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Estudo aponta que vacinação anticovid mais acelerada teria salvado cerca de 47 mil idosos

Em artigo publicado (21/11) na revista científica The Lancet Regional Health Americas (da Elsevier), pesquisadores da Fiocruz, do Observatório Covid19 BR, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da Universidade Federal do ABC (UFABC) e da Universidade de São Paulo (USP) fizeram uma análise estatística apurada para dimensionar, em números, o papel fundamental da vacinação em massa contra a Covid-19 e a eficácia desta estratégia sanitária implementada em meio a muita desinformação e hesitação ao longo da crise sanitária instalada no Brasil.

O estudo indica que, em estimativas consideradas conservadoras pelos autores, as vacinas contra a doença causada pelo Sars-CoV-2 salvaram de 54 mil a 63 mil vidas de idosos com 60 anos ou mais de janeiro a agosto de 2021. Neste mesmo período, a imunização também evitou de 158 mil a 178 mil internações de idosos nos hospitais brasileiros.

Intitulado Estimating the impact of implementation and timing of the Covid-19 vaccination programme in Brazil: a counterfactual analysis, o estudo vai além de quantificar o número de vidas salvas pelas vacinas no Brasil.

A análise dos pesquisadores construiu outros dois cenários para dimensionar quantas vidas poderiam ter sido salvas e quantas hospitalizações poderiam ter sido evitadas caso a vacinação em massa contra a Covid-19 começasse com o ritmo de aplicação de doses mais acelerado, como o verificado quatro e oito semanas depois da data inicial da imunização, em 18 de janeiro de 2021. Esses cenários são descritos como de moderada e alta aceleração da imunização, respectivamente.

Embora tenha iniciado em janeiro, a imunização no Brasil foi ganhando escala aos poucos: 250 mil doses por dia foram atingidas entre fevereiro e março, o patamar de 500 mil doses diárias foi alcançado entre abril e maio e o ritmo de 1 milhão de doses por dia se consumou em junho de 2021.

Se o ritmo de aplicação de doses da campanha de imunização fosse aquele verificado oito semanas depois de seu início, por exemplo, o número de mortes de idosos poderia ter sido de 40% a 50% menor em relação àquele observado no pico da variante de preocupação (VOC) Gama do Sars-CoV-2, segundo o estudo. As estimativas indicam que outras 47 mil vidas de idosos poderiam ter sido salvas e aproximadamente um adicional de 104 mil hospitalizações poderia ter sido evitado num cenário de maior aceleração das imunizações.

O coautor do estudo e pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz, Marcelo Gomes fala sobre a análise publicada em artigo. Confiara o vídeo:

Para chegar a estes números, os pesquisadores se concentraram nos primeiros meses em que as vacinas começaram a ser aplicadas no país e nas faixas etárias dos idosos, os primeiros a completarem o esquema vacinal pelo calendário do programa de imunização. Ao traçarem a curva de mortes e hospitalizações por Covid-19 na população brasileira, sobrepondo-a à curva similar nos grupos de idosos que estavam sendo imunizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2021, ficou evidente a correlação positiva entre vacinação e prevenção de mortes e casos graves: quanto mais crescia a cobertura vacinal nos idosos, mais se reduzia o impacto da Covid-19 nesses grupos com 60 anos ou mais.

Com o modelo de análise contrafactual construído, assumindo que a imunização está diretamente relacionada à queda de casos graves e mortes e que a exposição à infecção pelo Sars-CoV-2 era a mesma para todas as faixas etárias ao longo do período analisado, foram construídos cenários distintos de forma a compará-los com um suposto cenário de ausência total de imunização.

Daí foi possível observar uma redução de aproximadamente 35% nas internações hospitalares de idosos de janeiro a agosto de 2021. Tomando-se por base que cada pessoa hospitalizada teve, durante a pandemia, um custo médio no Brasil de US$ 12 mil, evitar de 158 mil a 178 mil internações representou uma economia estimada em uma faixa de valores de R$ 1,9 bilhão a R$ 2,1 bilhões ao sistema de saúde, impacto comparado pelos pesquisadores no artigo aos US$ 2,2 bilhões investidos em imunizantes pelo país no período analisado, até agosto de 2021.

