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Lacen-PR participa de projeto inovador de monitoramento genômico de vírus e bactérias

O Paraná foi um dos quatro estados do País escolhidos para integrar uma equipe de especialistas no estudo do sequenciamento dos vírus causadores das arboviroses, vírus respiratórios e bactérias causadoras de febre maculosa nas comunidades ribeirinhas do bioma Pantanal, nos estados de Mato Grosso (MT) e Mato Grosso do Sul (MS).

O objetivo da expedição, iniciada nesta segunda-feira (20), é implementar um sistema móvel de monitoramento genômico a bordo de um navio da Marinha para realizar vigilância itinerante na região.

O Laboratório Central do Estado (Lacen-PR) contribuirá com a realização, in loco, de sequenciamento genético de última geração e da análise genômica e epidemiológica. Esse trabalho permitirá a identificação de patógenos virais emergentes e a análise que sequencia todos os micro-organismos presentes na amostra.

Os dados gerados, abrangendo aspectos moleculares, epidemiológicos, climáticos, filogenéticos e geográficos dos vírus circulantes e co-circulantes na região do Pantanal Matogrossense, contribuirão para um entendimento mais aprofundado das infecções causadas por esses patógenos.

A iniciativa faz parte do projeto NAVIO – Navigating for Viral Surveillance in Remote Locations, e conta com a participação da Marinha do Brasil, Fiocruz, Laboratórios Centrais dos Estados (Lacens) do Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Com uma abordagem inovadora, esse projeto foi desenvolvido pelo Climade, um consórcio global de cientistas focado em estudar e responder às doenças e epidemias amplificadas pelo clima e seus impactos na saúde pública. Essa primeira viagem vai até o 9 de dezembro e o projeto, como um todo, até 2028.

O sistema móvel, instalado numa embarcação da Marinha, permite a coleta de amostras biológicas de indivíduos que vivem ao longo dos rios. Nessas amostras estão dados genéticos e climáticos que ajudarão identificar locais prioritários para vigilância, auxiliando no controle das doenças, previsão de surtos e a implementação de medidas preventivas e controle mais eficazes.

“É de vital importância projetos voltados para a saúde pública, para que possamos identificar os caminhos que os vírus fazem para chegar até a nossa população. Desta forma conseguimos tomar medidas para a prevenção dos agravos no Paraná. A participação do nosso estado neste projeto é muito significativa para o entendimento destas doenças e seu controle”, disse o secretário de Estado da Saúde do Paraná, Beto Preto.

EXPEDIÇÃO PANTANAL – A equipe de profissionais de diversas áreas relacionadas à saúde pública saiu da Base Naval de Landário (MS). Esse trabalho em campo amplia o conhecimento na área e pode fornecer informações valiosas para enfrentar as doenças infecciosas emergentes e reemergentes, ou seja, que indicam mudança no comportamento epidemiológico de doenças conhecidas, já controladas, mas que voltaram a representar ameaça à saúde humana.

Visa, ainda, identificar detalhadamente e caracterizar patógenos virais circulantes nessas comunidades, como o da dengue (DENV), chikungunya (CHIKV), mayaro (MAYV) e SARS-CoV-2 (Covid-19). A análise genômica minuciosa e o abrangente banco de dados facilitarão o monitoramento contínuo e a vigilância epidemiológica.

“O estudo das arboviroses e de outras doenças transmitidas por vetores como mosquitos e carrapatos permite a identificação e caracterização de patógenos virais e bacterianos circulantes, facilitando uma resposta rápida e eficaz a doenças emergentes’, explicou a diretora técnica do Lacen, Lavinia Arend.

CLIMA – Referente ao clima, serão utilizados conjuntos de dados climáticos existentes desde 1980, bem como projeções climáticas de 2022 a 2050, para gerar avaliações históricas, atuais e futuras de como o clima influencia o risco local de transmissão de arbovírus circulantes na área de estudo.

Outras pesquisas técnicas também serão feitas na região, incluindo a capacitação de profissionais de saúde locais para detectar e notificar prontamente casos suspeitos.

LACEN – O Laboratório Central do Estado é referência para a saúde pública no Paraná. Nele, são feitos exames voltados à vigilância epidemiológica e ao monitoramento de doenças infecciosas de notificação obrigatória. É o Lacen que gera os “alertas” que resultam em políticas públicas de proteção das comunidades, campanhas de vacinação e reforço do atendimento em saúde em determinados locais.

