Filiado à

Notícias

Ministério da Saúde intensifica vigilância do vírus da Influenza

Em resposta ao alerta epidemiológico emitido pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), que aponta aumento de casos e de internações por gripe em países do hemisfério norte associados ao vírus da Influenza A (H3N2), incluindo países da Europa e da Ásia, o Ministério da Saúde intensificou as ações de vigilância do vírus da gripe, em especial ao subclado K, que tem sido mais frequente nos Estados Unidos e Canadá.

De acordo com o Ministério da Saúde, foram identificados até agora quatro casos no Brsail do subclado K, também chamado de vírus K: um importado, no Pará, associado a viagem internacional, e três no Mato Grosso do Sul, que seguem em investigação para confirmação da origem.

A vigilância da influenza é feita a partir do monitoramento de casos de síndrome gripal e de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). As ações incluem identificação e diagnóstico precoces, investigação e notificação imediata de eventos respiratórios incomuns, além do fortalecimento das medidas de prevenção e do acesso a vacinas e antivirais para grupos de risco.

“As vacinas disponibilizadas pelo SUS protegem contra formas graves da gripe, inclusive as causadas pelo subclado K. Os grupos mais vulneráveis ao vírus são os mesmos já contemplados como prioritários na campanha de vacinação. A hesitação vacinal, cenário observado em países da América do Norte, contribui para a maior circulação do vírus, especialmente em contextos de baixa adesão à imunização”, informa o Ministério.

Além da imunização, o SUS oferece gratuitamente antiviral específico para o tratamento da gripe, indicado principalmente para os públicos prioritários, como estratégia complementar para reduzir o risco de agravamento dos casos. Aderir à vacinação é a principal forma de prevenir casos graves e reduzir hospitalizações.

Subclado K

Até o momento, não há evidências de que essa variante esteja relacionada à maior gravidade dos casos. O que se observa é uma circulação mais intensa e antecipada em relação ao padrão esperado no hemisfério norte, o que resulta, consequentemente, em um aumento do número de internações.

Os sintomas são os já conhecidos da doença, como febre, dor no corpo, tosse e cansaço, com atenção para sinais de agravamento, como falta de ar e piora rápida do quadro.

A vacinação ofertada anualmente em todo o país é a principal forma de evitar casos graves e hospitalizações. Também são recomendadas medidas como o uso de máscara por pessoas com sintomas, higienização das mãos e ventilação adequada dos ambientes.

As informações são da Agência Brasil.

Presidente da FMB visita o Paraná e participa da gravação de Videocast do Simepar

O Presidente da Federação Médica Brasileira (FMB), Dr. Fernando Mendonça, esteve em Curitiba na sexta-feira (12/12). Ele reuniu-se com dirigentes do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar), discutindo as demandas e anseios dos profissionais da Medicina no Paraná, e também participou da gravação de um episódio do Simepar Cast, o Videocast do Sindicato.

O Dr. Fernando Mendonça foi recebido pelo Dr. Marlus Volney de Morais, Presidente do Simepar; e pela Dra. Claudia Paola Carrasco, Secretária-geral do Sindicato. Eles discutiram diversos assuntos de interesse de Médicas e Médicos de todo o Estado e do Brasil como o aumento de casos de violência contra os profissionais da Medicina e da Saúde; o avanço da terceirização da mão de obra médica; e a importância da atuação integrada dos Sindicatos Médicos com a FMB, entre outros.

A visita também incluiu a gravação de mais um episódio do Simepar Cast, o vídeocast do Sindicato, que contou com a participação de Fernando Mendonça como convidado, ampliando o diálogo com a categoria e aproximando ainda mais a Federação da base médica.

A presença do presidente da FMB no Paraná reforçou o compromisso permanente com a formação médica, a gestão responsável e a defesa firme dos direitos e da valorização dos médicos, consolidando a união entre Federação e sindicatos como eixo central da representação médica no país.

O episódio do Simepar Cast com a participação do Dr. Fernando Mendonça vai ao ar em breve. Acompanhe as redes sociais do Simepar para ficar atualizado/a sobre a atuação do Sindicato.

Hemorrede do Paraná reforça importância da Doação de Sangue no fim do ano

São apenas 450 ml, volume que corresponde a um pouco mais de uma lata de refrigerante, mas que pode ser suficiente para salvar até quatro vidas. A doação de sangue representa muito na rede de apoio que é construída para ajudar pessoas que precisam de sangue de forma constante, quem sofre de doença falciforme (doença genética e hereditária causada por uma mudança no gene da hemoglobina) ou quem é vítima de um acidente. O sangue e seus derivados também são estratégicos para a indústria farmacêutica, na produção de medicamentos.

A Hemorrede do Paraná, vinculada à Secretaria da Saúde (Sesa), registrou 202.179 doações, numa média de mais de 16,8 mil doações por mês durante o ano de 2024. Neste ano, até 30 de novembro, foram registradas 197 mil doações, uma média de 17,9 mil doações por mês. Com a chegada de dezembro, com viagens e festas de fim de ano, a pasta reforça a necessidade de manter o fluxo das doações.

O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, reforça que doar sangue é um verdadeiro ato de amor. “A doação é fundamental para o atendimento das pessoas e também para ajudar no desenvolvimento de medicamentos. Por saber dessa importância é que a Sesa investe forte na estrutura para ampliar a capacidade de captação dentro do Paraná”, afirma.

A Sesa investe de forma constante na melhoria da infraestrutura de captação de sangue. No mês de novembro, foram entregues novos equipamentos de alta tecnologia (cadeiras de coleta, freezer) para o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) com investimento de mais de R$ 4,8 milhões.

