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10 de março é o Dia Mundial de Combate ao Sedentarismo

Nesta sexta-feira, 10 de março, Dia Mundial de Combate ao Sedentarismo, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) alerta para os riscos de uma rotina sem atividade física. A data foi instituída com o objetivo de conscientizar a população sobre os riscos de uma vida sedentária e incentivar a prática regular de exercícios, seja qual for a modalidade. Caminhadas frequentes, por exemplo, são o suficiente para tornar a pessoa ativa.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 20% da população mundial adulta e 80% dos adolescentes são inativos fisicamente. Isso significa que um em cada quatro adultos e quatro em cada cinco adolescentes não praticam atividades físicas regulares.

No Paraná, em 2019, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), 40% dos adultos acima dos 18 anos foram considerados insuficientemente ativos. No caso dos adolescentes entre 13 e 17 anos, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PENSE), o percentual ficou em 3,8%.

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Cesar Neves, pessoas sedentárias têm maior risco de desenvolver doenças crônicas.

“A falta de atividade física reduz o metabolismo e prejudica a capacidade do organismo, podendo aumentar o risco de mortalidade pelo surgimento e agravamento de doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e obesidade. Por esse motivo é muito importante manter uma rotina física ativa, com práticas regulares”, disse.

Segundo uma pesquisa realizada em 2019 pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ), no Brasil o impacto econômico da inatividade física de brasileiros, em diferentes regiões do país, representou um gasto de cerca de R$ 300 milhões ao Sistema Único de Saúde (SUS) em internamentos decorrentes de doenças crônicas.

“As doenças crônicas representam uma alta parcela de internações pelo SUS. Portanto, a redução na prevalência de inatividade física na população representa uma economia significativa de recursos orçamentários na saúde”, pontuou Neves.

NA PRÁTICA – A atividade física é definida como o comportamento que envolve os movimentos voluntários do corpo, com gasto de energia acima do nível de repouso, promovendo interações sociais e com o ambiente, podendo acontecer no tempo livre, no deslocamento, no trabalho ou estudo e nas tarefas domésticas.

Mover-se mais e permanecer menos em comportamento sedentário é importante para o pleno desenvolvimento humano e para uma boa saúde, independentemente da idade, sexo, raça, etnia ou nível de condicionamento físico atual. Quanto mais cedo a prática da atividade física é iniciada e se torna um hábito na vida, maiores são os benefícios.

“A atividade física é muito importante e deve ser praticada em todas as fases da vida. Pequenas mudanças na rotina, como subir escadas ao invés de usar elevador, durante o trajeto até o trabalho desembarcar alguns metros antes do destino final e optar por meio de transportes não motorizados são formas simples e eficazes de combater o sedentarismo e melhorar a qualidade de vida”, alertou a diretora de Atenção e Vigilância da Sesa, Maria Goretti David Lopes.

A Sesa segue as diretrizes do Guia de Atividade Física para a População Brasileira, do Ministério da Saúde (MS), em que a recomendação para adultos é de pelo menos 150 minutos de atividade física moderada ou 75 minutos de atividade física vigorosa por semana – incluindo exercícios aeróbicos e de fortalecimento muscular e ósseo. Para crianças e adolescentes, o tempo ideal é de 60 minutos por dia.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

FEAS Curitiba abre processo seletivo para médicas/os pediatras e coloproctologista

A Fundação Estatal de Atenção à Saúde (FEAS) de Curitiba está com inscrições abertas para o Processo Seletivo Simplificado (PSS) 01/2023. As inscrições são gratuitas, pelo site da fundação e vão até o dia 15 de março. Acesse aqui.

O PSS oferece 05 vagas para médica ou médico pediatra e uma vaga para coloproctologista. Também há vagas para assistente administrativo (2), enfermeiro (5), técnico de enfermagem (5), e terapeuta ocupacional (2).

As vagas são temporárias, com duração de 12 meses, que podem ser renovadas por igual período. O regime de contratação é o da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT).

