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Federação Médica Brasileira repudia demissões de professores de Medicina no RS

A Federação Médica Brasileira e seus Sindicatos de Base repudiam as demissões de três professores do curso de Medicina da Ulbra, em Canoas, no Rio Grande do Sul, confirmados na quinta-feira, 26 de outubro de 2023.

Os médicos Paulo Nader, Silvana Nader e o vice-presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul, Marcelo Matias estão sendo punidos em represália a denúncias feitas pelos médicos e pelo SIMERS sobre o caos na saúde de Canoas e nos três hospitais do município.

A FMB e os Sindicatos de Base não compactuam com medidas que busquem calar os médicos na justa reivindicação de melhorias das condições de trabalho e que promovem a qualidade no atendimento da população.

Represálias desta magnitude devem gerar problemas na sequência do aprendizado dos estudantes de Medicina, neste momento prejudicados pela ausência de seus professores.

Por meio de orientação jurídica, vamos usar todos nossos esforços para reverter a situação.

Este documento tem apoio dos seguintes Sindicatos Médicos:

SIMEA – Anápolis (GO) @sind.medicos.anapolis
SINDMED-AC @sindmedacre
SINMED-AL @sinmedalagoas
SIMEAM @simeamoficial
SINDMED-AP
SINDIMED-Campinas e Região @sindimedcampinas
SIMEC-CE @sindicatodosmedicosdoceara
SIMERSUL- Criciúma (SC) @simersul
SINDMED ABC @casadosmedicosabc
SINDIMED-Juiz de Fora e Zona da Mata
SINMED-MG @sinmedmg
SINDMED-MT
SINDMEPA @sindmepa
SIMEPAR @simepar_med
SIMEPE @_simepe
SIMED-PB @simedpb
SIMERO @simero_oficial
SIMED-RR
SIMERS @simersoficial
SINMED-RJ @sinmedriodejaneiro
SIMED-TO @simedto
SIMESUL-Sorocaba e Região
Sindmed-Montes Claros e Norte de Minas

As informações são do Portal da FMB

Paraná aplicou mais que o dobro da meta de vacinas em campanha nacional

Um balanço parcial da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgado nesta segunda-feira (30) mostra que o Paraná aplicou 506.873 vacinas durante a Campanha de Multivacinação do Ministério da Saúde. É mais que o dobro da meta estipulada para a campanha, que era de 250 mil doses.

No Paraná, a campanha aconteceu de 14 a 28 de outubro, sendo 21 o Dia D de mobilização estadual. Para esta data, a Sesa estimava aplicar cerca de 80 mil doses, mas os municípios também superaram essa marca, somando mais de 125 mil aplicações em um único dia.

“É motivo de muita alegria que tenhamos dobrado a meta estipulada para essa campanha, especialmente porque essa meta inicial já era uma marca ousada considerando a baixa procura pelos imunizantes em todo o Paraná”, disse o secretário Beto Preto.

Em todo o Estado, foram disponibilizadas para a campanha, e ainda estão disponíveis, as vacinas contra a Hepatite B, Pentavalente, Vacina Inativada Poliomielite (VIP), Vacina Oral de Poliomielite (VOP), Pneumocócica 10 Valente, Meningocócica C, Meningocócica ACWY, Tríplice Viral (SCR), Varicela, Hepatite A, Febre Amarela, Rota Vírus, HPV, DTP, Covid-19 e Influenza.

“Mais de meio milhão de vacinas aplicadas em duas semanas nos mostra que os paranaenses retomaram o hábito de se vacinar, e isso fará com o que o nosso Estado volte a atingir as metas das coberturas e, principalmente, que continuamos protegendo nossa população”, acrescentou o secretário.

DADOS – Em 2022, as coberturas vacinais do Estado foram BCG – 90,08 %; Febre Amarela (<1 ano) – 74,44%; Hepatite A – 83,47%; Hepatite B (<30 dias) – 84,47%; Menincocócica conj. C (<1 ano) – 85,56%; Pentavalente (<1 ano) – 84,83%; Pneumocóccica (<1 ano) – 88,73%; Poliomielite (<1 ano) – 84,12%; Rotavírus Humano – 84,84%; Tríplice Viral – D1 – 90,10%; e Varicela/Tetraviral – 82,22%.

