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Chegada do outono exige cuidados com as doenças respiratórias e alergias

O outono é marcado pela queda nas temperaturas e baixa umidade relativa do ar, cenário ideal para o aumento da proliferação de vírus e bactérias. Nesse contexto, doenças respiratórias e alergias tendem a ser mais comuns, como bronquites, pneumonias, conjuntivite e rinite alérgica, doenças virais, ressecamento da pele. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) alerta para os cuidados com as doenças típicas da nova estação – o outono, que iniciou na manhã desta quinta-feira (20).

Para evitar os desconfortos que a mudança de estação pode provocar, manter uma alimentação adequada e saudável, uma boa hidratação e a prática regular de atividade física podem ser ótimos aliados.

A alimentação desempenha um papel fundamental para a imunidade. Uma alimentação equilibrada e rica em vitaminas e minerais como vitaminas A, C, D, E, do complexo B, zinco, selênio, ferro, proteínas são essenciais para que o corpo produza as células de defesa, além de regular a resposta imunológica.

Esses nutrientes são encontrados em uma alimentação baseada em alimentos in natura e minimamente processados variados, como frutas (laranja, kiwi, acerola, ponkã, goiaba, manga, mamão, abacaxi), verduras (de todos os tipos, em especial as verde-escuras), legumes (de todos os tipos, em especial os alaranjados), ovos, peixes, carnes, vísceras, feijões e cereais (especialmente os integrais), sementes e castanhas.

De acordo com a coordenadora de Promoção da Saúde da Sesa, Elaine Cristina Vieira, nos dias frios a ingestão hídrica tende a diminuir, principalmente a água, importante para o adequado transporte das células de defesa por meio da corrente sanguínea.

“A água auxilia na eliminação de toxinas, manutenção das mucosas úmidas e íntegras para atuar como barreiras contra a entrada de patógenos, além de auxiliar na hidratação da pele. Por isso mantenha uma garrafinha por perto e lembre-se de tomar água frequentemente de forma a manter uma boa hidratação”, diz.

HÁBITOS SAUDÁVEIS – É normal que a vontade de se exercitar diminua com as temperaturas mais amenas. No entanto, é fundamental manter a regularidade da atividade física, pois ela desempenha um papel de extrema importância no fortalecimento do sistema imunológico, tornando o corpo mais resistente a infecções.

Seus benefícios vão desde a melhora do fluxo sanguíneo, permitindo que as células do sistema imunológico se movam mais rapidamente pelo corpo, estímulo à produção de células de defesa, melhora do funcionamento intestinal, redução do estresse até ação anti-inflamatória, o que pode ajudar a regular a resposta imunológica.

Os alimentos ultraprocessados que incluem produtos industrializados, em geral, como refrigerantes, bebidas lácteas, salgadinhos de pacote, doces e chocolates, barras de “cereal”, sorvetes, bolachas ou biscoitos, bolos e misturas para bolos, devem ser evitados em todas as estações do ano.

Esses produtos são ricos em sal, gorduras, açúcares, aditivos, corantes, conservantes e outros ingredientes pouco conhecidos, sendo que seu consumo frequente está associado a diversas doenças, como já comprovado por uma série de pesquisas científicas.

A Sesa recomenda ainda:

  • Evite banhos quentes e muito demorados
  • Utilize hidratantes corporais e labiais
  • Utilize protetor solar também nos dias nublados e frios
  • Lave sempre as mãos
  • Mantenha as vacinas em dia
  • Mantenha os ambientes limpos e arejados

 

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Vacina contra Influenza para crianças, idosos e gestantes entra na rotina anual do SUS

De acordo com o Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde (MS), a partir deste ano a vacina contra a Influenza será incorporada ao calendário nacional de vacinação para crianças a partir de seis meses até menores de seis anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), idosos com 60 anos ou mais e gestantes. Com a mudança, a imunização desses grupos será realizada de forma contínua, ao longo do ano, e não mais apenas durante as campanhas sazonais.

A medida reforça a importância da vacinação como estratégia permanente de proteção contra a gripe, especialmente no período de maior circulação do vírus, entre os meses de março e setembro.