Os/as profissionais aprovados no PSS irão trabalhar em uma das 26 unidades administradas pela Fundação, que incluem o Hospital Municipal do Idoso, Hospital do Bairro Novo, a Casa Irmã Dulce – Unidade de Estabilização Psiquiátrica, os Centros de Atenção Psicossocial (Caps), as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e o Serviço Móvel de Urgência e Emergência (Samu).

As informações são da Prefeitura de Curitiba.

Vacinação contra a mpox começa em março

A vacinação contra a mpox começa em março. O Ministério da Saúde informa que vai distribuir 47 mil doses da vacina contra a doença aos estados e ao Distrito Federal.

Segundo a pasta, os imunizantes serão enviados de acordo com o andamento da vacinação e com as demandas de cada unidade federativa. A data do início da imunização ainda não foi definida.

Nessa primeira fase, terão prioridade pessoas com maior risco de evolução para as formas graves como, por exemplo, portadores do vírus da Aids e profissionais de laboratórios. De acordo com o Ministério da Saúde, esse público-alvo inicial representa cerca de 16 mil pessoas.

Além desses, também está prevista a vacinação para pessoas que tiveram contato direto com os fluidos e secreções corporais de casos suspeitos ou confirmados para a mpox.

O ministério também informou que a estratégia e o público prioritário para a vacinação foram acordados com os estados, municípios e o DF. Os casos da doença estão em queda em todo o mundo e no Brasil.

As informações são da Agência Brasil.

Simepar alerta que médicos/as não devem renovar receitas sem avaliar pacientes

Chegou ao conhecimento do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) a ocorrência de ocasiões em que médicas e médicos são demandados a renovarem receitas de medicamentos de uso contínuo, controlados ou não, sem o/a paciente estar presente.

A prática é vedada pelo Código de Ética Médica, pela Lei do Ato Médico, e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pois põe em risco a saúde do/a paciente.

O Conselho Federal de Medicina já emitiu pareceres sobre o tema, o mais recente foi o de número 20/2010 (anexo), cuja ementa é: “Não é permitido repetir receitas médicas sem o exame direto do paciente.”

Na conclusão do referido parecer emitido pelo Dr. Emmanuel Fortes Silveira Cavalcanti consta:

“Não é permitido repetir a receita sem o exame direto do paciente, notadamente naqueles casos em que os pacientes estão controlados e as posologias estáveis.”

“O que pode fazer é receitar para 90 dias, fazendo constar na receita “VÁLIDA POR 90 DIAS”, assentando no prontuário o tempo para a nova consulta, afinal, nas doenças de curso prolongado ou de evolução crônica que requeiram uso contínuo dos medicamentos, as consultas de controle têm caráter prognóstico.”

“Tal assertiva não altera o disposto na Portaria Anvisa nº 344/1998 quanto às prescrições, ficando a critério do médico assistente definir a periodicidade das consultas, fazendo prescrições para 30, 60 ou 90 dias.”

O Simepar defende que a ausência de assistência médica adequada, com a falta de profissionais no SUS, as dificuldades de agendamento de consultas e até dificuldades de locomoção não podem servir de pretexto para a adoção da prática temerária da renovação de prescrições sem a devida avaliação periódica das/os pacientes.

As médicas e médicos que se sentirem pressionados ou assediados para adotar essa prática devem procurar o Sindicato Médico e o Conselho Regional de Medicina que tomarão as medidas cabíveis, pelo bem dos pacientes e do bom exercício da Medicina.

Acesse aqui ao Parecer CFM Nº 20/2018.

Curitiba amplia convocação para vacina bivalente anticovid para 70 anos ou mais

Por conta da baixa procura pela vacinação bivalente, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba decidiu ampliar a convocação do público já realizada anteriormente. A partir desta quinta-feira (9/3), estarão aptos a receber o reforço todos os nascidos até 1953. Com esse chamamento, ficam contemplados todos com 70 anos ou mais, além daqueles que completarão essa idade no decorrer de 2023.

Para receber o reforço da vacina bivalente anticovid é necessário, ainda, ter tomado ao menos duas doses da vacina anticovid anteriormente e ter no mínimo 120 dias de intervalo desde a última aplicação. A vacina estará disponível em 107 postos de saúde, das 8h às 17h. Os endereços podem ser conferidos no site Imuniza Já Curitiba.