Este ano, dados preliminares apontam as seguintes coberturas: BCG – 95,05%; Febre Amarela (<1 ano) – 91,58%; Hepatite A – 83,57%; Hepatite B (< 30 dias) – 96,08%; Menincocócica conj. C (<1 ano) – 88,93%; Pentavalente (<1 ano) – 92,26%; Pneumocóccica (<1 ano) – 88,53%; Poliomielite (<1 ano) – 92,61%; Rotavírus Humano – 89,58%; Tríplice Viral – D1 – 96,64%, e Varicela/Tetraviral – 77,97%.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Organização Mundial alerta que 90% dos AVCs são preveníveis

Uma em cada quatro pessoas com mais de 35 anos vai sofrer um acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, em algum momento da vida – e 90% desses derrames poderia ser prevenido por meio do cuidado com um pequeno número de fatores de risco, incluindo hipertensão ou pressão alta, tabagismo, dieta e atividade física. O alerta é da Organização Mundial do AVC.

No Dia Mundial do AVC, lembrado neste domingo (29), a entidade destaca que a doença é uma das maiores causas de morte e incapacidade no mundo, pode acontecer com qualquer um em qualquer idade, e é algo que afeta a todos: sobreviventes, familiares e amigos, além de ambientes de trabalho e comunidades.

A estimativa é que mais de 12 milhões de pessoas no mundo tenham um AVC este ano e que 6,5 milhões morram como resultado. Os dados mostram ainda que mais de 110 milhões de pessoas vivem com sequelas de um AVC. A incidência aumenta significativamente com a idade – mais de 60% dos casos acontece em pessoas com menos de 70 anos e 16%, em pessoas com menos de 50 anos.

“Mais da metade das pessoas que sofrem um derrame morrerão como resultado. Para os sobreviventes, o impacto pode ser devastador, afetando a mobilidade física, a alimentação, a fala e a linguagem, as emoções e os processos de pensamento. Essas necessidades complexas podem resultar em desafios financeiros e cuidados para o indivíduo e para os seus cuidadores”, alerta a organização.

Entenda

De acordo com o neurologista e coordenador do serviço de AVC do Hospital Albert Einstein, Marco Túlio Araújo Pedatella, o AVC acontece quando há uma obstrução do fluxo de sangue pro cérebro. Ele pode ser isquêmico (quando há obstrução de vasos sanguíneos) ou hemorrágico (quando os vasos se rompem). Em ambos os casos, células do cérebro podem ser lesionadas ou morrer.

“Os principais fatores de risco que temos hoje pro AVC são pressão alta, diabetes, colesterol elevado, sedentarismo, fumo, uso excessivo de bebida alcoólica, além de outros fatores que a gente não consegue interferir muito, como idade, já que acaba sendo mais comum em pacientes mais idosos, sexo masculino, pessoas da raça negra e orientais e histórico familiar, que também é um fator de risco importante.”

Jovens

Apesar de o AVC ser mais frequente entre a população acima de 60 anos, os relatos de casos entre jovens têm se tornado cada vez mais comuns. Pedatella lembra que, nesses casos, os impactos são enormes, uma vez que a doença pode gerar incapacidades importantes a depender do local e do tamanho da lesão no cérebro.

“Acometendo um paciente jovem, uma pessoa que, muitas vezes, vai deixar de trabalhar, vai precisar fazer reabilitação, gerando enorme gastos. Em vários casos, dependendo da sequela, esse paciente precisa de ajuda até pra andar, então, vai tirar um familiar do trabalho pra poder auxiliar. Então acaba aumentando muitos os gastos de seguridade social, além dos gastos com tratamento e reabilitação.”

“Infelizmente, a gente não tem um remédio que trate, que cure essas lesões. Os pacientes melhoram com a reabilitação, mas dependendo da lesão, do tamanho, da localização, podem ficar com alguma sequela mais incapacitantes.”

Reconhecendo sinais

O especialista explica que reconhecer os sinais de um AVC e buscar tratamento rapidamente não apenas salva a vida do paciente, mas amplia suas chances de recuperação. “O AVC é um quadro repentino, súbito. Acontece de uma vez.”

