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Cartilha sobre saúde ocular na infância orienta pais e professores

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) publicam nesta segunda-feira (4) a cartilha Saúde Ocular na Infância. O material inclui temas como cuidados com a conjuntivite e o terçol, uso correto de óculos e maquiagem infantil.

“Com o retorno às aulas, o material oferece a familiares e educadores orientações práticas e seguras para cuidar da visão das crianças e adolescentes”, destacou o CBO em nota.

A cartilha conta com seis seções que abordam desde o desenvolvimento visual do bebê e da criança até orientações sobre exames oftalmológicos.

Conjuntivite e terçol

A seção Quadros Oculares Comuns apresenta condições frequentes que podem afetar os olhos das crianças. A conjuntivite viral, de acordo com a publicação, causa vermelhidão, coceira e secreção nos olhos. Para aliviar os sintomas, recomenda-se o uso de compressas frias e boa higiene, evitando o compartilhamento de objetos pessoais.

Já para o terçol, uma espécie de elevação ou bolinha dolorosa encontrada na pálpebra, a recomendação é aplicar compressas mornas e massagear a região suavemente.

Outro problema comum citado na publicação é a obstrução do canal lacrimal, que se manifesta pelo lacrimejamento constante, sobretudo em bebês. Massagens suaves no canto dos olhos, de acordo com o CBO, ajudam a desobstruir o canal. Se o problema persistir após o primeiro ano de vida ou apresentar complicações, a orientação é procurar ajuda médica.

Telas

Outro destaque da cartilha trata do impacto do uso excessivo de telas na saúde ocular de crianças. Para evitar o cansaço da vista e problemas a longo prazo, a recomendação é evitar exposição a telas antes dos 2 anos e limitar o uso em até três horas diárias na adolescência.

“A regra 20-20-20, a cada 20 minutos de tela, olhar para algo a seis metros de distância por 20 segundos, é uma prática recomendada para aliviar o esforço visual. Além disso, atividades ao ar livre, com exposição solar indireta, ajudam no desenvolvimento saudável da visão”, detalhou o CBO.

Acidentes domésticos

A cartilha orienta ainda para o uso de óculos de proteção durante atividades manuais, além de cuidados ao manusear objetos cortantes e atenção ao armazenamento de produtos químicos fora do alcance das crianças.

Para crianças que utilizam óculos ou lentes de contato, o acompanhamento médico periódico é citado pela cartilha como essencial para ajustar a graduação e garantir o uso correto e seguro.

Números

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que cerca de 80% dos casos de cegueira infantil poderiam ser prevenidos ou tratados por meio do diagnóstico precoce.

De acordo com o CBO, problemas de refração como miopia, hipermetropia e astigmatismo são comuns na infância e podem atingir de 1,44% a 18,63% das crianças, dependendo da região e do tipo de alteração visual.

“Quando não tratados, esses casos podem evoluir para quadros mais graves, como baixa visão ou até mesmo cegueira”, alertou o conselho.

Cuidados

O CBO alerta que muitos desses problemas não apresentam sintomas claros no início. Pais e professores, segundo a entidade, devem ficar atentos a sinais como dificuldade para enxergar a lousa, aproximação excessiva de livros e telas e dores de cabeça frequentes.

Marcos visuais

A entidade destaca ainda marcos visuais que ajudam a identificar possíveis problemas:

  • desde o primeiro mês de vida, por exemplo, o bebê já deve ser capaz de fixar o olhar por alguns segundos;
  • aos 3 meses, o bebê deve acompanhar objetos com o olhar;
  • aos 9 meses, o bebê deve reconhecer rostos familiares e reagir a expressões faciais.

“Se a criança não atingir esses marcos ou apresentar sinais como desalinhamento constante dos olhos e reflexo esbranquiçado na pupila, é essencial buscar um oftalmologista.”

“Mesmo sem sintomas ou sinais de anormalidade, o exame oftalmológico completo é indicado ao menos duas vezes na infância: entre os 6 e 12 meses e entre os 3 e 5 anos. O desalinhamento constante dos olhos em qualquer idade ou intermitente após os 4-6 meses pode indicar estrabismo e também deve ser avaliado”, completou o CBO.

