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Pesquisadores paranaenses criam prótese com antibiótico para tratar infecções

A substituição de articulações desgastadas por próteses tem trazido melhor qualidade de vida para pessoas com diferentes quadros de saúde, especialmente idosos, que conseguem voltar a se locomover sem dor após o procedimento. Mas, em alguns casos, a melhora é interrompida por infecções, que demandam um longo tratamento com antibióticos e a retirada das próteses, devolvendo o paciente a uma rotina com limitações.

Um projeto desenvolvido por pesquisadores paranaenses pretende ajudar a mudar esse percurso, com uma prótese biodegradável, fabricada em impressora 3D a partir de um polímero plástico que pode ser associado com antibióticos. O material está em fase de testes clínicos e foi aplicado, até agora, em 15 pacientes, que receberam próteses de quadril no Hospital Universitário Cajuru em Curitiba, com resultados preliminares positivos.

“Hoje não existe no SUS uma prótese temporária com antibiótico que seja acessível. As que existem são importadas e de alto custo”, ressalta o professor e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Saúde da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Felipe Francisco Tuon, que lidera o projeto.

Atualmente, quando o paciente desenvolve uma infecção, ele precisa retirar a prótese permanente de titânio e ficar sem nenhum substituto enquanto a doença é tratada, o que costuma levar pelo menos seis meses. “Nesse tempo, a pessoa vai sentir dor. Dependendo do local da prótese, ela não vai conseguir andar. E fica um espaço vazio, o que aumenta a chance de ter hematoma, uma nova infecção, e acaba acontecendo uma retração muscular”, complementa o pesquisador.

A prótese de polímero foi pensada para substituir a permanente durante o tempo de tratamento, com o adicional do antibiótico, que ajuda a controlar a infecção diretamente no local afetado. Depois que a batalha contra as bactérias é vencida, o paciente pode receber novamente a prótese permanente, com menos riscos de complicações.

O uso da impressora 3D também é uma grande vantagem, já que permite tanto a produção em larga escala de modelos padronizados, com um baixo custo, quanto de peças personalizadas.

“Para alguns pacientes que necessitem de uma prótese de tamanho diferente do padrão, é possível fazer uma tomografia computadorizada, e construir uma prótese com as características específicas para aquele paciente”, complementa Tuon.

Os pacientes que receberam a prótese temporária de quadril continuam sendo avaliados, e a pesquisa espera fazer testes clínicos com pessoas que precisam de prótese no joelho e no ombro no ano que vem.

A equipe também está ampliando a estrutura de produção, após receber um financiamento de R$ 3 milhões do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O novo centro de impressão 3D vai permitir que as próteses sejam enviadas à rede pública de todo o Brasil.

“O objetivo é fornecer as próteses para todos os hospitais que quiserem participar do projeto. A gente tem aqui capacidade de produção e material para anos de próteses”, conclui Tuon.

As informações são da Agência Brasil.

Boletim semanal registra mais 1.535 casos e quatro óbitos por dengue no Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) divulgou nesta terça-feira (08) o informe epidemiológico semanal da dengue. Foram registrados mais 1.535 casos da doença e quatro óbitos. Os dados acumulados do ano epidemiológico 2025 totalizam 247.134 notificações, 84.384 diagnósticos confirmados e 101 mortes em decorrência da dengue no Estado.

No total, 398 municípios já apresentaram notificações da doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, e 379 possuem casos confirmados. Os novos óbitos ocorreram entre março e junho, sendo uma mulher e três homens, com idades entre 23 e 50 anos, três deles sem comorbidades. Os pacientes residiam em Palmital, na 5ª Regional de Saúde (RS) de Guarapuava; Cafelândia e Cascavel, na 10ª RS de Cascavel; e Santo Inácio, na 15ª RS de Maringá.

As regionais com mais casos confirmados neste período epidemiológico são a 17ª RS de Londrina (20.402); 14ª RS de Paranavaí (12.378); 15ª RS de Maringá (10.572); 19ª RS de Jacarezinho (6.788); e 12ª RS de Umuarama (5.127).

OUTRAS ARBOVIROSES – A publicação inclui ainda dados sobre Chikungunya e Zika, doenças também transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Foram confirmados 5.071 casos de Chikungunya, num total de 10.079 notificações da doença no Estado, e mais dois óbitos. Os pacientes residiam em Ponta Grossa (3ª RS) e Cascavel (10ª RS), totalizando, no acumulado deste ano, cinco óbitos confirmados pelo agravo no Estado.

