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CRM Alerta: Denúncias de Violência contra Médicos no Paraná já são o dobro em relação ao ano passado

Dados atualizados pela Comissão de Prevenção à Violência Contra Médicos do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) revelam que o número de denúncias de agressões e assédios contra profissionais já é mais do que o dobro em relação ao ano passado. De 27 denúncias registradas em 2024, este número saltou para 55 em 2025, até o momento.

Desde a sua implantação, em agosto de 2024, a Comissão já recebeu 83 denúncias, das quais 44 ainda estão em aberto, enquanto 39 foram encerradas. A maioria dos profissionais que formalizou as denúncias (69) obteve sua formação profissional no Brasil, enquanto 6 se formaram na Bolívia, 4 no Paraguai, 3 na Argentina e 1 em Cuba.

Com relação à experiência profissional, grande parte dos médicos que realizou as denúncias possui mais de 11 anos de atuação na Medicina, indicando que a violência não se restringe a profissionais recém-formados.

Curitiba é a cidade paranaense que concentra o maior número de denúncias, com 20 registros até o momento.

O assunto vem ganhando repercussão na mídia, esta semana o colunista Reinaldo Bessa apresentou os dados divulgados pelo CRM-PR em sua participação no RIC Notícias Noite.

 

Perfil da Violência e das Vítimas

Assédio Moral é a modalidade mais frequente, com 40 denúncias, seguido de Agressão verbal, 26 casos; Agressão Física, quatro casos; Assédio Financeiro, três denúncias; Perseguição ou Stalking, três ocorrências; Discriminação ou Preconceito, dois episódios reportados; Assédio Sexual: dois casos; Danos Materiais ao Ambiente de Trabalho: dois registros; e Agressão Psicológica, uma denúncia.

As mulheres médicas são as principais vítimas, respondendo por 46% das denúncias, enquanto 37% foram feitas por homens.

Ambiente, Agressores e Ações

O setor público é o palco da maioria dos casos, concentrando 87% das denúncias, contra 13% em instituições privadas. O principal agressor identificado em 40 dos casos foi o paciente. Outros agressores incluem:

  • Chefia do profissional: 18 denúncias;
  • Colegas de trabalho: 8 denúncias;
  • Autoridades políticas: 17 denúncias (sendo 8 vereadores, 8 secretários de saúde e 1 prefeito).
  • Jornalista: 1 denúncia.

 

Dos 55 casos registrados este ano, 44 deles o denunciante registrou um Boletim de Ocorrência (BO), demonstrando a busca por medidas legais.

Como Proceder em Caso de Violência

A orientação do Conselho Regional de Medicina do Paraná sobre como agir diante de situações de violência é a seguinte:

Em caso de ameaça: A indicação é que o profissional registre ocorrência na delegacia e informe por escrito às diretorias clínica e técnica da unidade hospitalar sobre o ocorrido, apresentando dados dos envolvidos e testemunhas. Se não for caso de urgência e emergência, o paciente deve ser encaminhado a outro colega.

Ocorrendo agressão física: O médico deve comparecer à delegacia e registrar o Boletim de Ocorrência (BO), sendo necessário exame de corpo de delito. O fato deve ser comunicado imediatamente às diretorias clínica e técnica da unidade hospitalar para que seja providenciado outro médico para assumir suas atividades.

Denúncias no Paraná

Desde agosto de 2024, a Comissão de Prevenção à Violência contra Médicos do CRM-PR, criada exclusivamente para tratar do assunto, tem recebido denúncias de médicos de todo o Estado.

As denúncias podem ser feitas tanto por e-mail (medicodenuncia@crmpr.org.br) quanto por telefone, respeitando o sigilo dos denunciantes que assim o desejarem (41 3240 7800).

“O CRM-PR reitera seu compromisso com a defesa da classe médica e a promoção de um ambiente de trabalho seguro. A Comissão de Prevenção à Violência Contra Médicos segue monitorando os dados e atuando para combater essa realidade alarmante, buscando parcerias e soluções que garantam a integridade dos profissionais que dedicam suas vidas à saúde da população”, declara o 1º secretário do CRM-PR, Fernando Fabiano Castellano Junior.