As vacinas bivalentes são as chamadas segunda geração do imunizante, ou seja, são aquelas que possuem em sua composição a cepa original e subvariantes da Ômicron, que têm registrado maior circulação nos últimos meses. Assim, a nova dose de reforço traz mais uma camada de proteção para a população mais vulnerável.

“Essas vacinas são consideradas mais atualizadas e, por isso, mais eficazes. Elas reduzem mais a probabilidade de quadros graves e morte porque protegem contra a Ômicron e suas subvariantes, que estão circulando no momento”, explica o diretor de epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba, Alcides Oliveira.

“É hora de levarmos os idosos para vacinar novamente, agregando mais essa camada de proteção a essa parcela da população que é mais vulnerável à covid-19”, destaca a secretária municipal da Saúde, Beatriz Battistella. “A covid-19 ainda mata, em média, em Curitiba uma pessoa por dia. O que é ainda muito preocupante. Normalmente, o perfil é de pessoa idosa e com comorbidade. Por isso, a importância desse público receber esse reforço”, completa a secretária.

Convocações

A aplicação da bivalente iniciou em Curitiba em 27 de fevereiro, com a vacinação dos acamados e moradores de instituições de longa permanência. Esse público está sendo vacinado diretamente nas residências pelas equipes de saúde.

Além dos acamados e moradores de instituições de longa permanência, a SMS convocou a partir de 4 de março os idosos nascidos até 1938 – contemplando aqueles de 85 anos ou mais, público formado por 14 mil. Destes, apenas 3.643 compareceram até o momento.

“Com essa baixa adesão e disponibilidade de doses, resolvemos ampliar e disponibilizar essa vacina mais atualizada, para mais idosos, seguindo o determinado pelo Ministério da Saúde”, disse Beatriz.

Também já foram convocados os imunossuprimidos com 12 anos ou mais, de forma escalonada. O calendário pode ser conferido aqui.

Orientações para receber a vacina

O público convocado para o reforço com a vacina bivalente recebe uma mensagem pelo Aplicativo Saúde Já Curitiba. Para aqueles que não puderem comparecer nas datas estipuladas, a SMS oferece repescagem contínua nas unidades de saúde.

Pessoas que tiveram covid-19 devem aguardar pelo menos quatro semanas após o início dos sintomas para se vacinar. No caso de pessoas que tiveram outras doenças, a orientação é que aguardem a ausência de sintomas.

Atualização cadastral

As pessoas que receberam alguma dose da vacina anticovid fora da capital paranaense precisam atualizar seu prontuário eletrônico junto à Central Saúde Já Curitiba. Para isso, é preciso enviar antecipadamente por e-mail um documento pessoal com foto, a carteira de vacinação e comprovante de endereço para que o cadastro esteja em dia. O endereço é smscentral@sms.curitiba.pr.gov.br.

Públicos convocados para reforço com a bivalente em Curitiba:

  • Todos os nascidos até 1953 (ou seja, pessoas com 70 anos completos ou mais, além daqueles que completam essa idade no decorrer de 2023)
  • Imunossuprimidos com 12 anos ou mais, conforme cronograma que pode ser conferido AQUI
  • Pessoas acamadas com 70 anos ou mais (aplicação na residência)
  • Moradores e trabalhadores de instituições de longa permanência (aplicação na residência)
  • Indígenas (pelo Distrito Sanitário Tatuquara e equipes do Consultório na Rua).

As informações são da Prefeitura de Curitiba

Ministério da Saúde oferta cursos para profissionais que atuam na área da saúde da mulher

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta quarta-feira (08), o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) destaca as capacitações gratuitas voltadas para profissionais que atuam na área da saúde da mulher.

Acesse:

Mamografia na Avaliação Tríplice da Mama

A capacitação aborda os aspectos gerais sobre a anatomia da mama, os elementos de correlação anatomopatológicos e os aspectos técnicos referentes ao mamógrafo. Os elementos técnicos, a solicitação e a interpretação da mamografia também são apresentados. O curso está disponível por tempo indeterminado na plataforma AVASUS.

