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Fiocruz lança IA para ajudar no registro de pesquisas clínicas

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lançou nesta segunda-feira (24) uma inteligência artificial generativa para o registro de pesquisas clínicas. A expectativa é que Rebec@, nome dado à IA, possa responder sobre documentos e prazos para submissão de registros, tipos de estudos, regras para a aprovação e para se tornar voluntário em pesquisas.

As pesquisas clínicas são estudos feitos em pessoas para medir segurança e eficácia de novos medicamentos, vacinas e procedimentos de manejo clínico. São fundamentais para a chegada de alternativas terapêuticas.

Segundo a Fiocruz, Rebec@ está conectada a uma base de aprendizagem atualizada em regulação e boas práticas em pesquisa clínica. Ela funcionará 24 horas por dia e sete dias por semana.

A IA trabalha com diferentes temas considerados prioritários pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como condições de saúde, doenças, populações específicas. Para alguns, há fast-tracks, vias de revisão expressa com aprovação em até 48 horas. Rebec@ pode ajudar a identificar se a pesquisa está entre as prioridades.

A previsão é incorporar, ainda este ano, fast-tracks para estudos com todos os patógenos definidos como prioridade da OMS na América Latina. O lançamento global das inovações está previsto para o dia 20 de maio, Dia Internacional dos Ensaios Clínicos, na 78ª Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra.

“Cada funcionalidade tem um custo baixíssimo e é sustentável não só porque otimiza recursos hoje. O efeito é exponencial, com externalidades positivas cumulativas que afetam toda cadeia de inovação. Agilizar a colaboração científica nacional e internacional e a transparência da informação é agilizar a chegada segura de vacinas ou outras inovações à sociedade. O impacto no SUS é direto”, destaca a vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fiocruz, Maria de Lourdes Aguiar Oliveira.

Testes

A IA vem sendo testada informalmente pela rede global International Clinical Trials Registry Platform (ICTRP), padrão ouro da Organização Mundial da Saúde em transparência da informação. Somente pesquisas com aval do registro no Clinical Trials (EUA) ou em plataformas da rede ICTRP, são aceitos pelas revistas científicas mais reconhecidas.

“Isso faz toda a diferença, ainda mais em situações de risco e emergências de saúde, como pandemias, em que a colaboração científica e a publicação de resultados exigem credibilidade mesmo correndo contra o tempo”, diz a coordenadora de Rebec@, Luiza Silva.

Josué Laguardia, um dos professores responsáveis pela coordenação do Registro Brasileiro, destaca que Rebec@ pode agilizar em muito o atendimento, pois há padrões que se repetem entre as dezenas de usuários que passam diariamente pelos revisores humanos do Registro.

“Rebec@ pode dar atenção ininterruptamente a estas dúvidas mais frequentes, enquanto paralelamente revisores lidam com os demais casos de modo personalizado durante o expediente da Fundação, com pronto atendimento ou até hora marcada”, diz Laguardia.

Também existe uma expectativa de que Rebec@ atraia pesquisadores de outros países com interesses de pesquisa na América Latina.

“Acreditamos que pode ser o início de um ecossistema de pesquisa realmente integrado para a região e que pode ser viável atuar como um condomínio de incubação de registros primários para países que ainda não tem nossa expertise em curadoria de informação no padrão ICTRP. Estamos buscando entender as regulações éticas das nações vizinhas”, diz Laguardia.

As informações são da Agência Brasil.

[VÍDEO] Caminhos da Reportagem mostra impacto dos microplásticos na saúde

O cérebro é o órgão mais protegido do corpo humano. Até por isso, “havia dúvida se o microplástico [partícula com menos de meio centímetro] conseguiria chegar lá”, revela a pesquisadora brasileira Thais Mauad.

“A gente resolveu estudar uma estrutura que se chama bulbo olfatório, que é a nossa primeira conexão com o nariz”, continua a professora do Departamento de Patologia da USP. “E encontrou, nesse local, partículas de microplástico”.

O coração também é um órgão nobre. E outro estudo, esse do pesquisador italiano Raffaele Marfella, mostra que pacientes com plástico na carótida, artéria que leva sangue do coração para o cérebro, têm quatro vezes mais chances de ter infarto, AVC ou mesmo morrer.

