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Fiocruz inicia testes para tratamento da Atrofia Muscular Espinhal

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) iniciar testes clínicos em humanos do GB221, um produto de terapia gênica avançada voltado ao tratamento da Atrofia Muscular Espinhal (AME) Tipo 1 (SMA1), a forma mais grave da doença.

O anúncio foi durante reunião do Grupo Executivo do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Geceis) do governo federal, nesta segunda-feira (24), em São Paulo. Aprovado de forma ágil pela Anvisa em processo de análise prioritária, o estudo posiciona o Brasil na liderança do tema na América Latina.

A terapia GB221 foi desenvolvida pela empresa norte-americana Gemma Biotherapeutics, Inc. (GEMMABio). A Fiocruz, além de participar do desenvolvimento clínico da terapia, firmou um acordo de transferência de tecnologia junto à empresa, por meio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), abrindo caminho para que a produção nacional de uma terapia gênica seja realizada pela primeira vez.

A estratégia Fiocruz para Terapias Avançadas tem o objetivo de dotar o país das bases científico-tecnológicas, de produção e assistenciais necessárias à disponibilização de produtos no âmbito do Sistema Ùnico de Saúde (SUS).

Com a iniciativa, o Ministério da Saúde (MS) avança no apoio nacional à pesquisa e o desenvolvimento de terapias gênicas, uma das fronteiras mais inovadoras da saúde pública de precisão, com foco no SUS. O projeto destinado ao desenvolvimento de terapias gênicas para doenças raras liderado pela Fiocruz já recebeu investimentos de R$ 122 milhões do Ministério da Saúde (MS). A Estratégia também conta com aporte financeiro da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que investiu recursos da ordem de R$ 50 milhões em infraestrutura de produção de terapias avançadas.

Desde a produção da vacina para covid-19, Bio-Manguinhos/Fiocruz domina a tecnologia de vetores virais, usada para esta terapia gênica.

O projeto integra as iniciativas do Ministério da Saúde para fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis) e, ao mesmo tempo, é parte do esforço de ampliação da Política Nacional de Atenção às Pessoas com Doenças Raras. Ao atuar nestas duas frentes, a iniciativa fortalece o SUS com um desenvolvimento tecnológico concreto, que pode superar os desafios impostos pelas novas tecnologias à sustentabilidade financeira da saúde pública.

“Como uma instituição que atua há 125 anos em defesa da vida, é emocionante para a Fiocruz colocar sua capacidade científica a serviço das crianças do nosso país. O estudo clínico que acaba de ser autorizado poderá transformar a vida de crianças com atrofia muscular espinhal de forma inédita a partir de técnicas de terapia gênica, um campo de ponta na ciência mundial”, afirmou o presidente da Fiocruz, Mario Moreira.

A diretora de Bio-Manguinhos, Rosane Cuber, avaliou que essa parceria simboliza um passo decisivo para o país.

“A inclusão de terapias gênicas em nosso portfólio representa uma oportunidade única de fortalecer a soberania científica e tecnológica do Brasil. Atuamos sempre alinhados ao rigor regulatório e científico, porque sabemos que cada avanço representa esperança real para milhares de famílias brasileiras”.

Testes clínicos

Considerada rara e com manifestação ainda nos primeiros meses de vida, a AME Tipo 1 é causada por uma alteração no gene SMN1, responsável por produzir uma proteína essencial para o funcionamento dos neurônios relacionados ao movimento. A ausência dessa proteína provoca a perda progressiva da força muscular e pode comprometer a sobrevivência das crianças nos primeiros anos de vida.

As informações são da Agência Brasil.

Ministério da Saúde aprova cinco parcerias para produção de medicamentos para o SUS

O Ministério da Saúde aprovou cinco Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP), entre a futura Butantan Farma e empresas privadas, para a produção de antirretroviral, medicamentos oncológicos e para tratamento de doenças raras. Os remédios serão destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Butantan Farma é a nova denominação da Fundação para o Remédio Popular Chopin Tavares de Lima (Furp), órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP). Em 11 de novembro, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou o projeto de lei para que o Instituto Butantan incorporasse a Furp.