Atenção à Saúde das Mulheres com Deficiência

O curso objetiva a compreensão sobre as principais orientações para atendimento da mulher com deficiência e mobilidade reduzida, com foco na promoção da saúde, na reabilitação, na saúde sexual e reprodutiva, na saúde mental e no manejo clínico dos problemas mais comuns enfrentados por essas mulheres. As matrículas podem ser realizadas até 30 de março de 2023 na plataforma UNA-SUS.

As informações são do Ministério da Saúde.

Saúde da mulher: atividades físicas previnem doenças e melhoram a qualidade de vida

A atividade física, quando praticada de maneira regular e apropriada, é uma importante aliada para a prevenção de inúmeras doenças, como obesidade e o câncer de mama. Esse é um dos programas informativos que a Secretaria de Estado da Saúde trabalha com as mulheres nas unidades de saúde e hospitais de todo o Paraná.

Os dados mais recentes da pasta, de 2022, revelam que 70,2% das mulheres adultas que tiveram peso e altura aferidos nas Unidades de Saúde da Atenção Primária (APS) no Paraná no ano passado apresentaram excesso de peso. Destas, 37,3% apresentavam obesidade, o que pode elevar índices de doenças cardiovasculares e diabete.

“A prática de exercícios físicos traz melhorias não somente na saúde, mas na qualidade de vida como um todo. Desde a diminuição de fatores como ansiedade, até melhoras nas condições de sono, autoestima e prevenção de doenças. A atividade física é indispensável para preservar o corpo humano”, destacou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

Ao incluir na rotina um programa de exercícios, a mulher, além da perda de gordura corporal, apresenta redução na pressão arterial e diminuição do colesterol total. Esses benefícios auxiliam na prevenção e no controle de doenças. Exercícios também auxiliam na produção de endorfina, melhorando a autoestima e diminuindo cólicas menstruais.

ALIMENTAÇÃO – Outro fator essencial para a qualidade de vida é o consumo de alimentos saudáveis, como aqueles in natura ou minimamente processados, incluindo frutas e legumes, de preferência com variedade. São práticas muitas vezes difíceis de encaixar no dia a dia, mas que têm inúmeros benefícios para a saúde da mulher.

Segundo a coordenadora de Promoção da Saúde da Sesa, Elaine Cristina Vieira, uma boa alimentação é fruto de hábito e conscientização. “Uma dieta balanceada passa, necessariamente, por uma boa educação alimentar. Por isso, a Sesa tem investido na produção de materiais digitais e impressos, capacitações, cursos e webinários, além de ferramentas como publicações midiáticas, para elevar a qualidade do atendimento e incentivar a população, promovendo a saúde coletiva”, ressaltou.

Um bom hábito alimentar também pode auxiliar a mulher a consumir alimentos adequados para alguns períodos da vida, principalmente para repor a perda de colágeno, a partir dos 30 anos, ou a produção menor de estrogênio a partir dos 40 anos, o que pode levar à perda de massa muscular. No período fértil também há indicação de consumo de alimentos ricos em ferro.

CONTROLE DE DOENÇAS – Esse combo (exercícios e alimentação saudável) é um grande aliado contra o câncer de mama, por exemplo. A enfermidade pode ter seu risco diminuído em até 40% com atividades físicas regulares e práticas saudáveis, além do controle médico precoce. O Estado realizou, nos últimos quatro anos, 1.067.702 exames de mamografia em mulheres paranaenses, permitindo melhores condições de tratamento da doença.

A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, explica a importância de combinar um estilo de vida saudável com o cuidado perene dos sinais. “Cuidar da saúde é um elemento fundamental da vida humana e que deve ser reforçado neste Mês da Mulher. E um dos recados é a necessidade de estabelecer uma rotina mais saudável. São práticas que produzem resultados imediatos e também a longo prazo. Uma atividade simples, desde que regular, já surte efeitos. Caminhadas de 30 minutos, três ou quatro vezes por semana, já são suficientes”, salientou.

