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[VÍDEO] Anvisa analisa a comercialização de autotestes para o diagnóstico da Dengue

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avalia a possibilidade de comercialização de autotestes para dengue. A expectativa é que os testes para o diagnóstico da doença possam ser encontrados em redes de farmácias, como ocorre atualmente com os testes para a Covid-19. O diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, afirmou em entrevista ao programa A Voz do Brasil, desta segunda-feira (11/03), que as tratativas com o Ministério da Saúde estão em andamento.

“Esses entendimentos já começaram. A dengue é uma doença de notificação compulsória, então é necessário que haja uma política pública, gerada pelo Ministério da Saúde nesse sentido. Mesmo no caso do [autoteste] que o próprio cidadão poderá realizar, é importante que os sistemas de monitoramento sejam notificados para que se possa computar todos esses dados de todo o Brasil”, destacou.

De acordo com o Ministério da Saúde, até o momento, o Brasil registra mais de 1,5 milhão de casos prováveis e 391 mortes pela doença. Com foco no combate à dengue, a Anvisa anunciou, na última semana, que os pedidos de registro dos testes utilizados em laboratórios e farmácias para identificar a doença serão prioridade.

A medida vale para as solicitações em andamento e as que forem protocoladas nos próximos 60 dias. O objetivo é ampliar o fornecimento de meios para o diagnóstico precoce da doença, permitindo uma resposta mais rápida no controle da epidemia.

Durante a entrevista, o diretor-presidente da Anvisa destacou, ainda, a importância da prevenção. “O repelente é uma estratégia muito importante. Nós temos mais de 600 registros de repelentes no Brasil e nada nos leva a crer neste momento que possa haver algum tipo de desabastecimento”.

“Para resolver o problema agora: combate ao foco do mosquito, prevenção contra o mosquito: uso do repelente”, concluiu Antonio Barra Torres.

Confira a entrevista completa:

As informações são da Agência Gov

Ministério da Saúde inicia pesquisa sobre sequelas da Covid-19 na população

Ministério da Saúde iniciou, nesta segunda-feira (11), a segunda fase da coleta de dados do maior estudo de base populacional sobre a Covid-19 no Brasil. A ‘Epicovid 2.0: Inquérito nacional para avaliação da real dimensão da pandemia de COVID-19 no Brasil’.

O estudo é coordenado pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) e encomendado à Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Durante o mês de março, serão realizadas visitas domiciliares a 33.250 pessoas que tiveram covid-19 em 133 municípios brasileiros. O objetivo é levantar dados para subsidiar a criação de políticas públicas direcionadas ao tratamento das chamadas condições pós-covid (covid longa), que são as sequelas da doença.

“A Epicovid 2.0 faz parte do trabalho de fortalecimento do monitoramento da Covid-19, que o Ministério da Saúde vem realizando desde maio de 2023”, explica a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), Ethel Maciel. De acordo com a secretária, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 20% das pessoas, independentemente da gravidade da doença, desenvolvem condições pós-covid. Neste sentido, segundo ela, é preciso apurar os dados relativos ao Brasil para ampliar serviços, como atendimento neurológico, fisioterapia e assistência em saúde mental.

Ainda segundo a secretária, não existe, até o momento, estimativas internacionais e nacionais que deem elementos sobre qual é o impacto da Covid-19 a longo prazo. “Trata-se de uma doença nova. Ainda estamos aprendendo com esse vírus, e a ‘covid longa’ nos preocupa muito. A partir desse estudo de base populacional, vamos conseguir ter informações, como quantas vezes a pessoa teve a doença e se os sintomas persistem”, explica.

De acordo com o epidemiologista Pedro Hallal, que irá coordenar o estudo, a expectativa é que o período de coleta dos dados dure entre 15 e 20 dias. “O Epicovid 2.0 é uma nova fase do estudo iniciado em 2020. Embora agora não estejamos mais sob uma pandemia grave como tivemos, o vírus continua na sociedade e seus efeitos na vida das pessoas também. Esse agora é o nosso alvo, entender o impacto da doença na vida das pessoas e das famílias brasileiras”, explica.