Com 128 anos, tem ações que se tornaram referência no Brasil e projetos que influenciaram o Ministério da Saúde. “O Lacen-PR sempre esteve na vanguarda dos diagnósticos moleculares e, mais uma vez, está envolvido em projetos nacionais e internacionais em prol da população paranaense e do SUS”, ressaltou a diretora do Lacen, Célia Fagundes da Cruz.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Paraná ultrapassa 3 mil casos de dengue com um óbito pela doença

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgou nesta terça-feira (21) o novo boletim semanal da dengue com 418 novos casos da doença e nenhum óbito no Paraná. Com isso, são 3.091 confirmações desde o início do atual período epidemiológico, em 30 de julho. No total, há 25.275 notificações e 5.978 casos em investigação.

No período, foi registrada a morte de um homem, residente do município de Marilena, região Noroeste, de abrangência da 14ª Regional de Saúde de Paranavaí.

Dos 399 municípios, 203 tiveram casos confirmados e 344 registraram notificações. As Regionais de Saúde com mais casos confirmados de dengue são Maringá (614), Londrina (605), Paranavaí (401), Paranaguá (245) e Foz do Iguaçu (213).

CHIKUNGUNYA E ZIKA – O mosquito Aedes aegypti também é responsável, além da dengue, pela transmissão de zika e chikungunya. Desde o início deste período não houve confirmação de casos de zika. Foram registradas 26 notificações.

O panorama de chikungunya no Paraná apresenta 275 notificações, 17 casos confirmados da doença e nenhum óbito.

DIA D – A Sesa realiza nesta quarta-feira (22) o Dia D de Combate à Dengue, quando será lançada a nova campanha publicitária estadual: “Paraná Contra a Dengue”. O lançamento será em Londrina, no Noroeste do Estado, e contará com atividades de mobilização e prestação de serviços à comunidade, além de ações reforçando a importância da promoção da saúde do homem em razão do movimento Novembro Azul – 2023.

Confira o informe semanal AQUI e mais informações neste link.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Dengue: saiba como identificar a doença e se prevenir dela

Circulando no Brasil desde 1983, a dengue está distribuída pelo país inteiro. Uma série de condições permitem que isso aconteça: espaços adequados para a reprodução do mosquito Aedes aegypti, vetor do vírus da dengue; presença de hospedeiros suscetíveis — que não tem imunidade à doença por não terem sido infectados pelos diferentes sorotipos do patógeno — e condições climáticas favoráveis.

Após a infecção, os sintomas da dengue variam a depender da gravidade do quadro e podem confundir, por serem inespecíficos. Por isso, é importante compreender a dinâmica da doença e as diferentes formas de se prevenir dela.

A principal preocupação das autoridades sanitárias é a presença disseminada do mosquito-da-dengue fêmea, o único que pode transmitir a doença. Ele se beneficia de espaços como depósitos domiciliares, lixo a céu aberto e terrenos alagadiços de pouca profundidade para se reproduzir. Estações chuvosas, com alta concentração de água parada, e temperaturas elevadas ao longo do ano são essenciais para a sobrevivência das larvas.

Agente combatente de endemias durante inspeção para a detecção do mosquito Aedes Aegypti no Terreiro de Candomblé, na cidade de Eunápolis.

Com uma grande população de vetores circulando, há outro problema: a variedade de sorotipos. No Brasil, circulam os quatro sorotipos do vírus (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4), sendo o DENV-1 e o DENV-2 os mais incidentes atualmente. Se uma pessoa for infectada por um deles, a imunidade atua contra aquele sorotipo específico, mas não protege contra os outros. Depois, se ela for infectada por outro sorotipo, provavelmente desenvolverá uma forma mais grave de dengue.

“Nosso corpo reconhece esses quatro vírus como sendo completamente diferentes. Então se eu tiver dengue pelo tipo 1, eu posso ter dengue pelo tipo 2, pelo 3 e pelo 4. A dengue é quatro vezes diferente. Esse é o principal motivo pelo qual as epidemias são sempre explosivas”, relata o médico infectologista Érique Miranda, gestor médico de Desenvolvimento Clínico do Instituto Butantan.

Quando devo procurar um médico? Conheça os principais sintomas da dengue

Os sintomas de dengue começam com uma febre alta, acima de 38°, de início abrupto e acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo, nas articulações e fraqueza. Também pode ocorrer prostração, dor atrás dos olhos, erupção, coceira na pele, manchas vermelhas pelo corpo, náuseas, vômitos e dores abdominais. Vale ressaltar que, ao contrário de gripes, resfriados e Covid-19, não há quadro respiratório, como catarro e tosse.