Acesse à Cartilha Saúde Ocular na Infância aqui.

As informações são da Agência Brasil.

Campanha do Agosto Azul reforça a importância do cuidado com a Saúde do homem no Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) lança nesta sexta-feira (1º) a edição 2025 da campanha Agosto Azul, com o objetivo de incentivar os homens a cuidarem da própria saúde e adotarem hábitos de vida mais saudáveis. A ação é realizada com base na Lei Estadual nº 17.099/2012.

Esse ano, o foco da campanha é a prevenção de agravos evitáveis, como insuficiência cardíaca, diabetes, hipertensão e outras comorbidades que continuam impactando significativamente a saúde da população masculina.

Dados da Atenção Primária à Saúde (APS) no Paraná mostram que em 2024, apenas 29% dos atendimentos individuais realizados na faixa etária de 20 a 59 anos foram destinados aos homens. Essa baixa procura demonstra o desafio contínuo de superar preconceitos e estimular o autocuidado entre os homens.

“O Agosto Azul vai além de um mês de conscientização. É uma oportunidade para que cada vez mais homens assumam o protagonismo da própria saúde, não apenas este mês, mas durante todo o ano. Cuidar da saúde não deve ser visto como um sinal de fraqueza, mas sim de responsabilidade e compromisso com a própria vida e com as pessoas que amam”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Entre os principais agravos que geram internações masculinas e que poderiam ser evitados com ações na Atenção Primária à Saúde (APS) estão: doenças imunopreveníveis por vacinação, pneumonias bacterianas, angina, insuficiência cardíaca e infecções de pele e tecido subcutâneo. Em 2024, os homens representaram 69,8% das internações por doenças imunopreveníveis (contra 30,2% das mulheres), 53,6% por pneumonias bacterianas (contra 46,4%), 57,2% por angina (contra 42,8%), 56,1% por insuficiência cardíaca (contra 43,9%) e 62,4% por infecções de pele (contra 37,6%).

A Sesa também reforça a importância de medidas simples e eficazes de promoção da saúde, como monitoramento da pressão arterial, alimentação saudável, prática de atividades físicas e cessação do tabagismo. Além disso, destaca-se o papel essencial da vacinação como forma de prevenção.

Em setembro será promovido o curso “O cuidado à saúde do homem em contexto de violência e a proteção de meninas e mulheres no âmbito da APS”, realizado pela Sesa em parceria com o Ministério da Saúde. Voltado a profissionais de nível superior da APS, o curso integra a Estratégia Nacional da Saúde do Homem e Masculinidades (Equalisah), com foco na qualificação de práticas e na construção de espaços de cuidado mais inclusivos e integrados.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Simepar fará inspeções nas UPAS de Curitiba que usam baias como consultórios

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) questionou a direção da Fundação Estatal de Atenção à Saúde de Curitiba (FEAS) sobre a utilização de baias separadas por biombos como consultórios nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) dos bairros Boqueirão, Pinheirinho e Fazendinha.

A direção da Fundação afirmou que não vê problema nesse tipo de arquitetura, e não se mostrou disposta a abandonar o formato tão criticado pelos profissionais da Medicina. Os gestores afirmaram que já usam o modelo há cerca de cinco anos e já haviam se comprometido a abandonar o formato diante do Ministério Público do Trabalho, mas o modelo persiste. Para o Simepar, esses espaços não oferecem privacidade, segurança e muito menos a ergonomia necessária para o trabalho de Médicas e Médicos.

Diante disso, o Simepar decidiu que enviará diretores para inspecionar as UPAs que utilizam essa arquitetura. Essas inspeções deverão ser feitas em conjunto com integrantes do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR). O resultado dessas inspeções deverá ser levado ao Ministério Público e Ministério Público do Trabalho.

O objetivo é que as Unidades ofereçam consultórios individuais, devidamente equipados, e com a ergonomia necessária para que se estabeleça a relação médico-paciente e se faça o bom exercício da Medicina.

