A Prefeitura de Campo Largo, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, informa à população que foi detectada a presença do vírus rábico em mais um morcego, novamente na região central de Campo Largo. O caso anterior aconteceu em agosto de 2022 e o departamento segue em monitoramento.
Sendo assim, a diretora da Vigilância em Saúde do município, Viviane Janz Moretti, solicita que toda a população mantenha a vacinação dos seus animais em dia. “Uma vez que os animais de estimação estão corretamente vacinados, forma-se uma barreira sanitária que reduz a possibilidade de transmissão desta grave doença”, explica ela.
O departamento solicita também que, caso sejam encontrados morcegos em situação anormal (caídos no chão ou voando durante o dia), ou mortos, a pessoa que encontrou não toque no animal, impeça o contato de outros animais com o morcego, e apenas coloque um balde sobre ele. Em seguida, entre em contato com a Vigilância em Saúde e mantenha o lugar fechado até que a equipe realize o recolhimento do bicho possivelmente infectado.
Outro alerta da diretora é com relação ao estigma em torno dos morcegos. “Lembramos a todos para não caçar ou matar morcegos desnecessariamente. Eles são animais extremamente importantes para o equilíbrio ecológico, e também são protegidos por leis ambientais. Eles não são os culpados pela doença, são tão vítimas quanto os demais animais que podem se contaminar”, destaca.
A Vigilância está organizando uma ação casa a casa, no entorno do local onde apareceu o morcego, para repassar informações importantes. “Solicitamos a todos que recebam os fiscais para que eles possam orientar sobre as ações necessárias, a fim de reduzirmos o risco da transmissão da raiva aqui em Campo Largo”, finaliza a diretora.
Para mais esclarecimentos entre em contato com a Vigilância em Saúde no telefone (41) 3291-5116 ou pelo aplicativo de mensagens WhatsApp no número (41) 99515-0086.
A Prefeitura de Campo Largo pede colaboração de todos para reduzir o risco de reintrodução do vírus rábico na área urbana.
Uma pesquisa liderada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) dá mais um passo para confirmar a segurança da vacinação de macacos contra a febre amarela. O procedimento está em estudo desde a epidemia que dizimou populações de primatas pelo país entre 2017 e 2019.
Segundo os cientistas, a medida pode ser uma estratégia importante para preservar espécies ameaçadas de extinção e proteger a biodiversidade. Além disso, tem o potencial de reduzir a transmissão silvestre da doença, desacelerando a expansão de surtos.
Considerando que a vacina da febre amarela é produzida a partir de um vírus “vivo” atenuado (que não causa doença), os pesquisadores realizaram testes para verificar se os mosquitos poderiam se infectar com o vírus vacinal após picar macacos vacinados.
“Analisamos quase 700 mosquitos, de diferentes espécies silvestres e ainda incluímos o Aedes aegypti. Nenhum se infectou após picar os macacos vacinados. Esses dados sugerem que a chance de haver transmissão descontrolada do vírus da vacina da febre amarela na natureza é muito baixa ou nula”, afirma o coordenador da pesquisa e pesquisador do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários do IOC, Ricardo Lourenço de Oliveira.
Publicados na revista científica ‘Viruses’, os resultados reforçam que a vacinação de primatas, cativos ou de vida livre, contra a febre amarela é uma estratégia de saúde pública segura.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) em parceria com o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) e o Centro de Primatologia do Rio de Janeiro (CPRJ), ligado ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea).
“Era importante observar como o vírus vacinal se comporta em mosquitos silvestres que picam macacos na fase virêmica da vacina [quando há circulação do vírus vacinal no sangue]. O resultado mostra que, realmente, o vírus vacinal não chega à glândula salivar dos mosquitos”, comenta o assessor científico de Bio-Manguinhos e autor da pesquisa, Marcos Freire.
“Esse resultado complementa e valida ainda mais as respostas que temos observado nos ensaios sobre a vacinação de primatas”, completa o diretor do CPRJ e também autor do estudo, Alcides Pissinatti.
Investigação necessária
Os estudos sobre a vacinação de macacos começaram em meio à epidemia de febre amarela que ocorreu entre 2017 e 2019. O surto alcançou o litoral do Sudeste, atingindo áreas onde a doença não era registrada há cerca de 80 anos.
Além de provocar centenas de mortes humanas, a infecção devastou populações de primatas. Apenas no Rio de Janeiro, foram notificadas 1.177 epizootias, como são chamados os episódios de adoecimento de macacos, que podem levar a óbito até dezenas de animais. Espécies em risco de extinção, como os micos-leões-dourados, foram impactadas pelo surto.
Realizados por Biomanguinhos em parceria com o CPRJ, os primeiros ensaios mostraram que a vacina humana contra a doença induz a produção de anticorpos e não provoca efeitos colaterais graves nos primatas brasileiros testados, que são muito sensíveis à infecção natural provocada pelo vírus da febre amarela. Os resultados levaram à expansão das pesquisas, incluindo iniciativas para vacinação de animais em cativeiro e de vida livre, em áreas de preservação.