A viremia (medida da presença de vírus no organismo) é mais alta nos primeiros sete dias de infecção. Depois desse período, ela diminui para dar espaço à resposta imunológica (quando o corpo começa a produzir anticorpos capazes de combater a doença). Nessa etapa, cerca de 5% dos pacientes podem desenvolver uma resposta agressiva do organismo e uma piora no quadro de saúde, com a ação exacerbada dos anticorpos.

Como os sintomas da dengue são inespecíficos, o diagnóstico é baseado na epidemiologia (se há uma epidemia de dengue na região em que o paciente vive, por exemplo), hemograma e exames específicos (ELISA, PRTN50, IH, NS1 e RT-PCR). Ao apresentar os primeiros sintomas, a recomendação é procurar uma unidade de saúde: a rapidez do diagnóstico é vital para a eficácia do tratamento.

Érique lembra ainda que existem os sinais de alarme, que sinalizam o extravasamento de plasma ou hemorragias – quadros que podem levar o paciente a choque grave e óbito. As formas graves da doença, como a síndrome do choque da dengue e a dengue hemorrágica, incluem dor abdominal intensa e contínua, náuseas, vômitos persistentes e sangramento de mucosas. Se não houver tratamento, a doença pode levar à morte.

Os grupos mais vulneráveis às formas críticas da dengue são crianças menores de dois anos, gestantes, idosos, hipertensos e pacientes com doenças cardiovasculares, respiratórias, hematológicas, doença renal crônica, diabetes mellitus e doenças autoimunes.

Agente de saúde coleta amostra de larva do mosquito Aedes aegypti durante vistoria em imóveis no bairro da Boca do Rio, em Salvador (BA)

Como prevenir?

A prevenção eficiente consiste no combate ao vetor do vírus da dengue, o mosquito Aedes aegypti: eliminação e/ou controle de depósitos de água domiciliares, eliminação de lixo a céu aberto e investimento em saneamento básico de qualidade.

Métodos individuais incluem uso de repelentes à base de DEET (N-N-dietilmetatoluamida), IR3535 ou de Icaridina (exceto em crianças com menos de dois anos) nas partes mais expostas do corpo, principalmente durante o dia, utilização de roupas que cubram regiões vulneráveis à picada do mosquito, e mosquiteiro.

Alternativas complementares envolvem o uso de produtos para extinguir infestações em estado prematuro ou avançado que utilizam larvicidas e inseticidas. Outra opção é o controle biológico, como a criação de peixes beta em ambientes com água parada, uma vez que a dieta desses animais inclui larvas de mosquito. Há ainda o uso de mosquitos modificados geneticamente para interferir na procriação das fêmeas e gerar filhotes machos, que não transmitem a doença.

Vacina, a prevenção mais eficaz

Nos últimos anos, o Instituto Butantan vem trabalhando no desenvolvimento de uma candidata a vacina tetravalente e de dose única contra a dengue, resultado de uma parceria com os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês) e American Type Culture Collection (ACTC), também dos Estados Unidos.

O diferencial do imunizante do Butantan é que ele é composto por vírus geneticamente atenuados, responsáveis por promover proteção contra os quatro sorotipos de dengue de uma só vez. O ensaio clínico envolveu 17 mil voluntários e encontra-se na fase final do acompanhamento de cinco anos de todos os vacinados.

As informações são do Instituto Butantan.

Mais de 10% dos brasileiros vivem com diabetes

O diabetes atinge 10,2% da população brasileira, conforme dados da pesquisa Vigitel Brasil 2023 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico). Índice representa aumento com relação a 2021, quando era 9,1%. O último inquérito Vigitel mostra também que o diagnóstico é mais frequente entre as mulheres (11,1%), do que entre os homens (9,1%).

O presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes Regional do Rio de Janeiro (SBD-RJ), endocrinologista Daniel Kendler defende que entre os fatores que favorecem as mulheres terem mais diabetes que os homens está o fato de elas terem rotinas sobrecarregadas.

“Mais da metade das famílias brasileiras têm mulheres como a principal provedora financeira. Cada vez mais, as mulheres não têm tempo para ter uma dieta adequada, comem qualquer coisa, não têm tempo para fazer uma atividade física, o que faz com que o diabetes acometa cada vez mais este público.” O especialista ainda lembra que a menopausa, com a redução de produção do hormônio estrogênio, pode representar uma chance aumentada de desenvolvimento da doença nas mulheres.

Idade e escolaridade

A pesquisa Vigitel Brasil 2023 identificou ainda que o diagnóstico de diabetes na população adulta residente nas capitais brasileiras aumenta, conforme o avanço da idade dos entrevistados, e com o nível de escolaridade. Entre quem tem mais de 65 anos, 30,3% têm diabetes. E quando considerados os anos de estudo, aqueles com a menor escolaridade (entre 0 a 8 anos), apresentam o maior percentual de diabetes (19,4%).