Nossa equipe conversou com Marfella, que – depois da descoberta – tenta desenvolver um tratamento eficaz para combater inflamações causadas por microplástico.

“As bactérias que se alimentam de plástico o digerem para produzir energia. Essas bactérias agem com duas enzimas. A nossa ideia é isolar essas enzimas e inseri-las onde há contaminação”, explica o professor de Medicina da Universidade Vanvitelli de Nápoles.

Além do cérebro e da carótida, outras pesquisas descobriram microplástico no pulmão, no fígado, nos rins, no leite materno, no sêmen e no sangue. Mas quais são as consequências dessa invasão de plástico no nosso corpo? E mais: o que pode ser feito para minimizar o problema?

As respostas estão no programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil. No episódio “Microplástico na veia”, que foi ao ar na segunda-feira (24), a repórter Flavia Peixoto conversa com cientistas, professores, pesquisadores, gestores ambientais e representantes da indústria do plástico.

A reciclagem, na avaliação da maioria dos especialistas no assunto, é importante. Mas não resolve o problema. A saída, ainda segundo eles, é reduzir a produção. Tarefa que não é simples.

“O plástico tem uma limitação técnica e química. Ele só pode ser reciclado uma ou duas vezes”, ataca a gerente de Advocacy e Estratégia da ONG Oceana, Lara Iwanicki.

“Tem plásticos que conseguem ser reciclados dezenas de vezes, depende da tecnologia que você empregar”, defende o presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria Química, André Passos Cordeiro.

“O que o ministério do Meio Ambiente deseja é que o plástico seja usado na menor quantidade possível, tendo em vista o impacto que ele causa hoje nos oceanos, no solo e na saúde humana”, afirma o diretor de Gestão de Resíduos Sólidos do ministério, Eduardo Rocha.

O episódio “Microplástico na veia” foi ao ar nesta segunda-feira (24), às 23h, na TV Brasil.

Assista ao vídeo a seguir:

 

As informações são da Agência Brasil.

SUS passa a oferecer tratamento inovador de atrofia muscular espinhal

Crianças que precisam de tratamento da atrofia muscular espinhal (AME) tipo 1, doença rara que afeta os movimentos do corpo e também a respiração, terão, a partir desta segunda-feira (24), acesso a um tratamento inovador e gratuito pelo Sistema Único de Saúde. O SUS passará a realizar a terapia genética com o medicamento Zolgensma, que na rede particular custa em média R$ 7 milhões.

“É a primeira terapia gênica que está sendo introduzida no Sistema Único de Saúde. O SUS passa a fazer parte de um pequeno clube de cinco sistemas públicos nacionais no mundo a oferecerem esse medicamento para a sua população”, comemorou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A indicação desse tipo de terapia é para pacientes de até 6 meses de idade que não estejam com a ventilação mecânica invasiva acima de 16 horas por dia. De acordo com o Ministério da Saúde, com a incorporação do Zolgensma, o SUS passará a ofertar para AME tipo 1 todas as terapias modificadoras desta doença.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre os 2,8 milhões de brasileiros nascidos vivos em 2023, cerca de 287 foram diagnosticadas com a doença. Na prática, o tratamento faz uso do medicamento em substituição à função de um gene ausente ou que não está funcionando corretamente.

A incorporação do tratamento foi viabilizada por meio de um acordo firmado com a indústria internacional, que condiciona o pagamento ao resultado da terapia no paciente.

“Vai seguir de forma permanente a avaliação do desempenho do medicamento, da melhoria da vida dessa criança e da vida da família, com marcadores clínicos de avaliação, ao longo do tratamento”, explica o ministro.

Protocolo

Para iniciar o tratamento, a família do paciente deve procurar um dos 28 serviços de referência para terapia gênica de AME, presentes nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

O paciente será acolhido e passará por uma triagem orientada pelo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atrofia Muscular Espinhal 5q Tipos 1 e 2, estabelecido pelo Ministério da Saúde. Nas próximas semanas, também será instalado um comitê para acompanhamento permanente dos pacientes que farão o uso do medicamento de dose única.