Dinâmica do Epicovid 2.0

A pesquisa usará informações de 250 cidadãos de cada um dos municípios que já fizeram parte das quatro rodadas anteriores do trabalho científico, em 2020 e 2021. Para isso, equipes de entrevistadores visitarão as residências para ouvir os moradores sobre questões centradas em pontos como: vacinação, histórico de infecção pelo coronavírus, sintomas de longa duração e os efeitos da doença sobre o cotidiano.

Todos os participantes serão selecionados de forma aleatória, por sorteio. Somente uma pessoa por residência responderá ao questionário. Hallal esclarece que, diferente das primeiras etapas da pesquisa, na atual não haverá qualquer tipo de coleta de sangue ou outro teste de Covid.

Além do Ministério da Saúde e da UFPel, estão diretamente envolvidas no estudo a Universidade Católica de Pelotas (UCPel), Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Entrevistadores identificados

Todas as entrevistas serão realizadas pela empresa LGA Assessoria Empresarial, contratada pelo Ministério da Saúde para a tarefa após apresentar a melhor proposta em pregão eletrônico. Os profissionais que farão o contato direto com os moradores para a coleta dos dados receberam treinamento e estarão devidamente identificados com crachás da empresa e coletes brancos com as marcas da UFPel, da Fundação Delfim Mendes Silveira (FDMS) e da LGA.

Para auxiliar com o processo de divulgação e esclarecimento da população, as prefeituras das 133 cidades envolvidas no estudo foram comunicadas do trabalho – por meio de suas secretarias municipais de Saúde – e participaram de reunião online com Pedro Hallal e integrantes do Ministério da Saúde. A orientação é que, em caso de dúvidas, os moradores entrem em contato com as prefeituras.

A empresa LGA também pode ser acionada através dos telefones (31) 3335-1777 e (31) 99351-2430. Informações sobre o Epicovid 2.0 também estão disponíveis nos sites do Ministério da Saúde e da Universidade Federal de Pelotas.

Primeiras fases do estudo

Entre 2020 e 2021, o Epicovid-19 serviu para traçar um retrato da pandemia que auxiliou cientistas e autoridades em saúde pública a compreender melhor os efeitos e a disseminação do coronavírus no país. Entre as principais conclusões, o estudo apontou que a quantidade de pessoas infectadas naquele momento era três vezes maior que os dados oficiais, com os 20% mais pobres tendo o dobro de risco de infecção em relação aos 20% dos brasileiros mais ricos.

As informações são do Ministério da Saúde.

Mulheres representam 62% no acesso ao Programa Farmácia Popular

Mais de 15 milhões de mulheres em todo o país acessaram o programa Farmácia Popular do Brasil (PFPB) de janeiro de 2023 a fevereiro de 2024. Elas representam 62% beneficiários do programa na retirada de medicamentos, gratuitos ou com coparticipação, e outros insumos como absorventes e fraldas geriátricas.

Desde a retomada do programa, quando iniciou a distribuição de fármacos específicos para a saúde da mulher, em 7 de junho, mais de 404 mil mulheres tiveram acesso a remédios para osteoporose e anticoncepção. A dispensação desses dois tipos específicos chegou a 3,7 milhões de unidades.

Dados do Programa Farmácia Popular também destacam o crescimento no fornecimento de medicamentos 100% gratuitos para as beneficiárias do Programa Bolsa Família após a retomada em junho de 2023. Cerca de 2,7 milhões de mulheres acessaram o programa em todo o país. Ao todo já foram retirados mais de 1 bilhão de medicamentos e fraldas geriátricas por esse público específico.

