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Ação em Curitiba irá marcar o Dia Mundial das Doenças Raras neste sábado

Para marcar o Dia Mundial de Doenças Raras, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em parceria com a Aliança Paranaense de Doenças e Síndromes Raras, Prefeitura de Curitiba e associações e grupos de apoio, promove uma caminhada para chamar a atenção da população sobre o tema. A mobilização ocorrerá neste sábado (28), no centro de Curitiba, com concentração a partir das 8h30, em frente à Associação Comercial do Paraná (ACP), seguindo em direção à Praça Osório.

Haverá também uma tenda da Saúde com a divulgação de informações do Sidora, sistema online de informações sobre síndromes e doenças raras, que busca ampliar e aperfeiçoar as políticas públicas voltadas a esse público no Estado.

A programação está dentro do Fevereiro Lilás que finaliza neste sábado, dia 28 de fevereiro. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 13 milhões de brasileiros têm diagnóstico de doenças raras. Embora o número exato de condições raras não seja conhecido, estima-se que existam entre 6 mil e 8 mil tipos em todo o mundo, conforme dados do Ministério da Saúde.

Sancionada em 16 de setembro de 2022, a Lei Estadual nº 21.240 instituiu a notificação compulsória de casos suspeitos e confirmados de doenças raras no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná, fortalecendo o monitoramento e o planejamento de políticas públicas voltadas a essa população.

“Reforçamos o compromisso do Paraná com uma política pública estruturada, baseada em informação, organização da rede e cuidado integral. As doenças raras exigem atenção diferenciada, diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo”, ressalta o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

SIDORA – Pioneiro no País, o Paraná lançou em 2023 o sistema online de informações sobre doenças raras. Até o momento, 602 pessoas diagnosticadas com doenças raras já foram cadastradas no sistema, com destaque para diagnóstico de Atrofia Muscular Espinhal (AME), X Frágil, epidermólise bolhosa e mucopolissacaridoses (MPS), Acondroplasia, esclerose múltipla, síndrome de ehlers-danlos, osteogênese imperfeita e doença de crohn. Esses usuários recebem uma carteirinha com QR-Code para utilização em situações de emergência, auxiliando médicos e profissionais de saúde a terem acesso rápido às informações relevantes sobre o diagnóstico desses pacientes.

A ferramenta da Sesa foi desenvolvida em parceria com a Celepar e pode ser acessada através do site da Secretaria da Saúde clicando no banner SIDORA. “Precisamos divulgar cada vez mais a existência dessa plataforma, contamos com o trabalho dos profissionais e associações da sociedade civil envolvidas com a temática para ressaltar a importância da ferramenta e incentivar seu preenchimento”, complementa o secretário Beto Preto.

MATERIAIS DE APOIO – A Sesa, por meio da Escola de Saúde Pública do Paraná (ESPP), disponibiliza materiais audiovisuais (lives) sobre doenças raras. Eles estão disponíveis no canal https://www.youtube.com/@EspprVirtual.

Dentre eles estão “Parece autismo, mas não é! Síndrome do X Frágil”, “Possibilidades e Produtividade das Pessoas com Atrofia Muscular Espinhal (AME)”, “Epidermólise Bolhosa: Sua dimensão multidisciplinar, demandas, desafios e possibilidades” e Mucopolissacaridoses (MPS).

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Doenças raras: nova tecnologia reduz tempo de diagnóstico no SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) vai contar com uma tecnologia para agilizar e deixar mais preciso o diagnóstico de doenças raras. A estimativa é que nova plataforma de sequenciamento completo de DNA que vai ser ofertada na rede pública atenda até 20 mil demandas de todo o Brasil por ano e reduza o tempo de espera de um diagnóstico de sete anos para seis meses.

O anúncio foi feito, nesta quinta (26), pelo Ministério da Saúde, em evento em Brasília. A estimativa é que pelo menos 13 milhões de pessoas tenham doenças raras no País.

