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CNJ e cartórios lançam sistema de Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos

Doar órgãos está mais fácil, rápido e seguro. O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luís Roberto Barroso, e o corregedor nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão, lançaram, nesta terça-feira (2/4), durante a sessão plenária, a campanha “Um Só Coração: Seja Vida na Vida de Alguém.” A iniciativa também marca a regulamentação do sistema de Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO).

Quem desejar ser um doador de órgãos poderá manifestar e formalizar a sua vontade por meio de um documento oficial, feito digitalmente em qualquer um dos 8.344 cartórios de notas do Brasil. “Essa ação pretende fomentar ainda mais as doações. Em 2023, a cada mil pessoas que faleceram no país, das quais 14,5% poderiam ser potenciais doadores, apenas 2,6% efetivaram a doação,” destacou. Segundo o ministro, a campanha visa estimular e contribuir para “transformar o luto dos que morreram na alegria dos que podem se beneficiar desses órgãos”.

O ministro Barroso reforçou a importância da doação e a segurança do sistema. “É um instrumento validado juridicamente e agiliza o processo de doação, além de facilitar a consulta de médicos e familiares sobre o desejo do paciente. É preciso conscientizar a população de que o processo está cada vez mais seguro e o efetivo engajamento de todos poderá salvar muitas vidas.”

Desenvolvida pelo Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), entidade que reúne os cartórios de notas de todo o país, e regulamentada pelo Provimento n. 164/2024 da Corregedoria Nacional de Justiça, a autorização eletrônica estará disponível gratuitamente pelo site www.aedo.org.br e por meio da Central Nacional de Doadores de Órgãos, que ficará disponível para consulta pelo CPF do falecido, feita pelos responsáveis do Sistema Nacional de Transplantes, do Ministério da Saúde.

“O provimento que regulamenta o procedimento de doação de órgãos assegurou a importância de que todos os cidadãos tenham acesso gratuito a um mecanismo seguro que fomente e agregue o maior número de doadores de órgãos e tecidos com o objetivo de que seja respeitada a declaração de vontade do doador,” assinalou o corregedor nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão.

Também presente na sessão, a presidente do CNB/CF, Giselle Oliveira de Barros, explicou que o procedimento agora fica simplificado, claro e seguro e que, em poucos cliques, a pessoa certifica sua vontade em ser doadora. “A AEDO soluciona importante demanda social que envolve a formalização da vontade de uma pessoa em ser doadora. Por meio de um documento oficial com plena validade jurídica, feito por um tabelião de notas, ela comprovará o desejo expresso em vida de esta pessoa salvar a vida de outra”.

Pela legislação vigente, quem autoriza a doação em caso de morte encefálica é a família do cidadão, que precisava estar ciente da intenção da pessoa em doar seus órgãos e/ou tecidos. Com a AEDO, esta manifestação de vontade fica registrada em uma base de dados acessada pelos profissionais da Saúde, que terão em mãos a comprovação do desejo do falecido para apresentar a família no momento do óbito.

Presente à solenidade, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, assegurou o compromisso de incentivar as consultas ao sistema eletrônico de doação de órgãos por parte dos profissionais de saúde. “Vamos, sobretudo, divulgar essa importante iniciativa às unidades de saúde credenciadas pelo Sistema Nacional de Transplante”, comprometeu-se. Ela destacou ainda que esse sistema é um dos mais robustos do mundo e com reconhecimento internacional, “mas ainda esbarramos em obstáculos, que são a rápida doação dos órgãos, o que esse instrumento vai agora favorecer por intermédio da manifestação expressa de vontade dos cidadãos e cidadãs”, complementou.

Como funciona

Para realizar a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos, o interessado preenche um formulário diretamente no site www.aedo.org.br, que é recepcionado pelo cartório de notas selecionado. Em seguida, o tabelião agenda uma videoconferência para identificar o interessado e coletar a sua manifestação de vontade. Por fim, o solicitante e o notário assinam digitalmente a AEDO, que fica disponível para consulta pelos responsáveis do Sistema Nacional de Transplantes. A plataforma está acessível 24 horas por dia, sete dias por semana, de qualquer dispositivo com acesso à internet.