O Farmácia Popular do Brasil é um programa governamental que visa facilitar o acesso da população a medicamentos essenciais, oferecendo-os gratuitamente ou a preços reduzidos em farmácias conveniadas. Atualmente ele está presente em 4.664 municípios brasileiros e conta com 31.132 farmácias ou drogarias credenciadas em todo o país.

Mais de 1 milhão de mulheres receberam absorventes gratuitos

Desde o início da distribuição, em 17 de janeiro de 2024, o Programa Dignidade Menstrual já beneficiou mais de 1 milhão de mulheres, meninas e outras pessoas que menstruam em 3,5 mil municípios, por meio da colaboração de 15,2 mil farmácias engajadas. Com um repasse total de R$ 21,7milhões, foram distribuídos mais de 43,6 milhões de absorventes, proporcionando dignidade e conforto a quem mais precisa.

O Programa Dignidade Menstrual vai além do fornecimento de produtos, sendo uma iniciativa abrangente que promove a saúde e os direitos daqueles que menstruam. Este programa é uma política dedicada à equidade de gênero, justiça social, educação e direitos humanos. Suas estratégias incluem a qualificação e formação de agentes públicos, educação da população e oferta gratuita de absorventes higiênicos.

Além disso, o programa visa enfrentar a desinformação e conscientizar sobre a menstruação como um fenômeno natural que merece acolhimento e cuidado. Essas ações coletivas visam não apenas fornecer produtos essenciais, mas também criar oportunidades para que todas as pessoas possam acessar espaços e direitos de maneira justa e sem restrições.

As informações são do Ministério da Saúde.

Paraná amplia vacinação contra a dengue para adolescentes de 12 a 14 anos

A Secretaria de Estado Saúde recomendou, nesta quinta-feira (7), que os 30 municípios paranaenses contemplados com a vacina contra a dengue Qdenga ampliem o público-alvo. Antes destinado para crianças de 10 e 11 anos, agora o imunizante pode ser aplicado em crianças e adolescentes de 12 a 14 anos. A mudança segue a instrução da Nota Técnica nº 12/2024 da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde.

A ampliação também leva em conta a baixa procura pela vacina nos municípios. Segundo um levantamento preliminar da Sesa, apenas 23,5% das doses recebidas do Ministério da Saúde no dia 22 de fevereiro foram aplicadas. Em números absolutos, foram 8.252 doses aplicadas do total de 35.025 distribuídas para a 9ª Regional de Saúde de Foz do Iguaçu e a 17ª Regional de Saúde de Londrina.

“Quero convocar a população dos 30 municípios para se vacinar. Temos vacinas disponíveis, estamos preparados. Pouco mais de 20% das vacinas foram aplicadas nas nossas crianças, isso é muito pouco. Precisamos da colaboração e conscientização dos paranaenses para aumentarmos essa cobertura e proteger nossas crianças da dengue”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Ele destaca que as vacinas enviadas possuem validade até 30 de junho deste ano. “Temos pouco mais de três meses para utilizar o imunizante, o que só reforça a importância dessa ampliação e também da adesão da população”, acrescentou o secretário.

O último boletim epidemiológico da dengue, divulgado terça-feira (5) pela Sesa, registrou 32.094 novas notificações de possíveis casos da doença, 15.361 casos e 14 óbitos. Ao todo, o período epidemiológico iniciado em agosto de 2023 soma 187.594 notificações, 73.928 casos e 37 mortes

O Paraná é o 4º estado do País com a maior incidência de dengue, atrás do Espírito Santo, Minas Gerais e Distrito Federal, conforme dados do Informe nº 4 do Centro de Operação de Emergências (COE) do Ministério da Saúde.

VACINAÇÃO – Na 9ª Regional de Saúde de Foz do Iguaçu, foram registradas 2.517 doses aplicadas e na 17ª Regional de Saúde de Londrina, 5.735. Os municípios-sede das regionais registram o maior número de aplicações – Londrina com 3.353 doses e Foz do Iguaçu com 1.619.

