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Entenda a importância de se vacinar contra a Gripe dentro do prazo estipulado

Todos os anos, entre os meses de abril e maio, cerca de 80 milhões de brasileiros possuem um compromisso inadiável: comparecer ao posto de saúde mais próximo de sua residência para receber a dose atualizada da vacina da gripe e se proteger contra possíveis complicações desencadeadas pelo vírus influenza. Porém, em 2023, cerca de 40% da população-alvo – como idosos, crianças entre 6 meses e 6 anos e gestantes – deixou esse dever para depois.

“No caso da vacina Influenza, realizar a vacinação dentro do prazo estipulado pela campanha é de enorme importância. Como o vírus tem circulação sazonal, aumentando no início do outono e alcançando seu pico entre junho e julho, tudo é pensado para que a população mais vulnerável à doença seja imunizada e esteja de fato protegida antes do início desse período”, explica a gestora médica de desenvolvimento clínico do Butantan Carolina Barbieri.

Afinal, com a chegada dos dias mais frios, é normal que as pessoas passem mais tempo em locais fechados. Esses ambientes são ideais para a transmissão de doenças do trato respiratório, caracterizadas pelo contato com pequenas gotículas de saliva ou partículas aerossóis de uma pessoa já contaminada.

Idealmente, a campanha contra a gripe se concentra entre os meses de abril e maio – por mais que, nos últimos anos, esse período tenha sido postergado. Como o organismo precisa de sete a 14 dias para iniciar a produção de anticorpos, alcançando seu máximo cerca de um mês depois da aplicação da vacina, o período estabelecido é ideal para que esse pico de imunidade coincida com o auge da circulação da influenza, freando assim sua transmissibilidade e aumentando sua efetividade.

“É por isso que o produto não é aplicado mais cedo. Já se a pessoa deixar para se vacinar tardiamente, em agosto, por exemplo, ela ficará desprotegida durante os momentos mais intensos de circulação do vírus, correndo o risco de se infectar e até desenvolver quadros severos de gripe”, alerta Carolina Barbieri.

Outra questão importante sobre a Influenza é o público-alvo. A determinação dos grupos que devem ser vacinados leva em conta não apenas aqueles que podem ter mais complicações, como os idosos, as pessoas com comorbidade, as gestantes, as crianças e os imunossuprimidos, mas também os grupos que mais contribuem para a transmissão do vírus – caso dos pequenos, importantes vetores dentro dos núcleos familiares, principalmente para os avós; e dos profissionais mais expostos a infecções por microrganismos, como os trabalhadores da saúde e da educação.

“A estratégia de imunização contra a gripe no Brasil é de excelência, pois segue à risca todas as recomendações da Organização Mundial de Saúde, levando em consideração a valiosa tríade de pessoa-tempo-espaço”, avalia a gestora médica do Butantan.

Além de controlar a doença sintomática, evitando a evolução para quadros mais graves, a vacina Influenza desempenha uma importante função para a saúde pública, reduzindo a sobrecarga dos serviços de saúde e a mortalidade. Para atingir esse objetivo, é essencial atingir uma alta cobertura vacinal, chegando então à tão falada “imunidade coletiva”.

Em 2023, o Ministério da Saúde tinha como meta vacinar 90% do seu público-alvo, mas nenhum dos grupos chegou próximo ao índice. Dentre os 5.629 óbitos notificados por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país até dezembro do ano passado, com resultado laboratorial positivo para algum vírus, quase 14% foram casos confirmados de Influenza, segundo o Boletim INFOGripe.

Uma vacina diferenciada

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) disponibiliza gratuitamente 32 vacinas à população brasileira. Aplicadas nos diferentes ciclos de vida, geralmente elas se dividem em duas principais estratégias: as de rotina, que são recomendadas de acordo com a idade e têm como objetivo proteger contra as doenças imunopreveníveis que mais afetam uma certa faixa etária; e as de campanha, caracterizadas por um esforço que acontece em um determinado intervalo de tempo para reduzir ou até mesmo controlar ou eliminar uma doença.

Implementada em 1999, a campanha nacional de vacinação contra a gripe tem suas particularidades. “É um caso que fica entre a imunização de rotina, pois está prevista no nosso calendário anual a partir dos 6 meses de vida, com público-alvo específico, mas em modelo de campanha, uma vez que tem prazo para começar e terminar”, esclarece Carolina Barbieri.

