do Instituto Nacional do Câncer para o triênio de 2023 a 2025.

Políticas públicas

Para Scaff, o alto índice de letalidade também demonstra a falta de uma política de detecção precoce do câncer colorretal. O diagnóstico da doença pode ser feito através do exame de sangue oculto nas fezes e da colonoscopia.

“Estudos internacionais mostram que em países com programas estruturados de rastreamento, a sobrevida em cinco anos pode ultrapassar 65%. Já no Brasil, os índices são inferiores: 48,3% para câncer de cólon e 42,4% para câncer de reto, revelando deficiências no acesso a diagnóstico precoce e tratamento oportuno”, diz o coordenador.

Entre as recomendações dos especialistas, além do rastreamento, é que homens e mulheres a partir dos 50 anos façam exame, como os testes de sangue oculto nas fezes e, se necessário, a colonoscopia. Pessoas com histórico familiar e outras condições de risco devem iniciar esse acompanhamento mais cedo, conforme a orientação médica.

‘’Para mudar esse cenário, é urgente que o Brasil adote um programa nacional organizado de rastreamento. Diferente de outros tipos de câncer, como mama e como colo do útero, ainda não temos um sistema que convoque de forma sistemática a população alvo para exames de de intestino e isso precisa mudar. A responsabilidade é coletiva’’, complementa Scaff.

As informações são da Agência Brasil.

Com 3,5 milhões de pessoas vacinadas, taxa de detecção de Influenza cai para 4% no Estado

A circulação do vírus Influenza A segue em queda no Paraná, conforme mostram os dados atualizados nesta segunda-feira (04) pelo Laboratório Central do Estado (Lacen). A taxa de detecção do vírus caiu de 12,47% para 4% em duas semanas, indicando uma desaceleração da doença. A vacinação contra a gripe tem sido apontada como fator essencial para esse avanço.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Estado tem a segunda maior cobertura vacinal do País entre os grupos prioritários, com 53,12% de adesão. Até agora, 3.541.812 doses já foram aplicadas na população. Desde o início da campanha, o Paraná distribuiu 4.358.000 doses da vacina para os 399 municípios.

Para o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, o avanço da imunização tem impacto direto na redução dos casos. “Essa redução de casos é um reflexo claro da vacinação em larga escala. Passamos de 3,5 milhões de doses aplicadas e continuamos incentivando a imunização. A vacina tem que chegar no braço das pessoas, não pode ficar parada”, afirma.

Embora exista uma redução da Influenza, outros vírus respiratórios mantiveram estabilidade. O vírus sincicial respiratório (RSV) agora representa 20,78% das amostras analisadas pelo Lacen, número similar aos 21,98% registrados na semana anterior. Já o Rinovírus também apresentou tendência de queda, aparecendo em 24,23% das amostras, número inferior aos 29,24% registrados na última semana.

“O panorama epidemiológico está em transformação. A Influenza cede espaço, enquanto outros vírus aumentam sua presença. Isso reforça a importância de mantermos os cuidados básicos de prevenção”, ressalta o secretário.

Em 2025, o Paraná já confirmou 19.832 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com 1.213 mortes. A Influenza responde por 5.789 desses casos e 171 óbitos. Entre os grupos mais afetados pelas SRAGs estão crianças de até seis anos (7.675 casos) e idosos com mais de 60 anos (7.221). Os idosos também concentram o maior número de mortes, com 892 registros.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.