“Nós colocamos para o SUS o sequenciamento completo do exoma, que é um exame que custaria R$ 5 mil”, detalhou Padilha.

A redução do tempo de diagnóstico é fundamental para o tratamento e para a qualidade de vida dos pacientes, conforme ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que assinou a habilitação de novos serviços para tratamento de doenças raras. Padilha lembrou que o próximo sábado é dia mundial para conscientização sobre doenças raras.

Ampliação de serviços

O ministro defendeu que o país tenha autonomia de pesquisa, produção e tratamento de doenças raras, inclusive prevendo transferências de tecnologias de outros centros de ponta nessa área. “Quando a gente amplia esses serviços para estados que não tinham nenhum serviço ainda, a gente está garantindo um acesso mais próximo onde as pessoas vivem e moram”, ponderou.

O coordenador de doenças raras do ministério, Natan Monsores, explicou que todo paciente que for atendido em um serviço de referência ou for identificado dentro de um serviço de referência de triagem neonatal poderá ser encaminhado para os polos de sequenciamento. “Foi um investimento de R$ 26 milhões nesse primeiro ano. Nós conseguimos fazer a oferta desse exame, que em preços de mercado podem chegar até R$ 5 mil, por R$ 1,2 mil”.

Monsores esclarece que a resolução diagnóstica é bastante precisa.

“É um ganho enorme para a comunidade de pessoas com doenças raras. Fornecendo para os médicos geneticistas, para as equipes de neurologia e de pediatria, uma ferramenta essencial para fechar esse diagnóstico”.

Início com um cotonete

A coleta do material é feita com um cotonete na parte interna da bochecha, que colhe células a serem encaminhadas para os laboratórios. Esse teste também pode ser feito com sangue.

“Permite avançar no diagnóstico de deficiências intelectuais, de condições que implicam no atraso do desenvolvimento global das crianças, e também uma enorme diversidade de condições genéticas que podem afetar essas crianças”, diz Monsores.

O coordenador disse que existem 11 unidades da federação com serviços ativados. Em 90 dias após ação com a ferramenta, foi possível verificar 412 testes já com sequenciamento feito com 175 laudos.

“A nossa perspectiva é fazer a expansão dessa rede para todas as unidades da federação até abril de 2026”.

Outro anúncio do Ministério da Saúde foi o tratamento das crianças com uma terapia gênica inovadora para crianças com atrofia muscular espinhal (AME). “É uma doença que, se não tratada em tempo hábil, é letal. Todas as crianças que receberam essa terapia têm a interrupção da progressão dessa condição”.

Avanços

A presidente da Associação dos Familiares, Amigos e Pessoas com Doenças Graves, Raras e Deficiências, Maria Cecília Oliveira, que estava no evento do anúncio, celebrou o que chamou de “avanços” nas políticas públicas relacionadas aos pacientes com doenças raras.

“Eu espero que o programa Agora tem especialistas seja realmente um programa que possa impactar significativamente os pacientes com doenças raras, que é a nossa luta”, disse Maria Cecília.

Outra representante de pacientes nesta condição, Lauda Santos, que é presidente da Associação Maria Vitoria de Doenças Raras e Crônicas (Amaviraras) e cofundadora e vice-presidente da Federação Brasileira das Associações de Doenças Raras (Febrararas) destacou a importância da divulgação do serviço para o SUS.

Lauda diz entender que um dos maiores desafios do governo é que essas informações cheguem até os pacientes. “As dificuldades continuam. A gente espera que isso mude porque tudo leva um tempo para poder entrar nos trilhos”.

Ela ainda defendeu que deve haver o fortalecimento de entidades que defendam os pacientes e lamentou a carga de impostos para os medicamentos.

As informações são da Agência Brasil.