Atualmente, são mais de 42 mil pessoas que aguardam na fila por um transplante de órgãos no Brasil, 500 delas, são crianças. Somente no ano passado, três mil pessoas faleceram pela falta de doação de um órgão. Pelo sistema, o cidadão poderá escolher qual órgão deseja doar – medula, intestino, rim, pulmão, fígado, córnea, coração ou todos. A maioria das pessoas na fila única nacional de transplantes aguarda a doação de um rim, seguido por fígado, coração, pulmão e pâncreas.

O Conselho Nacional de Justiça, por meio da Corregedoria Nacional de Justiça, terá o papel de editar os atos normativos referentes à AEDO, monitorar a implementação da AEDO e divulgar a AEDO aos órgãos do Poder Judiciário e ao público em geral.

Seja vida na vida de alguém

Para disseminar o novo sistema de doação, o CNJ e o CNB/CF uniram esforços para lançar a campanha “Um Só Coração: Seja Vida na Vida de Alguém.

Estrelada pela atriz Giovana Cordeiro, as peças publicitárias incentivam a doação pela AEDO, destacando que a sociedade pode transformar a tristeza em alegria, a saudade em esperança e o luto em renovação.

Toda a campanha foi desenvolvida por meio de parcerias, sem custos para as instituições. Entre os apoiadores estão o Conselho Federal de Medicina (CFM), entidades sindicais de profissionais da saúde, hospitais públicos e privados e santas casas, entre outros.

As informações são do CNJ.

Entenda o que é a Dengue grave e como ela é tratada

Também conhecida como dengue com sinais de alarme, a dengue grave é aquela que ocorre quando, de três a sete dias após o início dos sintomas tradicionais, o paciente entra em uma fase crítica, apresentando piora no estado clínico geral. A doença progride, geralmente, para sintomas graves e pode inclusive levar a óbito.

Por isso, é fundamental procurar ajuda o mais rápido possível caso apareçam alguns dos seguintes sinais: dor abdominal intensa, vômito persistente, às vezes até com sangue, dificuldade respiratória, confusão mental, fadiga, náuseas, queda da pressão arterial, sangue nas fezes e sangramento nas gengivas ou nariz.

Todas as faixas etárias estão suscetíveis à dengue grave, mas o risco pode ser maior em idosos, gestantes ou pessoas com comorbidades como diabetes e hipertensão arterial. Além disso, as chances de se desenvolver o quadro grave da doença é maior quando a pessoa tem dengue pela segunda vez.

Quais são os principais sintomas ou sinais de alerta da dengue grave?

  • Dor abdominal intensa e contínua;
  • Vômitos persistentes;
  • Acúmulo de líquidos em cavidades corporais (seja no abdômen ou entre os tecidos que revestem o pulmão ou o tórax);
  • Letargia e irritabilidade;
  • Dificuldade de respirar;
  • Aumento do tamanho do fígado (hepatomegalia);
  • Hipotensão postural (queda na pressão arterial após levantar);
  • Aumento progressivo do hematócrito;
  • Sangramento de mucosas como gengivas e nariz;
  • Sangue nas fezes.

Na dengue clássica, em geral, a recomendação é de repouso, enquanto durar a febre; ingestão de líquidos; administração de paracetamol ou dipirona em caso de dor ou febre. Na maioria dos casos, há uma cura espontânea depois de dez dias.

No caso da forma grave da doença, o protocolo do Ministério da Saúde é a internação do paciente para o manejo clínico adequado. Não se automedicar e procurar imediatamente o serviço de urgência em caso de surgimento de pelo menos um sinal de alarme é o recomendado.

Acesse a página da campanha Combate ao Mosquito.

Acesse a página da ação Brasil Unido Contra a Dengue.

As informações são do Ministério da Saúde.

Anvisa autoriza registro de vacina que previne bronquiolite em bebês

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o registro da vacina Abrysvo, da farmacêutica Pfizer. A dose combate o vírus sincicial respiratório (VSR), causador de infecções no trato respiratório, como a bronquiolite. A resolução foi publicada nesta segunda-feira (1º) no Diário Oficial da União.

Em nota, a Anvisa destacou que a bronquiolite é uma inflamação dos brônquios que acomete com bastante preocupação crianças pequenas e bebês. O imunizante é indicado para a prevenção da doença do trato respiratório inferior em crianças desde o nascimento até os seis meses de idade por meio da imunização ativa em gestantes.