Tamanha especificidade está relacionada às próprias características do vírus, que tem enorme capacidade de mutação. É por isso que a Organização Mundial da Saúde (OMS) mantém em todo o mundo uma vigilância ativa para entender quais os tipos de vírus influenza que estão circulando nos dois hemisférios – as regiões apresentam padrões de circulação bem diferentes entre si.

Com base nesses dados, a entidade realiza dois anúncios anuais sobre as três principais cepas que devem compor o imunizante da campanha seguinte: um em fevereiro, direcionado às farmacêuticas que produzirão vacinas para o Hemisfério Norte; e outro em setembro, para os produtores de imunobiológicos para uso no Hemisfério Sul – caso do Instituto Butantan, responsável por fabricar as mais de 80 milhões de doses de vacinas contra a gripe disponibilizadas na rede pública de saúde. “Daí a importância de se vacinar contra a gripe todos os anos, mesmo que você já tenha recebido as doses que foram aplicadas nos anos anteriores”, diz.

Depois das orientações da OMS, começa uma corrida contra o tempo para a produção do produto. “É um período bastante curto para a produção, visto que em março os primeiros lotes já precisam ser disponibilizados ao Ministério da Saúde”, completa Carolina Barbieri.

As informações são do Instituto Butantan.

Diagnóstico de dengue e imunização exigem cautelas para doação de sangue

Pessoas que tiveram dengue ou que tomaram a vacina contra a doença devem aguardar prazos específicos para poder doar sangue. As orientações sobre triagem de candidatos voltadas a serviços de hemoterapia constam em nota técnica publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Ministério da Saúde.

Em nota, a Anvisa informou que evidências científicas demonstram que há risco de transmissão da dengue por transfusão sanguínea. Quando uma pessoa recebe sangue contaminado com o vírus, há uma probabilidade de 38% de que ela seja infectada e desenvolva a doença após a transfusão.

A agência destaca que, por esse motivo e “por precaução”, pessoas que tiveram dengue ou tomaram a vacina recentemente não podem doar sangue por um período determinado de tempo, conforme os seguintes critérios:

– pessoas que tiveram dengue comum devem aguardar 30 dias após a recuperação completa;

– pessoas que tiveram dengue grave devem aguardar 180 dias após a recuperação completa;

– pessoas que tiveram contato sexual com pessoas que tiveram dengue nos últimos 30 dias deverão aguardar 30 dias após o último contato sexual;

– pessoas que tomaram a vacina contra a dengue devem aguardar 30 dias após a vacinação.

Pós-doação

A Anvisa pede ainda que os serviços de hemoterapia orientem os doadores caso confirmem diagnóstico por dengue logo após a doação de sangue. “O doador deve informar ao serviço caso tenha resultado confirmado de dengue ou apresente sintomas como febre ou diarréia até 14 dias após a doação”.

“A informação é necessária para que os serviços possam resgatar eventuais hemocomponentes em estoque e/ou acompanhar os pacientes, receptores do material’, explicou a agência.

Imunoglobulinas x vacinas

A nota destaca ainda que, conforme instruções dos fabricantes das vacinas contra dengue disponíveis no Brasil, pacientes que estão recebendo tratamento com imunoglobulinas ou hemocomponentes contendo imunoglobulinas, como sangue ou plasma, devem esperar pelo menos 6 semanas e, preferencialmente, 3 meses após o término do tratamento para tomar a vacina.

“O objetivo dessa recomendação é não comprometer a eficácia das vacinas nesses pacientes. A Anvisa incentiva a doação de sangue e recomenda que todos os brasileiros visitem os serviços de hemoterapia, conhecidos como bancos de sangue, para verificar se estão aptos a doar sangue com segurança. Dessa forma, podem ajudar a salvar vidas e praticar uma boa ação.”

As informações são da Agência Brasil.

Câncer de pênis: nota técnica traz orientações para profissionais de saúde e gestores

No Brasil, o câncer de pênis acomete 1,3 a cada 100 mil habitantes. Embora não seja tão incidente, a doença é agressiva: entre 2007 e 2022, foram realizadas 7.790 amputações do órgão genital decorrentes de câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS) – cerca de 486 por ano. Com o objetivo de estimular a prevenção e aprimorar a oferta do cuidado integral, o Ministério da Saúde publicou uma nota técnica com orientações para gestores e profissionais da rede.

