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Boletim semanal da Dengue confirma 4.165 novos casos e nove óbitos no Paraná

A Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) divulgou nesta terça-feira (13) o novo informe semanal da dengue. Foram registrados mais 4.165 novos casos da doença e nove óbitos. Os dados do novo ano epidemiológico 2025 totalizam agora 185.823 notificações, 57.581 diagnósticos confirmados e 52 óbitos em decorrência da dengue no Estado.

Ao todo, 396 municípios já apresentaram notificações da doença, que é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, e 360 possuem casos confirmados. Os novos óbitos ocorreram entre março e abril, sendo cinco mulheres e quatro homens, com idades entre dois meses e 91 anos. Destes, quatro possuíam comorbidades.

Os pacientes residiam em Cianorte e Rondon, na 13ª Regional de Saúde (RS) de Cianorte; Nova Esperança e Paiçandu, na 15ª RS de Maringá; Nova Fátima, Nova América da Colina, Rancho Alegre e Cornélio Procópio (2), na 18ª RS de Cornélio Procópio.

As regionais com os maiores números de casos confirmados neste período epidemiológico são a de Londrina (13.733); Paranavaí (10.575); Maringá (7.431); Jacarezinho (4.040) e Umuarama (3.552).

OUTRAS ARBOVIROSES – A publicação inclui ainda dados sobre Chikungunya e Zika, doenças também transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Foram confirmados 2.871 casos de Chikungunya, num total de 6.627 notificações da doença no Estado. Quanto ao vírus Zika, até o momento foram registradas 65 notificações sem nenhum caso confirmado.

Confira o Informe Semanal completo AQUI. Mais informações sobre os dados da dengue estão neste LINK.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Vacina contra a Gripe está disponível para todos a partir dos 6 meses de idade

O Dia D de Multivacinação, mobilização estadual para aumentar a cobertura vacinal e expandir a imunidade da população ocorre neste sábado (10), a partir das 8 horas. A vacina contra a gripe (Influenza), que estava direcionada somente para os grupos prioritários, está liberada a partir desta data para a população em geral, com mais de seis meses de idade. Doses contra a Covid-19, febre amarela e sarampo, além das demais vacinas de rotina também estarão disponíveis.

A meta é aplicar 300 mil doses na população durante o todo o dia, das 8 às 17 horas, nas 1.543 salas abertas no Paraná. A iniciativa da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) tem a parceria do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems) e do Ministério da Saúde e acontece em simultâneo com o Dia D de vacinação contra a gripe, do governo federal.

Os 11.825 profissionais da saúde engajados na ação atualizarão os cartões de vacinas de crianças, adolescentes, adultos, idosos, gestantes e puérperas, com aplicação das vacinas disponíveis: Hepatite B, Pentavalente, Vacina Inativada Poliomielite (VIP), Pneumocócica 10 Valente, Meningocócica C, Meningocócica ACWY, Tríplice Viral (SCR), Varicela, Hepatite A, Febre Amarela, Rotavírus, HPV, DTP, DTPa.

COVID-19 – Poderão receber a vacina contra a Covid-19 pessoas dos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde: residentes e trabalhadores de instituições de longa permanência, puérperas, imunodeprimidos, trabalhadores de saúde, ribeirinho, quilombolas, indígenas vivendo fora ou em terras indígenas, pessoas com deficiência permanente, pessoas com comorbidades, pessoas em situação de rua, população privada de liberdade, adolescentes cumprindo medidas socioeducativas e funcionários do sistema prisional a depender das doses presentes nos municípios.

Já a Pfizer baby será ofertada para crianças menores de 5 anos de idade, a Pfizer pediátrica para crianças de 5 a 11 anos de idade com comorbidades ou que não receberam nenhuma dose anteriormente e o imunizante Moderna, para a população acima de 12 anos de idade pertencente aos grupos prioritários ou que não receberam a dose contra a Covid-19 anteriormente.

“Convocamos a população do Paraná para mais um Dia D de vacinação, principalmente para a proteção contra a gripe, e enfatizar a relevância de manter a vacinação em dia.” Com o suporte dos municípios e a participação ativa da população, vamos expandir nossa cobertura vacinal e intensificar a prevenção de doenças que podem ser evitadas”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

DENGUE – As cidades onde os adolescentes poderão receber a vacina são pertencentes às regionais de Paranaguá (1ª RS), Foz do Iguaçu (9ª RS), Cascavel (10ª RS), Campo Mourão (11ª RS) Umuarama (12ª RS), Paranavaí (14ª RS), Maringá (15ª RS), Apucarana (16ª RS), Londrina (17ª RS), Toledo (20ª RS) e Ivaiporã (22ª RS).

