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Antirretroviral produzido pela Farmanguinhos simplifica tratamento do HIV no SUS

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) começou a fornecer ao Sistema Único de Saúde (SUS) uma combinação de antirretrovirais que vai facilitar o tratamento do HIV/aids. Desde este mês de outubro, o instituto distribui à saúde pública a combinação do dolutegravir 50mg e do lamivudina 300mg em um único medicamento.

A Fiocruz explica que, tradicionalmente, o tratamento do HIV envolvia combinações de vários medicamentos de diferentes classes para suprimir o vírus com efetividade e impedir o avanço da infecção para quadros de aids.

“Uma única dose diária de um comprimido deste medicamento garantirá a eficácia e auxiliará na continuidade do tratamento, com menor potencial de toxicidade e de efeitos adversos graves, não havendo histórico nenhum de resistência”, informa a Agência Fiocruz de Notícias.

O Ministério da Saúde prevê receber ainda neste ano 10,8 milhões de unidades farmacêuticas do medicamento. Para 2024, 30 milhões serão fornecidos.

O diretor de Farmanguinhos/Fiocruz, Jorge Mendonça, destaca o produto vai contribuir para a adesão aos tratamentos, um dos maiores desafios no manejo do HIV. “O fornecimento destes medicamentos combinados para o SUS contribuirá significativamente para a efetividade e continuidade dos tratamentos em pacientes adultos e adolescentes com mais de 12 anos de idade e peso mínimo de 40 kg. Além de ter dosagem mais simples e redução da carga de comprimidos, diminui o potencial para interações medicamentosas e efeitos colaterais”, explica o diretor.

A produção é fruto de uma parceria de Farmanguinhos com as farmacêuticas privadas ViiV Healthcare Company e GlaxoSmithKline (GSK), que prevê desenvolvimento, transferência de tecnologia e o fornecimento do medicamento, dando autonomia para uma produção totalmente nacional.

“Ao final desta transferência de tecnologia, Farmanguinhos/Fiocruz estará com autonomia para realizar todas as etapas produtivas do medicamento, garantindo qualidade e praticidade para os pacientes do SUS. É importante ressaltar que com esta aliança, adquirimos também mais conhecimento técnico e uma nova plataforma tecnológica para a produção de comprimidos em dupla camada, possibilitando a produção futura de novos produtos”, destaca o diretor Jorge Mendonça.

As informações são da Agência Brasil

Aumento de casos de Covid-19 no Paraná reacende alerta para importância da vacinação

Boletim semanal da Covid-19, divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) nesta segunda-feira (23), mostra avanço no número de casos de Covid-19 a partir de junho, no Paraná. Em outubro, em 23 dias, foram confirmados 6.421 casos, número mais expressivo desde maio, com 6.462 diagnósticos positivos no mês inteiro. Na sequência, houve uma queda significativa: em junho houve 2.820 casos; em julho 1.237; em agosto 2.659, com alta em setembro, com 4.089 diagnósticos confirmados no Estado.

O secretário da Saúde, Beto Preto, observa que os dados batem com outro índice que pode estar diretamente relacionado: a constante queda na procura pela vacina contra a doença. “A falsa sensação de segurança das pessoas que tomaram uma ou duas doses e não completaram o esquema vacinal pode ser a oportunidade de o vírus voltar a se instalar em nosso meio. Precisamos deixar a vacinação em dia e continuar tomando os cuidados necessários para evitar que a situação epidemiológica se torne um cenário novamente negativo”, alerta o secretário.

Ainda segundo ele, o aumento no número de casos pode estar ligado à falta de cuidado quando há sintomas e suspeita de vírus. “No auge da pandemia reforçamos cuidados básicos como higienização das mãos, uso de álcool em gel e até mesmo a utilização da máscara e distanciamento físico em casos sintomáticos. Hoje essas medidas deixaram de ser adotadas”, acrescentou.