“Nosso modelo parte do princípio de que o comportamento da epidemia, nas diversas faixas etárias, é o mesmo. Não no sentido que eles tenham o mesmo número de casos, mas que eles têm o mesmo comportamento de subida e descida, mais ou menos no mesmo momento. Se a gente pega uma faixa etária que não está recebendo a vacina naquele momento e compara com uma faixa etária que está recebendo a vacina, há diferença neste comportamento. O número de casos graves em idosos começou a descer, enquanto o número de hospitalizações em pessoas mais jovens continuava a subir. Este comportamento é devido à vacinação naquela população. Esta é a variável explicativa para a diferença entre essas duas faixas etárias”, diz o pesquisador Leonardo Souto Ferreira, primeiro autor do artigo e pesquisador do Instituto de Física Teórica (IFT) da Unesp. “O fato de as vacinas terem feito diferença é algo incontestável”.

Mais vidas poderiam ter sido salvas

A disseminação da variante Gama foi marcada por uma dramática crise sanitária em Manaus, no Amazonas, em janeiro do ano passado e determinou atitudes mais extremas por parte de alguns agentes públicos, como o lockdown decretado em fevereiro na cidade de Araraquara (SP). “Ainda que não pudéssemos evitar a emergência da variante Gama, visto que ela surgiu em novembro e as vacinas foram disponibilizadas em janeiro, uma vacinação rápida poderia diminuir consideravelmente o pico de hospitalizações e óbitos, especialmente entre idosos e principalmente nos estados em que a Gama demorou um pouco para chegar”, afirma a pesquisadora Flávia Maria Darcie Marquitti, do Instituto de Física Gleb Wataghin e do Instituto de Biologia, ambos da Unicamp.

O estudo destaca que, em meados de 2021, a imunização da população brasileira cumpriu um “papel decisivo” para impedir uma nova onda severa de hospitalizações e mortes quando outra variante de preocupação do Sars-CoV-2, a Delta, começou a se disseminar pelo país e tornar-se predominante. Àquela altura, a vacinação já estava em ritmo bastante acelerado, similar ao de campanhas anteriores, como na aplicação de doses contra o vírus H1N1 em 2010, quando o SUS vacinou 88 milhões de pessoas em três meses. “Quando a Delta chegou, encontrou dificuldade maior de circular”, explica Marcelo Gomes, coautor do estudo e pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz.

Os pesquisadores destacam que a vacina de primeira geração contra a Covid-19 permite que o nosso organismo aprenda sobre determinado vírus sem que a pessoa sofra o impacto da infecção trazida por ele, evitando o risco de agravamento e de morte. “Isso precisa ficar muito claro para a nossa população. As vacinas têm um impacto social tremendo, não só direto quanto indireto. Quanto menor número internações, melhor podemos alocar os recursos para atender aqueles que ainda assim acabam agravando ou que sofrem de outras doenças”, pontua Marcelo.

Apesar de o estudo se concentrar na população acima dos 60 anos, para os pesquisadores ele dialoga com a questão da vacinação infantil. Aprovada na segunda quinzena de dezembro de 2021, a imunização do público de 5 a 11 anos foi iniciada na segunda quinzena de janeiro de 2022, coincidindo com o pico da variante Ômicron. “Se tivéssemos conseguido iniciar a vacinação infantil já em dezembro, teríamos tido um saldo extremamente positivo do público de 5 a 11 anos”, observa Marcelo. “A vacinação infantil tem sido lenta porque se criou uma série de questionamentos infundados a respeito da segurança da vacina, o que acabou gerando o que chamamos de hesitação vacinal, ou seja, parte da população ficou em dúvida em relação à segurança e eficácia do imunizante”, acrescentou.

Desde o início da pandemia, em março de 2020, a Covid-19 já causou a morte de cerca de 689 mil pessoas no país.

Matéria do Portal da Fiocruz.

Colaborou Cristina Azevedo, da Agência Fiocruz de Notícias (AFN).

Anvisa autoriza Remdesivir para uso pediátrico contra a covid-19

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (21) a ampliação do uso do medicamento remdesivir, vendido no Brasil pelo nome comercial Veklury, para tratamento pediátrico contra a covid-19.

Agora, o medicamento poderá ser usado por bebês e crianças a partir de 28 dias e peso igual ou superior a 3 kg, que tenham pneumonia e requerem administração suplementar de oxigênio (oxigênio de baixo ou alto fluxo ou outra ventilação não invasiva no início do tratamento).

Crianças pesando 40 kg ou menos, sem necessidade de administração suplementar de oxigênio, mas que apresentam risco aumentado de progredir para covid-19 grave, também poderão fazer o tratamento com o remdesivir.

O produto é um antiviral injetável, de uso hospitalar, produzido no formato de pó para diluição, em frascos de 100 mg, segundo a Anvisa.

