Filiado à

Notícias

Boletim semanal da Dengue confirma 897 novos casos e mais um óbito no Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio da Coordenadoria Estadual de Vigilância Ambiental, publicou nesta terça-feira (28) o novo informe semanal da dengue. Foram registrados 897 novos casos da doença e mais um óbito. Os dados do atual período epidemiológico, iniciado em 28 de julho de 2024, somam 66.024 notificações, 8.931 diagnósticos confirmados e três mortes.

O novo óbito é de um homem de 67 anos com comorbidades que residia no município de Londrina, na 17ª Regional de Saúde.

No total, 387 municípios já apresentaram notificações da doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, e 295 possuem casos confirmados.

As regionais com os maiores números de casos confirmados neste período epidemiológico são a 17ª Regional de Saúde de Londrina (1.890); 14ª RS de Paranavaí (1.484); 2ª RS Metropolitana (629); 15ª RS de Maringá (596) e 12ª RS Umuarama (567).

ARBOVIROSES – A publicação traz ainda dados sobre Chikungunya e Zika, doenças que também têm como vetor o mosquito Aedes aegypti. No período atual, foram contabilizados 194 casos confirmados de Chikungunya, com um total de 777 notificações da doença no Estado. No que se refere ao Zika Vírus, foram registradas 36 notificações, sem casos confirmados.

Confira o Informe Semanal completo AQUI . Mais informações sobre a dengue estão neste LINK.

Confira os impactos da Dengue no corpo humano além da febre

A dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, amplamente conhecida por causar febre alta. Pode apresentar um amplo espectro clínico, variando de casos assintomáticos a graves. No entanto, seus efeitos no organismo vão além desse sintoma inicial, podendo afetar diversos sistemas do corpo humano.

Sintomas iniciais e evolução da doença

Após um período de incubação que varia de 2 a 10 dias, os primeiros sintomas da dengue geralmente incluem:

  • Febre alta (acima de 38,5°C);
  • Dor de cabeça intensa
  • Dores musculares e articulares intensas;
  • Mal-estar generalizado;
  • Dor muscular/dor nas articulações;
  • Náuseas e vômitos;
  • Manchas vermelhas no corpo.

Esses sintomas podem durar de 2 a 7 dias. Em muitos casos, após esse período, o paciente começa a se recuperar gradualmente. No entanto, é crucial estar atento aos sinais de alarme que podem indicar a progressão para uma forma mais grave da doença.

Dengue com sinais de alarme

A dengue pode evoluir para formas mais severas, apresentando sinais de alarme como:

  • Dor abdominal intensa e contínua;
  • Vômitos persistentes;
  • Acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico);
  • Hipotensão postural (tontura ao levantar) e/ou desmaios;
  • Letargia e/ou irritabilidade;
  • Aumento do tamanho do fígado;
  • Sangramento de mucosas;
  • Aumento progressivo do hematócrito (concentração de células vermelhas no sangue).

A presença desses sinais requer atenção médica imediata, pois podem preceder a dengue grave, caracterizada por choque, hemorragias e comprometimento grave de órgãos vitais.

Comprometimento da dengue em órgãos e sistemas

A dengue pode afetar diversos órgãos e sistemas do corpo, levando a complicações como:

  • Desidratação grave: devido à febre alta e vômitos, podendo causar fraqueza, boca seca e diminuição da urina;
  • Problemas hepáticos: como hepatite e insuficiência hepática aguda, manifestando-se por dor abdominal, icterícia (pele e olhos amarelados) e aumento do fígado.
  • Complicações neurológicas: incluindo encefalite, meningite e síndrome de Guillain-Barré, com sintomas como confusão mental, convulsões e paralisias.
  • Alterações cardíacas: como miocardite (inflamação do músculo cardíaco), resultando em dor no peito, falta de ar e arritmias.
  • Problemas respiratórios: como derrame pleural (acúmulo de líquido nos pulmões), levando a dificuldade respiratória e dor torácica.
  • Comprometimento renal: insuficiência renal aguda, evidenciada por redução da produção de urina e inchaço corporal.