O anúncio foi feito durante reunião plenária do Grupo Executivo do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, realizada nessa segunda-feira (24), com presença do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Estavam presentes também o diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás; o diretor da Fundação Butantan, Saulo Nacif; o superintendente da FURP, Rogério Aunda; e a secretária de Estado de Saúde em exercício, Priscilla Perdicaris.

As parcerias estão sendo realizadas com empresas privadas Cristália, Prati & Donaduzzi, Biocon Pharma e Nortec, Blanver e Cyg Biotech, que vão permitir ampliar a produção de medicamentos para tratamento de doenças raras, como fibrose cística e amiloidose; oncológicos, como leucemias e carcinoma de células renais; e doenças negligenciadas, como o antirretroviral (HIV).

No evento, o Ministério da Saúde anunciou também um investimento de R$ 15 bilhões no setor industrial e fechou um total de 31 novas Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP) para ampliar a produção nacional de produtos estratégicos para o SUS e a oferta de medicamentos e vacinas para a população.

A seleção de novos projetos de PDP, que envolve instituições públicas e privadas para a transferência de tecnologia ao país, não ocorria desde 2017, sendo retomada pelo atual governo com o recebimento recorde de 147 novos projetos no chamamento público.

Parcerias aprovadas:

Ivacaftor 150mg: apresentação em comprimido revestido, indicado para fibrose cística, que será desenvolvido em parceria com a Cristália, com produção prevista após o término da proteção patentária que expira em junho de 2026;

Tafamidis Meglumina 20mg: apresentação em cápsula mole, indicado para Amiloidose, em parceria com a Prati & Donaduzzi, já sem proteção de patente;
Dasatinibe 20 e 100mg: apresentação em comprimido, indicado para Leucemias Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) e Leucemia Mieloide Crônica (LMC), parceria com a Biocon Pharma e Nortec, já sem proteção de patente;

Pazopanibe 200mg e 400mg: apresentação em comprimido revestido, para tratamento de carcinoma de células renais, desenvolvimento em parceria com a Blanver e Cyg Biotech, já sem proteção de patente;

Dolutegravir 50mg + Lamivudina 300mg: antirretroviral em comprimido, para tratamento de HIV, em parceria com a Blanver e Cyg Biotech, com produção prevista após o término da proteção patentária que expira em abril de 2026.

As informações são da Agência Brasil.

Instituto Butantan desmente 10 Fake News sobre a Vacina do HPV

A vacina contra o HPV (Papilomavírus Humano) é uma das ferramentas mais importantes que temos para prevenir vários tipos de câncer em homens e mulheres, como os de colo do útero, vagina, vulva, pênis, ânus e orofaringe. Mesmo assim, muitas mentiras e boatos são espalhados sobre ela.

No Brasil, a vacina é oferecida gratuitamente em dose única pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para a faixa etária de 9 a 19 anos. A estratégia foca em proteger os jovens antes do início da vida sexual, período de maior vulnerabilidade à infecção, e na idade em que a resposta imunológica à vacina é mais forte e duradoura.

Além disso, grupos prioritários com condições específicas de saúde, como pessoas imunossuprimidas e vítimas de violência sexual, podem receber a vacina até os 45 anos, seguindo um esquema de doses adaptado, conforme as diretrizes do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

“A vacina serve para proteger crianças e adolescentes antes de iniciarem a atividade sexual, já que o HPV é transmitido durante o contato íntimo e pode causar diversos tipos de câncer”, afirma o pediatra e gestor médico de Desenvolvimento Clínico do Butantan, Mário Bochembuzio.

Em 2019, 620 mil mulheres e 70 mil homens foram diagnosticados com HPV no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 2022, mais de 78 mil mulheres foram diagnosticadas com câncer do colo do útero e mais de 40 mil morreram devido a esta doença na região das Américas, de acordo com a Organização Panamericana da Saúde (OPAS).

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima, a cada ano, 17.010 casos e 7.209 óbitos por câncer de colo do útero no Brasil, sendo a terceira causa de morte por câncer em mulheres no país. Já o câncer de pênis representa 2% de todos os tipos de câncer que atingem brasileiros, sendo mais comum nas regiões Norte e Nordeste, segundo o Ministério da Saúde.

