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Estudo aponta que jovens tiveram a saúde mental mais afetada na pandemia

Os jovens são a parcela da população mais afetada pela crise de saúde causada pela pandemia de covid-19, segundo relatório anual do Estado Mental do Mundo, divulgado nesta semana pela organização de pesquisa sem fins lucrativos Sapien Labs. No Brasil, o estudo mostrou que existem 39% mais pessoas de 18 a 24 anos relatando queixas de saúde mental quando comparadas à faixa etária de 55 a 64 anos.

A população jovem, especialmente na faixa entre 18 e 24 anos, tem uma probabilidade cinco vezes maior de relatar queixas de saúde mental em comparação com a geração de seus avós. “Não há uma única região, grupo linguístico ou país onde o declínio do bem-estar mental em gerações sucessivamente mais jovens não é aparente. Isso se traduz em um aumento dramático na porcentagem de cada geração mais jovem que está mentalmente angustiada ou lutando em um nível qualificável como de natureza clínica ou requerendo ajuda profissional”, aponta o estudo internacional.

Na clínica da psicóloga Mariana Azevedo, especialista em saúde mental e dependência química, houve um aumento expressivo no atendimento a crianças e adolescentes, por isso foi necessário fazer uma capacitação para atender esse público. “A pandemia do novo coronavírus aumentou o número de atendimentos de jovens com transtornos mentais, incluindo depressão e ansiedade. Além disso, a falta de contato social, o isolamento e a incerteza do futuro estão entre os fatores que mais contribuem para o agravamento desse quadro”, aponta Mariana Azevedo.

Nessa busca de alivio para o desconforto e as angústias existenciais, a psicóloga identificou um fenômeno curioso entre os jovens que é a necessidade de simbolizar essas dores e frustrações no corpo por meio de tatuagens. “A gente percebe esse aumento da tentativa de alivio do desconforto, da angústia, do mal-estar, pelo corpo, por meio das tatuagens”, exemplifica.

A pandemia também trouxe mudanças significativas na forma como os jovens se relacionam e interagem socialmente, especialmente após a privação do ambiente escolar por conta do isolamento social. “Uma das coisas que marca a adolescência é essa separação do núcleo familiar para uma constituição do sujeito. E nesse contexto, o convívio entre jovens que acontecia na escola deixou de existir por conta das restrições e do isolamento social”, explica.

A necessidade de manter o distanciamento físico e a redução de atividades presenciais afetaram negativamente a saúde mental dos jovens, que muitas vezes dependem do contato social para se sentirem conectados e pertencentes a um grupo.

O declínio do bem-estar mental das gerações mais novas também pode estar associado ao aumento do abuso de drogas e álcool. Segundo a psicóloga Mariana Azevedo, isso se traduz em um aumento dramático na porcentagem de cada geração mais jovem que está mentalmente angustiada. “Com esse novo cenário, alguns pacientes passaram a ter acesso a medicações psiquiátricas e a fazer abuso dessas substâncias. Por exemplo, houve um aumento expressivo do uso de Ritalina”, afirma a psicóloga.

O excesso de liberdade e de acesso à informação criou um contraponto entre famílias liberais e outras mais fechadas e dogmáticas. “O que eu observo que aconteceu na pandemia é que a convivência desses nesses núcleos familiares muito dogmáticos foi assim enlouquecedor, literalmente”, afirma Mariana Azevedo.

Nesse contexto, ela ressalta que muitos jovens que já lidavam com transtornos mentais antes da pandemia tiveram sua condição agravada pela falta de acesso a tratamentos adequados de saúde mental.

Apesar do quadro preocupante, a psicóloga ressalta um aspecto positivo dessa pandemia, que foi a diminuição do preconceito contra a terapia e de outros processos de autoconhecimento. “Muitas pessoas passaram a buscar a terapia para ter qualidade de vida. E agora podem falar sobre o que sentem, das suas vivências, sem que isso precise estar sendo ‘confessado’. Acabam se amparando nisso para se permitir falar de algo que causou um mal-estar, por exemplo”, completa.

Relatório do Estado Mental do Mundo

O estudo mostra como o mundo está se recuperando da pandemia e como as relações familiares e amizades estão se deteriorando, com consequências significativas para o bem-estar mental.

A cada ano, o relatório apresenta o estado mental das populações, as tendências em relação aos anos anteriores – e pela primeira vez o estudo inclui o Brasil. O levantamento coletou 407.959 respostas pela internet de países de todos os continentes, em nove idiomas diferentes.

Na região da América Latina e do Caribe, por exemplo, enquanto menos de 15% das pessoas entre 55 e 64 anos tiveram pontuações negativas no índice, entre 18 e 24 anos esse percentual foi acima de 50%. Isso quer dizer que mais da metade dos jovens desses locais relataram sintomas clínicos de transtornos de saúde mental.