A Sesa disponibiliza todos os meios necessários para os profissionais realizarem o acompanhamento médico de mulheres nessas duas áreas, da obesidade ao câncer de mama, mas também de todas as outras enfermidades, como o câncer de colo de útero, ou condições de saúde que requerem mais atenção, como distúrbios alimentares que induzem a busca por uma magreza excessiva.

De 2019 a 2022, por exemplo, foram adquiridos 2,5 milhões de kits de citopatológicos do colo de útero, num investimento de R$ 4,7 milhões, além de 4.700 agulhas de biópsia de mama, no valor de R$ 175 mil.

O governo estadual também promove campanhas regulares para a conscientização sobre a necessidade do controle do câncer e de visitas regulares a uma unidade de saúde para acompanhamento do calendário vacinal, dos exames ginecológicos, do pré-natal (em caso de gravidez), de avaliações do risco de doenças cardiovasculares e de acompanhamento psicológico.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Baixa cobertura vacinal contra HPV favorece casos preveníveis de câncer

Sete em cada dez casos de câncer de colo de útero são causados por um vírus contra o qual existe vacina disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde. Esse vírus é o papilomavírus humano (HPV), que também causa nove em cada dez casos de câncer de ânus e está relacionado a neoplasias malignas no pênis, vagina, vulva, boca e garganta.

Mesmo com tantas evidências do perigo que representa estar desprotegido contra essa infecção sexualmente transmissível (IST), o Programa Nacional de Imunizações (PNI) constatou queda na proteção do público-alvo dessa vacina no ano passado.

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde em 21 de fevereiro, 87,08% das meninas brasileiras entre 9 e 14 anos de idade receberam a primeira dose da vacina em 2019, e em 2022, a cobertura caiu para 75,81%. Entre os meninos, a cobertura vacinal caiu de 61,55%, em 2019, para 52,16%, em 2022.

Procurado nesta segunda-feira (6) pela Agência Brasil para atualizar os dados, o ministério informou que, entre as meninas, a cobertura da vacina contra o HPV, em 2022, alcançou 77,37% na primeira dose, e 58,29%, na segunda dose. Entre os meninos, 56,76% receberam a primeira dose, e apenas 38,39%, a segunda.

Infectologista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do Instituto I’Dor, José Cerbino Neto explica que poucos dos mais de 100 tipos de HPV são relacionados ao câncer, e os tipos 16 e 18 são os mais perigosos.

Indicada no Sistema Único de Saúde (SUS) para adolescentes de 11 a 14 anos e pessoas com situações específicas da saúde, a vacina contra o HPV protege contra esses dois tipos e também contra duas cepas responsáveis por verrugas genitais. Além do público-alvo do PNI, pessoas de até 45 anos podem obter a vacina em clínicas privadas de imunização, segundo autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Se entende que a vacinação nessa população de 11 a 14 anos vai ter um maior impacto, porque essas pessoas estarão vacinadas desde antes de iniciar sua vida sexual. Mas para qualquer pessoa não vacinada até 45 anos, há um benefício com a vacinação”, destaca o pesquisador.

“A vacina tem a capacidade de proteger as pessoas da infecção sexualmente transmissível, e, em última análise, protegê-las de um câncer que elas poderiam vir a desenvolver”.

Pessoas que vivem com HIV/aids, transplantados de órgãos sólidos, de medula óssea ou pacientes oncológicos na faixa etária de 9 a 45 anos também podem ser vacinados gratuitamente no SUS, em algum centro de referência de imunobiológicos especiais, com o esquema de três doses.

As estimativas do Ministério da Saúde dão conta de que cerca de metade de todas as mulheres diagnosticadas com câncer do colo de útero têm entre 35 e 55 anos de idade e muitas, provavelmente, foram expostas ao HPV na adolescência ou na faixa dos 20 anos de idade.

Incidência

Apesar de ser associado a casos de câncer, a grande maioria dos casos de infecção pelo HPV não evolui dessa forma. Em grande parte dos casos, o próprio sistema imunológico se encarrega de combater o vírus antes do surgimento de sintomas.