Para ajudar no combate às notícias falsas e na promoção da imunização precoce, o médico Mário Bochembuzio responde as 10 principais Fake News sobre a vacina contra o HPV a seguir.

1. A vacina incentiva o início da atividade sexual.

FALSO. Não há qualquer estudo que mostre que jovens vacinados começam a ter relações sexuais mais cedo. Essa suposta correlação não tem qualquer comprovação científica ou estatística. A vacinação é um ato de cuidado com a saúde, e evita casos de câncer e outros problemas de saúde muito graves na juventude ou idade adulta. Como as crianças não têm autonomia para decidir, é importante que os pais entendam que a vacina é uma ferramenta essencial para proteger os filhos de doenças debilitantes e que podem levar a amputações e mortes.

2. A vacina causa câncer.

FALSO. É exatamente o oposto: a vacina previne o câncer. O HPV pode causar câncer de colo do útero, vagina, vulva, pênis, ânus e orofaringe. Isso porque o Papilomavírus Humano é um grupo de ao menos 200 vírus diferentes, sendo os tipos 16 e 18 os mais agressivos. A vacina funciona de maneira inteligente e segura: ela é feita com Partículas Semelhantes ao Vírus (VLPs), que são como “capas” ocas do vírus, sem nenhum material genético dentro. Essas partículas não podem causar infecção nem câncer, mas ensinam o sistema imunológico a reconhecer e destruir o vírus verdadeiro caso a pessoa entre em contato com ele no futuro.

3. A vacina não é segura para crianças e adolescentes.

FALSO. A vacina é muito segura para essa faixa etária. Além disso, é exatamente nessa idade (entre 9 e 14 anos) que a resposta do corpo à imunização é melhor. A vacina que está incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação desde 2014 e tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que aprova o uso de medicamentos e imunizantes no Brasil. Em seu documento Janeiro Verde: um alerta sobre a prevenção e a conscientização sobre o câncer de colo do útero, o órgão regulatório afirma que o imunizante é fiscalizado pelas vigilâncias sanitárias locais constantemente para garantir uma vacina segura e eficaz para a população.

4. A vacina do HPV tem muito alumínio e faz mal

FALSO. A quantidade de alumínio na vacina é muito pequena e sua composição é validada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Aliás, o alumínio já é usado em muitos imunizantes há décadas como adjuvante – substância adicionada para melhorar a estabilidade do produto, ou seja, o aspecto da fórmula –, mas em quantidades tão pequenas que não faz mal à saúde. Doses pequenas de alumínio, mas maiores do que a utilizada como adjuvante vacinal, são ingeridas cotidianamente em alimentos e na água sem malefícios à saúde humana.

5. Vacina em dose única é menos eficaz.

FALSO. Estudos recentes e a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) já mostraram que uma única dose da vacina oferece uma proteção forte e duradoura. Seguindo essa recomendação, o Ministério da Saúde adotou em 2024 o esquema de dose única para ampliar a vacinação e proteger um número ainda maior de jovens.

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente a vacina contra o HPV para meninas e meninos entre 9 e 19 anos, com esquema de dose única. Outros grupos populacionais também podem se vacinar, como pessoas que vivem com HIV, transplantados de órgãos sólidos, de medula óssea ou pacientes oncológicos entre 9 e 45 anos; vítimas de abuso sexual entre 15 e 45 anos que não tenham tomado a vacina; pacientes com papilomatose respiratória recorrente; e usuários de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) com idade entre 15 e 45 anos.

6. O HPV só causa câncer em mulheres, então homens não precisam da vacina

FALSO. Homens também são afetados pelo HPV e, por isso, vacinar os meninos protege a saúde deles e de pessoas com quem eles podem se relacionar intimamente no futuro. Um estudo de 2023 publicado na revista The Lancet Global Health mostra que quase um em cada três homens com mais de 15 anos de idade está infectado com pelo menos um tipo de papilomavírus humano (HPV) genital e um em cada cinco está infectado com um ou mais dos tipos de HPV conhecidos como de alto risco ou oncogênicos. O vírus pode causar câncer de pênis, ânus e garganta, além de verrugas genitais. Vacinar os meninos protege a saúde deles e de toda a comunidade.