Quanto ao vírus Zika, foram registradas 125 notificações até a publicação deste boletim, sem nenhum caso confirmado.

FEBRE OROPOUCHE – A Sesa também publica neste boletim os casos de Oropouche no Estado, nos municípios de Adrianópolis (138 casos autóctones) e Morretes (2 casos autóctones), além do registro de um caso importado no município de Arapongas (importado do Espírito Santo).

A febre Oropouche é causada pelo vírus Orthobunyavirus oropoucheense (OROV), transmitido principalmente pelo inseto Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. Após picar uma pessoa ou animal infectado, o vetor pode transmitir o vírus a outras pessoas.

Confira o Informe Semanal completo das arboviroses AQUI. Mais informações sobre a dengue estão neste LINK.

Estado vai distribuir 100 mil testes rápidos para Influenza A, B e Covid-19 nesta semana

A Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) recebeu um novo lote com 100 mil testes rápidos para detecção de Influenza A, Influenza B e Covid-19. Os exames, que chegaram na última sexta-feira (4), foram adquiridos junto ao Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), com investimento de R$ 800 mil do Tesouro do Estado, e começarão a ser distribuídos aos municípios já nos próximos dias.

Os testes serão destinados principalmente às Unidades de Pronto Atendimento (UPA), Pronto Atendimento (PA) de hospitais e Unidades Básicas de Saúde (UBS), fortalecendo o atendimento de casos suspeitos de síndromes respiratórias na rede pública.

De acordo com o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, a ampliação do diagnóstico rápido garante benefícios diretos ao paciente. “Usar esse teste rápido possibilita ao profissional de saúde iniciar antecipadamente o esquema terapêutico com a medicação oseltamivir, conhecido como Tamiflu, auxiliando na recuperação dos pacientes. É um passo que nos ajuda ainda mais nesse momento de alerta”, explicou.

O informe de vírus respiratórios mais recente mostra 15.752 registros desde dezembro de 2024 – número 7% maior em relação ao informe anterior (14.636 casos). Também foram registrados 829 mortes.

Confira abaixo a distribuição prevista para as Regionais de Saúde:

  • 1ª RS de Paranaguá – 2.660
  • 2ª RS de Curitiba – 27.180
  • 3ª RS de Ponta Grossa – 5.600
  • 4ª RS de Irati – 1.660
  • 5ª RS de Guarapuava – 4.240
  • 6ª RS de União da Vitória – 1.680
  • 7ª RS de Pato Branco – 2.540
  • 8ª RS de Francisco Beltrão – 3.500
  • 9ª RS de Foz do Iguaçu – 3.580
  • 10ª RS de Cascavel – 5.140
  • 11ª RS de Campo Mourão – 3.240
  • 12ª RS de Umuarama – 2.720
  • 13ª RS de Cianorte – 1.580
  • 14ª RS de Paranavaí – 2.900
  • 15ª RS de Maringá – 7.700
  • 16ª RS de Apucarana – 3.600
  • 17ª RS de Londrina – 8.500
  • 18ª RS de Cornélio Procópio – 2.280
  • 19ª RS de Jacarezinho – 2.840
  • 20ª RS de Toledo – 3.680
  • 21ª RS de Telêmaco Borba – 1.720
  • 22ª RS de Ivaiporã – 1.360

 

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Boletim semanal registra 1.116 novos casos e 88 óbitos por síndromes respiratórias no Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgou nesta quarta-feira (2) o novo Informe Epidemiológico com dados atualizados sobre os vírus respiratórios que circulam no Paraná. O boletim apresenta um panorama geral da situação no Estado com o objetivo de reforçar a vigilância e o monitoramento da Síndrome Gripal (SG) e da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

O informe desta semana mostra 1.116 novos casos de SRAG, o que eleva para 15.752 o total de registros desde dezembro de 2024 – número 7% maior em relação ao informe anterior (14.636 casos). Também foram registrados mais 88 óbitos. O total do período chega agora a 829 mortes, 12% a mais em comparação ao boletim anterior, que apresentava acumulado de 741 óbitos.