Antes do acordo, o Zolgensma já era ofertado pelo Ministério da Saúde em cumprimento a 161 ações judiciais.

Entenda

A AME é uma doença rara que interfere na capacidade de produzir uma proteína essencial para a sobrevivência dos neurônios motores, responsáveis pelos gestos voluntários vitais simples do corpo, como respirar, engolir e se mover. A doença é considerada rara, por atingir menos de 65 pessoas em cada 100 mil indivíduos.

Na rede pública, os pacientes de AME tipos 1 e 2, em outras faixas etárias, são tratados com os medicamentos de uso contínuo nusinersena e risdiplam. Segundo o Ministério da Saúde, em 2024, esses medicamentos tiveram mais 800 prescrições emitidas para tratamento.

As informações são da Agência Brasil

Oportunidade de trabalho para Médico/a de Tráfego em Curitiba

O Centro de Avaliação de Condutores Uniclin Ltda. está contratando Médico/a com especialização em Medicina de Tráfego para atuar em Clinica Credenciada ao Detran em Curitiba.

O regime de contratação é como autônomo, e o trabalho é em horário comercial.

Interessado falar com Luciano
Telefone : 41 996009449
E-mail : luciano_spak@hotmail.com

 

Estudo com PrEP injetável aponta maior adesão ao medicamento

Um estudo que avalia a adoção da profilaxia pré-exposição (PrEP) injetável para evitar a contaminação por HIV indicou que as pessoas aderiram melhor a essa forma de prevenção do que aquelas que usaram a PrEP oral, atualmente disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

Os resultados da pesquisa ImPrEP CAB, realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), foram apresentados há alguns dias na Conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas, realizada nos Estados Unidos. Entre outubro de 2023 e setembro de 2024, os pesquisadores acompanharam cerca de 1,4 mil pessoas que receberam a medicação em unidades públicas de saúde de seis cidades brasileiras: Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Campinas, Florianópolis e Manaus.

Os pesquisadores avaliam que a PrEP injetável é uma ferramenta com potencial para enfrentar os desafios de adesão à medicação oral diária, particularmente entre as pessoas mais novas, e pode ajudar o Brasil a frear o aumento de casos de HIV e a carga desproporcional de infecções entre jovens de minorias sexuais e de gênero.

O uso da PrEP injetável no Brasil, com o medicamento cabotegravir, foi aprovado em 2023 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e a incorporação no SUS está em avaliação pelo Ministério da Saúde.

Metodologia

Foram selecionadas pessoas de 18 a 30 anos que são homens que fazem sexo com homens, transgênero ou não-binárias. Os participantes do estudo nunca tinha utilizado a PrEP e procuraram esses serviços de saúde em busca do medicamento ou para fazer o teste de detecção do HIV.

Todos puderam escolher de que forma iriam utilizar a PrEP, e 83% preferiram a versão injetável, que consiste na aplicação, a cada dois meses, do medicamento cabotegravir. Já os 17% de participantes que preferiram utilizar a PrEP oral deveriam tomar diariamente os antiretrovirais tenofovir e entricitabina, na forma de um comprimido combinado. Essa é a profilaxia tradicional distribuída pelo SUS desde 2017.

O acompanhamento dos participantes mostrou que 94% das pessoas que optaram pela prep injetável compareceram ao serviço de saúde para tomar as injeções no tempo correto, o que garantiu que a grande maioria permanecesse protegida contra a infecção durante quase todo o tempo de estudo. Nenhum desses pacientes testou positivo para o HIV.

Já as pessoas que preferiram utilizar a PrEP oral ficaram protegidas durante apenas 58% dos dias de acompanhamento devido à menor adesão ao tratamento, com medicação oral de uso diário. Entre as pessoas desse segundo grupo, uma testou positivo para HIV.

Os pesquisadores também fizeram uma comparação com dados de cerca de 2,4 mil pessoas, de 14 cidades, que utilizam a PrEP oral pelo SUS, e identificaram que a cobertura foi ainda menor: 48%. Nesse grupo, nove pessoas foram infectadas pelo vírus.