7. A vacina causa convulsões, problemas neurológicos ou perda de movimentos

FALSO. Mais de 15 anos de estudos mostraram que não existe nenhuma ligação entre a vacina do HPV e essas condições. Órgãos de saúde globais confirmam a segurança da vacina por meio de revisões sistemáticas feitas pelo Comitê Consultivo Global para Segurança de Vacinas (GACVS, na sigla em inglês), da OMS, de 2007 a 2015, e depois com atualizações mais recentes. As conclusões mostraram que as vacina contra HPV são seguras e eficazes, com riscos extremamente baixos e benefícios claros na prevenção de câncer. A recomendação global é continuar vacinando as pessoas elegíveis.

8. A vacina causa infertilidade, esterilidade ou menopausa precoce

FALSO. Pelo contrário, a vacina protege a fertilidade, pois previne o câncer de colo do útero que, sim, pode causar infertilidade – assim como a própria infecção por HPV, que pode desempenhar um papel significativo na causa da infertilidade masculina e feminina, segundo um estudo recente publicado na Revista Europeia de Pesquisa Médica.

9. A vacina aumenta o risco de coágulo no sangue (trombose)

É FALSO. Estudos rigorosos não encontraram nenhum aumento no risco de trombose (coágulos) em pessoas vacinadas em comparação com as não vacinadas. Um deles foi publicado na prestigiosa revista da Associação Médica Americana (JAMA), em 2014. O estudo avaliou os resultados da aplicação da vacina de HPV em 500 mil mulheres na Dinamarca, mostrando que a vacina não estava relacionada ao aumento de casos de tromboembolismo venoso (TEV) ou coágulo sanguíneo.

10. A vacina causa reação anafilática

É MUITO RARO. Como qualquer vacina, existe um risco muito pequeno de reação alérgica grave (anafilaxia), ficando em torno de 0,65 a 1,53 por milhão de doses aplicada, de acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia. Por ser uma possibilidade na aplicação de qualquer vacina, os profissionais de saúde são treinados para lidar com essa situação rara e tratável.

As informações são do Instituto Butantan.

Estudo mostra que inflamação no cérebro pode ser chave do Alzheimer

Um estudo liderado pelo laboratório do neurocientista Eduardo Zimmer, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), sugere que o cérebro precisa estar inflamado para que o Alzheimer se estabeleça e progrida. Segundo o artigo publicado na revista Nature Neuroscience, o acúmulo da proteína tau e beta-amiloide só provoca a reação dos astrócitos que participam da sinapse (comunicação entre um neurônio e outra célula) quando a microglia, célula de defesa do cérebro, também está ativada.

“Quando se diz que essas proteínas se acumulam no cérebro, queremos dizer que elas formam grumos insolúveis no cérebro, ou seja, umas pedrinhas mesmo. Essas duas células [astrócitos e microglias] coordenam a resposta imune do cérebro e nós já sabíamos que essas pedrinhas de proteínas fazem com que essas células respondam mudando para um estado reativo. Quando essas células estão reativas, o cérebro está inflamado”, explicou Zimmer.

Segundo o professor, essas evidências já haviam sido encontradas em animais e em cérebros pós-mortem, mas os cientistas nunca haviam visto essa comunicação entre as células em pacientes vivos. Esse achado foi possível devido à utilização de marcadores como exames de imagem de última geração e biomarcadores ultrassensíveis.

“Nós já sabíamos que a placa beta-amilóide [as pedrinhas que causam a inflamação] fazia o astrócito ficar reativo. O que não sabíamos é que para a doença se estabelecer a microglia também tinha que estar reativa. Então, com esses dois ativos, o astrócito se associa à placa beta-amilóide. Se o astrócito estiver reativo e a microglia não, nada acontece. Nesse contexto das duas células ativas, conseguimos explicar toda a progressão da doença com os outros marcadores, de amiloide e de tau até 76% da variância na cognição”, disse.

Zimmer ressaltou que ainda não se sabe exatamente o que causa o aparecimento da placa beta-amilóide, entretanto sabe-se que há vários fatores de risco e que a combinação de genética com as exposições durante a vida (expossoma) influenciam. Quanto mais exposições boas, menores as chances de desenvolver Alzheimer no futuro.