Integrantes da Comissão

Fazem parte da Comissão de Prevenção à Violência contra Médicos os conselheiros Carlos Alexandre Martins Zicarelli (coordenador), Edeli dos Santos Pepe, Fabricio Kovalechen, Kleber Ribeiro Melo e Sergio Medeiros Alves.

As informações são do CRM-PR.

Pacientes com Dermatite Atópica passam a contar com tratamento integral no SUS

A Dermatite Atópica – condição que acomete principalmente as crianças – poderá ser tratada de forma integral no Sistema Único de Saúde (SUS). Isso porque as pessoas que lidam com essa doença crônica – que causa inflamação na pele, ocasionando lesões e coceiras intensas, dependendo da gravidade – passam a contar com três novos medicamentos, possibilitando o cuidado desde as fases iniciais até quadros mais graves da doença.

A novidade foi anunciada pelo Ministério da Saúde, com a publicação de três portarias, nesta terça-feira (26). Ela amplia as opções de tratamento com ganhos importantes para quem convive com a dermatite atópica em vista da incorporação, na rede pública de saúde, de duas pomadas para a pele – o tacrolimo e o furoato de mometasona – e um medicamento oral – o metotrexato.

Com recomendação favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), o tacrolimo tópico e o furoato de mometasona poderão tratar pessoas que não podem utilizar corticoides ou apresentam resistência aos tratamentos até então disponíveis. A ampliação de acesso ao tacrolimo tópico para os pacientes do SUS é um benefício relevante, já que, por ser um medicamento de alto custo, seu acesso era mais restrito.

A outra novidade é o metotrexato utilizado no manejo da dermatite atópica grave, principalmente para pacientes que não podem utilizar a ciclosporina, medicamento já disponibilizado na rede pública.

Tratamento adequado e enfrentamento ao preconceito

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (SECTICS), Fernanda De Negri, explica que os novos medicamentos possibilitarão tratamentos mais personalizados e com menos efeitos colaterais, dependendo da gravidade da condição. “Outro fator importante do tratamento é o enfrentamento a estigmas sociais impostos às pessoas que vivem com a condição, que, muitas vezes, convivem com preconceitos em vista das lesões visíveis na pele. Estamos falando de uma doença que acomete, muitas vezes, crianças em idade escolar, que podem deixar de ir às aulas por isso”, afirmou.

Fernanda De Negri se refere aos impactos psicossociais que atingem não apenas as crianças, mas também os adultos que também podem ser acometidos pela doença. Muitas pessoas sofrem com feridas visíveis que podem impor limitações em suas atividades diárias e, portanto, da qualidade de vida, dependendo de sua condição clínica.

Dermatite atópica, uma condição genética e crônica

Doença não contagiosa, a dermatite atópica é uma condição genética e crônica, caracterizada principalmente por coceira intensa e pele ressecada. Ela afeta especialmente as áreas de dobras do corpo, como a parte frontal dos cotovelos, atrás dos joelhos e o pescoço. É uma das formas mais comuns de eczema, prevalente na infância, embora também possa surgir na adolescência ou na fase adulta.

Em crianças pequenas, a face é frequentemente uma área afetada. A doença pode variar muito de paciente para paciente, com diferentes intensidades e respostas aos tratamentos.

Conheça detalhes dos novos medicamentos

Incorporados ao SUS para tratar casos leves, moderados e graves, o tacrolimo tópico, furoato de mometasona e o metotrexato serão ofertados na rede pública de saúde conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Dermatite Atópica. Esse documento está sendo atualizado para incluir as orientações de uso dos novos medicamentos. Conheça mais sobre eles:

  • O tacrolimo tópico será oferecido nas concentrações de 0,03% e 0,1%. Trata-se de uma pomada que garante tratamento de lesões em áreas sensíveis, como o rosto, pois reduz a permeabilidade da pele e melhora a barreira cutânea. Ele funciona diferentemente dos corticoides que podem causar efeitos adversos significativos com o uso prolongado.
  • Já o furoato de mometasona 0,1%, em forma de pomada, promove alta adesão ao tratamento por sua eficácia na regeneração da pele sensível, auxiliando na cicatrização e proporcionando alívio rápido. A incorporação desse medicamento fortalece a linha de tratamento oferecida pelo SUS, que passa a atender diferentes idades e fases da doença e pacientes com restrições ao uso de outras substâncias. Confira portaria SECTICS/MS, nº 18, de 12 de maio de 2025.
  • Já o metotrexato, medicamento oral, é um imunossupressor e atua na modulação da resposta inflamatória. Ele ajuda a controlar as crises da doença e ainda reduz a necessidade do uso contínuo de corticosteroides sistêmicos, que apresentam efeitos colaterais com o uso prolongado.

Tratamento da doença no SUS

Atualmente, a rede pública de saúde já oferece outras três opções de cuidado: duas pomadas para aplicação direta na pele, a dexametasona creme (1 mg/g) e acetato de hidrocortisona creme (10 mg/g – 1%). Ambas são classificadas como de potência leve. Para casos mais graves, está disponível a ciclosporina, opção oral.

Entre 2024 e 2025, mais de 1 mil atendimentos hospitalares e mais de 500 mil ambulatoriais relacionados à dermatite atópica foram prestados na rede pública de saúde em todo o Brasil. O cuidado pode envolver consultas especializadas, exames e prescrição de medicamentos, de acordo com o quadro clínico apresentado.

O tratamento objetiva reduzir sintomas, prevenir exacerbações, tratar infecções quando presentes, minimizar os riscos de tratamento e restaurar a integridade da pele. Na maioria dos pacientes com a forma leve da doença, os resultados positivos são alcançados apenas com o uso de terapias tópicas, que inclui hidratantes e emolientes, adaptações nos banhos, fototerapia, curativos/bandagens e uma terapia com o foco na reversão de hábitos. Já para casos moderados ou graves, o tratamento envolve também medicamentos como corticoides, comprimidos e soluções orais.

Como acessar o tratamento na rede pública

Para ter acesso à assistência pública, basta procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência do paciente; a partir da avaliação clínica e se houver necessidade, ocorrerá o encaminhamento para consulta com especialista para diagnóstico preciso e definição da conduta terapêutica.

As informações são da Agência Gov.

Simepar e FMB participam da caravana nacional pelo Piso Salarial da Medicina e Odontologia

Uma forte mobilização de entidades representativas da Medicina e Odontologia, intitulada Caravana pelo Piso Salarial de Médicos e Cirurgiões-Dentistas, está em Brasília para acompanhar a votação do Projeto de Lei nº 1.365/2022. O PL, que propõe a atualização do piso salarial para médicos e cirurgiões-dentistas, será apreciado nesta terça-feira (27), a partir das 10h, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal.

O Dr. Marlus Volney de Morais, Presidente do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) e Diretor da Federação Médica Brasileira (FMB), está participando da mobilização, representando os médicos e médicas do Paraná.

As principais associações e organizações da odontologia e da medicina no Brasil, juntamente com o Movimento Dentistas do SUS, reuniram-se em Plenária para definir estratégias e reforçar a importância da aprovação do projeto. A 2° Caravana permanecerá na capital federal até quinta-feira (29) com o objetivo de sensibilizar senadores e deputados sobre a urgência da rápida tramitação e aprovação da proposta.

A votação na CAE e as expectativas

A 10ª reunião ordinária da Comissão de Assuntos Econômicos, presidida pelo senador Renan Calheiros, ocorrerá no anexo II do Senado, Ala Senador Alexandre Costa, Plenário nº 19. A pauta oficial inclui a apreciação do PL 1.365/2022, de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), que visa modificar os salários mínimos dos cirurgiões-dentistas e médicos, além de majorar os valores da hora extra e do adicional noturno desses profissionais.

O relator do projeto na CAE, senador Nelsinho Trad, já emitiu parecer favorável à sua aprovação. A expectativa é que os demais senadores acompanhem o relatório, o que significará um passo importante para a valorização dos profissionais de saúde no serviço público. Após a aprovação na CAE, o projeto será encaminhado para a Comissão de Assuntos Sociais em caráter terminativo, dispensando votação em plenário.