LEIA TAMBÉM: UPAs de Curitiba retomam o uso de baias em que Médicos/as trabalham em pé

Agosto Dourado: Secretaria da Saúde reforça incentivo ao aleitamento materno e a doação de leite

Nesta sexta-feira, 1º de agosto, o Governo do Paraná inicia as ações que reforçam o incentivo ao aleitamento materno. Trata-se da campanha “Agosto Dourado”, que acontece durante todo o mês e visa promover esse alimento, considerado “padrão ouro” para os bebês. O Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), está à frente da campanha, reforçando a importância do aleitamento e também a conscientização de profissionais da saúde e lactantes sobre a doação.

A campanha tem o apoio das Regionais de Saúde, municípios e dos 15 Bancos de Leite Humano (BLH) do Estado, que atuam como referência na promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno. Dentre as ações agendadas estão palestras de conscientização, encontros entre alunos da área da saúde, publicação nas mídias sociais, além de engajamento da sociedade civil.

“A prática do aleitamento materno está diretamente relacionada a inúmeros benefícios para a saúde do bebê e da mãe. O leite materno é um alimento completo, que fornece todos os nutrientes necessários nos primeiros meses de vida, além de fortalecer o sistema imunológico da criança e protegê-la contra diversas doenças”, afirma o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

SEMANA DOURADA – Com o slogan de 2025 “Priorize a Amamentação: Crie Sistemas de Apoio Sustentáveis”, também é celebrada, entre esta sexta-feira e a quinta-feira da próxima semana (01 a 07), a Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM), com participação de mais de 170 países. A iniciativa é do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e de seus parceiros, da Aliança Mundial de Ação Pró-Amamentação (WABA) e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O tema destaca a importância do aleitamento como prática fundamental para a saúde, a equidade e a sustentabilidade ambiental, reforçando a necessidade de fortalecimento de redes de apoio que propiciem a amamentação como uma escolha consciente e sustentável.

De acordo com a chefe da Divisão de Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente da Sesa, Fernanda Crosewski, todos os anos são realizadas ações em todo o Estado dentro da campanha Agosto Dourado para incentivar o aleitamento materno. “Os objetivos da campanha são promover o aleitamento exclusivo até os seis meses de vida, estimular a amamentação prolongada, oferecer suporte efetivo às mães e fortalecer as redes de apoio. Precisamos da ajuda e conscientização de todos sobre a importância desse alimento”.

Confira AQUI os bancos de leite no Estado.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Ministério da Saúde abre consulta sobre inclusão da vacina meningo B no SUS

O Ministério da Saúde abre, nesta quinta-feira (31), consulta pública sobre a incorporação da vacina meningo B no Sistema Único de Saúde (SUS). O imunizante previne contra a infecção pela bactéria meningococo do tipo B, que é a mais prevalente entre as causadoras de doença meningococica. A vacina já está disponível no sistema privado de saúde. Já o Sus disponibiliza imunizantes contra outros quatro sorotipos: A, C, W e Y.

O meningococo é transmitido pelo ar e a principal consequência grave é a meningite meningocócica, inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, que pode evoluir com muita rapidez e até levar ao óbito. Somente este ano, o Brasil registrou 2357 casos de meningite do tipo bacteriana, com 454 mortes. Além da alta letalidade, entre 10% e 20% dos sobreviventes desenvolvem sequelas, como surdez, amputação de membros ou comprometimentos neurológicos.

A maior parte dos registros submetidos ao Ministério da Saúde não informam a sorologia da bactéria causadora, mas pelo menos 138 casos foram causados por meningococo do tipo B, com 21 mortes. Por isso, a vacinação com a meningo B é recomendada por sociedades médicas, apesar de não fazer parte do calendário básico infantil do SUS. O imunizante deve ser aplicado em três doses, aos 3, 5 e 12 meses de idade.

A proposta de incorporação foi apresentada pela farmacêutica GSK, produtora do imunizante à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde – Conitec, órgão responsável por avaliar todas as propostas de inclusão no sistema.

De acordo com o dossiê apresentado, o custo de inclusão do imunizante é de aproximadamente R$ 6,1 bilhões ao longo de cinco anos, mas a farmacêutica argumenta que a vacinação reduziria gastos com a internação e o tratamento dos doentes.