“Isso significa que, para a proteção das crianças, a aplicação da vacina deve ser feita nas mães, durante a gestação. A vacina não é aplicada diretamente nos bebês”, reforçou a agência. A dose também foi autorizada para a prevenção da doença do trato respiratório inferior em pessoas com 60 anos ou mais, população também considerada de risco para a doença.

A vacina

A vacina Abrysvo é descrita como bivalente, já que é composta por dois antígenos da proteína de superfície F do VSR. A administração é intramuscular e em dose única. Segundo a Anvisa, o imunizante deve ser aplicado durante o segundo ou terceiro trimestre da gestação.

“Como todo medicamento, foram observados alguns efeitos colaterais na administração do imunizante, sendo os mais comuns: dor no local da vacinação, dor de cabeça e dor muscular”, destacou a agência. “Ainda assim, a totalidade das evidências apresentadas à Anvisa foi capaz de demonstrar que os benefícios da vacina são superiores aos seus riscos.”

A Anvisa já havia autorizado o registro da vacina Arexvy, da farmacêutica GlaxoSmith Kline, também destinada à prevenção de doenças causadas pelo VSR, porém, com indicação restrita à população com idade superior a 60 anos.

As informações são da Agência Brasil

Vacinação contra a dengue será ampliada para 17 cidades da região de Apucarana

O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (27) a ampliação da vacinação contra a dengue para mais 154 municípios brasileiros, sendo 17 do Paraná. As cidades paranaenses que serão contempladas abrangem a 16ª Regional de Saúde de Apucarana. A notícia foi divulgada durante uma transmissão ao vivo realizada no YouTube do Ministério da Saúde. O público-alvo para essa vacina abrange crianças de 10 a 14 anos.

Os municípios que compõe a 16ª RS são: Apucarana, Arapongas, Bom Sucesso, Borrazópolis, Califórnia, Cambira, Faxinal, Grandes Rios, Jandaia do Sul, Kaloré, Marilândia do Sul, Marumbi, Mauá da Serra, Novo Itacolomi, Rio Bom, Sabáudia e São Pedro do Ivaí.

O último boletim da dengue divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) nesta terça-feira (26) registra 306.340 notificações de possíveis casos da doença nos 399 municípios do Paraná, 135.961 confirmações e 77 óbitos. Destes, 29.025 notificações, 21.508 casos e 15 óbitos pertencem a 16ª RS, tornando atualmente a região com maior incidência de dengue no Estado.

A ampliação atende a ofícios enviados pela Sesa para o Ministério da Saúde. “Esse é um pedido que já havíamos feito lá atrás: que os novos lotes de vacinas fossem distribuídos para outras regiões. Aguardamos o quantitativo e a nota técnica, mas já sabemos que a região que será atendida nesse momento será a 16ª Regional de Saúde de Apucarana. O Paraná continuará atento, antecipando situações e ajudando o Ministério da Saúde e os municípios a atingir o melhor percentual possível de pessoas vacinadas contra a dengue”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

DISTRIBUIÇÃO – Segundo o governo federal, um lote com 930 mil doses será distribuído e destinado para o início da vacinação nestas novas regiões, além de mais envios para municípios que já foram contemplados para garantir a continuidade da imunização nestas localidades (a administração acontece em duas doses). A data de envio desta nova remessa ainda não foi confirmada, a estimativa do Ministério da Saúde é iniciar a distribuição na próxima semana.

O Paraná recebeu até o momento um único lote dos imunizantes Qdenga produzidos pela farmacêutica Takeda com 35.025 doses. Estas vacinas foram destinadas para 21 municípios da 17ª Regional de Saúde de Londrina, com 23.064 doses, e nove cidades da 9ª RS de Foz do Iguaçu, com 11.961 doses. Segundo um levantamento da Sesa, divulgado nesta segunda-feira (25), 19.694 vacinas foram aplicadas até o momento, cerca de 56% do total recebido.

REMANEJAMENTO DE DOSES – O Ministério da Saúde ainda afirmou que irá divulgar uma Nota Técnica nesta quarta-feira (27) formalizando a recomendação para que os estados realizem o remanejamento de doses para municípios que não foram contemplados na primeira distribuição, visto que o prazo de validade destes imunizantes é curto. O lote do Paraná, por exemplo, tem vencimento em 30 de junho.