HPV – A vacina contra o HPV é recomendada para meninos e meninas de 9 a 14 anos, mas em caráter excepcional, também será disponibilizada para a faixa etária de 15 a 19 anos com dose única. Esta vacinação ocorre neste momento de forma excepcional e temporária.

DIA D – O Dia D conta ainda com o apoio da Secretaria de Estado da Educação (Seed), Associação das Associações e Consórcios Municipais de Saúde (Acispar), Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Associação Comercial do Paraná (ACP), Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA-PR), APAES, escolas municipais e creches, entidades religiosas (católica, evangélicas, entre outras), entidades do Sistema S, cooperativas, conselhos profissionais e entidades de classe.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Doações de leite materno auxiliaram mais de 219 mil bebês no Brasil em 2024

O Ministério da Saúde registrou no ano passado a doação de 245,7 mil litros de leite humano por 193 mil mulheres lactantes, ampliando as chances de recuperação de 219,3 mil bebês prematuros e de baixo peso internados em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal em todo o país. O balanço referente ao ano de 2024 foi divulgado nesta terça-feira (6), em Belém (PA), durante o evento Pré-COP 30 — promovido pelo Ministério da Saúde, pela Rede de Bancos de Leite Humano (rBLH-BR), da Fiocruz, e pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS).

No evento, que reforçou a importância do leite humano como uma forma de contribuir para o alcance do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3 – Saúde e Bem-Estar, adotado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para um desenvolvimento sustentável até 2030, o Ministério lançou a campanha nacional digital ‘Doação de Leite Humano: um gesto humanitário que alimenta esperança”.

O objetivo da pasta é aumentar o número de doações, sensibilizando as mulheres que amamentam a se tornarem doadoras. Isso porque o leite materno pode salvar vidas. Além de proteger os bebês contra infecções, diarreias e alergias, ele pode reduzir em até 13% a mortalidade em crianças menores de 5 anos por causas preveníveis.

Um exemplo de como sensibilizações são importantes é o caso do Rio Grande do Sul, que, em apenas 24 horas, registrou a coleta de 768 litros para auxiliar na alimentação de recém-nascidos, durante a emergência climática causada pelas enchentes que assolaram o estado em 2024.

Rede brasileira de banco de leite humano é referência mundial

“Os recém-nascidos prematuros têm no leite humano a oportunidade de se fortalecerem e se recuperarem mais rápido”, disse a coordenadora-geral de Atenção à Saúde das Crianças, Adolescentes e Jovens, da Secretaria de Atenção Primária à Saúde, Sônia Venâncio, que representou o Ministério da Saúde no evento.

Ela participou do Fórum de Cooperação Técnica da Rede de Bancos de Leite Humano – Pré-COP30, no qual destacou a importância das doações para garantir um futuro sustentável e saudável para os bebês mais vulneráveis. “A prematuridade aumenta as chances de mortalidade, então o leite humano protege esses bebês. A doação é um compromisso com a vida e o bem-estar das futuras gerações”, afirmou.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil conta com a maior e mais complexa Rede de Bancos de Leite Humano (RBLH) do mundo, que visualiza na COP30, a ser realizada em Belém (PA), em novembro deste ano, uma oportunidade de reiterar o leite humano como um alimento sustentável e de baixo custo, alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A ODS Saúde e Bem-estar objetiva, por exemplo, acabar com as mortes evitáveis de recém-nascidos e crianças menores de 5 anos até 2030.

Como doar

Toda mulher que amamenta é uma possível doadora. Para doar, basta ser saudável e não tomar nenhum medicamento que interfira na alimentação.

Atualmente, a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano conta com 237 bancos em todos os estados do país e no Distrito Federal. Veja o mais próximo aqui.

A coleta pode ser feita em casa por qualquer mulher que estiver amamentando, independentemente da idade da criança, seguindo os seguintes passos:

  • Cubra os cabelos, use máscara, lave bem as mãos com água e sabão e evite conversar durante a extração do leite;
  • Use frasco de vidro com tampa plástica rosqueável, que tenha sido limpo e fervido por 15 minutos a contar do tempo do início da fervura;
  • Retire o leite dentro do frasco, feche-o e anote seu nome e data de extração e leve ao congelador;
  • Leve o frasco até o Banco de Leite Humano mais próximo em até 10 dias após a extração, dentro de uma caixa ou bolsa térmica limpa com gelo.