A consulta pública ficará disponível por 20 dias no site da comissão. Em seguida, as contribuições serão analisadas pelos membro da Conitec e para a elaboração do relatório que vai recomendar a inclusão ou a não-inclusão da vacina.

As informações são da Agência Brasil

Oportunidade de Trabalho para Médicos/as especialistas em Mandaguaçu

A Clínica Medex, em fase final de implantação na cidade de Mandaguaçu/PR, está em busca de profissionais para compor sua equipe médica.

As vagas são para Médicos/as Ultrassonografistas, Radiologistas e Especialistas em geral para consultas.

Profissionais com disponibilidade e interesse podem entrar em contato com:

Elisangela (44) 99854-5517 ou Leurides (44) 99961-2104.

As informações são da Clínica Medex.

Paraná retoma vacinação nas escolas e reforça importância da carteirinha em dia

Com o retorno dos estudantes às salas de aula das redes pública e privada de ensino, o Governo do Estado reforça que a vacinação no ambiente escolar, iniciada em abril deste ano, continua. A força-tarefa, por meio de um trabalho conjunto entre as secretarias da Educação (Seed) e da Saúde (Sesa), tem por finalidade atualizar as carteiras de vacinação dos alunos e reforçar a proteção contra diversas doenças.

A meta é atingir as coberturas vacinais para Influenza, febre amarela e Covid-19 e, ainda, o resgate para a vacina HPV. Os alunos também poderão atualizar outras vacinas, como a pentavalente, pneumocócica 10, poliomielite e DTP. Elas previnem, entre outras doenças, coqueluche, difteria, tétano e hepatite B.

“O retorno das aulas significa grande concentração de crianças e adolescentes nesse ambiente, sendo que existe um maior risco de transmissão de doenças. Por isso, a vacinação é uma medida fundamental de proteção individual e coletiva, contribuindo para a segurança de todos”, alertou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Desde o início da ação foram aplicadas 126.844 doses de imunizantes e avaliadas 246.530 carteirinhas de vacinação, sendo 1.090 em unidades da rede estadual e 85 na rede privada.

“A aplicação das doses nas escolas simboliza uma importante ação do Governo do Paraná para ampliar o acesso à vacinação dos estudantes, além de promover em toda a comunidade escolar uma conscientização sobre os benefícios das vacinas. É a garantia da proteção dos alunos, com a devida anuência dos pais e responsáveis”, ressalta o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Planos de Saúde poderão abater dívidas atendendo pacientes do SUS

Planos de saúde terão a possibilidade de abater dívidas de ressarcimento ao Sistema Único de Saúde (SUS) ao atender pacientes da rede pública. A portaria que oficializa a medida foi apresentada nesta segunda-feira (28) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e pela presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Carla de Figueiredo Soares.

A expectativa é que os pacientes do SUS sejam atendidos na rede privada a partir de agosto. A medida faz parte do programa Agora Tem Especialistas, e priorizará seis áreas com mais carência por serviços especializados: oncologia, oftalmologia, ortopedia, otorrinolaringologia, cardiologia e ginecologia.

Segundo o Ministério da Saúde, também será considerada a demanda dos estados e municípios, que vão apresentar suas necessidades. Estima-se que, inicialmente, R$ 750 milhões em dívidas das operadoras privadas sejam convertidos em consultas, exames e cirurgias.

As dívidas ocorrem porque os planos de saúde têm que ressarcir o SUS quando os beneficiários dos planos de saúde usam serviços públicos e estes constam na cobertura contratual assinada.

As operadoras que desejarem participar do programa devem aderir ao edital conjunto do Ministério da Saúde e da ANS. É preciso comprovar capacidade técnica e operacional e disponibilizar uma matriz de oferta que atenda às necessidades do SUS. Segundo a pasta, as vantagens da adesão ao edital são a regularidade fiscal, o uso da total capacidade dos hospitais conveniados e a redução de litígios administrativos e judiciais.

Os valores a serem convertidos em atendimento terão que ser negociados com a ANS ou com a Procuradoria-Geral Federal, no caso de dívidas ativas. Os planos de saúde precisam realizar mais de 100 mil atendimentos por mês. De forma excepcional, será considerado valor mínimo de R$ 50 mil por mês para planos de saúde de menor porte.