Detalhes do Projeto de Lei

De acordo com as atualizações propostas no relatório do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), o PL deverá fixar em R$ 13.662,00 o salário mínimo para uma jornada de 20 horas semanais, tanto para médicos quanto para cirurgiões-dentistas. O piso será reajustado, a partir de 1º de janeiro de cada ano, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Além disso, a remuneração do trabalho noturno ou extraordinário será 50% superior à do trabalho diurno ordinário.

Mobilização abrangente

As ações da Caravana pelo Piso Salarial de Médicos e Cirurgiões-Dentistas foram articuladas na noite desta segunda-feira (26) em evento com a presença de diversas lideranças e instituições. Entre as entidades presentes na mobilização estão o Conselho Federal de Odontologia, os Conselhos Regionais de Odontologia, a Federação Interestadual dos Odontologistas (FIO), a Federação Nacional dos Odontologistas (FNO), a Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Federação Médica Brasileira (FMB) além do Movimento Dentistas do SUS e vereadores representando diversos municípios brasileiros.

Representantes dessas associações, organizações e do Movimento Cirurgiões-dentistas do SUS estarão presentes no Senado para acompanhar a votação e disponíveis para entrevistas e comentários sobre o andamento do projeto.

Agenda na Câmara dos Deputados

Como parte das ações da Caravana, será realizada, na próxima quarta-feira (28), uma visita à Câmara dos Deputados para acompanhar a votação do PL 765/15. Esta proposta, de autoria do ex-deputado Benjamin Maranhão, também busca alterar a lei nº 3.999, de 15 de dezembro de 1961, que dispõe sobre o salário-mínimo de médicos e cirurgiões-dentistas, estando em pauta na Comissão de Trabalho da Câmara.

As informações são da FMB.

5 mil doadores de sangue reforçaram o estoque no Paraná após convocação

O Paraná pediu e a população atendeu. Entre os dias 19 e 24 de maio, os hemocentros do Estado registraram 5.128 doadores de sangue, num aumento de 13,7% em relação à semana anterior, quando foram contabilizados 4.510 doadores. Somente em Curitiba, onde está localizado o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) que coordena a Rede Estadual, foram 1.222.

O aumento foi impulsionado por um chamado da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) na última segunda-feira (19), que alertou sobre a necessidade de reforçar os estoques, especialmente na capital. Embora os níveis estejam atualmente dentro do esperado, o alerta agora é para a manutenção do hábito de doar.

“Mais do que um ato de solidariedade, a doação de sangue demonstra amor e leva esperança para quem mais precisa. Queremos agradecer aos mais de cinco mil paranaenses que doaram e reforçar que a doação de sangue é uma demanda diária. Para quem ainda não conseguiu doar, agende sua doação e ajude a salvar vidas”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Para otimizar o atendimento e o uso das bolsas de sangue por tipo sanguíneo, o Hemepar reforça que as doações devem ser agendadas, por meio do site da Sesa.

Para doar é necessário ter entre 16 e 69 anos completos. Menores de idade necessitam de autorização e presença do responsável legal. Os homens podem doar a cada dois meses, no máximo quatro vezes ao ano. As mulheres, a cada três meses, num total de três doações ao ano.

O doador deve pesar no mínimo 51 quilos, estar descansado, alimentado e hidratado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação) e apresentar documento oficial com foto (carteira de identidade, carteira do conselho profissional, carteira de trabalho, passaporte ou carteira nacional de habilitação).

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Paraná tem baixa cobertura da Vacina contra a Gripe nos grupos prioritários

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça a importância da vacinação para conter o avanço de vírus como a Influenza A e o vírus sincicial respiratório (VSR). Desde o início da campanha de vacinação da gripe, o Paraná aplicou 1.929.196 doses. Nos grupos prioritários, a cobertura atual é de 36,5%. Entre as crianças, a taxa é de apenas 27,2%, abaixo da meta de 90%.