Prevenção e cuidados

Diante da gravidade potencial da dengue, a prevenção é fundamental. Medidas como eliminar criadouros do mosquito, instalar telas em portas e janelas e usar roupas que cubram o corpo ajudam a reduzir o risco de infecção.

Em caso de suspeita de dengue, é essencial procurar atendimento em unidades de saúde para diagnóstico e tratamento adequados, evitando a automedicação, especialmente com anti-inflamatórios que podem agravar o quadro.

Busque a unidade de saúde em qualquer sinal de mal estar.

As informações são do Ministério da Saúde.

Hanseníase: conheça verdades e mitos sobre a doença

Causada por uma bactéria que atinge a pele e os nervos periféricos, a hanseníase acomete pessoas de ambos os sexos e de qualquer idade. De acordo com o Ministério da Saúde, o contágio só acontece após longos períodos de exposição à bactéria, sendo que apenas uma pequena parcela da população infectada realmente adoece. As lesões neurais conferem à doença alto poder de gerar deficiências físicas e figuram como principal responsável pelo estigma e pela discriminação.

O Brasil ocupa, atualmente, a segunda posição no ranking global de países que registram novos casos de hanseníase. “Em razão de sua elevada carga, a doença permanece como um importante problema de saúde pública no país, sendo de notificação compulsória e investigação obrigatória”, destaca o ministério. Com o objetivo de divulgar informações, a pasta lançou a campanha Hanseníase, Conhecer e Cuidar, de Janeiro a Janeiro, com ações de enfrentamento à doença ao longo de todo o ano.

Sinais e sintomas:

– Manchas brancas, avermelhadas, acastanhadas ou amarronzadas e/ou áreas da pele com alteração da sensibilidade térmica (ao calor e ao frio) e tátil, dolorosa ou não;

– Comprometimento de nervos periféricos (geralmente, espessamento ou engrossamento), associado a alterações sensitivas, motoras ou autonômicas;

– Áreas com diminuição de pelos e de suor;

– Sensação de formigamento e/ou fisgadas, principalmente nas mãos e nos pés;

– Diminuição ou ausência de sensibilidade e força muscular na face, nas mãos ou nos pés;

– Caroços ou nódulos no corpo, em alguns casos, avermelhados e dolorosos.

Transmissão

A transmissão acontece quando uma pessoa com hanseníase, na forma infectante da doença, sem tratamento, elimina o bacilo para o meio exterior, infectando outras pessoas suscetíveis, ou seja, com maior probabilidade de adoecer. O bacilo é eliminado pelas vias aéreas superiores (espirro, tosse ou fala) e não por objetos utilizados pelo paciente. Também é necessário contato próximo e prolongado, sendo que doentes com poucos bacilos não são considerados importantes fontes de transmissão.

Diagnóstico

Os casos são diagnosticados por meio de exame físico geral dermatológico e neurológico para identificar lesões ou áreas de pele com alteração de sensibilidade, comprometimento de nervos periféricos e alterações sensitivas, motoras e/ou autonômicas. Casos com suspeita de comprometimento neural, sem lesão cutânea, e aqueles que apresentam área com alteração sensitiva duvidosa, mas sem lesão cutânea evidente, devem ser encaminhados para unidades de saúde de maior complexidade.

Caderneta

Ainda segundo o ministério, a Caderneta de Saúde da Pessoa Acometida pela Hanseníase, entregue no momento do diagnóstico, figura como uma ferramenta para que o paciente acompanhe e registre seu tratamento e tenha em mãos orientações sobre a doença, direitos e o autocuidado.

Discriminação

O estigma e a discriminação, de acordo com a pasta, podem promover a exclusão social e resultar em interações sociais desconfortáveis, que trazem sofrimento psíquico e limitam o convívio social. “Essa importante particularidade da hanseníase pode interferir no diagnóstico e adesão ao tratamento, perpetuando um ciclo de exclusão social e econômica”.

