Filiado à

Notícias

Simepar conclama médicos/as a participarem das Conferências Municipais da Saúde

A Diretoria do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) pede que as/os médicas e médicos, e demais profissionais da Saúde, estejam atentos para os calendários e participem das Conferências Municipais da Saúde. Alguns municípios do Paraná já realizaram suas Plenárias ou Conferências, mas a grande maioria tem suas etapas marcadas para o final deste mês de fevereiro ou para o mês de março de 2023. Confira o calendário aqui.

A plenária do segmento dos trabalhadores da 15ª Conferência Municipal de Saúde de Curitiba será no dia 1° de março no Auditório do Mercado de Orgânicos (Rua da Paz, 608). A inscrição será feita no local, das 18 às 19h30, e a Plenária ocorre logo após as inscrições.

Para a inscrição na plenária o representante da entidade de sua categoria profissional deverá apresentar documento com foto e identificação profissional (cédula de identidade profissional ou contracheque).

Médicas e médicos associados/as ou dirigentes do Simepar podem entrar em contato com a Secretaria do Sindicato e solicitar uma declaração de que faz parte da entidade para apresentar no ato da inscrição das Conferências. Email: simepar@simepar.com.br.

A participação dos/as trabalhadores médicos e médicas, e demais profissionais da Saúde, nas Conferências de Saúde é fundamental para contribuir com o debate do fórum em si, mas também para a composição dos Conselhos Municipais e Estadual da Saúde que são eleitos durante as Conferências.

No âmbito do Paraná, o processo é da 13ª Conferência Estadual de Saúde do Paraná. Já no âmbito federal, está será a 17ª Conferência Nacional de Saúde. Com o tema “Garantir Direitos e Defender o SUS, a Vida e a Democracia – Amanhã vai ser outro dia”, a etapa nacional da Conferência será realizada de 2 a 5 de julho de 2023, em Brasília.

SAIBA MAIS:

13ª Conferência Estadual de Saúde do Paraná

17ª Conferência Nacional de Saúde

Queda da cobertura vacinal contra o HPV traz risco de aumento de casos de câncer

A queda da cobertura vacinal contra o HPV nos últimos anos representa uma ameaça concreta à saúde de milhões de jovens brasileiros e pode desdobrar no aumento dos casos de infecção e cânceres evitáveis no futuro. Em 2019, 87,08% das meninas brasileiras entre 9 e 14 anos de idade receberam a primeira dose da vacina. Em 2022, a cobertura caiu para 75,81%. Entre os meninos, os números também são preocupantes: a cobertura vacinal caiu de 61,55% em 2019 para 52,16% em 2022.

Os resultados estão longe da meta do Ministério da Saúde para a prevenção de doenças causadas pelo HPV. A vacinação em adolescentes é praticada em mais de 120 países e vários deles já possuem estudos com resultados positivos relativos à prevenção e redução das doenças causadas pelo vírus.

Desde 2014, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a vacina contra o HPV para crianças e adolescentes como forma de prevenção para os tipos de vírus 6, 11, 16 e 18, os mais frequentes entre a população.

Em 2020, o Brasil incorporou a iniciativa da Organização Mundial da Saúde de eliminação do câncer cervical no mundo por meio de três ações: vacinação contra o HPV, rastreio e tratamento de lesões pré-cancerosas e manejo do câncer cervical invasivo. As metas do Ministério da Saúde até 2030 são:

  • alcançar cobertura vacinal de 90% entre as meninas de até 15 anos;
  • atingir 70% de cobertura da triagem com teste de alto desempenho (aos 35 anos e novamente aos 45 anos);
  • alcançar o índice de tratamento de 90% para mulheres com pré-câncer tratadas e de mulheres com câncer invasivo.

A expectativa com essas ações é evitar 70 milhões de casos de câncer de colo de útero no século XXI. Atualmente, a imunização é oferecida a jovens, devido à alta eficácia da vacina para essa faixa etária, por induzir a produção de anticorpos.

Ocorrência

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), estudos mundiais comprovam que 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas, e essa porcentagem pode ser ainda maior em homens. A estimativa é de que entre 25% e 50% da população feminina e 50% da população masculina mundial esteja infectada por HPV.

Vacinação

A vacinação é uma opção segura e eficaz de prevenção da infecção ao HPV e é oferecida gratuitamente pelo SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos, além de mulheres e homens de 15 a 45 anos vivendo com HIV/aids, transplantados e pacientes oncológicos.