Mosquitos Haemagogus janthinomys (no alto, à esquerda), Sabethes albiprivus (à direita) e Aedes aegypti (abaixo, à esquerda) foram analisados. Fotos: Josué Damacena/IOC/Fiocruz e Raquel Portugal/Fiocruz Imagens.
Neste contexto, surgiu uma pergunta: haveria possibilidade de mosquitos silvestres se infectarem após picar os primatas vacinados e transmitirem o vírus da vacina para outros macacos?
A pergunta leva em consideração que a vacina da febre amarela é produzida com um vírus atenuado, porém infectante, ou seja, capaz de se replicar em células de vertebrados e invertebrados. Após a injeção em humanos, esse vírus circula na corrente sanguínea durante alguns dias. Por ser atenuado, o vírus vacinal não causa doença, mas ativa o sistema imune, prevenindo o adoecimento no futuro.
A linhagem viral atenuada usada para fabricação da vacina da febre amarela no Brasil é chamada 17DD. Replicado em laboratório, o vírus se mantém geneticamente estável. No entanto, se fosse transmitido de forma descontrolada na natureza, ele poderia sofrer mutações. Neste caso, um dos riscos seria o vírus perder a atenuação e passar a causar doença.
“Quando a vacina da febre amarela foi desenvolvida, nos anos 1930, a preocupação principal era a circulação da doença na área urbana, onde o mosquito Aedes aegypti transmite o vírus de uma pessoa para a outra. Naquela época, foi feito um estudo que demonstrou que o Aedes não era capaz de transmitir o vírus da vacina”, explica Ricardo.
“Porém, atualmente, no continente americano, a febre amarela circula apenas no ciclo silvestre. Os mosquitos que transmitem o vírus na floresta, entre os macacos, são dos gêneros americanos Haemagogus e Sabethes, que são muito diferentes do Aedes, oriundo da África. Era imperativo fazer uma nova pesquisa”, completa o pesquisador.
Para se aproximar ao máximo das condições reais, o estudo contemplou duas espécies de mosquitos Haemagogus (Hg. leucocelaenus e Hg. janthinomys/capricornii) e duas espécies de Sabethes (S. albiprivus e S. identicus). Mosquitos Ae. aegypti também foram incluídos nos ensaios para permitir a comparação com os experimentos realizados nos anos 1930.
Os mosquitos foram analisados após picar micos-leões de três espécies imunizados com a vacina da febre amarela contendo o vírus 17DD. O vírus vacinal não foi encontrado no corpo de nenhum dos 689 insetos analisados, confirmando que não houve infecção.
Os pesquisadores ainda foram além: alimentaram 156 mosquitos artificialmente com sangue infectado com o vírus vacinal para constatar ou não a possibilidade de transmissão. Apenas um mosquito, que foi alimentado com uma concentração viral superior à encontrada no sangue dos macacos vacinados, apresentou infecção. Mesmo assim, o vírus não foi detectado na cabeça do inseto, indicando que ele não se disseminou no organismo e não chegou até as glândulas salivares. Logo, não poderia ser transmitido.
De acordo com Ricardo, dois fatores podem contribuir para que o vírus vacinal não seja transmitido pelos mosquitos.
“Observamos que a vacina da febre amarela produz uma viremia [concentração de vírus no sangue] menor do que a infecção natural nos primatas. Essa viremia não favorece a infecção dos mosquitos. Além disso, características genéticas do vírus atenuado devem reduzir a capacidade de infecção”, pondera o entomologista.
Proteção para micos-leões e bugios
Atualmente, micos-leões-dourados e bugios estão no foco de pesquisas sobre vacinação de macacos. Encontrados exclusivamente na Mata Atlântica e ameaçados de extinção, os micos-leões-dourados perderam mais de 30% de sua população devido à epidemia de febre amarela, segundo uma pesquisa publicada em 2019.
Já os bugios são considerados um dos grupos mais sensíveis ao vírus. Um artigo que revisou dados sobre a epidemia apontou que estes animais responderam por cerca de 30% entre mais de 3.500 óbitos de primatas confirmados no país no período de 2016 a 2019.
No Centro de Primatologia do Rio de Janeiro, os primeiros ensaios sobre a vacinação de macacos foram realizados com bugios e com três espécies de mico-leão: dourado, da cara dourada e preto. Os pesquisadores de Biomanguinhos e do CPRJ observaram a segurança e a capacidade da vacina humana para induzir a produção de anticorpos nos animais, considerando diferentes doses.
A partir dos resultados positivos, foi iniciado um estudo para vacinação de micos-leões-dourados na área da Reserva Biológica de Poço das Antas, nos municípios de Silva Jardim e Casimiro de Abreu, no Rio de Janeiro. Desde 2021, o projeto já imunizou aproximadamente 150 micos.
Dezenas de bugios também foram vacinados em pesquisas no Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. Os estudos são realizados por diversas instituições científicas e entidades que trabalham com a preservação de primatas, em parceria com Bio-Manguinhos, que é responsável pela produção da vacina da febre amarela no Brasil.