Entre os fatores de risco para o Alzheimer estão o tabagismo, o alcoolismo, o sedentarismo, a obesidade, entre outros. Já ao contrário, contribuem para evitar, a prática de atividades físicas, boa alimentação, qualidade do sono, estímulo intelectual.

A descoberta contribui para uma visão nova de tratamento para a doença, já que nos últimos anos a ideia era a de desenvolver fármacos que agissem nas placas beta-amilóides. A nova perspectiva sugere que pode ser necessário desenvolver medicamentos que consigam interromper a comunicação entre os astrócitos e as microglias.

“Então a ideia é a de que, além de tirar as ‘pedrinhas’, vamos precisar acalmar essa informação no cérebro, acalmar esse diálogo entre as duas células”, explicou.

O estudo é apoiado pelo Instituto Serrapilheira.

As informações são da Agência Brasil.

Dia Mundial do Diabetes: Sesa orienta a prevenção e tratamento gratuito pelo SUS

No Dia Mundial do Diabetes, 14 de novembro, a Secretaria da Saúde do Paraná reforça a orientação sobre prevenção e tratamento, cuidados que podem ser feitos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Dia Mundial foi instituído para conscientizar a população sobre as consequências do diabetes e o índice de mortalidade.

O diabetes é uma doença crônica que não tem cura. Por isso, prevenir e seguir o tratamento correto é essencial para evitar o agravamento e complicações. “O tratamento é oferecido de forma gratuita na saúde pública, incluindo o fornecimento de medicamentos e encaminhamentos para especialistas, se necessário”, orienta o secretário estadual da Saúde em exercício, César Neves.

No Paraná, a Sesa segue diretrizes nacionais para ofertar o tratamento para Diabetes Mellitus Tipos 1 e 2, especificamente os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas.

O Diabetes Mellitus (DM) é causado pela produção insuficiente ou resistência à ação da insulina, hormônio produzido pelo pâncreas e responsável por metabolizar a glicose, transformando-a em energia para a manutenção do funcionamento do corpo. A alteração de funcionamento provoca altas taxas de açúcar no sangue (hiperglicemia) de forma permanente, e esse aumento dos níveis de glicemia pode levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos.

A porta de entrada para tratamento no Sistema Único de Saúde é a Atenção Primária à Saúde (APS). O acompanhamento é feito nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), nos municípios, onde tem seu risco avaliado e o cuidado em saúde é compartilhado com a atenção ambulatorial especializada, conforme a necessidade.

O não tratamento ou o tratamento inadequado do diabetes (tanto Tipo 1 quanto Tipo 2) podem levar à cegueira, amputação de membros e morte.

No Paraná, neste ano, no período de janeiro a setembro, foram feitos pelo SUS 1.532.038 atendimentos individuais para pessoas com diabetes. Ultrapassa 3,1 mil o número de óbitos decorrentes da doença. Em todo o ano de 2024 foram registrados 2.415.435 atendimentos individuais para pessoas com diabetes, e 4.266 óbitos.

PROBABILIDADE – Apesar de não existir um perfil de pessoa que pode desenvolver diabetes, existem algumas características que indicam mais probabilidade da existência de uma doença metabólica como essa.

No caso do Tipo 2, a maior probabilidade é para indivíduos de qualquer idade com sobrepeso ou obesidade e que apresentem, pelo menos, um dos fatores de risco para a doença: histórico familiar (parente de 1º grau), histórico de doença cardiovascular prévia, hipertensão arterial sistêmica (HAS), níveis alterados de colesterol e triglicerídeos.

Também são fatores de risco histórico de diabetes gestacional ou ter tido um bebê com peso ao nascer maior ou igual a 4 quilos e outras condições associadas à resistência à insulina como, por exemplo, síndrome dos ovários policísticos. Já o diabetes Tipo 1 é uma doença autoimune, cujo diagnóstico ocorre mais frequentemente na infância e na adolescência. O diabetes gestacional ocorre por conta de mudanças hormonais durante a gravidez, que podem fazer com que a ação da insulina seja reduzida. Nestes casos, após o parto, a doença não persiste.