Como funciona:

  • Crianças e adolescentes de 9 a 14 anos devem receber o esquema de duas doses;
  • Adolescentes que receberem a primeira dose dessa vacina entre 9 e 14 anos, poderão tomar a segunda dose mesmo se ultrapassado os seis meses do intervalo recomendado, para não perder a chance de completar o esquema vacinal;
  • Mulheres e homens que vivem com HIV/aids, transplantados de órgãos sólidos, de medula óssea ou pacientes oncológicos na faixa etária de 9 a 45 anos, recebem o esquema de três doses.

HPV

HPV é o nome dado a um grupo de mais de 200 tipos de vírus capazes de infectar tanto a pele quanto a mucosa oral, genital e anal de mulheres e homens.

A depender da persistência da infecção e, principalmente, da capacidade oncogênica do vírus HPV, podem se desenvolver lesões que precisam ser tratadas para que não evoluam para câncer ao longo dos anos, sobretudo no colo do útero, mas também na vagina, vulva, ânus, pênis, orofaringe e boca.

A transmissão do HPV geralmente acontece por meio de relações sexuais, seja por meio vaginal, oral, anal ou até mesmo durante a masturbação mútua, sem a necessidade de penetração desprotegida para o contágio.

Além da vacinação, o uso do preservativo interno ou externo durante as relações sexuais é fundamental para a prevenção do HPV e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST). O preservativo reduz as chances de transmissão, mas vale ressaltar que a camisinha não garante cem por cento de proteção contra o HPV, pois não cobre todas as áreas do corpo que podem ser contaminadas.

O vírus pode estar presente na vulva, região pubiana, perineal, perianal ou na bolsa escrotal. A camisinha de uso interno é a mais eficaz para evitar o HPV, por cobrir também a vulva, mas é fundamental que seja usada desde o início da relação sexual.

Sintomas

Na maioria dos casos, a infecção por HPV é silenciosa. O vírus pode permanecer latente por tempo indeterminado, sem manifestar sinais visíveis a olho nu ou mesmo sintomas internos. Em grande parte dos casos, o próprio sistema imunológico se encarrega de combater o vírus antes do surgimento de sintomas.

Entre as mulheres, a maioria das infecções tem resolução espontânea pelo próprio organismo em um período aproximado de até 24 meses. Mas há casos em que o vírus consegue permanecer no corpo, aguardando eventual baixa de imunidade para provocar o aparecimento de lesões.

As manifestações genitais do HPV podem ser discretas, percebidas apenas por meio de exames específicos, como pode haver o aparecimento de verrugas com aspectos de couve-flor, indolores ou com discreto prurido.

Os primeiros sintomas podem aparecer de dois a oito meses após a contaminação pelo HPV, assim como pode demorar 20 anos até que apareça algum sinal da infecção. As manifestações costumam ser mais comuns em gestantes e em pessoas com imunidade baixa.

O diagnóstico do HPV é atualmente realizado por meio de exames clínicos e laboratoriais, dependendo do tipo de lesão, se clínica ou subclínica.

Lesões clínicas

Verrugas na região genital e no ânus. Podem ser únicas ou múltiplas, de tamanhos variáveis, achatadas ou papulosas. Em geral, são assintomáticas, mas podem causar coceira no local. Em geral essas verrugas são causadas por tipos de HPV não cancerígenos.

Lesões subclínicas (não visíveis ao olho nu)

Podem ser encontradas nos mesmos locais das lesões clínicas e não apresentam sintomas. As lesões subclínicas podem ser causadas tanto por tipos de HPV de baixo quanto de alto risco para desenvolver câncer.

Podem se manifestar na vulva, vagina, colo do útero, região perianal, ânus, pênis, bolsa escrotal e região pubiana. Menos frequentemente, podem estar presentes em áreas extragenitais, como conjuntivas, mucosa nasal, oral e laríngea.

Mais raramente, crianças que foram infectadas no momento do parto podem desenvolver lesões verrucosas nas cordas vocais e laringe.

Tratamento

Não há tratamento específico para eliminar o vírus do HPV. A terapia para combater verrugas genitais, por exemplo, deve ser individualizada, dependendo da extensão, quantidade e localização das lesões. Portanto, o melhor remédio é a prevenção.

Saiba mais sobre as IST

Na última sexta-feira (17), o Ministério da Saúde lançou a campanha “Voltou o carnaval e com camisinha a alegria é geral”. O objetivo é promover ações de prevenção às infecções sexualmente transmissíveis durante o período de folia. No mês de fevereiro, uma série de publicações sobre IST estarão disponíveis no portal gov.br/saude. Acompanhe.

