Filiado à

Notícias

Programação do III Congresso Acadêmico Sindical e II Jornada Científica da FMB

A Federação Médica Brasileira (FMB) e o Sindicato dos Médicos do Paraná (Simepar) estão com inscrições abertas para o III Congresso Acadêmico Sindical da FMB. O evento será realizado nos dias 14 e 15 de agosto de 2026, na sede do Conselho Regional de Medicina do Paraná, em Curitiba (PR).

Com o tema “Formação Médica, Residência e Regulação Profissional: impactos do ENAMED e desafios para o trabalho médico”, o encontro reunirá acadêmicos de medicina, médicos, pesquisadores, lideranças sindicais e profissionais da saúde de diversas regiões do país.

A proposta é promover debates qualificados sobre os desafios da formação médica, residência, regulação profissional e mercado de trabalho, fortalecendo a integração entre movimento sindical, meio acadêmico e prática médica.

As inscrições para o congresso já estão disponíveis na plataforma Even3, onde também podem ser acessadas informações atualizadas sobre programação, edital e orientações logísticas.

Confira a seguir a programação:

[Sujeito a alterações]

III Congresso Acadêmico Sindical e II Jornada Científica da Federação Médica Brasileira

Datas: 14 e 15 de agosto de 2026 – sexta-feira e sábado

Local: CRM Paraná – Rua Victório Viezzer, 84 – Vista Alegre, Curitiba – PR

Tema central: Formação Médica, Residência e Regulação Profissional: impactos do ENAMED e desafios para o trabalho médico

DIA 14/08/2026 — SEXTA-FEIRA

II Jornada Científica Acadêmica Sindical da Federação Médica Brasileira

8 às 8h30 | Credenciamento

Recepção aos participantes e autores

Orientações para apresentação de trabalhos

8h30 às 9h | Abertura da Jornada Científica

Tema: Produção científica estudantil e formação médica baseada em evidências

Apresentação: Acadêmico João Benjamin (NA/SINDMEPA)

9 às 10h30 | Sessão de apresentação oral de trabalhos

Eixo Temático 1: Saúde Mental do Médico e do Estudante de Medicina

9 às 11h | Sessão de pôsteres científicos (paralelo)

Exposição contínua dos pôsteres e avaliação por comissão científica

10h30 às 10h45 | Intervalo

10h45 às 12h | Sessão de apresentação oral de trabalhos

Eixo Temático 2: Educação Médica

11 às 12h | Premiação e encerramento da Jornada Científica

12 às 14h | Intervalo de almoço – livre

14 às 15h | Oficinas Paralelas

Publicidade Médica

Internato e Preceptoria no SUS

Organização estudantil e sindical

“Como fazer medicina e não enlouquecer?”

15h30 às 16h30

Mesa 1 – A experiência da Juventude Sindicalista: o case do SINDMEPA

Palestrantes: Dr. Paulo Bronze (Diretor de Acadêmicos da FMB e diretor do SINDMEPA), Dr. Waldir Cardoso (Diretor da FMB e diretor do Núcleo Acadêmico do NA-SINDMEPA) e Acadêmica Sarah Câmara (Diretora-Geral do NA-SINDMEPA)

19 às 19h45

Abertura oficial autoridades

Abertura oficial Núcleos Acadêmicos

19h45

Palestra Magna – Saúde mental dos estudantes de medicina: a influência na formação do futuro médico?

Palestrante: Dra. Claúdia Paola Carrasco Aguilar, médica psiquiatra, diretora da FMB e do Sindicato dos Médicos do Paraná

21h | Coquetel – a confirmar

DIA 15/08/2026 — SÁBADO

8 às 8h30 | Credenciamento

8 às 9h

Mesa 2 – Provas de Proficiência

Fenômeno Enamed e a nova régua de proficiência médica

Palestrantes: Acadêmicas Maria Eduarda Italiano (NA/PB) e Ana Flávia (NA/AC)

9 às 10h | Debate

10 às 11h

Mesa 3 – A Medicina atual e as entidades de representação estudantil: novos debates e novas perspectivas

Palestrante: Acadêmico Hugo Oliveira (NA/PA)

11 às 12h | Debate

12 às 14h | Intervalo de almoço – livre

14 às 15h

Mesa 4 – Do jaleco à realidade: guia de sobrevivência do acadêmico ao recém-formado

Palestrantes: Dra. Agáta Berti Casalli (Diretora SIMESC) e Dr .Luiz Gustavo Andrade (Assessor Jurídico do SIMEPAR)

15 às 16h | Debate

16 às 18h

Plenária Final – Carta de Curitiba

19h

Jantar em Santa Felicidade – a confirmar local

DIA 16/08/2026 — DOMINGO

Passeios a pontos turísticos – livre.