Mitos e verdades

Confira, a seguir, fatos e mitos sobre a hanseníase listados pelo ministério:

– É possível pegar hanseníase pelo abraço ou pelo compartilhamento de talhares e roupas: FALSO

– A doença é transmitida por meio de contato próximo e prolongado: VERDADEIRO

– A hanseníase é de transmissão hereditária: FALSO

– A doença é transmitida de pessoa para pessoa: VERDADEIRO

– A hanseníase pode ser curada por meio de tratamento caseiro: FALSO

– O tratamento é distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS): VERDADEIRO

– Pessoas com hanseníase devem ser afastadas do convívio familiar e social: FALSO

– A hanseníase tem tratamento e cura: VERDADEIRO

– Só transmite a hanseníase quem não está em tratamento ou o faz de forma irregular: VERDADEIRO

As informações são da Agência Brasil.

SUS registrou em 2024 maior número de cirurgias eletivas da história

O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 13.663.782 cirurgias eletivas realizadas em 2024. O volume é 10,8% maior do que em 2023, quando o número foi de 12.322.368 procedimentos. Em relação a 2022, a alta foi de 32%, com 10.314.385 cirurgias realizadas.

Segundo o Ministério da Saúde, o Programa Nacional de Redução das Filas, que visa a expansão de cirurgias classificadas como prioritárias, também registrou aumento no número de procedimentos realizados. No ano passado, 5.324.823 cirurgias foram realizadas – índice 18% maior que o registrado em 2023 (4.510.740).

O ministério avalia que o programa Mais Acesso a Especialistas contribuiu para o alcance dos resultados. Os números mostram que a iniciativa abriu caminho para o maior crescimento no número de serviços especializados no SUS nos últimos 10 anos, além da ampliação do número de médicos especialistas entre 2022 e 2024.

“O Mais Acesso a Especialistas traz inovações como a incorporação de um modelo de remuneração baseado no cuidado integral, que prioriza o paciente. Para isso, estão sendo investidos R$ 2,4 bilhões nas áreas de oncologia, cardiologia, oftalmologia, otorrinolaringologia e ortopedia.”

Segundo a pasta, o programa alcançou adesão de 100% dos estados e do Distrito Federal e de 97,9% dos municípios. Até o momento, foram enviados 136 planos de ação regionais, abrangendo 167,9 milhões de habitantes. A proposta é priorizar a redução do tempo de espera para consultas, exames e tratamentos, com foco no diagnóstico precoce.

As informações são da Agência Brasil.

Secretaria da Saúde reforça a importância da vacinação antes da volta às aulas

A menos de 15 dias do início do ano letivo, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) recomenda aos pais e responsáveis a colocarem em dia a carteirinha de vacinação de crianças e adolescentes como forma de garantir proteção. A volta às aulas é caracterizada pelo aumento da circulação de viroses entre as crianças e o retorno da convivência em ambientes fechados.

Pensando não somente na segurança individual ou na comunidade escolar, e sim no bem-estar de todos, manter em dia com a vacinação dos alunos representa o cumprimento à Lei Estadual nº 19.534/2018 , regulamentada pela Instrução Normativa Conjunta nº 01/2018 – Seed/Sesa.

O documento determina que os alunos de até 18 anos devem apresentar obrigatoriamente a declaração de atualização vacinal no momento da matrícula ou rematrícula em todas as escolas do Paraná, incluindo a educação infantil, ensinos fundamental e médio.

“Iniciar o ano letivo com as vacinas em dia é uma grande conquista, já que o aluno estará mais protegido. É muito importante conscientizar e disseminar a informação para essas faixas etárias de que vacinas salvam, é uma forma de combater doenças evitáveis”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Covid-19, doenças diarreicas, doenças pneumocócicas e até meningites são algumas das infecções que circulam nesses ambientes. A imunização em dia ajuda a prevenir a proliferação não só dessas doenças, mas de muitas outras. Ao todo, são 18 vacinas do calendário oficial para crianças e adolescentes que estão disponíveis gratuitamente nas salas de vacinação de todo o Paraná.

Ações de educação em saúde sobre imunização devem ser desenvolvidas e promovidas pelas escolas em conjunto com as secretarias de saúde locais, devendo ocorrer durante todo ano com intensificação nas campanhas voltadas a esse público.

“Garantir um ambiente escolar seguro e saudável é responsabilidade de todos. Por este motivo, acreditamos que ações em prol da saúde coletiva dentro das escolas são essenciais para assegurar que nossos alunos estejam protegidos e alcancem um aprendizado ainda mais efetivo”, ressaltou o secretário da Educação, Roni Miranda.