Serviço

A Rede SARAH contribui com o Ministério da Saúde no que se refere às ações voltadas ao enfrentamento da pandemia e suas graves consequências. O hospital oferece tratamento gratuito para reabilitação de pacientes pós-covid-19. Entre as principais alterações neurológicas tratadas estão: perda de força ou de sensibilidade nos membros superiores e inferiores, alterações do equilíbrio e da coordenação motora, além de alterações da memória.

Os programas de reabilitação incluem estimulação neuropsicológica e da capacidade cognitiva e ocorrem com um agendamento prévio pelo site sarah.br.

As informações são da Agência Brasil

Anvisa aprova uma nova vacina contra a dengue

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de uma nova vacina contra a dengue. O imunizante Qdenga, produzido pela empresa Takeda Pharma, é indicado para população entre 4 e 60 anos. A aplicação é por via subcutânea em esquema de duas doses, em intervalo de três meses entre as aplicações.

Segundo a Anvisa, a nova vacina é composta por quatro diferentes sorotipos do vírus causador da doença, o que garante uma ampla proteção contra ela. No ano passado, o Brasil registrou mais de mil mortes por complicações da dengue no país.

No mês passado, a Comissão Técnica Nacional em Biossegurança (CTNBio) aprovou a segurança da vacina Qdenga, que aguardava agora o aval da Anvisa.

Uma outra vacina contra a dengue já aprovada no país, a Dengvaxia, só pode ser aplicada por quem já teve a doença.

A vacina Qdenga também foi avaliada pela agência sanitária europeia (EMA), de quem também recebeu aprovação. A concessão do registro pela Anvisa permite a comercialização do produto no país, desde que mantidas as condições aprovadas. A vacina, no entanto, seguirá sujeita ao monitoramento de eventos adversos por meio de ações de farmacovigilância sob a responsabilidade da própria empresa.

As informações são da Agência Brasil

Exames de pré-natal, acompanhamento nutricional e vacinação infantil serão contrapartidas do novo Bolsa Família

Com o retorno do programa Bolsa Família, oficializado nesta quinta-feira (02) pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, alguns critérios importantes para as famílias beneficiárias também estão de volta. Entre elas, estão o acompanhamento pré-natal para gestantes e nutricional para crianças, além da atualização da caderneta de vacinação com todos os imunizantes previstos no Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde.

Esses conceitos e instrumentos para redução da pobreza e do cuidado com as famílias fazem parte da história do Bolsa Família, considerado o maior programa de transferência de renda e combate à fome da história do Brasil. Todas as famílias beneficiárias receberão um valor mínimo de R$ 600 e serão criados dois benefícios complementares, pensados para atender de forma mais adequada o tamanho e as características de cada família. Um valor adicional de R$ 150 será pago para cada criança de até seis anos e outros R$ 50 para cada integrante da família com idade entre sete e 18 anos incompletos e para gestantes.

O cuidado com a saúde é prioritário para adesão das famílias ao programa. No Sistema Único de Saúde (SUS), o acompanhamento do bebê e da mãe começa a partir do momento em que a gravidez é confirmada, através do teste rápido e gratuito. A partir daí, a mulher passa a ter acesso a consultas de pré-natal, onde recebe todas as orientações e apoio necessários ao acompanhamento da gestação, incluindo a realização de exames, vacinas e ecografias. Para receber o acompanhamento do pré-natal gratuitamente pelo SUS, é só procurar uma Unidade Básica de Saúde mais próxima.

O acompanhamento da primeira infância também pode ser feito pelo SUS, na Unidade Básica de Saúde mais próxima. Todas as crianças menores de 7 anos devem passar por acompanhamento nutricional para que as famílias recebam os benefícios.

Da mesma forma, nos postos de vacinação, a população encontra vacinas para diversas doenças e de graça. O Programa Nacional de Imunizações está presente em todos os postos de saúde, em todos os municípios do Brasil. Todas as pessoas podem procurar uma Unidade Básica de Saúde para atualizar a caderneta de vacinação e tirar dúvidas. Manter o esquema vacinal atualizado também é critério para participação no Bolsa Família.

Confira a lista completa de vacinas disponíveis no SUS:

  • Covid-19
  • BCG
  • Hepatite A
  • Hepatite B
  • Penta (DTP/Hib/Hep. B)
  • Pneumocócica 10 valente
  • Vacina Inativada Poliomielite (VIP)
  • Vacina Oral Poliomielite (VOP)
  • Vacina Rotavírus Humano (VRH)
  • Meningocócica C (conjugada)
  • Febre amarela
  • Tríplice viral
  • Tetraviral
  • DTP (tríplice bacteriana)
  • Varicela
  • HPV quadrivalente
  • dT (dupla adulto)
  • dTpa (DTP adulto)
  • Menigocócica ACWY

Quem pode receber

O Bolsa Família é voltado para famílias em situação de vulnerabilidade econômica e social. Para serem habilitadas, elas precisam atender critérios de elegibilidade, como apresentar renda per capita classificada como situação de pobreza ou de extrema pobreza, ter os dados atualizados no Cadastro Único e não ter informações divergentes entre as declaradas no cadastro e em outras bases de dados federais.