O documento traz uma série de recomendações que podem ser utilizadas nos atendimentos, para conscientizar e informar a população. A primeira delas aborda a higiene do pênis: é necessário orientar a lavagem regular com água e sabão neutro, puxando o prepúcio totalmente para trás para a higiene adequada da glande e de todo o órgão, além de secar bem a área genital após o banho. Essa prática deve ser adotada em todas as idades, desde a infância. A limpeza também é importante após relações sexuais e masturbações.

No caso de fimose patológica (persistente após a infância) que dificulte a completa exposição da glande, um profissional da saúde deve ser consultado.

Entre as outras orientações apresentadas na nota técnica, estão:

  • Informar a importância do autoexame e, ao notar quaisquer alterações no pênis, como feridas, inchaços ou mudanças na cor e textura da pele, buscar atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS);
  • Incentivar o uso de preservativos durante as relações sexuais para prevenir IST;
  • Incentivar a vacinação contra o HPV para a população de 9 a 14 anos;
  • Garantir o atendimento desacompanhado de adolescentes, como estímulo positivo à autonomia e cidadania;
  • Estimular uma dieta saudável e equilibrada, a prática regular de exercícios físicos e cessar o tabagismo;
  • Orientar sobre a higienização adequada para usuários de fraldas.

Medidas para os gestores

O documento também traz recomendações para organizar a rede de atenção à saúde em prol da prevenção ao câncer de pênis. Para gestores estaduais e municipais de saúde, as seguintes medidas são recomendadas:

  • Estabelecer a atenção primária à saúde (APS) como porta de entrada e lócus de seguimento prioritários, permitindo a investigação célere de queixas na região genital;
  • Implementar, em larga escala, estratégias de disseminação de informações para a população sobre a importância de homens procurarem a unidade de saúde para cuidados, independentemente da idade;
  • Qualificar os profissionais de saúde da APS sobre o câncer de pênis, em parceria com serviços de saúde e instituições de ensino, aperfeiçoando a atenção dada aos homens e seus familiares;
  • Fortalecer as ações educativas e de comunicação em saúde direcionadas à população masculina sobre higiene correta dos genitais, uso de preservativos, autocuidado em saúde e prevenção dos cânceres mais prevalentes e outras doenças crônicas não transmissíveis;
  • Instrumentalizar o trabalho das equipes e orientar a população em geral, por meio de publicações institucionais.

 

As informações são do Ministério da Saúde.

Dengue: Somente 14,7% das vacinas distribuídas aos municípios foram aplicadas

Das 1.235.119 vacinas contra a dengue distribuídas a municípios selecionados pelo Ministério da Saúde, apenas 182.204 foram aplicadas em crianças e adolescentes que fazem parte do público-alvo definido pela pasta. A quantidade de doses aplicadas equivale a 14,75% do total distribuído.

Os dados foram coletados desde o início da vacinação, em 9 de fevereiro, até o último sábado (2). Ao todo, 521 municípios foram selecionados pelo governo federal para receber as vacinas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). As cidades compõem um total de 37 regiões de saúde que, segundo o ministério, são consideradas endêmicas para dengue.

Pioneiro na vacinação contra a dengue, o Distrito Federal (DF) informou, na semana passada, que, quase 20 dias após o início da distribuição das doses, apenas 32% das crianças de 10 e 11 anos haviam sido imunizadas. Das 71.708 doses recebidas do ministério, ainda havia cerca de 48 mil disponíveis para aplicação em todos os 67 pontos de vacinação do DF.

“Como todo imunobiológico, a vacina da dengue também tem prazo de validade. Os imunizantes estão válidos até o dia 30 de abril”, destacou o governo do Distrito Federal em nota. O comunicado ressalta que “tratativas estão sendo feitas para uma possível ampliação no público-alvo, a fim de garantir que todas as doses sejam efetivamente aplicadas na população”.

O Distrito Federal é uma das unidades federativas mais afetadas pela doença. Dados do painel de monitoramento de arboviroses indicam que o DF já contabiliza 117.588 casos prováveis de dengue, além de 78 mortes pela doença. Há ainda 73 óbitos em investigação. O coeficiente de incidência, neste momento, é de 3.647 casos para cada grupo de 100 mil habitantes.