“Aluno doente é aluno ausente. Por isso reforçamos que, para que nossos estudantes tenham sucesso no desenvolvimento escolar, é necessário priorizar a saúde”, acrescentou.

Confira as vacinas para crianças e adolescentes ofertadas no Paraná conforme o Calendário Nacional de Vacinação:

– Hepatite B: é uma doença viral que afeta o fígado. É causada pelo vírus HBV. Indicação de 1 dose ao nascer, ainda na maternidade, e a continuidade do esquema vacinal será com a vacina pentavalente.

– BCG: protege contra formas graves de tuberculose. A indicação é administrar dose única, o mais precocemente possível logo após o nascimento, de preferência na maternidade.

– Pentavalente: contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e haemophilus influenzae tipo B (bactéria que causa meningite). São 3 doses, aos 2, 4 e 6 meses. Os 2 reforços são realizados com a vacina DTP, o primeiro aos 15 meses e o segundo aos 4 anos.

– VIP: contra os sorotipos 1, 2 e 3 da poliomielite. Administrar 3 doses, aos 2, 4 e 6 meses. O reforço é aos 15 meses de idade.

– Pneumocócica 10-valente: contra pneumococo, bactéria que causa pneumonia e meningite. São indicadas 2 doses aos 2 e 4 meses. Reforço aos 12 meses de idade.

– Rotavírus: contra diarreia e desidratação. Indicação é a primeira dose aos 2 meses de e a segunda dose aos 4 meses.

– Meningocócica C: contra o meningococo C, bactéria que causa meningite. Indicação de 2 doses, aos 3 e 5 meses de idade. Reforço aos 12 meses.

– Vacina Covid-19: protege contra as formas graves da infecção pelo SARS-CoV-2. Administrar a primeira dose aos 6 meses e a segunda aos 7 meses com a vacina do fabricante Spikevax (Moderna). Caso o esquema vacinal seja realizado com a vacina do fabricante Pfizer, aplicar a 3ª dose aos 9 meses. Crianças maiores de 5 anos que se enquadram nos grupos prioritários devem receber uma dose conforme esquema indicado pela unidade.

– Febre Amarela: protege contra a doença, indicação para criança 9 meses e reforço com 4 anos. Pessoas até 59 anos não vacinadas também têm direito a uma dose.

-Tríplice Viral: protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Administrar a primeira dose aos 12 meses. Completar o esquema de vacinação contra estas três doenças com a vacina tetraviral aos 15 meses (ou tríplice viral, mais a vacina contra a varicela).

– Varicela: protege contra catapora. Administrar uma dose aos 15 meses (se realizada com a tríplice viral) e aos 4 anos (pode ser utilizada vacina tetraviral se a varicela não estiver disponível).

– HPV: protege contra quatro tipos de papilomavírus humano, dois deles responsáveis por 90% das verrugas genitais e os outros dois pelo aparecimento de cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero. Indicação de uma única dose para meninas e meninos não vacinados, na faixa etária entre 9 a 14 anos de idade.

– Vacina meningocócica ACWY (conjugada): protege contra a meningite e outras infecções causadas pela bactéria meningococo. Adolescentes de 11 a 14 anos, administrar 1 dose.

– Dupla Adulto (dT): contra difteria e tétano. Indivíduos a partir de 7 anos, com esquema vacinal completo (3 doses) para difteria e tétano, administrar 1 dose a cada 10 anos após a última dose.

– dTpa: protege contra difteria, tétano e coqueluche. A vacinação com dTpa em gestantes tem por objetivo promover a imunização passiva (passagens de anticorpos por via transplacentária) do bebê contra a coqueluche, nos primeiros meses de vida, até que o esquema primário da criança possa ser iniciado com a vacina penta (aos 2 meses de vida). Ela também pode ser administrada no puerpério, o mais precocemente possível e até 45 dias pós-parto.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Sesa pede doações de sangue para suprir demanda no Paraná durante as férias

Durante as férias o fluxo de pessoas nas estradas, praias e destinos turísticos aumenta, e, infelizmente, também ocorre um aumento no número de acidentes, que consequentemente aumenta a demanda por sangue nos hospitais. Paralelo a isso, as doações de sangue costumam diminuir neste período e por isso a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) pede que a população agende e realize doações de sangue em todas as regiões do Paraná.