O antiviral recebeu registro da Anvisa em março de 2021 e, desde então, vem tendo seu uso expandido entre pacientes adultos e adolescentes em casos de covid-19. A substância age impedindo a replicação do coronavírus no organismo, diminuindo o processo de infecção. Cerca de 50 países já autorizam o uso do medicamento.

As informações são da Agência Brasil.

Governo quer aumentar repasse de recursos para hospitais do Paraná que atendem ao SUS

O Governo do Paraná pretende aumentar os recursos destinados aos hospitais contratualizados do Estado, desde o atendimento ambulatorial até a realização de cirurgias eletivas, passando pelas consultas especializadas e de alta complexidade. A proposta foi oficializada em um projeto de lei enviado à Assembleia Legislativa nesta segunda-feira (21).

Os custos hospitalares para manutenção dos serviços têm variações maiores do que a inflação oficial e não há correção atualizada dos valores de repasse pelo Ministério da Saúde às unidades. Essa é a primeira vez que o Estado prevê complementações nos valores pagos às unidades hospitalares contratualizadas com recursos próprios, amparadas por lei.

A proposta é prestar auxílio financeiro aos hospitais que participam de forma complementar do Sistema Único de Saúde (SUS) ainda durante o exercício de 2022. Segundo os cálculos realizados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o deficit financeiro dessas unidades hospitalares soma aproximadamente R$ 220 milhões.

Atualmente, além dos valores pagos pelas tabelas do SUS, o Estado também realiza repasses financeiros para as unidades próprias e envio de recursos para hospitais filantrópicos por meio de programas de incentivo, como o Programa de Apoio e Qualificação de Hospitais Públicos e Filantrópicos do SUS Paraná (Hospsus).

“Sabemos que há um desequilíbrio financeiro para manutenção de serviços hospitalares e, sob a orientação do governador Ratinho Junior, pretendemos aumentar os recursos, principalmente neste período pós-pandemia, dando suporte aos hospitais e garantindo que nenhum serviço precise ser paralisado no Estado”, afirmou o secretário da Saúde, Beto Preto.

De acordo com o projeto, a integralidade dos recursos deverá ser destinada para a aquisição de medicamentos, suprimentos, insumos, equipamentos, pequenas reformas e adaptações na estrutura física para aumento na oferta de atendimentos e produção de cirurgias eletivas, contratação e pagamento de profissionais, além de gastos vinculados com o enfrentamento da Covid-19 – responsável pelo aumento expressivo no custo de insumos e mão de obra.

O critério de divisão deste auxílio financeiro será definido pelo Estado, considerando a entrega de serviço de cada prestador.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Anvisa aprova venda do medicamento Paxlovid para tratar Covid-19

A venda do Paxlovid (nirmatrelvir + ritonavir), utilizado no tratamento da Covid-19, para farmácias e hospitais particulares do país foi aprovada, hoje (21), em Brasília, por unanimidade, pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa).

A decisão “levou em consideração a venda do medicamento ao mercado privado em outros países com autoridades internacionais de referência, como Estados Unidos e Canadá”, informou a Anvisa, em nota. O texto acrescenta que “a medida também considerou o cenário epidemiológico atual, com a circulação das novas subvariantes da Ômicron e o aumento de casos da doença no país”.

A agência autoriza o fornecimento do medicamento para o mercado privado, com a rotulagem e bula em português de Portugal e em espanhol. A agência também aprovou a ampliação da validade do medicamento de 12 meses para 18 meses.

A venda em farmácias deve ser feita sob prescrição médica, com dispensa e orientação pelo farmacêutico ao paciente sobre o uso correto do medicamento. A autorização da Anvisa prevê ainda que o fabricante deve manter e priorizar o abastecimento para o programa do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo a diretora relatora, Meiruze Freitas, a venda no mercado privado irá aumentar a facilidade de acesso ao tratamento da Covid-19, visto que o remédio deve ser tomado dentro de cinco dias após o início dos sintomas da doença.

“O diagnóstico precoce e o tratamento ambulatorial, quando necessários, são importantes para evitar a progressão da doença para casos graves”, afirmou a diretora. Ela reiterou que o tratamento não substitui a vacinação, que “continua sendo a melhor estratégia para evitar a Covid-19, as hospitalizações e os óbitos”, acrescentou Meiruze.

Sobre o remédio

O Paxlovid, usado no tratamento da Covid-19, teve seu uso emergencial aprovado no Brasil em 30 de março deste ano. Composto por comprimidos de nirmatrelvir e ritonavir embalados e administrados juntos, o medicamento é indicado para o tratamento da doença em adultos que não requerem oxigênio suplementar e que apresentam risco aumentado de progressão para Covid-19 grave. O medicamento é de uso adulto, com venda sob prescrição médica.