A seleção considera a estimativa de pobreza, a quantidade de famílias atendidas em cada município e o limite orçamentário. Com a nova legislação, terão acesso ao programa todas as famílias que têm renda de até R$ 218 por pessoa.

As informações são do Ministério da Saúde.

Dia D da Vacinação no Paraná será em 15 de abril

Com objetivo de retomar e ampliar as altas coberturas vacinais no Paraná, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em parceria com o Conselho dos Secretários Municipais da Saúde do Paraná (Cosems), definiu a data para o primeiro Dia D Estadual de Vacinação de 2023, que ocorrerá em 15 de abril.

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, César Neves, o Dia D de vacinação é um importante movimento para incentivar a atualização da carteirinha com todos os imunizantes disponíveis pelo Programa Nacional de Imunização (PNI). A ação irá abranger a campanha já vigente da Covid-19 e da Influenza, que tem início previsto para a segunda quinzena de abril, além das vacinas de rotina.

“Essa é uma grande mobilização para alertar a todos sobre a importância de manter a vacinação em dia. A ideia é que os pais e responsáveis, além de levar as crianças para vacinar, aproveitem a data para colocar em dia a própria carteirinha de vacinação”, explicou.

De acordo com o Ministério da Saúde, a cobertura vacinal considerada ideal para a BCG, Covid-19 e Rotavírus é de no mínimo 90%, e para os outros imunizantes do calendário vacinal a meta é de 95%.

No Paraná, dados preliminares do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI) revelam que a vacina BCG, que é aplicada logo após o nascimento e protege contra a tuberculose, fechou 2022 com 87% de cobertura; Rotavírus, por sua vez, teve no ano passado 84% de adesão da população. Em 2021, o índice era de 82% para ambos imunizantes.

Uma das menores coberturas registradas no ano passado foi da Hepatite B (78%). A Tríplice Viral, responsável pela proteção contra o sarampo, caxumba e rubéola, que é aplicada aos 12 e 15 meses de idade, fechou com 89%. Em 2021, os números eram de 61% e 86%, respectivamente.

RESULTADO – Em junho de 2022 o Governo do Estado promoveu o dia D da Vacinação Estadual, quando em parceria com os municípios foram aplicadas 371.092 doses em um único dia.

“Isso comprova que os nossos esforços para ampliar a imunização estão sendo atendidos pela população. Quando comparamos os dados de 2021 e 2022 percebemos uma melhora nos números, mas ainda sim precisamos aumentar essa taxa. A vacina salva vidas e quanto mais pessoas vacinadas menor é o risco de surtos e epidemias de doenças”, alertou o secretário.

COVID-19 – No último dia 27, a Sesa deu início à Campanha de Vacinação 2023, que inclui a aplicação da dose bivalente da Pfizer/BioNTech contra a Covid-19. O Paraná já recebeu 291,6 mil imunizantes bivalentes e está prevista, ainda para esta sexta-feira (3), a chegada de mais 97,2 mil doses no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar). Já foram distribuídas 205,2 mil doses para as 22 Regionais de Saúde, e na próxima semana mais 183,6 mil serão entregues aos municípios.

Para receber a dose bivalente, as pessoas que se encaixam nos grupos prioritários devem ter finalizado o esquema primário completo de duas doses com vacinas monovalentes, respeitando o intervalo mínimo de quatro meses da última dose de vacina monovalente aplicada.

“Reforçamos que as doses monovalentes continuam conferindo proteção contra o coronavírus, portanto, faço aqui um apelo para que as pessoas procurem as unidades de saúde e permaneçam em dia com a vacinação de todos os imunizantes disponibilizados no Sistema Único de Saúde”, disse a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes.

Na primeira fase da campanha, idosos acima de 70 anos, pessoas que vivem em instituições de longa permanência (ILP), pacientes imunocomprometidos e comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas fazem parte do grupo prioritário. A segunda etapa, que está prevista para iniciar na próxima segunda-feira (6), engloba pessoas de 60 a 69 anos. A terceira abrange gestantes e puérperas, enquanto a quarta será direcionada a trabalhadores de saúde. Já a quinta fase será voltada para a vacinação de pessoas com deficiência permanente, privados de liberdade e funcionários do sistema prisional.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Saiba como vai funcionar a nova campanha de vacinação contra a Covid-19 no Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) iniciou nesta segunda-feira (27) as novas estratégias de vacinação contra a Covid-19 no Paraná. A programação da Campanha de Vacinação 2023 inclui a aplicação dos imunizantes bivalentes da Pfizer/BioNTech, conforme as orientações que foram divulgadas pelo Ministério da Saúde por meio de Informe Técnico Operacional.

A vacina bivalente da farmacêutica norte-americana foi autorizada de forma temporária e emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil, para uso como dose de reforço com intervalo igual ou maior a quatro meses após a conclusão da série primária ou da vacinação de reforço monovalente em pessoas com 12 anos ou mais de idade.