As informações são da FMB.

Vacinação de gestantes reduz pela metade os casos graves de Bronquiolite em bebês

A vacinação de gestantes contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite em crianças, reduziu em 52,5% os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em bebês menores de 6 meses. Disponível na rede pública desde dezembro, a vacina protege o bebê ainda durante a gestação, garantindo proteção nos primeiros meses de vida, período em que o risco de complicações respiratórias é maior.

Os dados serão apresentados nesta terça-feira (14) durante a 7ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) do SUS e reforçam a importância da adesão de todas as gestantes à vacinação. Até agora, mais de 1,2 milhão de doses foram aplicadas no país.

No primeiro semestre de 2026, os casos graves em bebês menores de 6 meses caíram de 14.061 para 6.674, na comparação com o mesmo período de 2025. Nas demais faixas etárias infantis, a redução variou entre 8% e 13%, indicando um impacto mais expressivo justamente entre os bebês protegidos pela vacinação materna.

Além disso, um estudo em andamento estima que aproximadamente 6,8 mil casos graves tenham sido evitados entre crianças menores de 6 meses. A análise também mostra que, em 2026, os bebês nessa faixa etária responderam por cerca de 35% das hospitalizações entre crianças de até 4 anos durante o período de maior circulação do VSR, percentual inferior ao observado antes da introdução da vacina.

A vacina é indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gestação. O imunizante estimula a produção de anticorpos pela mãe, que são transferidos ao bebê durante a gestação, protegendo-o nos primeiros meses de vida, quando o risco de hospitalização por VSR é mais elevado.

Prevenção

Além da vacinação de gestantes, o SUS oferta o nirsevimabe, um imunobiológico que também garante proteção imediata contra o VSR. O medicamento é indicado para recém-nascidos prematuros (até 36 semanas e 6 dias de gestação) e crianças de até 23 meses com comorbidades, como cardiopatias congênitas e doenças pulmonares crônicas.

Diferentemente das vacinas tradicionais, o nirsevimabe é um anticorpo monoclonal pronto, que passa a atuar logo após a aplicação, sem a necessidade de o organismo produzir anticorpos ao longo do tempo.

Administrado em dose única, o medicamento oferece proteção por até seis meses e foi disponibilizado prioritariamente em maternidades e na Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (CRIE). Mais de 100 mil doses foram registradas.

Gestantes e responsáveis por crianças elegíveis devem procurar uma unidade de saúde para verificar a indicação da vacinação e do nirsevimabe, conforme os critérios estabelecidos para cada público.

As informações são do Ministério da Saúde.

SUS disponibiliza Insulina Glargina para crianças, adolescentes e idosos

O Ministério da Saúde está substituindo gradualmente a insulina NPH pela glargina no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida beneficiará pacientes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou tipo 2.

Até essa segunda-feira (13), o Ministério da Saúde já havia encaminhado mais de 254 mil tubetes de insulina glargina a 16 estados. Também foram distribuídas 52.350 canetas reutilizáveis para a aplicação do medicamento. Todas as unidades da Federação devem receber o medicamento até o fim de julho.

O acesso ao medicamento ocorrerá mediante avaliação clínica e prescrição médica, com oferta nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de todo o país.

Considerada opção terapêutica mais moderna, a insulina glargina tem ação prolongada e, na maioria dos casos, requer apenas uma aplicação diária.

Outros esquemas de tratamento podem exigir até três aplicações no mesmo período.

Segundo o ministério, o uso da insulina glargina proporiona controle mais estável da glicemia e reduz o risco de episódios de hipoglicemia.

A expectativa é que a mudança proporcione mais segurança e qualidade de vida aos pacientes atendidos pelo SUS.

Acesso

Para acessar a insulina glargina, o paciente deve procurar a UBS mais próxima de sua residência com a receita médica devidamente emitida e carimbada.

No caso de crianças e adolescentes, pais, responsáveis ou cuidadores também podem pedir a substituição da insulina NPH pela nova opção terapêutica.