As informações são do Ministério da Saúde.

Secretaria de Saúde dá orientações para se evitar acidentes com escorpiões

Com o aumento de chuvas e elevação da temperatura, os primeiros meses do ano propiciam o aumento no número de casos envolvendo animais peçonhentos, em especial escorpiões. Por esta razão, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), faz um alerta para a população tomar alguns cuidados.

Normalmente encontrados em ambientes escuros, os escorpiões preferem locais úmidos e com pouca movimentação. Uma maneira eficiente de evitar o aparecimento destes animais é impedir o acúmulo de entulhos, pois esses são locais que podem atrair insetos, como baratas, que são sua principal fonte de alimento.

“Com a expansão das chuvas e aumento de temperatura, os escorpiões acabam deixando seus abrigos, muitas vezes pelo acúmulo de água proveniente destes períodos. Por isso, medidas simples como manter os quintais limpos, evitando o acúmulo de entulhos, materiais de construção e resíduos orgânicos podem evitar ou ao menos dificultar seu aparecimento e proliferação”, destacou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

Com maior circulação de escorpiões, os acidentes também aumentam. No Paraná, segundo dados preliminares do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), em 2022, foram registrados 4.418 acidentes com escorpiões. Neste ano, dados preliminares apontam 418 registros de acidentes no Estado.

AJUDA – De acordo com o biólogo da Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações da Sesa, Emanuel Marques da Silva, em caso de acidente, o paciente deve procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) o mais rápido possível.

“A principal medida é encaminhar a vítima da picada diretamente para uma Unidade de Pronto Atendimento, para que o tratamento possa ser iniciado de maneira imediata. Uma recomendação bastante importante é, se possível, levar o animal causador do acidente junto ao serviço de saúde, ou ao menos uma foto dele, para auxiliar no diagnóstico clínico.”, afirma.

Ao encontrar um escorpião, com muito cuidado, ele deve ser colocado em um pote com tampa para ser encaminhado às autoridades de saúde. Será realizado então, o laudo de identificação do peçonhento, que será encaminhado para o serviço de saúde do município, que por sua vez deverá entrar em contato com o cidadão, fazendo as orientações de prevenção de acidentes e correção dos prováveis ambientes favoráveis para os animais.

PICADA – A picada de um escorpião causa dor imediata, podendo irradiar para o membro e ser acompanhada de adormecimento, vermelhidão e suor. Podem surgir suor excessivo, agitação, tremores, náuseas, vômitos, salivação excessiva, dentre outros sintomas mais graves.

Para tirar dúvidas sobre acidentes causados por animais peçonhentos e intoxicações, a população pode ligar no 08000 410 148 – Centro de Informações e Assistência Toxicológica do Paraná.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Anvisa analisa uso emergencial de nova vacina bivalente contra a covid-19

Um pedido de Autorização de Uso Emergencial para a versão da vacina bivalente contra a covid-19, desenvolvida pelo laboratório farmacêutico Moderna e comercializada pela Adium, foi apresentado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta sexta-feira (17).

Segundo a Anvisa, a vacina bivalente contém uma mistura de cepas do vírus SARS-Cov-2 e promete conferir maior proteção à variante Ômicron, quando comparada com vacinas monovalentes. Por sua transmissibilidade, observa a agência, a variante Ômicron causa preocupação às autoridades sanitárias do país.

A Adium havia apresentado o pedido de registro da vacina, em janeiro. “Este pedido se encontra em análise pela equipe técnica da Anvisa. Porém, a empresa decidiu protocolar a Autorização de Uso Emergencial, paralelamente ao pedido do registro, de acordo com a manifestação favorável do Ministério da Saúde, conforme previsto no parágrafo único do Art. 1º da Resolução (RDC) 688, de 13 de maio de 2022”, explicou a agência, em nota.

Uso Emergencial

Uma vez recebido o pedido de Autorização de Uso Emergencial, a Anvisa tem 30 dias para concluir sua avaliação. Esse prazo é interrompido sempre que for necessário solicitar à empresa a complementação de informações ou esclarecimentos sobre os dados de qualidade, de eficácia e de segurança apresentados.

As informações são da Agência Brasil

Pessoas com sintomas respiratórios devem evitar aglomerações no Carnaval

O carnaval deste ano vai ocorrer em cenário epidemiológico de covid-19 mais positivo do que nos anos anteriores, avaliam pesquisadores responsáveis pelo boletim Infogripe, divulgado nesta quinta-feira (16) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Apesar disso, são mantidas as principais recomendações de proteção individual e coletiva, a imunização contra a doença e a observação dos sintomas associados. O coordenador do Infogripe, Marcelo Gomes, pede responsabilidade aos foliões.