O Ministério da Saúde informou, em nota, que acompanha a realização do estudo, mas não disse se há alguma previsão de inclusão da estratégia no SUS. De acordo com a pasta, a PrEP ─ mesmo em sua forma oral, como está disponível hoje ─ é “estratégia essencial na prevenção da infecção pelo HIV” e “uma das principais iniciativas para a eliminação da doença como problema de saúde pública até 2030.” O Ministério informou ainda que o Brasil dobrou o número de usuários em três anos, atingindo a marca de 119 mil usuários em 2025.

O último boletim epidemiológico publicado no final do ano passado aponta que, em 2023, foram notificados 46.495 casos de infecção pelo HIV no país, cerca de 2 mil a mais do que em 2022. Mais de 40% deles ocorreram em homens de 20 a 29 anos. Apesar disso, graças aos avanços no tratamento, entre 2013 e 2023, a mortalidade por aids caiu 32,9% no país.

As informações são da Agência Brasil.

Assembleia dos Médicos para deliberar sobre a pauta de reivindicações será na segunda-feira

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) realizará na próxima segunda-feira, dia 24/03, uma Assembleia Geral para discutir e deliberar sobre a pauta de reivindicações dos profissionais da medicina para 2025-2026. Essa será a pauta que vai balizar os acordos coletivos de trabalho, convenções e eventuais dissídios para as médicas e médicos.

A Assembleia será realizada de maneira híbrida, possibilitando a participação dos profissionais de todo o Estado. Para participar, será necessário solicitar um link pelo e-mail juridico@simepar.com.br no dia da assembleia, (24 de março de 2025), até às 17 horas.

Confira o Edital com a pauta prevista para debate:

EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

O Presidente do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná, no uso das atribuições que lhe conferem o estatuto e a legislação em vigor, e considerando que as deliberações vinculam a todos os membros da categoria, ainda que ausentes ou discordantes, convoca os médicos, para Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada no dia 24 de março de 2025, às dezoito horas em primeira convocação, às dezenove horas em segunda convocação e às vinte horas em terceira e última convocação, na sede do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná – SIMEPAR, situado na Rua Coronel Joaquim Sarmento, 177, Bom Retiro, Curitiba – PR para tratar da seguinte ordem do dia abaixo.

A Assembleia será híbrida e com exceção da mesa diretiva, que estará presente, os demais deverão solicitar link da assembleia pelo e-mail juridico@simepar.com.br no dia da assembleia, (24 de março de 2025), até às 17 horas.

  1. Discussão, deliberação e aprovação ou não da conveniência de celebração de convenção coletiva e/ou acordo coletivo de trabalho abrangendo a categoria profissional representada e as categorias econômicas respectivas;
  2. No caso de aprovação, discussão e estabelecimento das condições econômicas e sociais, mediante cláusulas contidas em Pauta de Reivindicações a ser apresentada na Negociação Coletiva de Trabalho para o período de 01 de novembro de 2025 a 31 de outubro de 2026 ou outro período no caso de acordos coletivos;
  3. No caso de não aprovação, discussão e estabelecimento de formas legais e políticas a serem adotadas;
  4. Discussão e deliberação, aprovando ou não, a concessão de poderes à Diretoria do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná – SIMEPAR para a negociação das propostas aprovadas pela assembleia Geral com as representações da categoria patronal e celebrar as convenções e os acordos coletivos de trabalho, após aprovação da assembleia extraordinária ou plebiscitária;
  5. Frustrada a negociação coletiva referida nos itens anteriores, discussão e deliberação, aprovando ou não, a concessão de poderes à Diretoria do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná – SIMEPAR para, de acordo com alternativa constitucional, eleger arbitro(s) para mediar o conflito;
  6. Frustrada a negociação coletiva com vistas à Convenção e/ou Acordos Coletivos de Trabalho, discussão e deliberação, aprovando ou não, a alternativa constitucional de ajuizamento do competente dissídio coletivo no caso das negociações não se concretizarem em nível administrativo dentro do prazo legal;
  7. Discussão e deliberação, aprovando ou não, a alternativa de que as cláusulas sociais da proposta para Convenção e/ou Acordos Coletivos de Trabalho se constituir a base para a ação de dissídio coletivo, tanto para julgamento quanto para acordo, no caso de não formalização;
  8. Discussão e deliberação, aprovando ou não, a alternativa de que as cláusulas econômicas da proposta para Convenção e/ou Acordos Coletivos de Trabalho se constituir a base para a ação de dissídio coletivo, tanto para julgamento quanto para acordo, no caso de não formalização, em razão de natureza eminentemente alimentar, conforme sustentam os Incisos V, XI, XVI, XXI e XXIII, do artigo 7º, da CF/88;
  9. Discussão, estabelecimento e deliberação, aprovando ou não, a Contribuição (negocial) assistencial e confederativa a ser incorporada na proposta para a ação de dissídio coletivo, nos termos da decisão do Supremo Tribunal Federal. Aqueles que quiserem se opor à contribuição deverão promovê-la expressamente em até dez dias da publicação do presente edital;
  10. Deliberação quanto a manter ou não, em aberta a assembleia geral da categoria até a resolução final da lide;
  11. Deliberação acerca da oportunidade de deflagração de movimento paredista;
  12. Discussão e deliberação de pautas específicas dos empregados de entidades vinculadas a planos de saúde, serviços de atendimentos móveis, entidades da Administração Pública (Fundações Públicas, Consórcios Público, etc) dentre outros;
  13. Discussão e deliberação acerca de acordo nas ações judiciais em trâmite e que beneficiam a categoria, em especial aquelas em face da Fundação Estatal de Atenção em Saúde de Curitiba (FEAS) e outras entidades da administração Pública.