Segundo Freire, que está à frente das pesquisas na unidade da Fiocruz, o acompanhamento dos animais vacinados, em cativeiro e na natureza, será a base para validar a segurança e a eficácia da imunização.
“A vacina não vai impedir os casos de febre amarela entre macacos em geral, porque não é viável capturar e vacinar todos os animais. Porém, pode beneficiar primatas em alto risco, de espécies muito ameaçadas. Também os animais mantidos em zoológicos e centros de manejo, que estão expostos à infecção por causa da proximidade com florestas”, explica o veterinário.
O coordenador do CPRJ ressalta a importância de proteger os animais.
“Houve uma perda muito significativa de primatas na natureza pela febre amarela. A biodiversidade terá um ganho enorme se conseguirmos vacinar os animais de vida-livre nos nossos trabalhos de campo e aqueles criados em cativeiro. É importante perceber que a saúde é única. Quando fazemos a defesa do animal e do ambiente, fazemos a defesa dos humanos também”, enfatiza Pissinatti.
“De fato, o vírus da febre amarela depende da existência de macacos não-imunes para circular numa floresta. Ao não se infectarem com o vírus selvagem, os macacos vacinados passam a funcionar como um fator limitador da transmissão silvestre e desacelerador da expansão das epidemias, ajudando, indiretamente, a reduzir chances de infecção de humanos”, completa Ricardo.
Médicas e Médicos de diversas regiões do Estado participaram na segunda-feira (06) de uma Assembleia Geral Extraordinária do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar). A Assembleia foi realizada de maneira híbrida, presencial e por videoconferência, facilitando a participação de dezenas de profissionais que não poderiam se fazer presentes na Sede do Simepar.
A Assembleia discutiu e aprovou uma extensa pauta de reivindicações da categoria que vai balizar uma série de ações do Sindicato para as negociações dos reajustes anuais, e para as celebrações de Acordos Coletivos do Trabalho com os empregadores. Os/as profissionais também aprovaram a possibilidade de ajuizamento de Dissídios Coletivos e até eventuais movimentos paredistas, caso as reivindicações não sejam atendidas.
Entre as pautas gerais da categoria confirmadas pela Assembleia, cabe ressaltar o combate permanente à terceirização de médicos/as para atendimento no SUS; o combate à precarização das relações de trabalho; a não efetivação de contratos de trabalho via anotação das CTPSs; a pejotização; e a exigência para que os profissionais se tornem sócios dos empregadores.
A Fixação do valor da hora médica em montante não inferior a R$ 130,00 líquidos também servirá de baliza para as negociações. Lembrando que esse valor serve de base somente para jornadas fixas mensais em contratos CLT, não se aplicando a cálculos de valor por consulta, ou para trabalho autônomo. Outra reivindicação é a liberação de médicos/as para integrarem Comissões e Conselhos Municipais de deliberação das políticas públicas da Saúde.
FEAS Curitiba
Também foram aprovadas pautas específicas para os médicos e médicas que trabalham para a Fundação Estatal de Atenção à Saúde de Curitiba (FEAS), como o pagamento dos trabalhos realizados na quinta semana como extras no que exceder o acordo vigente; o direito aos feriados dos/as profissionais das Unidades Básicas, sendo esses obrigados a compensar em outro dia da semana; equiparação do valor do vale alimentação com as demais categorias recebem R$ 640,00, muito superior ao pago aos médicos; a contestação do labor fora do horário de expediente, em que o empregador exige que os médicos e médicas permaneçam conectados, fora do seu horário de expediente, atendendo e respondendo mensagens pelo Whatsapp, sem pagamento de sobreaviso ou qualquer contraprestação.
Outra reclamação grave é que se tornou comum o envio mensagem aos/às médicos/as, instantes antes do início do seu plantão, exigindo de forma unilateral, que compareçam em unidade de saúde diversa da qual estão lotados, sem ato formal de relocação do emprego, sem indenização por deslocamento excessivo e em prejuízo à programação e à rotina do/a profissional.
Também foi relatada a transferência de metas aos/às médicos/as. A Fundação tem cobrado dos/as profissionais agilidade e rapidez nos atendimentos e a modificação de dados registrados nos prontuários para atingir metas estabelecidas pela Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, o que caracteriza ofensa à autonomia profissional, na definição do tempo de consulta e das informações adequadas a serem consignadas em prontuário.
Outra queixa registrada pelas/os médicas/os da FEAS é que retirada da Guarda Municipal das unidades de saúde e sua substituição por empresas privadas de segurança não tem atendido à demanda por proteção aos profissionais de saúde. Os seguranças privados não têm acesso ao interior das unidades onde, frequentemente, ocorrem ameaças de pacientes a profissionais e ingressos inadequados nas salas de consultas. A categoria exige o retorno do botão de pânico, cuja finalidade era justamente alertar acerca de uma ameaça ou emergência de segurança, bem como a instalação de portas com controle de acesso.