“É a primeira vez na história do SUS que implementamos um mecanismo como este. As dívidas, que antes iam para o Fundo Nacional de Saúde, mas não se convertiam em atendimento, agora viraram ações concretas para reduzir filas e dar dignidade a quem mais precisa”, disse o ministro Alexandre Padilha.

Plataforma de integração

O Ministério da Saúde também anunciou que os dados dos atendimentos realizados pela rede pública e pela rede de saúde suplementar estarão integrados na Rede Nacional de Dados em Saúde.

A partir de outubro, a promessa é de que os pacientes tenham mais autonomia e facilidade para acessar o histórico clínico. Será possível consultar exames, prescrições médicas, diagnósticos e tratamentos realizados no SUS e nos hospitais, clínicas e laboratórios conveniados aos planos de saúde.

Segundo a pasta, as informações da rede suplementar evitarão a repetição de exames, reduzirão custos e melhorarão diagnósticos e tratamentos.

A integração com a plataforma do SUS ocorrerá em etapas. Entre 1º de agosto e 30 de setembro, a Rede Nacional de Dados em Saúde receberá dados da população dos períodos de 2020 a 2025. A partir de outubro, a transferência será automática, conforme os atendimentos forem realizados.

Dados dos planos de saúde serão visualizados pela população no aplicativo Meu SUS Digital. Profissionais e gestores do SUS poderão acessá-los nas plataformas SUS Digital Profissional e SUS Digital Gestor, respectivamente.

O Ministério da Saúde espera que o volume na Rede Nacional de Dados em Saúde passe dos atuais 2,8 bilhões de registros para mais de 5,3 bilhões. A plataforma do SUS já conta com informações referentes a atendimentos públicos: mais de 80% dos estados e 68% dos municípios brasileiros usam a rede para organizar e planejar ações.

As informações são da Agência Brasil.

Hepatites: teste molecular inovador visa resultado em 30 minutos

O Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais (28/7) chama atenção para as infecções do fígado causadas por vírus, que podem provocar quadros agudos de inflamação do órgão ou avançar de forma silenciosa, com risco de problemas graves como cirrose e câncer de fígado. Referência para o diagnóstico das hepatites virais junto ao Ministério da Saúde, o Laboratório de Hepatites Virais do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) desenvolve iniciativas e pesquisas importantes para ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento destes agravos, fortalecer a vigilância e compreender o cenário das infecções no Brasil.

Um projeto em andamento busca desenvolver testes moleculares rápidos para hepatites virais, capazes de realizar a detecção do genoma de vírus nas amostras em cerca de 30 minutos. A meta é levar para as unidades de saúde uma etapa de diagnóstico que atualmente precisa ser realizada em laboratório. Integrando pesquisa e assistência, o Laboratório de Hepatites Virais mantém o Ambulatório de Hepatites Virais, no campus da Fiocruz, em Manguinhos, na zona Norte do Rio de Janeiro. O serviço oferece atendimento de referência municipal e estadual para casos agudos de hepatites e infecções em gestantes.

Para ampliar o acesso ao diagnóstico e tratamento, a equipe promove ações externas de testagem desde 2023. Realizadas em doze cidades, estas ações alcançaram mais de 3 mil pessoas, principalmente de grupos vulneráveis. Ao todo, mais de 11 mil testes foram aplicados e 575 infecções diagnosticadas, indicando alto índice de prevalência de hepatites nas populações atendidas.

Além disso, pesquisas recentes do Laboratório de Hepatites Virais apresentam achados que contribuem para o enfrentamento da doença. Entre os estudos, estão trabalhos que abordam a incidência do agravo em comunidades rurais e quilombolas no Piauí, salientando a baixa taxa de vacinação, e a diversidade genética do vírus da hepatite D no Brasil, sugerindo a classificação de um novo subgenótipo.

Desenvolvimento tecnológico

Com financiamento do Ministério da Saúde e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o projeto para desenvolver testes moleculares rápidos para hepatites tem como base uma metodologia que ganhou destaque durante a pandemia de Covid-19.

