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Boletim confirma 301 novos casos e mais um óbito por dengue no Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio da Coordenadoria Estadual de Vigilância Ambiental, publicou nesta terça-feira (3) o novo informe semanal da dengue. Foram registrados mais 301 casos da doença e um novo óbito. Os dados do atual período epidemiológico, iniciado em 28 de julho de 2024, totalizam 39.712 notificações, 4.535 diagnósticos confirmados e duas mortes em decorrência da dengue.

O novo óbito foi de um homem de 55 anos com comorbidades residente do município de Cambé, localizado na 17ª Regional de Saúde de Londrina.

No total, 373 municípios já apresentaram notificações da doença, que é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, e 257 possuem casos confirmados.

As regionais com o maior número de casos confirmados neste período epidemiológico são a 17ª Regional de Saúde de Londrina (1.085); 15ª RS de Maringá (466); 1ª RS Paranaguá (381); 2ª RS Metropolitana (378); e 5ª RS de Guarapuava (317).

OUTRAS ARBOVIROSES – Chikungunya e Zika, também transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, estão incluídas nesse mesmo documento. Neste período foram confirmados 15 casos de Chikungunya, sendo registradas 262 notificações da doença no Estado. Quanto à Zika Vírus, até o momento ocorreram 20 notificações e nenhum caso confirmado.

Confira o Informe Semanal completo AQUI . Mais informações sobre a dengue estão neste LINK.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Brasil tem mais de 6,5 milhões de casos prováveis de dengue este ano

Dados do Painel de Monitoramento das Arboviroses indicam que o país contabiliza 6.590.575 casos prováveis de dengue ao longo de 2024. Pelo menos 5.872 mortes pela doença foram confirmadas e 1.136 seguem em investigação. O coeficiente de incidência brasileiro é de 3.245 casos de dengue para cada 100 mil habitantes.

O estado de São Paulo lidera o ranking em números absolutos, com 2,1 milhões de casos prováveis. Em seguida estão Minas Gerais (1,6 milhão), Paraná (653,8 mil) e Santa Catarina (348,5 mil). Já em relação ao coeficiente de incidência, o Distrito Federal aparece em primeiro lugar (9.876), seguido por Minas Gerais (8.233), Paraná (5.713) e São Paulo (4.841).

Monitoramento

O Ministério da Saúde informou ter intensificado ações de vigilância e controle de arboviroses em estados onde há aumento expressivo de casos. “Depois de Mato Grosso, chegou a vez de a pasta visitar Minas Gerais, e a previsão é que o trabalho chegue ao Espírito Santo na próxima semana, estado onde doenças como febre amarela e Oropouche preocupam as autoridades sanitárias.”

Em nota, o ministério destacou que o objetivo das ações é atualizar informações epidemiológicas, revisar estratégias de prevenção e controle e alinhar esforços com estados e municípios numa tentativa de conter a expansão das arboviroses.

“Os três estados enfrentam desafios específicos. Em Mato Grosso, os casos de chikungunya estão em alta, enquanto no Espírito Santo a arbovirose emergente febre do Oropouche teve aumento.”

“Minas Gerais, por sua vez, enfrenta o risco de aumento da febre amarela, com necessidade de ampliar a cobertura vacinal e reforçar a vigilância em primatas não humanos, que funcionam como sentinelas da circulação viral.”

Além do levantamento epidemiológico, a previsão é que as equipes técnicas atualizem dados sobre coberturas vacinais, estoques de vacinas e insumos laboratoriais, além de revisar métodos de análise de risco e identificar áreas prioritárias para ações de prevenção e controle.

As informações são da Agência Brasil.

SIMEPAR e FEAS fecham acordo que garante reajuste com ganho real aos médicos/as

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) encerrou na semana passada as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho com a Fundação Estatal de Atenção em Saúde de Curitiba (FEAS). Pelos termos do acordo, homologado judicialmente no processo de Dissídio Coletivo que tramita no Tribunal Regional do Trabalho, a Fundação pagará 3,23% de reposição inflacionária, retroativamente a 1º de maio de 2024.