“A principal recomendação neste carnaval é em relação a quem está com sintomas respiratório próximo às festas, aos blocos e aos desfiles. Se a pessoa está carregando o vírus da covid-19 ou influenza, que também continua em baixa, fica o alerta de evitar passar em grandes eventos porque pode facilitar o processo de aumento de casos na sua localidade”, disse o pesquisador à Agência Fiocruz de Notícias.

Gomes pede ainda que a população se mobilize para buscar a imunização com a vacina bivalente contra covid-19, que vai começar em 27 de fevereiro. Em um primeiro momento, terá prioridade a população com maior risco de desenvolver casos graves de covid-19, como idosos acima de 60 anos e pessoas com deficiência.

“É extremamente importante que a campanha tenha alta adesão. Caso, de fato, haja novo ciclo de aumento de casos nos próximos meses, o que está dentro do esperado, é fundamental ficar em dia com a quantidade de doses recomendadas para o seu caso em particular, de modo que isso não gere impacto significativo em casos graves”.

O Boletim Infogripe informa ainda que a maioria do país mantém queda ou está em situação compatível com a oscilação natural de casos graves de problemas respiratórios. O cenário de queda é verificado nas faixas etárias adultas, porém há crescimento das síndromes respiratórias graves entre crianças e adolescentes, o que pode estar associado a outros vírus respiratórios e à volta às aulas.

Um ponto que requer atenção é o aumento de casos positivos para os vírus Influenza A e Sars-CoV-2 no estado do Amazonas, nas semanas recentes. Segundo a Fiocruz, apesar do volume relativamente baixo, essa tendência pode ser um indicativo de início de temporada de crescimento de casos.

As informações são da Agência Brasil

Hemepar reforça importância da doação de sangue antes e durante o Carnaval

O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) reforça a urgência para a doação de sangue no Estado, em especial dos tipos O- e A-. O pedido é feito, principalmente, devido ao feriado de Carnaval, período em que algumas unidades da rede estarão fechadas ou atendendo em dias específicos para novas doações.

Em janeiro, as 22 redes do Hemepar distribuídas pelo Paraná registraram 14.770 doações, superior ao mesmo período do ano passado, com 12.408 coletas. Para a diretora do Hemepar, Liana Andrade Labres de Souza, o resultado se deve às campanhas de conscientização e ao contexto de superação da pandemia.

“Pela primeira vez, retomamos um número de doações consistente com o que possuíamos antes da pandemia. Isso nos possibilita uma maior capacidade de operação, o que significa que mais vidas serão salvas. Embora sejam dados positivos, é preciso seguir reforçando a importância da doação. A conscientização é nossa maior ferramenta”, disse.

O secretário estadual da Saúde, César Neves, lembra que todo tipo sanguíneo é bem-vindo, especialmente quando existem bancos de estoque em condição crítica. “O sangue é um elemento muito especial, considerando que não possui substituto. Por isso, sempre destacamos: doar sangue é salvar vidas”, afirmou.

Os homens podem doar sangue a cada dois meses, em quatro vezes ao ano. Já as mulheres, a cada três meses, numa máxima de três doações ao ano. Depois de coletado, o sangue é fracionado e acontece o processo de separação dos hemocomponentes (plasma, hemácias, plaquetas e crio). Após essa etapa a bolsa fica estocada até o resultado dos exames para a liberação. Por isso, é importante ressaltar a validade da doação com antecedência, uma vez que, após a coleta, o sangue pode levar até 48 horas para ser liberado.

HEMEPAR – O Hemepar é a unidade da Secretaria Estadual da Saúde responsável pela coleta, armazenamento, processamento, transfusão e distribuição de sangue para 384 hospitais públicos, privados e filantrópicos que atuam em todas as regiões do Paraná. Atende à demanda de fornecimento de sangue e hemoderivados do Estado graças às doações dos voluntários.

PARA DOAR – É necessário ter entre 16 e 69 anos completos. Menores de idade com autorização e presença do responsável legal. O doador deve pesar no mínimo 51 quilos, estar descansado, alimentado e hidratado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação) e apresentar documento oficial com foto (carteira de identidade, carteira do conselho profissional, carteira de trabalho, passaporte ou carteira nacional de habilitação).