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, destacou o impacto positivo dessa mudança para a saúde infantil. “A inclusão da vacina contra a Influenza no calendário nacional é um avanço importante, pois garante proteção contínua para as crianças. A gripe pode trazer complicações sérias, principalmente para os mais vulneráveis. Com a vacinação disponível o ano todo, conseguimos ampliar a cobertura e fortalecer a imunização infantil, reduzindo riscos e internações”, afirmou.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio da Divisão de Vigilância do Programa de Imunização (DVPI) da Sesa, já encaminhou orientações técnicas aos municípios sobre a mudança na estratégia. A pasta aguarda o envio das diretrizes operacionais e dos imunobiológicos pelo MS, com previsão de início da vacinação nas próximas semanas.

Para os demais grupos prioritários, a vacinação contra a Influenza seguirá no modelo de campanha, o que inclui profissionais da saúde, professores, forças de segurança, população privada de liberdade e pessoas com doenças crônicas ou deficiências, dentre outros.

“Reforçamos a importância da vacinação para todos os públicos elegíveis. Manter a caderneta em dia é fundamental para a proteção individual e coletiva. Por isso, orientamos a população a procurar as unidades de saúde e garantir a imunização”, destacou Beto Preto.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Falta de saneamento provocou mais de 340 mil internações no Brasil em 2024

O Brasil registrou mais de 344 mil internações por doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado em 2024, sendo que 168,7 mil estão relacionadas a alguma infecção propagada por um inseto-vetor, principalmente a dengue.

Em segundo lugar, vêm as doenças de transmissão feco-oral (transmitidas peles fezes de um indivíduo infectado), como as gastroenterites causadas por vírus, bactérias ou parasitas, com 163,8 mil casos.

Os dados são de pesquisa divulgada pelo Instituto Trata Brasil, nesta quarta-feira (19), antecipando o Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de março.

Apesar do grande número absoluto – que representa quase 950 internações por dia – desde 2008, os registros têm caído, em média, 3,6% ao ano.

Situação nas regiões

A situação em algumas regiões é mais preocupante. No ano passado, a incidência de internações na Região Centro-Oeste foi a maior do Brasil – 25,5 – por causa do surto de dengue. Já a Região Norte registrou 14,5 internações a cada dez mil habitantes por doenças de transmissão feco-oral, o dobro da taxa brasileira.

Os estados em pior situação foram o Amapá, com incidência de 24,6 internações e Rondônia, com 22,2 internações por dez mil habitantes.

A Região Nordeste registrou uma taxa geral próxima da média brasileira, mas também se destacou negativamente na análise de transmissões feco-orais. Além da região ter a segunda maior taxa de incidência do país, com 12,6 internações a cada dez mil habitantes, no estado do Maranhão, essa taxa chegou a 42,5, seis vezes mais do que a média brasileira.

Apesar de não ser a única causa, essas doenças estão bastante relacionadas à falta de saneamento, já que são resultado da infecção por vírus, bactérias ou parasitas eliminados nas fezes de uma pessoa doente, e que são transmitidas para outras pessoas principalmente pelo consumo de água e alimentos contaminados e pela falta de higienização das mãos.

As doenças transmitidas por insetos também têm relação com o saneamento, porque o acúmulo de lixo favorece a proliferação desses animais.

Mais afetados

Por causa disso, o Instituto Trata Brasil ressalta que elas afetam com maior intensidade as populações de menor status socioeconômico.

Em 2024, 64,8% do total de internações foram de pessoas pretas ou pardas. Apesar dos indígenas responderem por apenas 0,8% do total, a incidência entre eles ficou em 27,4 casos a cada dez mil habitantes.

As crianças e os idosos são os que costumam adoecer com mais gravidade, necessitando de internação. Entre as pessoas hospitalizadas em 2024, cerca de 70 mil eram crianças de até 4 anos, ou 20% do total. Nessa faixa etária, a incidência foi de 53,7 casos a casa dez mil pessoas, três vezes mais do que a média de todas as idades.

Já entre as pessoas com mais de 60 anos, a incidência foi 23,6, com cerca de 80 mil internações, ou 23,5% do total.

O Instituto Trata Brasil estima que o avanço da oferta de água tratada e da coleta e tratamento de esgoto pode reduzir em quase 70% a taxa de internações do país e promover uma economia de R$ 43,9 milhões por ano.