O Paraná já recebeu 291.600 imunizantes bivalentes e já distribuiu 205,2 mil para as 22 Regionais de Saúde do Estado. Agora a Sesa esclarece as principais dúvidas sobre a aplicação das vacinas monovalentes e bivalentes contra a Covid-19 no Paraná. As orientações foram formalizadas pelo Ministério da Saúde. A meta é alcançar 90% do público-alvo.

Qual é o público-alvo da vacinação contra a Covid-19?

Início ou continuidade dos esquemas vacinas primários e reforços com as vacinas monovalentes:

  • Crianças entre seis meses e 11 anos
  • Adolescentes e adultos de 12 a 59 anos

 

Vacinação de reforço com a vacina bivalente:

  • Idosos de 60 anos ou mais
  • Pessoas vivendo em instituições de longa permanência a partir de 12 anos e os trabalhadores destes locais
  • Imunocomprometidos a partir de 12 anos
  • Indígenas, ribeirinhos e quilombolas a partir de 12 anos
  • Gestantes e puérperas
  • Trabalhadores de saúde
  • Pessoas com deficiência permanente a partir de 12 anos
  • População privada de liberdade e adolescentes cumprindo medidas socioeducativas
  • Funcionários do sistema prisional
  • Pessoas desses grupos que tiverem apenas uma dose ou nenhuma deverão ser vacinadas com a vacina monovalente completando as duas primeiras doses iniciais.

Qual é a diferença entre as vacinas monovalentes e bivalentes?

A vacina monovalente possui uma cepa ou componente do vírus, já os imunizantes bivalentes protegem contra duas versões do vírus de uma só vez.

A monovalente contra a Covid-19 foi criada com a cepa original do vírus Sars-CoV-2, causador da doença. As bivalentes também foram produzidas com o vírus original, bem como com as cepas mais recentes da doença, da variante Ômicron – BA.1, BA.4 e BA.5, predominante no mundo.

As vacinas bivalentes são mais eficazes?

Observou-se que após a primeira onda de vacinação houve uma redução da proteção imunológica ao longo do tempo, principalmente nas faixas etárias com 60 anos e mais, sendo que essa redução se mostra mais proeminente com a Ômicron. As vacinas bivalentes elevam a efetividade da proteção para prevenção da doença sintomática e formas graves da Covid-19 inclusive para a Ômicron.

Me encaixo em um público-alvo, e agora?

As pessoas que se enquadram em um ou mais grupos elencados como público-alvo para vacinação contra a Covid-19 devem procurar a unidade de saúde do seu município de residência e se informar sobre possíveis agendamentos e disponibilidade das vacinas.

Como ainda não há doses para atender todos os públicos simultaneamente, o Ministério da Saúde recomenda o escalonamento de prioridades dentro dos grupos, considerando os de maior risco, até que todos possam ser contemplados. Nestes casos, cada município deverá definir sua própria estratégia de vacinação, de acordo com o número de doses disponíveis e a procura por cada uma delas.

Ao todo deverão ser cinco fases para essa imunização. A primeira engloba pessoas acima de 70 anos, pessoas que vivem em instituições de longa permanência, pacientes imunocomprometidos e comunidades ribeirinhas e quilombolas. A segunda etapa está prevista abrange pessoas de 60 a 69 anos, a terceira gestantes e puérperas, enquanto a quarta será direcionada a trabalhadores de saúde. Já a quinta fase será voltada para a vacinação de pessoas com deficiência permanente, privados de liberdade e funcionários do sistema prisional.

Qual é o intervalo necessário para entre monovalente e bivalente?

O esquema vacinal define que pessoas a partir de 12 anos que se encaixam nos grupos prioritários para aplicação da vacina bivalente devem ter finalizado o esquema primário completo de duas doses com vacinas monovalentes, respeitando o intervalo mínimo de quatro meses da última dose de vacina monovalente recebida.

Pessoas não vacinadas ou que receberam apenas uma dose da vacina monovalente devem iniciar ou completar o esquema primário (básico) com duas doses de vacina monovalentes. Após completar este esquema, a dose bivalente poderá ser aplicada com intervalo mínimo de quatro meses da última dose recomendada.

Por que se vacinar?

Considerando que a efetividade das vacinas diminui com o passar do tempo, faz-se necessário essa renovação da proteção para prevenção da doença. Os imunizantes protegem contra as formais mais graves da Covid-19, evitando o agravamento do quadro clínico em casos de infecção pelo vírus.

Tomei duas doses no esquema primário e agora tomei a bivalente, preciso de mais doses?

Não. As pessoas que receberem a dose de reforço da vacina bivalente terão o seu esquema de vacinação encerrado. Isso significa que só deverão receber novas doses caso seja recomendado em outras campanhas.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Governo Federal lança o Movimento Nacional pela Vacinação

O Governo Federal lançou nesta segunda-feira (27/2), por meio do Ministério da Saúde, o Movimento Nacional pela Vacinação com o propósito de retomar as altas coberturas vacinais do Brasil. Com a mensagem “Vacina é vida. Vacina é para todos”, a mobilização inclui vacinação contra a Covid-19 e outras vacinas do Calendário Nacional de Vacinação em várias etapas. A ação é uma das prioridades do governo brasileiro para a reconstrução do Sistema Único de Saúde (SUS), da confiança nas vacinas e da cultura de vacinação do país.