“Queremos pedir para aqueles que já doaram que continuem doando. Precisamos de mais sangue nos nossos hemonúcleos e hemocentros neste período de verão para atendermos os hospitais onde as pessoas mais precisam de uma transfusão, por isso queremos pedir mais uma vez a solidariedade, que é uma marca muito forte dos paranaenses, nessa missão de salvar vidas por meio da doação de sangue”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Somente dentro da Rede do Hemepar, 384 hospitais públicos, privados e filantrópicos distribuídos em todas as regiões do Estado recebem bolsas de sangue para atendimento de pacientes em cirurgias, traumas e outros tipos de tratamento.

Para doar é necessário ter entre 16 e 69 anos completos. Menores de idade necessitam de autorização e presença do responsável legal. Os homens podem doar a cada dois meses, no máximo quatro vezes ao ano. As mulheres, a cada três meses, num total de três doações ao ano.

O doador deve pesar no mínimo 51 quilos, estar descansado, alimentado e hidratado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação) e apresentar documento oficial com foto (carteira de identidade, carteira do conselho profissional, carteira de trabalho, passaporte ou carteira nacional de habilitação).

“É fundamental que a doação seja agendada para evitar filas e otimizar o estoque, sem que haja mais doações de um tipo sanguíneo e menos de outro, garantindo maior controle e atendimento de acordo com a demanda regionalizada”, afirmou a diretora do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), Vivian Patricia Raksa.

As doações podem ser feitas em todas as unidades do Hemepar no Paraná. Para localizar a unidade mais próxima e agendar a doação, acesse o site www.saude.pr.gov.br/doacao.

Confira a demanda de sangue atual por região, e o contato para agendamento:

1ª Regional de Saúde (RS) – PARANAGUÁ: todos os tipos de sangue / Agendamento: WhatsApp 41 3420-6663 ou telefone 41 3420-6662

2ª RS – CURITIBA: Sangue tipos: O+, O-, A- e B- / Agendamento pelo site da Sesa

2ª RS – BIOBANCO: Todos os tipos negativos e O + / Agendar pelo site doador.biobanco.hc.ufpr.br

3ª RS – PONTA GROSSA: Sem demanda específica. Agendamento pelo site da Sesa ou WhatsApp 42 3223-1616

4ª RS – IRATI: Sem demanda específica. Agendamento pelo site da Sesa

5ª RS – GUARAPUAVA: Sem demanda específica. Agendamento por WhatsApp 42 98878-6311

6ª RS – UNIÃO DA VITÓRIA: Tipos O+ e O- / Agendamento pelo telefone: 42 3522-1365

7ª RS – PATO BRANCO: todos os tipos de sangue / Agendamento pelo WhatsApp: 46 99136-3940

8ª RS – FRANCISCO BELTRÃO: Sem demanda específica. Agendamento pelo site da Sesa, telefone 46 3211-3650 ou com as secretariais municipais dos municípios da região

9ª RS – FOZ DO IGUAÇU: Tipos O+ e O- / Agendamento pelo site da Sesa, telefone 45 3567-8020, WhatsApp: 45 99146-9059 e e-mail: doesangue@itamed.com.br

10ª RS – CASCAVEL: Tipos A- e O- / Agendamento pelo site da Sesa e telefone 45 3226-4549

11ª RS – CAMPO MOURÃO: Tipos A-, A+, B- e O+ / Agendamento pelo WhatsApp: (44) 99878-3811

12ª RS – UMUARAMA: Tipos O-, O+ e A- / Agendamento pelo telefone: 44 3621-8307

13ª RS – CIANORTE: Sem demanda específica. Agendamento pelo site da Sesa

14ª RS – PARANAVAÍ: Tipos AB-, A- / Agendamento pelo telefone 44 3421-3588 e WhatsApp 44 98817-1128

15ª RS – MARINGÁ: Sem demanda específica. Agendamento pelo site da Sesa;