Já na cidade do Rio de Janeiro, até a última sexta-feira (1º), apenas 18% das crianças de 10 e 11 anos haviam sido levadas por seus responsáveis às unidades de saúde para receber a vacina contra a dengue. Segundo balanço da Secretaria Municipal de Saúde, na primeira semana de vacinação contra a doença, somente 25.317 doses foram aplicadas.

Dados do painel de monitoramento de arboviroses mostram que, em todo o estado do Rio de Janeiro, foram registrados 91.445 casos prováveis de dengue, além de 13 mortes pela doença. Há ainda 73 óbitos em investigação. O coeficiente de incidência, neste momento, é de 575 casos para cada grupo de 100 mil habitantes.

Alerta aos pais

Há mais de 15 anos, a pediatra Natália Bastos atende desde pacientes recém-nascidos a adolescentes na capital federal. Em entrevista à Agência Brasil, ela destacou que há uma explosão de casos de dengue e que os pais precisam ter cautela.

“Gostaria de emitir esse alerta pedindo aos pais que não vacinaram que procurem a sala de vacina para fazerem a Qdenga [vacina contra a dengue]. É uma vacina feita com o vírus atenuado, uma vacina muito segura. Está sendo desenvolvida pelo laboratório Takeda desde antes da covid-19, antes da pandemia. Então, não é uma vacina nova, não é uma vacina que foi desenvolvida às pressas. Já existem vários estudos e ela passou por todas as etapas.”

Natália destacou que o esquema vacinal completo da Qdenga, com duas doses, garante cerca de 80% de eficácia e que os efeitos colaterais, inclusive em crianças, são pequenos – sobretudo quando comparados aos que uma infecção por dengue pode causar.

“Com uma dose, você tem, geralmente, efeitos colaterais imediatos muito leves e, com 10 dias, algumas manchas no corpo ou alguma dor no corpo. Mesmo assim, são poucos sintomas tendo em vista o que um quadro de dengue pode causar numa criança ou num adulto.”

“Enquanto estava na sala da rede privada, era uma vacina que estava custando, em média, de R$ 400 a R$ 500. Hoje, a vacina está disponível na sala do centro de saúde gratuitamente. Então convido todos os pais a procurarem a vacina com os filhos de 10 a 11 anos com urgência”, concluiu.

As informações são da Agência Brasil

Cuidados com a Dengue devem ser maiores na gestação

O odor e o aumento do gás carbônico exalado pela pele das gestantes, aliados ao aumento da sua temperatura corporal, são fatores importantes para a atração do mosquito Aedes aegypti. Além disso, as grávidas e puérperas estão entre os grupos populacionais mais suscetíveis a complicações e evolução para as formas mais graves da dengue.

O número de casos de dengue em gestantes aumentou 345,2% nas seis primeiras semanas deste ano, na comparação com o mesmo período de 2023, segundo dados epidemiológicos do Ministério da Saúde divulgados nesta sexta-feira (1º).

Diante desse cenário, a Federação Brasileira de Ginecologia Obstetrícia (Febasgo) lançou o Manual de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento da Dengue na Gestação e no Puerpério, em colaboração com o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). O guia foi elaborado pelo Grupo de Trabalho dedicado ao manejo da doença em gestantes e puérperas, composto por 16 especialistas em ginecologia obstetrícia e traz dicas para evitar o contágio e prevenir complicações relacionadas à dengue.

“Uma vez infectadas, as gestantes têm maiores chances de apresentar desfechos desfavoráveis em comparação com não gestantes. Portanto, esse grupo é de especial interesse e cuidado”, explica o médico Antônio Braga, membro do Grupo de Trabalho sobre Dengue na Gestação da Febrasgo

Prevenção

O controle dos criadouros de Aedes aegypti, as barreiras mecânicas para evitar que o mosquito entre nas residências, como telas em portas e janelas, o uso de inseticidas, de roupas apropriadas e de repelentes estão entre as recomendações para evitar a contaminação. O uso de inseticidas por vaporização ambiental, também chamada de nebulização espacial ou fumacê, ou domiciliar, também está entre as medidas recomendadas.

Segundo a Febrasgo, as gestantes devem priorizar o uso de repelentes aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como picaridina, icaridina, N,N-dietil-meta-toluamida (DEET), IR 3535 ou EBAAP.

Outra variável importante é a preferência de cor para a qual o mosquito é atraído. A Febrasgo recomenda evitar o uso de roupas de cor vermelha, azul, alaranjada ou preta. Por sua vez, a cor branca não atrai o mosquito.