“Vamos trabalhar para que o Brasil volte a ter números satisfatórios de imunização e investir em saúde e proteção”, destacou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Os índices vacinais sofreram quedas drásticas nos últimos anos, agravadas com a falta de incentivo e campanhas do governo passado. Considerado um país pioneiro e uma referência internacional em campanhas de vacinação, o Brasil vem apresentando retrocessos nesse campo e praticamente todas as coberturas vacinais estão abaixo da meta. “Em 2015, o Brasil atingiu uma média de 95% de pessoas completamente imunizadas dentro do público-alvo de cada vacina do Programa de Imunizações, média que chegou a preocupantes 60,8% em 2021”, acrescentou Lula. “Depois de um triste período de negacionismo e descrença na nossa ciência, o governo federal e o Ministério da Saúde voltarão a cuidar do povo brasileiro”.

Em uma primeira etapa, que começou em todo Brasil nesta segunda, a vacinação será com doses de reforço bivalentes contra a Covid-19 em pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da doença. Neste momento, serão vacinados idosos acima de 70 anos, pessoas imunocomprometidas, funcionários e pessoas que vivem em instituições permanentes, indígenas, ribeirinhos e quilombolas. Cerca de 18 milhões de brasileiros fazem parte desse grupo e o Ministério da Saúde distribuiu cerca de 19 milhões de doses de vacinas Covid-19 para todos os estados e Distrito Federal.

Em seguida, conforme o avanço da campanha e o cronograma de entrega de doses, outros grupos serão vacinados — como as pessoas entre 60 e 69 anos, os trabalhadores da saúde, gestantes e puérperas, as pessoas com deficiência permanente e a população privada de liberdade. Esses grupos precisam ficar atentos às informações de seus municípios para saber o momento de procurar uma unidade de saúde.

O Ministério da Saúde segue em tratativas para garantir as entregas de vacinas dos laboratórios fabricantes, diante do desabastecimento deixado pela gestão passada. Novos envios de doses ocorrerão gradualmente, conforme o avanço da vacinação no público-alvo planejado. Os estados e municípios que completaram a imunização de determinado público prioritário e tiverem disponibilidade de doses, poderão avançar na vacinação para os próximos grupos.

CALENDÁRIO NACIONAL — Na segunda etapa, prevista a partir de março, o reforço da vacinação contra Covid-19 será focado em toda população acima de 12 anos e para as crianças e adolescentes. Em abril, começa a terceira etapa com campanha da Influenza e, a partir de maio, a quarta etapa terá chamamento para atualização de caderneta de vacinação com as vacinas de todo o Calendário Nacional de Vacinação, com ações nas escolas de todo país.

Para atingir a meta de 90% de cobertura vacinal em todos os grupos, o Ministério da Saúde está reconstruindo a relação plena com as sociedades científicas e o diálogo com estados e municípios, em uma lógica interfederativa na tomada de decisões. Para todas as estratégias de vacinação propostas, o comprometimento e a união da sociedade serão essenciais para que as campanhas tenham efeito. O objetivo é informar a população sobre a importância, eficácia e segurança das vacinas e os riscos de adoecimento e morte das pessoas não vacinadas, além da reintrodução de vírus já erradicados no Brasil.

As informações são do Governo Federal

Curitiba amplia vacinação anticovid para todas as crianças com menos de 3 anos

A Secretaria Municipal da Saúde ampliou a faixa etária e os pontos de vacinação anticovid para garantir o acesso à imunização infantil. Depois da convocação de bebês de 6 meses a menores de 2 anos, a partir de segunda-feira (27/2) a SMS vai vacinar também as crianças de até 3 anos incompletos (2 anos, 11 meses e 29 dias).

Os pais e responsáveis por crianças de 6 meses a 3 anos incompletos devem agendar a aplicação da 1ª dose da vacina Pfizer Baby pelo telefone 3350-9000, na Central Saúde Já. A aplicação poderá ser feita a partir de segunda em 19 pontos de vacinação, distribuídos nos dez distritos sanitários. (Veja os endereços) Antes, eram dez locais de atendimento.

A vacina anticovid Pfizer Baby é a única liberada para esta faixa etária pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Crianças de 03 a 05 anos podem se vacinar com a Coronavac.

“Precisamos que os pais e responsáveis atendam nosso chamado para a imunização das crianças. O vírus da covid-19 continua circulando e, assim como foi feito com as demais faixas etárias, precisamos proteger os pequenos para evitar a doença”, destaca a secretária municipal da Saúde, Beatriz Battistella.

