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Estudo aponta que 18,9% das pessoas que tiveram Covid-19 relatam sintomas persistentes

Mais de 28% da população brasileira, o equivalente a 60 milhões de pessoas, relatou ter sido infectada pela Covid-19. O dado é da pesquisa “Epicovid 2.0: Inquérito nacional para avaliação da real dimensão da pandemia de Covid-19 no Brasil”, apresentada pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (18). Na população geral, 18,9% relatam condições pós-covid, com mais frequência entre mulheres e indígenas, e sintomas que afetam a saúde mental, como ansiedade (33,1%), cansaço (25,9%), dificuldade de concentração (16,9%) e perda de memória (12,7%). Segundo a pesquisa, os impactos da pandemia são grandes e duradouros, com acirramento de desigualdades históricas em saúde.

Esse é o maior estudo de base populacional sobre a Covid-19 no Brasil. O Epicovid 2.0 foi conduzido em 133 cidades brasileiras, com uma amostra de 33.250 entrevistas, e avaliou o impacto da pandemia sobre a população brasileira. Os resultados são voltados ao histórico de infecções, os impactos socioeconômicos, vacinação e condições pós-covid. O estudo é uma continuação do Epicovid-19, iniciado em 2020, agora focado nos impactos contínuos do vírus na sociedade e na vida das pessoas.

De acordo com o estudo, a vacinação contra a Covid-19 teve adesão de 90,2% dos entrevistados, que receberam pelo menos uma dose. 84,6% completou o esquema vacinal com duas doses. A vacinação foi maior na região Sudeste, entre idosos, mulheres e pessoas com maior escolaridade e renda.

Na coletiva de apresentação da pesquisa, a ministra da Saúde Nísia Trindade reforçou a importância de um levantamento como este. “O Epicovid é um estudo amplo e abrangente sobre a doença, mas que não teve continuidade à época em decorrência do negacionismo em relação à ciência e a não disponibilização de dados”, lembrou. “O Ministério da Saúde reconhece a importância da pesquisa e mantém a linha de apoio. Para isso, foram investidos mais de R$ 8 milhões no Epicovid”.

Um dos responsáveis pelo estudo, o epidemiologista e professor da Universidade de Illinois (EUA) Pedro Hallal, pontuou que ele cumpre seu papel ao mensurar os impactos deixados pela pandemia da Covid-19. “Quatro anos depois, em um novo momento da saúde pública no Brasil, apresentamos um estudo que não é um monitoramento, mas sim uma avaliação dos impactos que a pandemia teve sobre a vida das pessoas e de famílias brasileiras”, disse.

Confiança na vacina contra Covid-19

A pesquisa também aponta que a maioria dos entrevistados (57,6%) confiam na vacina contra Covid-19, com predominância entre as pessoas com maior renda. Contudo, a desconfiança das informações recebidas sobre o imunizante foi relatada por 27,3% da população, com predominância entre as pessoas de menor renda. Outros 15,1% disseram ser indiferente ao assunto.

Entre aqueles que não se vacinaram, 32,4% dos entrevistados disseram não acreditar na vacina e 0,5% sequer acreditam na existência do vírus. Outros 31% relataram que a vacina poderia fazer mal à saúde; 2,5% informou já ter pego Covid-19 e 1,7%, outros problemas de saúde. São dados que apontam o impacto da desinformação na hesitação vacinal no país.

Entre as pessoas que relataram ter sido infectadas pelo vírus, a taxa de hospitalização variou significativamente com maior proporção nas regiões Nordeste, com taxa de 7,6%, e Centro-Oeste, com 5,5%. Além disso, as taxas de hospitalização foram mais altas entre as pessoas de menor renda.

Impactos sociais e econômicos

Outro destaque importante revelado foi que a pandemia trouxe efeitos devastadores na economia familiar dos brasileiros. Cerca de 15% dos entrevistados registraram morte de um familiar devido à Covid-19. Já 48,6% relataram redução na renda devido a pandemia, aspecto que acarretou insegurança alimentar para 47,4%, ou seja, pessoas que não tinham a garantia de prover seu alimento diariamente. Cerca de 34,9% perderam o emprego e 21,5% interromperam os estudos durante a pandemia.