16ª RS – APUCARANA: Tipos O- e O+ / Agendamentos pelo site da Sesa e telefone: 43 3420-4200 e WhatsApp: 43 3420-4213

17ª RS – LONDRINA: Tipos O+, O-, B- / Agendamento pelo site da Sesa

18ª RS – CORNÉLIO PROCÓPIO: Tipos O+ / Agendamento pelo telefone 43 3520-3500 e WhatsApp 43 88645917

19ª RS – JACAREZINHO: Tipos negativos. Agendamento pelo telefone 43 3525-1395 e WhatsApp: 43 98874-0324

20ª RS – TOLEDO: Tipos A- e O- / Agendamento pelo site da Sesa e WhatsApp: 45 98821-3171

21ª RS – TELÊMACO BORBA: Tipos negativos e O+ / Agendamento pelo site da Sesa e telefone 42 3272-3743

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Nota do Simepar sobre o assédio aos profissionais da Medicina

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) repudia quaisquer atitudes de violência e assédio contra médicos e médicas em seus locais de trabalho, conforme as que têm ocorrido nos municípios de Guarapuava, Guaíra e Paranaguá, nos últimos dias.

A atitude de “fiscalização” do trabalho dos profissionais da Medicina feita por vereadores através de vídeos publicados nas redes sociais não é justa, pois ignora as estruturas de atendimento, partindo do princípio que se os médicos trabalhassem mais em menos tempo, tudo estaria resolvido.

A qualidade do atendimento médico não se mede em minutos nem em quantidade por hora ou por dia. As pessoas são diferentes, buscam médicos por problemas diferentes, tem capacidade de expressão diferentes, histórias clínicas que são individuais para cada um.

Medir atendimento médico por tempo é desconhecimento do que é o atendimento à saúde. Interferir no atendimento médico é atitude, pra dizer o mínimo, de falta de educação e de falta de decoro.

O congestionamento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) pode ser resultado da desorganização na atenção básica. As UPAs existem para prestar atendimento de urgência e emergência, em situações que requerem um atendimento mais rápido, como adoecimento imprevisto ou situações que tenham algum risco ao paciente. O congestionamento das UPAs acontece principalmente quando a população não consegue ser atendida com agilidade nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

O Simepar se propõe a ajudar os municípios a organizar as suas estruturas de atendimento à saúde, dentro de padrões éticos e responsáveis, como já tem feito com em diversas localidades resultando em melhor qualidade assistencial à população.

TCE determina o fim das terceirizações de médicos/as na FEAS Curitiba

O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) determinou à Fundação Estatal de Atenção à Saúde (FEAS) de Curitiba que não realize contratações de serviços médicos por meio de dispensa de licitação; e não prorrogue os contratos vigentes com esse objetivo, uma vez que a substituição temporária dos servidores da entidade deve se dar a partir de Processo Seletivo Simplificado (PSS), nos termos da Lei nº 13.663/10 e do artigo 17 do Estatuto da FEAS.

O TCE-PR também determinou que a FEAS encaminhe, no prazo de 30 dias, a documentação relacionada ao controle de frequência dos funcionários contratados por intermédio SMB Serviços de Engenharia e Medicina – Contrato nº 14/22 e seus aditivos.

A decisão foi tomada no processo em que os conselheiros julgaram parcialmente procedente Representação da Lei de Licitações (Lei nº 14.133/21) formulada pela vereadora de Curitiba Maria Letícia Fagundes, por meio da qual apontou possíveis irregularidades no Contrato de Gestão nº 628 – FMS, firmado entre o Município de Curitiba e a FEAS.

Em consequência da decisão, o Tribunal multou em R$ 5.582,40 Sezifredo Paulo Alves Paz, diretor-geral da FEAS à época da celebração do Contrato nº 14/22 e seus aditivos.

O TCE-PR desaprovou a contratação, por meio de dispensa de licitação, da empresa SMB Serviços de Engenharia e Medicina, por configurar afronta às disposições do artigo 13 da Lei Municipal nº 13.663/10, do artigo 24, inciso IV, da Lei nº 8.666/93 e do artigo 37, inciso IX, da Constituição Federal (CF/88). Na instrução do processo, o Ministério Público de Contas (MPC-PR) manifestou-se pela procedência parcial da Representação.