O Brasil é o quinto país em incidência de diabetes no mundo, com 16,8 milhões de doentes adultos (20 a 79 anos), ficando atrás apenas da China, Índia, Estados Unidos e Paquistão. Porém. a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) estima que o Brasil possa subir para quarta posição neste ranking.

No país, cerca de 90% dos diabéticos brasileiros são do tipo 2, quando o corpo desenvolve resistência aos efeitos da insulina e pode ter causas hereditárias ou ligadas a hábitos de vida. A Sociedade Brasileira de Diabetes estima que mais de 46% da população não sabem que têm a doença.

Dia Mundial de Diabetes

Em todo o planeta, o diabetes afeta cerca de 537 milhões de pessoas. Para chamar a atenção de toda a população e de profissionais de saúde sobre a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do controle adequado da doença, a Organização Mundial de Saúde (OMS) celebra o Dia Mundial do Diabetes neste 14 de novembro. A data homenageia o aniversário do cientista Frederick Banting que, junto com Charles Best, descobriu a insulina como um tratamento para diabetes, em 1921.

Em 2023, o tema da data mundial é Educação para Proteger o Futuro, com o objetivo de melhorar o acesso à educação de qualidade sobre a doença a profissionais de saúde e pessoas com diabetes mellitus.

O endocrinologista Daniel Kendler endossa a necessidade de acesso ao tratamento de qualidade. Ele explica que o tratamento de uma doença crônica dura a vida inteira e que há um custo elevado para bancá-lo, com o monitoramento, compra de medicamentos, manutenção de dieta controlada e variada, realização de atividades físicas e acesso a profissionais de saúde, entre outros.

“É importante que cada paciente saiba que tem o direito de ter acesso aos medicamentos via SUS [Sistema Único de Saúde]. Nas unidades básicas de saúde, que tratam de 70-80% das pessoas com diabetes, o paciente poderá se informar e exigir, não apenas o acesso aos medicamentos, mas também aos insumos, que são a fita e o aparelho de medir a glicose, a caneta apropriada e as agulhas para aplicar a insulina. Tudo isso tem previsão legal de direito dos pacientes.”

O Brasil se une à mobilização mundial desta terça-feira (14) com a campanha Novembro Diabetes Azul, da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), durante todo o mês. A entidade adotou o Círculo Azul, símbolo de apoio à data, e tem programadas diversas atividades pelo país dentro da campanha de conscientização sobre a doença, como corridas, ações educativas, lives para tirar dúvidas do público e realização de mutirões de medição de glicose

Diagnóstico

O presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Levimar Araújo, também portador de diabetes tipo 1, destaca que o primeiro passo para cuidar bem do diabetes é o diagnóstico precoce. “A gente precisa alertar a população que pessoas que têm uma cintura abdominal aumentada, pessoas com parentes com diabetes, aquelas gestantes, que já tiveram crianças com mais de quatro quilos, todas elas são pessoas que precisam ser mais valorizadas em relação à questão do exame.”

“Mesmo o diagnóstico de pré-diabetes é extremamente importante, porque a pessoa já pode desenvolver complicações referentes ao diabetes”, alerta o presidente da SBD.

A Sociedade Brasileira de Diabetes disponibiliza uma calculadora virtual de risco de diabetes. Por meio de perguntas, a ferramenta permite ao internauta identificar se está em um grupo de alto risco de desenvolver diabetes tipo 2 nos próximos dez anos e se é recomendado já procurar auxílio médico e fazer o exame de sangue para checar a glicemia no sangue.

Tipos

O diabetes é uma doença crônica caracterizada pela produção ineficiente ou resistência à ação da insulina, o hormônio produzido pelo pâncreas, que controla a quantidade de glicose no sangue para fornecer energia ao corpo humano. A síndrome metabólica pode ter diferentes origens.

O diabetes de tipo 1 ocorre pela destruição autoimune das células do pâncreas produtoras de insulina, de forma permanente. O diagnóstico acontece, em geral, na infância ou adolescência e não está ligado a fatores hereditários.

No do tipo 2, a alta concentração de açúcar no sangue é explicada pela resistência do corpo humano aos efeitos da insulina ou pelo estilo de vida, com sedentarismo, obesidade e outros fatores. A ocorrência deste tipo de diabetes pode ser influenciada pela hereditariedade.

Há também o diabetes gestacional, com a ocorrência exclusiva durante a gestação e que é justificada pelo aumento da resistência à insulina causada pelos hormônios gestacionais. Para rastreio e diagnóstico correto, o Ministério da Saúde recomenda que as gestantes devem ser testadas entre a 24ª e a 28ª semana de gravidez.