A doação pode ser agendada AQUI.

Confira a programação das principais unidades de coleta no Carnaval:

Paranaguá – fechado somente na segunda-feira, dia 20.

Curitiba – Hemepar – aberto todos os dias.

Curitiba – Biobanco – fechado segunda e terça-feira (20 e 21). Aberto na quarta-feira, dia 22.

Ponta Grossa – fechado segunda e terça-feira (20 e 21). Aberto na quarta-feira, dia 22.

Irati – fechado segunda e terça-feira (20 e 21). Aberto na quarta-feira, dia 22.

Guarapuava – aberto todos os dias.

União da Vitória – aberto durante o período da tarde de segunda-feira (20). Fechado na terça-feira (21).

Pato Branco – fechado somente na terça-feira (21).

Francisco Beltrão – fechado somente na terça-feira (21).

Foz do Iguaçu – fechado somente na terça-feira (21).

Cascavel – aberto todos os dias.

Campo Mourão – fechado segunda e terça-feira (20 e 21). Aberto na quarta-feira, dia 22.

Umuarama – fechado somente terça-feira (21).

Cianorte – fechado segunda e terça-feira (20 e 21). Aberto na quarta-feira, dia 22.

Paranavaí – fechado segunda e terça-feira (20 e 21). Aberto na quarta-feira, dia 22.

Maringá – fechado segunda e terça-feira (20 e 21). Aberto na quarta-feira, dia 22.

Apucarana – Aberto todos os dias.

Londrina – fechado segunda e terça-feira (20 e 21). Aberto na quarta-feira, dia 22.

Cornélio Procópio – fechado segunda e terça-feira (20 e 21). Aberto na quarta-feira, dia 22.

Jacarezinho – fechado segunda e terça-feira (20 e 21)

Toledo – fechado segunda e terça-feira (20 e 21)

Telêmaco Borba – fechado segunda e terça-feira (20 e 21)

Ivaiporã – aberto todos os dias.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Câncer é a principal causa de morte por doença em crianças

O câncer infantil é a primeira causa de morte por doença em crianças e a segunda causa de óbito em geral. A primeira seria acidente. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que no triênio 2023/2025 ocorrerão, a cada ano, 7.930 novos casos de câncer em crianças e jovens de 0 a 19 anos de idade.

Hoje (15), Dia Internacional da Luta conta o Câncer Infantil, a oncologista pediátrica do Inca Sima Ferman, chefe da Seção de Pediatria, lembrou que atualmente a doença é altamente curável. “Essa é a principal informação que a gente tem”, disse.

Em entrevista à Agência Brasil, Sima afirmou que como a incidência de câncer vem aumentando lentamente ao longo dos anos, ele começa a aparecer como causa importante de doença em criança. “Como nem todas são curadas, a doença pode ter, na verdade, um percentual de mortalidade infantil também. Os dados mais recentes, de 2020, revelam que foram registrados 2.280 óbitos em crianças e adolescentes de 0 a 19 anos no Brasil.

Entre os tipos mais comuns de câncer infantojuvenil estão leucemia, linfoma e tumores do sistema nervoso central. A médica do Inca ressaltou, contudo, que os tumores em crianças são diferentes dos que acometem pessoas adultas. “Adulto tem muito carcinoma, tumores de células diferenciadas”. Os tumores de crianças são diferentes. Embora esses três tipos sejam mais frequentes, existe uma gama de tumores, como os embrionários, que ocorrem nos primeiros anos de vida. São exemplos os da retina, de rim, de gânglio simpático. “São tumores que acontecem, mais frequentemente, em crianças menores. Mas todos eles são muito diferenciados e respondem bem ao tratamento quimioterápico, normalmente. Essa é a principal informação que a gente tem para dar nesse dia tão importante”, reiterou a especialista.

Para a oncologista, a doença é muito séria, mas trouxe, ao longo dos anos, uma esperança de busca pela vida. Há possibilidade de cura, se o paciente é diagnosticado precocemente e tratado nos centros especializados de atenção à criança.

Alerta

Nos países de alta renda, entre 80% e 85% das crianças acometidas por câncer podem ser curadas atualmente. No Brasil, o percentual é mais baixo e variável entre as regiões, mas apresenta média de cura de 65%. “É menos do que nos países de alta renda porque muitas crianças já chegam aos centros de tratamento com sinais muito avançados”. Sima Ferman reafirmou que o diagnóstico precoce é muito importante. Por outro lado, admitiu que esse diagnóstico é, muitas vezes, difícil, tendo em vista que sinais e sintomas se assemelham a doenças comuns de criança.