Epicovid 2.0: inquérito nacional para avaliação da real dimensão da pandemia de Covid-19 no Brasil

O Epicovid 2.0 abordou temas como sintomas e complicações, infecções prévias, impactos financeiros, alimentares, educacionais e comportamentais, além de vacinação e desinformação. As pessoas entrevistadas foram selecionadas aleatoriamente, com apenas uma pessoa por residência respondendo ao questionário.

Sob coordenação do Ministério da Saúde, a pesquisa foi realizada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com participação da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Confira a apresentação sobre a pesquisa Epicovid 2.0

Assista à solenidade de apresentação da pesquisa:

Sindicato dos Médicos alerta que corrupção na Saúde Pública é fruto da terceirização

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) acompanha com preocupação as notícias de operações da Polícia Federal que buscam desbaratar esquemas de corrupção com desvio de dinheiro público nos Municípios Curitiba, Piraquara e Pinhais.

Uma operação da Polícia Federal deflagrada na manhã desta terça-feira (17) teve mandados de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares, como bloqueios de valores, sequestro de bens e a proibição de contratação com o poder público para empresários e empresas envolvidas.

Entre os alvos dessa operação estão um gestor da Saúde de Piraquara e a Organização Social chamada Instituto Nacional de Ciências da Saúde (INCS), responsável pela gestão da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. O INCS é o mesmo Instituto que administrou a UPA da Cidade Industrial de Curitiba (CIC) e que já esteve envolvido em outros casos de suspeitas de corrupção.

Segundo o portal Band Paraná, a investigação revelou indícios de que um gestor municipal teria recebido pagamentos indevidos de empresas controladas pelo Diretor do INCS.

Para o Dr. Marlus Volney de Morais, Presidente do Simepar, este e diversos outros casos de corrupção no Sistema Único de Saúde são fruto direto da terceirização da mão de obra de médicas e médicos e dos demais profissionais da Saúde.

“A contratação dos profissionais por concurso público diretamente pelos municípios, ou através de fundações ou consórcios intermunicipais são muito mais transparentes, evitando desvios de recursos públicos.” Completou.

Além da corrupção, a terceirização pode trazer prejuízos com passivos trabalhistas, como a própria prefeitura de Piraquara reconheceu em nota publicada nesta terça-feira. “A administração municipal esclarece que rescindiu, há seis meses, o contrato com a organização social mencionada na operação, em razão de pendências relacionadas a débitos trabalhistas.” Afirma o comunicado.

A contratação de mão de obra terceirizada pelas administrações públicas municipais pode parecer vantajosa num primeiro momento, visto que tende a ser mais barata que realizar concursos e contratar diretamente os/as servidores/as. Mas essa “economia” só é possível porque direitos trabalhistas e encargos são sonegados, gerando enormes passivos trabalhistas e tributários que serão cobrados dos cofres públicos posteriormente. No fim, o “barato” sai muito caro.

Tomemos por exemplo um plantão de R$ 1.100,00, pago por médico/a, que pode vir a custar mais de R$ 5 mil para a administração pública municipal; em razão do posterior reconhecimento judicial de diretos sonegados, incluindo multas e outros encargos. Tal valor seria muito menor se a contratação ocorresse de forma direta, com vínculo celetista. Esse cálculo foi feito com base em dados fornecidos pela Secretaria de Saúde do Município de Paranaguá.

Com informações da Polícia Federal e do portal Band Paraná.

Butantan pede à Anvisa registro da sua vacina contra a dengue

O Butantan entregou a última leva de documentos necessários para a submissão do registro da sua candidata vacinal contra a dengue (Butantan-DV) à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta segunda-feira (16). Com isso, o Instituto concluiu o envio de três pacotes de informações sobre o imunizante por meio do procedimento de submissão contínua, que permite o encaminhamento dos dados à medida em que são gerados. A avaliação em fases tende a acelerar o processo de liberação do registro. A Butantan-DV, se aprovada, será a primeira vacina do mundo em dose única contra a dengue.