Como usar

O Paxlovid é composto por comprimidos de nirmatrelvir e ritonavir embalados juntos, que também devem ser administrados juntos. A posologia recomendada é de 300 mg de nirmatrelvir (dois comprimidos de 150 mg) com 100 mg de ritonavir (um comprimido de 100 mg), todos tomados juntos por via oral, duas vezes ao dia, durante cinco dias. O medicamento deve ser administrado, assim que possível, após o resultado positivo do teste diagnóstico para o Sars-CoV-2 e avaliação médica, e no prazo de cinco dias após o início dos sintomas.

Orientação

O medicamento deve ser dispensado exclusivamente pelo farmacêutico, que deve informar ao usuário que o remédio é de uso individual e exclusivo ao paciente que passou por avaliação médica e que recebeu a prescrição.

Portanto, o Paxlovid não deve ser usado por pessoas sem a devida avaliação médica. Cumpre ao farmacêutico também proceder as demais orientações quanto à posologia, ao modo de uso e interações, ou seja, informações quanto ao uso correto do medicamento.

Restrições

Segundo a Anvisa, o Paxlovid não está autorizado para tratamento de pacientes que requerem hospitalização devido a manifestações graves ou críticas da Covid-19. Também não está autorizado para profilaxia pré ou pós-exposição para prevenção da infecção pelo novo coronavírus.  O remédio não está autorizado para uso por mais de cinco dias.

Além disso, como não há dados do uso do Paxlovid em mulheres grávidas, recomenda-se que seja evitada a gravidez durante o tratamento com o medicamento e, como medida preventiva, até sete dias após o término do tratamento. O Paxlovid não é recomendado para pacientes com insuficiência renal grave ou com falha renal, uma vez que a dose para essa população ainda não foi estabelecida.

As informações são da Agência Brasil.

Oportunidade para médicos e médicas de diversas especialidades em Curitiba

A Doctor Med inaugura mais uma unidade em Curitiba, e oferece oportunidade de trabalho para médicos e médicas em diversas especialidades.

Especialidades: Clinico Geral, Médico de Família, Ginecologista, Cardiologista, Dermatologista, Ortopedista, Médico do Trabalho; além de Psicólogo, Biomédico e atendentes.

O regime de contratação é como autônomo, com pagamento ao final do turno, horários flexíveis, gestão de agendamento, somente consultas eletivas.

Local de Trabalho: Unidade Bacacheri, Rua Estados Unidos, 497, em Curitiba

Contato: Nilson
Telefone: 41 – 99162-8840
E-mail: gerencia.bacacheri@docctormed.com.br

Paraná tem quase 20% mais mortes em 2022 que antes da pandemia

Levantamento inédito feito pelo Portal Bem Paraná junto aos Cartórios de Registro Civil do Paraná aponta que o número de mortes em 2022 é quase 20% maior que o computado em 2019 e 15 vezes maior que o crescimento anual médio de óbitos registrado no Paraná antes da doença causada pelo novo coronavírus.

Nos dez primeiros meses deste ano , entre janeiro e outubro, foram registrados 74.918 óbitos, número 19,8% maior que os 62.532 ocorridos nos 10 primeiros meses de 2019, antes da chegada da Covid-19.

Na comparação com os números dos anos em que a pandemia esteve no auge no país, verifica-se uma redução de 22% em relação ao ano passado, que totalizou 96.140 mortes, e aumento de 13% em relação a 2020, que computou um total de 66.253 óbitos.

Os dados constam no Portal de Transparência do Registro Civil, administrado pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos 7.658 Cartórios de Registro Civil — presentes em todos os 5.570 municípios brasileiros —, e cruzados com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que utilizam como base os dados dos próprios cartórios brasileiros.

O alto número de óbitos em 2022 chama mais atenção quando comparado em relação à média da evolução de mortes ano a ano no estado do Paraná, que variou, em média, 1,25% entre 2010 e 2019. Durante este período, a maior variação no número de óbitos no Estado tinha ocorrido em 2016, quando registrou crescimento de 6,9%. Com exceção ao ano de 2021, auge da pandemia no Brasil, quando os óbitos cresceram 45% de um ano para o outro, o alto número de mortes neste ano sugere que ainda podem haver fatores impactantes relacionados à doença.