“A pessoa tem perda de força ou de sensibilidade de um ou de ambos os lados do corpo; perda da visão de um ou de ambos os olhos; visão dupla; desequilíbrio ou incoordenação motora; vertigem muito intensa; alteração na fala, seja uma dificuldade para falar, para articular palavras, para se fazer ser compreendido ou compreender; além de uma dor de cabeça muito intensa e diferente do padrão habitual”.

“É recomendado que, na presença de qualquer um desses sinais, entre em contato com o serviço de urgência para que o paciente possa ser avaliado por um médico e afastar a possibilidade de um AVC. A gente tem uma janela muito estreita, no AVC isquêmico, pra poder tratar esse paciente e evitar sequelas incapacitantes – até quatro horas e meia com tratamento medicamentoso e até seis horas com procedimento endovascular.”

As informações são da Agência Brasil

Oportunidade de trabalho para Urologista em Curitiba

O Serviço Social da Habitação do Paraná dispõe de vaga para Médico/a Urologista para atividade médica ambulatorial restrita a consultas eletivas.

Requisitos:
• Diploma de graduação;
• CRM ativo;
• Registro de Qualificação de Especialista (RQE) em Urologia.

Local de trabalho: Clínica. Endereço Rua Dr. Pedrosa 475 em Curitiba

Regime de contratação: Contrato CLT – Salário R$ 7.854,00 para carga horária 100h/mês – 20h/semanais (possibilidade de alteração de carga horária sendo cálculo do salário proporcional as horas)

Contato: rh@secovimed-pr.com.br

Alta de casos e vacinação em baixa aumentam preocupação com nova onda de covid em Curitiba

O número de novos casos de covid-19 sobe dia a dia enquanto a taxa de vacinação segue baixa, sinal de que grande parte da população resiste aos fatos e ainda ignora os perigos da doença.

Como resultado do índice pequeno de adesão à vacina bivalente (28,5%), o risco de uma nova onda aumenta e a proximidade das festas de fim de ano coloca as autoridades em alerta.

“Não se trata de fazer alarme, mas de falar claro: a vacina ajuda na proteção coletiva. Se pouca gente se vacina, a proteção coletiva diminui”, afirma a secretária municipal da Saúde, Beatriz Battistella.

Média sobe

Curitiba registrou, de 18 a 24 de outubro, média de 282 novos casos por dia. Há apenas duas semanas, de 4 a 10 de outubro, a média diária era de 157 novos casos, ou seja: quase dobrou.

Os números tornam-se preocupantes comparados à primeira semana de agosto, quando foram registrados 194 novos casos entre os dias 2 e 8.

Dois meses e meio depois, a cidade registra 10 vezes mais novos casos de covid-19 em apenas uma semana: foram 1.977 entre 18 e 24 de outubro, com seis mortes. Curitiba tem, neste momento, 1.629 casos ativos.

Ações

Em busca de melhores índices de cobertura, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) realiza ações para atrair a população. Na semana passada, 10 unidades de saúde ficaram abertas até 20 horas.

O município também participou do Dia D de Multivacinação, no último sábado (21/10), com 29 unidades de saúde abertas entre 9h e 15 horas.

A estratégia de combinar o Dia D e o horário estendido permitiu que crianças, adolescentes e suas famílias colocassem a carteira vacinal em dia, com 12.410 doses de diferentes vacinas aplicadas nas duas ações.

No caso da covid-19, as ações da semana passada elevaram a taxa de vacinação da bivalente em 0,39%: foi de 28,11% para 28,50%, ou seja: são 430 mil pessoas imunizadas em um universo de 1,5 milhão.

Cuidados

A lenta, porém, consistente alta do número de infectados pela vírus da covid-19 em Curitiba pede atenção e cuidados conhecidos na pandemia, como evitar lugares fechados com grande concentração de pessoas e uso de máscaras em caso de sintomas respiratórios.