 

Acesse e conheça a campanha de doação de leite humano.

As informações são do Ministério da Saúde.

Simepar firma Acordo Coletivo de Trabalho com o Ciruspar para 2025/2026

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) firmou o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) com o Consórcio Intermunicipal da Rede de Urgências do Sudoeste do Paraná – Ciruspar.

O ACT prevê o reajuste de 6% nos vencimentos, contemplando a inflação acumulada do ano, mais 1% de aumento real. O percentual incidirá também sobre o auxílio-alimentação que passa a R$ 391,46; e sobre o prêmio de assiduidade que passa a ser de R$ 278,25.

Entre os novos benefícios previstos no Acordo, vale citar o adicional por tempo de serviço, que poderá chegar a R$ 247,19; e a licença luto de 05 (cinco) dias consecutivos.

O Acordo contempla ainda a garantia de contraditório e ampla defesa como condição para aplicação de qualquer sanção disciplinar.

Este ACT terá vigência de 1º/04/2025, encerrando-se 31/03/2026.

Como não foram contempladas todas as reivindicações dos profissionais da medicina, o Simepar e o Ciruspar farão uma negociação permanente visando atender as reivindicações definidas em assembleia. Será elaborado cronograma de reuniões de negociação para dar andamento a pauta.

Para acessar a íntegra do ACT, clique abaixo:

Acordo Coletivo 2025-2026 entre o Simepar e o Ciruspar

Secretaria da Saúde alerta sobre importância da vacinação para prevenir retorno do sarampo

Com casos de sarampo confirmados este ano no Rio de Janeiro, Distrito Federal e, mais recentemente, em São Paulo e Rio Grande do Sul — ainda que possam ser casos importados — a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) alerta sobre a importância da vacinação para manter o Estado protegido contra a doença. O Paraná não registra casos de sarampo desde 2020 e óbitos desde 1998.

O sarampo é uma doença altamente contagiosa, transmitida de forma direta por secreções liberadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. As partículas virais podem permanecer suspensas no ar por várias horas, o que aumenta o poder de contágio.

“Precisamos manter a nossa vigilância em saúde atenta, focada, e reforçar a vacinação, não apenas de crianças, mas também adolescentes e adultos, para não deixar que o vírus do sarampo volte a circular no Paraná”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

A Sesa já está intensificando a vacinação, principalmente nos municípios que fazem divisa com São Paulo, imunizando especialmente trabalhadores de postos de combustíveis, hotéis e outros serviços que possuem contato direto com pessoas do estado vizinho.

Além disso, a secretaria também solicitou mais vacinas ao Ministério da Saúde para definir novos esquemas de atuação. “Queremos imunizar todas as pessoas que tenham tomado a vacina há mais de dez anos, para reforçar essa vacinação e garantir que os paranaenses fiquem protegidos”, acrescentou o secretário.

VACINA – Os imunizantes contra o sarampo são a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e a tetraviral (inclui varicela), ambos oferecidos gratuitamente pelo SUS. A tríplice viral é indicada para pessoas de 12 meses a 59 anos, e a tetraviral para crianças de 15 meses.

O esquema vacinal prevê duas doses até os 29 anos e uma dose entre 30 e 59 anos. Profissionais de saúde, independentemente da idade, devem receber duas doses. No Paraná, a cobertura da tríplice viral atingiu 100% na primeira dose e 88,13% na segunda no último ano. Em 2025, os índices são de 110% e 75%, respectivamente.

A vacinação contra o sarampo será reforçada no Dia D de Multivacinação em 10 de maio, além de estar sendo realizada durante a campanha de vacinação nas escolas, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação.

RECOMENDAÇÕES – A Sesa orienta os municípios a intensificarem a busca de pessoas de 12 meses a 59 anos com vacinação pendente ou incompleta para atualização conforme o Calendário Nacional de Vacinação. Todas as cidades possuem doses disponíveis para imunização.