Recomendações

Em casos de infecção com menor gravidade, a orientação é repouso e aumento da ingestão de líquidos. Gestantes com dengue requerem avaliação diária, incluindo repetição do hemograma até 48 horas após a febre desaparecer.

Se o estado for grave, com sinais de alarme, a internação é indicada. Em situações de choque, sangramento ou disfunção grave de órgãos, a paciente deve receber tratamento em uma unidade de terapia intensiva.

As informações são da Agência Brasil

Uma em cada oito pessoas no mundo é obesa, alerta OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta sexta-feira (1º) que, em todo o planeta, a obesidade entre adultos mais que duplicou desde 1990 e quadruplicou entre crianças e adolescentes com idade entre 5 e 19 anos. A entidade cita um estudo publicado pelo periódico The Lancet que revela que, em 2022, mais de 1 bilhão de pessoas no mundo eram obesas enquanto 43% dos adultos estavam com sobrepeso.

“O estudo mostra ainda que, embora as taxas de subnutrição tenham diminuído, ela ainda representa um desafio de saúde pública em muitos locais, sobretudo no sudeste asiático e na África Subsariana”, destacou a OMS. A subnutrição, em todas as suas formas, inclui atrofia, atraso no crescimento e baixo peso; vitaminas ou minerais inadequados; excesso de peso e obesidade.

A subnutrição, de acordo com a entidade, é responsável por metade das mortes de crianças menores de 5 anos, enquanto a obesidade pode causar doenças não transmissíveis como doenças cardiovasculares, diabetes e alguns tipos de câncer. Para a OMS, o estudo, publicado com a colaboração da entidade, reforça a importância de prevenir e controlar a obesidade desde o início da vida até a vida adulta, por meio de dieta, atividade física e cuidados adequados.

“A obesidade é uma doença crônica complexa. As causas são bem compreendidas, assim como as intervenções necessárias para conter a crise, apoiadas por fortes evidências. No entanto, elas não são implementadas.

Na Assembleia Mundial da Saúde, em 2022, os Estados-membros adotaram o Plano de Aceleração da OMS para conter a obesidade até 2030. Atualmente, 31 governos lideram o caminho para conter a epidemia de obesidade através da implementação do plano.”

As estratégias defendidas pela OMS para conter os índices de obesidade incluem:

  • ações para apoiar práticas saudáveis ​​desde o primeiro dia de vida, incluindo promoção e o apoio à amamentação;
  • regulamentos sobre a propaganda de alimentos e bebidas para crianças;
  • políticas de alimentação e nutrição escolar, incluindo iniciativas para regular a venda de produtos ricos em gorduras, açúcares e sal nas proximidades das escolas;
  • políticas fiscais e de preços para promover dietas saudáveis;
  • políticas de rotulagem nutricional;
  • campanhas de educação e sensibilização para dietas saudáveis ​​e exercício;
  • promoção da atividade física nas escolas;
  • integração dos serviços de prevenção e gestão da obesidade nos cuidados de saúde primários.

As informações são da Agência Brasil

Dia D contra a Dengue é neste sábado no Paraná e em todo o Brasil

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), com o apoio do Comitê Estadual Intersetorial de Controle da Dengue, e os municípios estarão mobilizados para o combate à dengue neste sábado (2), no chamado Dia D de combate ao mosquito. As ações vão focar na prevenção e eliminação dos focos de Aedes aegypti. A Sesa, por meio das 22 Regionais de Saúde, solicitou a adesão de todas as prefeituras para ajudar a controlar a situação epidemiológica da doença. Equipes da pasta vão participar de mobilizações em diversas cidades.

A proposta é a ampla divulgação e desenvolvimento de ações educativas em praças e vias públicas em todos os municípios, visando a adesão dos paranaenses na atividade semanal de verificação de seu domicílio e local de trabalho, além do cuidado com o ambiente público na manutenção da limpeza urbana e destinação correta do lixo, já que mais de 75% dos criadouros do mosquito são passíveis de remoção e eliminação.

A principal mensagem do Dia D de Combate à Dengue é reforçar a prevenção, que cabe a todos. A responsabilidade da eliminação e remoção mecânica dos criadouros é coletiva.