Bebês protegidos

Curitiba retomou a vacinação da 1ª dose anticovid para bebês no dia 8 de fevereiro. O agendamento é necessário para otimizar a aplicação e não perder nenhuma dose, por isso também os pontos de vacinação estão concentrados em 19 unidades.

A vacina será aplicada de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, conforme o horário agendado na Central Saúde Já, que funciona todos os dias, das 8h às 20h, inclusive fins de semana.

Curitiba deve vacinar 58 mil crianças entre 6 meses e 3 anos incompletos (2 anos, 11 meses e 29 dias). Até o momento, 4,3 mil crianças dessa faixa etária receberam a 1ª dose da Pfizer Baby. (Confira no site Imuniza Já Curitiba)

Esquema vacinal

O esquema vacinal básico para este público é de três doses. A 2ª dose deverá ser aplicada num intervalo de 28 dias após a 1ª. Já a 3ª dose deverá ser aplicada num intervalo de 56 dias após a 2ª.

As datas da 2ª e 3ª doses podem ser consultadas pelo Saúde Já Curitiba (site ou aplicativo), acessando a aba “Vacinação” no item “Próximas Vacinas”.

Vacinação simultânea

Além da dose do imunizante contra a covid-19, as unidades de saúde de Curitiba também ofertam vacinas do Calendário Nacional de Imunização que estejam em atraso.

A consulta sobre as vacinas pendentes também pode ser feita pelo Saúde Já Curitiba (site ou aplicativo), acessando a aba “Vacinação” no item “Pendentes”.

Não há mais necessidade de intervalo de 15 dias entre os imunizantes.

Orientações

No dia da vacinação, além da certidão de nascimento do bebê, é necessário apresentar documento pessoal com foto e CPF do familiar ou responsável que acompanha a criança.

O bebê deve ter, ainda, cadastro no Aplicativo Saúde Já Curitiba – pode ser incluído como dependente no cadastro do pai, mãe ou responsável para que a vacina seja registrada na carteira vacinal.

Esse cadastro também colabora para melhorar o fluxo de atendimento nas unidades de saúde, com maior agilidade no acesso aos dados e registro das doses.

As crianças que tiveram covid-19 devem aguardar pelo menos quatro semanas após o início dos sintomas para se vacinar. No caso das que tiveram outras doenças, a orientação é que aguardem o completo reestabelecimento.

Vacina Covid – crianças de 6 meses a 2 anos completos

Pontos de vacina anticovid para bebês de 6 meses a 2 anos completos (2 anos, 11 meses e 29 dias)

Distrito Sanitário Boqueirão
Unidade de Saúde Visitação
Rua Bley Zorning, 3.136 – Boqueirão

Unidade de Saúde Vila Hauer
Rua Waldemar Kost, 650 – Hauer

Distrito Sanitário CIC
Unidade de Saúde Oswaldo Cruz
Rua Pedro Gusso, 3.749 – Cidade Industrial

Unidade de Saúde São Miguel
Rua Des. CId Campelo, 8060 – Cidade Industrial

Distrito Sanitário Santa Felicidade
Unidade de Saúde Bom Pastor
Rua José Casagrande, 220 – Vista Alegre

Unidade de Saúde São Braz
Rua Antonio Escorsin, 1960 – São Braz

Distrito Sanitário Cajuru
Unidade de Saúde Iracema
Rua Professor Nivaldo Braga, 1.571 – Capão da Imbuia

Unidade de Saúde Uberaba de Cima
Rua Capitão Leônidas Marques, 1392 – Uberaba

Distrito Sanitário Matriz
Unidade de Saúde Mãe Curitibana
Rua Jaime Reis, 331 – São Francisco

Distrito Sanitário Bairro Novo
Unidade de Saúde Bairro Novo
Rua Paulo Rio Branco de Macedo, 791 – Sítio Cercado

Unidade de Saúde São João Del Rey
Rua Realeza, 259 – Sitio Cercado

Distrito Sanitário Portão
Unidade de Saúde Vila Guaíra
Rua São Paulo, 1.495 – Vila Guaíra

Unidade de Saúde Santa Amélia
Rua Berta Klemtz, 215 – Fazendinha

Distrito Sanitário Boa Vista
Unidade de Saúde Abranches
Rua Aldo Pinheiro, 60 – Abranches

Unidade de Saúde Vila Esperança
Rua Cataratas do Iguaçu, 192 – Atuba

Distrito Sanitário Pinheirinho
Unidade de Saúde Fanny Lindóia
Rua Conde dos Arcos, 295 – Lindóia

Unidade de Saúde Aurora
Rua Theofhilo Mansur, 500 – Novo Mundo

Distrito Sanitário Tatuquara
Unidade de Saúde Monteiro Lobato
Rua Olivio José Rosetti, 538 -Tatuquara

Unidade de Saúde Dom Bosco
Rua Angelo Tosin, 100 – Campo do Santana

As informações são da Prefeitura de Curitiba

Vacina bivalente contra a Covid-19 começa a ser aplicada em todo o Brasil

Começa a ser aplicada hoje (27) em todo o país a vacina bivalente contra a covid-19. De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina melhora a imunidade contra o vírus da cepa original e também contra a variante Ômicron e tem perfil de segurança e eficácia semelhante ao das vacinas monovalentes.