Complicações

O cuidado com o diabetes requer o controle estrito dos níveis de glicose pela alimentação saudável, medicação, quando prescrita ou pelo uso da insulina produzida em laboratório. O controle inadequado da glicemia pode resultar em várias complicações, que podem piorar gradualmente a qualidade de vida.

As principais complicações afetam, sobretudo:

  • os olhos, provocando a retinopatia diabética e até a cegueira;
  • os rins, levando o paciente à insuficiência renal crônica, com a necessidade de realização de diálise;
  • os nervos de extremidades (neuropatia periférica), principalmente dos pés, mas também das mãos, que podem resultar em amputações de dedos e membros;
  • doenças cardiovasculares, como infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Em gestantes, o diabetes pode provocar complicações nos bebês, como hipoglicemia (glicose baixa) neonatal; nascimento de crianças excessivamente grandes, partos prematuros, deficiência de ferro, alterações de funções como a cardiorrespiratória, entre outras.

Criança

A técnica em hemoterapia do Hospital da Criança de Brasília José Alencar, em Brasília, Luanna Gomes, descobriu há três anos, no auge da pandemia do covid-19, que o filho Enzo Rafael Gomes Mangabeira, de 7 anos, tem diabetes do tipo 1.

“A gente notou que o Enzo tinha voltado a urinar muito na cama, o que não era comum, porque ele já tinha deixado as fraldas. Então, ele passou a ficar muito cansado. Onde ele deitava, dormia. Mas um dia meu filho realmente passou mal. A gente foi às pressas ao hospital e veio o diagnóstico de diabetes tipo 1. Ele ficou 26 dias internado no hospital”.

A mãe confessa que, no momento inicial, se afligiu com o diagnóstico, “Lembro-me que, no começo, deu aquele desespero, aquela angústia, aquele sentimento de não saber o que fazer com meu filho que teve o diagnóstico de uma doença autoimune, que, infelizmente, ainda não tem cura.” Desde então, a família já enfrentou desafios como ter que entrar na justiça para garantir a vaga de estudo do filho, porque a escola não o aceitava por desconhecer sobre como lidar com a doença e as crises de hipoglicemia.

Atualmente, Enzo Rafael tem a supervisão da mãe na hora de colocar as dosagens certas dos dois tipos de insulina nas canetas de autoaplicação, que a criança precisa usar antes das refeições.

Luanna Gomes diz que além de preparar o filho para lidar com as frustrações por ser o único da turma escolar com a doença; ela também trabalha a educação para diabetes de quem cerca o menino. “O diabetes tem que ser debatido e explicado. Tem que ter educação sobre a doença nas escolas. A população em geral, desde criança até os adultos, devem saber o que é o diabetes”.

Assistência do SUS

Do total de diabéticos no Brasil, pelo menos 6,5 milhões necessitam do uso de insulina no tratamento para controle adequado da glicemia.

O Ministério da Saúde afirmou à Agência Brasil, por meio de nota, que oferece seis medicamentos gratuitamente aos usuários do SUS, todos financiados com recursos federais e liberados nas farmácias credenciadas. São eles: as insulinas humanas NPH – suspensão injetável 1 e insulina humana regular, além de outros três medicamentos que ajudam a controlar o índice de glicose no sangue: Glibenclamida, Metformida e Glicazida.

A distribuição de medicamentos gratuitos ocorre pelo programa Aqui Tem Farmácia Popular, parceria do Ministério da Saúde com mais de 34 mil farmácias privadas em todo o país.

Informações atualizadas sobre os estabelecimentos credenciados ao Aqui Tem Farmácia Popular podem ser obtidas pelo Disque-Saúde (0800-61-1997) ou no site do programa.

O Ministério informou também que reestruturou a rede de atenção primária à saúde, onde pacientes podem fazer o monitoramento da glicemia com os reagentes e seringas disponíveis.

Futuro

No Congresso Nacional, a Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou em outubro deste ano o Projeto de Lei 2687/22, que classificará o diabetes tipo 1 (autoimune) como deficiência física para efeitos legais.

O PL de autoria dos deputados Flávia Morais (PDT-GO) e Dr. Zacharias Calil (União-GO), pretende garantir o atendimento adequado nas escolas a estudantes com diabetes. O projeto ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da casa.

“Isso é extremamente importante porque a gente vai conseguir mais escolas, atendimento especializado, com uma merenda especial para o portador de diabetes. Nós vamos garantir os insumos para todos os pacientes com diabetes, no país”, prevê o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Levimar Araújo.