A partir de janeiro de 2025, o reajuste aumentará para 4%, incidente na folha de pagamento do referido mês. Para além disso, a Fundação manterá o pagamento do Adicional por Tempo de Serviço e pagará as diferenças pretéritas em folha complementar até final de janeiro, além das despesas processuais.

O acordo ainda mantém as condições de trabalho benéficas que existem atualmente e previstas no Acordo Coletivo do Trabalho Anterior.

O entendimento foi resultado de uma série de negociações extrajudiciais e judiciais ocorridas entre o Sindicato e a Fundação.

O Dr. Marlus Volney de Morais, presidente do Sindicato dos Médicos, ressaltou que “o acordo, apesar de ter tardado a ser fechado, representa uma vitória, com a concessão de ganho real (diferença salarial acima da inflação) para toda a categoria de médicos empregados da Fundação, totalizando atualmente quase 1200 profissionais”.

Em decorrência da negociação e com base em entendimento do STF, será cobrado dos médicos contribuição assistencial de R$ 310,00 assegurado direito de oposição, no prazo de 10 dias e nos termos do acordo.

Número de médicos no Brasil aumenta 23,6% de 2019 a 2023, segundo IBGE

O número de médicos no Brasil teve um incremento de 23,6% de 2019 a 2023. É o que aponta o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em nova pesquisa publicada nesta quarta-feira (4). De acordo com a divulgação, em 2023 o Brasil contava com 502,6 mil médicos, 363,1 mil enfermeiros e 952,6 mil técnicos de saúde.

Os dados mostram ainda que no ano passado o Brasil tinha 23,7 médicos para cada 10 mil habitantes. Em 2022, eram 22,5 médicos por 10 mil habitante, abaixo, portanto, de países como México (25,6) e Canadá (25) e acima da República Dominicana (22,3 por 10 mil habitantes) e da Turquia (21,7).

Os números estão reunidos na Síntese de Indicadores Sociais 2024, que traz uma análise produzida pelo IBGE sobre as condições de vida da população brasileira. É um estudo amplo que aborda temas variados como mercado de trabalho, renda, educação, saúde e condições de vida.

O intervalo de 2019 a 2023 compreende o período que ficou marcado pela pandemia de covid-19. O crescimento do número de médicos registrado nesses quinquênio é mais robusto do que o observado no anterior, que vai de 2015 a 2019, quando o avanço foi de 16,4%.

O salto de 2019 a 2023 se deu de forma mais intensa na rede privada. O número de médicos que não atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu 29,7%. Já o grupo que atua na saúde pública recebeu um incremento de 21,2%.

Mas são os enfermeiros que se consolidaram como os profissionais de saúde que mais cresceram durante o período que engloba a pandemia de covid-19. Eles saíram de 260,9 mil em 2019 para 363,1 mil em 2023, uma diferença de 39,2%.

“Os médicos têm maior interesse no mercado de trabalho privado, no mercado de trabalho não-SUS”, observa Clician do Couto Oliveira, analista do IBGE envolvida na pesquisa.

O estudo reúne ainda outros dados que podem ser associados à pandemia de covid-19. O número de leitos complementares no país – destinados à assistência que exige características especiais como unidades de isolamento, isolamento reverso e unidades de terapia intensiva (UTI) ou semi-intensiva – totalizava 59,1 mil em janeiro de 2020, antes de o Brasil decretar a emergência sanitária.

Em julho de 2022, esse número havia saltado para 76,9 mil, mantendo-se estável desde então. Assim, na comparação com o período pré-pandêmico, o país conta com mais de 30% do total de leitos complementares.

O número de tomógrafos também aumentou na mesma proporção. Saiu de 2,3 por 100 mil habitantes em 2019 para 3 por 100 mil habitantes em 2023.

“Esse crescimento se deu em todas as unidades da federação. Mas se deu de forma heterogênea no território e manteve as desigualdades anteriores. Por exemplo, o Distrito Federal já tinha o maior indicador de tomógrafos por habitante e permaneceu como maior. Saltou de 4,6 para 7,2 por 100 mil habitantes”, analisa Clician.