O Inca faz treinamento com profissionais de saúde da atenção primária para alertá-los da importância de uma investigação mais profunda, quando há possibilidade de o sintoma não ser comum e constituir doença mais séria. Sima lembrou que criança não inventa sintoma. Afirmou que os pais devem sempre acompanhar a consulta e o tratamento dos filhos e dar atenção a todas as queixas feitas por eles, principalmente quando são muito recorrentes e permanecem por um tempo. “É importante estar alerta porque pode ser uma coisa mais séria do que uma doença comum”.

Podem ser sinais de tumores em crianças uma febre prolongada por mais de sete dias sem causa aparente, dor óssea, anemia, manchas roxas no corpo, dor de cabeça que leva a criança a acordar à noite, seguida de vômito, alterações neurológicas como perda de equilíbrio, massas no corpo. “São situações em que é preciso estar alerta e que podem levar a pensar em doença como câncer”.

Para os profissionais de saúde da atenção primária, especialmente, a médica recomendou que devem levar a sério as queixas dos pais e das crianças e acompanhar o menor durante todo o período até elucidar a situação para a qual a criança foi procurar atendimento. “E, se for o caso, fazer exames mais profundos e ver se há alguma doença que precisa ser tratada”.

Individualização

Para cada tipo de câncer, os oncologistas do Inca procuram estudar a biologia da doença, para dar um tratamento que possa levar à chance de cura, com menos efeitos no longo prazo. “Para conseguir isso, temos que saber especificamente como a doença se apresentou à criança e, muitas vezes, as características biológicas do tumor. Isso vai nos guiar sobre o tratamento que oferece mais ou menos riscos para esse paciente ficar curado e seguir a vida”.

Em geral, o tratamento de um câncer infantil leva de seis meses a dois anos, dependendo do tipo de doença apresentada pelo paciente. Após esse prazo, a criança fica em acompanhamento, ou “no controle”, por cinco anos. Se a doença não voltar a se manifestar durante esses cinco anos, pode-se considerar o paciente curado. “Cada vez, a chance de a doença voltar vai diminuindo mais. A chance é maior no primeiro ano, quando termina o tratamento, e vai diminuindo mais e mais”, disse a oncologista pediátrica.

As informações são da Agência Brasil

Fiocruz e UFRJ lançam sistema capaz de identificar início de novos surtos

Um sistema idealizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para identificar o começo de novos surtos de doenças infecciosas foi lançado hoje (14) no Rio de Janeiro. Através do cruzamento de dados por meio de um processo de modelagem elaborado por engenheiros da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ele emite sinais sobre locais que reúnem indícios do início de um cenário de preocupação sanitária, tornando possível a adoção de medidas em tempo hábil para evitar ou reduzir novos contágios.

Batizado de Sistema de Alerta Precoce para Surtos com Potencial Epi-Pandêmico (Aesop), seu lançamento ocorreu durante a 6ª Conferência Global de Ciência, Tecnologia e Inovação (G-Stic). Segundo o pesquisador da Fiocruz e coordenador do projeto, Manoel Barral-Netto, para evitar novas emergências sanitárias é preciso detectar os seus sinais de forma mais precoce possível. Ele diz que o sistema tem potencial para identificar surtos de doenças novas ou já conhecidas.

“Na vigilância em saúde, devemos agir rapidamente porque, se você perder tempo, você perde a oportunidade de proteger as pessoas. Atualmente, já existem vários mapas de riscos que indicam potenciais locais onde um surto pode acontecer. Nós queremos ir além. Queremos identificar os primeiros momentos do início do surto. Se a gente conseguir ganhar 15 dias, já é um tempo enorme para tomar as medidas necessárias e impedir que a doença se espalhe muito. Em alguns aspectos, ganhamos até 30 dias”, disse.

Segundo pesquisador, a pandemia de covid-19 pressionou ainda mais o mundo a avançar em soluções para ampliar a vigilância em torno das doenças infecciosas. Ele acredita que, futuramente, o Aesop poderá ser usado em outros país. “Ainda não está funcionando. Fizemos um lançamento apresentando os primeiros resultados”. A expectativa é que até o final de 2024 todos os municípios do Brasil estejam sendo monitorados para síndromes respiratórias. Com o tempo, serão dados alertas para outras doenças infecciosas.