Confira o número de doses aplicadas por município:

9ª Regional de Saúde de Foz do Iguaçu

Foz do Iguaçu – 1.619

Itaipulândia – 121

Matelândia – 241

Medianeira – 146

Missal – 39

Ramilândia – 40

Santa Terezinha de Itaipu – 154

São Miguel do Iguaçu – 133

Serranópolis do Iguaçu – 24

17ª Regional de Saúde de Londrina

Alvorada do Sul – 2

Assaí – 174

Bela Vista do Paraíso – 189

Cafeara – 1

Cambé – 591

Centenário do Sul – 37

Florestópolis – 75

Guaraci – 42

Ibiporã – 215

Jaguapitã – 150

Jataizinho – 63

Londrina – 3.353

Lupionópolis – 61

Miraselva – 24

Pitangueiras – 57

Porecatu – 73

Prado Ferreira – 32

Primeiro de Maio – 1

Rolândia – 427

Sertanópolis – 49

Tamarana – 119

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

[VÍDEO] Diretoras do Simepar falam sobre as mulheres na medicina em homenagem ao dia das mulheres

As dirigentes do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) Alessandra Maria Galbiatti Pedruzzi, Andressa Costa Da Cunha, Carmela Regina Cabral Brocher e Cláudia Paola Carrasco Aguilar gravaram um vídeo com mensagens alusivas ao Dia Internacional das Mulheres celebrado em 08 de março.

Nas mensagens, as médicas sindicalistas falam da força e dos desafios que as mulheres enfrentam no cotidiano do convívio social, das injustiças e abusos a que muitas vezes são submetidas e sobre possíveis caminhos para mudar e melhorar a realidade em que vivem.

A Dra. Cláudia Paola Carrasco Aguilar afirmou que os vínculos empregatícios precarizados através de contratos como pessoas jurídicas prejudicam sobremaneira as mulheres médicas, principalmente quando engravidam, pois elas ficam sem o benefício da licença maternidade e terão dificuldades para praticar os devidos cuidados com seus bebês e para amamentá-los.

Também foram lembrados os casos de assédio e discriminação que as mulheres muitas vezes sofrem nos ambientes de trabalho. Cabe lembrar que o Simepar dispõe de um canal de denúncias em que a privacidade das/dos denunciantes é preservada, evitando retaliações. O canal de denúncias pode ser acessado aqui.

Por fim, as diretoras do Simepar fizeram um chamamento pela participação efetiva das mulheres médicas na atividade sindical. Um chamado pela união, solidariedade e acolhimento das trabalhadoras da medicina.

Curitiba registra mais de 5 mil novos casos de Covid em uma semana

Os novos números da covid-19 alertam para a necessidade de manutenção dos cuidados com a doença em Curitiba. A média passou de 27 para 728 casos por dia em pouco mais de dois meses. Já são 5.067 casos ativos na cidade.

Na semana de 28 de fevereiro a 5 de março, segundo o último boletim da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), foram registrados 5.098 novos casos e três óbitos. As vítimas, entre 50 e 88 anos, tinham comorbidades e esquema vacinal incompleto.

As festas de fim de ano e o Carnaval, com grandes concentrações de pessoas, são apontadas como as causa dessa nova onda, além da sensação de fim da pandemia trazida pelas vacinas, que diminuíram as mortes. A vacinação segue como principal arma de combate ao vírus.

“As pessoas precisam se conscientizar de que vamos conviver com o vírus da covid-19 por muito tempo, o que exige atenção a essas pequenas ondas de contaminação”, adverte a secretária municipal da Saúde, Beatriz Battistella.

Por enquanto, a nova onda de covid-19 não está pressionando a rede de saúde. Até às 16 horas desta quarta-feira (6/3), havia um paciente internado em leito de UTI e dez em enfermaria.

A recomendação é a mesma a que todos nos acostumamos na pandemia: tomar vacina, usar máscara em ambientes fechados e com muitas pessoas, além de adotar o álcool em gel para higienizar as mãos.