Os usuários serão atendidos por uma equipe multiprofissional, responsável por avaliar o quadro clínico e verificar a possibilidade de transição do tratamento.

Junto com a insulina glargina, será disponibilizada uma caneta reutilizável para aplicação, com validade de três anos, além das agulhas necessárias para a administração do produto.

As informações são da Agência Brasil. 

Assembleia Geral Extraordinária dos/as Médicos/as de Campo Largo

EDITAL DE CONVOCAÇÃO
ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

O Presidente do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná, no uso das atribuições que lhe conferem o estatuto e a legislação em vigor, e considerando que as deliberações vinculam a todos os membros da categoria, ainda que ausentes ou discordantes, convoca os médicos do município de Campo Largo para Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada no dia 03 de agosto de 2026, às dezessete horas e trinta minutos em primeira convocação, às dezoito horas e trinta minutos em segunda convocação e às dezenove horas e trinta minutos em terceira e última convocação, na sede do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná – SIMEPAR, situado na Rua Coronel Joaquim Sarmento, 177, Bom Retiro, Curitiba – PR para tratar da seguinte ordem do dia abaixo.

A Assembleia será híbrida e com exceção da mesa diretiva, que estará presente, os demais deverão solicitar link da assembleia pelo e-mail juridico@simepar.com.br no dia da assembleia, (dia 03 de agosto de 2026), até às 17 horas.

  1. Reivindicações da categoria médica de Campo Largo;
  2. Deliberação quanto a manter ou não, em aberto a Assembleia Geral da categoria até a resolução final da lide;
  3. Deliberação acerca da oportunidade de deflagração de movimento paredista;
  4. Outros assuntos.

 

Curitiba, 14 de julho de 2026.

 

Marlus Volney de Morais
Diretor-Presidente

Médicos que atuam no Aeroporto Afonso Pena estão há 4 anos sem reajuste

Um grupo de Médicos que atendem no Aeroporto Internacional Afonso Pena, na Região Metropolitana de Curitiba, procurou o Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) para que a entidade Sindical os representasse em processo de negociação com a empresa Med Mais. Os profissionais da Medicina estão com os honorários médicos defasados, sem reajustes desde o ano de 2022.

Em reunião com os representantes da Med Mais, a direção do Sindicato sugeriu a aplicação de um reajuste com base na inflação acumulada do período, somada a um ganho real, compensando os anos sem qualquer atualização financeira. Na mesma reunião ficou acertado o prazo de 15 dias para resposta da empresa contratante.

Em resposta enviada por ofício, a Empresa Med Mais afirmou que não há condição financeira para implementar o reajuste proposto. A alegação é que os reajustes causariam “desequilíbrio nos contratos”.

O Simepar refuta essa justificativa, visto que contratos de prestação de serviço devem pressupor reajustes, com periodicidade no mínimo anual; justamente para que não haja desequilíbrio para os trabalhadores; no caso os prestadores de serviços Médicos.

Agora, a Assessoria Jurídica do Simepar estuda novas medidas para garantir a correção dos honorários médicos que já estão defasados há 4 anos.

Crianças são mais vulneráveis a envenenamento por picada de escorpião

Casos recorrentes de envenenamento sistêmico grave por peçonha de escorpião, como o da menina Valentina Nobre Lima, de 11 anos, que morreu após ser picada ao calçar o sapato no Distrito Federal, chamam a atenção para a vulnerabilidade de crianças.

Após o acidente, a família procurou o Corpo de Bombeiros, mas só teve acesso ao soro antiescorpiônico em um hospital regional. De lá, a criança foi encaminhada para uma unidade de terapia intensiva (UTI). Valentina foi intubada e permaneceu em coma induzido por 24 dias. Ela faleceu no último domingo (5).

No Brasil há mais de 170 espécies de escorpião e os efeitos das picadas podem ser mais ou menos perigosos, conforme a espécie e quem recebe o veneno. O escorpião-amarelo, com ampla distribuição em todas as macrorregiões do Brasil, é o responsável pelos acidentes mais graves.

Segundo Joelma Gonçalves Martin, especialista da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), as crianças são mais vulneráveis à substância injetada pelo escorpião, por serem menores, com menos massa corporal que um adulto.

“É um veneno extremamente agressivo. A criança é picada, recebe a mesma quantidade de veneno que um adulto receberia, mas nela o veneno se distribui por um organismo que tem um peso corporal menor. Então isso vai resultar numa dose de toxina por quilo de peso maior nas crianças, do que no adulto”, explica a pediatra.