O sistema usa dados sanitários, ambientais e sociodemográficos. A maioria deles já é coletada tanto no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) como através de outras instituições ou entidades. São levadas em conta a existência de alguns aspectos nos municípios que podem favorecer a disseminação de algumas doenças: alta densidade demográfica, população idosa ou infantil numerosa, rede de transporte ligando a outra cidade com estas características, etc.

“A ideia é fazer uma mineração de dados para filtrar o que a gente precisa. Por exemplo, suponhamos que uma cidade registra que muita gente tem febre. Isso pode ter muitas causas. Mas cruzando os dados, o sistema aponta que há uma combinação de febre e tosse. Você já começa a ficar mais próximo de algo respiratório. E aí estamos somando outras informações como venda de medicamentos. Está vendendo muita aspirina? Muita dipirona? Está acima do que historicamente a cidade vende para aquele período? É um sinal de alerta adicional”, explica Barral-Netto.

Até mesmo rumores em redes sociais são monitorados. As informações são garimpadas e reorganizadas a partir de uma modelagem científica desenvolvida por meio de inteligência artificial. “Um princípio de um surto emite sinais fracos. Quando os sinais são fortes e evidentes é porque já passou a fase inicial. Então se quisermos identificar quando começa, temos que nos preparar para encontrar os vários sinais fracos. Em conjunto, eles significam algo mais importante”, acrescenta.

Enquanto o conceito do sistema foi projetado pela Fiocruz, o processo de modelagem foi elaborado por engenheiros do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe), da UFRJ. “Eles têm expertise nesse tipo de trabalho. Já desenvolvem modelagem, por exemplo, para dados climáticos”, diz Barral-Netto.

Após a identificação de uma área onde há um possível início de surto, equipes de pesquisa precisam se deslocar para coletar amostras. Elas serão levadas para análise e sequenciamento em laboratórios ligados à rede genômica da Fiocruz, que estão espalhados por todo o país. “Vamos começar nas capitais. Nas áreas remotas, a gente está começando a testar o transporte das amostras com drones”, conta o pesquisador.

Todo o trabalho tem o apoio do Ministério da Saúde e também é resultado de uma parceria com a Fundação Rockefeller, uma associação não governamental com sede nos Estados Unidos que apoia e promove projetos de saúde pública em diversos países do mundo. Segundo Barral-Netto, o projeto foi apresentado à entidade em busca de financiamento, mas as negociações evoluíram para um colaboração científica, o que tem permitido um avanço mais rápido. Enquanto os pesquisadores da Fiocruz se concentram em projetar o sistema para identificar a disseminação de vírus respiratórios, cientistas da Fundação Rockefeller estão desenvolvendo métodos para detectar surtos relacionados a arboviroses, como dengue e zika.

As informações são da Agência Brasil

Vacinados têm menos risco de desenvolver Covid longa e dose de reforço melhora proteção, afirma estudo

Reconhecida como doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em outubro de 2021, a Covid longa consiste na persistência ou desenvolvimento de novos sintomas, como fadiga extrema, falta de ar, dificuldade de concentração e perda de memória, após a infecção pelo SARS-CoV-2. A doença pode durar de meses a anos e atingir qualquer pessoa infectada, independente da gravidade da infecção, inclusive crianças e bebês.

Mas uma revisão sistemática publicada na última quarta (8/2) na revista Vaccine mostrou que indivíduos vacinados têm menos risco de desenvolver a Covid longa do que aqueles que não tomaram vacina contra a Covid-19. Os dados reforçam a importância da imunização, que segue em ritmo lento no Brasil, com baixa procura pelas doses de reforço e somente 3,9% dos menores de 5 anos vacinados.

A revisão conduzida por pesquisadores do Japão, Reino Unido e Estados Unidos incluiu seis estudos independentes, totalizando dados de 500 mil pessoas que não tomaram o imunizante e 80 mil vacinados. Os indivíduos imunizados apresentaram menos risco de desenvolver Covid longa e uma menor incidência de sintomas como fadiga persistente e distúrbios pulmonares. Além disso, pessoas que completaram o esquema vacinal de duas doses ficaram mais protegidas contra a condição do que aquelas que receberam apenas uma dose.

Os autores também ressaltam a importância das doses de reforço nesse contexto. “Como muitos artigos demonstraram a eficácia da vacinação em duas doses e reforços adicionais na redução da mortalidade e casos graves, a proteção mais eficaz contra a infecção aguda também pode ser uma medida razoável para evitar as sequelas debilitantes e duradouras”, informa o artigo.