Saúde Já

Ao apresentar sintomas respiratórios, a orientação é para usar máscara, iniciar o isolamento e entrar em contato com a Central Saúde Já Curitiba pelo telefone 3350-9000.

As informações são da Prefeitura de Curitiba.

Ministério da Saúde recomenda ampliação da faixa etária para vacinação contra a dengue

O Ministério da Saúde orienta que os estados e municípios ampliem a faixa etária para vacinação contra a dengue para pessoas de 10 a 14 anos. A recomendação foi apresentada em Nota Técnica publicada pela pasta nesta quarta-feira (6).

Antes, diante do quantitativo de doses, que é restrito, baseado na capacidade de produção e entrega do laboratório produtor, a pasta distribuiu as duas primeiras remessas aos 521 municípios inicialmente elencados para receber a vacina, e havia recomendado que a estratégia fosse iniciada em pessoas de 10 a 11 anos de idade. A ampliação, portanto, busca alavancar a proteção entre o público-alvo.

Os municípios contemplados continuam sendo aqueles previamente definidos antes da recomendação de ampliação da faixa etária. As vacinas são destinadas a regiões de saúde com municípios de grande porte com alta transmissão nos últimos dez anos e população residente igual ou maior a 100 mil habitantes, levando também em conta altas taxas nos últimos meses.

A decisão de expandir a idade do público contemplado foi tomada em conjunto com a representação dos conselhos municipais e estaduais de saúde, respeitando as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Comitê Técnico Assessor em Imunização (CTAI).

Confira a Nota Técnica.

Assistência financeira

Até o momento, o Ministério da Saúde destinou R$ 44 milhões para apoiar gestores locais que declararam emergência em saúde pública para o enfrentamento da dengue. Os recursos são parte do R$ 1,5 bilhão reservados pela pasta para este fim.

Do total destinado até agora, R$ 6,7 milhões foram para os estados, R$ 5,5 milhões para o Distrito Federal e R$ 31,7 milhões para os municípios. O apoio financeiro será destinado para medidas de prevenção, controle e contenção de riscos, danos e agravos à saúde pública. Essas ações estão no foco do Ministério da Saúde, uma vez que as doses de vacinas ainda são insuficientes para cobrir a maior parte da população.

Os recursos enviados para as unidades federativas foram viabilizados com o objetivo de otimizar a liberação de recursos para os gestores e gestoras que decretarem emergência, seja por dengue, outras arboviroses ou situações que acometam a saúde pública. Para receber a assistência financeira, o estado ou município deve enviar ao governo federal um ofício com a declaração de emergência em saúde. Os repasses serão mensais durante a vigência do decreto de emergência.

Também será necessário apresentar um plano de ação, que deve conter a apresentação da condição de saúde local, considerando a situação epidemiológica, necessidade de atendimento à população e a sobrecarga da rede assistencial. Também deve detalhar as ações de saúde a serem realizadas e os respectivos valores estimados. É possível que a solicitação de apoio ao Ministério da Saúde seja feita por mais de um ente federativo em conjunto.

Entenda como será realizado o cálculo dos recursos.

Combate ao mosquito

Desde 2023, o Ministério da Saúde está em constante monitoramento e alerta quanto ao cenário epidemiológico da dengue no Brasil, coordenando uma série de ações para o enfrentamento das arboviroses em todo o território nacional.

A pasta adquiriu todo o estoque disponível de vacinas da dengue do laboratório fabricante – 5,2 milhões de doses que serão entregues entre fevereiro e novembro de 2024. Além dessas, também serão distribuídas 1,32 milhão de doses fornecidas sem custo ao governo federal. Para 2025, 9 milhões de doses que estavam disponíveis também foram compradas. É importante reforçar que outras aquisições podem ser feitas se houver nova disponibilidade de doses à pasta.