Óbitos

No capítulo sobre saúde, a pesquisa reúne também dados sobre óbitos no país em 2023. Ao todo, foram 1,46 milhão, 8,4% a mais que os 1,35 milhão registrado em 2019, último ano antes da pandemia de covid-19. De acordo com o IBGE, esse crescimento sofre influência dos óbitos por câncer, que subiram 7,7% no período. Os tumores causaram 17% de todas as mortes do ano passado.

Além disso, ao longo de 2023, a covid-19 teria feito mais de 10 mil vítimas, incrementando assim os dados de mortes por doenças virais que, em 2019, haviam sido apenas 173. “Se declarou o fim da da pandemia, mas a covid-19 ainda deixa um saldo significativo de mortes que não ocorriam antes. Em 2019, não havia essa causa”, destaca Clician.

A pesquisa também apresentou dados segmentados por raça e gênero. Chama atenção que, na faixa até 44 anos, morreram 44,2 mil pretos ou pardos em 2023. O resultado é 2,7 vezes acima do número de óbitos de brancos (16,1 mil). Clician chama atenção para o alto número de mortes externas envolvendo jovens pretos ou pardos.

“Esses dados não foram desagregados nessa pesquisa. Mas se sabe que eles são as maiores vítimas relacionadas com mortes violentas. Entre os brancos, a principal causa de morte externa é acidente com automotores – motos e veículos de modo geral”, afirma Clician.

Outro dado destacado pela analista envolvem as mortes por doenças do coração. Na faixa etária entre 30 e 69 anos, esses óbitos somaram 31,2 mil entre homens brancos, número similar aos de câncer.

Já entre homens pretos ou pardos na mesma faixa etária, foram 40,6 mil mortes por doenças do coração, bem acima das 29,9 mil envolvendo tumores. Entre as mulheres, o mesmo se repete: em 2023, as doenças do coração levaram a óbito 18,4 mil brancas e 24,5 mil pretas ou pardas.

As informações são da Agência Brasil

Secretaria de Saúde promove ações para marcar campanha mundial de luta contra a Aids

A Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) realiza a partir desta segunda-feira (2) ações de mobilização contra o vírus HIV e outras IST (infecções sexualmente transmissíveis) em Curitiba e no Interior do Paraná. As iniciativas marcam o início da campanha nacional Dezembro Vermelho e o Dia Mundial de Luta contra a Aids, 1º de dezembro.

Junto com as secretarias municipais, o Programa de DST/Aids da Sesa preparou uma extensa programação para marcar a data em todo o Estado. As Regionais de Saúde estão acompanhando as iniciativas de prevenção junto aos municípios, com diversas pautas como seminários, ações nas escolas, divulgação nas mídias, nos conselhos de saúde e testagem, dentre outras.

Em Curitiba, a primeira atividade foi o evento promovido pelo Hospital Oswaldo Cruz, pertencente ao Governo do Estado, que reuniu especialistas, profissionais da saúde e a comunidade para um momento de aprendizado e reflexão sobre o tema.

Nesta terça-feira (3), também em Curitiba, na Praça Santos Andrade, serão ofertados testes rápidos para o diagnóstico do HIV, distribuição de preservativos internos e externos, autoteste e informações sobre prevenção. Os profissionais estarão no local, das 9h às 16h, para atendimento e orientações.

Entre as ações no Litoral está a de Paranaguá, também nesta terça-feira. Servidores da Regional de Saúde participarão, em conjunto com a Pastoral da Aids, de uma ação de conscientização e testagem rápida no Terminal Rodoviário Urbano de Paranaguá. No Interior, em Rolândia, que integra a Regional de Saúde de Londrina, acontece no mesmo dia o “Natal com saúde/ Dezembro Vermelho”. Será ofertado o teste rápido de HIV na UBS Parigot. Haverá ainda distribuição de informativos sobre o tema.