Sonegação de horas extras a intensivistas e emergencistas: muitos/as profissionais necessitam, em razão do atendimento que se estende para além do limite da sua jornada, continuar em labor extraordinário; contudo, não têm sido remunerados por tal labor.
Por fim, foi relatado que a Fundação adota protocolo pouco razoável para entrega de atestados médicos, exigindo agendamento de comparecimento pessoal do/a empregado/a no setor de Medicina do Trabalho e a entrega em mãos do documento. Para os presentes na Assembleia, trata-se de procedimento nada razoável, sendo que bastaria o envio da via digital e posterior entrega da via física, à chefia local imediata, que pode encaminhar via malote, pelo funcionário administrativo presente nas unidades. O protocolo atual causa transtornos aos/às médicos/as, que muitas vezes cumprem plantões em outros locais ou em outros empregadores. Cabe observar que a Medicina do Trabalho não pode discordar da análise feita pelo profissional que atestou a ausência do empregado, o que força a desnecessidade de comparecimento posterior em perícia; a mesma reclamação se constata em relação à declaração de comparecimento em consulta médica, limitada a três horas, que muitas vezes não é tempo suficiente para o deslocamento e a consulta em si.
Restou aprovada pelos presentes na Assembleia a propositura de ações judiciais, com cobranças dos direitos ora reivindicados, diferenças pretéritas e despesas processuais daí decorrentes, em razão de descumprimento no pagamento de haveres dos médicos.
Outros municípios
Médicos e médicas que trabalham na rede pública de São José dos Pinhais reclamaram de reajustes desiguais. Os/as profissionais vem sendo discriminados na estrutura funcional interna, com a concessão de reajustes diferenciados para médicos generalistas e especialistas. Também foi registrado que a os/as profissionais contratados por Processo Seletivo Simplificado recebem remuneração superior a dos/as efetivos/as. O edital de contratação de PSS estabelece valor maior ao contratado temporariamente, se comparado aos efetivos.
Já em Fazenda Rio Grande, um edital para contratação de médico auditor estabelece como requisito para contratação a especialidade em cirurgia, requisito que não encontra justificativa razoável, pois restringe a participação de profissionais médicos de outras especialidades que podem desempenhar a função de auditor.
Todos esses relatos de irregularidades, as reivindicações de reajustes e da garantia de direitos legais foram aprovados pela Assembleia Geral do dia 06 de fevereiro, juntamente com reivindicações anteriores, que foram ratificadas, sem prejuízo de adendos.
Agora, a Diretoria do Simepar, juntamente com a Assessoria Jurídica do Sindicato, buscará a negociação das reivindicações e a correção das irregularidades através da negociação direta com os empregadores ou através de ações judiciais para que sejam corrigidas e os eventuais prejuízos ressarcidos aos/às profissionais.
Demografia Médica no Brasil 2023, produzida em parceria entre a Associação Médica Brasileira e a Faculdade de Medicina da USP, também projeta que país chegará em 2035 com mais de 1 milhão de médicos; médicas declaram renda 36% anual inferior que os colegas homens
O número de registros de médicos com título em alguma especialidade cresceu 84% nos últimos 10 anos no Brasil. As mulheres passarão a ser maioria na profissão já a partir do próximo ano. Com a expansão da abertura de cursos e vagas de medicina, em 2035 haverá no país mais de um milhão de médicos no país.
As informações constam da mais nova edição da Demografia Médica no Brasil (DMB) a primeira produzida em parceria entre a Associação Médica Brasileira (AMB) e a Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), no mais completo estudo já realizado sobre a realidade dos médicos em todo o país. O levantamento foi divulgado na manhã desta quarta-feira (8/2) na sede da AMB, na capital paulista.
A DMB 2023, coordenada pelo pesquisador Mário Scheffer, professor livre-docente do Departamento de Medicina Preventiva da FMUSP, foi formulada a partir de três eixos principais: estudos demográficos da população médica, estudos sobre formação e profissão médica e inquéritos sobre Residência Médica e trabalho médico no Brasil.
César Eduardo Fernandes, presidente da Associação Médica Brasileira, destaca o suporte institucional oferecido para a nova edição da DMB, por meio da disponibilização dos dados anonimizados dos associados da entidade, dentre outras informações. “Temos orgulho de participar ativamente desta edição da Demografia Médica, que oferece dados de relevância nacional e importantes subsídios a todos os gestores públicos e privados comprometidos com a valorização da medicina e a saúde da população”, enfatiza.
Para a professora Eloisa Bonfá, diretora da Faculdade de Medicina da USP, a Demografia Médica tem se revelado importante fonte de informações dirigida a pesquisadores, veículos de comunicação, entidades e órgãos governamentais. “É fundamental para o planejamento do sistema de saúde tomar conhecimento do número, do perfil e da distribuição dos médicos e médicas no Brasil, das mudanças na graduação de Medicina, na Residência Médica e na oferta de especialistas, assim como acompanhar as transformações no mercado de trabalho médico”, afirma.
Além da AMB, a produção da Demografia Médica no Brasil 2023 também contou com apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), FFM (Fundação Faculdade de Medicina), Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) e Ministério da Saúde.