Sintomas

De acordo com Joelma, o veneno do escorpião possui toxinas que atuam no sistema nervoso, causando diferentes sintomas que afetam principalmente o coração e o sistema neurológico.

“Essas substâncias podem causar ataque cardíaco importante, podem levar à hipertensão, levar à edema agudo de pulmão. E, no caso do coraçãozinho da criança e do sistema nervoso isso é mais intenso, já que as crianças têm menor reserva fisiológica para suportar essas alterações”, diz.

De acordo com a pediatra, o agravamento do quadro logo apresenta outros sinais como taquicardia, sudorese, sinais de pressão alta, de pressão baixa, convulsão, agitação psicomotora, sonolência, falta de resposta neurológica, bradicardia (batimentos lentos), dor abdominal e falta de ar.

“A intensidade dos sintomas da picada do escorpião vai depender, claro, da quantidade de veneno que foi inoculada e da idade do paciente, sendo que as crianças têm sintomatologia mais grave”, reforça Joelma Martin.

Atendimento

Os sinais da picada na pele são pouco visíveis, mas a dor intensa é um forte sinal de que a picada existiu e que é necessário rapidez na resposta médica especialmente de crianças, idosos e pessoas imunodeprimidas.

“É muito importante que nós tenhamos nos municípios um mapeamento de onde é o serviço mais próximo que tenha o soro antiescorpiônico, para que os pacientes possam ser imediatamente encaminhados para lá, porque efetivamente o tempo de recebimento deste soro é responsável pela melhor resposta”, explica a pediatra.

De acordo com informações divulgadas pelo Centro de Informação e Assistência Toxicológica o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) ou o Corpo de Bombeiros (193) podem ser acionados para transportar o paciente até os hospitais de referência para soroterapia de acidentes por animais peçonhentos.

Cada Secretaria Estadual de Saúde é responsável por manter atualizada a lista desses hospitais.

Segundo Joelma Martin é importante ter essa informação antes mesmo do acidente acontecer, para evitar perder tempo na busca por outros serviços de saúde que não possuam o soro antiescorpiônico.

“Higienizar o local [da picada]. Eventualmente, pode dar um remédio com analgésico via oral, que costuma ser pouco eficaz, mas é para minimizar um pouquinho a dor. Levantar o membro [que recebeu a picada], também pode ser complementos do tratamento importantes, mas que não devem atrasar o encaminhamento ao hospital”, diz a pediatra.

Prevenção

Como as crianças são mais vulneráveis aos casos graves de envenenamento, é necessário redobrar a prevenção entre elas.

“Orientar as crianças a chacoalhar os sapatinhos que estão ali debaixo da cama, as roupas que estão paradas há muito tempo, não irem brincar em lugares com muitos buracos na parede, com muitos resíduos, acúmulos de material de construção, trilhos de trem. Essas coisas todas retém ou escondem o escorpião”, destaca Joelma.

O manual do Ministério da Saúde que trata de acidentes por escorpiões, alerta que a limpeza de ambientes é fundamental para evitar a presença de insetos que sirvam de alimento ao escorpião. O uso de soleiras, telas e vedações de ralos, pias em taque fora de uso também são barreiras.

Afastar camas e berços das paredes e evitar que roupas de cama, mosquiteiro e outros tipos de panos encostem no chão, para evitar a subida do escorpião. E quando identificar a sua presença, comunicar a vigilância ambiental.

“Gostaria de enfatizar que os escorpiões se multiplicam por partenogênese, portanto eles têm os filhotinhos sozinhos mesmo. Quando uma pessoa encontra um escorpião, em geral, existe uma família deles por perto”, conclui a pediatra.

As informações são da Agência Brasil.

Canetas contrabandeadas não têm equivalência com medicamentos registrados no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informa que é falsa a informação de que testes laboratoriais comprovaram a equivalência de canetas contrabandeadas com os produtos registrados no Brasil.

Para garantir que um medicamento é equivalente a outro, são necessários testes específicos para assegurar concentrações e características idênticas. Além disso, os testes precisam avaliar se o medicamento funciona da mesma forma quando é aplicado em uma pessoa. Para isso, é necessário avaliar como o produto é absorvido pelo corpo, qual a concentração que atinge na corrente sanguínea e quanto tempo leva para ser eliminado.