O objetivo das ações é conscientizar a população sobre a importância da prevenção, diagnóstico, tratamento e apoio às pessoas vivendo com o HIV/Aids, além de reduzir o estigma e a discriminação associados à doença.

CASOS E MORTES – Dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) mostram que, depois de 43 anos dos primeiros casos, a Aids, que representa o estágio avançado da infecção pelo vírus do HIV, levou à morte mais de 630 mil pessoas no mundo. O número de pessoas infectadas é de 39,9 milhões até este ano. Estima-se que 1,3 milhão de pessoas foram infectadas recentemente.

No Paraná mais de 15 mil pessoas já perderam a vida em decorrência da doença, desde o surgimento do primeiro caso, em 1984. O vírus pode ser transmitido por via sexual, sanguínea e de mãe para filho (transmissão vertical).

Em 2024, de janeiro até novembro foram notificados 658 casos de Aids no Paraná. No ano passado inteiro 971 e em 2022, 972 casos. O Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan Net) também registrou o diagnóstico de 1.736 casos de HIV neste ano e de 4.923 casos nos dois últimos anos.

Os números indicam uma leve redução nos números de óbitos por Aids nos três últimos anos. Em 2024 houve 379 óbitos, menos que em 2023 (554) e 2022 (564).

Para a diretora de Atenção e Vigilância da Sesa, Maria Goretti Lopes, a epidemia ainda continua sendo um desafio para a saúde pública, por isso a importância de levar informação e sensibilizar a população geral, especialmente os jovens, sobre a prevenção e cuidado, em relação às infecções sexualmente transmissíveis.

“O HIV/Aids não é apenas uma questão de saúde, mas envolve aspectos sociais, econômicos e psicológicos que impactam profundamente a vida das pessoas afetadas”, afirma Maria Goretti. “Por meio da testagem, de campanhas educativas e de prevenção temos a oportunidade de desmistificar o HIV e reduzir o estigma que ainda cerca a doença, permitindo que mais pessoas busquem testes e tratamento sem medo de discriminação”, disse.

AÇÕES PERMANENTES – A Sesa realiza de forma permanente diversas campanhas de prevenção com ações direcionadas às Infecções Sexualmente Transmissíveis para a população. Durante todo o ano são feitas capacitações junto às 22 Regionais de Saúde e municípios sobre diagnóstico em tempo oportuno, prevenção e promoção da saúde.

Desde 2019, a Secretaria de Estado vem fortalecendo a expansão da Profilaxia Pré-Exposição (da PrEP), que é um método de prevenção indicado para pessoas que podem ter maior chance de contato com o vírus do HIV.

A chefe da Divisão de Doenças Sexualmente Transmissíveis da Sesa, Mara Franzoloso, reforça que o Paraná oferta, ainda, o acesso gratuito ao diagnóstico dessas doenças, com a realização de testes rápidos para detecção da presença do vírus do HIV/Aids, sífilis e hepatite viral em toda rede pública e saúde do Estado.

“Os resultados desses exames ficam prontos em cerca de 30 minutos. Além disso, realizamos de forma regular a distribuição de insumos preventivos aos 399 municípios do Estado”, explica.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

FEAS firma compromisso de não exigir mudanças nas escalas dos/as Médicos/as como “moeda de troca”

Em Reunião entre dirigentes do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) com o diretor da Fundação Estatal de Atenção em Saúde de Curitiba (FEAS), Dr. Sezifredo Paz; com a participação de ambas assessorias jurídicas, a Fundação firmou compromisso de que nenhum gestor FEAS deve condicionar a alteração de dia-horário-local de trabalho à renúncia de direitos, assunção de obrigações outras, senão apenas a própria alteração de dia e/ou horário e/ou local.

A demanda surgiu de reiteradas reclamações de médicas e médicos de que quando solicitada alteração de dia/horário de trabalho ou local de trabalho, ainda que previamente ajustado entre os médicos que estão a cambiar plantões, a Fundação condiciona tal alteração a subscrição de documento em que o médico renuncia a condições de trabalho anteriores, bem como assume a obrigação de realizar plantão de quinto final de semana.