“A vacina monovalente, como o próprio nome diz, tem um tipo só do vírus que causa a covid. Ela foi originalmente desenhada com aquele chamado vírus ancestral, o primeiro que apareceu na China no fim de 2019. Então, todas as vacinas que a gente tinha e usou até agora eram monovalentes, independentemente do laboratório fabricante”, explicou o diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, Juarez Cunha.

Inicialmente, a vacina será aplicada somente nos chamados grupos de risco. Conforme divisão anunciada pelo ministério, a imunização será feita da seguinte forma: na fase 1, pessoas acima de 70 anos, imunocomprometidos, indígenas, ribeirinhos e quilombolas; na fase 2, pessoas com idade entre 60 e 69 anos; na fase 3, gestantes e puérperas; e na fase 4, profissionais de saúde.

“Essas populações, do que a gente tem nesses três anos de pandemia, são as pessoas que mais sofreram e mais sofrem com a doença. É importante termos um planejamento porque não tem vacina suficiente para incluir toda a população com a bivalente. A tendência é que, com o passar do tempo, a gente vá aumentando os grupos que vão receber.”

No Brasil, duas vacinas bivalentes, ambas produzidas pelo laboratório Pfizer, receberam autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso emergencial. Elas são indicadas como dose única de reforço para crianças e adultos, após dois meses da conclusão do esquema vacinal primário, ou como última dose de reforço.

“Para quem é recomendada a bivalente? Só como reforço. Para pessoas que foram plenamente vacinadas com o esquema primário que, em geral, são duas doses ou dose única. Mesmo para aquelas que já fizeram a terceira e a quarta doses, dois reforços”, disse Juarez. “Essas pessoas que têm essa vacinação já feita, desde que tenham se passado quatro meses da última dose, podem receber a bivalente.”

O ministério reforça que as vacinas monovalentes contra a covid-19 seguem disponíveis em unidades básicas de Saúde (UBS) para a população em geral e são classificadas como “altamente eficazes contra a doença”, garantindo grau elevado de imunidade e evitando casos leves, graves e óbitos pela doença.

“A aplicação da bivalente não significa que as vacinas monovalentes não continuam protegendo. Elas continuam protegendo, mesmo para a variante Ômicron, mas, claro, tendo a possibilidade de uma vacina desenhada mais especificamente para a variante circulante, a tendência é termos melhor resposta.”

As informações são da Agência Brasil

Municípios recebem a vacina bivalente contra a Covid-19 para início da campanha 2023

O Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), iniciou na quinta-feira (23) a distribuição de 205.200 vacinas bivalentes da Pfizer para a Campanha Nacional de Vacinação 2023 contra a Covid-19. Os imunizantes estão sendo descentralizados do Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), em Curitiba, para as 22 Regionais de Saúde, via terrestre. A aplicação está programada para a próxima segunda-feira (27), quando o Estado iniciará oficialmente a campanha deste ano contra a doença.

Esta nova fase, contida no Programa Nacional de Imunizações (PNI), é destinada ao reforço de grupos prioritários, previamente definidos pelo Ministério da Saúde. Neste primeiro momento, os grupos estabelecidos são formados por pessoas acima de 70 anos; que vivem em instituições de longa permanência a partir de 12 anos; imunocomprometidos; indígenas; ribeirinhos e quilombolas.

“Iniciamos mais uma fase de vacinação no Paraná. Ainda não saímos da pandemia, portanto, manter a vacinação em dia, principalmente com essas doses atualizadas contra o coronavírus, permite uma proteção mais efetiva, evitando as formas mais graves da doença”, ressaltou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

No total, 2.318.337 paranaenses fazem parte dos grupos prioritários, segundo estimativa populacional do governo federal. A expectativa da Sesa é que 964.226 pessoas, pertencentes aos grupos da primeira fase, possam ser imunizadas. A previsão é que o Estado receba mais doses para complementar esta etapa.

PRIMEIRA APLICAÇÃO – Em ato simbólico, a primeira dose da vacina será aplicada na segunda-feira (27), na Aldeia Indígena Campina e Paiol Queimado, no município de Mangueirinha, na região Sudoeste do Estado, pertencente à 7ª Regional de Saúde de Pato Branco. A ação terá a participação de 887 indígenas. No Paraná, 23.909 pessoas fazem parte deste grupo.

De acordo com Neves, o imunizante tem algumas características diferenciadas, como a diluição, a cor do frasco e a quantidade de doses em cada ampola. “A Secretaria realizou capacitações de profissionais de saúde dos municípios para a aplicação da vacina bivalente. Contamos com o apoio de todos os municípios para que a população elencada seja vacinada”, complementou o secretário.