“É um dos maiores avanços da saúde e da ciência na história do país e uma enorme conquista em nível internacional. Que o Instituto Butantan possa contribuir com a primeira vacina do mundo em dose única contra a dengue mostra que vale a pena investir na pesquisa feita no Brasil e no desenvolvimento interno de imunobiológicos. Vamos aguardar e respeitar todos os procedimentos da Anvisa, um órgão de altíssima competência. Mas estamos confiantes nos resultados que virão”, afirma Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan.

Os ensaios clínicos do imunizante foram encerrados em junho deste ano, quando o último participante completou 5 anos de acompanhamento. Recentemente, a candidata à vacina teve seus dados de segurança e eficácia divulgados no New England Journal of Medicine, que mostram 79,6% de eficácia geral para prevenir casos de dengue sintomática. Resultados da fase 3 do ensaio clínico publicados na The Lancet Infectious Diseases mostraram, ainda, uma proteção de 89% contra dengue grave e dengue com sinais de alarme, além de eficácia e segurança prolongadas por até cinco anos.

“O primeiro pacote foi sobre a produção do Ingrediente Farmacêutico Ativo [IFA], que é totalmente feito no Butantan os testes de controle de qualidade e os estudos clínicos que também foram conduzidos aqui, e que envolveram dezenas de milhares de pessoas e vêm sendo conduzidos desde 2016; ; o segundo pacote complementou dados dos estudos clínicos; e o terceiro pacote é sobre o produto final formulado e envasado”, descreve o diretor de Assuntos Regulatórios, Qualidade e Ensaios Clínicos do Butantan, Gustavo Mendes. Em caso de aprovação, a expectativa é que o Butantan possa entregar cerca de 100 milhões de doses da vacina ao Ministério da Saúde nos próximos três anos.

Gustavo lembra que o procedimento de submissão contínua passou a ser feito pela Anvisa durante a pandemia de Covid-19, como uma resposta à situação de emergência sanitária. Desta forma, a agência regulatória está analisando os dois pacotes enviados pelo Instituto anteriormente, e fez os primeiros questionamentos que já foram esclarecidos pelo Butantan.

“Vemos a submissão contínua como uma vantagem porque, em vez de receber tudo e começar a analisar do zero, o que leva mais tempo, a agência recebe uma parte e já analisa. O tempo total de análise, depois que fecha todos os pacotes, é menor do que se mandássemos tudo de uma vez. Estamos mais confiantes que será mais rápido por causa disso”, ressalta.

A Anvisa é o órgão responsável por autorizar o registro de medicamentos e vacinas no país, e avalia a eficácia, segurança, qualidade e as condições de fabricação de imunobiológicos que podem futuramente ser comercializados e oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) – como é o caso da vacina da dengue do Butantan.

O que será avaliado?

As informações finais encaminhadas pelo Instituto detalham o processo de fabricação das doses da vacina, isto é, demonstram como os testes de formulação e envase cumprem os requisitos da Anvisa. A agência regulatória exige a fabricação de três lotes consecutivos do imunizante feitos de forma consistente e robusta e cumprindo todos os requisitos de qualidade.

A fábrica da vacina da dengue, localizada no Centro Bioindustrial do Butantan, já foi inspecionada e considerada adequada pela Anvisa, que emitiu um certificado de Boas Práticas de Fabricação (BPF).

Próximos passos

Após a submissão, a Anvisa deve avaliar a documentação e fazer possíveis questionamentos ao Butantan. “A expectativa é que a resposta da Anvisa seja célere porque é uma parte menor do processo. Esperamos que haja perguntas que tenhamos que responder e depois eles analisarão as respostas para a aprovação”, detalha Gustavo Mendes.

Isso não significa que a vacina estará disponível para os brasileiros imediatamente após a aprovação do registro. Se o parecer de registro da Anvisa for positivo, o Instituto deve então enviar uma solicitação de aprovação de preço à Câmara de Regulação de Mercado de Medicamentos (CMED), órgão que define o preço de novos medicamentos no Brasil. A CMED analisa os custos do desenvolvimento, os benefícios do medicamento e define o preço para o mercado.

Após essa avaliação, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC) irá estudar a possível incorporação da vacina ao SUS. Essa análise técnica leva em consideração uma série de pontos, entre os quais os resultados clinicamente relevantes, como a redução de internações e de absenteísmo ao trabalho; benefícios e riscos no longo prazo para a população brasileira; além do potencial de inovação tecnológica que a incorporação introduzirá no sistema.