Em Londrina, outra estrutura está em fase de finalização, que vai aumentar em 60% a capacidade atual de coleta do Hemocentro/HU. A nova Unidade de Coleta do Centro (UCC) terá quatro cadeiras de coleta e capacidade estimada para produzir cerca de 120 bolsas de sangue por dia, o que representa uma projeção mensal superior a mil bolsas. “Estamos pensando no crescimento da coleta para suprir os hospitais, que sempre estão precisando de sangue”, completa Beto Preto.

MILHARES DE VIDA – A estimativa de que apenas uma doação de sangue pode salvar diretamente até quatro vidas, e indiretamente milhares, está relacionada à forma que o sangue é utilizado. Ele é fracionado em quatro hemocomponentes: hemácias, plaquetas, plasma e crioprecipitado e cada um deles têm suas funções:

Hemácias – são utilizadas para tratar pacientes com anemia, perdas de sangue agudas e outras condições que causam deficiência de oxigênio nos tecidos.

Plaquetas – ajudam pessoas em tratamento quimioterápico – pacientes com câncer como leucemias e linfomas são os que mais utilizam as plaquetas. Elas também podem prevenir hemorragias e sangramentos em procedimentos cirúrgicos.

Plasma – o plasma do sangue doado pode ser usado para tratar pacientes com deficiências de fatores de coagulação, imunodeficiências, doenças hepáticas e traumas graves. Ele também é um fator de grande importância científica e pode ser usado para a produção de medicamentos.

Crioprecipitado – utilizado para controlar sangramentos em pacientes com deficiência de fatores de coagulação específicos.

QUEM PODE DOAR – Para doar é necessário ter entre 16 e 69 anos completos. Menores de idade necessitam de autorização e presença do responsável legal. Os homens podem doar a cada dois meses, no máximo quatro vezes ao ano. As mulheres, a cada três meses, num total de três doações ao ano.

O doador deve pesar no mínimo 51 quilos, estar descansado, alimentado e hidratado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação) e apresentar documento oficial com foto (carteira de identidade, carteira do conselho profissional, carteira de trabalho, passaporte ou carteira nacional de habilitação). O sangue retirado de um doador é reposto rapidamente pelo organismo e não causa nenhum prejuízo.

Confira onde doar sangue:

Curitiba

HEMOCENTRO COORDENADOR – HEMEPAR CURITIBA – 2ª Regional de Saúde

Travessa João Prosdócimo, 145, Alto da XV.

Atendimento ao doador: com prioridade por agendamento da doação via internet e também sem agendamento com senha entregue até as 17h, conforme a capacidade técnica do serviço.

Horário de coleta: Segunda a sábado: das 7h30 às 18h.

HEMONÚCLEO (HN) – BIOBANCO DO HOSPITAL DE CLÍNICAS DA UFPR – 2ª Regional de Saúde

Rua: Agostinho de Leão Junior, 108, Alto da Glória (Anexo ao Hospital de Clínicas).

Atendimento ao doador: com prioridade por agendamento da doação via internet e também atendimento sem agendamento por ordem de chegada, conforme a capacidade técnica do serviço.

Horário de coleta: Segunda a sexta-feira: das 7h30 às 17h30. Sábado: das 7h30 às 12h30.

Apucarana

HEMONÚCLEO (HN) DE APUCARANA – 16ª Regional de Saúde

Rua Antônio Ostrensk, 3, Centro.

Atendimento ao doador: por ordem de agendamento da doação via internet ou pelo telefone (43) 3420-4200 ou pelo WhatsApp (43) 3420-4213.

Horário de coleta: Segunda-feira: das 8h às 10h e das 12h às 18h30. Terça-feira: coleta externa. Não atende no local. Quarta-feira: das 8h30 às 11h e das 13h às 16h. Quinta-feira: das 8h30 às 11h.  Sexta-feira: das 8h30 às 11h e das 13h30 às 16h.

Campo Mourão

HEMONÚCLEO (HN) DE CAMPO MOURÃO – 11ª Regional de Saúde

Rua Mamborê, 1500, Centro.

Atendimento ao doador: por ordem de agendamento da doação via internet ou pelo WhatsApp (44) 99878 3811.

Horário de coleta: Segunda a Sexta-feira: das 8h às 10h30 e das 13h às 15h30.

Cascavel

HEMOCENTRO REGIONAL (HR) DE CASCAVEL – 10ª Regional de Saúde

Rua Avaetés, 370, Santo Onofre.

Atendimento ao doador: por ordem de agendamento da doação via internet ou pelo telefone (45) 3226-4549.

Horário de coleta: Segunda a sábado: das 7h30 às 18h30.

Cianorte

UNIDADE DE COLETA E TRANSFUSÃO (UCT) DE CIANORTE – 13ª Regional de Saúde

Av. Santa Catarina, 423, Centro, Zona 1.

Horário de coleta: Segunda a Quinta-Feira: das 7h30 às 11h e das 13h às 16h. Sexta-feira: das 7h30 às 11h.

Cornélio Procópio

UNIDADE DE COLETA E TRANSFUSÃO (UCT) CORNÉLIO PROCÓPIO – 18ª Regional de Saúde

Rua Justino Marques Bonfim, 27 – Bairro Vitor Dantas.

Atendimento ao doador: por ordem de agendamento da doação pelo telefone (43) 3520-3503 ou WhatsApp (43) 98864-5917 e também atendimento sem agendamento por ordem de chegada, conforme a capacidade técnica do serviço.

Horário de coleta: Segunda a Sexta-feira: das 7h30 às 10h50.

Foz do Iguaçu

HEMONÚCLEO (HN) DE FOZ DO IGUAÇU – 9ª Regional de Saúde

Avenida Gramado, 364, Vila A.