“Estamos vendo uma circulação intensa desses vírus em todo o Paraná. A Influenza A representa hoje cerca de 20% dos casos, e o VSR, que tem atingido com gravidade crianças pequenas, chega a 30% das amostras analisadas. O momento é crítico e exige resposta rápida”, defendeu o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, em entrevista coletiva nesta sexta-feira (23), em Londrina, no Norte do estado.

No último ano, o número de casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (Srags) era de 8.304. Em 2025, no mesmo período, o número registrado é de 8.273. Mesmo com menos casos registrados, a gravidade das infecções aumentou. “Em 2024, perdemos quatro crianças menores de 12 anos por síndrome respiratória aguda grave. Agora, já são 11 vidas perdidas. São números que nos entristecem e nos mobilizam”, alertou.

O Paraná tem cerca de 4,7 milhões de doses da vacina contra a gripe disponíveis, mas pouco menos da metade foi aplicada até agora. “Já usamos quase 2 milhões de doses. Ainda temos 2,7 milhões em estoque. A vacina é segura, gratuita e fundamental para evitar complicações e internações”, destaca Beto Preto.

Para alcançar um maior número de pessoas, a Sesa está orientando os municípios a intensificar a vacinação extramuros, levando as equipes a locais de grande circulação, como feiras, escolas, igrejas e centros comerciais. “É a vacina fora da sala de vacina. É ir até onde o povo está. Essa é a nossa missão”, disse o secretário.

O Paraná ainda não precisou decretar situação de emergência em saúde pública, ao contrário de estados como Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo. “Seguimos com os indicadores sob controle, mas atentos. Neste momento, nossa aposta é na vacina e na conscientização. Vacinar é um ato de amor coletivo. É proteger a si e aos outros. Vacinar, vacinar e vacinar”, concluiu.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Hemepar de Curitiba solicita doações de sangue com urgência

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa), por meio do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), solicita doações de sangue com urgência em Curitiba. A unidade precisa principalmente de pessoas com tipo sanguíneo A+ e A-, O+ e O-.

O Hemepar ressalta que, devido à validade das bolsas de sangue, e também visando um atendimento mais rápido, é importante que os doadores agendem as doações com antecedência. Esse agendamento pode ser feito online, por meio do site da Sesa.

“A doação de sangue é um ato de solidariedade que salva vidas. Historicamente com a baixa nas temperaturas, as doações costumam diminuir, mas a demanda por sangue permanece sendo atendida. Por isso, cada doação pode fazer toda a diferença. Esse gesto simples é capaz de ajudar até quatro pessoas e reforça nosso compromisso em continuar cuidando dos paranaenses”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

O Hemepar Curitiba fica localizado na Travessa João Prosdócimo, 145, bairro Alto da XV. A unidade funciona de segunda a sábado das 7h30 às 18h. Em caso de dúvidas, o telefone para contato é (41) 3281-4000, ou acesse este site.

DADOS – No ano passado, a Hemorrede registrou 202.179 doações, numa média de mais de 16,8 mil doações por mês, sendo 55,6 mil em Curitiba. Este ano, a Rede registrou 92.153, sendo 21,4 mil em Curitiba. O Hemepar da Capital funciona como coordenador das outras 22 unidades espalhadas em todo o Estado.

O sangue captado na Hemorrede é utilizado para atender a demanda de 95,6% dos leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná. “Os estoques desta unidade são fundamentais para a manutenção do serviço. Cada doação gera, em média, de 450 ml a 470 ml de sangue. Cada bolsa pode ser fracionada em até quatro hemocomponentes: hemácias, plaquetas, plasma e crioprecipitado, um tipo de plasma fresco congelado. Por isso, uma única bolsa pode ajudar a salvar até quatro vidas”, afirmou a diretora do Hemepar, Vívian Patrícia Raksa.

QUEM PODE DOAR – Para doar é necessário ter entre 16 e 69 anos completos. Menores de idade necessitam de autorização e presença do responsável legal. Os homens podem doar a cada dois meses, no máximo quatro vezes ao ano. As mulheres, a cada três meses, num total de três doações ao ano.

O doador deve pesar no mínimo 51 quilos, estar descansado, alimentado e hidratado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação) e apresentar documento oficial com foto (carteira de identidade, carteira do conselho profissional, carteira de trabalho, passaporte ou carteira nacional de habilitação).