VACINAÇÃO – De acordo com o Vacinômetro Nacional, desde 2021 o Paraná aplicou 29.495.837 vacinas contra a Covid-19, mas o número de doses administradas tem caído continuamente durante este ano. Em janeiro, o Estado registrou 199.704 doses aplicadas (quase 90% abaixo do mesmo período em 2022, com 1.961.945). Em maio, este número reduziu para 71.914 (87% abaixo de maior de 2022, com 559.133) e em outubro, até agora, para 25.351.

A vacina bivalente, disponível para toda a população adulta acima de 18 anos, também não teve a adesão esperada. Dentre os mais de 9,7 milhões de paranaenses estimados pelo Ministério da Saúde como público-alvo, apenas 1.655.756 se vacinaram, resultando em uma cobertura vacinal de 17%. Ainda que a cobertura esteja abaixo da estimada, o Paraná é o 8º estado do ranking do país com a maior cobertura da bivalente.

INTERNAÇÕES – O boletim da Saúde informa que nos 23 dias outubro foram registradas 28 mortes – número maior que a média de junho para cá, que foi de pouco mais de 24 óbitos.

Os dados de internações por síndromes respiratórias no Estado mostram que nesta segunda-feira 267 pessoas estão internadas, sendo 59 em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 208 em enfermarias. Destes, seis leitos de UTI e 24 de enfermaria são para positivados com a Covid-19.

Confira os dados completos dos boletins semanais.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Curitiba terá horário estendido para vacinação em dez Unidades de Saúde e Dia D

De segunda (16/10) a sexta-feira (20/10), a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba estenderá até as 20h o horário de vacinação em dez unidades de saúde (uma em cada distrito sanitário do município). Fechando a semana, no sábado (21/10), a SMS fará o segundo Dia D de vacinação de 2023, das 9h às 15h, em 29 unidades de saúde.

Terão horário estendido de segunda (16/10) a sexta-feira (20/10) as seguintes unidades: Mãe Curitibana, Vila Hauer, Tingui, Monteiro Lobato, Vila Guaíra, Santa Felicidade, Oswaldo Cruz, Ipiranga, João Cândido e Iracema.

Para o Dia D, no sábado (21/10), serão 29 unidades abertas exclusivamente para vacinação. Os endereços estão abaixo ou no site Imuniza Já Curitiba.

Vacina em dia

O objetivo das duas ações é oportunizar aos moradores de Curitiba horários alternativos para que todos coloquem a carteira de vacinação em dia. Serão oferecidas vacinas do calendário de rotina, anticovid e contra a gripe.

Além dos horários especiais de vacinação e do dia D, a SMS permanece ofertando a vacinação nos horários regulares de atendimento em 103 unidades de saúde (veja mais detalhes no site Imuniza Já Curitiba).

“Esperamos especial atenção das famílias a esse momento. Quem ama, vacina”, convoca a secretária municipal da saúde de Curitiba, Beatriz Battistella.

Segundo a secretária, é necessário melhorar a cobertura do esquema básico das crianças, gripe e do reforço bivalente anticovid dos públicos convocados (veja mais detalhes abaixo).

Vacinas de rotina

Serão ofertadas as vacinas de rotina, entre elas: hepatite B, pentavalente, VIP/VOP (pólio), rotavírus, meningo C, febre amarela, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), hepatite A, dupla adulto, HPV, dTpa adulto, pneumo 10, meningo ACWY e DTP (tríplice bacteriana), aplicadas conforme recomendação do Calendário Nacional de Vacinação.

Vacina BCG

A vacina BCG será aplicada nas 29 unidades de saúde que abrem no Dia D (sábado, 21/10).

Nas dez unidades que estenderão o horário de atendimento até as 20h, a aplicação deste imunizante será conforme o cronograma a seguir: segunda-feira (16/10) nas unidades Oswaldo Cruz e Vila Guaíra; terça-feira (17/10) nas unidades Tingui e Ipiranga; quarta-feira (18/10) nas unidades Monteiro Lobato e Vila Hauer; quinta-feira (19/10) nas unidades Mãe Curitibana e João Cândido; e sexta-feira (20/10) nas unidades de saúde Iracema e Santa Felicidade. O cronograma visa a otimização do uso dos frascos deste imunizante.