Foi instalado ainda o Centro de Operações de Emergência contra a dengue (COE Dengue). A iniciativa, coordenada pelo Ministério da Saúde, em conjunto com estados e municípios, visa acelerar a organização de estratégias de vigilância frente ao aumento de casos no Brasil, permitindo mais agilidade no monitoramento e análise do cenário para definição de ações adequadas e oportunas para o enfrentamento da doença no país.

Conheça outras ações e saiba como se proteger contra a doença.

As informações são do Ministério da Saúde.

Com 82 casos em 2024 no Paraná, Estado reforça medidas de prevenção da meningite

Febre, dor de cabeça, rigidez de nuca, mal-estar, náusea, confusão mental. Esses são alguns dos sintomas da meningite que demandam atendimento médico imediato. A doença é um processo inflamatório das meninges, ocasionada por vários agentes etiológicos como vírus, bactérias e fungos – pode deixar sequelas e levar à morte em até 24 horas, caso o diagnóstico não seja oportuno. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) ressalta a importância dos cuidados para prevenir a doença.

Dados preliminares do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan Net) registraram 82 casos da doença e quatro óbitos no Paraná desde o início do ano. De 2019 até 2023 houve 6.402 casos e 429 óbitos pela doença no Paraná. Foram confirmados 1.852 casos e 100 óbitos em 2019; 851 casos e 54 mortes em 2020; 904 e 86 em 2021; 1.190 e 101 em 2022 e 1.605 e 88 em 2023, respectivamente.

No Brasil, a meningite é considerada uma doença endêmica. Casos são esperados ao longo de todo o ano, com a ocorrência de surtos e epidemias ocasionais. Casos de meningites bacterianas são mais comuns no outono-inverno e das virais na primavera-verão. A doença atinge as membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. Pode afetar pessoas de todas as idades, principalmente as crianças.

A meningite é de notificação compulsória, sendo necessárias a busca ativa e investigação de casos e surtos para o seu monitoramento. Alguns agentes bacterianos possuem um grande potencial epidêmico, como, por exemplo, o meningococo.

VACINAS – Dentre as medidas de prevenção, a mais eficaz são as vacinas. O Calendário Nacional de Vacinação dispõe 19 imunizantes para crianças até 2 anos, que podem ser encontradas nos postos de vacinação e Unidades de Saúde de todo o Estado. Destas, cinco servem de escudo para a doença e agem em várias frentes, já que a meningite pode ser causada por diferentes agentes infecciosos.

A primeira vacina contra meningite que deve ser aplicada é a BCG, no recém-nascido. Já as vacinas meningocócicas são administradas em crianças, aos 3 e 5 meses de idade, e na adolescência, dos 11 aos 14 anos. No Estado, a cobertura vacinal das crianças menores de 2 anos da vacina meningo C é de 81,32% no ano de 2023. A meta é de 90% e 95% para as demais.

Como medidas de prevenção, é importante também a manutenção dos ambientes ventilados; medidas de higiene e lavagem das mãos; cuidados com a preparação dos alimentos; evitar aglomerações em locais com ventilação restrita; usar etiqueta respiratória, isto é, cobrir a boca e nariz ao tossir ou espirrar; não compartilhar copos, talheres, alimentos e outros objetos.

“A meningite é uma doença grave, pode deixar sequelas e até mesmo levar à morte, por isso, reforçamos manter o calendário vacinal em dia em conjunto com as demais medidas de prevenção e, ao perceber qualquer sintoma da doença, procurar imediatamente um serviço de saúde mais próximos”, afirma Maria Goretti David Lopes, diretora de Atenção e Vigilância da Sesa.

SINTOMAS E TRATAMENTOS – Em geral, a transmissão da doença é de pessoa para pessoa pelo contato direto com secreções da boca, nariz ou faringe, mais frequentemente por meio de espirro, tosse, fala e beijo. É preciso ter cuidado porque alguns indícios podem ser facilmente confundidos com os de outras doenças aparentemente inofensivas, como gripes, otites, bronquites e infecções de garganta.