Horário de coleta: Segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. Sábado, das 7h30 às 12h.

Francisco Beltrão

HEMONÚCLEO (HN) DE FRANCISCO BELTRÃO – 8ª Regional de Saúde

Rua Marília, 1327 – Bairro Entre Rios.

Atendimento ao doador: por ordem de agendamento da doação via internet ou pelo telefone (46) 3211-3650.

Horário de coleta: Segunda a Sexta-feira das 8h às 11h e das 13h às 15h30.

Guarapuava

HEMOCENTRO REGIONAL (HR) DE GUARAPUAVA – 5ª Regional de Saúde

Rua Afonso Botelho, 134.

Atendimento ao doador: por ordem de agendamento pelo WhatsApp (42) 98878-6311.

Horário de coleta: Segunda a Sexta-feira: das 7h30 às 11h e das 12h30 às 13h30.

Irati

UNIDADE DE COLETA E TRANSFUSÃO (UCT) DE IRATI – 4ª Regional de Saúde

Rua Coronel Gracia, 761, Centro.

Atendimento ao doador: por ordem de agendamento da doação via internet ou pelo WhatsApp (42) 3422-6240.

Horário de coleta: Segunda, Quarta e Sexta-feira: das 13h às 15h30. Terça e Quinta-feira: das 8h às 10h30.

Jacarezinho

UNIDADE DE COLETA E TRANSFUSÃO (UCT) JACAREZINHO – 19ª Regional de Saúde

Rua Coronel Cecílio Rocha, 425, Centro.

Atendimento ao doador: por ordem de chegada.

Horário de coleta: Segunda a quinta-feira: das 13h às 16h30. Sexta-feira: das 8h às 11h30.

Londrina

HEMOCENTRO REGIONAL (HR) DE LONDRINA – 17ª Regional de Saúde

Rua Claudio Donizeti Cavalliere, 156, Jardim Aruba. Anexo ao Hospital Universitário.

Atendimento ao doador: De segunda a sexta-feira atendimento por ordem de chegada (não é necessário agendamento). Aos sábados, necessário agendamento da doação via internet ou pelo WhatsApp (43) 99115-3927.

Segunda a Sexta feira: das 8h às 18h. Sábado: das 8h às 17h (necessário agendamento).

Maringá

HEMOCENTRO REGIONAL (HR) DE MARINGÁ – 15ª Regional de Saúde

Avenida Mandacaru, 1600, Jardim Laranjeiras (ao lado do Hospital Universitário).

Atendimento ao doador: por ordem de chegada sem agendar. Pode ser realizado agendamento da doação via internet para reservar horário.

Horário de coleta: Segunda a sexta das 7h às 18h. Sábado das 7h às 12h15.

Paranaguá

UNIDADE DE COLETA E TRANSFUSÃO (UCT) DE PARANAGUÁ – 1ª Regional de Saúde

Av. Gabriel de Lara, 481, Alto São Sebastião.

Atendimento ao doador: por ordem de agendamento da doação via internet ou pelo telefone (41) 3420-6662 ou pelo WhatsApp (41) 3420-6663.

Horário de coleta: Segunda-feira: das 13h às 16h. Terça a Quinta-feira: das 8h às 11h e das 13h às 16h. Sexta-feira: das 8h às 12h.

Paranavaí

HEMONÚCLEO (HN) DE PARANAVAÍ – 14ª Regional de Saúde

Rua Rua Rio Grande do Sul, 2490, Centro.

Atendimento ao doador: por ordem de agendamento da doação via internet ou pelos telefones (44) 3421-3588 | (44) 3421-3592 ou pelo WhatsApp (44) 98817-1128.

Horário de coleta: Segunda, Terça, Quinta e Sexta-feira: das 7h30 às 11h e das 13h às 14h30. Quarta-feira: das 7h30 às 11h.

Pato Branco

HEMONÚCLEO (HN) DE PATO BRANCO – 7ª Regional de Saúde

Rua Paraná, 1633, Centro.

Atendimento ao doador: por ordem de agendamento da doação via internet ou pelo WhatsApp (46) 99136-3940.

Horário de coleta: Segunda a Sexta-feira: das 8h às 11h15 e das 13h às 16h15.

Ponta Grossa

HEMONÚCLEO (HN) DE PONTA GROSSA – 3ª Regional de Saúde

Rua General Osório, 427, Centro.

Atendimento ao doador: por ordem de agendamento via internet e também sem agendamento com senha entregue conforme a capacidade técnica do serviço.

Horário de coleta: Segunda a sexta-feira: das 8h às 11h e das 13h às 16h.

Telêmaco Borba

UNIDADE DE COLETA E TRANSFUSÃO (UCT) DE TELÊMACO BORBA – 21ª Regional de Saúde

Av. Avenida Marechal Floriano Peixoto, 250, Alto das Oliveiras.

Horários de coleta: segunda a sexta-feira das 8h às 11h e das 13h às 16h.

Atendimento ao doador: por ordem de chegada.

Horário de coleta: Segunda a Sexta-feira: das 8h às 11h e das 13h às 16h.

Toledo

UNIDADE DE COLETA E TRANSFUSÃO (UCT) DE TOLEDO – 20ª Regional de Saúde

Rua Eugênio Gustavo Keller, 1612 – Jardim Coopagro. Esquina com Rua Anne Russ.

Atendimento ao doador: por ordem de agendamento da doação via internet ou pelo telefone (45) 3379-1993 ou pelo WhatsApp (45) 98821-3171.

Horário de coleta: Segunda-feira: das 7h30 às 10h30 e das 13h às 14h30. Terça-feira: das 8h às 10h30 e das 13h às 15h. Quarta-feira: das 7h30 às 10h30 e das 13h às 15h. Quinta e Sexta-feira: das 8h às 10h30 e das 13h às 15h.