Para se comprovar a equivalência, é necessário que o estudo seja feito em um centro de bioequivalência credenciado, que tem a responsabilidade de avaliar as etapas clínicas, analíticas e estatísticas do estudo.

O que é fato?

O Centro de Informação e Assistência Toxicológica da Unicamp (CIATox) realizou apenas testes de presença, concentração e estrutura molecular do princípio ativo tirzepatida em medicamentos contrabandeados.

O CIATox NÃO é um centro de bioequivalência credenciado no Brasil e não realizou estudos de equivalência. O centro também não faz parte da Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos em Saúde.

Os testes realizados pela Unicamp permitem dizer que havia presença de princípio ativo nos frascos. Entretanto, não é possível afirmar que são equivalentes, já que não foram feitas análises de impurezas, contaminantes, degradação do produto, esterilidade, presença de metais pesados, entre outros.

O mais importante: o teste NÃO avaliou a biodisponibilidade. Esse é o dado mais relevante para dizer que um medicamento funciona do mesmo jeito que outro.

Quer aprofundar?

O processo de registro de um medicamento é complexo e requer a apresentação de informações qualitativas e quantitativas completas sobre o produto, incluindo sua caracterização, formulação, impurezas, especificações, controle de qualidade, validação de metodologia analítica, processo produtivo, além de dados que comprovem sua eficácia e segurança clínicas.

Uma análise laboratorial, sem conhecimento de informações que só o fabricante detém acerca do produto (como processo de síntese, impurezas possíveis, perfil de degradação etc.), não traz informações confiáveis, principalmente sobre o conteúdo do fármaco e de impurezas.

Um método de análise não detecta automaticamente qualquer impureza. Mesmo métodos descritos em farmacopeias não são automaticamente considerados adequados e precisam passar por um processo de validação.

Antes, é necessário entender quais impurezas podem estar presentes (impurezas em potencial) para, então, desenvolver um método capaz de detectar e monitorar essas impurezas.

As empresas fabricantes dos produtos analisados pela Unicamp NÃO foram avaliadas na linha de produção, o que afeta diretamente a qualidade do produto final. E NÃO foram avaliadas pela Anvisa, que não teve acesso aos laudos nem às metodologias, quanto à certificação de Boas Práticas de Fabricação (BPF), etapa essencial para assegurar a qualidade da fabricação de medicamentos.

As informações são da Anvisa via Agência Gov.

Nota de Pesar pelo falecimento do Dr. Elcio Alberto Ruiz

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) manifesta profundo pesar pelo falecimento do Médico Ortopedista Dr. Elcio Alberto Ruiz.

Neste momento de tristeza, o Simepar se solidariza com familiares, amigos, colegas e todos aqueles que tiveram o privilégio de conviver com o Dr. Elcio Alberto Ruiz, expressando nossos mais sinceros sentimentos.

Cientistas da Fiocruz podem produzir vacina completa contra a Malária

Cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) deram passo importante para obter uma vacina mais completa contra a malária. Os pesquisadores identificaram um conjunto inédito de fragmentos de proteínas do parasita Plasmodium que podem viabilizar o desenvolvimento de um imunizante capaz de proteger contra diferentes espécies e atuar em várias fases da doença. A descoberta foi publicada nessa quarta-feira (1º) na revista Nature.

O estudo adotou abordagem inovadora para entender como o sistema imunológico reconhece o parasita causador da malária. Em vez de focar apenas na produção de anticorpos, estratégia mais comum nas vacinas atuais, a equipe investigou o papel dos linfócitos T CD8+, células de defesa capazes de identificar e destruir diretamente as células infectadas.

“Há mais de 50 anos se busca desenvolver uma vacina contra a malária e, só recentemente, tivemos aprovados imunizantes com eficácia limitada, voltados principalmente para o P. falciparum e para crianças. Um dos principais desafios sempre foi encontrar bons alvos vacinais”, explica a pesquisadora Caroline Junqueira, da Fiocruz Minas, coordenadora do estudo.

Segundo ela, o diferencial da pesquisa foi justamente mostrar que as células T CD8+ também desempenham papel central no combate ao parasita e identificar quais as proteínas dele que são reconhecidas pelo sistema imune.

A investigação foi feita em etapas. Primeiro, os cientistas identificaram os peptídeos, pequenos fragmentos de proteínas do parasita exibidos na superfície das células infectadas e reconhecidos pelos linfócitos T CD8+. No total, foram identificados 453 peptídeos derivados de 166 proteínas do parasita.