As informações são referentes a pessoas que apresentaram sintomas entre 29 de dezembro de 2024 e 14 de junho de 2025. Entre os casos confirmados, 2.272 foram por Influenza; 573 por Covid-19; 4.022 por outros vírus respiratórios; 6.083 como SRAG não especificada; 74 por outros agentes etiológicos e 2.728 ainda estão em investigação. Entre os 829 óbitos, 236 (28,5%) foram confirmados para Influenza; 82 (9,9%) para Covid-19; 93 (11,2%) para outros vírus respiratórios; 19 (2,3%) para outros agentes etiológicos, e 385 (46,4%) foram registrados como SRAG não especificada.

Outras 14 mortes seguem em investigação. Também foram notificadas 374 óbitos por outras causas, que não se enquadram nos critérios de SRAG .

Em relação às síndromes gripais, que têm monitoramento por amostragem, foram contabilizados 1.677 casos.

MAIS ATINGIDOS – A faixa etária mais afetada é a de crianças menores de seis anos, seguida pelos idosos. Do total de notificações de SRAG por vírus respiratórios, 6.201 casos e 390 óbitos apresentavam algum fator de risco identificado.

VACINAÇÃO – Com relação à vacinação, os dados mostram que 4.793 pessoas (77,3%) com fatores de risco internados por SRAG por vírus respiratórios não haviam tomado a vacina contra a gripe. Entre os que morreram, 273 também não estavam vacinados (70%).

SINTOMAS – Entre os principais sintomas das SRAGs estão febre, calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza, alterações no olfato ou paladar, falta de ar ou desconforto respiratório, dor ou pressão persistente no tórax, saturação de oxigênio abaixo de 95% em ar ambiente e coloração azulada (cianose) dos lábios ou do rosto.

Esses sintomas são característicos das síndromes gripais que evoluíram para quadros graves. Os principais causadores desse cenário são os vírus Influenza, SARS-CoV-2 (Covid-19), vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus, que continuam predominantes no Estado.

Confira AQUI o Informe epidemiológico e neste LINK mais informações sobre a Influenza (gripe).

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Simepar firma parceria com a Unicred trazendo benefícios para Médicas e Médicos

Pensando em oferecer ainda mais benefícios aos médicos paranaenses, o Simepar fechou uma parceria exclusiva e cheia de vantagens com a Unicred União. Confira neste post todas as informações.

   

Nos próximos dias, uma equipe da Unicred entrará em contato com os médicos associados ao Simepar para apresentar a proposta completa e esclarecer como aproveitar os benefícios. Todos os dados serão tratados com total segurança e de acordo com a Lei geral de Proteção de Dados (LGPD).

   

Atenção: para evitar fraudes ou golpes, informamos que o contato da equipe da Unicred será feito exclusivamente pelo número (41) 99671-8067.

Não é associado e quer aproveitar também esses benefícios? Entre em contato com a gente!

Julho Amarelo reforça estratégias de enfrentamento às hepatites virais no Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça a importância da prevenção, testagem e conscientização sobre as hepatites virais. A campanha Julho Amarelo representa uma oportunidade de ampliar o diálogo com a população e destacar o papel essencial da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado dessas doenças silenciosas, mas com alto potencial de agravamento.

Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2022 aproximadamente 254 milhões de pessoas estavam infectadas por hepatite B, e 50 milhões por hepatite C em todo o mundo, resultando em 1,34 milhão de mortes, principalmente por complicações como cirrose e carcinoma hepatocelular (CHC). A OMS projeta que, até 2040, as hepatites B e C poderão causar mais mortes do que tuberculose, HIV, Aids e malária somadas.

“Estamos trabalhando de forma constante para ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento das hepatites virais no Paraná”, disse o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. “A prevenção salva vidas, e é por isso que ações como o Julho Amarelo são essenciais para manter esse tema em evidência e garantir que a população procure os serviços de saúde. Nossa missão é cuidar e proteger, com políticas públicas que realmente cheguem às pessoas”, destacou.

De acordo com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, entre 2019 e 2025 o Paraná registrou 846 casos de hepatite A, 7.288 de hepatite B, 5.069 de hepatite C, e 424 casos em gestantes. No mesmo período foram contabilizados 608 óbitos relacionados às hepatites virais no Estado.