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) realizou nesta terça-feira (7), em Curitiba, a primeira reunião do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE) deste ano. O encontro teve como principal objetivo trazer o panorama da situação epidemiológica da febre chikungunya e atualização das ações desenvolvidas, principalmente, nas regiões Oeste e Sudoeste do Paraná.
Participaram do encontro representantes da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), secretarias municipais e equipes técnicas de atenção e vigilância.
A mobilização e vigilância em saúde e assistência ocorrem após o Ministério da Saúde e Bem-Estar Social do Paraguai anunciar a existência de um surto da doença no país, além do registro de três casos autóctones no Estado, ou seja, aquele em que o paciente foi infectado na própria cidade onde reside.
De acordo com o boletim semanal das arboviroses, divulgado nesta terça, o Paraná tem dez casos confirmados de chikungunya, sendo seis importados, três autóctones e um segue em investigação quanto ao local provável de infecção. Os casos autóctones foram registrados nos municípios de Pato Branco, Foz do Iguaçu e São Miguel do Iguaçu. O boletim traz ainda 107 casos notificados e 41 permanecem em investigação.
O secretário de Estado da Saúde, César Neves, ressaltou a necessidade de reforçar as ações estratégicas nessa região e uma atuação intensiva junto à população. “Estamos monitorando esses municípios que estão mais susceptíveis por conta da região de fronteira com o Paraguai. Existe o surto e como mantemos uma estreita ligação com o país vizinho, essa vigilância e alerta se fazem necessários”, disse.
A doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue e da zika.
De acordo com a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes, combater os focos do mosquito deve ser a principal ação para conter a disseminação da doença. “Nesse momento é muito importante que haja o empenho das equipes municipais de vigilância no combate ao vetor, para cortar o elo de transmissão. Ações de campo, que vão além daquelas rotineiras devem ser realizadas, assim como a mobilização da população”, reforçou.
ALINHAMENTO DE AÇÕES – Dentre as principais recomendações da Sesa para os municípios da região estão o diagnóstico e manejo para febre chikungunya, a notificação imediata do caso (em até 24 horas), a vigilância laboratorial, o treinamento de equipes médicas e de assistência hospitalar e da atenção à saúde e, principalmente, ações junto à população para a remoção dos criadouros.
Além desta reunião, durante a manhã desta terça-feira (7), foi realizada uma videoconferência com as Regionais de Saúde e municípios (equipes de vigilância e atenção à saúde) pertencentes à Macrorregião Oeste.
De acordo com a coordenadora da Vigilância Ambiental da Sesa, Ivana Lúcia Belmonte, os últimos dados de levantamento entomológico apontam uma tendência de que essas regiões estão com risco de epidemia. “A remoção do criadouro é o principal caminho”, disse.
DENGUE E ZIKA – O boletim semanal da dengue registra 3.176 casos confirmados da doença. São 333 casos a mais do que o anterior. Os dados são do 24º Informe Epidemiológico. Os casos confirmados estão distribuídos por 230 municípios, e ainda há 6.321 casos em investigação.
O boletim traz o registro de dois novos óbitos, aumentando para cinco o número de mortes por dengue no Estado. São dois homens. Um deles tinha 31 anos, era residente do município de Centenário do Sul e não tinha comorbidade. O outro homem morava em Marilena, tinha 84 anos, com comorbidade.
Os óbitos ocorreram em 23 de outubro e 23 de dezembro de 2022, respectivamente.
Em relação a Zika Vírus, o informe apresenta 35 casos notificados, sendo que sete estão em investigação.
Com a previsão de chegada de novas doses de Pfizer Baby para o município de Curitiba nesta terça-feira (7/2), a Secretaria Municipal da Saúde retoma a aplicação da 1ª dose da vacina anticovid para os bebês a partir desta quarta-feira (8/2). Como as doses são limitadas, a convocação precisará será escalonada. Neste primeiro momento, são chamados bebês de 6 meses até 1 ano, 11 meses e 29 dias. Nova convocação dependerá da disponibilidade de mais doses.
“Com alegria retomamos a convocação dos curitibinhas bebês e pedimos que os pais atendam ao chamado e levem os filhos se vacinar. Vacinar é um ato de amor. Quem ama, vacina”, afirma a secretária municipal da Saúde de Curitiba, Beatriz Battistella.
Agende o atendimento
Para a vacinação do bebê, é preciso agendar atendimento pelo telefone 3350-9000 da Central Saúde Já Curitiba, que funciona todos os dias, das 8h às 20h. A vacinação começa na quarta (8/2), mas já é possível marcar o horário a partir desta segunda-feira (6/2).
A vacina será aplicada das 8h às 17h, conforme o horário agendado, em dez unidade de saúde da cidade (veja os endereços abaixo ou no site Imuniza Já Curitiba), a partir de quarta-feira (8/2).
A convocação do novo grupo segue o determinando pelo Plano Nacional de Operacionalização (PNO) da Vacinação contra a covid-19, do Ministério da Saúde, que determina a priorização neste momento dos bebês mais novos.