Com estoques baixos, Hemepar convoca doadores de sangue tipos O+ e O-

O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), convoca a população para doar sangue dos tipos O positivo (O+) e O negativo (O-). O Hemepar registra queda nos estoques em suas unidades e busca reforçar o quadro atual para abastecer as 23 unidades da Hemorrede Paranaense, responsáveis pelo fornecimento de hemocomponentes a 384 hospitais.

O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, reforça a importância da doação. “Doar sangue é um gesto simples, seguro e solidário, capaz de salvar até quatro vidas. Orientamos que os doadores procurem a unidade do Hemepar mais próxima. Cada doação pode fazer toda a diferença”, destaca.

Uma bolsa de sangue pode salvar até quatro vidas, pois cada componente pode ser utilizado por um paciente diferente. Isso reforça a importância da participação da população que possuem essas tipagens sanguíneas. A doação é essencial para garantir o atendimento a pacientes em situações de urgência, cirurgias, tratamentos oncológicos e demais procedimentos que dependem de transfusão.

DADOS – No ano passado, a Hemorrede registrou 214.377 doações, numa média de mais de 17.864 doações por mês, 703 por dia. Desde o início do ano, já foram disponibilizadas 59.140 bolsas de sangue.

“Aumentou a complexidade dos procedimentos cirúrgicos que precisam de sangue. Estamos no período pós-férias, em que pode ter aumentado o índice de violência ou de acidente de trânsito. Tudo isso pode interferir no uso.”, afirmou a diretora da Hemepar, Vivian Patrícia.

QUEM PODE DOAR – Para doar, é necessário ter entre 16 e 69 anos completos. Menores de idade precisam de autorização e da presença do responsável legal. Homens podem doar a cada dois meses, até quatro vezes ao ano. Mulheres podem doar a cada três meses, totalizando até três doações anuais.

O doador deve realizar agendamento prévio, pesar no mínimo 50 quilos, estar descansado, alimentado e hidratado (evitando alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação) e apresentar documento oficial com foto, como carteira de identidade, carteira de conselho profissional, carteira de trabalho, passaporte ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Saiba aqui como doar.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Brasil registra 88 casos de Mpox em 2026, Paraná tem um caso confirmado

O Brasil registrou 88 casos confirmados do vírus Mpox, com a maioria sendo no estado de São Paulo, que desde janeiro contabiliza 62 casos. Os outros registros aparecem no Rio de Janeiro (15), em Rondônia (4), em Minas Gerais (3), no Rio Grande do Sul (2), no Paraná (1) e no Distrito Federal (1). Os quadros leves a moderados predominam e não há óbitos. Em 2025, foram registrados no país 1.079 casos e 2 óbitos. Os dados são do Ministério da Saúde.

O que é Mpox e quais são os sintomas?

Causada pelo vírus Monkeypox, a doença tem seu contágio por meio de contato pessoal próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas. O sintoma mais comum da doença é a erupção na pele, semelhante a bolhas ou feridas, que pode durar de duas a quatro semanas. O quadro pode incluir febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, apatia e gânglios inchados. A erupção cutânea pode afetar o rosto, as palmas das mãos, as solas dos pés, a virilha, as regiões genitais e/ou anal.

Como a Mpox é transmitida?

O vírus se espalha de pessoa para pessoa por meio do contato próximo com alguém infectado, incluindo falar ou respirar próximos uns dos outros, o que pode gerar gotículas ou aerossóis de curto alcance; contato pele com pele, como toque ou sexo vaginal/anal; contato boca com boca; ou contato boca e pele, como no sexo oral ou mesmo o beijo na pele.

O compartilhamento de objetos recentemente contaminados com fluidos ou materiais de lesões infectantes também podem transmitir a doença.

Em quanto tempo a doença se manifesta?

O intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos sinais e sintomas da Mpox (período de incubação) é tipicamente de 3 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.