Para que seja feita a investigação dos casos e identificação dos contatos para adoção das medidas de prevenção e controle, os profissionais de saúde da rede pública e privada devem estar atentos à identificação precoce de casos suspeitos, garantindo a coleta adequada de amostras para exames laboratoriais e notificar imediatamente às Secretarias Municipais de Saúde, Regionais de Saúde e Secretaria Estadual de Saúde.

SINTOMAS – Os sintomas mais comuns do sarampo são febre alta, exantema (manchas avermelhadas na pele que aparecem primeiro no rosto e atrás das orelhas, espalhando-se em seguida pelo corpo) seguidos de tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite. Outros sintomas, como dor de cabeça, indisposição e diarreia, também podem ocorrer. Como não há tratamento específico para o sarampo, é importante ficar atento ao aparecimento desses sinais. Os pacientes devem permanecer em isolamento domiciliar ou hospitalar por cinco dias após o surgimento das manchas vermelhas no corpo.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Simepar e FMB manifestam preocupação com a suspensão das ações sobre “pejotização” pelo STF

A Federação Médica Brasileira (FMB) e os Sindicatos Médicos a ela filiados, entre eles o Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar), manifestaram preocupação e contrariedade com a decisão do Ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal que suspendeu todas as ações trabalhistas que discutem contratos de prestação de serviços, em especial os casos de pejotização e terceirizações na área da saúde.

Segundo o Dr. Luiz Gustavo de Andrade, Assessor Jurídico do Simepar, “a decisão é preocupante, na medida em que, primeiro, não se pode confundir terceirização, que consiste na contratação de empregados por meio de interposta empresa, mas em que há celetistas contratados da empresa interposta, com “pejotização”. Esta última se constitui no extremo da precarização da relação laboral; pois contrata-se uma pessoa jurídica para prestação de serviço e as pessoas físicas que executam tais serviços inserem-se como sócios apenas “no papel”, totalmente subordinados na prática ao tomador dos serviços, em muitos casos.”

“Não se pode permitir que vínculos formalizados documentalmente se sobreponham à realidade fático-jurídico em que tais vínculos se concretizam e acontecem. E pior! Não se pode negar a uma esfera do poder Judiciário, constitucionalmente constituída (a Justiça do Trabalho) que atue reconhecendo fraudes e vícios; sob pena de se negar a própria proteção jurisdicional e a garantia de acesso à Justiça. Parece que é isso o que está por ocorrer, já que se impede que a Justiça do Trabalho analise a validade de contratos de ‘pejotizados’.”

“Por fim, é necessário cuidado extremo com terceirizações envolvendo a Administração Pública, em especial com serviços essenciais como saúde e educação, pois a Constituição possui regra própria de contratação de mão de obra, qual seja, a regra do concurso público, e muitos gestores parecem se aproveitar do debate ora travado para terceirizar serviços em unidades de saúde, escolas e na segurança pública, com o que não se pode concordar.” Afirmou o Dr. Luiz Gustavo de Andrade.

A Federação Médica Brasileira (FMB) publicou uma nota oficial sobre o tema nesta quarta-feira (23). Leia a seguir:

Suspensão de processos sobre pejotização favorece atravessadores e compromete a assistência à saúde

A Federação Médica Brasileira (FMB) e seus sindicatos de base manifestam profunda preocupação com a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu todos os processos trabalhistas em trâmite no país que discutem a licitude de contratos de prestação de serviços — especialmente nos casos de pejotização e terceirizações irregulares na área da saúde.

A medida, que paralisa ações desde o primeiro grau até a decisão definitiva do STF, prejudica milhares de profissionais que aguardam por justiça. Enquanto os processos estão congelados, o modelo de contratação precária se fortalece, aprofundando a insegurança jurídica e trabalhista no setor da saúde.

A pejotização e a terceirização indiscriminada dos serviços médicos têm aberto espaço para atravessadores, incluindo falsas Organizações Sociais (OSs), que impõem aos médicos a condição de “sócios” em empresas de fachada. Muitas dessas estruturas desaparecem sem honrar pagamentos ou compromissos com os serviços públicos contratantes, deixando médicos desamparados e gestores sem respaldo. Essa prática, já denunciada pelo Ministério Público do Trabalho e reconhecida como fraudulenta pela Justiça do Trabalho, burla direitos trabalhistas e compromete diretamente a qualidade da assistência.

A alta rotatividade de empresas e profissionais, o esgotamento dos trabalhadores e a quebra da continuidade no cuidado fragilizam a relação médico-paciente e desestruturam políticas públicas de saúde. O cenário exige uma resposta firme não apenas do Judiciário, mas também dos Tribunais de Contas, que precisam atuar diante das consequências financeiras e sociais dessa mercantilização disfarçada da saúde pública.