Vacina contra a covid-19

A vacina contra a covid-19 também será oferecida para todos os públicos já convocados.

Para bebês de 6 meses a menores de 5 anos são recomendadas três doses. Pessoas com cinco anos ou mais devem tomar duas doses e um reforço.

No caso de pessoas com 18 anos ou mais, imunossuprimidos com 12 anos ou mais, gestantes e puérperas com 12 anos ou mais, pessoas com deficiência permanente com 12 anos ou mais, acamados com 12 anos ou mais, indígenas com 12 anos ou mais, o reforço é feito com a vacina bivalente.

Vacina contra a gripe

A SMS recomenda que todos os curitibanos convocados e que ainda não tomaram a vacina contra a gripe este ano aproveitem os horários alternativos para receber o imunizante.

A vacina ajuda a reduzir a circulação do vírus influenza (gripe) e o risco de agravamento em caso de contaminação.

O imunizante contra a gripe está disponível em Curitiba para todos com 6 meses ou mais, que ainda não receberam nenhuma dose este ano.

Balanço

Em 2023, a SMS já ofereceu unidades com horário estendido para vacinação em duas ocasiões e promoveu um Dia D, em que as unidades abriram aos sábados. Somando as vacinas feitas somente nestas ações em 2023, as equipes da SMS aplicaram 17 mil doses de imunizantes.

Horário estendido para vacinação (16 a 20/10, 7h às 20h)

Distrito Sanitário do CIC
US Oswaldo Cruz
Rua Pedro Gusso, 3749 – Cidade Industrial
(vacinação da BCG 16/10)

Distrito Sanitário do Portão
US Vila Guaíra
Rua São Paulo, 1495 – Vila Guaíra
(vacinação da BCG em 16/10)

Distrito Sanitário Boa Vista
US Tingui
Rua Nicolau Salomão, 671 – Tingui
(vacinação da BCG em 17/10)

Distrito Sanitário do Pinheirinho
US Ipiranga
Rua Rua Santa Regina, 667 – Capão Raso
(vacinação da BCG em 17/10)

Distrito Sanitário Tatuquara
US Monteiro Lobato
Rua Olivio José Rosetti, 538 -Tatuquara
(vacinação da BCG em 18/10)

Distrito Sanitário Boqueirão
US Vila Hauer
Rua Waldemar Kost, 650 – Hauer
(vacinação da BCG em 18/10)

Distrito Sanitário Matriz
US Mãe Curitibana
Rua Jaime Reis, 331 – Alto do São Francisco
(vacinação da BCG em 19/10)

Distrito Sanitário Bairro Novo
US João Cândido
Rua Ourizona, 2250 – Bairro Novo
(vacinação da BCG em 19/10)

Distrito Sanitário Santa Felicidade
US Santa Felicidade
Via Veneto, 10 – Santa Felicidade
(vacinação da BCG em 20/10)

Distrito Sanitário Cajuru
US Iracema
Rua Professor Nivaldo Braga, 1.571 – Capão da Imbuia
(vacinação da BCG em 20/10)

Dia D (21/10, 9h às 15h)

Distrito Sanitário Matriz
US Mãe Curitibana
Rua Jaime Reis, 331 – Alto do São Francisco

Distrito Sanitário Boqueirão
US Vila Hauer
Rua Waldemar Kost, 650 – Hauer

US Visitação
Rua Bley Zorning, 3136 – Boqueirão

US Xaxim
Rua Batista da Costa, 1163 – Xaxim

Distrito Sanitário Boa Vista
US Tingui
Rua Nicolau Salomão, 671 – Tingui

US Bairro Alto
Rua Jornalista Alceu Chichorro, 314 – Bairro Alto

US Fernando de Noronha
Rua João Mequetti, 389 – Santa Cândida

US Abaeté
Rua Delegado Miguel Zacarias, 403 – Boa Vista

US Vila Diana
Rua René Descartes, 537 – Abranches

Distrito Sanitário Tatuquara
US Moradias da Ordem
Rua Jovenilson Americo de Oliveira, 240 – Tatuquara