Esses números reforçam a necessidade de vigilância constante e atuação integrada em todas as regiões do Paraná. A maioria dos casos de hepatite A ocorreu em pessoas com idade entre 20 e 34 anos, sendo 71,9% do sexo masculino. Já os casos de hepatite B e C concentram-se nas faixas etárias de 35 a 49 anos e de 50 a 59 anos, respectivamente, também com predominância masculina.

HEPATITE A – Em 2024, um surto de hepatite foi registrado em algumas cidades do Paraná. A Sesa, em parceria com os municípios, coordenou uma campanha de vacinação direcionada à população vulnerável, o que possibilitou o controle rápido da doença e o retorno à curva endêmica. A comparação entre os períodos de janeiro a julho dos anos de 2024 e 2025 evidencia uma redução de 86% nos casos: foram 522 notificações em 2024, contra 74 no mesmo período de 2025 em todo Paraná. Com relação às mortes, também houve queda expressiva: enquanto sete mortes foram registradas no primeiro semestre de 2024, em 2025 esse número caiu para uma, o que representa a redução de 85,7%.

INFECÇÃO E CUIDADOS – As hepatites A e E são transmitidas pelo consumo de água e alimentos contaminados por fezes, e estão ligadas às condições precárias de saneamento básico, higiene pessoal, qualidade da água e dos alimentos. Geralmente, essas infecções são benignas e autolimitadas, podendo ser mais brandas em crianças e mais graves em adultos.

Já as hepatites B, C e D são transmitidas por contato com sangue ou fluidos corporais contaminados, por via parenteral, percutânea e vertical (de mãe para filho), por relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de objetos perfurocortantes (como lâminas de barbear, alicates de unha e agulhas) ou por exposição a material biológico contaminado durante procedimentos cirúrgicos, odontológicos, transfusões, hemodiálises e endoscopias sem observância das normas de biossegurança.

SINTOMAS E DETECÇÃO – Na maioria dos casos, a infecção pelo vírus da hepatite é silenciosa e não apresenta sintomas. Quando presentes, os sinais podem incluir cansaço, febre, mal-estar, tontura, náuseas, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Em caso de sintomas ou contato com casos confirmados, a orientação é procurar uma unidade de saúde o mais rápido possível.

A detecção dos vírus que causam as hepatites virais é feita por meio de testagem. Para as hepatites B e C, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferta testes rápidos

VACINAS – O SUS também oferece vacinas contra as hepatites A e B. No caso da hepatite C, há medicamentos eficazes que possibilitam a cura da doença. O Calendário Nacional de Vacinação prevê uma dose da vacina recombinante contra a hepatite B ao nascer (preferencialmente até o 30º dia de vida) e a continuidade do esquema com a vacina pentavalente aos dois, quatro e seis meses de idade, além de uma dose da vacina inativada contra a hepatite A aos 15 meses.

Em 2024, o Paraná atingiu 93,53% de cobertura vacinal contra a hepatite A, 104,14% contra a hepatite B e 95,80% da pentavalente. Em 2025, os dados parciais apontam coberturas de 88,70%, 93,93% e 92,45%, respectivamente. A meta preconizada pelo Ministério da Saúde (MS) para essas vacinas é de, no mínimo, 95%.

VIGILÂNCIA – A Sesa reforça a importância da mobilização e da vigilância conjunta entre o poder público, os profissionais de saúde e a sociedade civil no enfrentamento às hepatites virais. As unidades básicas de saúde realizam testes rápidos, oferecem vacinação contra a hepatite B, orientações para prevenção e encaminhamento para tratamento sempre que necessário.

“O Julho Amarelo vai além de uma campanha. Ele representa um compromisso permanente com a saúde pública e com o enfrentamento das hepatites virais. Nosso objetivo é contribuir para a eliminação dessas doenças como problema de saúde pública até 2030, em alinhamento com as metas estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde”, afirmou a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Boletim registra 1.116 novos casos e 88 óbitos por síndromes respiratórias no Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgou nesta quarta-feira (2) o novo Informe Epidemiológico com dados atualizados sobre os vírus respiratórios que circulam no Paraná. O boletim apresenta um panorama geral da situação no Estado com o objetivo de reforçar a vigilância e o monitoramento da Síndrome Gripal (SG) e da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

O informe desta semana mostra 1.116 novos casos de SRAG, o que eleva para 15.752 o total de registros desde dezembro de 2024 – número 7% maior em relação ao informe anterior (14.636 casos). Também foram registrados mais 88 óbitos. O total do período chega agora a 829 mortes, 12% a mais em comparação ao boletim anterior, que apresentava acumulado de 741 óbitos.