As informações são do Instituto Butantan.

Atenção: Recibos médicos devem ser emitidos pelo aplicativo Receita Saúde da Receita Federal em 2025

A emissão de recibo de despesa com saúde por profissionais pessoas físicas (médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais) será feita apenas por meio do Receita Saúde, de forma digital, a partir de 1º de janeiro de 2025.

Essa ferramenta dispensa que os pacientes e os profissionais precisem guardar os recibos em papel, que poderão ser consultados no aplicativo. O Receita Saúde está disponível desde abril deste ano, mas sua utilização era facultativa. Até o início de dezembro, mais de 380 mil recibos já tinham sido emitidos, totalizando mais de R$ 215 milhões em valores de serviços de saúde prestados.

Os recibos emitidos no aplicativo neste ano serão carregados automaticamente como despesas dedutíveis na Declaração Pré-preenchida do Imposto de Renda da Pessoa Física – DIRPF/2025 dos pacientes e também como receita na declaração do profissional.

O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, explica que “a medida deve reduzir significativamente o número de declarações em malha fina já que cerca de 25% das declarações que caem na malha, apresentam alguma inconsistência relacionada aos recibos de prestadores de serviços de saúde pessoas físicas”.

Apenas médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais com registro ativo em seus conselhos profissionais podem usar o Receita Saúde para emitir recibos.

Barreirinhas esclarece que a ferramenta não se aplica aos prestadores de saúde pessoas jurídicas que já prestam essas informações por meio da Declaração de Serviços Médicos de Saúde – Dmed.

Fique por dentro:

O que é o Receita Saúde?

O Receita Saúde é um serviço digital presente no aplicativo da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil – App Receita Federal, disponível para dispositivos móveis, que permite a emissão de recibos de serviços de saúde por profissional de saúde pessoa física com registro em situação regular perante o respectivo conselho profissional.

Onde encontro o Receita Saúde?

O Receita Saúde é uma funcionalidade do aplicativo da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil – App Receita Federal, disponível para dispositivos móveis IOS e Android e que pode ser baixado nas lojas de aplicativos.

Em que momento deve ser emitido o recibo?

O recibo deve ser emitido no momento do pagamento da prestação do serviço. Caso haja mais de um pagamento relativo a uma mesma prestação de serviços, deverá ser emitido um recibo para cada pagamento realizado.

Clique aqui para acessar a Instrução Normativa RFB 2.240/2024.

Clique aqui para acessar o Perguntas e Respostas do Receita Saúde.

As informações são da Receita Federal

Hemepar faz alerta para doação de sangue antes das festas de fim de ano

A Secretaria estadual da Saúde (Sesa), por meio do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), faz um apelo à população para doação de sangue antes das festas de fim de ano. O objetivo é reforçar os estoques e garantir o atendimento a pacientes que necessitam de transfusões durante este período, tradicionalmente marcado por maior demanda nos hospitais e serviços de saúde. A doação pode ser feita em uma das 23 unidades do Hemepar espalhadas pelo Estado.

De acordo com a coordenadora do Hemepar, Vivian Raksa, as festas de fim de ano são momentos críticos para os estoques de sangue devido à redução no número de doadores e à maior demanda por transfusões. “O Natal e Ano-Novo são momentos de celebração e união, mas também de conscientização. Precisamos garantir que os estoques de sangue estejam em níveis adequados para atender a todos que necessitem. Cada doação pode salvar até quatro vidas e fazer a diferença para muitas famílias”, enfatiza.

Na última semana, o Hemepar Curitiba observou uma queda no número de doadores. Em dias normais, cerca de 160 a 190 pessoas comparecem à unidade da Capital para doar sangue. No mês de dezembro, esse número cai para 100 a 120 doações diárias, reforçando a necessidade de engajamento da população.

Para evitar a falta de sangue, a Sesa recomenda que os doadores assíduos programem suas visitas aos bancos antes do início do período de férias. Além disso, reforça o convite para que toda a população, inclusive quem ainda não é doador, participe deste ato de solidariedade.