Umuarama

HEMONÚCLEO (HN) DE UMUARAMA – 12ª Regional de Saúde

Avenida Manaus, 4444, Centro Cívico.

Atendimento ao doador: por ordem de agendamento da doação via internet ou pelo telefone (44) 3621-8307.

Horário de coleta: Segunda a Sexta-feira: das 8h às 11h30 e das 13h às 16h.

União da Vitória

HEMONÚCLEO (HN) DE UNIÃO DA VITÓRIA – 6ª Regional de Saúde

Rua Castro Alves, 26, Centro.

Atendimento ao doador: por ordem de agendamento da doação via internet ou de agendamento pelos telefones (42) 3522-1365 ou (42) 3522-1793.

Horário de coleta: Segunda a Sexta-feira: das 13h às 16h.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Sífilis segue em crescimento acelerado no Brasil

Dados do Ministério da Saúde, divulgados em outubro deste ano, mostram que a sífilis continua em ritmo acelerado de crescimento no Brasil, acompanhando uma tendência mundial. A situação é mais grave entre as gestantes: entre 2005 e junho de 2025, o país registrou 810.246 casos de sífilis em gestantes, com 45,7% dos diagnósticos na Região Sudeste, 21,1% no Nordeste, 14,4% no Sul, 10,2% no Norte e 8,6% no Centro-Oeste.

A taxa nacional de detecção alcançou 35,4 casos por mil nascidos vivos em 2024, o que revela o avanço da transmissão vertical, quando a infecção passa da mãe para o bebê.

Segundo a ginecologista Helaine Maria Besteti Pires Mayer Milanez, membro da Comissão Nacional Especializada em Doenças Infectocontagiosas da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a luta para controlar os números da sífilis congênita se estende desde a década de 1980.

“Na realidade, sempre tivemos problema com a questão da sífilis no Brasil. Ainda não conseguimos encarar a redução dessas cifras há muitos anos”, disse à Agência Brasil.

Apesar de ser uma doença mais fácil de diagnosticar, rastrear e barato de tratar, em relação ao HIV, por exemplo, ainda não conseguimos o enfrentamento adequado para a redução significativa entre as mulheres jovens e também em fetos recém-nascidos.

“Então, temos um problema sério no Brasil, tanto com relação à população adulta jovem e, consequentemente, na população em idade reprodutiva, e daí o aumento na transmissão vertical.” Para a médica, a sífilis é um desafio que ainda não conseguiu resultados positivos, diferentemente do que foi conseguido em relação ao HIV.

Subdiagnóstico

Helaine apontou que, “infelizmente”, a população da área da saúde subdiagnostica a infecção. O exame que se realiza para fazer a identificação da sífilis através do sangue é o VDRL (do inglês Venereal Disease Research Laboratory), teste não treponêmico, mais usado no Brasil.

Ele não é específico do treponema, mas tem a vantagem de indicar a infecção e acompanhar a resposta ao tratamento. Outro teste é o treponêmico, que fica positivo e nunca mais negativo.

A ginecologista explicou que o que tem acontecido, na prática, é o profissional da saúde ao ver o exame treponêmico positivo e o não treponêmico negativo, assumir que aquilo é uma cicatriz e não precisa tratar.

“Esse é o grande erro. A maioria das grávidas estará com um teste não treponêmico ou positivo ou com título baixo. Aí, ela mantém o ciclo de infecção que infecta o parceiro sexual e seu feto dentro do útero”. A interpretação inadequada da sorologia do pré-natal tem sido um problema, segundo a médica.

Outro problema é o não tratamento da parceria sexual.

“Muitas vezes, os parceiros ou são inadequadamente tratados ou não tratados, e aí as bacatérias continuam circulando na gestante e no parceiro que não foi tratado e ele reinfecta a mulher grávida e, novamente, ela tem risco de infectar a criança.”

O não diagnóstico adequado, a não valorização da sorologia no pré-natal acabam levando ao desfecho de uma criança com sífilis congênita.

A Febrasgo promove cursos de prevenção e tratamento das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) aos profissionais de saúde, além de produzir vários materiais técnicos de esclarecimento da população de médicos para que abordem de modo adequado as pacientes.

Helaine Martinez participa ainda do grupo de transmissão vertical do Ministério da Saúde, que tem, há muitos anos, protocolo clínico e diretrizes terapêuticas da transmissão vertical de sífilis, HIV e hepatites virais. O material está disponível online para qualquer pessoa que queira acessá-lo.

“A gente fala que não é falta de informação. Mas precisa aplicar e estudar para ter o conhecimento adequado. Hoje a ocorrência de sífilis congênita é um dos melhores marcadores da atenção pré-natal”.

Infectados

A população que mais infecta agora por sífilis e HIV no Brasil é a situada entre 15 e 25 anos e também a terceira idade. “A população jove, porque caiu o medo em relação às infecções sexualmente transmissíveis, e acabou abandonando os métodos de barreir. Quanto ao HIV, não existe mais aquele terror, porque é uma doença crônica tratável. Isso fez com que os adultos jovens baixassem a guarda na prevenção das infecções sexualmente transmissíveis”.

Já a terceira idade, com o consequente aumento da vida sexual ativa, com uso de remédios como o Viagra, que melhora a performance sexual dos homens mais velhos, e a falta do receio, porque não tem o risco de gravidez, contribui para o abandono dos métodos de barreira.

Um problema sério no Brasil é que a maioria das mulheres grávidas, mais de 80%, não tem sintoma da doença durante a gestação. Elas têm a forma assintomática, chamada forma latente. Com isso, se o exame não for interpretado da maneira adequada, a doença não será tratada e ela vai evoluir para a criança infectada.