Ao notar os sintomas, é preciso procurar uma unidade de saúde para fazer o exame laboratorial, que é a única forma de confirmação. O diagnóstico complementar deve ser realizado considerando as seguintes doenças: varicela zoster, herpes zoster, herpes simples, infecções bacterianas da pele, infecção gonocócica disseminada, sífilis primária ou secundária, cancróide, linfogranuloma venéreo, granuloma inguinal, molusco contagioso, reação alérgica e quaisquer outras causas de erupção cutânea papular ou vesicular.

“Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem cumprir isolamento imediato, não compartilhar objetos e material de uso pessoal, tais como toalhas, roupas, lençóis, escovas de dente, talheres, até o término do período de transmissão”, orienta o Ministério da Saúde.

Qual é o tratamento?

O tratamento consiste no alívio dos sintomas, na prevenção, no manejo das complicações e em evitar sequelas. A maioria dos casos apresenta sinais e sintomas leves e moderados. Não há medicamento aprovado especificamente para Mpox.

A prevenção consiste em evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Caso seja necessário ter contato, a recomendação é a de utilizar luvas, máscaras, avental e óculos de proteção.

Também é recomendado lavar as mãos com água e sabão ou utilizar álcool em gel frequentemente. As medidas de higiene são especialmente importantes após o contato com a pessoa infectada, suas roupas, lençóis, toalhas e outros itens ou superfícies que possam ter entrado em contato com as erupções e lesões da pele ou secreções respiratórias.

“Lave as roupas de cama, roupas, toalhas, lençóis, talheres e objetos pessoais da pessoa com água morna e detergente. Limpe e desinfete todas as superfícies contaminadas e descarte os resíduos contaminados (por exemplo, curativos) de forma adequada”, alerta o Ministério.

Mpox pode matar?

Na maioria dos casos, os sintomas da doença desaparecem sozinhos em poucas semanas. Mas, em algumas pessoas, o vírus pode provocar complicações médicas e mesmo a morte. Recém-nascidos, crianças e pessoas com imunodepressão pré-existente correm maior risco de sintomas mais graves e de morte pela infecção.

Quadros graves causados pela Mpox podem incluir lesões maiores e mais disseminadas (especialmente na boca, nos olhos e em órgãos genitais), infecções bacterianas secundárias de pele ou infecções sanguíneas e pulmonares. As complicações se manifestam ainda por meio de infecção bacteriana grave causada pelas lesões de pele, encefalite, miocardite ou pneumonia, além de problemas oculares.

Pacientes com Mpox grave podem precisar de internação, cuidados intensivos e medicamentos antivirais para reduzir a gravidade das lesões e encurtar o tempo de recuperação. Dados disponíveis mostram que entre 0,1% e 10% das pessoas infectadas pelo vírus morreram, sendo que as taxas de mortalidade podem divergir por conta de fatores como acesso a cuidados em saúde e imunossupressão subjacente.

As informações são da Agência Brasil.

Anvisa aprova novas indicações de medicamentos para câncer

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou novas indicações para o uso de dois medicamentos imunoterápicos usados no tratamento de câncer.

O Keytruda ® (pembrolizumabe) agora também poderá ser utilizado para tratar pacientes com carcinoma epitelial de ovário resistente à platina, em combinação com quimioterapia padrão, com ou sem bevacizumabe.

Registrado em 2022, o medicamento já era usado como monoterapia para o tratamento de pacientes com melanoma metastático ou irressecável.

O Imfinzi ( durvalumabe ) também teve uma nova indicação terapêutica aprovada e, em combinação com quimioterapia FLOT, pode ser usado no tratamento de pacientes com adenocarcinoma gástrico ou da junção gastroesofágica ressecável.

O medicamento já era opção para tratar carcinoma urotelial localmente avançado ou metastático que tivessem apresentado progressão da doença durante ou após a quimoterapia à base de platina. O produto também era indicado para pacientes que apresentassem progressão da doença em até 12 meses de tratamento neoadjuvante ou adjuvante com quimioterapia contendo platina.