Curitiba, 13 de fevereiro de 2025.

Marlus Volney de Morais
Diretor Presidente

Hospital de Goiânia realiza cirurgia inédita para tratamento de obesidade

O Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), realizou na terça-feira (18/3) uma cirurgia inédita no Brasil e na América Latina: a estimulação cerebral profunda bilateral do núcleo accumbens para o tratamento de obesidade mórbida (grau III). Ou seja, uma operação cirúrgica no cérebro de um paciente para tratar a obesidade.

O núcleo accumbens é uma região do cérebro que está relacionada a recompensa, prazer, vícios, medo, entre outros. “A obesidade é uma doença, usualmente gerada por uma compulsão, então fizemos um projeto objetivando atuar justamente nesses circuitos cerebrais associados a recompensa e prazer”, explica o neurocirurgião do HC-UFG, Osvaldo Vilela.

Importante salientar que a cirurgia faz parte de um projeto de pesquisa, que visa justamente analisar a efetividade do procedimento e qual a melhor maneira de realizá-lo. Desta forma, a cirurgia é experimental e não está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

O primeiro paciente a ser operado será o ajustador de granito Ivan dos Santos Araújo, de 38 anos, natural de Goiânia, e que atualmente pesa 183 quilos.

Ivan conta que começou a ganhar peso aos nove anos de idade e que já fez tratamentos com nutricionistas e endocrinologistas. Em 2015, após um acidente, ele não conseguiu mais perder peso: “Por ter que ficar parado demais, não poder me exercitar, eu não conseguia perder peso. E a obesidade atrapalha a vida em todos os aspectos, atrapalha andar, fazer qualquer coisa do dia a dia normal de uma pessoa”.

O paciente comenta que, no início, ficou receoso, por se tratar de uma cirurgia inédita, mas que depois de pesquisar muito e conversar com os profissionais do HC-UFG está confiante: “Estou com grandes expectativas! Que dê certo, confio em Deus, para melhorar a minha saúde e minha vida física e mental!”.

Parceria internacional

A cirurgia inédita é uma parceria do HC-UFG com a Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. A equipe de profissionais do HC-UFG realizou diversas reuniões online com os pesquisadores da Pensilvânia para definir qual a melhor maneira de chegar no núcleo accumbens e onde implantar os eletrodos.

“A Universidade da Pensilvânia é uma das universidades que fazem parte da Ivy League, uma das mais importantes nos Estados Unidos. E lá nós temos um colega, Casey Halpern, e o grupo dele também está começando a tocar um projeto similar, mas num grupo específico de obesidade, então resolvemos fazer um estudo colaborativo”, explica o neurocirurgião Osvaldo Vilela.