VOLUNTÁRIO – Para ser voluntário é preciso ter entre 16 a 69 completos, pesar no mínimo 50 quilos, ter boa saúde, estar bem alimentado, hidratado e apresentar um documento de identidade com foto. Homens podem doar a cada dois meses, enquanto mulheres devem respeitar um intervalo de três meses entre as doações.

São coletados aproximadamente 470 ml de sangue, além de quatro tubos para exames laboratoriais. Diariamente, o Hemepar encaminha cerca de 700 bolsas de sangue para hospitais em todo o Estado, totalizando mais de 21 mil bolsas por mês e 252 mil ao ano.

As doações podem ser realizadas em todas as unidades do Hemepar no Paraná. Para localizar a unidade mais próxima e agendar a doação, acesse o site www.hemepar.pr.gov.br ou entre em contato pelo telefone disponível em cada unidade.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Boletim semanal confirma 462 novos casos de dengue no Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio da Coordenadoria Estadual de Vigilância Ambiental, publicou nesta terça-feira (10) o novo informe semanal da dengue. Foram registrados mais 462 casos. O atual período epidemiológico, iniciado em 28 de julho de 2024, soma 42.325 notificações, 4.997 diagnósticos confirmados e dois (2) óbitos em decorrência da doença.

No total, 375 municípios já apresentaram notificações de dengue, que é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, e 263 possuem casos confirmados.

As regionais com mais casos confirmados neste período epidemiológico são a 17ª Regional de Saúde de Londrina (1.176); 15ª RS de Maringá (499); 1ª RS Paranaguá (408); 2ª RS Metropolitana (389); e 14ª RS de Paranavaí (375).

OUTRAS ARBOVIROSES – Este informe traz ainda informações sobre Chikungunya e Zika, doenças também transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Neste período foram confirmados 19 casos de Chikungunya, sendo registradas 274 notificações da doença no Estado. Quanto à Zika, até o momento ocorreram 22 notificações e nenhum caso confirmado.

Confira o Informe Semanal completo AQUI. Mais informações sobre a dengue estão neste LINK.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Cinco procedimentos contra o Câncer de Mama são incorporados ao SUS

O Ministério da Saúde lançou na sexta-feira (6) o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para câncer de mama. A estratégia passa a incluir, no Sistema Único de Saúde (SUS), cinco procedimentos a serem disponibilizados em centros especializados, além da realização de videolaparoscopia – técnica cirúrgica minimamente invasiva que permite aos médicos acessar órgãos internos por meio de pequenas incisões.

“Além dos benefícios para os pacientes, o uso da videolaparoscopia também impacta positivamente a gestão do sistema de saúde. Com tempo de internação mais curto e menor necessidade de reintervenções por complicações, a técnica contribui para a otimização de recursos, fundamental em um sistema com alta demanda, como é o caso do SUS”, avaliou a pasta.

Os cinco procedimentos incorporados no novo protocolo são: inibidores das quinases dependentes de ciclina (CDK) 4 e 6; trastuzumab entansina; supressão ovariana medicamentosa e hormonioterapia parenteral; fator de estimulador de colônia para suporte em esquema de dose densa; e ampliação da neoadjuvância para estádios I a III.

“Com o novo PCDT, o tratamento do câncer de mama passa a ter parâmetros de padronização acessíveis a todas as pessoas que necessitam. É garantia de um diagnóstico oportuno, uniformidade e eficiência no tratamento, acesso igualitário a novos medicamentos e profissionais qualificados para atendimento”, destacou o ministério.

Ainda de acordo com a pasta e em razão da importância do diagnóstico precoce, a linha de cuidado do paciente com câncer de mama passa a ser totalmente integrada dentro do Programa Mais Acesso a Especialistas.

“A partir de agora, fica instituído o Protocolo de Acesso às Ofertas de Cuidado Integrado (OCI) na Atenção Especializada em Oncologia”.

Cada OCI envolve um conjunto de procedimentos inerentes a uma etapa da linha de cuidado para um agravo específico. Exemplo: OCI – Diagnóstico de Câncer de Mama: consulta com o mastologista + mamografia bilateral diagnóstica + ultrassonografia de mama + punção aspirativa com agulha fina + histopatológico + busca ativa da paciente para garantir a realização dos exames + consulta de retorno para o mastologista + contato com a equipe de atenção básica para garantir a continuidade do cuidado.