Segundo o governo federal, será disponibilizado uma lista de municípios aptos a receber a vacina e os estados terão autonomia para remanejar as doses disponíveis para essas cidades. Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, a pasta irá garantir a segunda dose para essas regiões.

Na prática, municípios que não receberam as doses na primeira remessa, se estiverem listados pelo Ministério da Saúde como regiões prioritárias (listagem que ainda não foi divulgada), poderão receber doses dos municípios que não tiveram adesão da população e possuem vacinas em estoque.

A Sesa aguarda a oficialização dessa informação por meio de documento do Ministério da Saúde. O Estado já iniciou um levantamento junto aos municípios que receberam as doses da primeira remessa para mensurar o número de vacinas disponíveis e definir novas estratégias de distribuição, se for necessário.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Dirigentes do Simepar participam de Congresso da Federação Médica Brasileira

Os Diretores do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar), Drs. Marlus Volney de Morais (Presidente), Darley Rugeri Wollmann Junior (Vice-Presidente) e Brasil Vianna Neto (Tesoureiro) participaram do II Congresso Extraordinário da Federação Médica Brasileira (FMB) que foi realizado nos dias 14, 15 e 16 de março, em João Pessoa, na Paraíba.

O evento contou com a participação de integrantes de 26 sindicatos médicos de todo o País, além de estudantes de medicina representados pela Associação dos Estudantes de Medicina da Paraíba (AEMED-PB) e Associação dos Estudantes de Medicina do Brasil (AEMED-BR).

Durante o Congresso, foram debatidas questões de organização da FMB, com a apresentação de balanços e planejamentos, alterações do estatuto; além de questões mais gerais dos profissionais da medicina, com debates sobre o piso salarial, a pejotização e o futuro da função médica no país.

Um dos momentos mais importantes do evento foi a participação do presidente do Tribunal de Contas da Paraíba (TCE-PB) Dr. Nominando Diniz Filho, que também é médico. Ele falou sobre a terceirização e a pejotização da mão de obra médica no Brasil. Dr. Diniz enfatizou a necessidade de transparência nas gestões públicas. “Transparência é princípio, não é liberalidade. Nesse contexto, há dois tipos de transparência: a ativa, quando é disponibilizada pelo órgão público, e a passiva, quando é pública, mas precisa ser solicitada.”, declarou o Dr. Nominando Diniz.

O presidente do TCE-PB apresentou o sistema Sagres – Sistema de Acompanhamento dos Recursos da Sociedade – ferramenta criada pelo Tribunal de Contas da Paraíba, sendo hoje referência para os tribunais no país, que reúne informações sobre o registro das despesas, envolvendo as gestões públicas, que podem ser acessadas a critério dos interessados.

Para o médico, é fundamental a união dos poderes públicos e da sociedade civil no combate às irregularidades nas contratações em todas as esferas públicas. Ele detalhou, por exemplo, os prejuízos dos profissionais de medicina contratados como pessoa jurídica. “O trabalhador PJ não tem os mesmos direitos que um trabalhador contratado em regime de CLT. Ou seja, quem é contratado PJ não tem direito a seguro-desemprego, licença maternidade, FGTS etc.”

O Dr. Darley Rugeri Wollmann Junior, Vice-Presidente do Simepar, levou para o Congresso o debate sobre a situação dos médicos e médicas que atuam nos hospitais federais contratados pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) e os contratados pelo Regime Jurídico Único. Ambos estão com péssimas condições de trabalho e remuneração e precisam de uma articulação nacional para reverter a atual situação. Dr. Darley relatou o caso da UFPR e sua Reitoria, que está fazendo o enfrentamento contra os /as médicos/as e demais servidores estatutários e a que a EBSERH age com a das chefias e gerências, diretamente contra os trabalhadores.

A FMB incorporou as propostas trazidas pelo Vice-Presidente do Simepar e deverá atuar junto ao Governo Federal na defesa desses profissionais.

Os debates e propostas levantadas e aprovadas durante o II Congresso Extraordinário da FMB foram sistematizadas resultando numa carta aprovada pelos participantes. Leia a seguir:

CARTA DE JOÃO PESSOA

Reunidos nos dias 14,15 e 16 de março de 2024, em João Pessoa, na Paraíba, dirigentes da Federação Médica Brasileira (FMB) e representantes de sindicatos de base, debateram e aprovaram alterações estatutárias importantes para dar continuidade ao crescimento da Entidade, que envolveram importantes assuntos de interesse nacional e da categoria médica

A FMB vem tornar ciente a sociedade o seu posicionamento sobre os principais pontos abordados nas discussões.