Projeto

Pesquisadores do HC e da UFG começaram a escrever, em 2017, um projeto sobre cirurgia cerebral para obesidade, que seria para a implantação de eletrodos, um de cada lado do cérebro, para o tratamento da obesidade mórbida.

“Tem um grupo de pacientes que não respondem nem a tratamento com dieta, psicoterapia e atividades físicas. Esses pacientes que não respondem são candidatos à cirurgia. A cirurgia convencional é a cirurgia bariátrica, mas, em muitos casos – pelo menos 15 a 20% dos casos –, a cirurgia bariátrica não funciona”, afirma Vilela.

O especialista explica que dentro do cérebro há uma estrutura chamada hipotálamo, e no hipotálamo há dois centros importantes: um que é o centro da fome e o outro que é o centro da saciedade. Quando o centro da fome é ativado, a pessoa come. Quando o centro da saciedade é ativado, a pessoa para de comer. Em pesquisas realizadas no Brasil e em outros países, tentaram implantar eletrodos ou no centro da fome ou no centro da saciedade para inibir o centro da fome ou ativar o centro da saciedade para tratar a obesidade.

“Mas eu imaginei que isso era fisiologia pura. Todos nós temos isso, a hora de comer e a hora de parar de comer. Mas obesidade não é isso, obesidade é uma doença, é uma compulsão alimentar. Por isso essas tentativas se provaram inadequadas. Então pensamos: já que isso é uma compulsão alimentar, por que não atuamos naqueles centros relacionados a recompensa e prazer. Aí surgiu a ideia desse projeto de pesquisa”, detalha o médico.

O projeto foi apresentado ao Comitê de Ética do HC-UFG, que levou para Brasília, para aprovação pelo Comitê Nacional de Ética e Pesquisa, sendo aprovado em 2018. Hoje, com a viabilização dos recursos, o HC-UFG iniciará as cirurgias.

Prazer e recompensa

O núcleo accumbens tem duas partes. Uma parte central, que é chamada Core, que tem envolvimento em funções motoras. E uma parte periférica, denominada Shell, que está envolvida em funções límbicas, ou seja, relacionadas aos comportamentos emocionais.

“É nesse Shell do núcleo accumbens que nós vamos implantar o eletrodo. Após a cirurgia, esse paciente será acompanhado por dois anos. Nos primeiros dois ou três meses, nós vamos testar os vários polos do eletrodo para ver aquele que tem uma atuação mais adequada. Depois disso, nós começamos a fase que chamamos de fechada, ou duplo cego do estudo. Aí nós podemos ativar o eletrodo de um lado só, dos dois lados, do outro lado ou nenhum eletrodo”, explica.

“Em cada jeito desse, o paciente fica com ele dois meses. Terminada essa fase fechada vemos qual deu o melhor resultado e vamos manter o restante do período. Então, vocês vão testar para ver qual a melhor opção, porque nós não sabemos. Isso é um projeto de pesquisa”, conclui Vilela.

Os cinco pacientes que participarão do projeto serão acompanhados pela equipe de neurocirurgia e endocrinologia do HC-UFG durante dois anos.

As informações são da Agência Gov

Chegada do outono exige cuidados com as doenças respiratórias e alergias

O outono é marcado pela queda nas temperaturas e baixa umidade relativa do ar, cenário ideal para o aumento da proliferação de vírus e bactérias. Nesse contexto, doenças respiratórias e alergias tendem a ser mais comuns, como bronquites, pneumonias, conjuntivite e rinite alérgica, doenças virais, ressecamento da pele. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) alerta para os cuidados com as doenças típicas da nova estação – o outono, que iniciou na manhã desta quinta-feira (20).

Para evitar os desconfortos que a mudança de estação pode provocar, manter uma alimentação adequada e saudável, uma boa hidratação e a prática regular de atividade física podem ser ótimos aliados.

A alimentação desempenha um papel fundamental para a imunidade. Uma alimentação equilibrada e rica em vitaminas e minerais como vitaminas A, C, D, E, do complexo B, zinco, selênio, ferro, proteínas são essenciais para que o corpo produza as células de defesa, além de regular a resposta imunológica.