As duas novas indicações foram publicadas no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (23/2).

As informações são da Agência Gov.

Fevereiro Laranja é o mês da conscientização sobre Leucemia

O mês de fevereiro ganha a cor laranja para alertar a população sobre um dos tipos de câncer mais incidentes no mundo – a leucemia. Diferente de outros tumores que formam massas sólidas, a leucemia se manifesta no sangue, tornando o conhecimento sobre seus sinais e o diagnóstico rápido fundamentais para o sucesso do tratamento. Por isso, a campanha Fevereiro Laranja foca em desmistificar a doença e incentivar o diagnóstico precoce.

“Não existe uma forma comprovada de prevenir a leucemia, mas é possível reduzir os riscos, mantendo hábitos de vida saudáveis, e sempre ficar atento aos sinais, porque a detecção precoce é uma forma de evitar que a doença evolua com gravidade”, comentou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

A leucemia é um câncer que tem origem na medula óssea, onde as células sanguíneas são produzidas. Ela ocorre quando os glóbulos brancos (leucócitos) sofrem uma mutação genética e passam a se reproduzir de forma descontrolada e anormal. Essas células doentes substituem as células saudáveis (glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas), comprometendo o sistema imunológico e a oxigenação do corpo.

A classificação da leucemia depende da velocidade de progressão e do tipo de célula atingida. Nas leucemias agudas, as células cancerosas se multiplicam rapidamente e é preciso tratamento imediato. As leucemias crônicas têm evolução lenta, e muitas vezes não apresentam sintomas iniciais claros.

Já a leucemia linfoide afeta as células linfoides, que dão origem aos linfócitos, e a leucemia mieloide, as células mieloides, que dão origem a glóbulos vermelhos, plaquetas e outros tipos de glóbulos brancos.

Como a leucemia afeta os componentes do sangue, os sintomas costumam estar ligados à falta de células saudáveis e podem se manifestar de diversas formas, como palidez, cansaço e falta de ar; infecções recorrentes e febre, manchas roxas e sangramentos, gânglios inchados e dores ósseas.

O tratamento evoluiu drasticamente nas últimas décadas. A escolha depende do tipo de leucemia e da idade do paciente, e inclui quimioterapia, imunoterapia e transplante de medula.

O tratamento para leucemia é fornecido de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A porta de entrada para os tratamentos é a Unidade Básica de Saúde (UBS), que vai fazer o encaminhamento para a atenção especializada.

TRANSPLANTE – Em todo o Paraná, em 2025, foram registrados 123 transplantes de medula com doador aparentado (parente consanguíneo) e 125 transplantes de medula autólogo, quando os as próprias células-tronco hematopoiéticas do paciente são removidas antes da administração de quimioterapia ou radioterapia e, depois de finalizada essa etapa, são novamente infundidas no paciente. Houve, ainda, 46 transplantes com doador não aparentado, que são os casos de busca de doador através do cadastro no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).

As informações são da Agência Brasil.

Saiba como prevenir e o que fazer em acidentes com águas-vivas no mar

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça as orientações para prevenção de acidentes com águas-vivas nas praias paranaenses. Desde o início da temporada de verão, em dezembro de 2025, foram registrados 2.547 atendimentos a pessoas que sofreram queimaduras provocadas pelas toxinas presentes nos tentáculos desses animais.

No Paraná, a maior incidência é observada em dezembro e janeiro, período em que fatores como elevação da temperatura da água, baixa ondulação e maior estabilidade do mar favorecem a presença das águas-vivas.

“Todos os anos reforçamos que a presença de águas-vivas faz parte do verão no Litoral. A orientação é simples: atenção redobrada, respeito às sinalizações e busca imediata de atendimento em caso de acidente. Informação é a principal ferramenta para evitar complicações”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

De acordo com a Sesa, o contato com os tentáculos pode provocar ardência, dor intensa e inchaço, com sintomas que variam de 30 minutos a 24 horas. Também podem surgir marcas avermelhadas ou escurecidas na pele. Em situações mais graves, há risco de náuseas, vômitos, câimbras e dificuldade respiratória, exigindo atendimento imediato.