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Curitiba inicia a vacinação contra a Dengue em crianças de 10 a 14 anos

A partir desta segunda-feira (19/5), a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba começa a vacinação contra a dengue. O imunizante será destinado a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, seguindo a orientação de público-alvo do Ministério da Saúde.

Considerando o quantitativo de doses recebidas, o imunizante será concentrado e disponibilizado em 67 unidades de saúde, cujas áreas de abrangência registraram maior número de casos da doença este ano. Esta é a primeira vez que o SUS de Curitiba recebe a vacina contra a dengue.

De acordo com a secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak, Curitiba tem cerca de 101 mil crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Nesta primeira etapa, porém, o município recebeu apenas 20.390 doses.

“Dessa forma, em vez de pulverizar a vacinação por toda a cidade, decidimos priorizar inicialmente as regiões mais vulneráveis à doença, facilitando o acesso dessa população que mais precisa”, explicou a secretária.

As vacinas serão aplicadas até o fim dos estoques. Na sequência, com o recebimento de novas doses, a vacinação poderá ser disponibilizada para este público também nas demais unidades de saúde do município.

CONFIRA a lista completa destas unidades no site Imuniza Já Curitiba.

Primeira vez

Esta é a primeira vez que o SUS de Curitiba recebe a vacina contra a dengue – o imunizante é disponibilizado pelo Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Estado da Saúde.

A ampliação da oferta de vacinas pelo Ministério da Saúde está alinhada à estratégia do governo federal de intensificar as ações de enfrentamento da doença. Entre as cidades priorizadas nesta fase está a capital paranaense, por ser populosa.

Qdenga

O imunizante fornecido é o Qdenga, do laboratório Takeda. Trata-se de uma vacina tetravalente, com vírus vivo atenuado. Estudos demonstram eficácia de cerca de 80% contra a doença, incluindo hospitalizações e casos graves.

São indicadas duas doses, com intervalo de três meses entre elas. A vacina é recomendada independentemente de o paciente já ter tido ou não dengue anteriormente.

“Embora agora seja um período de menor incidência de dengue, a proteção conferida pela vacina valerá para o fim do ano, época mais quente e de maior circulação do vírus”, destaca Tatiane.

Cuidados permanecem

Mesmo com o início da vacinação contra a dengue, o diretor do Centro de Epidemiologia da SMS, Alcides Oliveira, alerta que os cuidados para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti devem continuar.

“A vacina protege exclusivamente contra a dengue. Ela não oferece proteção contra outras arboviroses, como zika e chikungunya, também transmitidas pelo Aedes aegypti. Por isso, mesmo com a vacinação, é importante manter os quintais limpos e livres de água parada”, reforça o diretor.

As informações são da Prefeitura de Curitiba.

Ministério da Saúde amplia tratamento para casos graves de Alzheimer no SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) vai ampliar o tratamento para pessoas com Doença de Alzheimer. Nesta quinta-feira (15), o Ministério da Saúde publicou a portaria SECTICS/MS nº 20/2025 que estende o uso da donepezila para pacientes com a forma grave da doença. Até então, o medicamento – que ajuda a preservar as funções cognitivas e a capacidade funcional – era disponibilizado apenas para pessoas com formas leves ou moderadas da doença.

Para o tratamento, o paciente com a forma grave da doença poderá usar a donepezila em conjunto ou não com a memantina, medicamento já disponibilizado pelo SUS. Em 2023, mais de 58 mil pessoas utilizaram a donepezila de forma combinada, segundo dados da pasta extraídos da Sala Aberta de Situação de Inteligência em Saúde (Sabeis). O cuidado contínuo por meio desses medicamentos auxilia na redução de sintomas da doença, como confusão mental, apatia e alterações de comportamento nos pacientes.

A demanda para ampliação da donepezila é do próprio Ministério da Saúde, que, durante o processo de atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Doença de Alzheimer, identificou a necessidade de uma assistência cada vez mais presente nos serviços de saúde do país. A estimativa da pasta é que, no primeiro ano da oferta, cerca de 10 mil pessoas sejam beneficiadas.