Quanto aos sintomas, nas crianças os pais precisam ficar atentos ao choro intenso, irritabilidade, recusa alimentar, febre alta, vômitos e convulsões. Em adultos, os mais comuns são febre alta, dor de cabeça, rigidez de nuca, mal-estar, náuseas e vômitos, intolerância à luz, confusão mental e convulsões. Aqueles que apresentarem os sintomas relativos à doença devem procurar imediatamente atendimento na unidade de saúde mais próxima de sua casa. Após a avaliação médica, se houver suspeita, será feito exame para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento.

ÓBITOS – Os quatro óbitos registrados em 2024 ocorreram entre 8 de fevereiro e 3 de março, em quatro municípios pertencentes às 2ª, 10ª e 15ª Regionais de Saúde. Morreram um homem de 42 anos, residente em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba; uma criança de 3 anos, de Maringá (Noroeste); uma mulher de 54 anos, moradora de Catanduvas (Oeste); e uma criança de sete anos residente em Cascavel (Oeste).

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Brasil tem mais de 1,2 milhão de casos de dengue e quase trezentas mortes em 2024

O Ministério da Saúde atualizou, nesta terça-feira (05/02), os dados da dengue no País que registra 1.253.919 casos prováveis da doença e 299 óbitos confirmados. Há ainda 765 óbitos em investigação. O índice atual de incidência é de 617,5 casos por 100 mil habitantes.

“É um momento que temos que esclarecer a população sobre cuidados, proteção e também preparar o SUS [Sistema Único de Saúde] que tem tanta potência para atender adequadamente as pessoas e, nos casos de agravamento, impedir que percamos vidas”, disse a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

Do total de casos de dengue em 2024, 9.996 são de ocorrências graves que se concentram nas pessoas entre 20 e 49 anos.

“Nosso panorama não mudou muito, temos epidemias em tempos diferentes no Brasil. A gente começa a ver alguma desaceleração nos estados que começaram primeiro, especificamente o Distrito Federal e Minas Gerais. Alguns estados entrando em aceleração, outros em desaceleração”, disse a secretaria de vigilância em saúde e ambiente do Ministério da Saúde, Ethel Maciel.

Aumentou de 7 para 9 o número de estados que decretaram emergência em razão da dengue. São eles: Acre, Amapá, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. Já são 201 os decretos municipais.

“Estamos atendendo todos os decretos, não fazemos avaliação de critérios epidemiológicos. Acatamos os decretos que chegam e estamos trabalhando com estados e municipais para seus planos de contingência e o que precisa ser feito”, disse Ethel Maciel.

Os recursos federais para apoiar estados e municípios já somam R$ 1,5 bilhão. Na semana passada, o Ministério da Saúde iniciou a liberação de R$ 44 milhões, por meio de portarias, para Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e mais 79 municípios.

As informações são da Agência Gov.

Boletim semanal da dengue aponta 15,3 mil novos casos e mais 14 óbitos no Paraná

O Informe Semanal da Dengue divulgado nesta terça-feira (5) pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) registra o maior número de casos em um boletim do atual período epidemiológico: 15.361 novos casos. Ele também traz 14 novos óbitos pela doença. O período sazonal 2023/2024, que teve início em julho do ano passado, soma 73.928 casos confirmados e 37 óbitos.

Este é o 26º Informe Epidemiológico publicado pela Vigilância Ambiental da Sesa, que registrou também 187.594 notificações, 46.122 casos em investigação e 61.130 descartados. Dos 399 municípios, 319 apresentaram casos autóctones, quando a doença é contraída localmente, e 397 tiveram notificações.