A Divisão de Vigilância de Zoonoses, orienta que, ao perceber qualquer contato com o animal, o banhista procure imediatamente os postos de guarda-vidas. A recomendação é evitar tocar nas águas-vivas, mesmo quando aparentam estar mortas na areia, respeitar as sinalizações nas praias e seguir as orientações das equipes de salvamento para reduzir o risco de acidentes.

Recomendações do Corpo de Bombeiros:

  • Observe a faixa de areia: se houver animais ou tentáculos, evite entrar no mar.
  • Use camisetas e bermudas em elastano, próprias para atividades aquáticas, para reduzir a área de contato, especialmente em crianças e idosos.
  • Em caso de queimadura, saia da água e procure um posto de guarda-vidas.
  • Aplique vinagre diretamente na lesão e lave com água do mar.
  • Nunca use água doce, gelo, álcool ou urina.
  • Procure ajuda médica se surgirem febre, confusão mental, dificuldade respiratória ou dor intensa persistente.
  • Em situações de emergência, acione o telefone 193.

 

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Cuidados com alimentação e hidratação auxiliam na saúde dos foliões no Carnaval

O Carnaval é sinônimo de festa e agito, e para curtir ao máximo com energia e saúde, algumas dicas simples podem ajudar na disposição, segurança alimentar e evitar problemas de saúde como desidratação e intoxicações alimentares. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) orienta que os foliões adotem cuidados básicos antes, durante e após a folia.

Hidratação deve ser prioridade absoluta. Não espere ter sede. Beba água de forma constante ao longo do dia. Preste atenção na coloração da sua urina, que deve estar sempre bem clarinha. Água de coco e sucos naturais ajudam a repor sais minerais, principalmente no calor intenso. Se ingerir álcool, consuma com moderação e intercale com água para evitar a desidratação, e nunca ingira álcool em jejum.

Nunca saia para a folia em jejum. Para garantir energia, alimente-se antes de sair. Opte por refeições leves, feitas com comida de verdade e ricas em nutrientes. Consumir alimentos fontes de carboidratos complexos (aveia, arroz integral, macarrão integral, batata doce, mandioca, feijão, grão de bico), carnes magras, frutas, verduras e legumes ajuda a manter a energia estável por mais tempo. Evite alimentos gordurosos e frituras, que são de difícil digestão.

Fique atento aos alimentos vendidos na rua. Evite alimentos crus, expostos ao sol, muito gordurosos, muito recheados, com molhos ou maionese, além daqueles alimentos de procedência duvidosa ou que ficaram muito tempo fora da refrigeração, pois são os que apresentam maior risco de intoxicações alimentares.

“O compromisso da Secretaria de Estado da Saúde é promover a saúde e bem-estar também nos períodos festivos. A adoção de cuidados básicos permite que o Carnaval seja vivido com segurança, reduzindo riscos e protegendo a saúde da população. Com atitudes simples e responsáveis, é possível conciliar a festa com a proteção da saúde”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Após tantos dias de folia, o corpo precisa de recuperação. Beba bastante água e consuma refeições leves e nutritivas, aumentando a ingestão de frutas, verduras e legumes, para ajudar a repor os nutrientes e contribuir para o bem-estar.

ATENÇÃO ESPECIAL PARA IDOSOS – O Carnaval é para todos e a folia não tem limite de idade. No entanto, foliões com mais de 60 anos precisam adotar alguns cuidados para garantir a diversão com bem-estar e segurança.