Mortalidade

O estudo também analisa a mortalidade associada a essas doenças, em comparação com dados de 2023. Neste ano, foram registradas 11.544 óbitos por doenças relacionadas ao saneamento ambiental, a maioria – 5.673 casos – por infecções feco-oral, e outras 5.394 causadas por doenças transmitidas por insetos.

Os óbitos caíram entre 2008 e 2023 no país. No entanto, na maior parte dos municípios brasileiros, esse indicador ficou estagnado e em 1.748 cidades, a taxa de mortalidade cresceu neste período.

As mortes, em 2023, foram bastante superiores entre os idosos, com 8830 ocorrências, ou 76% do total. Já o recorte por etnia mostra que a taxa de óbitos entre os indígenas foi quatro vezes superior à da população em geral, apesar da quantidade absoluta de casos ser bem menor do que entre as pessoas brancas ou negras.

As informações são da Agência Brasil

Mobilização nacional reforça importância do rastreamento do Câncer de intestino

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) prevê para o período entre 2023 e 2025 cerca de 45 mil novos casos de câncer de intestino no Brasil, número que ressalta a urgência de ações preventivas. Isto porque o câncer colorretal é altamente prevenível e tratável quando detectado em estágios iniciais. A campanha nacional Março Azul mobiliza profissionais de saúde e sociedade civil alertando a população. Diversos hospitais administrados pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) possuem serviços especializados, oferecendo assistência multiprofissional.

Atualmente, cerca de 85% dos casos são diagnosticados em fases avançadas no país, o que reduz significativamente as chances de cura e aumenta os custos e complexidade do tratamento. Em Maceió (AL), o Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA-Ufal) é uma das referências no Sistema Único de Saúde. A unidade de saúde oferece atendimento completo – do diagnóstico à cirurgia.

Segundo a oncologista e responsável técnica do Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia do HUPAA-Ufal, Alline De Carli, o câncer colorretal não dá sintomas em fases precoces, porém, ao avançar, os sinais variam dependendo da parte do intestino em que se localiza o tumor. “O paciente pode apresentar alterações como constipação ou diarreia, mudança na consistência das fezes, presença de sangramento, sangue vivo ou fezes escurecidas, dores abdominais, náuseas, vômitos e até quadros de obstrução intestinal”, explicou.

Alguns hábitos de vida contribuem para o desenvolvimento da doença, como dieta rica em gordura e pobre em fibras, consumo excessivo de carnes vermelhas e alimentos processados, baixo consumo de frutas e vegetais, obesidade, sedentarismo, tabagismo e etilismo. Doenças inflamatórias intestinais, presença de pólipos intestinais e síndromes genéticas como Síndrome de Lynch e Polipose Adenomatose Familiar também são fatores de risco, além de histórico familiar de câncer colorretal, principalmente em parentes de primeiro grau e diagnóstico com menos de 50 anos.

Tipos

Segundo o coordenador do Serviço de Endoscopia do Hospital das Clínicas da UFMG em Belo Horizonte (MG), o médico endoscopista Rodrigo Roda, o câncer colorretal pode manifestar-se de diferentes formas, dependendo do tipo de célula envolvida e da região afetada. O adenocarcinoma representa cerca de 95% dos casos e geralmente desenvolve-se a partir de pólipos adenomatosos , que são crescimentos anormais na mucosa do intestino grosso, considerados lesões pré-cancerosas .

Por isso, é importante o rastreamento do câncer colorretal por meio da colonoscopia, exame que permite ao médico visualizar o interior do cólon e do reto, indicado para homens e mulheres com idade acima de 45 anos. Rodrigo Roda explica que é um exame rápido, seguro e realizado sob anestesia.

“Essas verrugas (pólipos) que aparecem no intestino devido a mutações genéticas podem crescer e virar câncer, processo leva cerca de 10 anos. Se a colonoscopia é realizada no tempo certo, temos a chance de retirar esses pólipos e impedir o aparecimento de tumor colorretal”, completou.

Em alusão ao mês dedicado ao câncer colorretal, o Hospital das Clínicas da UFMG realizará, nos dias 18 e 20 de março, um mutirão de colonoscopia. Serão realizados 72 exames em pacientes regulados, ou seja, já em fila de espera pelo procedimento. Durante todo o mês, a fachada do hospital também será iluminada na cor azul para reforçar a campanha nacional.