O procedimento adotado por alguns gestores não é adequado; e como forma de solucionar a questão, a direção da FEAS concordou em tornar público que nenhum gestor da Fundação deve condicionar as alterações de dia-horário-local de trabalho à renúncia de direitos, assunção de obrigações outras, senão apenas a própria alteração solicitada.

Médicas e médicos que já assinaram documentos nestas condições, renunciando direitos, podem solicitar a nulidade dos mesmos.

Ficou combinado ainda na referida reunião que essa medida deve ser tornada pública entre os/as médicos/as, pelo Simepar, e entre os/as gestores/as pela direção da FEAS, para que tais exigências injustas não se repitam e não prejudiquem mais nenhum profissional.

Os/as profissionais que sentirem-se prejudicados em seus direitos devem entrar em contato com o Sindicato para as medidas cabíveis.

Simepar participou de julgamento no STJ que autorizou a produção nacional de cannabis medicinal

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) participou do julgamento que considerou lícita a autorização para importação de sementes, plantio, cultivo, industrialização e comercialização de cannabis para fins medicinais. Essas atividades poderão ser exercidas por empresas brasileiras a partir de uma regulamentação que deverá ser editada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela União em até seis meses.

A decisão foi da 1ª Seção do Superior Tribunal de Justiça, que fixou tese vinculante sobre o tema em julgamento ocorrido em 13 de novembro. A conclusão foi unânime, conforme a proposta da ministra Regina Helena Costa.

O Simepar participou do julgamento como Amicus Curiae. A Dra. Fernanda Rodrigues Reis apresentou estudo da Escola Paranaense de Direito em sustentação oral no julgamento; utilizando inclusive dados científicos compilados por estudantes de Medicina, sob a supervisão da Dra. Claudia Paola Carrasco Aguilar, que é Secretária-Geral do Simepar.

Assista a seguir a trecho da sustentação da Dra. Fernanda Rodrigues Reis:

O resultado, histórico, avança sobre uma morosidade regulatória que impede o acesso da maioria da população a remédios à base de canabidiol, hoje disponíveis apenas via importação, e com altos custos.

Com informações do Portal Consultor Jurídico.

[VÍDEO] Vice-Presidente do Simepar fala sobre a precarização do HC e do ensino da Medicina

O Dr. Darley Rugeri Wollmann Junior, Vice-Presidente do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar), participou da mesa redonda sobre “Residência Médica e Modelos de trabalho nos hospitais universitários e de ensino médico”. Esse debate foi realizado no seminário “O Futuro do Trabalho Médico” no dia 23 de outubro, no Auditório do Setor de Ciências da Saúde da UFPR.

O evento foi realizado pelo Simepar em parceria com o Diretório Acadêmico Nilo Cairo (DANC), do Curso de Medicina da UFPR.

Confira a seguir a íntegra da fala do Dr. Darley:

Vacinação contra a Coqueluche é essencial para conter o aumento de casos, alerta Sesa

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgou nesta quarta-feira (13) os novos números referentes à coqueluche no Paraná. De acordo com o documento, em uma semana o Estado registrou 189 novos casos, totalizando 1.421 desde o início do ano. Por ser altamente transmissível – uma pessoa pode infectar de 12 a 17 indivíduos –, a Sesa alerta a população sobre a importância de manter a vacinação em dia.

A vacina contra a coqueluche faz parte do Calendário Nacional de Vacinação do SUS e está disponível nos postos de saúde de todo o Estado.

A maioria das confirmações é da 2ª Regional de Saúde Metropolitana, com 617 casos, seguida pela 17ª Regional de Londrina (256), 3ª Regional de Ponta Grossa (167) e 10ª Regional de Maringá (82). Em relação aos óbitos, foram confirmados três: um em Londrina e dois em Curitiba, com três mortes ainda em investigação (São José dos Pinhais, Umuarama e Quitandinha).