Por isso, a nutricionista da Divisão de Promoção da Alimentação Saudável e Atividade Física da Sesa, Viviane Bogasz de Melo, reafirma a necessidade dos cuidados já citados anteriormente, como uma alimentação com comida de verdade, hidratação, uso de roupas leves e cuidados com o consumo de álcool, mas destaca alguns sinais que devem gerar atenção para esse público.

“É preciso ficar atento a sinais de desidratação e exaustão pelo calor, como boca seca, sede intensa, fraqueza, confusão ou tontura. Se notar qualquer um desses sintomas, procure um local fresco e hidrate-se imediatamente. Caso os sintomas continuem, o ideal é buscar uma ajuda médica”, orientou.

ORIENTAÇÕES GERAIS:

– Mantenha hidratação constante ao longo do dia.

– Evite bebidas alcoólicas, que favorecem a desidratação.

– Utilize protetor solar com fator adequado e reaplique a cada duas horas.

– Prefira roupas leves, claras e que facilitem a transpiração.

– Use chapéus, bonés e óculos de sol para reduzir a exposição direta.

– Evite o sol nos horários mais quentes, entre 10h e 16h, buscando sombra e locais frescos.

– Opte por alimentação leve, com comida de verdade e rica em frutas, verduras e legumes.

– Utilize tintas e maquiagens apropriadas para a pele, a fim de prevenir alergias.

– Reserve períodos de descanso entre os dias de festa.

-Fique atento a sinais como boca seca, sede intensa, fraqueza, tontura ou confusão. Em caso de sintomas persistentes, procure atendimento de saúde.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Aprovado na Câmara o PL que equipara o reajuste dos/as Médicos/as e Veterinários TAEs

Foi aprovado nesta terça-feira (03/02), na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei nº 5.874/2025 na forma de substitutivo incorporando o PL nº 6.170/2025. O texto representa um avanço importante ao contemplar Médicos/as e Médicos/as Veterinários vinculados à Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE). A proposta equipara o reajuste salarial desses profissionais ao concedido no início de 2025 para os demais integrantes das carreiras dos TAEs.

Apesar do avanço, o substitutivo aprovado representa uma vitória parcial. O texto não contempla o reajuste dos steps de progressão, elemento essencial do modelo remuneratório da carreira dos técnico-administrativos em educação e firmado no Termo de Acordo nº 11/2024. Essa omissão mantém uma distorção grave na estrutura da carreira e aprofunda uma divisão injustificável entre os próprios servidores.

A matéria segue agora para análise no Senado Federal.

A aprovação do Projeto de Lei na Câmara é fruto direto da mobilização de Médicos e Médicas através do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar), em conjunto com os demais Sindicatos Médicos congregados na Federação Médica Brasileira (FMB); e também das demais entidades Médicas e das representações dos/as Médicos/as Veterinários/as.

Conforme nota oficial da FMB, “essa atuação articulada envolveu frentes políticas, jurídicas, presença em audiências públicas, diálogo com o Executivo e articulação constante no Congresso Nacional — sempre com o objetivo de corrigir a fratura inédita imposta pela Medida Provisória nº 1.286/2024 à carreira desses profissionais.”

Segundo a FMB: “O reconhecimento do RSC representa uma valorização administrativa importante. Ele permite que a experiência técnica, o conhecimento acumulado e a atuação profissional qualificada sejam consideradas no desenvolvimento funcional, sem interferir no exercício da profissão nem nas competências dos conselhos de classe.”

Para o Dr. Darley Rugeri Wollmann Junior, Vice-Presidente do Simepar e integrante da carreira dos TAEs no CHC-UFPR, é importante que os Médicos e Médicas continuem a mobilização para retomar a isonomia nas progressões das carreiras, e também para que o Governo Federal retome os concursos públicos, para que a carreira dos Médicos/as TAEs não seja extinta. “As entidades médicas devem manter a luta atentamente para não repetir o equívoco de não atuar desde o início do ‘atentado’ dos gestores contra os Médicos e Médicas RJU-TAEs das ‘antigas UFEs’.” Completou.