As informações são referentes a pessoas que apresentaram sintomas entre 29 de dezembro de 2024 e 14 de junho de 2025. Entre os casos confirmados, 2.272 foram por Influenza; 573 por Covid-19; 4.022 por outros vírus respiratórios; 6.083 como SRAG não especificada; 74 por outros agentes etiológicos e 2.728 ainda estão em investigação. Entre os 829 óbitos, 236 (28,5%) foram confirmados para Influenza; 82 (9,9%) para Covid-19; 93 (11,2%) para outros vírus respiratórios; 19 (2,3%) para outros agentes etiológicos, e 385 (46,4%) foram registrados como SRAG não especificada.

Outras 14 mortes seguem em investigação. Também foram notificadas 374 óbitos por outras causas, que não se enquadram nos critérios de SRAG.

Em relação às síndromes gripais, que têm monitoramento por amostragem, foram contabilizados 1.677 casos.

MAIS ATINGIDOS – A faixa etária mais afetada é a de crianças menores de seis anos, seguida pelos idosos. Do total de notificações de SRAG por vírus respiratórios, 6.201 casos e 390 óbitos apresentavam algum fator de risco identificado.

VACINAÇÃO – Com relação à vacinação, os dados mostram que 4.793 pessoas (77,3%) com fatores de risco internados por SRAG por vírus respiratórios não haviam tomado a vacina contra a gripe. Entre os que morreram, 273 também não estavam vacinados (70%).

SINTOMAS – Entre os principais sintomas das SRAGs estão febre, calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza, alterações no olfato ou paladar, falta de ar ou desconforto respiratório, dor ou pressão persistente no tórax, saturação de oxigênio abaixo de 95% em ar ambiente e coloração azulada (cianose) dos lábios ou do rosto.

Esses sintomas são característicos das síndromes gripais que evoluíram para quadros graves. Os principais causadores desse cenário são os vírus Influenza, SARS-CoV-2 (Covid-19), vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus, que continuam predominantes no Estado.

Confira AQUI o Informe epidemiológico e neste LINK mais informações sobre a Influenza (gripe).

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

FEAS abre Processo Seletivo para contratação de Médicos/as de oito especialidades

A Fundação Estatal de Atenção à Saúde (FEAS), da Prefeitura de Curitiba, abre nesta sexta-feira (4) as inscrições do Processo Seletivo Simplificado 5/2025 para contratação temporária de médicos especialistas em oito áreas.

São 14 vagas no total: três vagas para médico psiquiatra; duas para médico radiologista; duas para médico urologista; duas para médico para atuação em diagnóstico por imagem com ênfase em ultrassom geral; duas para médico para atuação em ultrassonografia em ginecologia e obstetrícia; uma para médico proctologista/coloproctologista; uma para médico neurologista pediátrico; e uma para médico otorrinolaringologista.

As inscrições vão até a segunda-feira, dia 14 de julho, pelo site da FEAS.

Clique aqui para se inscrever.

O PSS selecionará candidatos para a substituição temporária de trabalhadores em afastamentos previdenciários, como licenças maternidade e médica. Os profissionais aprovados atuarão junto ao SUS curitibano, nas unidades gerenciadas pela FEAS. O contrato de trabalho tem duração de até 12 meses, podendo ser renovado por igual período.

Seleção

O processo seletivo simplificado é dividido em duas etapas: a primeira, de caráter classificatório ou eliminatório, consiste na análise do tempo de experiência profissional, dos títulos e do formulário curricular; a segunda etapa é o exame admissional e tem caráter eliminatório, são avaliadas as condições de saúde dos candidatos em relação às atividades inerentes ao cargo.

Os candidatos devem ficar atentos ao edital: o envio de documentação incompleta ou incorreta resultará na desclassificação.

Sobre a FEAS

A Fundação Estatal de Atenção à Saúde (FEAS) é uma fundação pública da Prefeitura de Curitiba, que atua sob as diretrizes da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). A instituição é responsável pela gestão do Hospital do Idoso e de outras 29 unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) na capital paranaense, prestando serviços de saúde à população.