A FMB, junto aos sindicatos médicos, seguirá firme no enfrentamento desse modelo perverso de contratação. Atuará como amicus curiae no processo em curso no STF, reafirmando seu compromisso com o vínculo celetista, a valorização profissional e a defesa de uma assistência ética, contínua e de qualidade para a população brasileira.

Secretaria da Saúde alerta para o aumento da circulação de vírus respiratórios no Paraná

Os vírus sincicial respiratório (VSR) e Influenza A tiveram tiveram aumento na circulação no Paraná nas últimas três semanas. A positividade nos testes para detectar a presença do vírus subiu 133,55% para o VSR, passando de 6,43% em março para 15,02% em abril (até 22/04). Já o vírus da gripe aumentou 497,78% – no mês de março a positividade estava em 0,90% e nesta semana chegou a 5,38%. Os dados foram consolidados nesta quarta-feira (23) pelo Laboratório Central do Estado (Lacen).

Para chegar a este resultado foram analisadas nesses dois meses 3.013 amostras (em março 1.881 e em abril 1.132), que servem de base de dados para os relatórios epidemiológicos e o sistema nacional GAL – Gerenciador de Ambiente Laboratorial. Além dos dois vírus mencionados, também foram realizadas a testagem na frequência para os vírus SARS-CoV-2, Influenza B, rinovírus, metapneumovírus e adenovírus, que apresentaram um cenário de pouco aumento ou até queda nos percentuais.

Diante do aumento considerável das amostras positivas para alguns vírus respiratórios, o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, destaca a importância da vacinação e alguns cuidados básicos, como a higienização das mãos e manutenção de ambientes arejados.

“A vacina é a principal proteção para evitar contrair a gripe e as complicações da doença, principalmente em crianças e idosos. Estamos sentindo a mudança de temperatura, com dias mais frios. A prevenção é essencial para que os serviços de saúde não sobrecarreguem”, explicou o secretário.

O vírus sincicial respiratório (VSR) é uma das maiores causas de infecções respiratórias em recém-nascidos e crianças pequenas, sobretudo bebês. É um dos principais vírus associados à bronquiolite, quadro caracterizado pela inflamação dos bronquíolos — pequenas e finas ramificações dos brônquios, que transportam o oxigênio até o tecido pulmonar.

Já o Influenza A é um tipo do vírus da gripe e pode ser classificado em subtipos principais, como H1N1pdm09 e H3 Sazonal. Costumam circular de maneira sazonal, sendo mais comum nas estações de outono e inverno.

IMUNIZAÇÃO – Segundo a Secretaria de Saúde do Paraná (Sesa), desde o início da campanha de vacinação contra a gripe no Estado, em 1º de abril, e até esta terça-feira (22) foram aplicadas 322.008 doses do imunizante.

A vacinação contra a Influenza deve ser feita em crianças a partir de seis meses até menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), idosos com 60 anos ou mais e gestantes, trabalhadores da saúde, puérperas, professores dos ensinos básico e superior, povos indígenas, pessoas em situação de rua, profissionais das forças de segurança e de salvamento e integrantes das Forças Armadas.

Além desses, também poderão receber a vacina indivíduos com doenças crônicas não transmissíveis ou condições clínicas especiais, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores do transporte rodoviário coletivo urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, funcionários do sistema de privação de liberdade e a população privada de liberdade, incluindo adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas entre 12 e 21 anos.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Boletim semanal da Dengue confirma 5.767 novos casos e mais dois óbitos no Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) divulgou nesta quarta-feira (23) o novo informe semanal da dengue. Foram registrados mais 5.767 casos da doença e dois óbitos. Os dados do novo ano epidemiológico 2025 totalizam 147.531 notificações, 42.802 diagnósticos confirmados e 33 óbitos em decorrência da dengue no Estado.

Ao todo, 395 municípios já apresentaram notificações da doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, e 352 possuem casos confirmados. Os dois novos óbitos são de Apucarana (uma mulher de 65 anos sem comorbidades) e de Toledo (um homem de 75 anos com comorbidades). As mortes ocorreram em março e abril, respectivamente.