“A ampliação do uso da donepezila no SUS é fruto de uma decisão baseada em evidências científicas e no compromisso com a inovação em saúde. Ao incorporar essa tecnologia para casos mais graves da doença de Alzheimer, fortalecemos a linha de cuidado contínuo e reafirmamos a importância de políticas públicas que respondam aos desafios do envelhecimento da população com dignidade, qualidade e equidade”, destacou a secretária da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (SECTICS), Fernanda De Negri.

Uso da donepezila contribui para melhorar sintomas

A doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva, que atinge a memória, o comportamento e a autonomia das pessoas. Embora não tenha cura, o tratamento pode contribuir para redução do ritmo da perda de capacidades e proporcionar uma melhor qualidade de vida a quem convive com a doença. Nos estágios graves, o cuidado precisa ser ainda mais presente e o acesso a medicamentos eficazes se torna um aliado fundamental.

Os estudos apresentados à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), órgão colegiado responsável por assessorar o Ministério da Saúde nas decisões de incorporação e/ou exclusão de uma tecnologia no SUS, apontam que a continuidade do uso da donepezila pode melhorar sintomas como agitação, apatia e confusão, além de adiar a necessidade de institucionalização.

Cuidado ofertado no SUS para pacientes com doença de Alzheimer

O Sistema Único de Saúde oferta atendimento integral às pessoas com Alzheimer e demais doenças neurológicas. O acompanhamento é realizado por equipes multiprofissionais em Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Neurocirurgia e Centros de Referências em Neurologia habilitados pelo Ministério. Por meio do Programa Melhor em Casa, o paciente é assistido em domicílio, evitando internações prolongadas e promovendo o maior conforto no ambiente familiar.

Entre janeiro e março de 2025, foram realizados em todo o Brasil mais de 7 milhões de atendimentos ambulatoriais relacionados à doença de Alzheimer no SUS, conforme dados do Sistema de Informação Ambulatorial (SIA), do Ministério da Saúde. Com relação às assistências hospitalares, foram 576 atendimentos no mesmo período, de acordo com o Sistema de Informações Hospitalares (SIH), da pasta.

Além da ampliação de uso do medicamento donepezila, o SUS oferece outros medicamentos para o tratamento da doença, como a memantina, para quadros graves, e a rivastigmina e galantamina, para quadros leves e moderados, conforme diretrizes definidas no PCDT da Doença de Alzheimer. O documento também preconiza um cuidado multidisciplinar, de acordo com as diversas particularidades e sintomas da doença, que envolve terapias não medicamentosas e atenção psicossocial ao paciente e familiares.

As informações são do Ministério da Saúde.

Vacinação contra a dengue é ampliada para mais 102 cidades do Paraná

A vacinação contra a dengue foi ampliada para mais 102 municípios do Paraná, totalizando agora 320 cidades contempladas pelo Ministério da Saúde para o recebimento do imunizante. Para atender à demanda, a Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) iniciará nesta quarta-feira (14) o envio de 99.050 doses do imunizante contra a doença e aguarda novas remessas. As doses são destinadas para adolescentes de 10 a 14 anos.

No total, incluindo com a atual remessa, serão 173.020 doses. O objetivo da ampliação e do envio das novas doses é assegurar a manutenção das estratégias de aplicação das primeiras e segundas doses (D1 e D2) nos municípios já beneficiados, bem como a ampliação da estratégia de vacinação em novas regionais de saúde.

“Vamos ampliar o leque das regionais de saúde com esta novidade do MS para vacinar contra dengue. Lembrando que é importante receber essa primeira dose agora e também a segunda dose, com intervalo de três meses. Essa proteção vai acabar valendo para o final do ano, época mais quente e de maior incidência da doença”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Para a ampliação, foram considerados os critérios estabelecidos em informes e notas técnicas anteriores, como a avaliação e classificação com base em indicadores de saúde, o quantitativo necessário de doses, conforme a disponibilidade informada pelo fabricante, e o cálculo do total de doses a serem entregues em uma única remessa ao município.