Matéria da Agência Brasil. 

Oportunidade para Médico/a Psiquiatra em Curitiba

A AVA Clínica Médica está com vagas abertas para Médico/a Psiquiatra.

As vagas são para atendimento no bairro Centro Cívico, em Curitiba; com flexibilidade de horário e período de trabalho.

A contratação é por prestação de serviço autônomo.

Para mais informações, entrar com contato no número 41 98498-8838 ou pelo email administrativo@avamedicina.com.br

Revista em quadrinhos esclarece sobre as fake news da vacinação

Em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e o Instituto Questão de Ciência (IQC), o Instituto Cultural Mauricio de Sousa editou a revista em quadrinhos Fake News da Vacinação, que esclarece como as notícias falsas geram a hesitação vacinal nos pais e responsáveis pelas crianças.

A publicação já está disponível em versão digital nos sites da SBP e do IQC. Ao longo de 20 páginas, a revista explica a origem das fake news das vacinas, como elas se espalham e suas graves consequências, como o risco de reaparecimento de doenças extintas no Brasil, entre as quais o sarampo e a poliomielite.

Toda informação é dada de maneira lúdica, que inclui passatempos e um roteiro em que o tema da hesitação vacinal é debatido entre os personagens Cebolinha, Fernando e Luca e seus familiares, destacando o papel do pediatra que esclarece sobre o funcionamento das vacinas e sua importância para prevenir doenças.

A revista em quadrinhos retrata situações que, infelizmente, acabaram se tornando comuns hoje em dia. Em uma delas, os pais de Fernando decidem não vacinar o filho por terem visto “na internet” que isso pode ser “muito perigoso” e “fazer mal” para a saúde do filho. Ao sair para uma partida de basquete com Cebolinha, Fernando conhece Luca, personagem que usa cadeira de rodas. O menino conta como seus pais, ao darem ouvidos a “boatos sobre as vacinas”, deixaram-no vulnerável à poliomielite.

Conhecida também como paralisia infantil, a poliomielite foi erradicada há quase 35 anos no Brasil, mas tem voltado a preocupar os pediatras devido à queda na cobertura vacinal.

Estudo inédito

Recentemente, a SBP e o IQC apresentaram um estudo inédito com 1.000 pediatras brasileiros para compreender a visão dos especialistas a respeito da vacinação e das fake news. A pesquisa revela que o medo de possíveis eventos adversos (19,76%) aliado à falta de confiança nas vacinas (19,27%) são, atualmente, os principais motivos que levam pais e responsáveis a negligenciar a vacinação de crianças e adolescentes.

O presidente do Departamento Científico de Imunizações da SBP, Renato Kfouri, disse que em tempos de mitos espalhados pela internet, é essencial proteger as famílias brasileiras ampliando o acesso ao conhecimento científico, por meio de fontes seguras. “Não vacinar é um ato grave, pois coloca crianças e adolescentes sob risco desnecessário”.

Segundo Kfouri, está mais do que comprovado que as vacinas são seguras e eficazes para evitar doenças. “Ao longo da história, milhares de vidas foram salvas por conta da imunização em massa da população brasileira”.

O presidente da SBP, Clóvis Francisco Constantino, disse que manter a vacinação em dia é um dever de todo cidadão com a saúde pública do país. “Vacinar não é uma simples questão de opção individual. É um compromisso cívico coletivo. Quando a gente vacina nossos filhos, estamos protegendo não somente a eles, mas também diminuindo as chances de transmissão de doenças para toda a comunidade em volta, inclusive aqueles que realmente não podem se vacinar, como bebês, que demoram vários meses até poder tomar algumas das vacinas e podem sofrer consequências graves caso peguem doenças como o sarampo, inclusive a morte. Entender e espalhar essa mensagem é missão de todos nós”.

O diretor executivo do Instituto Mauricio de Sousa, Amauri Sousa, disse que ao alertar sobre a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada, a instituição atua em defesa dos direitos da criança, “como fazemos há muitos anos, iniciando com a edição em quadrinhos do Estatuto da Criança e do Adolescente, do qual já foram distribuídos mais de 30 milhões de exemplares”.

Aliados

Na avaliação do doutor em microbiologia e diretor de Educação do IQC, Luiz Almeida, as crianças podem ser aliadas importantes no combate às fake news, tendo em vista que a desinformação não é uma mentira inocente, mas pode ser combatida por diferentes iniciativas e linguagens, baseadas na ciência, a exemplo da revista em quadrinhos recém-lançada, que alerta para as consequências terríveis das fake news.