Sequelas

Com o aumento da vacinação e o maior controle da pandemia, a Covid-19 deixou de liderar o ranking de mortes por doenças no Paraná, apresentando queda de 88% entre janeiro e outubro de 2022 em relação ao ano passado. Em 2021, no período analisado, foram registradas 31.764 mortes causadas pelo novo coronavírus frente a 3.775 neste ano. No entanto, outras doenças, algumas delas relacionadas a sequelas da doença passaram a registrar crescimento diferenciado no Estado.

“Mais uma vez, os dados dos Cartórios de Registro Civil trazem um panorama sobre o impacto da pandemia na sociedade e com isso, medidas cautelosas podem ser tomadas, como políticas de saúde pública e prevenção às doenças consequências de sequelas da Covid-19”, destaca o presidente do Instituto de Registro Civil das Pessoas Naturais do Estado do Paraná (Irpen/PR), Mateus Afonso Vido da Silva.

Um número que chama atenção no levantamento diz respeito às mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Entre 2019 e 2022, houve um salto de 185% nos registros de óbitos por esta doença respiratória. Em números absolutos, foram contabilizadas 314 mortes por SRAG nos 10 primeiros meses deste ano frente a 110 registros para o mesmo período de 2019.

Outro exemplo é o aumento no número de óbitos por pneumonia, que aumentou 45% na comparação entre os primeiros meses de 2022 em relação ao ano passado, e 32,9% em relação a 2020. Já em relação a 2019, houve uma ligeira queda de 19%.

Prefeitura de Curitiba convoca nascidos no segundo semestre de 1985 para 4ª dose
A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba convoca de forma escalonada os nascidos em 1985 para 4ª dose da vacina anticovid. Nesta segunda-feira (21), serão vacinados os nascidos no segundo semestre de 1985. Na sexta-feira (18/11), foram os do primeiro semestre de 1985.

Com isso, o chamamento atinge pessoas com 37 anos ou aquelas que completam essa idade até o fim do ano. Para receber a 4ª dose, é preciso ter recebido a 3ª dose há 120 dias ou mais. A 4ª dose equivale ao 2º reforço para os vacinados na 1º dose com Pfizer, Astrazeneca e Coronavac. Para os vacinados comm Jannsen na 1ª dose, a 4ª dose equivale ao 3º reforço.

Os novos convocados recebem o aviso pelo Aplicativo Saúde Já Curitiba. Para aqueles que não puderem comparecer nas datas estipuladas, a SMS oferece repescagem contínua nas unidades de saúde. A vacinação acontece em 106 unidades de saúde, das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira.

Novas convocações deste grupo, porém, dependerão da disponibilidade e do envio de novas doses ao município.

Casos de pacientes com problemas respiratórios sobem 10,6% em Curitiba

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) reestruturou o fluxo de acolhimento aos pacientes com sintomas respiratórios nas UPAS, em razão do aumento de 10,6% na procura por atendimento nesta semana. A mudança começou já na sexta-feira (18).

De segunda a quinta-feira passadas, 6.241 pessoas buscaram as UPAs por sintomas respiratórios, enquanto no mesmo período da semana anterior foram 5.640. Se comparado ao começo do mês o aumento é ainda maior, chega a 36,9%.

Para dar mais agilidade ao fluxo de pacientes, o atendimento passará a acontecer em “Y”. Na entrada da UPA, as pessoas com sintomas respiratórios serão encaminhadas para um eixo e as demais para outro.

Parte do aumento da demanda é reflexo do aumento de casos de Covid-19, possivelmente associado à subvariante da ômicron, a BQ.1, que já circula em vários estados, mas ainda não teve confirmação laboratorial no Paraná.

Óbitos por problemas cardiovasculares aumentam 56,1%

Outro dado observado pelos números de óbitos registrados pelos Cartórios paranaenses está relacionado ao crescimento de mortes por doenças do coração. Entre janeiro e outubro deste ano cresceram 56,1% os óbitos por causas cardiovasculares inespecíficas em relação ao mesmo período de 2019, com um total de 5.438 óbitos frente a 3.484. Também aumentaram os falecimentos por AVC, 7% em relação ao ano passado e 12,4% em relação ao mesmo período de 2019.

Outra que apresentou crescimento em 2022 foi a quantidade das mortes por septicemia, que registrou aumento de 12,3% de janeiro a outubro de 2022 em relação ao mesmo período de 2019. Neste ano foram computadas 7.655 mortes causadas pela infecção generalizada grave do organismo, enquanto em 2019 foram 6.814 óbitos no mesmo período. Já nos anos auge da pandemia, 2021 e 2020, foram catalogados respectivamente 6.519 e 6.146 óbitos por este tipo de doença, o que representa um aumento em 2022 de 17,4% em relação a 2021 e de 24,6% em relação a 2020.