As informações são da Prefeitura de Curitiba.

Oportunidade de trabalho para Especialista em Medicina de Tráfego em Curitiba

A Clínica Insightflow dispõe de vaga para Médica ou Médico Especialista em Medicina de Tráfego para trabalhar no Bairro Bigorrilho, em Curitiba.

O regime de contratação é autônomo, com jornada de segunda a sexta-feira.

Interessados/as entrar em contato pelos telefones 41 99645 6064 ou 81 99977 0598.

Ou ainda pelo E-mail: krause0106@hotmail.com

Secretaria da Saúde faz alerta aos municípios sobre vacinação e diagnóstico contra Doença Meningocócica

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) emitiu nesta sexta-feira (27) um alerta sobre o aumento significativo de casos e óbitos provocados pela doença meningocócica. O comunicado foi enviado às 22 Regionais de Saúde, responsáveis por orientar os 399 municípios sobre medidas de prevenção, vigilância e assistência.

De acordo com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), entre janeiro e 21 de junho de 2025 (Semana Epidemiológica 25), foram registrados 22 casos confirmados e seis óbitos pela doença. No mesmo período do ano passado, foram 11 casos e nenhum óbito. Em todo o ano de 2024, o Estado contabilizou 33 casos e quatro mortes.

Os casos desse ano foram registrados em Ponta Grossa (4), Curitiba (3), Paranaguá, Campina Grande do Sul, Fazenda Rio Grande, Araucária, General Carneiro, Palmas, São Jorge D Oeste, Cascavel, Três Barras, Céu Azul, Cianorte, Apucarana, Londrina, Wenceslau Braz e Jacarezinho.

As mortes de 2025 ocorreram nos municípios de Ponta Grossa (dois homens, de 2 e 59 anos), Curitiba (homem de 32 anos), São Jorge D’Oeste (mulher de 48 anos), Céu Azul (mulher de 49 anos) e Wenceslau Braz (homem de 84 anos). Entre os óbitos, dois foram provocados pelo sorogrupo C, dois pelo sorogrupo B e dois não foi possível realizar a identificação do surogrupo.

A doença meningocócica é causada pela bactéria Neisseria meningitidis e pode provocar quadros graves como meningite e meningococcemia. Por seu alto potencial de transmissão, letalidade e gravidade das sequelas especialmente em crianças, é considerada um problema de saúde pública.

“A vacinação é a principal ferramenta para prevenir as formas mais graves da meningite. Quem passou por isso na família sabe a dificuldade que é tratar, por isso contamos com todas as famílias do Paraná para darmos essa demonstração de ciência, saúde e vida, vacinando as nossas crianças e protegendo ainda mais a população paranaense”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a vacina meningocócica C (conjugada) para crianças a partir de três meses até 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade. A partir de julho de 2025, o reforço aplicado aos 12 meses de idade passará a ser feito com a vacina meningocócica ACWY, que amplia a proteção também contra os sorogrupos A, W e Y, conforme já confirmado pela Sesa.

Em 2024, a cobertura vacinal no Estado foi de 91,56% na primeira dose (menores de 1 ano) e de 92,94% na dose de reforço (12 meses), abaixo da meta preconizada pelo Ministério da Saúde, que é de 95%.

Além da vacinação, a secretaria orienta que a população adote medidas de prevenção, como manter ambientes bem ventilados, higienizar frequentemente as mãos, evitar aglomerações em locais fechados e não compartilhar objetos de uso pessoal. Também é fundamental que a população esteja atenta aos sintomas da doença — como febre, dor de cabeça intensa, vômitos, rigidez de nuca, confusão mental e erupções cutâneas (petéquias) — e procure imediatamente um serviço de saúde ao primeiro sinal de alerta.

Para os profissionais de saúde, a recomendação é redobrar a atenção para o diagnóstico precoce e adoção imediata de medidas de isolamento e tratamento, além da notificação obrigatória de casos suspeitos ou confirmados em até 24 horas. A Sesa também reforça a necessidade de coleta de amostras clínicas adequadas e a avaliação de contatos com casos suspeitos para possível quimioprofilaxia, conforme diretrizes do Ministério da Saúde.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.