De acordo com a chefe da Divisão de Vigilância do Programa de Imunização da Sesa, Virgínia Dobkowski Franco dos Santos, das 22 Regionais de Saúde, 16 estão recebendo a vacina, contribuindo para uma grande cobertura no território. “Com isso, 80,20% dos municípios paranaenses receberão a vacina contra a dengue para a faixa etária recomendada. Esta é mais uma estratégia para conter a doença e auxiliar na prevenção e, consequentemente, na diminuição de casos”, afirmou.

As cidades onde os adolescentes poderão receber a vacina são pertencentes às seguintes Regionais de Saúde:

  • Paranaguá (1ª RS) – 7 municípios
  • Curitiba (2ª RS) – 29 municípios
  • Ponta Grossa (3ª RS) – 12 municípios
  • Guarapuava (5ª RS) – 20 municípios
  • Pato Branco (7ª RS) – 15 municípios
  • Francisco Beltrão (8ª RS) – 27 municípios
  • Foz do Iguaçu (9ª RS) – 9 municípios
  • Cascavel (10ª RS) – 25 municípios
  • Campo Mourão (11ª RS) – 25 municípios
  • Umuarama (12ª RS) – 21 municípios
  • Paranavaí (14ª RS) – 28 municípios
  • Maringá (15ª RS) – 30 municípios
  • Apucarana (16ª RS) – 17 municípios
  • Londrina (17ª RS) – 21 municípios
  • Toledo (20ª RS) – 18 municípios
  • Ivaiporã (22ª RS) – 16 municípios.

 

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Com temperaturas mais baixas, Sesa alerta para cuidados contra os vírus respiratórios

A temporada dos resfriados está aberta e o aumento do número de amostras positivas para os vírus sincicial respiratório (VSR) e Influenza A mostram a importância do cuidado e da prevenção. O resultado das amostras confirmado pelo Laboratório Central do Estado (Lacen) indica que entre todos os casos positivos para alguma infecção respiratória, 28,51% são causados pelo VSR, o “vírus da bronquiolite”, que atinge, em sua maioria, crianças menores de dois anos.

O aumento é considerável, já que em março essa percentagem era de 6,43%, e em abril, 18,78%. Apesar de não ser um dado surpreendente para o período, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) alerta para esse crescimento e reforça os cuidados a serem tomados nessa época do ano, principalmente com as crianças.

Hábitos de prevenção são importantes e podem auxiliar nessa fase em que a criança poderá ter o contato com o vírus. Dentre as principais ações para conter a circulação estão a higienização das mãos, manter os ambientes ventilados, evitar aglomerações e locais fechados, além da vacinação atualizada. A vacina contra a gripe é uma importante forma de proteção contra o vírus e desde sábado (10) está liberada e disponível para toda a população acima dos seis meses de idade.

Já a positividade para a Influenza A cresceu 177,52%. O vírus da gripe – classificado em subtipos principais, como H1N1pdm09 e H3 Sazonal – passou de 6,45% no mês passado para 17,90% nesses primeiros 12 dias de maio.

“No Paraná, temos a Rede Sentinela de detecção de vírus circulantes. Ela é muito sensível, consegue detectar realmente o tipo de vírus que circula no território. Mas também o que nos chamou atenção nos últimos dias é o crescimento da frequência do vírus Influenza A, que acomete muito os idosos”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

MONITORAMENTO – Para chegar a este resultado foram analisadas desde o início do mês 933 amostras. Elas servem de base de dados para os relatórios epidemiológicos e o sistema nacional GAL – Gerenciador de Ambiente Laboratorial.

Além dos dois vírus mencionados, também foram realizadas a testagem na frequência para os vírus SARS-CoV-2, Influenza B, rinovírus, metapneumovírus e adenovírus, que apresentaram um cenário de pouco aumento ou até queda nos percentuais.

As amostras são coletadas nas Unidades Sentinelas (rede de 34 Serviços de Saúde para atendimento, que estão distribuídas em 22 Regionais de Saúde e 28 municípios no Estado) e dos pacientes internados com síndrome respiratória aguda grave, além de investigação de surtos.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.