Esquema vacinal
O esquema vacinal básico para este público será de três doses, sendo que a 2ª dose deverá ser aplicada num intervalo de 28 dias após a 1ª. Já a 3ª dose deverá ser aplicada num intervalo de 56 dias após a 2ª.
A vacina utilizada é a Pfizer Baby, a única liberada para esta faixa etária até este momento pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Vacinação contra covid-19 completa dois anos em Curitiba com mais de 5,2 milhões de doses aplicadas
Curitiba conclui convocação do público de 18 anos ou mais para a 4ª dose anticovid
Vacinação simultânea
Além da dose do imunizante contra a covid-19, as unidades de saúde de Curitiba também ofertam vacinas do Calendário Nacional de Imunização que estejam em atraso. A consulta sobre imunizantes pendentes pode ser feita pelo Saúde Já Curitiba (site ou aplicativo), acessando a aba “Carteira de Vacinação” no item “Pendentes”.
Não há mais necessidade de intervalo de 15 dias entre os imunizantes.
Orientações
No dia da vacinação, além da certidão de nascimento do bebê, é necessário apresentar documento pessoal com foto e CPF do familiar ou responsável que está acompanhando a criança.
O bebê deve ter, ainda, cadastro no Aplicativo Saúde Já Curitiba – pode ser incluído como dependente no cadastro do pai, mãe ou responsável para que a vacina seja registrada na carteira vacinal.
Esse cadastro também colabora para melhorar o fluxo de atendimento nas unidades de saúde, com maior agilidade no acesso aos dados e registro das doses.
As crianças que tiveram covid-19 devem aguardar pelo menos quatro semanas após o início dos sintomas para se vacinar. No caso das que tiveram outras doenças, a orientação é que aguardem o completo reestabelecimento.
Pontos de vacina anticovid para bebês
Distrito Sanitário Boqueirão
Unidade de Saúde Visitação
Rua Bley Zorning, 3.136 – Boqueirão
Distrito Sanitário CIC
Unidade de Saúde Oswaldo Cruz
Rua Pedro Gusso, 3.749 – Cidade Industrial
Distrito Sanitário Santa Felicidade
Unidade de Saúde Bom Pastor
Rua José Casagrande, 220 – Vista Alegre
Distrito Sanitário Cajuru
Unidade de Saúde Iracema
Rua Professor Nivaldo Braga, 1.571 – Capão da Imbuia
Distrito Sanitário Matriz
Unidade de Saúde Mãe Curitibana
Rua Jaime Reis, 331 – São Francisco
Distrito Sanitário Bairro Novo
Unidade de Saúde Bairro Novo
Rua Paulo Rio Branco de Macedo, 791 – Sítio Cercado
Distrito Sanitário Portão
Unidade de Saúde Vila Guaíra
Rua São Paulo, 1.495 – Vila Guaíra
Distrito Sanitário Boa Vista
Unidade de Saúde Abranches
Rua Aldo Pinheiro, 60 – Abranches
Distrito Sanitário Pinheirinho
Unidade de Saúde Fanny Lindóia
Rua Conde dos Arcos, 295 – Lindóia
Distrito Sanitário Tatuquara
Unidade de Saúde Monteiro Lobato
Rua Olivio José Rosetti, 538 -Tatuquara
Desde o lançamento da fábrica da vacina Influenza, em 2011, o Instituto Butantan vem se preparando para possíveis pandemias da doença. Uma dessas estratégias é o desenvolvimento de novas candidatas a vacina, capazes de combater diferentes vírus com potencial de gerar surtos e epidemias.
É o caso da vacina contra a gripe H7N9, produzida com adjuvante próprio, que se mostrou altamente segura e imunogênica na fase 1 de ensaios clínicos, segundo estudo publicado na revista PLOS ONE e conduzido em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Biomedical Advanced Research and Development Authority (BARDA) e o Infectious Disease Research Institute (IDRI), dos Estados Unidos. A H7N9 é uma cepa com potencial pandêmico que já causou seis epidemias na China e matou 40% dos infectados.
Coordenado pelo Centro de Ensaios Clínicos e Farmacovigilância, o estudo clínico de fase 1 incluiu 432 adultos de 18 a 59 anos e serviu para orientar os próximos passos do Butantan em relação à segurança e imunogenicidade da vacina, possibilitando uma resposta ágil em caso de pandemia. Nesse momento, não é possível avaliar a eficácia do imunizante em fases 2 e 3, pois não há gripe H7N9 no Brasil. Mas os resultados da fase 1 já confirmaram que a inclusão do adjuvante IB160 na vacina pode dobrar a quantidade de doses produzidas com a mesma quantidade de IFA (insumo farmacêutico ativo), além de potencializar a resposta imune.
“Com uma dosagem de apenas 7,5 microgramas de antígeno, em conjunto com o adjuvante, já obtivemos uma alta resposta imune. Trata-se de metade da quantidade de antígeno usada em cada monovalente da vacina sazonal da gripe (15 microgramas). Ou seja, poderíamos vacinar o dobro de pessoas”, explica o gerente de desenvolvimento e inovação de produtos do Butantan, Paulo Lee Ho, que coordenou o desenvolvimento do adjuvante.