“Conto com a colaboração e apoio de todos em uma força-tarefa de prevenção e cuidado. Estamos nessa batalha diariamente, monitorando e acompanhando a situação no Estado, mas neste sábado, em especial, pedimos que dediquem um tempo do dia para olhar o seu espaço, sua casa ou quintal e eliminar o que possa servir de criadouro do mosquito”, alertou o secretário de Estado Beto Preto.

DADOS – Até esta terça-feira (27), foram notificados 155.500 casos de dengue no Paraná, com 58.567 confirmados e 23 óbitos no período sazonal 2023/2024. A Sesa monitora a incidência diariamente e por semana epidemiológica, dando orientação aos municípios nas ações e ofertando treinamentos para técnicos de saúde.

Nesta quarta-feira (28), aconteceu a terceira reunião do Comitê Intersetorial de Controle da Dengue. Ele foi criado em 2019 com o objetivo de implementar ações de mobilização para a intensificação do combate à doença. É composto por 13 secretarias, autarquias e órgãos do Governo do Estado, representantes do Conselho das Secretarias municipais de Saúde (Cosems-PR) e entidades da sociedade civil organizada.

“Neste momento, em que o Paraná e seus municípios sofrem com o aumento expressivo dos casos de dengue, é muito importante que todos estejam muito atentos aos sintomas. E em caso de febre alta, dores nas articulações e atrás dos olhos, manchas vermelhas pelo corpo, procure um serviço de saúde”, alertou a diretora de Atenção e Vigilância da Sesa, Maria Goretti David Lopes.

“O atendimento logo nos primeiros sintomas é fundamental para evitar que a doença se agrave. Não tome remédios por conta própria sem uma avaliação do serviço de saúde”, complementou.

DIA D – A mobilização do Dia D vai acontecer em todo o Brasil. O tema é “10 minutos contra a dengue”, que representa uma convocação para cuidado perto de casa.

Segundo o governo federal, desde o início de 2024 foram notificados 991.017 casos suspeitos de dengue no País, principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com 207 óbitos confirmados e 674 em investigação. Atualmente, 17 unidades da federação estão com incidência de dengue 1 em níveis acima do esperado histórico. Dessas, 15 estão com tendência crescente e espera-se que essa tendência persista pelo menos até o final de março.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Advogados/as trabalhistas e Sindicalistas realizam atos em defesa das competências da Justiça do Trabalho

Foi realizado nesta quarta-feira (28), na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT9) em Curitiba, um ato em defesa das competências da Justiça do Trabalho. Manifestações semelhantes foram realizadas por todo o País e em diversas cidades do Paraná.

Participaram dos atos entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil, a Associação da Advocacia Trabalhista do Paraná (AATPR), Centrais Sindicais como a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Força Sindical e outras, Sindicatos de Trabalhadores e servidores da Justiça do Trabalho.

As manifestações tiveram como principal objetivo garantir que os processos encaminhados a esse órgão fundamental transcorram dentro do devido processo legal, sem imprevistos que possam gerar insegurança jurídica, em contraposição às tendências recentes do Supremo Tribunal Federal (STF).

Para o Dr. Luiz Gustavo Andrade, advogado do Simepar, a Justiça do Trabalho tem como matéria prima um dos principais direitos sociais que é o direito ao trabalho. “Enfraquecer a Justiça do Trabalho causa um forte abalo num dos pilares na nossa sociedade que é a força de trabalho. Qualquer movimento no sentido de enfraquecer a Justiça do Trabalho deve ser combatido e por isso a Assessoria Jurídica do Simepar apoia essas manifestações”. Afirmou o Dr. Luiz Gustavo.

Para a CTB, a atual conjuntura é marcada por uma série de ataques que minam a proteção social do trabalho. Desde alterações legislativas que fragilizaram a CLT e a organização sindical, até tentativas recentes de reduzir a competência da Justiça do Trabalho a mera mediadora de acordos coletivos. A luta pela preservação da integridade e competência desse importante pilar da justiça brasileira continua, guiada pela convicção de que somente através da sua robustez poderemos garantir relações laborais justas e equilibradas em nossa sociedade.

Com informações da OAB-PR e da CTB

Ministério da Saúde antecipa campanha de vacinação contra a Gripe

O Ministério da Saúde vai antecipar a vacinação contra a gripe. Tradicionalmente realizada em todo o Brasil entre os meses de abril e maio, neste ano, a campanha terá início no dia 25 de março, em razão do aumento da circulação de vírus respiratórios no país. A pasta negociou a entrega antecipada das vacinas, que estão previstas para serem distribuídas a partir do dia 20 para as regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Em 2023, o governo federal mudou a estratégia da campanha para a região Norte e já imunizou a população entre novembro e dezembro, atendendo às particularidades climáticas da região.