Decisão

O relator do processo, conselheiro Augustinho Zucchi, frisou que a Fundação deve contratar os seus empregados por meio de concurso público, nos termos do artigo 37, inciso II, da CF/88. Zucchi ressaltou ainda em seu voto que a contratação realizada para repor a demanda de médicos em razão de faltas e afastamentos de profissionais, por variados motivos, deveria ter sido atendida mediante a abertura de PSS.

Os demais conselheiros aprovaram por unanimidade o voto do relator, por meio da Sessão de Plenário Virtual nº 22/24 do Tribunal Pleno do TCE-PR, concluída em 21 de novembro. A FEAS ingressou com Embargos de Declaração (Processo nº 813001/24), questionando pontos da decisão. Enquanto o recurso tramita, fica suspensa a execução da sanção de multa aplicada na decisão contestada.

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) vêm combatendo a terceirização e a precarização dos contratos de trabalho dos profissionais da medicina há décadas. A própria criação da FEAS foi fruto das ações e mobilizações do Simepar; encerrando um longo ciclo de terceirizações pela Prefeitura de Curitiba.

Segundo a assessoria jurídica do Sindicato, a questão da terceirização foi objeto de ação judicial movida pelo SIMEPAR, havendo coisa julgada proibindo que a Fundação terceirize, admitida tal contratação de terceiros apenas em situações excepcionais, na linha do que decidiu o TCE. Além disso, a verificação do cumprimento da obrigação judicial de não-terceirizar será objeto de audiência a ser realizada nesta sexta-feira (17), entre Sindicato e FEAS.

Com informações do Tribunal de Contas do Estado do Paraná.

Ministério da Saúde publica ilustração fiel do mosquito transmissor do vírus Oropouche

O Ministério da Saúde desenvolveu a primeira ilustração fiel do inseto transmissor do vírus Oropouche, o Culicoides paraensis, conhecido em algumas regiões do país como maruim ou mosquito-pólvora. A medida foi adotada depois de o inseto ser frequentemente confundido em apresentações na mídia, nas redes sociais e até publicações científicas com outras espécies, como o Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, Zika e chikungunya.

Também havia o problema de algumas das imagens, mesmo que usadas corretamente, não serem efetivamente representativas, pois haviam sido obtidas com fotos de baixa resolução, dado tamanho minúsculo do inseto. A título de comparação, o Culicoides paraenses mede até 3 milímetros, sendo cerca de 12 vezes menor do que o mosquito transmissor da dengue e 20 vezes menor do que o Culex quinquefasciatus, que é o pernilongo mais comum no país.

A nova ilustração foi elaborada a partir de estudos e análises da equipe de comunicação científica da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, em parceria com técnicos e entomologistas e do Instituto Evandro Chagas no Pará.

Para a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel, a criação da ilustração fiel permitirá a propagação de informações mais corretas sobre o controle das arboviroses no Brasil. “A medida colabora com pesquisadores e gestores em saúde para melhorar a compreensão e a identificação do vetor, minimizando confusões e aprimorando ações de prevenção”.

Oropouche

A doença Oropouche é causada pelo vírus OROV, um arbovírus transmitido pelo inseto Culicoides paraensis. Identificada desde os anos 1950, a doença se caracterizava por surtos esporádicos região Amazônica, embora também tenha sido registrada em outros países da América Central e do Sul. Por ter sintomas semelhantes ao da dengue, podia ser diagnosticada equivocadamente.

A partir de 2023, a detecção de casos aumentou em decorrência da descentralização do diagnóstico molecular para os Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACEN) de todo o país. As mudanças climáticas também colaboraram para que mais casos surgissem em outras regiões.

A transmissão do Oropouche ocorre por meio do inseto, que, após picar uma pessoa ou animal infectado, transmite o vírus a uma pessoa saudável. Há dois ciclos principais de transmissão da doença: o Ciclo Silvestre, no qual bichos-preguiça, primatas não-humanos e possivelmente aves silvestres são hospedeiros; e o Ciclo Urbano, no qual os humanos são os principais hospedeiros, sendo o Culicoides paraenses o vetor predominante nos dois casos.