Esses nutrientes são encontrados em uma alimentação baseada em alimentos in natura e minimamente processados variados, como frutas (laranja, kiwi, acerola, ponkã, goiaba, manga, mamão, abacaxi), verduras (de todos os tipos, em especial as verde-escuras), legumes (de todos os tipos, em especial os alaranjados), ovos, peixes, carnes, vísceras, feijões e cereais (especialmente os integrais), sementes e castanhas.

De acordo com a coordenadora de Promoção da Saúde da Sesa, Elaine Cristina Vieira, nos dias frios a ingestão hídrica tende a diminuir, principalmente a água, importante para o adequado transporte das células de defesa por meio da corrente sanguínea.

“A água auxilia na eliminação de toxinas, manutenção das mucosas úmidas e íntegras para atuar como barreiras contra a entrada de patógenos, além de auxiliar na hidratação da pele. Por isso mantenha uma garrafinha por perto e lembre-se de tomar água frequentemente de forma a manter uma boa hidratação”, diz.

HÁBITOS SAUDÁVEIS – É normal que a vontade de se exercitar diminua com as temperaturas mais amenas. No entanto, é fundamental manter a regularidade da atividade física, pois ela desempenha um papel de extrema importância no fortalecimento do sistema imunológico, tornando o corpo mais resistente a infecções.

Seus benefícios vão desde a melhora do fluxo sanguíneo, permitindo que as células do sistema imunológico se movam mais rapidamente pelo corpo, estímulo à produção de células de defesa, melhora do funcionamento intestinal, redução do estresse até ação anti-inflamatória, o que pode ajudar a regular a resposta imunológica.

Os alimentos ultraprocessados que incluem produtos industrializados, em geral, como refrigerantes, bebidas lácteas, salgadinhos de pacote, doces e chocolates, barras de “cereal”, sorvetes, bolachas ou biscoitos, bolos e misturas para bolos, devem ser evitados em todas as estações do ano.

Esses produtos são ricos em sal, gorduras, açúcares, aditivos, corantes, conservantes e outros ingredientes pouco conhecidos, sendo que seu consumo frequente está associado a diversas doenças, como já comprovado por uma série de pesquisas científicas.

A Sesa recomenda ainda:

  • Evite banhos quentes e muito demorados
  • Utilize hidratantes corporais e labiais
  • Utilize protetor solar também nos dias nublados e frios
  • Lave sempre as mãos
  • Mantenha as vacinas em dia
  • Mantenha os ambientes limpos e arejados

 

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Vacina contra Influenza para crianças, idosos e gestantes entra na rotina anual do SUS

De acordo com o Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde (MS), a partir deste ano a vacina contra a Influenza será incorporada ao calendário nacional de vacinação para crianças a partir de seis meses até menores de seis anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), idosos com 60 anos ou mais e gestantes. Com a mudança, a imunização desses grupos será realizada de forma contínua, ao longo do ano, e não mais apenas durante as campanhas sazonais.

A medida reforça a importância da vacinação como estratégia permanente de proteção contra a gripe, especialmente no período de maior circulação do vírus, entre os meses de março e setembro.

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, destacou o impacto positivo dessa mudança para a saúde infantil. “A inclusão da vacina contra a Influenza no calendário nacional é um avanço importante, pois garante proteção contínua para as crianças. A gripe pode trazer complicações sérias, principalmente para os mais vulneráveis. Com a vacinação disponível o ano todo, conseguimos ampliar a cobertura e fortalecer a imunização infantil, reduzindo riscos e internações”, afirmou.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio da Divisão de Vigilância do Programa de Imunização (DVPI) da Sesa, já encaminhou orientações técnicas aos municípios sobre a mudança na estratégia. A pasta aguarda o envio das diretrizes operacionais e dos imunobiológicos pelo MS, com previsão de início da vacinação nas próximas semanas.

Para os demais grupos prioritários, a vacinação contra a Influenza seguirá no modelo de campanha, o que inclui profissionais da saúde, professores, forças de segurança, população privada de liberdade e pessoas com doenças crônicas ou deficiências, dentre outros.