O H7N9 sozinho induz baixa resposta imune, por isso a necessidade de um adjuvante para desenvolver uma vacina efetiva contra a doença. “O fato de termos um adjuvante nosso em mãos, sem necessidade de importação de insumos, é muito importante”, ressalta a bióloga e coordenadora de redação médica do Butantan, Maria da Graça Salomão, uma das autoras do artigo. “A fase 1 não só nos orienta em que sentido progredir, mas nos capacita a entrar com pedido de registro da vacina futuramente, assegurando autonomia na produção do imunizante para o combate de epidemias”, completa.
O adjuvante IB160 é baseado em uma emulsão de água e esqualeno, um lipídio naturalmente produzido pelo organismo com a função de armazenar energia. O composto foi produzido após uma transferência de tecnologia do adjuvante análogo do IDRI, conhecido produtor de adjuvantes vacinais. No estudo clínico, a formulação do Butantan se mostrou superior à americana, induzindo maior produção de anticorpos (um aumento de 4,7 vezes contra 2,5 vezes).
Aprimorando outras vacinas
Segundo Paulo Lee Ho, o adjuvante do Butantan pode ser explorado em futuros estudos para desenvolver vacinas contra outras doenças ou para melhorar a resposta de imunizantes já existentes. Além disso, o IB160 tem potencial de ampliar o número de doses produzidas usando a mesma quantidade de antígeno.
“No caso da vacina sazonal trivalente contra influenza, por exemplo, um ovo é usado para produzir uma dose [com três monovalentes]. Se eu usasse o adjuvante IB160, provavelmente conseguiria usar um ovo para duas doses [seis monovalentes], dobrando a quantidade de doses por ovo”, aponta o cientista.
Uma fábrica chave contra pandemias
A estratégia do Butantan de construir uma planta de produção de Influenza sazonal, além de beneficiar a saúde pública ajudando a controlar a doença, também foi pensada para auxiliar o país a combater futuras emergências globais. Isso porque a fábrica pode ser adaptada facilmente para produzir outras cepas do vírus. “Agora, se tivermos um surto de H7N9, estamos preparados para conduzir estudos de fase 2/3 de forma rápida e solicitar uso emergencial da vacina”, diz Paulo.
Desde 2013, o Butantan fornece a vacina da gripe ao Ministério da Saúde para distribuição no Sistema Único de Saúde (SUS), com 80 milhões de doses entregues no último ano. O produto foi incluído na lista de imunizantes pré-qualificados da OMS em 2021, o que permite que ele seja exportado para outros países do mundo. Recentemente, o Butantan exportou mais de um milhão de doses para o Equador, Nicarágua e Uruguai.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e a ministra da Saúde, Nísia Trindade, lançaram nesta segunda-feira (6) no Rio de Janeiro um programa para reduzir filas de cirurgias eletivas, exames e consultas especializadas no Sistema Único de Saúde (SUS). Serão destinados inicialmente R$ 200 milhões.
Para ter acesso aos recursos, cada estado deverá apresentar um plano de ação, que deve fixar as prioridades conforme a realidade local. Nesse primeiro momento, o foco estará na redução das filas de cirurgias eletivas, principalmente abdominais, ortopédicas e oftalmológicas. Posteriormente, o esforço estará voltado para os exames e as consultas de especialistas.
Segundo Nísia Trindade, em alguns locais, já existem políticas de redução das filas com resultados positivos. “Alguns estados têm planejamentos avançados. A situação do Brasil é muito desigual”, ponderou a ministra Nísia. Ela explicou ainda que cada plano incluirá metas pactuadas com o Ministério da Saúde.
Em seu discurso, Lula avaliou que o acesso a médicos especialistas é um realidade distante da população mais pobre. “Ele até tem acesso ao centro de saúde para fazer a primeira consulta. Mas quando o médico pede para ele visitar um outro especialista, ele espera oito meses, nove meses, um ano. Às vezes morre sem ter o atendimento”, disse o presidente.”Nem todo mundo pode pagar um oftalmologista. Parece uma coisa muito distante do pobre”, acrescentou.
Lula também fez uma analogia com o Brasil Sorridente, programa criado em 2003 durante o seu primeiro governo.
“Eu viajava muito o país e a coisa que mais me deixava triste era ver uma pessoa sem nenhum dente ou faltando quatro, cinco dentes na boca. A pessoa não conseguia mais sorrir sem colocar a mão na boca. Eu achava que era preciso transformar a questão odontológica em uma questão de saúde pública. Era impressionante não ter odontologia nos planos públicos de saúde”.
Assista ao vídeo da TV Brasil sobre o lançamento do programa:
O Paraná recebeu novas orientações do Ministério da Saúde acerca do Programa Nacional de Vacinação de 2023, que terá início dia 27 deste mês. Publicada nesta quarta-feira (01), a Nota Técnica nº 1/2023 prevê uma série de recomendações estratégicas que devem intensificar a vacinação ao longo do ano.