• Devido ao grande avanço das terceirizações na prestação dos serviços médicos, torna-se necessário, para uma maior transparência “O acompanhamento do caminho do dinheiro público”. Sendo assim, defendemos que os nossos sindicatos de base atuem junto aos Tribunais de Contas dos seus Estados, para que os mesmos ofereçam sistemas de informações ágeis. Como exemplos, os programas: Ajunta/Sangres, usado pelo Tribunal de Contas da Paraíba (TCE-PB).

• Desenvolver estratégias que garantam segurança jurídica para os médicos que têm tido o vínculo de trabalho precarizado pelo processo de “pejotização”, sem outra opção de escolha. O atual regramento contratual do Direito Civil tem sido insuficiente para a proteção do médico junto a esses vínculos e contra a inadimplência dos pagamentos, além da falta de transparência e impessoalidade necessários à gestão de serviços e recursos públicos.

• Lutar pelo estabelecimento em Lei de um salário profissional médico, tendo como referência o Projeto de Lei 1365/2022, de autoria da senadora Daniella Ribeiro, da Paraíba, e que tem como relator o senador Nelsinho Trad, do Mato Grosso do Sul.

• Organizar encontro das Entidades Médicas para montar estratégias para trabalhar ações no Congresso Nacional, para agilizar a aprovação da Lei.

• Reafirmamos a posição de ser contra a abertura de novas escolas médicas e extensão de novas vaga sem cursos de Medicina, posição firmada pela FMB em relação à avaliação dos estudantes no final do curso de Medicina, definida no ENEM, realizado em Brasília em junho de 2023.

• Pela importância de cada vez mais estimular a participação dos estudantes junto às entidades sindicais em cada Estado, defendendo o interesse dos estudantes de Medicina na graduação, garantindo a autonomia de suas entidades. Trabalhar ativamente na preparação dos acadêmicos de Medicina para sua atuação como médicos bem formados e capacitando-os para serem futuros dirigentes das entidades médicas.

• Realizar o 1º Congresso Acadêmico Sindical da FMB, promovido em parceria com o Sindicato dos Médicos do Pará, em Belém, no Pará, em junho de 2024.

• Estimular e garantir a participação do maior número de sindicatos e dos estudantes de Medicina na 6ª Conferência Internacional de Sindicatos Médicos, a ser realizada em Fortaleza, no Ceará, em maio de 2025.

• Estimular e garantir a participação do maior número de representantes de sindicatos e dos estudantes de Medicina no Congresso Ordinário da FMB, que será realizado em Belo Horizonte, Minas Gerais, em novembro de 2024.

• Por fim, os signatários dessa Carta reafirmam incondicionalmente a defesa de uma Medicina com qualidade, condições de trabalho digno para o médico e carreira médica com salário compatível com a sua formação.

João Pessoa, Paraíba, 16 de março de 2024.

Federação Médica Brasileira – FMB @portalfmb

Sindicatos de Base e Entidades signatárias deste documento

SINDMED AC @sindmedacre
SINMED AL @sinmedalagoas
SINDMED AP
SIMEAM @simeamoficial
SIMEA Anápolis GO @sind.medicos.anapolis
SINDIMED Campinas e Região SP @sindimedcampinas
SIMEC CE @sindicatodosmedicosdoceara
SIMERSUL Criciúma SC @simersul
SINDMED ABC SP @casadosmedicosabc
SINDIMED Juiz de Fora e Zona da Mata
SINMED MG @sinmedmg
SINDMED MS @sinmedms
SINDMED MT @sindimed.matogrosso
SINDMEPA @sindmepa
SIMEPAR @simepar_med
SIMED PB @simedpb
SIMEPE @_simepe
SINDIMED RIO GRANDE RS
SIMERO @simero_oficial
SINMED RJ @sinmedriodejaneiro
SIMERS @simersoficial
SIMED RR
SIMESC @simesc_med
SINDOMED Santa Maria RS
SIMESUL Sorocaba e Região
SIMED TO @simedto
AEMED-PB @aemed-pb
AEMED BRASIL @aemed.br

Com informações da Federação Médica Brasileira.