CRONOGRAMA – A segunda etapa da vacinação está prevista a partir de março e engloba pessoas de 60 a 69 anos. A terceira abrange gestantes e puérperas, enquanto a quarta será direcionada a trabalhadores de saúde. Já a quinta fase, será voltada para a vacinação de pessoas com deficiência permanente, privados de liberdade e funcionários do sistema prisional.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Pandemia mudou padrão das viroses e pais devem ficar atentos aos sintomas

Matéria do Portal Bem Paraná

Após voltar da praia, Daniela Biondo Crocetti percebeu que a filha de 9 anos estava meio “caidinha” e querendo colo o tempo todo. Não demorou muito para perceber que a menina estava se queixando de náusea, dor de barriga e meio febril. “Liguei para a pediatra que logo apresentou o diagnóstico de virose e disse para hidratar bem ela e ficar de olho casos os sintomas não cedessem”, conta. “Mas bastou medicá-la que ela foi melhorando”.

O relato de Daniela é muito comum nos meses mais quentes do ano. As viroses são doenças comuns que costumavam atormentar os pais sazonalmente, mas após a pandemia do vírus Covid-19, elas passaram a marcar presença o ano todo. “O que a gente observou é que pós-pandemia nós tivemos uma mudança na sazonalidade de alguns vírus. Por exemplo, Influenza, o Vírus Sincicial Respiratório e Adenovírus, que antes da pandemia apareciam muito no inverno, hoje temos eles atingindo picos de contaminação em todas as estações do ano”, explica o infectologista pediátrico Victor Horácio do Hospital Pequeno Príncipe.

Com essas mudanças, as viroses ficaram tão presentes no cotidiano a ponto de muitas pessoas atribuírem qualquer problema gastrointestinal a elas. Com isso, houve um aumento da dificuldade dos pais identificarem a doença dos filhos. E, de modo geral, se manifestam com mais força.

A pediatra infectologista Marion Burger, coordenadora da divisão de doenças transmissíveis agudas do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba, ressalta que no caso do verão, os quadros de diarreia costumam ser tradicionalmente mais comuns. A questão é saber se resultam de uma intoxicação alimentar, uma infecção bacteriana, de vírus ou vermes.

A médica cita que, de modo geral, a identificação pode estar associada ao tempo de manifestação dos sintomas. No caso da intoxicação alimentar os sintomas aparecem entre 6 e 12 horas após a ingestão do alimento contaminado. Já nas viroses, os vírus costumam ficar entre 1 e 3 dias incubados antes dos sintomas aparecerem e nas infecções bacterianas, o intestino geralmente concentra os sintomas.

A pediatra ressalta que, no caso dos vômitos que não cessam, é importante procurar um médico. “Porque se o vômito não passar a pessoa não irá conseguir se hidratar, o que é fundamental para um quadro diarreico”, afirma. Marion pontua que ser importante lembrar que não são apenas as crianças que podem ser afetadas por viroses. “Os idosos também podem ser acometidos por esses quadros e precisam de tanta atenção quanto as crianças devido ao risco de desidratar”, diz. O alerta é para crianças com menos de um ano e idosos com mais de 80 anos.

De modo geral, Marion alerta que, no caso de virose e intoxicação alimentar, quando mais rápido o que causou o mal sair do organismo, mais rápido ocorrerá a melhora. “Por isso, é importante ingerir bastante líquido e ficar de olho na hidratação”, ressalta.

Agentes causadores das viroses

Horácio explica que as viroses são doenças causadas por agentes infecciosos que tem um padrão na grande maioria das vezes autolimitado. As viroses mais comuns no público infantil até os dois anos, são as respiratórias depois elas tendem a ser as gastrointestinais e, no período da primeira infância até os 5, 6 anos de idade, são os que nós chamamos de doenças exantemáticas ou doenças próprias da infância, como por exemplo, varicela, exantema súbito, sarampo, eritema infeccioso, que são doenças virais e que afetam bastante crianças

O médico ressalta que os sintomas clássicos de virose dependem do padrão do órgão afetado. Por exemplo, no quadro respiratório são coriza, tosse seca e febre baixa. No quadro gastrointestinal é uma diarreia que pode vir acompanhada de náuseas e vômitos sem a presença de sangue nas fezes. “E no quadro do rash cutâneo, que são as lesões de pele, são manchas na pele que geralmente desaparecem com dígito-pressão, que é quando você coloca o dedo e aperta em cima da lesão”, diz.

Os tratamentos para virose geralmente são sintomáticos. “Então as doenças respiratórias as vezes inalação com medicamentos. Nos quadros gastrointestinais hidratação e nas doenças exantemáticas antitérmicos”, explica. A dica para os pais diante da persistência desses sintomas, a dificuldade no controle e a intensidade com que eles podem aparecer na criança é a procura de atendimento médico.

“Em relação a prevenção, o indicado ficar em ambiente ventilado, se alimentar bem, ingerir bastante líquido, bons hábitos noturnos e principalmente higienização das mãos porque elas são os principais transmissores desses vírus”, finaliza o infectologista pediátrico Victor Horácio.