A falta de adesão às doses de reforço pela população brasileira gera preocupação. Segundo o Ministério da Saúde, até o final de 2022, mais de 69 milhões de pessoas ainda não haviam tomado a primeira dose de reforço da vacina contra a Covid-19, enquanto 32,8 milhões que poderiam ter recebido o segundo reforço também não retornaram aos postos de saúde. Cerca de 80% da população do país completou o esquema inicial de duas doses, enquanto apenas 50% voltou para tomar o reforço.

O Ministério da Saúde recomenda uma dose de reforço para pessoas a partir dos 5 anos e duas doses de reforço para indivíduos acima dos 40, que devem ser administradas após 4 meses da última dose. No estado de São Paulo, o segundo reforço é liberado para maiores de 18 anos, e há ainda um terceiro reforço (ou quinta dose) indicado para adultos com alto grau de imunossupressão.

Covid longa afeta a qualidade de vida e o trabalho

Estudos já demonstraram que a Covid longa pode deixar sequelas duradouras e até permanentes nos pacientes, afetando inclusive o trabalho, de acordo com a Sociedade de Medicina Ocupacional do Reino Unido. No Brasil, um estudo recente da Fiocruz mostrou que quase 60% dos infectados pelo SARS-CoV-2 desenvolvem Covid longa e apresentam sintomas durante pelo menos três meses após a fase aguda da infecção. Fadiga, ansiedade, perda de memória e queda de cabelo foram alguns dos principais problemas apontados pelos pacientes.

Mais de 200 sintomas já foram reportados no pós-Covid, segundo a OMS. No entanto, ao fazer uma comparação com outras doenças respiratórias, pesquisadores americanos da Universidade de Missouri sugeriram que apenas sete sintomas estão diretamente associados à Covid longa: palpitações cardíacas, queda de cabelo, fadiga, dor no peito, falta de ar, dor nas articulações e obesidade.

Além da não vacinação, um dos fatores de risco para desenvolver a doença é o sedentarismo, segundo um estudo da Universidade de São Paulo (USP). Cerca de 60% dos pacientes diagnosticados com Covid longa não praticavam exercícios físicos. Falta de ar (132%), fadiga (101%), insônia (69%), estresse pós-traumático (53%) e dor muscular/articular intensa (53%) foram associados a maiores chances de inatividade física.

As informações são do Portal do Instituto Butantan.

Risco de surto de Sarampo nas Américas é o maior em 30 anos, alerta OPAS

O risco de surto de sarampo no continente americano é o mais alto dos últimos 30 anos. O alerta é da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e foi divulgado nesta segunda-feira (13) no Brasil.

A organização pede que os países retomem a cobertura vacinal infantil e atualizem os planos de resposta ao sarampo para evitar a volta da transmissão endêmica do vírus. De acordo com o documento, os surtos mais significativos ocorreram no Brasil, onde a circulação endêmica continua.

Segundo Ana Caetano, presidente da Sociedade Brasileira de Imunologia, o continente americano havia ficado livre do sarampo em 2016. Entretanto, com a baixa cobertura vacinal, essa realidade voltou.

“O que aconteceu é que, nos últimos anos, houve uma redução muito grande nessa cobertura vacinal. Então, para se ter uma ideia, no último ano o Brasil teve uma redução de 50% na cobertura vacinal. Isso fez com que novos casos, vindos de outros países, começassem a entrar nos países da América, não só no Brasil, mas na Argentina, no Chile.”

Em 2021, apenas seis países do continente atingiram o nível recomendado de 95% de cobertura com duas doses. E outros dez países relataram cobertura inferior a 80%.

De acordo com o Programa Nacional de Imunizações, até 2015, o percentual de brasileiros protegidos pelas vacinas atingia as metas de público-alvo, mas com o retrocesso da imunização, a porcentagem voltou aos níveis da década de 1980.

Entre 2018 e 2021, 26 crianças menores de 5 anos foram vítimas da doença no país. Nas duas décadas anteriores, apenas um óbito havia sido registrado.

Ana Caetano explica que o sarampo é um vírus altamente contagioso e que o esclarecimento da população é um aliado para o enfrentamento da doença. “Explicar e informar a população, corretamente, que a vacina é necessária para evitar que a gente tenha um surto de sarampo no Brasil. E a doença vem exatamente disso, desses países onde aparecem movimentos anti-vacina e, principalmente, as fake news com relação às vacinas.”

No final de janeiro, o Ministério da Saúde anunciou a campanha de multivacinação contra poliomielite e sarampo nas escolas, que deve ocorrer a partir do mês de maio.

As informações são da Agência Brasil