“A publicação cria um círculo virtuoso, na medida em que pode ser usado pelos pediatras para informar às crianças e seus familiares sobre o benefício e a segurança das vacinas”, manifestou.

A presidente do IQC, Natalia Pasternak, professora de Comunicação de Ciência na Universidade de Columbia, avaliou que a parceria com o Instituto Mauricio de Sousa contribui para levar as mensagens da ciência para toda a sociedade, de maneira descomplicada e acessível.

As informações são da Agência Brasil

Aumento histórico de temperatura leva à disseminação da dengue por todo o Brasil

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde a década de 1990 as temperaturas registradas a cada ano no Brasil têm ficado acima da média histórica. Essa crescente climática favorece a adaptação do mosquito transmissor do vírus da dengue, o Aedes aegypti. No sul do país, por exemplo, incidência de chuvas acima da média e o aumento nas temperaturas médias garantiram que a região alcançasse o segundo lugar nas taxas de incidência de dengue em 2022, conforme o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde — até meados de 2015, a presença de dengue na região era variável e pouco expressiva, como aponta estudo da Universidade Federal do Paraná.

A análise do INMET mostra que os anos de 2015, 2016 e 2019 foram os mais quentes desde 1961, com desvios de temperatura acima de 0,7ºC. E não se trata de um quadro isolado: a 6ª edição do Relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) diz que a temperatura da superfície global deve aumentar ainda mais nas próximas décadas. Com uma elevação anual de 1°C a 4°C, além de variação de chuva e de disponibilidade de umidade no solo, o clima deve se tornar ainda mais propício à multiplicação do mosquito vetor da dengue pelo território brasileiro.

Fenômenos como o El Niño favorecem esse cenário ao afetar as regiões mais frias do país. No ranking do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde de 2022, as regiões Centro-Oeste e Sul estavam em uma posição superior às regiões Norte e Nordeste, que normalmente se destacam devido às elevadas temperaturas. O Centro-Oeste apresentou a maior taxa de incidência de dengue, com 2.086,9 casos a cada 100 mil habitantes, seguida do Sul (1.050,5 casos/100 mil hab.), Sudeste (536,6 casos/100 mil hab.), Nordeste (431,5 casos/100 mil hab.) e Norte (277,2 casos/100 mil hab.).

Esse panorama vem se repetindo em 2023: segundo o painel de monitoramento de arboviroses do Ministério da Saúde, entre os três estados com maior incidência de casos de dengue estava Santa Catarina, que concentra algumas das regiões mais frias do país. Completavam a lista Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.

De acordo com o gestor médico de Desenvolvimento Clínico do Instituto Butantan Érique Miranda, o aumento de casos em regiões pouco propícias para o desenvolvimento do Aedes aegypti indica que a dengue se tornou endêmica no país todo. “A primeira coisa que tem que ser feita é controlar o vetor. Se tem tanta dengue no Brasil, e se o vetor está chegando no Rio Grande do Sul, é porque perdemos a guerra contra ele.”

Para ele, fenômenos climáticos e controle deficitário dos transmissores ajudam a explicar a expansão e adaptação do mosquito que transmite a doença e outras arboviroses.

LEIA TAMBÉM: Paraná registra primeiro óbito por dengue no atual período epidemiológico

As informações são do Portal do Instituto Butantan.

Paraná registra primeiro óbito por dengue no atual período epidemiológico

O informe semanal da dengue divulgado nesta terça-feira (7) pela Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) registrou 186 novos casos, 1.480 notificações e confirmou o primeiro óbito pela doença neste período epidemiológico, que começou a ser monitorado em 30 de julho. O Paraná soma agora 2.398 casos confirmados e 20.462 notificações.

A primeira morte confirmada do período está registrada no Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) e no SIM (Sistema de Informações de Mortalidade). Trata-se de um homem de 69 anos, com comorbidades, residente no município de Marilena, no Noroeste, de abrangência da 14ª Regional de Saúde de Paranavaí.

O 11º Informe Epidemiológico publicado pela Vigilância Ambiental da Sesa traz também 5.608 casos em investigação e 11.235 descartados. Dos 399 municípios, 158 apresentaram casos autóctones, ou seja, quando a doença é contraída localmente; e 332 registraram notificações.

As regionais com mais casos confirmados de dengue até ao momento são Londrina (499), Maringá (472), Paranavaí (282), Paranaguá (219) e Foz do Iguaçu (200).

“A dengue é motivo de preocupação do Governo do Estado durante todo o ano. Acompanhamos diariamente o cenário epidemiológico e orientamos, junto aos municípios, as ações a serem seguidas. Lamentamos este primeiro óbito e não medimos esforços para conter a doença no Paraná”, afirmou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

CHIKUNGUNYA – O mosquito Aedes aegypti também é responsável pela transmissão, além da dengue, zika e chikungunya. Durante este período não houve confirmação de casos de zika, somente 22 notificações e nenhum óbito confirmado.