Matéria do Portal Bem Paraná.

Número de exames de Covid na rede privada triplica e positividade salta 400%

A positividade nos exames de Covid-19 na rede privada de medicina diagnóstica continua subindo, segundo levantamento da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (ABRAMED). A taxa de positividade dos exames no período de 5 a 11 de novembro foi de 39,9%. Na semana anterior (29/10 a 4/11) era de 23,1%, passando de 4.276 exames positivos na semana encerrada no dia 4/11 para 21.700 na semana encerrada no dia 11.

O aumento no número de exames realizados também é destaque: passaram de 18.510 para 54.380 no mesmo período, o que significa uma elevação de 194%.

“Os dados nos mostram que na segunda semana de novembro houve um aumento na procura por exames, ou seja, a população foi se testar mais, provavelmente devido ao aumento de sintomas”, explica a diretora-executiva da Abramed, Milva Pagano. “Esse é um comportamento muito importante, pois somente com a testagem segura e com o diagnóstico preciso e correto podemos evitar disseminar ainda mais o vírus. Os testes que fundamentam as estratégias para controle da pandemia no mundo.”

Segundo Milva, a elevação da taxa de positividade nos laboratórios corrobora com o que diz a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), que vem alertando para o aumento significativo do número de casos de covid-19 no Brasil nas últimas semanas, decorrente da circulação da subvariante Ômicron BQ.1 e outras variantes.

Segundo a SBI pelo menos em quatro estados já se verifica com preocupação uma tendência de curva em aceleração importante de casos novos de infecção pelo SARS-COV-2 quando comparado com o mês anterior. Há cerca de um mês, os exames realizados pelas associadas da Abramed tinham uma taxa de positividade de 3,7%.

Confira o histórico abaixo:

As informações são da ABRAMED.

Curitiba começa a vacinar bebês a partir de 6 meses com comorbidades contra a Covid

A partir desta sexta-feira (18/11) Curitiba amplia a vacinação contra covid-19 para bebês de 6 meses de idade a 2 anos completos, que apresentem algum tipo de comorbidade. A convocação do novo grupo segue o determinado pelo Plano Nacional de Operacionalização (PNO) da Vacinação contra a covid-19, do Ministério da Saúde.

As famílias dos bebês com comorbidades acompanhados pelo SUS Curitibano e com cadastro no Aplicativo Saúde Já Curitiba já receberam mensagem com a convocação.

Os bebês com comorbidades acompanhados pelo SUS Curitibano têm sua condição registrada no prontuário eletrônico da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e, para a vacinação, precisarão apresentar apenas os documentos pessoais da criança e dos responsáveis.

Já os bebês com comorbidades atendidos na rede privada devem apresentar também documento comprobatório da sua condição para se vacinarem a partir desta sexta-feira.

Para aqueles que não puderem comparecer nas datas estipuladas, a SMS oferece repescagem contínua nas unidades de saúde. A vacinação será realizada em dez unidades de saúde, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Esquema vacinal

O esquema vacinal básico para este público será de três doses, sendo que a 2ª dose deverá ser aplicada num intervalo de 28 dias após a 1ª. Já a 3ª dose deverá ser aplicada num intervalo de 56 dias após a 2ª.

A vacina para este grupo é destinada para crianças a partir de 6 meses até 2 anos, 11 meses e 29 dias. Crianças que fizerem 3 anos após o recebimento da 1ª dose deverão completar o ciclo vacinal com o mesmo imunizante.

A vacina que será utilizada é a Pfizer de tampa vinho, a única liberada para esta faixa etária até este momento pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

As doses do imunizante chegaram ao Paraná na última sexta-feira (11/11) e foram distribuídas aos municípios nesta quinta-feira (17/11).

Vacinação simultânea

Além da dose do imunizante contra a covid-19, as unidades de saúde de Curitiba também ofertam a vacina contra a gripe (vírus influenza) para pessoas com 6 meses de vida ou mais, que pode ser aplicada simultaneamente, no mesmo dia da vacina anticovid. Não há mais necessidade de intervalo de 15 dias entre os imunizantes.

Também é possível receber outras vacinas do Calendário Nacional de Imunização que estejam em atraso. A consulta sobre imunizantes pendentes pode ser feita pelo Aplicativo Saúde Já Curitiba (site ou aplicativo), acessando a aba “Carteira de Vacinação” no item “Pendentes”.

Orientações

No dia da vacinação, além da certidão de nascimento do bebê, é necessário apresentar documento pessoal com foto e CPF do familiar ou responsável que está acompanhando a criança.