Tratamento

Durante a colonoscopia, caso seja identificado algum pólipo ou lesão suspeita, o médico coleta uma amostra do tecido para análise laboratorial. Se confirmado o diagnóstico de câncer, são realizados exames adicionais para determinar o grau de avanço do tumor e se há disseminação para outros órgãos, segundo explica o chefe da Unidade de Oncologia e Hematologia do Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB/UFPA), o oncologista Bruno Melo Fernandes.

O tratamento vai depender do estágio da doença. Cirurgia, quimioterapia, radioterapia, terapia-alvo e imunoterapia são algumas das estratégias que podem ser utilizadas. “O HUJBB oferece quimioterapia, radioterapia, oncologia e cirurgia de aparelho digestivo para tratamento do câncer colorretal. Os pacientes são, então, encaminhados para avaliação multidisciplinar para que seja montado o plano terapêutico, seja com cirurgia, quimioterapia ou algum outro tratamento combinado”, explicou.

Em casos específicos, principalmente quando o câncer acomete a porção próxima ao canal do ânus, pode ser necessária uma cirurgia de amputação abdominoperineal. “Esse procedimento envolve a retirada da região do esfíncter anal, o que torna indispensável a colostomia (procedimento cirúrgico que cria uma abertura no abdômen) definitiva. Embora essa condição possa afetar a qualidade de vida e exija cuidados específicos, não impõe restrições alimentares significativas nem impede o paciente de trabalhar ou manter sua independência”, enfatizou.

Campanha

Neste ano, a campanha Março Azul, promovida pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed) e pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), traz como tema “Chegou a Hora de Salvar a sua Vida”. O objetivo é alertar homens e mulheres para o cuidado preventivo. O câncer de intestino, também chamado de colorretal e colón, é o segundo mais comum no país, ficando atrás somente dos cânceres de mama e de próstata – excluindo o câncer de pele não melanoma.

As informações são da Agência Gov

 

Secretaria de Saúde alerta para aumento de casos de leptospirose em Curitiba

O Centro Municipal de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba registrou, nos dois primeiros meses de 2025, 30 casos de leptospirose na cidade e seis óbitos em decorrência da infecção, ou seja 20% dos casos evoluíram para o óbito. No mesmo período de 2024, foram confirmados 34 casos, sendo que 10% evoluíram para o óbito (quatro mortes por leptospirose). Os números mostram que neste ano a doença está mais grave, o que reforça a necessidade de as pessoas buscarem o diagnóstico o quanto antes.

“As pessoas que entraram em contato com águas de enchentes, inundações e alagamentos precisam estar atentas aos sintomas da leptospirose e procurar atendimento aos primeiros sinais de adoecimento”, alerta o diretor do Centro de Epidemiologia da SMS, Alcides Oliveira.

Segundo o médico, os primeiros sintomas podem ser confundidos com uma gripe, por isso o diagnóstico diferencial precisa ser feito por um profissional de saúde, para que o tratamento seja iniciado o mais breve possível, evitando o agravamento do quadro de saúde.

Números

Em 2024, foram registrados em Curitiba 102 casos de leptospirose, com oito óbitos em decorrência da doença, letalidade de 8%. Em 2023, Curitiba confirmou 122 casos e cinco óbitos, letalidade de 4%. Já em 2025, nos dois primeiros meses do ano, já foram registrados 30 casos e seis óbitos por leptospirose. Apesar de serem dados preliminares, a letalidade pela doença chama a atenção, chegando a 20%.

Sintomas

É comum a pessoa infectada ter febre, dor de cabeça e dores musculares, principalmente na panturrilha. No avanço da leptospirose, pode aparecer a icterícia (pele amarelada), urina escura e sangramentos. A orientação é buscar atendimento de saúde já nos primeiros sintomas. Quanto antes o diagnóstico correto é feito, maiores são as chances de recuperação.

“Além de relatar os sintomas ao médico, é essencial que a pessoa diga que teve contato com águas de enchentes, um diferencial para descartar outras doenças e investigar a contaminação pela leptospirose”, explica Oliveira.

Se houver sintomas leves, o primeiro atendimento pode ser feito pela Central Saúde Já, pelo telefone 3350-9000. O profissional de saúde fará a classificação de risco e, se necessário, poderá ser realizada uma videoconsulta pelo aplicativo Saúde Já Curitiba.