“Estamos no período sazonal da doença, que ocorre entre os meses de setembro e março. Assim, é muito provável que o aumento no número de casos continue não só no Paraná, mas em todo o Brasil. Por isso, é fundamental que a população compreenda a importância de manter a carteirinha de vacinação atualizada, pois essa é a forma mais eficaz de prevenir a circulação do bacilo”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

Além das crianças, que recebem a imunização por meio das vacinas pentavalente (aos dois, quatro e seis meses) e DTP (reforço aos 15 meses e aos quatro anos), a Sesa recomenda que gestantes e profissionais da saúde também recebam o imunizante. De forma excepcional, trabalhadores de saúde e educação que atuam diretamente com gestantes, puérperas, neonatos e crianças menores de quatro anos devem receber a dose para maior proteção e prevenção.

Segundo dados do painel do Ministério da Saúde (MS), a cobertura vacinal atual da pentavalente em crianças é de 90%, enquanto a da DTP é de 86% Estado. Informações obtidas pela plataforma “Paraná Saúde Digital” indicam que das 39.847 gestantes com idade gestacional acima de 20 semanas atendidas e cadastradas no SUS, 53,3% (21.253) estão com a vacina em atraso no Paraná.

“A plataforma permite um acompanhamento muito mais eficaz da condição vacinal de toda a população. Com essa informação, é possível realizar uma busca ativa mais qualificada, promovendo uma imunização e prevenção contra a doença de forma humanizada”, explicou a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes.

AÇÕES – A Diretoria de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa realiza várias ações em todo o Estado junto aos municípios para conter a doença. Ela incluem notas de alerta, videoconferências e capacitações presenciais com as Regionais de Saúde e municípios, além da busca ativa de gestantes e puérperas para imunização com dTpa e de crianças para atualização do esquema vacinal.

Outras medidas incluem orientação para controle de visitas dos sintomáticos respiratórios aos recém-nascidos; notificação e investigação imediata (até 24 horas) dos casos suspeitos e confirmados para controle e tratamento da doença; e ações direcionadas ao monitoramento dos contatos próximos e à coleta para diagnóstico dos casos com sintomas.

SOBRE A DOENÇA – O risco da coqueluche é maior para crianças menores de um ano e, se não tratada adequadamente, pode evoluir para um quadro grave, podendo até levar à morte.

A doença evolui em três fases. Na inicial os sintomas são semelhantes aos de um resfriado comum, com febre baixa, mal-estar geral e coriza. Na segunda fase, surgem crises de tosse seca (cinco a dez tossidas em uma única inspiração), podendo ser seguidas de vômitos, falta de ar e coloração roxa na face. Na terceira fase, os sintomas diminuem, embora a tosse possa persistir por vários meses.

DIAGNÓSTICO – O diagnóstico laboratorial é feito por meio de cultura ou PCR em tempo real e está disponível para todos os pacientes suspeitos de coqueluche. Recentemente, as coletas foram ampliadas e estão disponíveis nas unidades de saúde do Paraná.

O tratamento é feito com antibióticos e deve ser prescrito por um médico. Por isso, é importante procurar um serviço de saúde para receber orientações, diagnóstico, tratamento adequado, monitoramento e rastreamento de contatos.

Veja o esquema vacinal contra a doença:

Vacina pentavalente:

Imuniza contra difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenza tipo B e hepatite B.

Crianças:

  • 1ª dose aos 2 meses
  • 2ª dose aos 4 meses
  • 3ª dose aos 6 meses

Vacina DTP:

  • Previne difteria, tétano e coqueluche (pertussis).
  • Reforço aos 15 meses e aos 4 anos.

Vacina dTpa:

Previne difteria, tétano e coqueluche (pertussis).