O bebê deve ter, ainda, cadastro no Aplicativo Saúde Já Curitiba – pode ser incluído como dependente no cadastro do pai, mãe ou responsável para que a vacina seja registrada na carteira vacinal.

Esse cadastro também colabora para melhorar o fluxo de atendimento nas unidades de saúde, com maior agilidade no acesso aos dados e registro das doses.

Bebês que não puderem ser levados no dia da convocação poderão comparecer às unidades o mais breve possível. Curitiba oferta as repescagens de vacinação de forma contínua de segunda a sexta-feira.

As crianças que tiveram covid-19 devem aguardar pelo menos quatro semanas após o início dos sintomas para se vacinar. No caso das que tiveram outras doenças, a orientação é que aguardem o completo reestabelecimento.

Comorbidades

Pelo Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a covid-19, do Ministério da Saúde, são consideradas comorbidades para vacinação as seguintes condições de saúde:

  • Diabetes
  • Pneumopatias crônicas graves
  • Hipertensão Arterial Resistente (HAR)
  • Hipertensão arterial – estágio 3
  • Hipertensão arterial – estágio 1 e 2, com lesão em órgão-alvo
  • Insuficiência cardíaca
  • Cor-pulmonale e hipertensão pulmonar
  • Cardiopatia hipertensiva
  • Síndromes coronarianas
  • Valvopatias
  • Miocardiopatias e pericardiopatias
  • Doenças da aorta, dos grandes vasos e fístulas arteriovenosas
  • Arritmias cardíacas
  • Cardiopatias congênita
  • Pessoas com próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados
  • Doenças neurológicas crônicas
  • Doença renal crônica
  • Imunocomprometidos
  • Hemoglobinopatias graves
  • Obesidade mórbida
  • Síndrome de Down
  • Cirrose hepática

Pontos de vacina anticovid para bebês

Distrito Sanitário Boqueirão
Unidade de Saúde Visitação
Rua Bley Zorning, 3136 – Boqueirão

Distrito Sanitário CIC
Unidade de Saúde Oswaldo Cruz
Rua Pedro Gusso, 3749 – Cidade Industrial

Distrito Sanitário Santa Felicidade
Unidade de Saúde Santa Felicidade
Via Veneto, 10 – Santa Felicidade

Distrito Sanitário Cajuru
Unidade de Saúde Iracema
Rua Professor Nivaldo Braga, 1571 – Capão da Imbuia

Distrito Sanitário Matriz
Unidade de Saúde Mãe Curitibana
Rua Jaime Reis, 331 – Alto do São Francisco

Distrito Sanitário Bairro Novo
Unidade de Saúde Bairro Novo
Rua Paulo Rio Branco de Macedo, 791 – Sítio Cercado

Distrito Sanitário Portão
Unidade de Saúde Vila Guaíra
Rua São Paulo, 1495 – Vila Guaíra

Distrito Sanitário Boa Vista
Unidade de Saúde Abranches
Rua Aldo Pinheiro, 60 – Abranches

Distrito Sanitário Pinheirinho
Unidade de Saúde Vila Feliz
Rua Pedro Gusso, 866 – Novo Mundo

Distrito Sanitário Tatuquara
Unidade de Saúde Monteiro Lobato
Rua Olivio José Rosetti, 538 -Tatuquara

As informações são da Prefeitura de Curitiba.

Estado começa a distribuir vacinas anticovid para crianças a partir de seis meses

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) está distribuindo 261.300 vacinas contra a Covid-19 nesta quinta-feira (17). Desse total, 17.860 doses são da versão “baby” do imunizante Pfizer BioNTech, para o início do esquema vacinal, com a primeira dose (D1) das crianças de seis a meses a dois anos (2 anos, 11 meses e 29 dias). Elas fazem parte de uma primeira remessa de 53.699 doses, enviada pelo Ministério da Saúde para esta faixa etária.

“As outras duas doses para esses bebês e crianças estão asseguradas no Cemepar, para que possam finalizar, com as três doses, o esquema completo de vacinação. Já solicitamos mais de 1,4 milhão de vacinas para darmos continuidade e assim, vacinar todas as crianças dessa faixa etária.”, informou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Além das vacinas “baby”, a Sesa distribui 63.040 vacinas CoroNavac para crianças de 3 a 4 anos e 19.580 doses da Pfizer para a faixa etária de 5 a 11 anos. Ambas por solicitação dos municípios.

Já para a população em geral, acima de 12 anos, a Sesa enviará às Regionais 41.970 imunizantes da Pfizer e 118.850 AstraZeneca.