Transmissão

A leptospirose é uma doença causada pela bactéria leptospira, transmitida pela urina de animais infectados, principalmente ratos. Sua ocorrência é mais comum em períodos de enchentes ou inundações, comuns na época de verão.

Após o contato com água ou lama contaminados, o período de incubação da doença pode ser de um a 30 dias, sendo mais comum ocorrerem os primeiros sintomas de sete a 14 dias depois da exposição à situação de risco. A infecção acontece quando a bactéria entra no organismo de uma pessoa que tem lesões ou machucados na pele, pelo contato com mucosas, como olhos, nariz e boca, ou ainda pela pele íntegra imersa por longos períodos em água contaminada.

Tratamento

O tratamento da leptospirose envolve o uso de antibióticos, que atuam diretamente na eliminação da bactéria leptospira do organismo. A prescrição é feita por médicos, o que reforça a necessidade de busca por atendimento aos primeiros sintomas.

“A automedicação é perigosa e pode agravar o quadro clínico, portanto, ninguém deve utilizar antibióticos sem a prescrição médica”, alerta Alcides Oliveira.

Com o tratamento adequado e precoce, prescrito por profissional habilitado, o processo de recuperação é acelerado, evitando o agravamento. Nos casos mais graves, pode ser necessário hospitalização para cuidados intensivos.

Prevenção

  • Ao circular por áreas que foram atingidas pelas chuvas e na limpeza das residências use luvas e calçados bem fechados e impermeáveis, preferencialmente botas longas e de borracha.
  • Também vale improvisar, cobrindo pés e pernas com sacos plásticos;
  • Inutilize todos os alimentos que tiveram contato com a água das chuvas;
  • Não leve a mão molhada à boca ou aos olhos, evitando que a bactéria penetre por lesões existentes na pele ou nas mucosas;
  • Lave bem os alimentos, especialmente frutas e verduras que serão consumidas cruas;
  • Mantenha as caixas d’água sempre tampadas;
  • Mantenha os alimentos guardados em recipientes bem fechados e à prova de roedores (em latas de vidro, alumínio);
  • Retire as sobras de comida ou ração de animais domésticos antes do anoitecer e mantenha as vasilhas limpas;
  • Não consuma frutas, verduras e legumes com qualquer alteração de cor, cheiro ou aspecto fora do normal;
  • Não use água que teve contato com água de enchentes para atividades domésticas;
  • Após as águas baixarem, é preciso retirar a lama e desinfetar o local, lavando pisos, paredes e bancadas. É necessário desinfetar com água sanitária. Para isso, dilua duas xícaras de chá (o
  • equivalente a 400ml) do produto em um balde de 20 litros de água, deixar agir por 15 minutos e depois faça a limpeza;
  • Procure atendimento médico caso apareçam sintomas nos próximos 30 dias. Informe ao médico caso tenha tido contato com água e lama de enchentes.
  • Caso tenha sintomas leves, ligue para a Central Saúde Já Curitiba – 3350-9000 para uma consulta por telefone ou vídeo.

As informações são da Prefeitura de Curitiba

Boletim semanal confirma 3.508 novos casos e duas mortes por dengue no Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio da Coordenadoria Estadual de Vigilância Ambiental, publicou nesta terça-feira (18) o novo informe semanal da dengue. Foram registrados 3.508 novos casos da doença e duas mortes.

Os dados do novo ano epidemiológico 2025 totalizam agora 69.066 notificações, 15.501 diagnósticos confirmados e 12 óbitos em decorrência da dengue.

Os óbitos são de duas mulheres, uma delas de 64 anos, sem comorbidade, e outra com 83 anos, com comorbidades, ambas residentes no município de Alvorada do Sul, na 17ª Regional de Saúde de Londrina.

No total, 387 municípios já apresentaram notificações da doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, e 298 possuem casos confirmados.

As regionais com os maiores números de casos confirmados neste período epidemiológico são a 14ª Regional de Saúde de Paranavaí (4.458), 17ª de Londrina (3.168), 15ª de Maringá (1.456), 12ª de Umuarama (1.302) e 18ª de Cornélio Procópio (809).