Ministério da Saúde amplia vacinação contra a dengue para mais 154 municípios

O Ministério da Saúde vai distribuir a vacina contra a dengue para mais 154 municípios brasileiros. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (27). Até então, 521 municípios haviam sido selecionados para receber as doses e iniciar a vacinação contra a doença na rede pública em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.

De acordo com a pasta, as seguintes regiões de saúde foram contempladas pela ampliação: Central (ES), Betim (MG), Uberaba (MG), Uberlândia/Araguari (MG), Recife, Apucarana (PR), Grande Florianópolis, Aquífero Guarani (SP), Região Metropolitana de Campinas (SP), São José do Rio Preto (SP) e São Paulo.

Dados do ministério indicam que, até o momento, 1.235.119 doses foram enviadas aos estados e municípios desde o início da vacinação contra a dengue. Dessas, 534.631 foram registradas como aplicadas, enquanto 700.488 ainda não foram registradas. De todos os 521 municípios que receberam a vacina, 13 não enviaram dados para o governo federal.

Além disso, 668 mil doses estão próximas do vencimento, previsto para 30 de abril. O diretor do Departamento de Emergência em Saúde Pública e do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública para Dengue e outras Arboviroses (COE-Dengue), Márcio Garcia, detalhou o esquema de ampliação de municípios contemplados.

“A gente sabe que tem um quantitativo dessas doses que não foi aplicado. Não podemos deixar essas doses vencerem, é preciso utilizá-las. Diante disso, o Ministério da Saúde trouxe uma solução: redistribuir, dentro das unidades federadas, ou seja, dentro dos estados, para municípios que ainda não foram contemplados.”

Segundo Garcia, a redistribuição para municípios dentro dos próprios estados será regulamentada por uma nota técnica publicada ainda hoje. Duas unidades federadas não têm municípios para remanejar as doses recebidas: o Distrito Federal, por uma característica local, e Mato Grosso do Sul, que foi contemplado em sua totalidade.

“A solução que encontramos foi concentrar as doses próximas do vencimento dessas duas unidades federadas e, para facilitar a logística, encaminhar tudo para um estado só. Escolhemos o Amapá, considerando o quantitativo de doses que teremos, a concentração da população na capital e o número de municípios que o estado tem, sem falar na própria situação epidemiológica, que justifica esse remanejamento.”

Nova remessa

Ainda segundo Garcia, o ministério recebeu nova remessa de doses contra a dengue – a primeira comprada, já que a anterior foi doada pelo fabricante. Ao todo, 930 mil doses serão distribuídas para os 521 municípios anteriormente selecionados e para os 154 agora contemplados com a ampliação.

“Enviaremos uma parte dessas doses para repor as que foram remanejadas em municípios inicialmente contemplados. Assim, garantiremos a continuidade da vacinação em locais com dose por vencer agora e que vão redistribuir. E também vamos garantir doses para aqueles municípios que estão vacinando bem. A ideia é que aquele município onde está acabando a dose receba mais para continuar a estratégia de vacinação”, explicou.

“Decidimos seguir a lista que foi pactuada com representações de estados e municípios. Seguimos a ordem e vamos garantir a distribuição de doses para contemplar essas regiões. A ideia é encaminhar doses novas, doses com prazo de validade adequado para esses locais e, com isso, contemplar mais 154 municípios na vacinação contra a dengue”, concluiu.

As informações são da Agência Brasil.

LEIA TAMBÉM: Paraná aplicou 56% das doses da vacina contra a dengue recebidas

Boletim da dengue aponta 22 mil novos casos e mais 18 óbitos no Paraná

O informe semanal da dengue divulgado nesta terça-feira (26) pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) registra mais 22.767 casos e 18 óbitos. Com esta atualização, o Paraná soma agora 135.961 casos e 77 óbitos em todo o Estado neste período sazonal (2023/2024).

As mortes são de pessoas entre 25 e 100 anos, sendo nove homens e nove mulheres. Nove pessoas não possuíam comorbidades. Elas foram registradas em diferentes Regionais de Saúde: São João (7ª RS), Luiziana (11ª RS), Mandaguari (15ª RS) e Cornélio Procópio (18ª RS) registraram um óbito; Cascavel (10ª RS), Apucarana (16ª RS) e Toledo (20ª RS), dois óbitos por município; Londrina (17ª RS), quatro óbitos; e na 8ª RS ocorreram quatro mortes, sendo duas em Ampére, uma em Cruzeiro do Iguaçu e uma em Nova Esperança do Sudoeste.