AUMENTO – Os dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel Brasil), do SUS, apontaram que no período entre 2006 e 2023 o número de pessoas que relataram diagnóstico médico de diabetes aumentou, passando de 5,5% em 2006 para 10,2% em 2023. A elevação foi tanto para homens (4,6% em 2006 para 9,1% em 2023), quanto para mulheres (6,3% em 2006 a 11,1% em 2023). A faixa etária com mais elevação foi a de adultos de 65 anos ou mais, que passou de 18,9% em 2006 para 30,3% em 2023.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Ação do Simepar suspende redução da insalubridade de Médicos/as em Pato Branco

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) obteve uma liminar em ação movida contra o Município de Pato Branco, no Sudoeste do Paraná, suspendendo os efeitos de uma Lei municipal que altera a base de cálculo do adicional de insalubridade dos Médicos/as servidores
públicos municipais.

A Liminar foi obtida com base no princípio da irredutibilidade salarial e beneficia os profissionais da Medicina que ingressaram no Serviço Público Municipal antes da vigência da referida Lei.

O processo seguirá tramitando na 2ª Vara da Fazenda Pública de Pato Branco e a Assessoria Jurídica do Simepar continuará na defesa dos direitos das Médicas e Médicos do Município.

Fundação de Morretes convoca Médicos/as aprovados em Processo Seletivo

A Fundação de Atenção à Saúde de Morretes (FASMO) publicou um Edital convocando os aprovados no Processo Seletivo Simplificado para contratação de Médicas e Médicos, entre outros profissionais da Saúde.

Foram convocados a assumir as vagas os profissionais da Medicina nas especialidades de Médicos/as Generalistas, Ginecologista e Obstetra, Ortopedista e Ultrassonografista; além de Enfermeiras/os e Técnicos/as em Enfermagem.

Os aprovados devem se apresentar entre os dias 12 e 14 de novembro, conforme edital.

Acesse a íntegra do Edital aqui.

As informações são da Prefeitura de Morretes. 

Novembro Azul: Demora na busca por tratamento tem reflexos graves na Saúde dos homens

No Paraná, os homens são maioria em quase todas as causas de óbito e em praticamente todas as faixas etárias até os 80 anos, segundo dados do Ministério da Saúde. Eles também são maioria em números totais, como mostra o levantamento da Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa), para pessoas de 20 a 59 anos. No Paraná, em 2025, dos 15.656 óbitos, 66% foram homens.

Entre cinco doenças que atingem homens e mulheres, em 2025 no Paraná, apenas nas neoplasias há predominância feminina. De acordo com dados do Sistema de Informação da Mortalidade (SIM), homens morrem mais de doenças dos aparelhos circulatório e digestivo, doenças infecciosas ou parasitárias e o maior motivo de mortes masculinas são as causas externas de morbidade e mortalidade: situações de violência como homicídios, acidentes, quedas e afogamentos.

De acordo com a Secretaria da Saúde, um dos pontos de atenção é porque homens demoram mais para constatar problemas por falta de hábito de consulta.

“Os homens ainda procuram os serviços de saúde apenas em situações extremas, quando o problema já está avançado. Isso aumenta o risco de complicações e de mortalidade por doenças que poderiam ser evitadas ou controladas com diagnóstico precoce”, alerta o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. “O primeiro passo é reconhecer que o homem não é invencível. Prevenir é a melhor forma de viver mais e melhor. O Governo do Estado trabalha continuamente para oferecer acesso, acolhimento e políticas públicas que incentivem o autocuidado e a promoção da saúde masculina”.

Estudos recentes do Ministério da Saúde apontam que os homens têm maior risco de morte por doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) – especialmente cardiovasculares, respiratórias crônicas, câncer e diabetes – com taxas 40% a 50% mais altas que as das mulheres.

Essa diferença do número de óbitos é explicada em grande parte por hábitos inadequados, falta de prevenção e resistência masculina em procurar os serviços de saúde. Os números não são apenas reflexos de fatores biológicos, mas também questões culturais e sociais, que associam masculinidade à invulnerabilidade e é um dos temas do Novembro Azul.