OUTRAS ARBOVIROSES – A publicação traz, ainda, dados sobre Chikungunya e Zika, doenças que também têm como vetor o mosquito Aedes aegypti. Foram confirmados 595 casos de Chikungunya, com um total de 1.706 notificações da doença no Estado. Quanto ao Zika Vírus, até o momento foram registradas 26 notificações e nenhum caso foi confirmado.

INFESTAÇÃO PREDIAL – A Sesa divulgou também o novo boletim de infestação predial que apresenta o levantamento entomológico para o Aedes aegypti. O Paraná tem 394 municípios infestados, representando 98,7% do Estado.

No período de 1º de janeiro a 28 de fevereiro, dos 399 municípios do Paraná, 33 estavam classificados em situação de risco de epidemia, 181 em alerta e 96 em situação satisfatória para o IIP (Índice de Infestação Predial). Outros 66 não enviaram informações ou não realizaram o monitoramento. A cidade com maior índice de infestação predial é Florai, com IIP de 13,4%.

Confira o Informe Semanal completo AQUI. Mais informações sobre a dengue estão neste LINK.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Sesa intensifica vacinação contra HPV passando a abranger adolescentes de 15 a 19 anos

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) iniciou nesta segunda-feira (17), com o apoio dos municípios, o resgate de adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam a vacina contra o HPV (Papilomavírus Humano), essencial na prevenção de cânceres do colo do útero, vulva, pênis, ânus e orofaringe. A inclusão desta faixa etária é excepcional e válida somente para os próximos três meses, já que a vacina contra o HPV está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para meninos e meninas de 9 a 14 anos.

De acordo com a Divisão de Vigilância do Programa de Imunização da Sesa, são 216.697 pessoas não vacinadas e que estão no foco desta ação. Nesse primeiro momento, participam da estratégia os municípios-sede das Regionais de Saúde será ampliada, gradativamente, a todo o território paranaense.

O reforço da vacinação foi anunciado durante a Comissão Intergestores Bipartite do Paraná (CIB/PR), realizada na semana passada no evento Saúde em Movimento, em Foz do Iguaçu, com o aval e apoio do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems/PR) e Conselho Estadual de Saúde do Paraná (CES/PR).

“Esta é uma oportunidade para quem perdeu o prazo ou que ainda não recebeu a vacina. O Paraná tem realizado ações contínuas para incentivar a imunização, incluindo campanhas de conscientização, mobilizações em unidades de saúde e parcerias com escolas para ampliar a cobertura vacinal entre crianças e adolescentes”, ressaltou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. “É mais um passo para atingirmos as coberturas vacinais ideais e proteção aos adolescentes e jovens paranaense, afirmou.

DOSE ÚNICA – Até março de 2024, o esquema vacinal contra o HPV previa duas doses para cada pessoa. No entanto, a partir daquela data, o Ministério da Saúde passou a recomendar dose única, o que deve impactar a comparação direta dos números entre os anos

Em 2024, foram aplicadas 71.407 doses da vacina contra o HPV em meninas de 9 a 14 anos e 88.634 doses em meninos da mesma faixa etária.

Neste ano, no período de janeiro e fevereiro foram vacinadas 8.873 meninas e 10.367 meninos. A cobertura vacinal no Paraná no ano de 2024 foi de 97,12% para meninas e 87,17% para meninos. Em 2025, os números de cobertura registraram queda registraram nos primeiros dois meses: foram 81,59% para meninas e 72,77% para meninos.

“Um dos principais objetivos desta ação é eliminar o câncer de útero até 2030. Esse objetivo faz parte do Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Câncer do Colo do Útero da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS)”, reforçou a chefe da Divisão de Vigilância do Programa de Imunização da Sesa, Virginia Dobkowski Franco dos Santos.