As Regionais com mais casos confirmados de dengue são a 16ª RS de Apucarana (21.508), 10ª de Cascavel (18.468), 8ª RS de Francisco Beltrão (15.168), 17ª RS de Londrina (13.546), 15ª RS de Maringá (11.208) e 11ª RS de Campo Mourão (9.629). Já os municípios que apresentam mais casos confirmados são Apucarana (13.450), Londrina (9.929), Cascavel (8.210), Maringá (6.100) e Paranavaí (3.998).

Este é o 29º Informe Epidemiológico publicado pela Vigilância Ambiental da Sesa, que registrou também 306.340 notificações, 214.915 casos prováveis e 71.262 casos em investigação. No total já foram descartados 91.425 casos. Dos 399 municípios, 356 apresentaram casos autóctones, quando a doença é contraída localmente, e todos os municípios tiveram notificações.

CHIKUNGUNYA – O novo boletim confirmou ainda um novo caso de chikungunya, somando 92 confirmações da doença no Estado. Do total de casos, 58 são autóctones (quando a doença é contraída no município de residência). Há, ainda, 380 casos em investigação e 923 notificações.

Desde o início deste período não houve confirmação de casos de zika vírus. Foram registradas 87 notificações.

Confira o informe semanal AQUI e mais informações neste link.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Ministério da Saúde firma convênio para desenvolver tratamentos do câncer com célula CAR-T

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, celebrou, nesta segunda-feira (25), convênio com a Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto (SP) para o desenvolvimento de projetos para uso de células CAR-T no tratamento do câncer no Brasil. Foram investidos R$ 100 milhões na pesquisa que tem prazo de execução de 34 meses.

A Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto, em conjunto com o Instituto Butantan e a Universidade de São Paulo, é uma das pioneiras na produção dessa terapia em solo nacional. O convênio visa não apenas ao desenvolvimento, mas também à implementação de um sistema de qualidade que garanta a segurança e eficácia dos procedimentos.

“Esse estudo clínico permitirá fazer chegar à população um tratamento revolucionário para tipos de câncer como linfomas, leucemia aguda e outras doenças. Essa tem que ser a visão maior da ciência e tecnologia no SUS. Salvar vidas, garantir essas condições para os pacientes, o que representa também uma economia muito importante para que possamos abranger novos tratamentos”, disse a ministra.

As terapias com células CAR-T utilizam as próprias células imunológicas do paciente, modificadas geneticamente, para atacar as cancerígenas. Apesar de representarem um avanço revolucionário, demonstrando uma eficácia superior a 80% em pacientes em estágio terminal, as terapias de células CAR-T são inacessíveis para a maioria da população por seus custos proibitivos, excedendo US$ 350 mil por dose. O preço elevado cria uma disparidade acentuada no acesso, especialmente para pacientes de regiões de baixa e média renda.

Essa abordagem, aprovada pela Food and Drug Administration (FDA) em 2017, agora é foco de investimentos do Ministério da Saúde, no âmbito do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e do novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). Com a produção local, o tratamento poderia ser disponibilizado gratuitamente à população brasileira. A nacionalização da produção, insumos e mão de obra reduzem consideravelmente o custo para a fabricação das células CAR-T. A Perspectiva de que os valores de custo ofertado do produto celular para tratamento ao SUS seja em torno de 10 a 15% do valor do produto já aprovado para comercialização no Brasil.

A terapia com células CAR-T pode impactar na redução do uso de remédios para a dor, da necessidade de sessões de quimioterapia e suas complicações, trazendo qualidade de vida aos pacientes sem mais alternativas terapêuticas ou que sofrem com a recorrência do câncer após terapias anteriores. As células CAR-T permanecem ativas no organismo por um longo período e têm potencial de remissão total do câncer em pacientes que não respondem aos tratamentos convencionais.

Inovação para tratamento de câncer

Ainda nesta segunda-feira (25), a ministra Nísia Trindade participou da inauguração do Projeto Genoma SUS em Ribeirão Preto (SP). Com investimento de R$ 80 milhões para o período de um ano, a pesquisa pretende caracterizar aspectos genômicos que impactam o processo saúde-doença dos brasileiros.