Helaine Martinez afirmou que o homem também tem grande prevalência da doença assintomática atualmente. A partir do momento em que o indivíduo entra em contato com o treponema, ele desenvolve uma úlcera genital, que pode também ser na cavidade oral. Aí, esse cancro, na maior parte das vezes, aparece no órgão genital externo, na coroa do pênis. Já na mulher, a lesão fica escondida no fundo da vagina ou no colo do útero. Não é comum ela ficar na vulva. Portanto, ela passa despercebida para a mulher.

Riscos

O que acaba acontecendo é que no homem, mesmo sem tratar a sífilis, a lesão desaparece. Se ele não tiver agilidade e buscar atendimento, a lesão pode desaparecer, ele acaba não sendo tratado e acumula alto risco de transmitir para sua parceira sexual.

Tanto a lesão da parte primária, que é o cancro, desaparece sem tratamento. Pode aparecer uma vermelhidão no corpo todo que também desaparece mesmo sem tratamento. O grande problema da sífilis é que a doença tem um marcador clínico de lesão na fase primária e secundária, mas a parte latente é assintomática e, mesmo nessa fase, o homem transmite a doença. A maioria desses homens não tem sintoma e, se não fizerem exame, não são identificados, indicou a especialista.

O único método que identifica o paciente é raspar a lesão e fazer a pesquisa do treponema porque, na fase inicial, os exames laboratoriais do sangue do paciente podem ser negativos. Mas eles positivam em média em duas ou três semanas.

Carnaval

A ginecologista afirmou que com a proximidade das festas carnavalescas, o contágio por sífilis é uma ameaça constante, porque as práticas sexuais com proteção nem sempre são utilizadas nessa época do ano.

“O abandono dos métodos de barreira tem feito crescer, infelizmente, as infecções sexualmente transmissíveis”.

Ela lembrou que, atualmente, já existe um recurso para o HIV, que é a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição). Trata-se de um medicamento antirretroviral tomado por pessoas sem HIV 24 horas antes de a pessoa se expor a uma relação de risco, para prevenir a infecção. O medicamento reduz o risco em mais de 90% quando usado corretamente, através de comprimidos diários ou injeções, sendo ideal para populações-chave em maior risco e disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil.

Sem tratamento, a infecção pode evoluir para a fase secundária, caracterizada por um exantema difuso (manchas na pele), que atinge inclusive as palmas das mãos e as plantas dos pés. A doença também pode provocar alopecia em “caminho de rato” e condiloma plano (lesão genital).

“A fase secundária apresenta grande quantidade de treponemas circulantes (altos níveis da bactéria no sangue). Em gestantes, a chance de acometimento fetal chega a 100% quando a gestante apresenta a sífilis recente, o que torna o diagnóstico e o tratamento ainda mais urgentes”, destacou a médica.

As informações são da Agência Brasil.

SIMEPAR, CRM-PR, FASP e Prefeitura de Paranaguá se reúnem para discutir futuro da Fundação de Saúde

No dia 11 de dezembro de 2025, o Presidente do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), Dr. Romualdo Gama e o Presidente do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar), Dr. Marlus Volney de Morais, foram a Paranaguá participar de uma reunião com a Direção-Geral da Fundação de Atenção em Saúde de Paranaguá (FASP), Wilson Eugênio Gomes de Moraes, e com a Secretaria Municipal de Saúde, Daniel Fangueiro. Da reunião participaram, também, as assessorias jurídicas dos envolvidos.

A reunião foi solicitada pelo CRM-PR e pelo SIMEPAR em razão de denúncias afetas às condições de trabalho médico e, em especial, em razão de recente reunião do Conselho Curador da Fundação, em que se apontou que o contrato de gestão entre Município e Fundação se encerraria em março de 2026, seguido da extinção da Fundação e demissão de todos os profissionais de saúde.

Os participantes da reunião.

Durante a reunião, os presidentes das entidades médicas presentes destacaram a preocupação com a demissão dos profissionais médicos, todos contratados via concurso público. A Administração Municipal foi questionada acerca da razão, e apontou que os médicos concursados seriam substituídos por médicos terceirizados.

As assessorias jurídicas presentes manifestaram a discordância em relação à pretensão da gestão pública municipal, na medida em que tal comportamento, além de violar a regra do concurso público, caracteriza descumprimento de coisa julgada formada em ação civil pública em que, no passado, Município, Fundação e Sindicato concordaram que não haveria substituição da mão-de-obra médica dos concursados por terceirizados, ficando as hipóteses de terceirização restritas a algumas exceções.

O Simepar destacou que há indicativo de precarização das relações de trabalho, com perda da qualidade do atendimento, na medida que a rotatividade de médicos imposta por contratos decorrentes de credenciamento e outras formas de terceirização, prejudica a qualidade do atendimento, o que preocupa, igualmente, o CRM-PR.

Ficou ajustado que a questão seria levada à reunião com a Procuradoria do Município. As entidades médicas solicitaram, então, reunião com a Procuradoria-Geral do Município.

Vacina contra a Dengue do Instituto Butantan começa a ser aplicada em janeiro

O Ministério da Saúde anunciou, nesta terça-feira (9), as diretrizes para o uso da nova vacina contra a dengue, o primeiro imunizante de dose única produzido integralmente no Brasil pelo Instituto Butantan.

As primeiras 1,3 milhão de doses já fabricadas serão destinadas aos profissionais da Atenção Primária, que atuam nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e em visitas domiciliares, seguindo a recomendação da Câmara Técnica de Assessoramento de Imunização (CTAI). A previsão é de que o lote inicial esteja disponível até o fim de janeiro de 2026.