ESTIMATIVA – De acordo com a Opas, no Brasil, o câncer do colo do útero é o terceiro tipo de câncer com maior incidência entre as mulheres. Para cada ano do triênio 2023-2025, estima-se 17.010 novos casos, o que representa uma taxa bruta de incidência de 15,38 casos a cada 100 mil mulheres, segundo informações do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Além da vacina contra o HPV para meninas e meninos entre 9 e 14 anos, com esquema de dose única, outros grupos populacionais também podem se vacinar, como pessoas que vivem com HIV, transplantados de órgãos sólidos, de medula óssea ou pacientes oncológicos entre 9 e 45 anos; vítimas de abuso sexual entre 15 e 45 anos que não tenham tomado a vacina; pacientes com papilomatose respiratória recorrente; e usuários de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) com idade entre 15 e 45 anos.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Mau humor e falta de foco podem indicar distúrbios do sono

Sensação de cansaço constante, dificuldade para dormir ou agitação são sintomas que impactam a qualidade de vida de 72% dos brasileiros, de acordo com estudos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Nesta sexta-feira (14), é celebrado o Dia Mundial do Sono, com o tema Faça da Saúde do Sono uma Prioridade, enfatizando a necessidade de ter uma boa saúde de sono para uma boa qualidade de vida. A primeira comemoração da data foi feita em 2008, com o propósito de promover a saúde do sono e conscientizar a população.

O tratamento de distúrbios do sono pode ser feito por diferentes profissionais da saúde, como psicólogos, psiquiatras, otorrinolaringologistas, neurologistas entre outros profissionais. A necessidade de recorrer a algum profissional varia de acordo com o motivo da falta de sono do paciente. O médico otorrinolaringologista, Edilson Zancanella, coordenador do Conselho de Administração da Academia Brasileira do Sono e atual representante da Sociedade Mundial do Sono na América Latina, explica como o comportamento diurno é importante para analisar quais sinais de alerta para distúrbios do sono.

“A pessoa que passa a ficar esquecida, fica mal-humorada, passa a ter problemas em manter a atenção, além de ter sono durante o dia. Também é comum despertar com a sensação de que está cansado e que o sono não deu conta da sua necessidade”, elenca o médico.

De acordo com Zancanella, outro sinal importante é o ronco. “Esses são os sinais de alerta que a gente sempre tenta salientar e são características que o paciente consegue perceber”, complementa.

O especialista também fala sobre a importância de manter hábitos saudáveis de higiene do sono para melhorar a qualidade de vida, a concentração e a produtividade durante o dia.

“É importante ter regularidade no horário de deitar e no horário de levantar, tentando criar um hábito que seja adequado, ou seja, a preparação para dormir. É aquilo que você faz 30 minutos antes de deitar na cama, como desligar o celular, pôr o pijama, escovar os dentes, criar um ritual. É bom que esse ritual tenha um horário regular. O nosso organismo funciona muito bem com regularidade. E quando a gente não tem um horário fixo para deitar e para dormir, isso sempre vai atrapalhar e vai criar demandas diferentes daquilo que o organismo necessita.”

Entre os distúrbios do sono mais conhecidos, está a paralisia do sono. Ao acordar, muitas vezes o paciente com essa condição não consegue falar ou realizar movimentos simples do corpo.

É o caso da estudante Jackie Viana (20). Ela tem episódios frequentes desde os 12 anos de idade, quando foi diagnosticada com o distúrbio. Como a condição interfere negativamente na qualidade de vida dela, a estudante passou a usar estratégias para dormir melhor.

“Normalmente, utilizo sons que me acalmam ou, em alguns casos, recorro a remédios para dormir. Para me acalmar, gosto de ler antes de dormir, pois isso me ajuda a relaxar e desacelerar a mente.”

Outros distúrbios são a insônia e a apneia do sono, que têm picos de diagnósticos algumas idades mas podem aparecer em qualquer faixa etária, de acordo com Zancanella.

“A insônia é mais frequente em mulheres pós-menopausa, influenciada por alterações hormonais relacionadas ao climatério. Já a apneia do sono é mais frequente em homens a partir dos 45 anos com sobrepeso. Mas a apneia do sono pode acontecer desde a infância, e a insônia também pode acontecer na adolescência”, explica o especialista.

Dicas para melhorar a qualidade do sonho:

  • Ter regularidade no horário de deitar e no horário de acordar
  • Apostar em alimentação saudável e leve antes de dormir
  • Diminuir ruídos e manter o ambiente escuro à noite
  • Evitar o uso de telas por pelo menos uma hora antes de dormir

 

As informações são da Agência Brasil

Simepar convoca Assembleia dos/as Médicos/as Estatutários do CHC-UFPR

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná está convocando as Médicas e Médicos Servidores Públicos Federais Estatutários, Técnicos Administrativos do Complexo Hospitalar de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (CHC-UFPR) para Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada no dia 31 de março de 2025, às 20 horas (última convocação) de forma híbrida, presencial e remota.