“O objetivo é melhorar o acesso a diagnósticos e consultas, com fila única, da atenção primária à atenção especializada, utilização da saúde digital, integração dos serviços e nova lógica de financiamento, com foco na resolução do problema de saúde. O prazo que antes era de um ano e seis meses, em média, para início do tratamento, passando por várias filas até completar o ciclo de cuidado, agora será de 30 dias para diagnóstico do câncer.”

Entenda

Dados do ministério mostram que o câncer de mama é o tipo mais incidente e a primeira causa de morte por câncer em mulheres em todas as regiões do país.

Ainda segundo a pasta, evidências científicas apontam que 15% dos pacientes atrasam o início do tratamento entre 30 e 60 dias, o que representa aumento de 6% a 8% na mortalidade. Cerca de 35% das pessoas atrasam o início do tratamento mais do que 60 dias, representando 12% a 16% de aumento na mortalidade na fila.

Até então, as Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas (DDT) que norteavam o cuidado com o câncer de mama não se restringiam às tecnologias incorporadas no SUS. A padronização das alternativas de diagnóstico, tratamento e acompanhamento das pessoas com a doença garante a orientação de profissionais do SUS e um norte de atendimento de qualidade para pacientes.

“Quando um tratamento não está incorporado ao SUS e é demandado via judicial, se dá o nome de judicialização. Por meio desse processo, é concedido o direito a medicamentos que beneficiam indivíduos de maneira desigual, o que cria desafios para sustentabilidade financeira do SUS, gerando deslocamento de grandes recursos destinados a políticas amplas para acesso individual”, avaliou o ministério.

“Por outro lado, no processo de incorporação de medicamentos no SUS, o governo federal garante um ciclo integral de cuidado: além do direito a medicamentos com eficácia comprovada garantido a todos os cidadãos, são criadas diretrizes e linhas de cuidado para a assistência dos pacientes. Isso promove melhoria em toda a jornada de acesso à saúde, desde o diagnóstico até o monitoramento dos resultados.”

As informações são da Agência Brasil

[VÍDEOS] Assista às palestras e debates do seminário “O Futuro do Trabalho Médico”

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) e o Diretório Acadêmico Nilo Cairo (DANC), do Curso de Medicina da Universidade Federal do Paraná, realizaram um seminário chamado “O Futuro do Trabalho Médico: Desafios e Vínculos de Trabalho”.

O evento ocorreu no Auditório do Setor de Ciências da Saúde da UFPR e contou com importantes juristas e médicos/as; muitos deles/as professores/as com atuação destacada na formação e defesa dos direitos dos profissionais da medicina.

Foram discutidas a crescente precarização das relações e das condições de trabalho de médicos e médicas resultantes da terceirização e da pejotização da mão de obra médica; além da educação médica, residência, e marketing na medicina.

O Simepar publicou via Youtube duas listas de reprodução (playlists), uma para cada dia do evento. Você pode assistir a qualquer vídeo do seminário, ou a todos na ordem em que ocorreram originalmente:

Seminário “O Futuro do Trabalho Médico”  – 1º dia, 23 de outubro de 2024

Seminário “O Futuro do Trabalho Médico” – 2° dia, 24 de outubro de 2024

Ministério da Saúde lança campanha que estimula vacinação para toda vida

A vacinação é reconhecida como uma das estratégias mais eficazes de saúde pública, contribuindo para prevenir doenças graves, proteger comunidades inteiras e fortalecer a saúde coletiva. Nesse cenário, o Ministério da Saúde lança campanha de comunicação com o tema “Vacinação de rotina: vacina é pra toda vida” . O objetivo é continuar alcançando altas coberturas vacinais, garantindo proteção individual e coletiva contra diversas doenças. A campanha será veiculada em TV, rádio, mídia exterior em lugares de grande circulação de pessoas, em portais online, além de redes sociais.

Acesse a página da campanha e saiba mais.