Durante o anúncio, o ministro Alexandre Padilha destacou a importância de proteger os trabalhadores que lidam diretamente com os primeiros atendimentos de dengue.

“A vacinação já começa com a produção do Butantan, que vai disponibilizar volume suficiente para iniciarmos a imunização dos profissionais da atenção primária em todo o país. A atenção primária é a porta de entrada para os casos de dengue, por isso é fundamental proteger o mais rápido possível esses profissionais”, afirmou.

Com a ampliação da capacidade produtiva, o ministério pretende estender a vacinação ao público geral. A campanha deverá começar pelos adultos de 59 anos e avançar gradualmente até atingir a faixa dos 15 anos.

O aumento da oferta de doses será possível graças a uma parceria entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa WuXi Vaccines, responsável pela produção em maior escala e pela transferência de tecnologia.

A definição do público prioritário levou em conta critérios técnicos e o perfil epidemiológico do país, discutidos na reunião da CTAI realizada em 1º de dezembro.

Impacto na população

Parte das doses será destinada a uma estratégia específica em Botucatu (SP), que servirá como área de estudo para avaliar o impacto da vacinação em massa na dinâmica da doença. Diferentemente do restante do país, o município deverá iniciar mais rapidamente a vacinação de toda a população de 15 a 59 anos.

A expectativa é que, com adesão entre 40% e 50% do público-alvo, já seja possível observar impacto significativo no controle da dengue.

Durante a pandemia de covid-19, Botucatu também participou de uma iniciativa semelhante de vacinação em massa. Outros municípios com predominância do sorotipo DENV-3 — considerado determinante para o aumento de casos em 2024 — também estão sendo avaliados para integrar a estratégia.

Eficácia

A vacina desenvolvida pelo Butantan demonstrou eficácia de 74,7% contra a dengue sintomática em pessoas de 12 a 59 anos e de 89% contra formas graves e com sinais de alarme, segundo estudos apresentados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que concedeu o registro ao imunizante na segunda-feira (8).

O Sistema Único de Saúde (SUS) já oferece uma outra vacina contra a dengue, fabricada por um laboratório japonês e aplicada em duas doses, destinada a adolescentes de 10 a 14 anos.

Desde 2024, quando o Brasil se tornou o primeiro país a incorporar o imunizante na rede pública, mais de 7,4 milhões de doses foram aplicadas. Para 2026, o Ministério da Saúde garantiu 9 milhões de doses desse imunizante, com previsão de mais 9 milhões para 2027.

As informações são da Agência Brasil.

Projeto de Lei que pode corrigir injustiça contra Médicos/as e Veterinários/as TAEs já está no Congresso

A Presidência da República enviou ao Congresso na semana passada uma mensagem de iniciativa da Ministra Esther Dweck, do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. A mensagem foi automaticamente transformada em Projeto de Lei. Essa iniciativa produz alterações em diversas carreiras do Serviço Público Federal; entre elas “reajusta a remuneração dos cargos de Médico e de Médico Veterinário do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação”.

O Projeto de Lei de número 6170/2025 iniciou sua tramitação na quarta-feira, 03/12. Ele já chegou com regime de urgência, o que deve acelerar seu percurso com o prazo de 45 dias para apreciação, isso descontado o recesso parlamentar de fim de ano.

Esse projeto poderá reverter as injustiças criadas pela Lei Federal nº 15.141/2025, que concedeu reajustes e reestruturou as carreiras de diversas categorias de Servidores Federais que estavam há sete anos sem qualquer reajuste ou reposição inflacionária.

Mas a Lei 15.141/2025 foi cruel com os/as Médicos e Médicos Veterinários que atuam nas Instituições Federais de Ensino. Os Técnicos Administrativos em Educação (TAEs) receberam 9% de reajuste neste ano de 2025, enquanto os Médicos e Médicos Veterinários que também são TAEs ficaram com somente 4,5%. Para o ano de 2026, os Médicos e Médicos Veterinários TAEs receberão mais 4,5% de acordo com a Lei 15.141/2025, enquanto os demais servidores receberão 5%.

Os profissionais da Medicina e Medicina Veterinária também foram excluídos do reajuste das progressões. A diferença dos “steps” (passos) entre um nível e outro era de 3,9% e passou para 4% neste ano, e 4,1% no ano de 2026 para todos os Técnicos Administrativos em Educação. Menos para os Médicos e Médicos Veterinários TAEs, que ficam no patamar anterior, sofrendo com o achatamento das carreiras.

Todos esses reajustes foram fruto de um acordo firmado pelo conjunto dos servidores federais, incluindo os Médicos e Médicos Veterinários TAEs. E somente esses últimos sofreram a discriminação e tiveram o acordo descumprido por parte do Governo Federal.

Esse novo Projeto de Lei é fruto de intensa mobilização de Médicas, Médicos e Veterinários/as de todo o País. A Federação Médica Brasileira, seus sindicatos de base e organizações representativas de médicos e médicos-veterinários, trabalharam de forma contínua e em diversas frentes para que as injustiças fossem corrigidas.

A FMB patrocinou uma ação judicial na Justiça Federal contestando a desigualdade imposta pela Lei 15.141/2025, garantindo tratamento isonômico aos médicos e veterinários TAEs. Também foram feitas mobilizações e conversas com gestores do Poder Executivo, Deputados/as e Senadores/as.

Durante toda a mobilização, o Dr. Darley Rugeri Wollmann Junior, Vice-Presidente do Simepar, atuou como interlocutor com Reitoria da UFPR, a Superintendência do CHC-Ebserh e da própria Federação Médica Brasileira. Dr. Darley também é servidor Técnico Administrativo em Educação, atuando no Complexo Hospitalar de Clínicas da UFPR.