Segundo o Ministério da Saúde, os primeiros sintomas podem aparecer de dois a oito meses após a infecção pelo HPV, mas continuam a existir chances mesmo duas décadas após o contato. As manifestações sintomáticas são mais comuns em gestantes e em pessoas com imunidade baixa. O vírus pode causar lesões visíveis e invisíveis a olho nu, e a manifestação mais frequentes são verrugas na região genital ou anal. Essas verrugas, em geral, estão associadas aos tipos não cancerígenos de HPV.

Cerbino destaca que a maioria da população adulta vai ser infectada pelo HPV em algum momento da vida. Como os tipos do vírus associados ao câncer são os que provocam lesões mais graves, eles são os mais frequentemente diagnosticados e testados laboratorialmente, o que não significa que sejam os que mais circulam.

“Eles são os mais identificados por serem os que causam mais doenças”, destaca. “Como existe mais de um subtipo, há benefícios em tomar a vacina para quem já teve o HPV, porque você estaria aumentando sua proteção contra uma eventual nova infecção, embora isso não seja comum”.

O Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer (Inca) citam estudos internacionais que apontam que chega a 80% o percentual de mulheres sexualmente ativas que terão contato com um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas, e essa porcentagem pode ser ainda maior em homens. Pesquisadores que se debruçam sobre o tema estimam que entre 25% e 50% da população feminina e 50% da população masculina mundial esteja infectada por HPV.

Para o infectologista da Fiocruz, campanhas antivacina e boatos se somam à dificuldade de mobilizar a faixa etária alvo da vacinação como alguns dos obstáculos a uma cobertura maior para a imunização contra o HPV.

“O nosso calendário vacinal tem vacinas recomendadas para todas as faixas etárias, mas a nossa cultura é vacinar as crianças. Então, o fato de a vacina ser aplicada dos 11 aos 14 anos pode ter contribuído para a cobertura ter sido mais baixa”, avalia ele, que destaca que a vacina é segura e eficaz, além de ser aplicada em mais de 100 países.

Vacina nova

O imunizante contra o HPV disponível no PNI e nas clínicas privadas até este ano é o quadrivalente, que protege contra quatro tipos do vírus, entre eles o 16 e 18, considerados mais perigosos. As clínicas privadas devem começar a aplicar nas próximas semanas uma nova versão da vacina, contra nove cepas, também incluindo o 16 e o 18 e mais cinco tipos de HPV de alto risco.

Responsável pelo setor de Imunização Humana do Richet Medicina & Diagnóstico, Patrícia Rosa Vanderborght explica que essa nova vacina vai aumentar a proteção contra o câncer de colo de útero e de outros tipos. A pesquisadora também destaca que a comunicação sobre a prevenção do HPV vem sendo muito restrita aos adolescentes, por causa das campanhas oficiais de vacinação, e às mulheres, por conta da prevenção do câncer de colo de útero.

“A incidência é muita alta, e homens não têm a cultura de ir ao médico e fazer exames como a mulher, que vai ao ginecologista. A gente observa muita falta de informação entre os homens, que acham que a vacina só é importante para mulheres”, alerta. “Outra população importante é a população LGBT. A gente tem conversado com os infectologistas sobre a necessidade de essa população ter ciência da prevenção e da incidência de câncer”.

Patrícia acrescenta que a vacinação contra o HPV na adolescência tem a vantagem de ser em esquema de apenas duas doses. Nas clínicas privadas, que vacinam o público adulto, a vacina passa a precisar de três doses.

As informações são da Agência Brasil

Curitiba divulga calendário para aplicação da vacina anticovid bivalente em imunossuprimidos

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) começará a aplicar na quarta-feira (8/3), de forma escalonada por idade, a vacina anticovid bivalente para pessoas imunossuprimidas que tenham tomado pelo menos duas doses da vacina monovalente e com intervalo de 120 dias ou mais desde a última aplicação.

O atendimento para esse público será feito em todas as 107 unidades de saúde da capital, das 8h às 17h (endereços no site Imuniza Já Curitiba).