Uma das pautas é a isonomia salarial com os demais Servidores Federais, uma vez que a Medida Provisória N°. 1.286 de 2024 concedeu reajuste menor à categoria médica. Enquanto o Termo de Acordo de Greve N° 11/2024 estabelecia reajustes isonômicos de 9% para 2025 e 5% para 2026, aos profissionais da Medicina o reajuste estabelecido na MP é de somente 4,5% para 2025.

LEIA TAMBÉM: Simepar atua na defesa dos direitos dos/as Médicos/as Servidores Federais do CHC-UFPR

Para participar da Assembleia, as/os médicas/os devem solicitar um link para a sala virtual através do e-mail juridico@simepar.com.br, somente no dia da assembleia, dia 31 de março de 2025, das 8 até às 17 horas.

Lembrando que no dia 24 de março será realizada outra Assembleia Geral com ampla convocação para discutir e deliberar sobre a pauta geral de reivindicação dos profissionais da medicina para  2025-2026.

Leia abaixo o Edital de convocação da AGE:

EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

O Presidente do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná, no uso das atribuições que lhe conferem o estatuto e a legislação em vigor, e considerando que as deliberações vinculam a todos os membros da categoria, ainda que ausentes ou discordantes, convoca os/as médicos/as Servidores Públicos Federais Estatutários, Técnicos Administrativos do Complexo Hospitalar de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (CHC-UFPR) para Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada no dia 31 de março de 2025, às dezoito horas em primeira convocação, às dezenove horas em segunda convocação e às vinte horas em terceira e última convocação, na sede do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná – SIMEPAR, situado na Rua Coronel Joaquim Sarmento, 177, Bom Retiro, Curitiba – PR, para tratar da seguinte ordem do dia abaixo.

A Assembleia será híbrida e com exceção da mesa diretiva, que estará presente, os demais deverão solicitar link da assembleia pelo e-mail juridico@simepar.com.br, somente no dia da assembleia, dia 31 de março de 2025, das 8 até às 17 horas.

Serão discutidos e deliberados os seguintes assuntos:

1. Pauta de reivindicações da Categoria Médica;
2. MP 1286/24;
3. Debate e Deliberação acerca da oportunidade de deflagração de movimento paredista;
4. Deliberação quanto a manter ou não em aberto a Assembleia Geral da Categoria até a resolução final da lide;
5. Outros assuntos.

Curitiba, 12 de março de 2025.

Marlus Volney de Morais
Diretor Presidente

Boletim semanal registra 2.572 novos casos e seis óbitos por Dengue no Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio da Coordenadoria Estadual de Vigilância Ambiental, divulgou nesta terça-feira (11) o mais recente informe semanal da dengue. Foram registrados 2.572 novos casos da doença e seis óbitos. Os dados do novo ano epidemiológico 2025 totalizam agora 56.907 notificações, 11.993 diagnósticos confirmados e dez óbitos em decorrência da dengue.

Até o momento, 383 municípios já notificaram casos da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, sendo que 283 apresentam confirmações. Os seis óbitos desta semana ocorreram entre janeiro e fevereiro de 2025.

Os falecimentos foram registrados em Matinhos (1ª Regional de Saúde de Paranaguá), Esperança Nova, Nova Olímpia (12ª RS de Umuarama), Itambé e Mandaguaçu (15ª RS de Maringá) e Primeiro de Maio (17ª RS de Londrina). As vítimas são três homens e três mulheres, com idades entre 46 e 99 anos, todos com comorbidades.

As Regionais de Saúde com os maiores números de casos confirmados neste período epidemiológico são de Paranavaí (3.692); Londrina (2.350); Maringá (1.103); Umuarama (1.028) e Jacarezinho (631).

OUTRAS ARBOVIROSES – A publicação traz, ainda, dados sobre Chikungunya e Zika, doenças que também têm como vetor o mosquito Aedes aegypti. Foram confirmados 478 casos de Chikungunya, com um total de 1.279 notificações da doença no Estado. No que se refere ao Zika Vírus, até o momento foram registradas 23 notificações e nenhum caso foi confirmado.

Confira o Informe Semanal completo AQUI. Mais informações sobre a dengue estão neste LINK.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.