Para a FMB, o projeto encaminhado ao Congresso corrige a fratura inédita na carreira de médicos e médicos-veterinários, garantindo a paridade no reajuste salarial dos TAEs; e o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), medida que estimula o desempenho e valoriza a experiência profissional nas Instituições Federais de Ensino.

A Federação Médica Brasileira considera essa etapa uma vitória coletiva, fruto da perseverança e do diálogo permanente, aberto e democrático.

O Simepar e a FMB seguirão acompanhando a tramitação do Projeto de Lei até a sua aprovação definitiva, reafirmando seu compromisso em defender a isonomia, a valorização e a dignidade dos médicos que atuam nas Universidades Federais.

Porém, mesmo que sejam corrigidas as injustiças Lei 15.141/2025 em reajustes futuros, os profissionais da Medicina e Medicina Veterinária já amargaram um ano de reajuste menor e isso resultou em perdas que dificilmente serão repostas.

No Paraná, são cerca de 300 (trezentos) Médicas e Médicos Servidores Federais Estatutários que são TAEs que trabalham no Complexo Hospitalar de Clínicas da Universidade Federal do Paraná. O “Hospital de Clínicas”, ou “HC”, como é conhecido popularmente, é o maior Hospital Público e principal Hospital Terciário do Paraná; recebendo pacientes de todo Estado nos atendimentos de média e alta complexidade.

São profissionais altamente qualificados, que há décadas se dedicam à Saúde Pública e à Educação. Muitos deles estiveram na “linha de frente” do enfrentamento da pandemia de Covid-19. Merecem todo o respeito e, no mínimo, os mesmos reajustes salariais dos demais Servidores Federais Técnicos Administrativos em Educação.

Com informações da FMB.

Dirigentes do Simepar participam da etapa paranaense da II Conferência Nacional do Trabalho

O Dr. Darley Rugeri Wollmann Junior, Vice-Presidente; e o Dr. Brasil Vianna Neto, Primeiro Tesoureiro do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) participaram no dia 03 de dezembro, da etapa estadual da II Conferência Nacional do Trabalho (II CNT), integrando a bancada da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

O evento reuniu representantes de trabalhadores, empregadores e governo das três esferas para discutir os desafios do mundo do trabalho e construir propostas que serão apresentadas na etapa nacional, prevista para março de 2026, em São Paulo.

Ao longo do dia, os participantes debateram temas como qualificação profissional, inclusão produtiva, impactos das novas tecnologias, fortalecimento da negociação coletiva e ampliação da formalização das relações de trabalho.

Segundo o Dr. Darley Rugeri Wollmann Junior, as propostas liberalizantes da bancada dos empregadores junto com o governo estadual foram duramente combatidas pelos trabalhadores, demonstrando que o consenso entre “Capital e Trabalho”, no que tange ao trabalho decente e à justiça social, está longe de ser unanimidade.

As 14 propostas aprovadas seguem agora para a etapa nacional, onde contribuirão para definir diretrizes que orientarão o futuro das políticas públicas de trabalho e emprego no país.]

Com informações do Ministério do Trabalho e Emprego.

Curitiba convoca gestantes para vacinação contra Vírus Sincicial Respiratório

A Prefeitura de Curitiba convoca gestantes a partir da 28ª semana de gravidez para se vacinarem contra o vírus sincicial respiratório (VSR). A partir desta sexta-feira (5/12), a vacina, recentemente incorporada ao Programa Nacional de Imunização (PNI), estará disponível gratuitamente pelo SUS em 109 unidades de saúde da cidade. O objetivo da imunização é reduzir casos de bronquiolite em recém-nascidos.

Confira AQUI os locais de vacinação.

“Na rede privada, esta vacina chega a custar até R$ 1,5 mil. A incorporação desta vacina no SUS é um avanço para a proteção dos recém-nascidos de uma das infecções respiratórias mais graves do período neonatal”, explica a secretária municipal da Saúde de Curitiba, Tatiane Filipak.

Segundo a secretária, a vacinação da gestante tem como objetivo a transferência de anticorpos pela placenta, para proteção do bebê nos primeiros meses de vida.

Estima-se que Curitiba tenha 13,5 mil gestantes – cerca de 4,5 mil estariam elegíveis para a vacinação já neste momento, pois estariam com a idade gestacional mínima preconizada para esta imunização. Destas, aproximadamente 3 mil são acompanhadas pelo SUS Curitibano, mas todas as gestantes elegíveis podem se vacinar na rede pública, apresentando documentação. VEJA QUAL.

Como se vacinar

A vacinação contra o VSR é de dose única, a cada gestação. Outras vacinas de rotina da gestante, como a dTpa (coqueluche, difteria e tétano), contra influenza e covid-19, poderão ser realizadas simultaneamente.

Para se vacinar contra o VSR na rede municipal da Saúde de Curitiba, é preciso estar com 28 semanas de gestação ou mais e apresentar documento de identidade com foto. Não há restrição em relação à idade materna.

As gestantes acompanhadas pelo SUS Curitibano não precisam apresentar documentação comprovando a idade gestacional, pois as informações estão inseridas no prontuário eletrônico.

As demais gestantes devem apresentar alguma documentação que comprove o período gestacional mínimo de 28 semanas, como carteira de gestante, ultrassom recente, carta ou prescrição do médico, entre outros.

“O ideal é que a vacinação ocorra até dez dias antes do parto, para que uma quantidade suficiente de anticorpos maternos seja transferida para o feto”, alerta a médica infectologista da Secretaria Municipal da Saúde, Marion Burger.

Importância da vacinação

Estima-se que o VSR é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% dos casos de pneumonia em crianças menores de 2 anos.