US Caximba
Rua Delegado Bruno de Almeida, 7881 – Caximba

US Rio Bonito
R. Fanny Bertoldi, 170 – Campo do Santana

Distrito Sanitário do Portão
US Vila Guaíra
Rua São Paulo, 1495 – Vila Guaíra

US Santa Quitéria II
Rua Bocaíuva, 310 – Santa Quitéria

Distrito Sanitário Santa Felicidade
US Campina do Siqueira
Rua General Mário Tourinho, 1.684, Campina do Siqueira

US Pinheiros
Rua Joanna Emma Dalpozzo Zardo, 370 – Santa Felicidade

Distrito Sanitário do CIC
US Jardim Gabineto
Rua Engenheiro João Vizinoni, 458 – Cidade Industrial

US Cândido Portinari
Rua Durval Leopoldo Landal, 1.529 – Cidade Industrial

US Nossa Senhora da Luz
Rua Emídio Nonato da Silva, 45, Cidade Industrial

US Vitória Régia
Rua Paul Garfunkel, 2.000 – Cidade Industrial

Distrito Sanitário do Pinheirinho
US Vila Feliz
Rua Pedro Gusso, 866 – Novo Mundo

US Concórdia
Rua Dilermando Pereira de Almeida, 700 – Pinheirinho

US Parque Industrial
Rua Laudelino Ferreira Lopes, 1.801 – Capão Raso

US Maria Angélica
Rua Professor Júlio Teodorico Guimarães, 337 – Pinheirinho

Distrito Sanitário Bairro Novo
US Bairro Novo
Rua Paulo Rio Branco de Macedo, 791 – Sítio Cercado

US Umbará II
R. Estanislau Selenko, 365 – Umbará

Distrito Sanitário Cajuru
US Iracema
Rua Professor Nivaldo Braga, 1.571 – Capão da Imbuia

US Salgado Filho
Avenida Senador Salgado Filho, 5.265 – Uberaba

US São Paulo
Rua Canal Belém , 6427 – Uberaba

As informações são da Prefeitura de Curitiba. 

Medicamentos são a principal fonte de intoxicação de crianças, alerta Secretaria de Saúde

A Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) reforça o alerta a pais e responsáveis que a maioria dos casos de envenenamento de crianças ocorre dentro das próprias casas. Um levantamento feito pela pasta, por meio da Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações (DVVZI), aponta que de 2018 a 2023 ocorreram 11.514 registros de intoxicação, 94% deles com produtos encontrados nas residências.

Segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan Net), o medicamento é o maior vilão das crianças em geral, de 0 a 12 anos, seguido de produtos de uso domiciliar e químicos. A intoxicação por medicamento ocorre, em sua maioria acidental, por via digestiva e representa 45% das notificações. De 2018 a 2023 foram registradas 5.089 intoxicações, uma média de mil ocorrências por ano. As crianças de 0 a 4 anos são as que mais sofrem com esse tipo de acidente.

Nesse mesmo período houve o registro de 2.397 acidentes com produtos de uso domiciliar, como alvejantes, detergentes, desinfetantes, entre outros, e 786 por produtos químicos. Raticidas, agrotóxicos, plantas tóxicas, cosméticos também aparecem como causadores de intoxicação.

Para evitar tais situações, a orientação é manter os medicamentos, produtos de limpeza e outros intoxicantes guardados em local seguro, fora do alcance de crianças, como em armários trancados. Jamais guardar medicamentos vencidos também é um dos cuidados que devem ser adotados.

De acordo com a bióloga da Sesa, Juliana Cequinel, as crianças possuem características próprias que as tornam mais propensas a acidentes por intoxicação. A curiosidade é uma dessas principais características. “É a fase da experimentação oral. Ou seja, é quando os pequenos querem levar tudo à boca. A apresentação, envolvendo tamanho, forma e cor dos medicamentos, associada ao acesso fácil contribuem para o grande número de acidentes. A orientação é que sejam armazenados em lugares mais altos e, de preferência, em armários trancados”, alerta.