Chamada de amplificação isotérmica mediada por loop (RT-Lamp), a técnica facilita a detecção do genoma viral na comparação com a reação em cadeia da polimerase (RT-PCR), considerada como padrão-ouro para esse tipo de exame.

A vantagem da RT-Lamp é realizar a amplificação do genoma em temperatura constante, enquanto na RT-PCR são necessários ciclos de aquecimento e resfriamento. Chefe do Laboratório de Hepatites Virais do IOC/Fiocruz, a virologista Lívia Villar aponta que a RT-Lamp já é usada em testes comerciais para Covid-19, mas ainda não há exames para hepatites baseados na metodologia no Brasil. “Estamos na etapa inicial do projeto, realizando ensaios de prova de conceito. Recebemos dois anos de financiamento e, neste prazo, queremos chegar ao protótipo do exame para hepatite C”, detalha Lívia.

O Sistema Único de Saúde (SUS) conta atualmente com testes rápidos para triagem de hepatites B e C, que permitem detectar, em cerca de 30 minutos, a presença de antígenos ou anticorpos. Nos casos positivos, é feita a coleta de amostra de sangue para análise molecular em laboratório, através da metodologia de PCR. Essa etapa é necessária para confirmar o diagnóstico e quantificar a carga viral, orientando o tratamento adequado.

“Os testes rápidos de triagem têm sido uma ferramenta muito importante para ampliar o acesso ao diagnóstico das hepatites. A proposta do teste rápido molecular é facilitar ainda mais esse processo, permitindo confirmar a presença do vírus, na própria unidade de saúde, em cerca de 30 minutos”, destaca Lívia.

Ações de testagem

Entre setembro 2023 e julho de 2025, equipes do Ambulatório de Hepatites Virais do IOC/Fiocruz promoveram 26 ações de testagem para hepatites virais em doze cidades: Rio de Janeiro, Duque de Caxias, São João de Meriti, Belford Roxo, Nova Iguaçu, Queimados, Japeri, Paracambi, Maricá, Macaé, Paraty e Angra dos Reis.

As atividades buscam levar o diagnóstico das hepatites virais até grupos vulneráveis, incluindo pessoas em situação de rua, profissionais do sexo, indivíduos em tratamento de hemodiálise, pacientes psiquiátricos, vítimas de enchentes, indígenas e outros.

Para alcançar estas populações, a equipe do IOC conta com a parceria de prefeituras, Justiça Federal e Estadual e Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Recursos oriundos de emenda parlamentar do deputado federal Paulo Ganime (Novo) também contribuem para custear as ações.

Leia mais no portal da Agência Fiocruz de Notícias.

Simepar busca esclarecer e reverter possíveis irregularidades em Edital do Hospital Regional do Litoral

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) recebeu com preocupação as denúncias feitas por Médicos e Médicas sobre possíveis irregularidades em Edital da Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Estado do Paraná (FUNEAS). O Edital tem por finalidade o credenciamento de pessoas jurídicas, prestadoras de serviços médicos, para atender às demandas do Hospital Regional do Litoral em Paranaguá.

Em primeiro lugar, é preciso deixar claro que o Simepar é contra o formato de contratação da FUNEAS que credencia pessoas jurídicas em vez de contratar os profissionais diretamente, como deveria ser feito, com base na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A contratação de “PJs” significa a precarização das relações de trabalho, resultando na sonegação dos direitos trabalhistas dos profissionais da Medicina.

Também é importante ressaltar que vínculos de trabalho estáveis e duradouros favorecem as relações entre médicos e pacientes, o que aumenta a segurança e efetividade na assistência pública.

As denúncias foram recebidas pelo Sindicato em uma Carta Aberta de Médicos que já atuam no Hospital Regional do Litoral e apontam para a diminuição das equipes, fatiamentos temerários nas contratações, e outros problemas que poderiam pôr em risco o bom funcionamento do Hospital.

Com base nessas informações, o Simepar solicitou reuniões em caráter emergencial com as direções da FUNEAS e do Hospital Regional do Litoral. Esperamos que os possíveis problemas relatados sejam esclarecidos e resolvidos, que os direitos de Médicas e Médicos e demais profissionais da Saúde sejam respeitados, e que a qualidade de atendimento à população prevaleça.