O documento confirmou ainda dois novos casos de chikungunya, totalizando 253 notificações e 16 casos confirmados desde o início do período sazonal.

Confira o boletim AQUI.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

FEAS Curitiba lança Edital de Processo Seletivo para Médicos/as de diversas especialidades

A Fundação Estatal de Atenção o Saúde (FEAS) publicou nesta segunda-feira (6/11) o Edital de Processo Seletivo Público (PSP) nº 1/2023. São 44 vagas, a maioria para médicos e assistentes administrativos, além da formação de cadastro reserva.

As inscrições começam nesta quinta-feira (9/11) pelo site da banca organizadora do certame, a Objetiva Concursos. As taxas são de R$ 130 (nível superior). O prazo de inscrição termina em 15 de dezembro.

O PSP está dividido em duas etapas. A primeira, com prova objetiva, reúne todos os candidatos inscritos e está prevista para o dia 21 de janeiro de 2024. Os melhores classificados passam para a etapa seguinte, com prova de títulos.

Confira a íntegra do Edital aqui.

As informações são da Prefeitura de Curitiba.

Nova campanha de conscientização sobre a Covid-19 e reforço da vacinação já está no ar

A Covid-19 é uma doença imunoprevenível. Para reforçar a importância da vacinação como a melhor maneira de combate ao vírus e contra as formas graves da doença, o Ministério da Saúde lançou uma nova campanha publicitária, que já está sendo veiculada na televisão, rádio, internet e locais de grande circulação de pessoas em todo o país.

O imunizante está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para toda a população acima de 6 meses de idade. Maiores de 18 anos, que já tomaram ao menos duas doses da vacina, devem receber uma dose de reforço da vacina bivalente.

A campanha conta a história real de Milene Miranda, 29 anos, de São Paulo, em um depoimento de alerta para os riscos de não se vacinar. Em 2021, sua família não acreditava na importância da imunização. O pai de Milene, Leandro Queiroz dos Santos, com apenas 49 anos, alicerce da família, contraiu Covid-19 e teve apenas três dias entre o diagnóstico e o falecimento. O velório foi restrito e muitos amigos e familiares não conseguiram se despedir.

Conheça a nova Campanha Nacional contra a Covid-19

A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel, explica que há um conjunto de doenças imunopreveníveis, como o sarampo, a coqueluche e a gripe. “A Covid-19 também passou a integrar o Departamento do Programa Nacional de Imunizações. Essa é uma doença de constante monitoramento, requer atenção e por isso temos fortalecido as ações de prevenção por meio do Movimento Nacional da Vacinação”, ressalta.

O Movimento Nacional pela Vacinação foi lançado logo no início da gestão, em fevereiro, com o objetivo de recuperar as altas coberturas vacinais no Brasil. É possível consultar a situação vacinal no aplicativo ConecteSUS Cidadão. O registro de vacina também é feito no Cartão de Vacinação em papel, pelo profissional de saúde local. É possível, ainda, conferir a situação na própria unidade de saúde. Para isso, o cidadão deve apresentar documentos pessoais e/ou Cartão do SUS ao profissional de saúde para conferência.

Testagem e tratamento também são temas importantes abordados na nova campanha. O antiviral nirmatrelvir/ritonavir está disponível em toda a rede do SUS para tratamento da infecção pelo vírus logo que os sintomas aparecerem e houver confirmação de teste positivo. Este medicamento é indicado apenas para pessoas com mais de 65 anos e pacientes imunossuprimidos com mais de 18 anos.

Nova recomendação a partir do ano que vem

A partir de 2024, a imunização contra a Covid-19 será incluída no Calendário Nacional de Vacinação das crianças de 6 meses a menores de 5 anos. A recomendação será de 8 semanas de intervalo entre a 1ª e a 2ª dose, e intervalo de 4 meses entre a 2ª e a 3ª dose.

Adultos de grupos prioritários, como idosos, imunocomprometidos, gestantes e puérperas, trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, indígenas, ribeirinhos e quilombolas, pessoas vivendo em instituições de longa permanência e seus trabalhadores, pessoas com deficiência permanente, pessoas privadas de liberdade maiores de 18 anos, adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas, funcionários do sistema de privação de liberdade e pessoas em situação de rua, vão receber anualmente uma nova dose da vacina.

Saiba mais sobre o calendário de vacinação em todas as fases da vida.

As informações são do Ministério da Saúde.