Dentre as principais, destacam-se as orientações para a aplicação das vacinas bivalentes. O imunizante, considerado como uma proteção adicional e atualizada no combate à Covid-19, será utilizado, inicialmente, como dose de reforço para grupos prioritários acima de 12 anos.
O cronograma prevê cinco etapas. Na primeira fase serão vacinadas as pessoas de 70 anos ou mais, além daquelas vivendo em instituições de longa permanência (ILP), a partir de 12 anos, abrigados e trabalhadores dessas instituições; imunocomprometidos; comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas.
A segunda engloba pessoas de 60 a 69 anos. A terceira etapa da vacinação abrange gestantes e puérperas, enquanto a quarta será direcionada a trabalhadores de saúde. Já na quinta fase, a Nota Técnica orienta a vacinação de pessoas com deficiência permanente.
A Secretaria da Saúde explica que pessoas que receberam somente uma dose da vacina monovalente terão que se vacinar com a segunda dose antes de receber a bivalente.
O secretário estadual da Saúde, César Neves, explica que o Programa Nacional de Imunizações é responsável por orientar e direcionar os estados, além de otimizar a capacidade de vacinação de todo o País.
“O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde, tem um diálogo franco e próximo com o Ministério da Saúde para garantir maior eficiência e transparência quanto à imunização de todos os paranaenses. É sempre válido reforçar que a vacina é a grande responsável por toda a evolução que registramos na pandemia”, disse.
“As doses bivalentes são uma novidade animadora para o combate à Covid-19, justamente pela sua qualidade particular, que permite a proteção tanto quanto a cepa original do vírus quanto novas variantes”, afirmou o secretário. “É necessário, ainda, reforçar que os grupos que não se encaixem nas categorias elencadas pelo PNI devem continuar a imunização com as doses monovalentes”.
PREPARAÇÃO – Mais de 800 profissionais já foram capacitados em todo o Estado para a aplicação das doses bivalentes, num treinamento promovido pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), em parceria com a farmacêutica Pfizer. Para intensificar a ação, a Secretaria Saúde disponibilizou a capacitação para as 22 Regionais de Saúde, que posteriormente encaminharam para seus municípios de abrangência.
VACINÔMETRO – Desde o início das vacinações, o Paraná aplicou 28.655.868 de doses de imunizantes contra a Covid-19.
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) emitiu nesta quarta-feira (2) alerta às 22 Regionais de Saúde para um possível aumento de casos de febre chikungunya, principalmente nas regiões Oeste e Sudoeste do Paraná.
O informativo foi enviado pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) como medida de prevenção aos municípios paranaenses devido a um surto da doença no Paraguai. Desde o início do ano foram confirmados no país vizinho 5.625 casos, contra 37 de dengue, além do registro de cinco óbitos. O elevado número de novos casos foi divulgado pelo Ministério da Saúde e Bem-Estar Social do Paraguai.
De acordo com o secretário de Estado da Saúde, César Neves, a região de fronteira requer atenção, já que existe um fluxo grande de pessoas que transitam nesse local.
“Os profissionais de saúde devem ficar atentos para a possibilidade de casos de chikungunya em pessoas que estiveram no país e que podem apresentar sintomas. As ações de combate ao Aedes aegypti, transmissor da doença, são as mesmas para a dengue”, enfatizou o secretário.
Dentre as recomendações da Sesa para os municípios estão a notificação imediata do caso (em até 24 horas) a partir da suspeição da doença para a Secretaria Municipal de Saúde, entre outras ações locais de comunicação e divulgação para a população.
“Existe risco de casos autóctones e surtos, por isso fizemos esse alerta. Por meio das regionais, as unidades de saúde, pronto atendimentos, hospitais e vigilância municipal já estão sendo informados dos casos, que estão ocorrendo principalmente na região central do Paraguai”, reforçou a coordenadora da Vigilância Ambiental da Sesa, Ivana Lúcia Belmonte.
Além da febre chikungunya, o mosquito Aedes aegypti também é responsável pela transmissão de zika e da dengue. De acordo com o último informe epidemiológico divulgado na terça-feira (31), o Estado tem 126 casos notificados, 73 em investigação e sete confirmações de casos, sendo cinco importados e dois ainda aguardam o resultado. Esse número corresponde ao novo período sazonal da doença, que iniciou no mês de agosto de 2022.
A atualização dos casos será divulgada na próxima terça-feira (7), quando é publicado o boletim semanal da dengue.
SINTOMAS – Os principais sintomas da doença são febre, dores intensas nas articulações, dor nas costas, dores pelo corpo, erupções avermelhadas na pele, dor de cabeça, náuseas e vômitos, dor retro ocular, dor de garganta, calafrios, diarreia e/ou dor abdominal (principalmente em crianças).
A chikungunya pode deixar os indivíduos incapacitados total ou parcialmente, por meses ou anos, em razão de dores articulares crônicas.