As informações são da Prefeitura de Curitiba

“Saúde com Ciência” usará redes sociais para incentivar o aumento da cobertura vacinal

Informações falsas como a de que vacinas causam doenças como câncer, aids ou diabetes ou de que a que imuniza contra covid-19 pode provocar modificações na corrente sanguínea ou no DNA estão entre as narrativas mais frequentes em fake news sobre vacinas detectadas pelo Ministério da Saúde entre julho e setembro deste ano. Para combater as fake news e responder de maneira preventiva aos efeitos negativos das redes de disseminação de desinformação, o governo federal lançou nesta terça-feira (24) a iniciativa interministerial Saúde com Ciência

A proposta faz parte da estratégia para recuperar as altas coberturas vacinais do Brasil diante de um cenário de retrocesso, principalmente nos últimos dois anos, quando foram registrados os piores índices. A estratégia interministerial é coordenada pelo Ministério da Saúde e pela Secretária de Comunicação Social da Presidência da República, com parceria dos ministérios da Justiça e Segurança Pública, da Ciência e Tecnologia e Inovação e da Controladoria-Geral da União (CGU) e Advocacia-Geral da União (AGU).

O governo vai fazer parcerias, sem ônus, com as plataformas de redes sociais TikTok, Kwai, YouTube e Google, que irão divulgar conteúdos de serviço e direcionar os usuários para páginas do Ministério da Saúde quando eles realizarem buscas de palavras relacionadas ao tema. Também será criado um chatbot tira-dúvidas no WhatsApp, em parceria com a Robbu e a Meta.

Para o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Paulo Pimenta, a iniciativa é um exemplo de organização do governo com a sociedade civil. “O Brasil, até pouco tempo atrás, era reconhecido internacionalmente por um presidente que fazia questão de dizer que não tinha se vacinado. E hoje volta a ter um protagonismo e respeito internacional.”

O Saúde com Ciência é composto por cinco pilares, que envolvem cooperação, comunicação estratégica, capacitação, análises e responsabilização. O programa prevê ações como campanhas direcionadas, criação de canais de comunicação, acordos com veículos de comunicação e parcerias com plataformas digitais.

No lançamento do programa, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, destacou que não adianta o avanço científico e tecnológico, nem a capacidade de produção de imunizantes se a população não se vacinar. “Sabemos que a desinformação está em todas as áreas, mas, quando se trata de saúde e vacina, isso nos afeta de maneira drástica e coloca em risco a saúde da nossa população”, disse Nísia, lembrando que doenças como sarampo e poliomielite, que já foram erradicadas do país, voltam a ameaçar as crianças brasileiras.

Também foi lançado o Portal Saúde Com Ciência para facilitar o acesso a informações confiáveis sobre vacinação e as fake news que circulam na internet. Alertas e análises sobre desinformações identificadas também serão divulgadas nas redes sociais do governo e em plataformas de mensagens como WhatsApp.

As informações são do Agência Brasil

Oxfam Brasil aponta dependência do País na produção de vacinas

Nota técnica da organização da sociedade civil Oxfam Brasil chama atenção para a falta de autossuficiência do país em produzir vacinas. De acordo com o documento Capacidade de Produção de Vacinas no Brasil, divulgado nesta quarta-feira (25), o Brasil importa 90% da matéria-prima para fabricar vacinas e medicamentos e 50% para produzir equipamentos médicos.

A nota ressalva, porém, que o Brasil conta com instituições de ponta na produção de vacinas, como o Instituto Bio-Manguinhos, da Fiocruz, e o Instituto Butantan, que é o décimo maior produtor de vacinas no mundo.

“No entanto, o país está longe de ser autossuficiente: enquanto a China tem mais de mil fábricas produtoras de IFA24 [matéria-prima das vacinas], no Brasil esse número é por volta de 15”, diz o documento. “Hoje o mundo fica à mercê das tendências no relacionamento entre China, Estados Unidos e Europa, principalmente em meio às tensões em torno da guerra entre Rússia e Ucrânia”, acrescenta.

O relatório da Oxfam destaca que o Sistema Único de Saúde (SUS) está sobrecarregado, com cerca de meio milhão de pessoas na fila para a realização de procedimentos eletivos, e alerta que o país precisa se preparar para novas demandas no futuro, como novos surtos de doenças infecciosas.

“A vacinação reduziu fortemente as infecções por covid-19, mas especialistas temem novos surtos e alertam para o perigo da redução na procura pelas doses de reforço. Ao mesmo tempo, há a necessidade de preparar o sistema de saúde para eventos futuros que possam pressionar a demanda por cuidado, tal como o envelhecimento da população previsto para as próximas décadas e as mudanças climáticas”.

O relatório pode ser lido, na íntegra, no site da Oxfam.

As informações são da Agência Brasil.