As regionais com os maiores números de casos confirmados neste período epidemiológico são a 17ª RS de Londrina (9.974); 14ª Regional de Saúde de Paranavaí (9.127); 15ª RS Maringá (5.188); 12ª RS de Umuarama (2.997) e 19ª RS Jacarezinho (2.773).

OUTRAS ARBOVIROSES – A publicação inclui ainda dados sobre Chikungunya e Zika, doenças também transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Foram confirmados 2.139 casos de Chikungunya, com um total de 5.229 notificações da doença no Estado. Quanto ao vírus Zika, até o momento foram registradas 43 notificações sem nenhum caso foi confirmado.

Confira o Informe Semanal completo AQUI.

Mais informações sobre os dados da dengue estão neste LINK.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Anvisa aprova medicamento para retardar avanço do Alzheimer

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento Kisunla (donanemabe), indicado para o tratamento de comprometimento cognitivo leve e demência leve associados à doença de Alzheimer. Segundo a entidade, trata-se de um anticorpo monoclonal que se liga a uma proteína chamada beta-amiloide.

“Na doença de Alzheimer, aglomerados de proteína beta-amiloide formam placas no cérebro. O donanemabe atua ligando-se a esses aglomerados e reduzindo-os, retardando assim a progressão da doença”, explica a Anvisa.

Ainda de acordo com a agência, o donanemabe foi avaliado em estudo envolvendo 1.736 pacientes com doença de Alzheimer em estágio inicial, que apresentavam comprometimento cognitivo leve, demência leve e evidências de patologia amiloide.

O estudo analisou alterações na cognição e na função cerebral dos pacientes. Eles receberam 700 miligramas (mg) de donanemabe a cada quatro semanas nas três primeiras doses e, em seguida, 1.400 mg a cada quatro semanas (para 860 pacientes) ou placebo (uma infusão simulada para 876 pacientes), por até 72 semanas.

“Na semana 76 do estudo, os pacientes tratados com donanemabe apresentaram progressão clínica menor e estatisticamente significativa na doença de Alzheimer em comparação aos pacientes tratados com placebo”, destacou a Anvisa.

Contraindicação

O uso de donanemabe é contraindicado em pacientes que estejam tomando anticoagulantes, incluindo varfarina, ou que tenham sido diagnosticados com angiopatia amiloide cerebral (AAC) em ressonância magnética antes de iniciar o tratamento. Os riscos nesses pacientes, segundo a agência, são considerados maiores que os benefícios.

Reações

As reações adversas mais comuns listadas pela Anvisa são relacionadas à infusão, que pode causar febre e sintomas semelhantes aos da gripe, além de dores de cabeça.

“Como acontece com qualquer medicamento, a Anvisa irá monitorar a segurança e a efetividade do donanemabe sob rigorosa análise. Serão implementadas atividades de minimização de risco para o donanemabe em conformidade com Plano de Minimização de Riscos aprovado.”

Alzheimer

O Ministério da Saúde define a doença de Alzheimer como um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal que se manifesta pela deterioração cognitiva e da memória, comprometimento progressivo das atividades de vida diária e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais.

A doença se instala quando o processamento de certas proteínas do sistema nervoso central começa a dar errado. Surgem, então, fragmentos de proteínas mal cortadas, tóxicas, dentro dos neurônios e nos espaços que existem entre eles.

Como consequência dessa toxicidade, ocorre perda progressiva de neurônios em regiões do cérebro como o hipocampo, que controla a memória, e o córtex cerebral, essencial para a linguagem e o raciocínio, memória, reconhecimento de estímulos sensoriais e pensamento abstrato.

“A causa ainda é desconhecida, mas acredita-se que seja geneticamente determinada. A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência neurodegenerativa em pessoas de idade, sendo responsável por mais da metade dos casos de demência nessa população”, detalha o ministério.

No Brasil, centros de referência do Sistema Único de Saúde (SUS) oferecem tratamento multidisciplinar integral e gratuito para pacientes com Alzheimer, além de medicamentos que ajudam a retardar a evolução dos sintomas.

“Os cuidados dedicados às pessoas com Alzheimer, porém, devem ocorrer em tempo integral. Cuidadores, enfermeiras, outros profissionais e familiares, mesmo fora do ambiente dos centros de referência, hospitais e clínicas, podem encarregar-se de detalhes relativos à alimentação, ambiente e outros aspectos que podem elevar a qualidade de vida dos pacientes.”

As informações são da Agência Brasil.