A vacinação de rotina é fundamental para a proteção continuar ano após ano e contribui para o avanço da eliminação, controle e prevenção de doenças imunopreveníveis como poliomielite , sarampo e rubéola . O Brasil possui o maior programa de vacinação do mundo, com mais de 300 milhões de doses aplicadas por ano. Ao todo, o Ministério da Saúde fornece mais de 30 vacinas gratuitas à população brasileira por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) . Desde o início da atual gestão, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) tem avançado para proporcionar melhor qualidade de vida à população com a prevenção de doenças.

As vacinas podem ser encontradas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de todo o país, garantindo acesso em todas as fases da vida, desde a infância até a terceira idade. “A vacinação é a prioridade máxima do Ministério da Saúde, o que reflete nos nossos números. O aumento da cobertura continua sendo uma realidade. Não se pode falar de desabastecimento de vacina no Brasil”, destacou a ministra Nísia Trindade.

Assista ao vídeo da campanha:

Coqueluche

A nova campanha do Ministério da Saúde será dividida em fases, conscientizando a respeito da imunização para coqueluche , poliomielite, sarampo e tétano. Na última terça-feira (3), a fase de coqueluche já foi ao ar nas mídias de comunicação .

A coqueluche começa como um resfriado comum, com febre baixa, mal-estar geral, coriza e tosse seca. Gradualmente, a tosse se torna mais intensa, podendo causar vômito e dificuldade de respirar. Justamente por isso, crianças menores de seis meses são mais propensas a formas graves da doença, que podem evoluir para pneumonia, parada respiratória, convulsões e desidratação. Em 2024, o Brasil já registrou 13 óbitos pela doença, todos em crianças menores de um ano de idade.

A vacinação é a principal forma de prevenção contra coqueluche. No SUS, em atenção ao Calendário Nacional de Vacinação , ela é oferecida para crianças a partir de 2 meses de vida até menores de 7 anos, gestantes, puérperas (até 45 dias pós-parto) não vacinadas durante o período gestacional e para grupos prioritários: profissionais da saúde, parteiras tradicionais e estagiários da área da saúde.

Para crianças menores de 7 anos de idade o esquema primário recomendado é composto por três doses da vacina penta (aos 2, 4 e 6 meses de vida), com intervalo de 60 dias entre as doses, mínimo de 30 dias (em situações especiais). Reforços estão recomendados aos 15 meses (1º Ref.) e aos 4 anos (2º Ref.), com a vacina tríplice bacteriana infantil (DTP).

Para as gestantes, é indicado uma dose da vacina tríplice bacteriana acelular – tipo adulto (dTpa), a cada gestação, a partir da 20ª semana gestacional, com o objetivo de promover a imunização passiva (passagem de anticorpos por via transplacentária da mãe para o feto) dos recém-nascidos, nos primeiros anos de vida, até que o bebê possa iniciar a sua vacinação.

Para pessoas que apresentam condições clínicas especiais, outras vacinas contra a coqueluche também são disponibilizadas nos Centros de Referências para Imunobiológicos Especiais (CRIE), conforme recomendações do Manual dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais.

Assista ao vídeo da campanha da Coqueluche:

Movimento Nacional pela Vacinação

Em 2023, o governo federal lançou o Movimento Nacional pela Vacinação , para retomar e fortalecer a confiança na ciência, no SUS e nas vacinas. Graças ao esforço do movimento, ainda em 2023, 13 das 16 vacinas do calendário infantil registraram aumento de cobertura. Os avanços brasileiros também fizeram com que o Brasil saísse do ranking dos 20 países com mais crianças não imunizadas do mundo. Em 2021, o Brasil ocupava o 7º lugar nesse ranking e, desde 2023, não faz mais parte da lista.

O Ministério da Saúde também atua para combater as fake news por meio do programa Saúde com Ciência . A iniciativa busca identificar e mitigar os efeitos da desinformação, promovendo informações confiáveis sobre o Programa Nacional de Imunizações (PNI) e políticas de saúde pública. Com o apoio de diversas entidades governamentais, o programa estabelece estratégias para neutralizar o impacto das notícias falsas e fortalecer a confiança na vacinação.

Proteja sua saúde, não compartilhe desinformação!

As informações são do Ministério da Saúde