O Governo do Paraná, por meio da Sesa, mantém ações contínuas para promover o cuidado integral da saúde masculina. Em setembro deste ano, foi realizado o curso “O cuidado à saúde do homem em contexto de violência e proteção de meninas e mulheres na Atenção Primária à Saúde”, voltado à capacitação de profissionais de saúde para abordar o tema com sensibilidade e atenção.

A Sesa ainda reforça medidas essenciais de prevenção e promoção da saúde, como monitorar a pressão arterial regularmente, manter alimentação saudável e prática de atividades físicas, abandonar o tabagismo, reduzir o consumo de álcool e participar das campanhas de vacinação.

Também é importante realizar exames periódicos e testes rápidos para ISTs, disponíveis gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), com resultados em até 30 minutos. Além das UBS e dos CTAs, os homens contam com Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), unidades especializadas, programas de reabilitação e projetos voltados ao bem-estar físico e mental em todo o Estado.

PROCURA TARDIA – Em 2025, de janeiro a setembro, apenas 28% dos atendimentos individuais realizados na faixa etária de 20 a 59 anos na Atenção Primária à Saúde do Paraná (APS) foram destinados a homens. O número do Paraná reflete a subutilização dos serviços básicos, mesmo quando disponíveis.

As consequências dessa ausência preventiva aparecem nas estatísticas de internações por doenças que poderiam ser evitadas com acompanhamento médico regular. De janeiro a agosto de 2025, os homens representaram: 72,7% das internações por doenças imunopreveníveis, 53,3% por pneumonias bacterianas, 55,8% por angina, 54,3% por insuficiência cardíaca e 60,1% por infecções de pele e tecido subcutâneo.

Com investimento de R$ 60 milhões, Hospital do Câncer de Londrina ganhará novo bloco
O câncer bucal, por exemplo, é 3,6 vezes mais comum entre homens no Paraná. As estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) mostram que o Estado registra 920 casos, em média, por ano; 720 são em homens e 200 em mulheres.

O levantamento recente da Sesa, com base no Sistema de Informação da Atenção Básica (Sisab), mostra que, entre janeiro e setembro de 2025, os principais atendimentos masculinos foram: 1 milhão por hipertensão arterial, 560 mil por diabetes, 442 mil em saúde mental, 109 mil para tabagismo, 49 mil para obesidade, 47 mil para alcoolismo e 18 mil em saúde sexual e reprodutiva.

As informações são da Agência Brasil

Morretes avança na contratação direta de Médicos/as diminuindo a terceirização

A Prefeitura de Morretes, município do Litoral do Paraná, está avançando na contratação direta de Médicas e Médicos, através da Fundação de Atenção à Saúde de Morretes – FASMO, que é responsável pela mão de obra Médica do Hospital Municipal.

A FASMO vem substituindo a escala com profissionais da Medicina contratados diretamente, num esforço de transição para superar a terceirização dos/as Médicos/as no Hospital Municipal.

Morretes é motivo de elogio e segue o exemplo de Matinhos, também no Litoral, que recentemente alcançou 90% da mão de obra Médica contratada diretamente; provando que com vontade política é possível superar as terceirizações que precarizam a contratação dos profissionais e causam danos à Saúde Pública.

Cabe lembrar que o esforço de redução e combate à terceirização de mão de obra de Médicas e Médicos parte da atuação do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar), quem tem obtido importantes vitórias como essas, no sentido de garantir que os profissionais da Medicina sejam contratados diretamente pelos Municípios, por suas Fundações, e/ou por Consórcios Intermunicipais.

A superação das terceirizações traz diversas melhorias nas relações de trabalho dos profissionais, traz segurança jurídica para as Administrações Públicas Municipais, além de melhorar a assistência da Saúde Pública prestada à população. O Sindicato continuará acompanhando a manutenção do quadro de encerramento das terceirizações.

LEIA TAMBÉM: Matinhos reduz a terceirização de Médico/as atingindo 90% de profissionais contratados diretamente

Nota de pesar pelo falecimento da Sra. Mariam Hajar

A Direção do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) expressa votos de pesar pelo falecimento da Sra. Mariam Hajar, mãe dos médicos Rached Hajar Traya e Gassan Traya.

A Sra. Mariam teve grande importância para o meio médico local, paranaense e nacional, pela herança viva que deixou.

Nossos mais sinceros sentimentos à família e aos amigos.