  • Profissionais de saúde
  • Gestantes a partir da 20ª semana (a cada nova gestação)
  • Trabalhadores de saúde em maternidades, berçários, UTIs neonatais e Unidades de Cuidados Intermediários Neonatais
  • Trabalhadores da educação que cuidam de crianças até 4 anos

Para acessar o perfil epidemiológico clique AQUI.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Brasil recebe certificado da eliminação do sarampo, rubéola e síndrome da rubéola congênita

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, na manhã desta terça-feira (12), o diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e diretor regional da OMS para Américas, Jarbas Barbosa, e a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

O presidente Lula recebeu do diretor da OPAS o certificado da eliminação do sarampo, rubéola e síndrome da rubéola congênita no Brasil. Com isso, a região das Américas passa a ser novamente a única região do mundo livre dessas três doenças. Após longo período sem casos – em 2015 o Brasil havia atingido a marca de país livre do sarampo -, foram registradas 40 mortes de crianças pela doença entre 2018 e 2022. “Esse diploma é resultado da força da retomada e da competência do sistema de vacinação brasileiro”, destacou o presidente.

Barbosa relembrou também o gesto do presidente Lula de se vacinar – contra a Covid-19 – logo no início do atual mandato, dando início à retomada das campanhas vacinais nacionais. Em apenas dois anos, a partir de 2023, o Brasil realizou importante recuperação das políticas de vacinação, deixando a lista de países com um dos mais elevados números de crianças sem qualquer imunização para voltar a ser um dos países com maior cobertura vacinal. “A vacina é um promotor de equidade, as vacinas que recebem as crianças pobres são as mesmas que recebem as crianças ricas”, disse o diretor da OPAS.

A ministra Nisia comentou também sobre as atividades previstas para o Dia Nacional do Combate à Dengue, 23 de novembro.

Processo de recertificação

Devido às baixas coberturas vacinais e ao intenso fluxo migratório de países vizinhos, em 2018 ocorreu a reintrodução da doença no país. Em 2019, após um ano de franca circulação do vírus do sarampo em território brasileiro com mesmo genótipo (D8), o país voltou a se tornar endêmico para a doença. Foram confirmados 39.779 casos entre 2018 e 2022.

Em 2023, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou como “alarmante” o aumento de casos de sarampo na Europa, com mais de 58 mil infecções registradas em 41 países ao longo do ano, um crescimento significativo em relação aos últimos três anos.

Ainda assim, no início de 2023, com a valorização do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e o lançamento do Movimento Nacional pela Vacinação , houve intensificação das ações de eliminação do sarampo no Brasil. Em novembro de 2023, o país demonstrou avanços e evidências documentadas de ações realizadas pelos três entes da federação. Com isso, a Comissão Regional de Monitoramento e Reverificação da Eliminação do Sarampo, Rubéola e Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) na Região das Américas – grupo independente de especialistas convocado pela Opas/OMS – categorizou o Brasil como “país pendente de reverificação”.

Para cumprir os critérios de reverificação, o Brasil precisou demonstrar que não houve transmissão do vírus do sarampo durante pelo menos um ano, além de ter fortalecido o seu programa de vacinação de rotina, a vigilância epidemiológica e a resposta rápida a casos importados.

Com a conquista do Brasil, as Américas recuperam o status de região livre de sarampo endêmico. O Ministério da Saúde e a Opas/OMS enfatizam que é essencial continuar fortalecendo os programas de vacinação, aumentar a cobertura até alcançar níveis adequados, reforçar os sistemas de vigilância e melhorar a capacidade dos sistemas de saúde para responder rapidamente a possíveis casos importados.

Vacina Tríplice Viral

O Ministério da Saúde reforça a importância da vacinação para prevenir casos graves e óbitos causados pelo sarampo, adotando diversas ações para incentivar a imunização em todo o país. Em 2023, 13 dos 16 imunizantes do calendário nacional tiveram aumento na cobertura vacinal , incluindo a vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. A cobertura da primeira dose passou de 80,7% em 2022 para 88,4% em 2023, e em 2024, até o momento, já chegou a 92,3%.

A tríplice viral é recomendada em duas doses para pessoas de 12 meses a 29 anos e em dose única para adultos de 30 a 59 anos. Essa vacina é essencial para prevenir doenças altamente contagiosas que, no passado, causaram epidemias e graves consequências à saúde pública.

As informações são do Ministério da Saúde.