Com 16% dos casos de intoxicação em pessoas de até 12 anos, os produtos de uso domiciliar também devem ser armazenados de maneira adequada. O acesso e a apresentação desses produtos são um convite à curiosidade infantil. Alguns deles são clandestinamente comercializados em garrafas pet, confundindo ainda mais o seu conteúdo, ficando muito parecido com sucos e refrigerantes.

CAMPANHA – Anualmente, durante o mês de outubro é feita a Campanha de Prevenção do Envenenamento Infantil, com divulgação por videoconferência e nas redes sociais junto às 22 Regionais de Saúde do Paraná. O objetivo é prevenir e informar pais, responsáveis, educadores, profissionais de saúde, órgãos oficiais e instituições não governamentais sobre esse tema.

Além de deixar os produtos em lugares altos, de difícil alcance para os pequenos, existem outras orientações da equipe de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações:

  • nunca falar às crianças que medicamento é doce, faz crescer ou deixa forte;
  • não reutilizar embalagens para armazenar produtos perigosos, como garrafas de refrigerantes, potes, frascos vazios;
  • não deixar cosméticos ao alcance das crianças;
  • as crianças devem ser sempre supervisionadas por adultos.

CASO DE ACIDENTE – Em caso de envenenamento com qualquer produto ou agente tóxico, procurar imediatamente atendimento médico. Se possível, levar foto, nome ou embalagem do produto ou agente tóxico causador de acidente. É importante ter o contato do centro de informações toxicológicas de sua região em local visível e fácil, caso precise de atendimento urgente ou de prevenção.

Para outras dúvidas e informações entrar em contato com o Centro de Controle de Envenenamento do Paraná pelo 0800 41 0148, com plantão 24 horas.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Simepar homenageia Médicas e Médicos pelo seu dia

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) publica uma série de vídeos para marcar a passagem do Dia do/a Médico/a, celebrado em 18 de outubro. Os vídeos trazem falas de dirigentes do Simepar enaltecendo o ofício da Medicina e detalhando algumas ações do Sindicato para preservar os direitos dos/as profissionais.

Um dos assuntos abordados é o dos Acordos Coletivos de Trabalho firmados entre o Simepar e empregadores como a Fundação Estatal de Atenção à Saúde de Curitiba (FEAS), a Fundação de Assistência à Saúde de Paranaguá (FASP), o Consórcio Intermunicipal da Rede de Urgências do Sudoeste do Paraná (Ciruspar), entre outros. Esses acordos garantem reajustes de salário e outros benefícios que vão além do que determina a a legislação.

Confira a seguir: 

Outro tema é o canal de denúncias disponibilizado no Site do Simepar (simepar.org.br/denuncia) que existe para receber reclamações sobre situações de trabalho precárias, assédio, sonegações de direitos trabalhistas, entre outras, envolvendo médicos e médicas. As denúncias recebidas por este canal são analisadas e as providências cabíveis são tomadas, preservando a privacidade e o anonimato do/a denunciante.

Confira a seguir: 

A necessidade do fortalecimento do Sindicato para que os direitos dos médicos e médicas sejam respeitados é outro assunto abordado nos vídeos. Enfim, a união dos/as profissionais da medicina é o que pode garantir que o Dia do/a Médico/a seja cada vez mais uma data de comemoração desse ofício tão essencial para o bem comum.

E no vídeo a seguir, trazemos uma fala do Dr. Marlus Volney de Morais, Presidente do Simepar, parabenizando as Médicas e Médicos e fazendo um breve resumo do papel e da atuação do Sindicato.

Acompanhe os canais de comunicação do Simepar, pelo site e pelas redes sociais.

Campanha Estadual de Multivacinação começa neste sábado, 14/10

A Campanha de Multivacinação do Ministério da Saúde em todo o Paraná acontece de 14 a 28 de outubro, sendo 21 o Dia D de mobilização estadual. O objetivo da ação é reforçar as coberturas vacinais dos imunizantes que fazem parte do Calendário Nacional de Imunização, além de campanhas vigentes (Covid-19 e Influenza), especialmente em crianças e adolescentes até 15 anos.