A imunização previne contra os vírus que geralmente começam a circular em maio, junho e julho, explica a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel. “Mas desde o ano passado, estamos observando uma antecipação de circulação de vírus respiratórios em geral. Então, esse ano nós vamos antecipar a campanha para proteger a população, principalmente os idosos, as gestantes, os profissionais de saúde, da educação e todas as pessoas que são elegíveis, para que a gente possa estar com a população protegida antes do inverno”, explicou.

A vacina utilizada é trivalente, ou seja, apresenta três tipos de cepas de vírus em combinação, protegendo contra os principais vírus em circulação no Brasil. A estimativa é que 75 milhões de pessoas sejam imunizadas. A pasta informa que a vacina influenza pode ser administrada na mesma ocasião de outros imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação.

Podem se vacinar:

  • Crianças de 6 meses a menores de 6 anos;
  • Crianças indígenas de 6 meses a menores de 9 anos;
  • Trabalhadores da Saúde;
  • Gestantes;
  • Puérperas;
  • Professores dos ensinos básico e superior;
  • Povos indígenas;
  • Idosos com 60 anos ou mais;
  • Pessoas em situação de rua;
  • Profissionais das forças de segurança e de salvamento;
  • Profissionais das Forças Armadas;
  • Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (independentemente da idade);
  • Pessoas com deficiência permanente;
  • Caminhoneiros;
  • Trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso);
  • Trabalhadores portuários;
  • Funcionários do sistema de privação de liberdade;
  • População privada de liberdade, além de adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas (entre 12 e 21 anos).
  • Crianças que vão receber o imunizante pela primeira vez deverão tomar duas doses, com um intervalo de 30 dias.

Região Norte

Em 2024, a vacinação contra a influenza acontecerá no primeiro semestre do ano nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, enquanto no Norte será no segundo semestre. A mudança inédita na estratégia, desde 2023, busca atender às particularidades climáticas da região, que inicia no período o Inverno Amazônico, período de maior circulação viral e de transmissão da gripe.

A estratégia de microplanejamento, realizada pelo Ministério da Saúde em conjunto com os estados e municípios, é uma ferramenta de planejamento de uso contínuo das ações de vacinação tanto em campanhas quanto na rotina de vacinação. Ela visa fortalecer e ampliar o acesso à vacinação, respeitando as diversidades regionais, em que a organização e a operacionalização consideram a realidade local, direcionando esforços para o alcance da cobertura vacinal.

Entre as estratégias que podem ser adotadas com o microplanejamento pelos municípios, estão a realização do Dia D de vacinação, busca ativa de não vacinados, vacinação nas escolas, vacinação para além das unidades de saúde, checagem da caderneta de vacinação e intensificação da vacinação em áreas indígenas, entre outros.

As informações são do Ministério da Saúde.

Entenda a diferença entre os sintomas da Dengue e da Covid-19

Em meio a uma explosão de casos de dengue e o aumento de infecções por covid-19 no Brasil, sintomas como febre, dor de cabeça e mal-estar passaram a assustar e gerar muitas dúvidas. No atual cenário epidemiológico, é importante saber diferenciar os sinais de cada enfermidade.

Em entrevista à Agência Brasil, o infectologista do Serviço de Controle de Infecção do Hospital Albert Einstein, Moacyr Silva Junior, lembrou que, embora igualmente causadas por vírus, dengue e covid-19 são transmitidas de maneiras completamente diferentes. Enquanto a infecção por dengue acontece pela picada do mosquito Aedes aegypti, a infecção por covid-19 se dá por via aérea, por contato próximo a uma pessoa doente, como tosse ou espirro.

“A transmissão da covid-19 acontece de pessoa para pessoa. É uma transmissão respiratória por tosse, expectoração, gotículas, contato de mão. Muitas vezes, a pessoa assoa o nariz, não higieniza as mãos e passa para outra pessoa. A dengue não, está relacionada ao mosquito mesmo. O mosquito pica uma pessoa infectada e, posteriormente, vai picar outra pessoa sã e transmitir o vírus de uma pessoa para outra, mas você tem o vetor.”