A aplicação será escalonada por data de nascimento:

  • Quarta-feira (8/3) – imunossuprimidos – 60 anos ou mais
  • Quinta-feira (9/3) – imunossuprimidos – 55 a 59 anos
  • Sexta-feira (10/3) – imunossuprimidos – 50 a 54 anos
  • Segunda-feira (13/3) – imunossuprimidos – 45 a 49 anos
  • Terça-feira (14/3) – imunossuprimidos – 40 a 44 anos
  • Quarta-feira (15/3) – imunossuprimidos – 30 a 39 anos
  • Quinta-feira (16/3) – imunossuprimidos – 20 a 29 anos
  • Sexta-feira (17/03) – imunossuprimidos – 12 a 19 anos

São cerca de 24 mil pessoas que se enquadram como imunossuprimidos dentro da faixa etária convocada. O Ministério da Saúde recomendou a vacina bivalente para pessoas com imunossupressão a partir dos 12 anos de idade.

“A redução de casos e mortes pela covid-19 mostra a importância da vacinação, portanto, fiquem atentos às convocações para esse reforço com a bivalente. Assim como aconteceu na primeira fase de vacinação anticovid, vamos ampliar o público-alvo da bivalente de acordo com a chegada de novos lotes do imunizante, enviados pelo Ministério da Saúde”, diz a secretária municipal da Saúde, Beatriz Battistella.

O público convocado para o reforço com a vacina bivalente recebe uma mensagem pelo Aplicativo Saúde Já Curitiba. Para aqueles que não puderem comparecer nas datas estipuladas, a Secretaria Municipal da Saúde oferece repescagem contínua nas unidades de saúde.

A vacina anticovid bivalente é uma versão atualizada dos imunizantes já existentes contra a covid-19 e oferece uma proteção ainda maior contra as novas variantes da Ômicron.

Para receber essa dose, a pessoa precisa ter concluído, pelo menos, o esquema primário da vacinação contra covid-19, composto pelas duas primeiras doses. Também é necessário respeitar o intervalo de 120 dias ou mais depois da última vacina anticovid aplicada.

A vacinação bivalente de idosos nascidos até 1938 começou no sábado (4/3), com 1.383 pessoas vacinadas, e continua nas 107 unidades de saúde da capital (veja os endereços no Imuniza Já Curitiba). Também está mantida a imunização dos acamados de 70 anos ou mais, moradores de Instituições de Longa Permanência e indígenas, grupo que recebe a dose nas residências e instituições, sem a necessidade de se deslocar até os pontos de aplicação.

A Secretaria Municipal da Saúde mantém a aplicação da vacina anticovid em todas as unidades de saúde da capital. Quem não se vacinou na época da convocação para seu grupo etário, pode receber a dose a que tem direito de segunda a sexta, das 8h às 17h.

Recomendações

Pessoas que tiveram covid-19 devem aguardar pelo menos quatro semanas após o início dos sintomas, para se vacinar. No caso de pessoas que tiveram outras doenças, a orientação é que aguardem a ausência de sintomas.

Condições de imunossupressão

Pessoas já acompanhados pelo SUS Curitibano ou vacinados anteriormente como parte do grupo de imunossuprimidos não precisam apresentar comprovação da condição.

Pacientes que ainda não tenham sido vacinados como imunossuprimidos, devem apresentar alguma documentação que comprove a sua condição, como atestado médico ou documento compatível.

São considerados imunossuprimidos, de acordo com o Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, as seguintes condições:

  • Imunodeficiência primária grave
  • Quimioterapia para câncer
  • Transplantados de órgão sólido ou de células tronco hematopoiéticas (TCTH) uso de drogas imunossupressoras
  • Pessoas com HIV/Aids
  • Uso de corticoides em doses ≥20 mg/dia de prednisona, ou equivalente, por ≥14 dias
  • Uso de drogas modificadoras da resposta imune
  • Auto inflamatórias, doenças intestinais inflamatórias
  • Pacientes em hemodiálise
  • Pacientes com doenças imunomediadas inflamatórias crônicas.

As informações são da Prefeitura de Curitiba