VACINAS – Na última quinta-feira (10), o Estado liberou a aplicação da segunda dose de reforço (R2) ou quarta dose em pessoas acima de 18 anos que tenham tomado a primeira dose de reforço há pelo menos quatro meses. A ampliação será realizada enquanto houver disponibilidade de vacinas contra a Covid-19 nos municípios.

As informações são da Sesa.

Com aumento de casos respiratórios em Curitiba, Saúde reforça a recomendação de uso de máscara

Com aumento de atendimentos de casos respiratórios, a Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba (SMS) reforça a necessidade de uso de máscara, vacinação e intensificação na testagem contra covid-19.

Na última semana epidemiológica (de 6 a 12/11), foram registrados 12.364 atendimentos de pessoas com queixas respiratórias, um aumento de 31% em relação à semana anterior (30/10 a 5/11), com 9.434 atendimentos.

De acordo com o diretor de Centro de Epidemiologia da SMS, o médico Alcides Oliveira, os indicadores pedem cautela e reforço das medidas de prevenção.

“Estamos vendo um cenário epidemiológico muito similar ao vivido em 2020, um aumento de casos respiratórios no início de novembro, mas com diferenciais bem importantes: temos vacina e sabemos que o uso de máscara é um grande aliado na prevenção de infecções respiratórias”, alertou.

Covid em alta

Parte do aumento da demanda respiratória nas unidades de saúde está associada ao aumento de casos de covid-19. A taxa de positividade dos exames para covid subiu para 20,8% em novembro, em outubro ela estava em 7,3%. A média móvel de novos casos passou de 94 no dia 31 de outubro para 337 no boletim desta quarta-feira (16/11).

Outro sinal de alerta é a taxa de retransmissão do vírus, número que indica o potencial de infectado por cada caso confirmado. Hoje, a taxa está em 2,42, o que indica aceleração dos casos. O ideal é que o indicador fique abaixo de 1.

De acordo com o médico, nesse momento de aumento é necessário resgatar o uso de máscaras faciais em locais fechados e também em ambientes com grande circulação de pessoas.

“Em ambientes com maior potencial de aglomeração e pouca circulação do ar o uso da máscara passa a ser altamente recomendado, assim como nos serviços de saúde”, orientou.

O uso da máscara continua obrigatório para pessoas com sintomas respiratórios que tenham necessidade de deslocamento ou em caso de contato com outras pessoas.

Regras de ouro

O cenário de Curitiba é similar ao que vem acontecendo em todo o País. No último sábado (12/11), o Ministério da Saúde divulgou uma nota técnica alertando estados e municípios sobre o aumento do número de casos de covid-19 e reforçando o uso de máscaras.

As velhas e conhecidas regras de etiquetas respiratórias voltam a ganhar força. O uso de máscara, a higienização das mãos, ventilação dos ambientes e o distanciamento social desmonstram eficácia para reduzir a transmissão das doenças de contágio respiratório.

Vacina em dia

Além das regras de prevenção não farmacológicas, o diretor ressalta a importância de estar com o esquema vacinal contra a covid completo. Com o alto poder de mutação do vírus, as doses de reforço são essenciais. A consulta do esquema vacinal está no site Imuniza Já.

“As doses continuam disponíveis nas unidades de saúde e aqueles que ainda não completaram o ciclo vacinal devem buscar essa proteção”, orientou Oliveira.

Além da covid-19, também há outros vírus respiratórios em circulação. Um deles é o da influenza, causador da gripe, que também pode ser evitado pela vacina disponível para toda a população com 6 meses de idade ou mais.

Sintomas leves, ligue 3350-9000

A Saúde orienta pessoas com sintomas respiratórios leves a optarem pelo atendimento por telefone da Central Saúde Já (3350-9000), que funciona de todos os dias das 8h às 20h. O atendimento é feito por profissionais de saúde, que podem fazer encaminhamentos, prescrições e agendamento de exame, caso necessário.

Nova variante

A alta de casos de covid pode estar associada à nova subvariante da ômicron, a BQ.1, que já circula em vários estados, mas ainda não teve confirmação laboratorial no Paraná.

Com sintomas semelhantes às variantes anteriores, a BQ.1 não é de maior gravidade. E de acordo com o comportamento observado em outros países, ela tem em média cinco semanas de circulação.

“Pedimos mais uma vez a colaboração da população em adotar as medidas. Com essa soma de esforços, logo poderemos voltar a ter um cenário mais tranquilo”, disse a secretária municipal da Saúde, Beatriz Battistella.

As informações são da Prefeitura de Curitiba