As Regionais de Saúde com mais casos confirmados são a 16ª RS de Apucarana (15.541), 10ª Cascavel (8.340), 8ª RS Francisco Beltrão (6.502), 17ª RS de Londrina (6.463) e 15ª RS de Maringá (6.388). Já os municípios que apresentam mais casos confirmados são Apucarana (10.402), Londrina (5.128), Maringá (3.560), Paranavaí (3.015), Cascavel (2.898), Ivaiporã (2.240), Quedas do Iguaçu (1.875), Dois Vizinhos (1.616), Jandaia do Sul (1.608) e Antonina (1.470).

ÓBITOS – As 14 mortes que constam neste último informe são de pessoas entre 31 e 92 anos, cinco delas sem comorbidades. Do total de registros, dois óbitos ocorreram nos municípios de Ampére e Salto do Lontra (8ª RS); um em Mariluz (12ª RS); um em Paranavaí (14ª RS); um em Sarandi (15ª RS); dois em Apucarana (16ª RS); dois em Terra Roxa e Toledo (20ª RS) e um em Ivaiporã (22ªRS). Na 17ª Regional de Londrina houve quatro óbitos, o maior número deste boletim. Dois deles eram residentes do município de Londrina, um de Cambé e um de Rolândia.

Os óbitos do período epidemiológico foram em Antonina, Ampére, Dois Vizinhos, Salto do Lontra, Capitão Leônidas Marques, Cascavel, Quedas do Iguaçu, Mariluz, Marilena, Paranavaí, Sarandi, Apucarana, Arapongas, Cambira, Cambé, Londrina, Rolândia, Terra Roxa, Toledo e Ivaiporã.

CHIKUNGUNYA – O novo boletim confirmou ainda 11 novos casos de chikungunya, somando 79 confirmações da doença. Do total de casos, 51 são autóctones (quando a doença é contraída no município de residência). Há, ainda, 262 casos em investigação e 719 notificações. Desde o início deste período não houve confirmação de casos de zika vírus. Foram registradas 75 notificações.

INFESTAÇÃO PREDIAL – A Sesa publicou, também, o primeiro informe entomológico deste ano, monitoramento que permite identificar regiões com aumento na proliferação do mosquito Aedes aegypti, vetor da doença.

De acordo com o documento, no período de 1º de janeiro a 29 de fevereiro, dos 334 municípios que encaminharam as informações entomológicas para a Sesa, 37 estão dentro da situação de risco de epidemia, 198 em alerta e 96 em situação satisfatória para o IIP (Índice de Infestação Predial). Os demais não enviaram informações ou não realizaram o monitoramento.

Os principais depósitos de criadouros encontrados foram em lixos, 30,4% (recipientes plásticos, garrafas, latas, sucatas em pátios e ferros velhos, entulhos de construção); vasos e frascos com água, pratos, degelo da água de geladeiras e materiais de construção, com 37%; e depósitos ao nível do solo para armazenamento doméstico de água, com 16,4%.

REFORÇO – A Sesa monitora de maneira constante o quadro epidemiológico no Estado. Nos últimos sete dias vários eventos e ações foram realizadas para combate ao mosquito e com foco na prevenção. Equipes da secretaria e do Ministério da Saúde realizaram uma agenda em Apucarana, no Vale do Ivaí, cidade com mais casos no Estado, para orientar profissionais e identificar possíveis fragilidades no atendimento a pacientes.

Também foi realizada a terceira reunião do Comitê Gestor Intersetorial para o Controle da Dengue para discutir ações de mobilização e vigilância permanente com a participação de representantes das instituições que compõem o grupo. No último sábado, dia 02 de março, aconteceram diversas atividades no Dia D de enfrentamento à dengue, envolvendo os municípios do Paraná.

O Governo do Estado anunciou também um aporte adicional de recursos de R$ 93 milhões para auxiliar os municípios. O valor será distribuído entre diversas áreas e tem como finalidade aprimorar o atendimento hospitalar, garantir a disponibilidade de insumos, instrumentalizar as equipes de agentes comunitários de saúde e intensificar a vigilância em saúde.

Confira o informe semanal da dengue AQUI e mais informações neste link.

Confira o informe Infestação Predial AQUI.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.