Em seguida, o grupo mapeou a origem desses fragmentos e observou que a maioria vinha de proteínas chamadas housekeeping, responsáveis por funções básicas e indispensáveis à sobrevivência do parasita.

“Essas proteínas são necessárias em todos os estágios do ciclo de vida do parasita e altamente conservadas entre diferentes espécies. Isso as torna alvos muito interessantes para uma vacina universal”, explica a pesquisadora. Na prática, significa que uma vacina baseada nesses alvos teria mais chances de funcionar de forma ampla, atingindo o parasita em diferentes momentos da infecção e em suas diversas variantes.

Resposta imune

Na etapa seguinte, a equipe testou se esses peptídeos realmente eram combatidos pelo sistema imune. Os resultados mostraram que células de pacientes infectados, tanto por P. vivax quanto por P. falciparum, reagiram aos antígenos identificados.

Além disso, a resposta foi observada em outras três espécies de Plasmodium, incluindo aquelas que infectam primatas e camundongos. “Confirmamos a resposta imunológica em cinco espécies diferentes e em múltiplos hospedeiros, incluindo humanos naturalmente infectados, humanos submetidos à infecção experimental e modelos animais, tanto em camundongos quanto em primatas”, afirmou Caroline.

Os testes foram realizados tanto em amostras humanas quanto em modelos experimentais. Em primatas e camundongos, os antígenos também induziram resposta de células T, inclusive em órgãos-chave como o fígado, onde ocorre a etapa inicial da infecção, e no sangue. Em modelos animais, alguns desses alvos chegaram a demonstrar efeito protetor, reduzindo a carga do parasita.

“Não é só reconhecimento: vimos indícios de proteção, o que é fundamental para o desenvolvimento de uma vacina”, afirma a pesquisadora.

Diferencial

Atualmente, as vacinas disponíveis contra a malária têm eficácia parcial e são direcionadas principalmente ao P. falciparum, atuando na fase inicial da infecção. Além disso, sua proteção tende a diminuir com o tempo.

O novo estudo aponta caminho diferente: uma vacina capaz de atuar em múltiplos estágios do parasita, tanto no fígado quanto no sangue, e eficaz contra diferentes espécies.

“Hoje, as vacinas não cobrem completamente todas as fases da infecção. Nosso trabalho mostra que esses antígenos estão presentes em vários momentos, o que atende a uma demanda importante da Organização Mundial da Saúde”, explicou Caroline.

Apesar do avanço ainda há um longo caminho até o desenvolvimento de um imunizante. Os achados precisam passar por novas etapas de validação e testes clínicos.

“Nosso objetivo foi mostrar que existem caminhos diferentes e promissores. Agora, outros grupos podem explorar esses alvos e avançar no desenvolvimento de uma vacina realmente eficaz contra a malária”, concluiu a pesquisadora.

As informações são da Agência Brasil.

Simepar e CIRUSPAR chegam a um acordo pondo fim à greve dos/as Médicos/as

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) e o Consórcio Intermunicipal da Rede de Urgência do Sudoeste do Paraná (CIRUSPAR) assinaram um Acordo Coletivo de Trabalho com vigência até março de 2027, pondo fim à greve administrativa iniciada no dia 9 de maio passado.

O Acordo estabelece o reajuste salarial de 3,5% a partir de 1°/04/2026. As diferenças salariais de abril até junho serão pagas no mês de julho próximo. No ACT também consta a regulamentação da concessão de folgas por trabalho em feriados. Os demais benefícios presentes nos ACTs anteriores estão mantidos, conforme a íntegra do Acordo em anexo.

O Acordo Coletivo foi firmado após duas audiências mediadas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 9a. Região (TRT9) e estabelece uma série de compromissos entre as partes, incluindo uma mesa permanente de negociação com reuniões bimestrais.

Com a assinatura do Acordo, encerra-se o movimento de greve. O Simepar orienta que todos as Médicas e Médicos retomem a totalidade de suas tarefas administrativas interrompidas durante a greve.

Para o Simepar, o Acordo representa uma vitória dos profissionais da Medicina, tendo em vista que os direitos adquiridos dos profissionais foram mantidos. As demais reivindicações da categoria continuarão sendo apresentadas na mesa permanente de negociação.