A Federação Médica Brasileira reafirmou em sua nota oficial que a luta por isonomia plena e justiça salarial permanece ativa. “A FMB seguirá firme na via judicial para assegurar o reajuste dos steps, pleitear a reparação retroativa dos efeitos da MP nº 1.286/2024 e manter a articulação no Senado durante a tramitação do projeto.”

Leia a seguir a íntegra da Nota da Federação Médica Brasileira:

Vitória parcial: reajuste aprovado, mas luta por isonomia salarial continua

A Federação Médica Brasileira (FMB) acompanha com atenção a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei nº 5.874/2025, aprovado na forma do substitutivo que incorporou o PL nº 6.170/2025. A matéria segue agora para análise no Senado Federal.

O texto representa um avanço importante ao contemplar médicos e médicos-veterinários vinculados à Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE). A proposta reconhece o direito ao Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), assegura a equiparação do reajuste salarial desses profissionais ao concedido no início de 2025 aos demais integrantes da carreira dos TAEs.

A FMB reconhece esse resultado como fruto direto de uma mobilização técnica, firme, permanente e compartilhada pela Federação, sindicatos de base, coletivo dos médicos, parlamentares e entidades representativas das categorias médica e médico-veterinária. Essa atuação articulada envolveu frentes políticas, jurídicas, presença em audiências públicas, diálogo com o Executivo e articulação constante no Congresso Nacional — sempre com o objetivo de corrigir a fratura inédita imposta pela Medida Provisória nº 1.286/2024 à carreira desses profissionais.

Apesar do avanço, o substitutivo aprovado representa uma vitória parcial. O texto não contempla o reajuste dos steps de progressão, elemento essencial do modelo remuneratório da carreira dos técnico-administrativos em educação E firmado no Termo de Acordo nº 11/2024. Essa omissão mantém uma distorção grave na estrutura da carreira e aprofunda uma divisão injustificável entre os próprios servidores do PCCTAE.

O reconhecimento do RSC representa uma valorização administrativa importante. Ele permite que a experiência técnica, o conhecimento acumulado e a atuação profissional qualificada sejam consideradas no desenvolvimento funcional, sem interferir no exercício da profissão nem nas competências dos conselhos de classe.

A Federação Médica Brasileira reafirma que a luta por isonomia plena e justiça salarial permanece ativa. A FMB seguirá firme na via judicial para assegurar o reajuste dos steps, pleitear a reparação retroativa dos efeitos da MP nº 1.286/2024 e manter a articulação no Senado durante a tramitação do projeto.

Por fim, a FMB reitera seu compromisso histórico com a valorização, dignidade e isonomia dos médicos e médicos-veterinários que atuam nas universidades e institutos federais, certos de que a mobilização coletiva continua sendo o principal instrumento de conquista de direitos.

Brasil, fevereiro de 2026.

A Diretoria

[VÍDEO] 2º Simepar Cast traz uma conversa sobre os direitos trabalhistas dos/as Médicos/as

Está no ar o segundo episódio do Simepar Cast, que busca esclarecer os principais modelos de contratação utilizados na Medicina e os riscos envolvidos em cada um deles, trazendo uma análise aprofundada sobre a pejotização, vínculo empregatício, jornada de trabalho e direitos trabalhistas.

Nossos convidados são os advogados Dr. Luiz Gustavo de Andrade e Dra. Miriam Cipriani Gomes, que são assessores jurídicos do Simepar.

O programa também aborda decisões recentes da Justiça envolvendo Médicos PJ, situações de subordinação, violência nos ambientes de atendimento e o papel do Sindicato nas negociações coletivas e na proteção jurídica da categoria. O objetivo do episódio é orientar os profissionais, reforçar a importância de conhecer seus direitos e mostrar como o Simepar atua diariamente para defender e garantir condições justas e seguras de trabalho para todos os médicos.