“Reforçamos a importância da vacinação para todos os públicos elegíveis. Manter a caderneta em dia é fundamental para a proteção individual e coletiva. Por isso, orientamos a população a procurar as unidades de saúde e garantir a imunização”, destacou Beto Preto.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Falta de saneamento provocou mais de 340 mil internações no Brasil em 2024

O Brasil registrou mais de 344 mil internações por doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado em 2024, sendo que 168,7 mil estão relacionadas a alguma infecção propagada por um inseto-vetor, principalmente a dengue.

Em segundo lugar, vêm as doenças de transmissão feco-oral (transmitidas peles fezes de um indivíduo infectado), como as gastroenterites causadas por vírus, bactérias ou parasitas, com 163,8 mil casos.

Os dados são de pesquisa divulgada pelo Instituto Trata Brasil, nesta quarta-feira (19), antecipando o Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de março.

Apesar do grande número absoluto – que representa quase 950 internações por dia – desde 2008, os registros têm caído, em média, 3,6% ao ano.

Situação nas regiões

A situação em algumas regiões é mais preocupante. No ano passado, a incidência de internações na Região Centro-Oeste foi a maior do Brasil – 25,5 – por causa do surto de dengue. Já a Região Norte registrou 14,5 internações a cada dez mil habitantes por doenças de transmissão feco-oral, o dobro da taxa brasileira.

Os estados em pior situação foram o Amapá, com incidência de 24,6 internações e Rondônia, com 22,2 internações por dez mil habitantes.

A Região Nordeste registrou uma taxa geral próxima da média brasileira, mas também se destacou negativamente na análise de transmissões feco-orais. Além da região ter a segunda maior taxa de incidência do país, com 12,6 internações a cada dez mil habitantes, no estado do Maranhão, essa taxa chegou a 42,5, seis vezes mais do que a média brasileira.

Apesar de não ser a única causa, essas doenças estão bastante relacionadas à falta de saneamento, já que são resultado da infecção por vírus, bactérias ou parasitas eliminados nas fezes de uma pessoa doente, e que são transmitidas para outras pessoas principalmente pelo consumo de água e alimentos contaminados e pela falta de higienização das mãos.

As doenças transmitidas por insetos também têm relação com o saneamento, porque o acúmulo de lixo favorece a proliferação desses animais.

Mais afetados

Por causa disso, o Instituto Trata Brasil ressalta que elas afetam com maior intensidade as populações de menor status socioeconômico.

Em 2024, 64,8% do total de internações foram de pessoas pretas ou pardas. Apesar dos indígenas responderem por apenas 0,8% do total, a incidência entre eles ficou em 27,4 casos a cada dez mil habitantes.

As crianças e os idosos são os que costumam adoecer com mais gravidade, necessitando de internação. Entre as pessoas hospitalizadas em 2024, cerca de 70 mil eram crianças de até 4 anos, ou 20% do total. Nessa faixa etária, a incidência foi de 53,7 casos a casa dez mil pessoas, três vezes mais do que a média de todas as idades.

Já entre as pessoas com mais de 60 anos, a incidência foi 23,6, com cerca de 80 mil internações, ou 23,5% do total.

O Instituto Trata Brasil estima que o avanço da oferta de água tratada e da coleta e tratamento de esgoto pode reduzir em quase 70% a taxa de internações do país e promover uma economia de R$ 43,9 milhões por ano.

Mortalidade

O estudo também analisa a mortalidade associada a essas doenças, em comparação com dados de 2023. Neste ano, foram registradas 11.544 óbitos por doenças relacionadas ao saneamento ambiental, a maioria – 5.673 casos – por infecções feco-oral, e outras 5.394 causadas por doenças transmitidas por insetos.

Os óbitos caíram entre 2008 e 2023 no país. No entanto, na maior parte dos municípios brasileiros, esse indicador ficou estagnado e em 1.748 cidades, a taxa de mortalidade cresceu neste período.

As mortes, em 2023, foram bastante superiores entre os idosos, com 8830 ocorrências, ou 76% do total. Já o recorte por etnia mostra que a taxa de óbitos entre os indígenas foi quatro vezes superior à da população em geral, apesar da quantidade absoluta de casos ser bem menor do que entre as pessoas brancas ou negras.

As informações são da Agência Brasil