O infectologista explica a diferença básica nos sintomas das duas doenças:

“Quando a gente pensa em covid-19, o quadro é muito relacionado a um quadro respiratório ou de resfriado comum e dor no corpo. Já na dengue, geralmente, é um quadro mais seco. Esse quadro respiratório geralmente está ausente. Não vai haver infecção das vias aéreas superiores. É mais dor atrás dos olhos, dor no corpo, mal-estar. Não vai estar associado à coriza, tosse e expectoração.”

Dengue

O Ministério da Saúde define a dengue como uma doença febril aguda, sistêmica, debilitante e autolimitada. A maioria dos pacientes se recupera, mas parte deles pode progredir para formas graves da doença.

A quase totalidade dos óbitos por dengue é classificada pela pasta como evitável e depende, na maioria das vezes, da qualidade da assistência prestada e organização da rede de serviços de saúde.

“Os sinais clássicos da dengue são febre, geralmente junto com dor no corpo, dor atrás dos olhos, mal-estar e prostração. É uma febre que chega a 38° ou 39°. Tudo bem associado”, explicou o infectologista.

Após o período febril, entretanto, é preciso manter a atenção. Com o declínio da febre após os primeiros dias, alguns sinais classificados como de alarme podem estar presentes e marcam o início da piora do paciente.

“O agravamento da dengue acontece em torno do terceiro ao quinto dia, quando a febre desaparece. É interessante porque, geralmente, quando a febre desaparece, a gente acha que está melhorando. Mas, no caso da dengue, pode se um sinal de que a coisa pode piorar.”

“Nessa piora, os sinais de alerta são vômitos recorrentes, a pessoa não consegue se alimentar, fica bem desidratada, dor de barriga, surgem manchas pelo corpo. São sinais de gravidade. Então, no terceiro dia, caso a febre suma e a pessoa se sinta pior, vale procurar o posto de saúde para ser avaliada e verificar a gravidade.”

Covid-19

Já a covid-19 se caracteriza por uma infecção respiratória aguda causada pelo coronavírus SARS-CoV-2 e é classificada pelo Ministério da Saúde como potencialmente grave, de elevada transmissibilidade e de distribuição global.

A doença pode apresentar manifestações clínicas leves, quadros moderados, graves e até críticos.

A maioria dos casos são marcados pela presença de sintomas como tosse, dor de garganta ou coriza, seguidos ou não de febre, calafrios, dores musculares, fadiga e dor de cabeça.

“A covid pode não ter febre. O paciente vai apresentar um quadro de tosse, expectoração, dor de garganta, obstrução nasal associada à dor no corpo. Acompanhado ou não de febre”, explicou Moacyr Silva Júnior.

“Felizmente, com a vacinação, a gente não está tendo mais casos graves de covid-19, com internação. A pessoa pode ficar em casa e tratar coma analgésicos e antitérmicos. Os sinais de gravidade são falta de ar que persiste, cansaço importante, frequência respiratória mais aumentada e uma febre que pode persistir, diferentemente da dengue. Nesses casos, o paciente deve procurar assistência médica.”

Em casos graves, classificados como Síndrome Respiratória Aguda Grave, há desconforto respiratório, pressão persistente no tórax ou saturação de oxigênio menor que 95% em ar ambiente, além de coloração azulada de lábios ou rosto. Nos casos críticos, há necessidade de suporte respiratório e internações em unidades de terapia intensiva (UTI).

Automedicação

Com os sistemas de saúde públicos e particulares sobrecarregados, o paciente, muitas vezes, opta por tomar medicamentos por conta própria. O infectologista alerta, entretanto, que a automedicação, apesar de ser vista como uma solução para o alívio imediato dos sintomas, deve ser feita com cautela para que não haja consequências mais graves – sobretudo em casos de dengue.

“Em relação à covid, particularmente, a dipirona e a lavagem nasal com soro fisiológico já ajudam e diminuem os sintomas até passar a fase. Já em relação à dengue, além do analgésico, que seria a dipirona, precisamos de uma hidratação bastante importante, algo em torno de três litros por dia de hidratação oral. Pode ser suco, água de coco e água. Associados à dipirona, para diminuir os sintomas de dor muscular. O que é contraindicado é o ácido acetilsalicílico, o AAS, que pode piorar os sinais de hemorragia caso o paciente evolua para dengue hemorrágica”, concluiu.

As informações são da Agência Brasil