A ilustração e mais informações podem ser acessadas no Saúde de A a Z – Oropouche.

As informações são do Ministério da Saúde

Circulação do sorotipo 3 do vírus da dengue no Paraná acende alerta para casos e cuidados

Com o reaparecimento do sorotipo três (DENV-3) da dengue no ano passado e sua circulação no Paraná, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça sobre os cuidados para evitar a doença. Antes do início de 2024, a última vez que o DENV-3 tinha sido detectado no território paranaense foi em 2016, por isso o alerta, uma vez que a população se encontra suscetível a este sorotipo do vírus.

O vírus da dengue possui quatro sorotipos. Eles pertencem à família Flaviviridae, gênero Flavivirus. Até o momento, são conhecidos quatro sorotipos: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. A infecção por um deles gera imunidade específica para esse sorotipo, mas é possível contrair a doença novamente se a pessoa for picada pelo vetor que estiver contaminado com um sorotipo diferente.

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, ressalta que a distinção entre os vírus é importante para o monitoramento epidemiológico e vigilância laboratorial da circulação viral, assim como os exames laboratoriais no diagnóstico.

“É possível contrair dengue mais de uma vez, por um sorotipo diferente, podendo causar um quadro clínico mais grave. No entanto, os cuidados para evitar o agravo devem ser os mesmos já adotados, como a eliminação de qualquer tipo de recipiente que acumule água ou local com água parada nos ambientes domésticos, quintais, terrenos baldios, dentre outros. Essa vigilância contribui para a implementação de medidas preventivas e de controle”, ressaltou.

Desde o dia 28 de julho, início do atual período epidemiológico, até agora foram processadas 6.121 amostras para vigilância laboratorial da circulação viral dos quatro sorotipos. Desse total, 104 amostras foram detectáveis para dengue em pacientes residentes no Paraná. As tipificações do sorotipo foram 37 para DENV- 1, 54 para DENV-2, 13 para DENV-3 e nenhuma para DENV-4.

CIRCULAÇÃO – A série histórica do sorotipo viral de dengue é contabilizada desde o ano de 1995. Até 2018 houve a predominância do sorotipo DENV-1, em 2019 e 2020 do sorotipo DENV-2 e a partir de 2021 voltou a prevalecer o sorotipo DENV-1. Já em 2024 foi observada a reintrodução da circulação de DENV-3.

No período epidemiológico 23/24 foram detectados DENV-1, DENV-2 e DENV-3. O DENV-1 teve a maior circulação nos municípios, representando mais de 80% das amostras tipificadas pelo Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen). Atualmente, percebe-se a inversão da circulação viral com o predomínio do sorotipo DENV-2.

“A dengue é uma doença endêmica, temos casos durante todo o ano, mas o período de maior concentração de casos notificados tem início em janeiro e normalmente vai até maio, sendo que março e abril concentram o maior número de casos”, reforça a coordenadora da Vigilância Ambiental da Sesa, Ivana Belmonte. “Temos de nos manter vigilantes em nossas casas. O Estado está atuando em várias frentes, com várias ações, mas a colaboração e engajamento da população são fundamentais para diminuir o número de casos”.

AÇÕES – A Sesa vem trabalhando constantemente durante todo o ano promovendo ações de apoio no enfrentamento às arboviroses (dengue, zika e chikungunya) junto aos municípios, com incentivo e orientação para a adoção das novas tecnologias propostas pelo Ministério da Saúde. Nos últimos 12 meses o Paraná implantou, capacitou e investiu em várias frentes no enfrentamento à dengue, principalmente em novas tecnologias.

Algumas delas são: o método Wolbachia (consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti juntamente com a bactéria Wolbachia, que impede que os vírus da dengue), a técnica de borrifação residual (BRI-Aedes), que consiste na aplicação de inseticida residual em partes das paredes internas de imóveis especiais – lugares públicos com grande circulação de pessoas, e o monitoramento entomológico por ovitrampas (armadilhas de oviposição para as fêmeas).

As informações são da Agência Estadual de Notícias