Já neste feriado, considerando o Dia das Crianças, alguns municípios anteciparão a campanha, realizando ações de vacinação entre os dias 12 a 15 de outubro. Pato Branco, Santa Terezinha de Itaipu, Guaporema, Tibagi e Telêmaco Borba são algumas destas cidades. Cada cidadão pode consultar a programação junto ao seu município.

“Todos os municípios do Paraná e setores organizados da sociedade estão mobilizados juntamente com o Governo do Estado em mais uma vez conscientizar a população sobre a importância da vacinação e retomar as altas coberturas que tínhamos ao longo dos anos”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

As vacinas disponíveis são: Hepatite B, Pentavalente, Vacina Inativada Poliomielite (VIP), Vacina Oral de Poliomielite (VOP), Pneumocócica 10 Valente, Meningocócica C, Meningocócica ACWY, Tríplice Viral (SCR), Varicela, Hepatite A, Febre Amarela, Rota Vírus, HPV, DTP, Covid-19 e Influenza.

A meta do Paraná é aplicar cerca de 250 mil doses de vacina em todo o Estado durante a campanha, atingindo aproximadamente 80 mil doses no Dia D – que contará com pelo menos 1,2 mil salas de vacinação abertas e mais de 12 mil profissionais de saúde envolvidos. Para reforçar e acompanhar as ações, o Governo do Estado promoverá quatro grandes eventos nos municípios sede das Macrorregiões de Saúde (Curitiba, Cascavel, Maringá e Londrina).

Conforme pactuado pelo Estado e municípios na Comissão Intergestores Bipartite do Paraná (CIB/PR) em agosto deste ano, as secretarias municipais de Saúde serão responsáveis pelas estratégias de manutenção das salas de vacina, horário estendido e aplicação extramuros em drive-thrus, creches, escolas, universidades, asilos, empresas, clubes de serviços, terminais de ônibus, supermercados, entre outros, a depender da disponibilidade e necessidade de cada região.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Morretes abre Processo Seletivo para Médicos/as Generalistas

A Fundação de Atenção à Saúde de Morretes publicou nesta terça-feira (10/10), o edital para realização do Processo Seletivo Simplificado (PSS) 1/2023 para o cargo de Médico Generalista.

As inscrições do PSS estarão abertas a partir do dia 13/10/2023 até o dia 20/10/2023 às 23h59, cujo número de vagas, carga horária, vencimentos-base e formação escolar estão estabelecidos no Edital 1/2023.

O candidato interessado deverá realizar sua inscrição através do formulário abaixo:
https://forms.gle/AytBEUV8Lz1hWFUR8

Todas as informações do Processo Seletivo encontram-se no link:
http://morretes.pr.gov.br/pagina/1071_FASMO-Fundacao-de-Atencao-a-Saude-de-Morretes.html

América Latina: mortes por câncer colorretal crescem 20,5% em 30 anos

Publicado na revista científica Plos One, um estudo realizado por pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), do Instituto Nacional do Câncer (Inca) e da Universidade da Califórnia San Diego mostrou que, entre 1990 e 2019, a mortalidade por câncer colorretal na América Latina cresceu 20,5%.

Na maioria dos países da região, incluindo o Brasil, a tendência é de aumento. Segundo a Fiocruz, o crescimento da mortalidade por câncer colorretal na América Latina vai no sentido oposto da tendência global, que tem sido de queda da taxa, resultado influenciado pelos países de alta renda.

Além de descrever tendências na mortalidade pela doença na América Latina, a pesquisa relacionou os dados ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos países. O aumento da mortalidade na região, a mais desigual do planeta, foi observado de forma heterogênea. A pesquisa confirmou que existe uma ligação entre as tendências de mortalidade por câncer colorretal e o desenvolvimento socioeconômico dos países latino-americanos. No entanto, essa relação não é linear.