Em 2025, até a 22 de novembro, o Brasil registrou 43,2 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados por VSR. Desses casos, a maior concentração de hospitalizações ocorreu em crianças com menos de 2 anos de idade, totalizando cerca de 35,5 mil ocorrências, o que representa 82,5% do total de casos de SRAG por VSR no período.

Em Curitiba, foram registrados em 2025, até o dia 2 de dezembro, 3.790 casos de SRAG. Em 2.260 houve detecção do vírus causador. O VSR foi o campeão com 693 casos registados – o equivalente a 31% dos casos de SRAG deste ano causados por vírus. A influenza, segunda colocada, totalizou 665 casos.

Na análise por idade, fica clara a prevalência de infecções graves por VSR nos bebês. Dos 693 casos de SRAG por VSR detectados em moradores de Curitiba, 401 foram em bebês menores de 1 ano de idade – o que corresponde a 58% do total. Entre 1 a 4 anos, foram 141 casos. Ou seja, as crianças com idades de 0 a 4 anos somaram 78% dos casos de SRAG por VSR em Curitiba em 2025.

“Crianças menores de 6 meses tem maior risco para doença grave e óbito por VSR. A vacina oferecerá proteção imediata aos recém-nascidos de mães vacinadas, reduzindo hospitalizações”, afirma Marion. “A vacinação materna demonstrou uma eficácia de 81,8% na prevenção de doenças respiratórias graves causadas pelo VSR nos bebês durante os primeiros meses após o nascimento”, completou.

Sintomas e tratamento

A maioria das crianças infectadas pelo VSR apresenta sintomas leves, geralmente semelhantes aos sintomas de um resfriado comum. Inicialmente, há coriza, tosse leve e, em alguns casos, febre.

Em menores de 2 anos a infecção pode evoluir para sintomas mais graves e associados à bronquiolite, com piora da tosse, dificuldade para respirar, aumento da frequência respiratória — com chiado a cada expiração — e dificuldade também para mamar e deglutir. Como sinal da menor oxigenação, dedos e lábios podem ficar azulados.

Não existe tratamento antiviral para a infecção por VSR. O manejo dos pacientes internados geralmente envolve suporte ventilatório, suplementação de oxigênio, conforme necessário, aspiração adequada das secreções respiratórias e hidratação endovenosa.

As informações são da Prefeitura de Curitiba.

Verão com Saúde: pequenos cuidados podem evitar a incidência de viroses

Com as temperaturas mais altas e a proximidade da temporada de verão, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa-PR) orienta a população sobre a incidência de viroses – os problemas que podem causar e cuidados para se proteger.

A maior preocupação é com as Doenças Diarreicas Agudas (DDAs), cujos casos podem ser leves ou graves. A atenção deve ser redobrada com os idosos, crianças, gestantes e com pessoas que estejam com baixa imunidade. A doença é transmitida, principalmente, pela via fecal-oral, pelo consumo de água e alimentos contaminados, contato com objetos e pessoa a pessoa.

Segundo dados da Sesa, o Paraná registrou, em janeiro de 2025, 27 surtos de DDAs, um número considerado alto em comparação ao mesmo período do ano passado, com 5. Os surtos são identificados quando pelo menos duas pessoas apresentam sintomas de diarreia resultante do consumo do mesmo alimento ou água contaminada, com vínculo entre os doentes em um espaço geográfico determinado.

Além dos surtos, as Unidades Sentinelas de DDA Saúde registraram 12.198 casos na primeira semana epidemiológica de 2025. Número também maior do que o mesmo período de 2024, quando foram contabilizados 9.067.

“Os cuidados tomados pela população se somam aos esforços da Secretaria da Saúde para evitar doenças que possam se transformar em surtos. Quando nos deparamos com situações como essas, estamos prontos para o atendimento onde for. Mesmo assim, é essencial tomar os cuidados para evitar a doença”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

De acordo com dados do Laboratório Central do Estado (Lacen), os exames apontaram que, em janeiro e fevereiro deste ano, o norovírus (vírus de alto contágio que causa condições gastrointestinais) foi responsável por 37% dos casos no Paraná.

CUIDADOS – As DDAs são caracterizadas por três episódios ou mais de diarreia em 24 horas e podem estar ou não associadas a outros sintomas, como náusea, vômito ou dor abdominal.

Os sintomas podem durar entre 3 e 14 dias. Em caso de adoecimento, é preciso fazer a ingestão de bastante água para evitar desidratação, além de uma alimentação leve e balanceada para regular a flora intestinal. Os médicos lembram que fazer automedicação pode piorar os sintomas. O correto é buscar ajuda na unidade de saúde para avaliação médica caso os sintomas persistam.

Confira algumas ações que evitam as DDAs:

– Lavar sempre as mãos antes e depois de utilizar o banheiro, trocar fraldas, manipular/preparar os alimentos, amamentar, tocar em animais.

– Lavar e desinfetar as superfícies, utensílios e equipamentos usados na preparação de alimentos.

– Proteger os alimentos e as áreas da cozinha contra insetos, animais de estimação e outros animais (guardar os alimentos em recipientes fechados).

– Guardar a água tratada em vasilhas limpas e de boca estreita para evitar a recontaminação.

– Não utilizar água de riachos, rios, cacimbas ou poços contaminados.

– Ensacar e manter a tampa do lixo sempre fechada. Quando não houver coleta de lixo, este deve ser enterrado.

– Usar sempre o vaso sanitário, mas se isso não for possível, enterrar as fezes sempre longe dos cursos de água.

– Manter o aleitamento materno, que aumenta a resistência das crianças contra as diarreias, evitando o desmame precoce.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.