“É impressionante a qualidade do projeto. É uma emoção ver o conhecimento científico e da genômica aplicados ao Sistema Único de Saúde (SUS) de forma que cada vez mais vai permitir o que chamamos de uma saúde pública de precisão”, afirmou a ministra durante o ato.

A iniciativa possui eixos temáticos que incluem doenças de relevância para o SUS, como câncer, doenças infecciosas, doenças cardiovasculares, neurológicas, endócrino-metabólicas, autoimunes, hematológicas e raras, assim como temas relevantes para o cuidado em saúde como envelhecimento e resposta a fármacos.

O projeto gerará sequências completas para a formação do banco nacional de dados genômicos e clínicos do Programa Genomas Brasil, refletindo a diversidade étnica e regional dos brasileiros. A princípio, é previsto o sequenciamento do genoma completo de 21 mil brasileiros.

Projetos de imunoterapia

Na terça-feira (26), a ministra da Saúde, Nísia Trindade, vai ao Rio de Janeiro onde participa do lançamento da estratégia para terapias avançadas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A iniciativa beneficiará pacientes com doenças oncológicas, infecciosas e genéticas atendidos pelo SUS.

A estratégia prevê a transferência de tecnologia entre a estadunidense Caring Cross e o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) para a produção de células CAR-T e vetores lentivirais. A ação representa também um avanço na parceria com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), que realizará os ensaios clínicos para cânceres hematológicos.

As informações são do Ministério da Saúde

Paraná aplicou 56% das doses da vacina contra a dengue recebidas

Um novo levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) registra a aplicação de 19.694 vacinas contra a dengue no Paraná até esta segunda-feira (25). O número representa 56,22% das 35.025 doses da Qdenga, imunizante produzido pela farmacêutica Takeda, distribuídas pelo governo federal no final de fevereiro.

Conforme definido pelo Ministério da Saúde, a faixa prioritária atual para a imunização é de 10 a 14 anos. O Paraná recebeu vacinas destinadas exclusivamente para 30 municípios: 21 da 17ª Regional de Saúde de Londrina, com 23.064 doses, e nove da 9ª RS de Foz do Iguaçu, com 11.961.

Os municípios da 17ª RS registraram 13.327 aplicações – 57,78% do total destinado para essa região. As cidades da 9ª RS somaram 6.367 aplicações, ou 53,23% do quantitativo recebido. Os imunizantes enviados têm validade até 30 de junho deste ano.

“Quero chamar a atenção da população desses 30 municípios que têm essas doses para a importância da administração da vacina contra a dengue. A data de validade é outro fator para que o público-alvo procure uma unidade de saúde o mais breve possível”, afirmou.

O Paraná é o 4º estado do País com a maior incidência de dengue, atrás do Espírito Santo, Minas Gerais e Distrito Federal, conforme dados do Informe nº 6 do Centro de Operação de Emergências (COE) do Ministério da Saúde. O último boletim divulgado pela Sesa registra 263.077 notificações de possíveis casos da doença, 113.194 confirmações e 60 óbitos.

Confira o número de doses aplicadas por município:

9ª Regional de Saúde de Foz do Iguaçu – 6.367

  • Foz do Iguaçu – 3.999
  • Itaipulândia – 323
  • Matelândia – 419
  • Medianeira – 496
  • Missal – 100
  • Ramilândia – 76
  • Santa Terezinha de Itaipu – 559
  • São Miguel do Iguaçu – 350
  • Serranópolis do Iguaçu – 45

 

17ª Regional de Saúde de Londrina – 13.327

  • Alvorada do Sul – 148
  • Assaí – 379
  • Bela Vista do Paraíso – 300
  • Cafeara – 26
  • Cambé – 1.229
  • Centenário do Sul – 76
  • Florestópolis – 202
  • Guaraci – 69
  • Ibiporã – 811
  • Jaguapitã – 236
  • Jataizinho – 210
  • Londrina – 7.521
  • Lupionópolis – 132
  • Miraselva – 35
  • Pitangueiras – 79
  • Porecatu – 204
  • Prado Ferreira – 87
  • Primeiro de Maio – 102
  • Rolândia – 1.105
  • Sertanópolis – 129
  • Tamarana – 247

 

As informações são da Agência Estadual de Notícias

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