Países com baixo IDH têm menor mortalidade por câncer colorretal. Os fatores que influenciam essa relação são, principalmente, o subdiagnóstico e o menor acesso a fatores de risco conhecidos, como o consumo de alimentos ultraprocessados e de carne vermelha.

Já os países de desenvolvimento médio têm, por um lado, acesso tardio ao diagnóstico e dificuldades com o tratamento em tempo oportuno, o que reduz a sobrevida dos pacientes. Além disso, esses países contam com maior exposição aos fatores de risco, como é o caso do Brasil. Ao contrário, os países de alto desenvolvimento diagnosticam a doença precocemente, e a população tem tendência a padrões alimentares mais saudáveis, diz a Fiocruz.

“É interessante observar que a desigualdade entre os países é tão gritante, que, há alguns, como o Uruguai e a Argentina, caminhando para um declínio da mortalidade por câncer colorretal. Apesar do alto consumo de carne vermelha, eles conseguem diagnosticar e tratar num tempo oportuno, evitando mortes. Nos países da América Central, o cenário é diferente: a alimentação tem menos risco, mas há subdiagnóstico e pouco acesso a tratamento”, diz, em nota, um dos autores do estudo, Raphael Guimarães, do Departamento de Ciências Sociais da Ensp/Fiocruz.

As informações são da Agência Brasil

Novo método de controle da Dengue será testado em Foz do Iguaçu e Londrina

Dentre as seis cidades escolhidas para a ampliação do Método Wolbachia no Brasil, duas são do Paraná. Foz do Iguaçu e Londrina serão incluídas no projeto para combate a proliferação do mosquito Aedes aegypti. A informação foi confirmada após uma reunião realizada pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (SVSA/MS) com a participação da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) e municípios na tarde desta segunda-feira (9).

Na prática, o método consiste em “contaminar” mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, que impede que os vírus da Dengue, Zika e Chikungunya se desenvolvam, e logo com a reprodução todos os mosquitos com a bactéria (que não pode ser transmitida para humanos ou outros mamíferos) não transmitem o vírus, reduzindo a transmissão e combatendo diretamente as arboviroses.

“Fizemos o primeiro pedido para participar do projeto em 2019, inicialmente com Foz do Iguaçu, considerando a fronteira, e voltamos a solicitar em 2021, incluindo Londrina. Agora fomos atendidos e estamos felizes em poder ter mais uma arma contra essas doenças que ainda estão tão presentes no Estado, principalmente nessas regiões”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Para a seleção foi considerado municípios com mais de 100 mil habitantes que são responsáveis pela maior parte dos casos de arboviroses urbanas, o clima da região (com máxima mensal abaixo de 35ºC e média anual de 20ºC), o número de casos prováveis de dengue nos últimos 10 anos, a incidência de dengue nos últimos cinco anos e a presença de aeroporto.

Farão parte do método, além de Foz do Iguaçu e Londrina, as cidades de Uberlândia (Minas Gerais), Presidente Prudente (São Paulo), Natal (Rio Grande do Norte) e Joinville (Santa Catarina).

Agora, os municípios iniciarão o protocolo estipulado pelo Ministério da Saúde para dar início a utilização do método. “É importante ressaltarmos que o método é mais uma ferramenta que teremos contra as arboviroses no Paraná, o que não invalida todas as outras medidas, dentre elas as principais que consistem em eliminar os criadouros dos mosquitos dentro das residências e arredores”, afirmou a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes.

MÉTODO – O World Mosquito Program (WMP) é uma iniciativa internacional sem fins lucrativos que trabalha para proteger a comunidade global das doenças transmitidas por mosquitos. O primeiro local de atuação do WMP foi o norte da Austrália, em 2011, e atualmente opera em 12 países (Austrália, Brasil, Colômbia, México, Indonésia, Laos, Sri Lanka, Vietnã, Kiribati, Fiji, Vanuatu e Nova Caledônia). No Brasil, o Wolbachia é conduzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com financiamento do Ministério da Saúde, em parceria com os governos locais.

O diagnóstico da presença da Wolbachia no Aedes aegypti é feito nos laboratórios do WMP Brasil/Fiocruz, por técnicas de biologia molecular. Após identificar o estabelecimento do Aedes aegypti com Wolbachia, não são necessárias novas solturas destes mosquitos. Por isso o Método Wolbachia do WMP é considerado autossustentável.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Vacinas que podem tratar: entenda a diferença entre imunizantes profiláticos e terapêuticos

As vacinas profiláticas fazem parte da vida de pessoas de todas as idades. São aquelas injeções bem conhecidas que compõem o Programa Nacional de Imunizações (PNI) e ajudam a prevenir diversas doenças há décadas, como varíola, sarampo, influenza, entre outras. O que muitos não sabem é que existe outra classe de imunizantes cujo foco é tratar infecções já instaladas. Esses produtos são chamados de vacinas terapêuticas, pois atuam estimulando o próprio organismo a combater a doença.

Os imunizantes terapêuticos são formados por partículas que apresentam antígenos ao sistema imune para potencializar a resposta contra uma infecção. Essa estratégia tem sido estudada, principalmente, no tratamento de doenças virais, como HPV, HIV e hepatite B, e de alguns tipos de câncer.

Enquanto o foco principal das vacinas profiláticas é produzir uma grande quantidade de anticorpos, que ficam a postos para atacar vírus e bactérias invasoras, as vacinas terapêuticas são mais voltadas para a criação de uma resposta rápida de células T, em especial as CD8+, capazes de matar células infectadas.

Segundo a pesquisadora Luciana Leite, do Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas do Instituto Butantan, a vacina profilática cria uma imunidade do zero. “Essa resposta demora um certo tempo para ser estabelecida e pode exigir mais de uma dose. O organismo desenvolve memória imunológica, que é ativada ao entrar em contato com o invasor, impedindo a progressão da doença”, explica. “Já a terapêutica aumenta uma resposta que já está acontecendo, durante uma infecção, mas não está sendo suficiente.”

Um mesmo imunizante também pode apresentar as duas funções. É o caso da vacina contra a raiva, fornecida pelo Butantan, que é indicada para prevenir a doença em pessoas com alto risco de se contaminar, como veterinários e pesquisadores que manipulam o vírus, e também para tratar quem acabou de sofrer uma mordida de animal.

“O vírus da raiva demora cerca de 45 dias para chegar ao cérebro e causar danos neurológicos. Por isso, se a vacina é administrada logo após o acidente, dá tempo de adquirir imunidade e combater o patógeno antes da infecção avançar”, diz a cientista.

Outro exemplo é a vacina da tuberculose (BCG), que também é utilizada para tratar o câncer de bexiga. A terapia ativa as células de defesa localizadas na mucosa da bexiga para que elas ataquem as células cancerígenas superficiais. Vale ressaltar que o imunizante não atua no tratamento da tuberculose, somente na prevenção.

Alguns estudos também sugerem que a vacina contra o HPV, que protege contra o câncer de colo de útero, pode ajudar a tratar verrugas genitais e lesões residuais após tratamento convencional. No entanto, o imunizante não é oficialmente indicado como terapia.

Butantan desenvolve novas vacinas terapêuticas contra tuberculose e HPV

Um novo imunizante contra tuberculose em estudo pelo grupo da pesquisadora Luciana Leite demonstrou efeito profilático e terapêutico em testes pré-clínicos. Além de fornecer proteção maior do que a atual vacina BCG, o imunizante reduziu significativamente a quantidade de bactérias e a inflamação no pulmão de modelos animais já infectados. A hipótese é que ele poderia ser usado como tratamento adjuvante, reduzindo o tempo da terapia tradicional e seus efeitos adversos.

Outra vacina sendo desenvolvida no Butantan pela pesquisadora Soraia Attie Calil, com a plataforma de RNA mensageiro, mostrou capacidade de prevenir e tratar a infecção pelo HPV. Em testes em modelos animais, o tratamento ajudou o sistema imune a eliminar as células infectadas. A vacina poderia atuar como um adjuvante para tratar a infecção e as lesões provocadas pelo vírus.

Matéria do Instituto Butantan